terça-feira, 31 de maio de 2016

Fungos nos morangos

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A experiência de comprar uma bandeja de morangos e notar que grande parte deles (normalmente, os que ficam escondidos na parte inferior) estão em processo de deterioração já avançado, muitos deles já com fungos de forma escancarada. Ou então deixou os pães de forma no armário e, antes de expirar o prazo de validade deles, notou bolor em uma das fatias.
 
Como agir nesses casos? Devemos descartar todo o produto? Ou podemos retirar os pedaços com fungo e ingerir o restante?
 
No caso de deterioração por fungos, o tipo do alimento é um fator muito importante para entender riscos de consumo ou não.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disponibilizou em seu portal uma lista de perguntas e respostas sobre os fungos, esclarecendo dúvidas importantes.
 
De forma bem simplificada:
  • Existem centenas de milhares de tipos de fungos, sendo a maioria filamentoso e produtor de esporos. São os esporos que dão aos fungos as cores que notamos no produto deteriorado. Os fungos possuem raízes profundas que, muitas vezes, não são visíveis;
  • Alguns fungos são causadores de reações alérgicas e problemas respiratórios. E ainda, em determinadas condições, alguns fungos produzem micotoxinas, como a famosa aflatoxina, que tem danos cumulativos no organismo e está associada a alguns tipos de câncer;
  • Alguns tipos de queijos, por exemplo, são produzidos com fungos, sem qualquer risco à saúde.
Alimentos firmes, como frutas e vegetais duros (com exceção da maçã) são mais seguros para “cortar a parte deteriorada com fungo” ( e mais 1cm de margem não teria risco a saúde) e ingerir o restante, pois a condição do alimento não permite que as raízes do fungo se espalhem pelo alimento.
 
No caso do pão, embora seja um alimento sólido, tem uma superfície muito porosa, assim, é muito fácil para o fungo se espalhar por todo o produto, ainda que não esteja visível. O mesmo vale para as frutas macias, como os morangos.
 
Para facilitar esse entendimento, o USDA disponibilizou uma tabela com as recomendações para cada caso, simplificada a seguir:
 
TIPO DE ALIMENTOO QUE FAZER:POR QUE FAZER:
Embutidos, bacon, salsichas, carnes cozidas, pratos prontos caseiros (como lasanha, por exemplo), grãos cozidos (feijão cozido, por exemplo),Descartar.Produtos com alto teor de umidade podem ter contaminação por fungos além da superfície visível. Também pode haver crescimento de bactérias em paralelo ao crescimento dos fungos.
Salames duros e embutidos defumadosUsar. Retirar a superfície visível do fungo.Para esses produtos, o crescimento de fungos na superfície é considerado normal.
Queijos firmes, duros (cujo processamento não seja baseado na maturação com fungos)Usar. Cortar, pelo menos 2,5 cm em torno e abaixo da superfície visível do fungo (evitar contato da faca com o fungo para não contaminar as outras partes do queijo). Depois de retirar a parte deteriorada, recobrir o queijo com embalagem limpa.Pela textura firme, os fungos não conseguem penetrar profundamente no queijo.
Queijos feitos com fungo (como Roquefort, Gorgonzola, Brie, Camembert)Nos queijos macios, como Camembert, descartar o produto contaminado com fungos diferentes do esperado para o queijo.Em queijos duros, como o Gorgonzola, proceder como descrito acima para os queijos firmes.Fungos que não fazem parte do processamento do queijo podem ser perigosos.
Queijos macios (como Cottage, cream cheese)Todos os tipos de queijos fatiadosDescartar.Produtos com alto teor de umidade podem ter contaminação por fungos além da superfície visível. Também pode haver crescimento de bactérias em paralelo ao crescimento dos fungos. Nos fatiados, a contaminação pode ser proveniente do equipamento fatiador.
GeléiasDescartar.O fungo pode ter produzido micotoxinas.
Frutas e vegetais, FIRMES (como repolho, pimentão, cenoura, etc)Usar. Cortar, pelo menos 2,5 cm em torno e abaixo da superfície visível do fungo (evitar contato da faca com o fungo para não contaminar as outras partes do produto).Pequenos pontos com fungos podem ser cortados de frutas e vegetais firmes. A textura dificulta que o fungo penetre profundamente no alimento.
Frutas e legumes, MACIOS (como pepinos, tomates, pêssegos, etc)Descartar.Frutas e vegetais macios podem ter contaminação por fungo além da superfície (ainda que não esteja visível)
Pães e bolos assadosDescartar.Alimentos porosos podem estar contaminados além da superfície visível.
Assim, a orientação do USDA é para descartamos toda a bandeja de morangos e a embalagem de pães de forma! Claro que muitos dirão: sempre fiz isso e nunca me fez mal!
Enfim, a decisão é pessoal, mas que vale a reflexão, sempre vale!
A dica é tentar consumir esses produtos mais propensos à deterioração por fungos tão logo sejam comprados. E nunca estocar em casa! E, pensando mais a fundo, acho que vale abrir a bandeja de morangos ainda no caixa do supermercado. Tem fungo: nem leva para a casa!


