quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AVC em crianças


Quando se ouve falar em AVC, a abreviação para Acidente Vascular Cerebral, logo se imagina um adulto, provavelmente com características de risco: sedentário, que se alimenta mal, talvez obeso e quem sabe fumante. Mas você sabia que isso acontece também com crianças? Aproveitamos o Dia Mundial do Combate ao AVC, celebrado nesta quinta, 29 de outubro, para alertar pais e mães sobre a possibilidade da ocorrência do derrame na infância e como as causas e os sintomas são diferentes da versão que acomete os adultos.
"A frequência é infinitamente menor do que a ocorre com os adultos. Enquanto entre os mais velhos a taxa é de 4 ou 5% da população, entre as crianças, é de 0,1% ou 0,2% da população infantil", alerta o especialista. Para ele, como é um acontecimento raro, a dificuldade de obter um diagnóstico é maior.
Por que acontece em crianças?

As causas do AVC em crianças são diferentes das razões pelas quais ele acontece em adultos. "Em geral, o derrame está associado a alguma outra condição, que pode ser uma má formação nas artérias, anemia falciforme, hemofilia ou alguma deficiência no sistema imunológico", explica Moraes.

Como reconhecer o AVC em crianças

Uma das melhores formas de salvar a vida de uma criança com AVC é prestar socorro rápido, procurando atendimento especializado em um pronto-socorro infantil. Mas como saber se é o caso de correr para o hospital? "Os sintomas em crianças são muito nítidos. Os pais, certamente, saberão que se trata de algo grave. O mais comum é um déficit motor, quando a criança para de mexer um lado do corpo, para de andar, enrola a língua, para de falar. E, na criança, diferente do adulto, em que tudo acontece gradativamente, tudo acontece muito rápido", diz o neurocirurgião.

Ao desconfiar de que uma criança está sofrendo um derrame, o melhor, além de chegar a um serviço de emergência o quanto antes, é tentar verificar se as vias aéreas estão desobstruídas. A língua enrolada pode ser a causa disso, por exemplo. "Também ajuda tentar manter a cabeça da criança elevada, para facilitar a drenagem do sangue. As outras ações precisam de treinamento e devem ser feitas por uma equipe especializada", orienta Osmar.
Fatores de risco

Se a criança possui anemia falciforme, hemofilia ou alguma má formação relacionada aos vasos sanguíneos, é bom ficar alerta. "Infelizmente, ela será uma candidata mais forte a sofrer o AVC", diz o médico. De acordo com ele, também é recomendado manter hábitos saudáveis, como cuidar da alimentação, do peso e estimular a prática de exercícios físicos, principalmente se houver algum histórico na família.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Autismo e Nutrição


O autismo é um transtorno neuropsiquiátrico que se desenvolve na infância precoce, caracterizado pela deterioração ou demora na interação social e da linguagem, com padrões repetitivos de comportamento. A sua etiologia ainda é desconhecida, apresentando anormalidades na estrutura e função cerebral, especialmente no sistema límbico e cerebelar. 

Sabemos que a má nutrição é um dos fatores determinantes para o aparecimento de doenças neurológicas, naqueles pacientes com predisposição genética.


Além das anormalidades associadas com o desenvolvimento motor e comportamental, estudos observam alterações no metabolismo de nutrientes, principalmente das proteínas, do paciente com autismo.

A literatura científica tem reportado níveis sanguíneos elevados de gluteomorfina (peptídeos derivados da proteína do glúten) e a caseomorfina (peptídeos derivados da caseína). O aumento da concentração dessas substâncias está relacionado com alteração do nível de acidez estomacal, alteração da motilidade intestinal, redução do número de células nervosas do sistema nervoso central e inibição da neurotransmissão.

A partir desses achados surgiram algumas hipóteses sobre a possível relação entre autismo e distúrbios do metabolismo proteico, correlacionando o consumo das proteínas derivadas do leite e glúten ao agravamento dos sintomas do transtorno autístico. Além disso, pesquisas relatam que indivíduos autistas que aderiram a uma dieta isenta de caseína e glúten apresentaram melhora dos sintomas. 


Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo.
Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo. Além de uma mudança importante na alimentação diária.

Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dilma sanciona lei que obriga loja a informar preço do kg de fracionados




Medida vale para produtos como orégano, vendidos em pequenas porções.
Objetivo, segundo o senador autor da lei, é evitar preços 'abusivos'.


