terça-feira, 27 de outubro de 2015

Autismo e Nutrição


O autismo é um transtorno neuropsiquiátrico que se desenvolve na infância precoce, caracterizado pela deterioração ou demora na interação social e da linguagem, com padrões repetitivos de comportamento. A sua etiologia ainda é desconhecida, apresentando anormalidades na estrutura e função cerebral, especialmente no sistema límbico e cerebelar. 

Sabemos que a má nutrição é um dos fatores determinantes para o aparecimento de doenças neurológicas, naqueles pacientes com predisposição genética.


Além das anormalidades associadas com o desenvolvimento motor e comportamental, estudos observam alterações no metabolismo de nutrientes, principalmente das proteínas, do paciente com autismo.

A literatura científica tem reportado níveis sanguíneos elevados de gluteomorfina (peptídeos derivados da proteína do glúten) e a caseomorfina (peptídeos derivados da caseína). O aumento da concentração dessas substâncias está relacionado com alteração do nível de acidez estomacal, alteração da motilidade intestinal, redução do número de células nervosas do sistema nervoso central e inibição da neurotransmissão.

A partir desses achados surgiram algumas hipóteses sobre a possível relação entre autismo e distúrbios do metabolismo proteico, correlacionando o consumo das proteínas derivadas do leite e glúten ao agravamento dos sintomas do transtorno autístico. Além disso, pesquisas relatam que indivíduos autistas que aderiram a uma dieta isenta de caseína e glúten apresentaram melhora dos sintomas. 


Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo.
Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo. Além de uma mudança importante na alimentação diária.

Fonte: Nutritotal

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