Fonte: Food Safety Brazil

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Carne clandestina - PERIGO !!!

carne clandestina
 
Saber a procedência dos produtos que são consumidos evita danos à saúde.
 
A carne merece atenção especial.
 
É importante observar se o produto foi inspecionado e se traz a garantia de qualidade.
Além de intoxicações alimentares, ingerir o alimento não fiscalizado pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses.
 
Para minimizar os efeitos negativos,  o fiscal federal agropecuário Adriano Guahyba afirma que o ideal é comprar a carne embalada e refrigerada, além de verificar se os rótulos do produto apresentam o selo do Serviço de Inspeção  Federal (SIF),  dos municípios (SIM) ou Estados (SIE).
“Essa é a melhor forma de garantir a qualidade do produto. Muitas vezes, pelo preço, os consumidores optam por comprar em locais que não oferecem a garantia de segurança”, ressalta Guahyba.
Caso não se comprove a origem e o registro da carne, ou outros produtos de origem animal, o consumidor deve denunciar ao Ministério da Agricultura, para que seja feita a verificação da origem e qualidade do produto oferecido.
 
Segundo o fiscal, um dos problemas mais comuns ao consumir a carne sem os devidos cuidados é a toxinfecção alimentar, infecção adquirida por meio do consumo de alimentos contaminados por bactérias ou toxinas que pode levar o consumidor à morte.
Guahyba também cita a teníase como outro risco resultante das más condições sanitárias.
“A doença, causada por parasitas, geralmente é transmitida pelo consumo de carne contaminada com cisticercos (larvas do verme). Quando mal cozida ou assada, pode causar sérios riscos ao organismo, entre eles problemas nervosos e cegueira”, destaca.
 
Mas não são somente esses problemas que o consumidor pode apresentar ao ingerir o alimento sem a devida inspeção.
Os produtos obtidos a partir do abate clandestino podem ser também vetores das doenças transmitidas dos animais aos homens, como a tuberculose e brucelose.
“A contaminação das carnes só poderá ser identificada – e os produtos, descartados –, mediante a inspeção de médico veterinário capacitado. Os abates clandestinos são efetuados em locais impróprios, sem estrutura adequada e sem higiene. Há riscos de contaminação ambiental, propagação de vetores transmissores de doenças e prejuízo à saúde publica”, ressalta o fiscal.
 
Todos os estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado ao Ministério da Agricultura,  dispõem de fiscal federal agropecuário, no caso, médico veterinário,  para realizar a inspeção e a fiscalização do cumprimento das exigências sanitárias.
 