A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei, publicada no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (22), que obriga comerciantes a informarem o preço do quilo, do metro ou do litro de produtos vendidos em pequenas porções, como orégano, por exemplo, ou tinta para impressora.
A lei sancionada determina que o comerciante deverá informar o preço do quilo ou do litro ao lado do preço à vista do produto.
Na justificativa do projeto que virou lei, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), autor do texto, diz que o "aparente baixo valor" desses produtos vendidos em quantidades muito pequenas, "oculta
na verdade a prática de preços altíssimos".

Ele dá o exemplo de que um pacote de três grama de orégano, vendido a R$ 2, custa R$ 666 o quilo. Em outro exemplo dado pelo senador, a tinta para impressora, vendida em pequenas embalagens de 3 mililitros a 10 mililitros, pode custar até R$ 15 mil o litro.
O senador afirma que considera essa prática abusiva e diz que a obrigatoriedade de o comerciante expor o preço do litro ou do quilo pode evitar o problema.

Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=29243

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Problema de consumo com Iogurte Frozen viraliza nas redes sociais


Produto não é recomendado para menores de 4 ano
Na última semana um post nas redes sociais esquentou as discussões sobre o consumo de alimentos industrializados pelas crianças, principalmente aquelas menores de cinco anos. Cristian Alex da Silva, morador de Montenegro, no Rio Grande do Sul, contou nas redes sociais que sua filha, de 2 anos e meio, passou mal por duas vezes depois de comer um iogurte com corante. O produto que leva o nome do personagem Frozen, vem com bolinhas azuis, que tingem a bebida com a cor do filme da Disney. O post rapidamente ganhou repercussão, viralizando nas redes sociais, já são mais de 190 mil compartilhamentos.

Diversos pais relaram no post de Cristian Alex situações parecidas, de indisposição de crianças depois de ingerirem algumas bebidas lácteas com corantes. Segundo o relato do pai da criança, após tomar o alimento, a menina vomitou muito. A pediatra responsável pelo atendimento da criança considerou que o corante azul pode ter provocado a reação, embora não tenha ficado comprovado se de fato a criança teve uma reação alérgica.

O fabricante Danone garante que não há nenhuma falha na linha de produção do iogurte e diz que o corante usado é autorizado pela Anvisa e propício ao consumo humano. Em sua nota de esclarecimento ao Estado de Minas, o fabricante informou também que o iogurte em questão deve ser consumido por crianças maiores de 4 anos. Antes dessa faixa etária, o consumo pode ocorrer sob orientação médica.

A informação com a faixa etária não está no rótulo do iogurte. “De acordo com a legislação brasileira, apenas produtos voltados para consumidores com idade inferior a 36 meses necessitam de advertências específicas na embalagem”, explica o fabricante.

Para Marcelo Barbosa, coordenador do Procon Assembleia, se o produto oferece algum risco, a informação deveria estar no rótulo, independente da faixa etária do consumidor. “Como ocorre com os brinquedos”, compara Barbosa. Segundo ele, nenhuma legislação ou portaria de órgãos reguladores pode se sobrepor ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Por outro lado, o especialista alerta que só testes feitos por estabelecimentos competentes podem afirmar, por meio de laudos técnicos, se um produto é de fato capaz ou não de provocar alergias.

Especializada em nutrição infantil, Alice Carvalhais, diz que crianças até 2 anos de idade não devem ingerir diversos produtos industrializados, entre eles as bebidas lácteas com corantes. Após essa faixa etária, os pais devem ter cautela. “Crianças são mais propícias a ter uma reação alérgica que os adulto”, observa. “No caso dos iogurtes, o melhor é que os pais optassem pelo natural, sem corantes e que pode ser consumido com frutas”, sugere a nutricionista.

Confira a nota do fabricante: “A Danone esclarece que todos os ingredientes que compõem a bebida láctea Danone com Bolinhas Azuis são seguros para o consumo e não representam risco à saúde. As bolinhas azuis possuem em sua composição o concentrado de espirulina (origem vegetal), autorizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conferir cor em alimentos. A Empresa informa ainda que reações alérgicas a quaisquer substâncias são próprias de cada organismo e carecem de um estudo mais aprofundado para se poder concluir qualquer interação direta entre os sintomas apresentados e do consumo do produto bebida láctea Danone com bolinhas azuis, o que até ao momento não existe. A Danone já estabeleceu contato com o consumidor por meio de seu Departamento de Atenção ao Consumidor – DAC, que se mantém à disposição para quaisquer esclarecimentos pelo telefone 0800 701 7561 ou e-mail dac@danone.com.