Nos estabelecimentos de abate, a presença diária desses profissionais é obrigatória para a identificação de possíveis doenças, a destinação das peças que possam estar comprometidas e a supervisão geral dos procedimentos nos abatedouros.
“O animal é submetido a uma série de análises e exames, antes e após o abate, para garantir ao consumidor final um produto de qualidade. São as denominadas inspeções ante mortem e post mortem”, explica Guahyba.
Atualmente, o Serviço de Inspeção Federal (SIF) tem atuação em mais de 4 mil estabelecimentos brasileiros.
 
Fonte: Food Safety

sexta-feira, 27 de maio de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Bifum

Dica de massa saudável. Sem glúten e sem ovos. É a massa de arroz, também conhecida como bifum.
Boa para quem quer perder peso mas tem dificuldade de abrir mão da massa em suas refeições.
E o preço é bem acessível, R$2,89 no Bourbon.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Álcool 70%


Na área da saúde, “álcool” refere-se a dois compostos químicos solúveis em água – álcool etílico (etanol) e álcool isopropílico – que têm características germicidas em função de suas concentrações.
Recordo quando estava na graduação e aconselhei meu pai a comprar álcool (etanol) 70%, pois seu uso seria mais eficiente na desinfecção do que o álcool 99,6% (absoluto). Em contrapartida ao conselho, veio uma pergunta: “Mas se ele é menos concentrado, por que é mais eficiente?”. A razão por trás disso é o modo de ação do álcool 70%.
O álcool 70% possui concentração ótima para o efeito bactericida, porque a desnaturação das proteínas do microrganismo faz-se mais eficientemente na presença da água, pois esta facilita a entrada do álcool para dentro da bactéria e também retarda a volatilização do álcool, permitindo maior tempo de contato. Nessa concentração o etanol destrói bactérias vegetativas, porém esporos bacterianos podem ser resistentes. Fungos e Vírus (envelopados, como o vírus Influenza H1N1) também são destruídos pelo álcool (leia mais aqui).
Na verdade, a ciência sabe que o álcool interrompe muitas funções essenciais à bactéria, embora não estejam muito claras quais destas interrupções podem levar à morte celular.
Prováveis efeitos:
Em primeiro lugar, o álcool destrói a membrana celular externa por desidratação, afinal o álcool é higroscópico e hidrofílico. Em segundo lugar, as moléculas de álcool penetram no citoplasma e, como resultado, precipitam as proteínas devido à desnaturação. Em terceiro lugar, coagulação de enzimas responsáveis por atividades celulares essenciais.
Quando se utiliza o álcool (etanol) 99,6% para desinfecção, ocorre uma coagulação extremamente rápida, não havendo penetração no interior da célula e, portanto, não matando o micróbio. Essa atuação ineficaz ocorre devida à rápida volatilização do etanol nessa concentração.
E por que 70%?
O grau de hidratação é um fator importante para a atividade antimicrobiana. Mas como chegaram à conclusão de que a concentração 70% é melhor do que em 50%, 60% ou 80%, por exemplo? Muitas pesquisas foram conduzidas, e podemos citar algumas em que observaram a atividade antimicrobiana do álcool em grau inferior a 50% e superior a 70%1,2,3,4 , concluindo que essa atividade decresce acentuadamente nos dois extremos. Portanto uma boa atividade germicida ocorre entre 50 a 70%, sendo a máxima em 70% de diluição.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Empresa cria copo de café que pode ser plantado




Imagine se a cada cafezinho que você consome, nascesse uma árvore. A ideia existe e e está sendo colocada em prática: uma empresa norte-americana criou um copo de café feito com material biodegradável que pode ser plantando, dando origem a plantas e flores que contribuem para a melhoria da qualidade do ar.
O projeto tem dois objetivos: desenvolver embalagens biodegradáveis feitas de fibras vegetaise assim, apostar no reflorestamento das comunidades.“Os nossos copos serão capazes de extrair, por ano, até 1 tonelada de CO2 da atmosfera, depois de serem plantados”, diz a equipe da empresa Reduce – Reuse – Grow.
Os copos vêm embebidos com sementes nativas da Califórnia.Para plantar o copo de sementes, basta molhar o copo durante cinco minutos e colocá-lo na terra.
“Podemos garantir que este é o copo mais ecológico do mundo. Mesmo que seja jogado no lixo, em vez de se plantado, este copo vai carregado de nutrientes que alimentam o solo”, acrescenta a empresa.
O projeto conseguiu o financiamento necessário, 18 mil euros, por meio de crowdfunding.Os copos vão começar em breve a ser distribuídos em vários estados norte-americanos.Todos os anos, nos EUA são jogados fora 146 mil milhões de copos de café.