Fonte: Estado de Minas. Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/10/20/internas_economia,699753/problema-de-consumo-com-iogurte-frozen-viraliza-nas-redes-sociais.shtml

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Campanha no Rio de Janeiro une governo e sociedade na batalha contra obesidade e sobrepeso BRASIL SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL


Capital está entre as dez com maiores índices de excesso de peso, segundo dados do Ministério da Saúde

Brasília – No mês em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, o governo federal, a Prefeitura do Rio, organizações da sociedade e o setor privado se reúnem para tratar da campanha de promoção da alimentação saudável, que será lançada na cidade do Rio de Janeiro, em 2016.

No encontro, serão firmados os primeiros compromissos dos parceiros para a campanha Brasil Saudável e Sustentável. A iniciativa tem como principal objetivo unir forças para travar a batalha contra a obesidade e o sobrepeso da população na Cidade Maravilhosa.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, “o momento é de unir esforços em torno do objetivo de tirar o Rio de Janeiro das primeiras colocações das capitais com maior percentual de obesidade”.

A proposta, segundo o secretário, é que as ações ganhem escala e inspirem outras iniciativas pelo país. "O Brasil tem um patrimônio físico de produção diversificada de alimentos saudáveis que nos dá base para promover esta mudança nos hábitos alimentares da população, com tudo dentro de casa", disse ele nesta segunda-feira (19), na abertura do encontro, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Na ocasião, o subsecretário de Desenvolvimento Econômico e Solidário, que representou a Prefeitura do Rio, Eugênio Soares, reforçou a importância do tema da promoção da alimentação saudável para a capital. "A prefeitura está engajada nas ações da campanha".

Já o representante da Organização Pan-Americana de Saúde, Joaquin Molina, falou sobre as ações da organização para o controle da publicidade dos alimentos, que se integra à campanha Brasil Saudável e Sustentável. "Os conceitos de saudável e sustentável estão inteiramente alinhados com o que a Opas acredita como eficazes nesta luta contra a obesidade e o sobrepeso", afirmou.

Para a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos) da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner, é importante "dar as pessoas ferramentas suficientes para que elas possam fazer escolhas conscientes pelos alimentos a serem consumidos". "Essas escolhas vão desde a produção até o consumo. Estabelecer parcerias entre o público e o privado é a forma certa de se construir um país". 

Teresa Coerção, do Instituto Maniva (representante do setor privado de bares e restaurantes), disse que acredita que os chefs de cozinha e os restaurantes podem fazer uma grande diferença na luta pela promoção da alimentação saudável. "Quando se junta um agricultor e um chef de cozinha, com certeza o resultado é muito bom pelo amor e a relação que ambos têm com o alimento de qualidade".

Segundo o presidente do Sindicato de Bares, Hotéis e Restaurantes do Rio de Janeiro (Sindrio), Pedro Delamare, o papel da entidade neste processo "é conscientizar os donos de restaurantes sobre a importância do alimento saudável". "Precisamos trazer essa discussão para outros canais, dentre eles, o de fornecedores. O Sindrio trabalha em várias frentes, mas se sente particularmente importante em poder atuar em algo que vale a pena, como esta campanha".

Alertas da balança – Dados recentes do Ministério da Saúde (Pesquisa Nacional de Saúde) apontam que 57% da população brasileira adulta está com excesso de peso e 21,3%, obesa. Com 54,4% de adultos com excesso de peso e 19,4% com obesidade, o Rio de Janeiro está entre as dez capitais com maior índice, de acordo com outra pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014), também do Ministério da Saúde.

Além disso, apenas 24,7% da população maior de 18 anos consome a quantidade mínima diária de frutas e hortaliças, número que leva o Rio de Janeiro para o 17º lugar entre as demais capitais brasileiras.

Uma outra pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o apoio do Ministério da Saúde, mostra que a situação das crianças também é preocupante. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, mais de um terço das crianças no Brasil, com idade de 5 a 9 anos, estão com excesso de peso e 14,3% estão obesas. Esta tendência decorre se revela em função do consumo de produtos com alto teor de açúcar e gordura que começa muito cedo no Brasil. Estudo do Ministério da Saúde revelou que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial (PNS 2015).