Fonte: Disponível em: https://br.noticias.yahoo.com/empresa-cria-copo-de-caf%C3%A9-que-pode-ser-plantado-163850890.html

quinta-feira, 19 de maio de 2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cerca de 420 mil pessoas morrem todo ano por ingerir alimentos não saudáveis


Cerca de 420 mil pessoas - um terço delas menores de cinco anos - morrem por ano no mundo por causa 
de doenças transmitidas por alimentos insalubres, segundo o primeiro estudo sobre este tema elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório, apresentado  é o resultado de oito anos de trabalho de mais de 150 cientistas de todo o mundo que tentaram determinar a repercussão da ingestão de alimentos estragados na morbidade e mortalidade da população.
Os resultados revelaram que todo ano, 600 milhões de pessoas sofrem uma intoxicação alimentar, o que representa quase uma em cada dez pessoas no mundo. Dessas, 420 mil morrem, incluindo 125 mil menores de cinco anos, apesar de que este grupo de idade só represente 9% da população mundial. As crianças menores de cinco anos são especialmente sensíveis às doenças diarreicas, muito ligadas à intoxicação alimentar."Estamos lutando contra um inimigo invisível", advertiu na apresentação do dossiê o diretor de Saúde Alimentar da OMS, Kazuaki Miyagishima.
De fato, as doenças diarreicas são responsáveis por 550 milhões de pessoas doentes a cada ano e que delas 230 mil morram. Em relação às crianças, calcula-se que 220 milhões tenham doenças diarreicas, das quais 96 mil morrem anualmente. 
As doenças diarreicas são causadas basicamente por norovírus, campilobactérias, salmonela entérica não tifoides e Escherichia coli. "Consideramos os resultados conservadores, dado que fizemos estimativas, mas sabemos que o efeito real é muito maior", assinalou Miyagishima.
Uma contaminação alimentar pode causar sintomas a curto prazo, mas também causar doenças graves a longo prazo como câncer, falhas renais, doenças hepáticas e desordens neuronais.
As crianças que sobrevivem às formas mais graves de intoxicação alimentar podem sofrer atraso em seu desenvolvimento físico e mental. Estas doenças graves afetam especialmente não somente as crianças, mas também mulheres grávidas, idosos e pessoas com sistemas imunológicos frágeis.
O risco das doenças relacionadas com a comida insalubre é muito maior em países em desenvolvimento, dado que seu surgimento está intimamente ligado à preparação de alimentos com água contaminada, com a falta de higiene e com as condições inadequadas de armazenamento.
De fato, as duas regiões mais afetadas são África - com 91 milhões de doentes e 137 mil mortos por ano - e o Sudeste Asiático - com 150 milhões de casos e 175 mil mortes.
Na região das Américas, 77 milhões de pessoas adoecem anualmente por causa de uma intoxicação alimentar, das quais se estima que 9.000 morram.
Dos que adoecem na região das Américas, 31 milhões são crianças menores de cinco anos, das quais duas mil morrem. O principal causador destas doenças e mortes é a diarreia.
Um dos principais focos de contaminação é a chamada aflatoxina, que aparece em comida infectada com mofo e que é ingerida por pessoas que contam com uma única fonte de alimento.
É por isso que os especialistas da OMS defendem o fomento da relação entre saúde e agricultura para conseguir obter segurança alimentar dupla, ou seja, acesso a alimentos, mas que estes sejam seguros para ser ingeridos.
Em geral, os principais agentes da intoxicação alimentar são as bactérias da listeria, da Brucella e do cólera; o vírus da hepatite A; os parasitas da toxoplasmose, Taenia solium, do echinococcus, e do Clonorchis sinensis; o cianureto e a aflatoxina.
Fonte: Globo Rural

domingo, 15 de maio de 2016

Qual sua escolha: Margarina, Manteiga ou Azeite de Oliva?


 
Em estudo publicado em 2014 na revista Ciência & Saúde Coletiva os pesquisadores observaram que dentre os alimentos com alto teor de gordura saturada, os mais consumidos diariamente foram o leite integral (45,6%), a margarina (26,6%), os queijos (13,9%) e a manteiga (12,7%). O consumo frequente e em grande quantidade de gorduras, principalmente de origem animal, aumenta o risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como obesidade, dislipidemias e doenças do coração.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% a 90% das pessoas que morrem de doença coronariana têm um ou mais fatores de risco diretamente associados a estilo de vida, hábitos alimentares, atividade física e outros passíveis de modificação. Dentre as gorduras mais utilizadas pela população podemos citar a manteiga, a margarina e o azeite e oliva. Mas qual a diferença entre eles?
 
A margarina e o creme vegetal são emulsões contínuas do tipo água em óleo (A/O) resultantes da adição de uma fase aquosa em uma fase gorda sob agitação. A fase gorda pode conter óleos hidrogenados ou não hidrogenados ou ainda a mistura de ambos, os quais determinam as propriedades do produto final.
 
No Brasil a hidrogenação de óleos vegetais teve uma ascensão significativa a partir da década de 1950, quando os óleos vegetais processados rapidamente substituíram as gorduras animais. Além do uso doméstico de gordura vegetal culinária, margarinas e gorduras para frituras, diversos produtos alimentícios, como biscoitos, produtos de panificação e batatas chips, dentre outros, são ricos em ácidos graxos trans.
 
As gorduras trans estão no topo da lista quando se fala em alimentação saudável e saúde cardiovascular. Esse tipo de gordura desperta o interesse da indústria alimentícia por permitir maior prazo de validade, pela sua estabilidade durante a fritura e, por ser uma gordura semissólida, poder melhorar a palatabilidade de doces e manufaturados assados. Assim, esse assunto envolve interesses econômicos volumosos, representados pelas empresas de alimentação e pelas cadeias de fast-food.
 
O grande interesse em utilizar gorduras hidrogenadas na produção de alimentos se deve ao desenvolvimento de gorduras cada vez mais específicas, com o objetivo de melhorar as características físicas e sensoriais dos alimentos. No Brasil, a utilização de gorduras hidrogenadas é ampla e muitas vezes indiscriminada, envolvendo a produção de margarinas, cremes vegetais, pães, biscoitos, batatas fritas, massas, sorvetes, pasteis, bolos, entre outros alimentos.
 
Entre os óleos, se destaca o azeite de oliva extravirgem, o qual é o único azeite de oliva que não é extraído por solventes, pois é obtido por compressão da oliva a frio, o que não altera a natureza da semente. Esse azeite, durante o amadurecimento, conserva melhor seus componentes, entre os quais estão os polifenois agliconados, característicos pelo odor do azeite.
 
Outros constituintes importantes presentes no azeite de oliva incluem tocoferois, compostos fenólicos, vários minerais e vitaminas do complexo B, sendo uma fonte rica em antioxidantes naturais com elevado poder biológico.
 
Por conseguinte, os efeitos benéficos do azeite de oliva dependem do uso do óleo extravirgem, especialmente por seu conteúdo de polifenois e com os seguintes efeitos principais: 1) potente inibidor de radicais livres; 2) inibidores da oxidação de LDL-colesterol; 3) inibidores de agregação plaquetária; 4) antitrombóticos.
 