Ações – Para enfrentar este desafio, a campanha vai se concentrar nos principais vilões deste cenário em que o Brasil se encontra: os ultraprocessados que são aqueles vendidos prontos para consumir (como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e frios à base de carnes, como presunto e mortadela), os alimentos prontos para aquecer (como lasanhas, pizzas ou macarrão instantâneo) e as bebidas açucaradas (como refrigerantes, sucos de caixa). Além de conservantes, corantes e outras substâncias químicas, esses alimentos contêm grande quantidade de açúcar, gordura e sódio entre seus ingredientes, que podem trazer prejuízos à saúde da população.

Para isto, a iniciativa estará ancorada em ações voltadas para a promoção da alimentação saudável, com foco nas redes públicas de educação, saúde e assistência social e em parcerias entre o setor privado, público e organizações econômicas da agricultura familiar – responsável pela produção da maior parte dos alimentos frescos consumidos pelos brasileiros diariamente.

A campanha vai chamar a atenção para os benefícios dos alimentos produzidos localmente e para as vantagens do consumo de produtos orgânicos e agroecológicos. Em contraposição, trará alertas contundentes para os riscos do consumo de produtos ultraprocessados para a saúde das pessoas – tudo expresso em materiais de educação alimentar e nutricional, como cartilhas, folderes, vídeos, ações nas redes sociais, entre outras.

Outra ação será as compras de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar das escolas públicas do Rio de Janeiro. Uma delas, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), já está em curso e vai fornecer alimentos orgânicos, em um primeiro momento, para 12 escolas públicas municipais da capital.

Na lista dos alimentos orgânicos constam 22 itens diferentes, como abóbora, batata, beterraba, cenoura, inhame, laranja, tangerina e outros produzidos por agricultores familiares locais. “Esta compra da agricultura familiar, além de inédita na cidade do Rio de Janeiro, vai garantir produtos orgânicos, frescos e variados que irão compor o cardápio e garantir uma alimentação ainda mais saudável para as crianças”, avalia Arnoldo de Campos. A seleção das escolas teve como principal critério aquelas que tenham pelo menos 50% de alunos beneficiários do programa Bolsa Família.

A campanha Brasil Saudável e Sustentável, coordenada pelo MDS, é fruto de diálogos com outros ministérios e órgãos dos governos federal e municipal, além de atores estratégicos da sociedade e do setor privado. São parceiros os ministérios da Saúde (MS), do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Turismo (MTur), a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Sindicato de Bares Hotéis e Restaurantes do Rio de Janeiro (Sindrio), o Instituto Maniva, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a Agência de Cooperação Alemã (Giz) e a Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde no Brasil.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento. Disponível em: http://mds.gov.br/area-de-imprensa/noticias/2015/outubro/campanha-no-rio-de-janeiro-une-governo-e-sociedade-na-batalha-contra-obesidade-e-sobrepeso

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Crianças comem mais quando estão estressadas, diz estudo


Pesquisadores concluíram ainda que o comportamento não é natural, mas aprendido com a família
Sabe aquele dia em que o seu filho estava triste e cabisbaixo por algum motivo e você lançou mão do chocolate preferido dele para tentar animá-lo? Atenção! Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition sugere que crianças de 5 a 7 anos de idade tendem a comer mais em momentos de estresse e tristeza, em especial quando os pais já utilizaram alimentos como forma de recompensa ou prêmio. Os pesquisadores concluíram que esse comportamento não é natural e sim aprendido. O padrão costuma se repetir até a vida adulta.
Como foi feita a pesquisa

Para chegar a esse resultado, os cientistas fizeram um experimento, em que as crianças foram desafiadas a colorir uma imagem. Quem concluísse a tarefa ganharia um brinquedo no final. Os pequenos participantes foram separados em dois grupos e um deles não teve acesso aos lápis de cor necessários, o que gerou uma situação de estresse. Enquanto isso, o outro grupo conseguiu fazer o exercício tranquilamente.

Nesse momento, os pesquisadores analisaram o comportamento das crianças que não puderam completar a missão e, enfim, ganhar o prêmio: o grupo consumiu diferentes alimentos que estavam disponíveis na sala. Por outro lado, as que conseguiram pintar comeram menos. A característica ficou ainda mais evidente no caso dos filhos de pais que afirmaram já ter utilizado a comida como recompensa para as crianças.

Segundo Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), em momentos de estresse, a criança tem dois comportamentos básicos: ou vai comer mais ou menos. "A maneira como nos sentimos em relação à vida muda a forma como buscamos o alimento. Não comemos apenas porque temos fome. Se fosse assim, os aspectos psicológicos e emocionais não interfeririam na busca ou na recusa de alimentos. Algumas pessoas quando passam por problemas perdem o apetite. Crianças também. Outras fazem o contrário: usam o alimento para se acalmar”, diz.