Já a manteiga, de acordo com a Portaria n° 146, “com o nome de manteiga entende-se o produto gorduroso obtido exclusivamente pela bateção e malaxagem, com ou sem modificação biológica do creme pasteurizado derivado exclusivamente do leite de vaca, por processos tecnologicamente adequados”. Em estudos com indivíduos hipercolesterolêmicos e com síndrome metabólica que compararam diferentes tipos de margarina e manteiga, o valor de LDL-c manteve-se inalterado ou pouco aumentado após consumo de manteiga. Possui aproximadamente 98% de triacilglicerois. diacilglicerois, monoacilglicerois, fosfolipídeos e esterois, principalmente o colesterol, correspondem a cerca de 0,3%.
 
Em um estudo publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition em 2015, a ingestão moderada de manteiga resultou em aumento no colesterol total e LDL-c em comparação com os efeitos da ingestão de azeite de oliva em uma dieta habitual. Além disso, o consumo moderado de manteiga  também foi seguido por um aumento no colesterol HDL.
 

Conclui-se então que as pessoas com hipercolesterolemia devem evitar o consumo de manteiga e margarina (preferir o azeite de oliva), enquanto que ingestão moderada de manteiga pode ser considerada parte da dieta na população normocolesterolêmicos.

Fonte: Instituto Ana Pujol

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Vigilância suspende atividades de churrascaria no bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre


Denúncia de moradores pelo telefone 156 levou a Equipe de Vigilância de Alimentos da Secretaria Municipal de Saúde (EVA/CGVS/SMS) a suspender, nesta quinta-feira, as atividades de uma churrascaria que funciona no bairro Passo D’Areia, na zona Norte da Capital. Foram apreendidos 35,5 quilos de carne crua e cozida, maionese e arroz. Os produtos eram mal acondicionados e fora da temperatura adequada.
A equipe também constatou infestação de baratas, equipamentos sujos e enferrujados e freezers desligados (com produtos dentro) para economia de energia, além de impregnação de gordura e sujeira. Para reabrir, o proprietário deve apresentar autorização da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) para funcionamento. A churrascaria não tinha alvará, nem de localização nem de Saúde.
Nesta quarta, os agentes da Vigilância em Saúde já haviam suspenso as atividades de um padaria localizada em um minimercado no bairro Intercap, na zona Leste. A ação também foi motivada por denúncia, por comércio de comida estragada.
Na ação, foram apreendidos 187 quilos de farinhas, salgados, doces, produtos de confeitaria, massa de pão e farinha de rosca. Os itens eram mal acondicionados e a estrutura tinha sujeira em paredes, nos equipamentos e utensílios, além de fiação elétrica exposta, com risco de incêndio.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Receitas pra deixar o leite das crianças mais gostoso e nutritivo


O melhor alimento para os bebês até enquanto dure, é o leite materno. Devendo ser o aleitamento exclusivo até os 6 meses (sem água, chás, sucos ou fórmulas), se possível estendido até 1 ano junto com a introdução alimentar, pois nesta fase leite de vaca e derivados são contra indicados e fórmulas possuem leite de vaca e prolongado até 2 anos ou mais. Passado toda a fase linda do aleitamento materno, normalmente entra na alimentação das crianças o leite e com ele pode vir um toque de criatividade pro “leitinho” ser mais caprichado, saboroso, nutritivo e claro, sem ingredientes ricos em açúcar, conservantes e coisinhas desnecessárias. 

1- Leite com abacate:
200ml de leite, 3 colheres de abacate e 1/2 banana. Liquidifique tudo( a banana deve ser bem madura para adoçar a preparação).
Dicas complementares:
  • Se não quiser adoçar com a banana, uma opção é bater com uva passa, mel (acima de 1 ano) ou então açúcar demerara, mas nas duas últimas opções, lembrem que o hábito do doce é do adulto, não da criança, por isso, moderem!
  • Pra deixar mais nutritivo, acrescente 1 colher de sopa de aveia e quinua em flocos

2- Leite com banana e cereais:
200ml de leite, 1 banana, 1 colher de sopa de quinua e outra de aveia. Liquidifique tudo!
Dicas complementares:
  • Se quiser, acrescente o cacau 100%.
  • pode fazer como mingau, é só levar ao fogo e mexer até ficar grossinho.
3- Leite com banana e morango:
200ml de leite, 1/2 banana, 7 morangos. Liquidifique tudo!
Dicas complementares: pode adoçar também com uva passa.




segunda-feira, 9 de maio de 2016

Conheça opções de molhos saudáveis para o macarrão


A massa não está completa sem um bom molho, selecionamos 03 tipos saudáveis para você ingerir sem prejudicar a sua dieta. A ideia é incrementar o prato com opções menos calóricas, com quantidade de gordura saturada reduzida e muito mais ricas em nutrientes. Os benefícios desta turma podem ser os mais variados possíveis. 

Os molhos com tomate ajudam a prevenir e combater o câncer de próstata, já o pesto é rico em gorduras boas e antioxidantes, aqueles que levam cogumelos melhoram o sistema imunológico. Os benefícios são percebidos até mesmo na produção de hormônios com os molhos de frutos do mar. 

Molho ao sugo

Este molho leva tomate, alho, cebola, azeite e manjericão. Ele é uma opção saudável especialmente devido ao primeiro ingrediente que irá tornar a mistura rica em licopeno. "Essa substância que possui ação antioxidante evitando o processo de degeneração celular, ajuda a prevenir e combater o câncer de próstata e a reduzir o colesterol ruim, o LDL", aponta a nutricionista Camila Benassi, consultora da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializado (ABIMA). É saudável consumir o tomate aquecido, pois o licopeno é um composto solúvel em gordura, cuja absorção fica mais fácil após o alimento ser exposto ao calor. Além disso, o molho ao sugo possui poucas calorias e leva o alho que também tem ação antioxidante. 

Molho pesto

O molho pesto é feito com manjericão, alho, azeite de oliva e pinoli, como este último é difícil de ser encontrado no Brasil (e é mais caro também), ele pode ser substituído por castanhas ou nozes. O manjericão é interessante por ser rico em magnésio que auxilia o sistema cardiovascular e possui antioxidantes que melhoram a imunidade. 

As oleaginosas como as castanhas e nozes também são saudáveis por serem fontes de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturas que protegem o sistema cardiovascular. A castanha do Pará é uma ótima ideia para incluir no molho por ser rica em selênio que também tem ação antioxidante e ajuda a produção de hormônios da tireoide. 

Após bater todos os ingredientes apenas coloque o molho na massa recém-cozida que isto já irá aquecê-lo sem que o azeite perca suas propriedades. Assim, este óleo continua rico em gorduras monoinsaturadas e com efeito antioxidante. "Porém, não abuse da quantidade de azeite, pois ele tem muitas calorias. 

Molho funghi
A versão original é feita com cogumelos secos e uma mistura que leva leite integral, manteiga e farinha, o molho branco. É devido a ele que o prato é muito calórico e gorduroso. Porém, é possível fazer uma versão mais leve utilizando leite desnatado, amido de milho para engrossar e iogurte ou ricota. Como o sabor mais característico deste prato é o cogumelo, as mudanças na receita não serão tão perceptíveis. 

O cogumelo é um ótimo alimento para adicionar no seu prato. Isto porque ele é rico em betaglucanas, substância que ajuda a potencializar o nosso sistema imunológico. "Além disso, ela auxilia no funcionamento intestinal", observa Boniatti. 

Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os novos Óleos


Gordura sempre é vista como sinônimo de alimentos engordativos que devem ser mantidos longe para que tenhamos bons hábitos de vida. Mas sabia que não é bem assim. Com o conhecimento cada vez mais profundo sobre os benefícios dos grãos e sementes, foram sendo descobertos e comercializados óleos derivados destes tipos de alimentos. Estes óleos trazem diversos benefícios para a saúde, alem de ajudarem no emagrecimento. 

Entenda como a seguir:

De onde eles são derivados?
- Linhaça,
- Gergelim,
- Castanha do Pará,
- Macadâmia e
- Amêndoa.

Qual o benefício geral deles?

- Ricos em Ômega 3, 6 e 9. Com ação anti-inflamatória, reduz incidência de doenças, além de ajudar a regular o ciclo menstrual, diminuindo sintomas de inchaço, e acumulo de gordura visceral.

- São fonte de gordura Insaturada, a gordura “boa”, melhorando índices de colesterol, diminuindo assim risco de doenças.

- Ricos em vitamina E, SUPER antioxidante e cada vez mais comprovadamente benéfica ao funcionamento do organismo, sendo um de seus benefícios a prevenção do envelhecimento cutâneo e a melhor aparência da pele.

Qual o benefício de cada um especificamente?

Óleo de Linhaça:
1) Riquíssimo em Ômega 3, antiinflamatório, reduz o deposito de gordura.
2) Melhora equilíbrio da glicose no sangue, reduzindo picos de insulina. Desta forma, a saciedade é prolongada.

Óleo de Gergelim:
1) Rico em Ômega 6 e 9, possui ação anti-inflamatória favorecendo a perda de peso.
2) Possui uma substância chamada Sesamol , protetora do fígado em relação a processo oxidativos. Ajuda a eliminar toxinas e gordura.
3) Contêm em sua formulação Lignanas, fibra que ajuda a reduzir o colesterol ruim.

Óleo de Macadâmia:
1) Rico em Ômega 9, antiinflamatório, melhorando a redução do acumulo de gordura e reduz o acumulo de açúcar no sangue, reduzindo a fome.
2) Rico Ômega7, acido graxo importante para manter a pele jovem, produzido naturalmente pelo organismo, que aos 30 anos reduz sua produção.

Óleo de Castanha do Pará:
1) Anti-inflamatória, reduz acumulo de gordura.
2) Antioxidante, melhora a pele e fígado ajudando na eliminação de toxinas.
3) O mais nutritivo de óleos, contêm: Cálcio, fósforo, magnésio, potássio e cobre – nutrientes bons para a manutenção dos músculos.
4) Fonte de vitaminas A, C e E, que participam da renovação e manutenção celular.
5) Riquíssimo em selênio, que previne o aparecimento de câncer e ajuda a proteger coração.

Óleo de Amêndoa doce:
1) Rico em vitamina E, antioxidante, combate os radicais livres, prevenindo envelhecimento e acumulo de gordura.

Óleo de Girassol:
1) Rico em Triptofano, precursor da serotonina, hormônio de Bom Humor, que também reduz vontade por doce.
2) Contem grande quantidade de  Magnésio e Selênio, estudos sugerem redução na incidência de câncer, por promoverem reparos no DNA. Além de reduzirem sintomas de enxaqueca e pressão elevada.

Além desses óleos derivados de sementes e frutas oleaginosas, existe um óleo que vem chamando atenção. O famoso Óleo de COCO, rico em TCM (triglicerídeo de cadeia média), substância que ao chegar ao fígado, vira energia rapidamente, por isso não é acumulada como gordura. Desta forma, ele ajuda a emagrecer (quando existe níveis de colesterol sanguíneo aumentado, a recomendação não é a mesma),

1) Aliado a uma boa alimentação, acelera a queima de gordura em até 7 vezes.
2) Aumenta saciedade, reduz liberação exagerada de insulina, melhora funcionamento do intestino.

Indicação de Uso:

O ideal é fazer uma mistura destes óleos (menos o óleo de coco) e utilizar de 1 a 2 colheres de sopa diárias para temperar saladas, ou acrescentar as refeições.
O óleo de coco, pode ser utilizado na quantidade de 2 col. (chá) diárias, com um fruta, iogurte, ou nas refeições (exceto para quem tem colesterol alto).


segunda-feira, 2 de maio de 2016