Atenção com suas atitudes em casa


Além de incorporar esse comportamento negativo dos pais, as crianças também podem ser incentivadas a agir dessa maneira. De acordo com Rita Calegari, elas não só aprendem por imitação, mas também quando os pais usam o alimento como uma forma de conforto. Atitudes como oferecer um chocolate quando o filho está triste ou um lanche gostoso se ele consegue uma nota alta na prova, por exemplo, incentivam uma relação distorcida com o alimento.Para Regina Célia, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR) e doutora em Saúde da Criança e do Adolescente, a atitude das crianças é um reflexo do que elas vivenciam dentro de casa. “Os filhos aprendem muito por observação. Tudo aquilo que os pais fazem é absorvido pela criança. É como uma esponja”, conclui.

Caso não haja uma orientação que faça a criança mudar esse comportamento, ele pode chegar com força total na vida adulta e evoluir para problemas ainda mais graves. Na infância, ela come um doce para suportar a ansiedade. Além de continuar exagerando no alimento, o que pode levar a obesidade, mais tarde, o hábito pode ser substituído por outros, como o álcool ou o cigarro. Tudo em uma tentativa de contornar as emoções.
O que os pais podem fazer?

Para evitar que a situação chegue a esses extremos, é importante que os pais observem o os filhos e fiquem atentos a mudanças. Assim, é possível investigar a causa o quanto antes para acabar com o problema. Fatores como a chegada de um irmão, a separação dos pais ou mudança de escola são algumas das situações que podem ser gatilhos para a alteração no comportamento alimentar infantil, de acordo com Rita Calegari. “Quando os pais conhecem bem como os filhos são naturalmente fica fácil perceber que algo está diferente. Assim, o assunto pode ser tratado com a ajuda de um pediatra ou psicólogo de confiança”, diz.

A psicóloga Regina Célia ressalta que a correria do dia a dia pode resultar na falta de tempo para conversas e diálogos dentro de casa. “Os pais precisam se sentar junto do filho para saber como foi o dia dele. É disso que o ser humano precisa: do reconhecimento e do amor do pai e da mãe sobre o que ele faz na vida”, explica.

As mudanças mais drásticas no cotidiano do seu filho não são as únicas a desencadear disfunções no comportamento. Muitas vezes, pequenas alterações podem despertar algum problema. “Pode passar despercebido porque foi algo que não parecia importante para os pais, ou até algo visto de uma maneira positiva pelos adultos, como a mudança do berço para a cama. São passos bons, mas a criança pode não responder bem”, alerta Rita.
Além das emoções

Se a relação distorcida com a comida persistir, outro ponto de atenção é a obesidade. “Em uma família em que o alimento é utilizado como prêmio, talvez seja difícil perceber o que está acontecendo”, alerta Rosana Tumas, endocrinologista pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Para nós, brasileiros, a comida está relacionada ao afeto. Para as gerações mais antigas, a boa mãe é aquela cujo filho come bastante. É sinal de saúde. Isso impede a percepção e agrava o quadro”, lembra Rita Calegari. É difícil dizer não quando se trata de alimentação, mas lembre-se: a comida serve para nutrir. “Às vezes, a criança come o suficiente para aquilo que ela gasta de energia, mas a mãe sempre acha que o filho come pouco. A comida extrapola os fins nutricionais e invade a questão do afeto. Sem essa consciência, a mãe não consegue dizer não”, ressalta a psicóloga.

Fonte: Revista Crescer. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2015/06/criancas-comem-mais-quando-estao-estressadas-diz-estudo.html

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Projeto que desobriga indicação de ingrediente transgênico em alimentos é rejeitado pela CCT


A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) rejeitou, nesta terça-feira (13), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 34/2015, que retira a obrigação de estampar o símbolo indicando a presença de ingrediente transgênico nos rótulos de produtos alimentares. Mesmo assim, o projeto ainda precisa ser analisado pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).


A matéria flexibiliza a regra para a rotulagem de alimentos que contém organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, fubá e outros produtos derivados. O texto diz que a informação só deverá constar do rótulo quando os transgênicos compuserem acima de 1% do produto, após análise específica. O projeto elimina a obrigação de indicação do tradicional T no triângulo amarelo, que deve ser substituído pelas expressões “(nome do produto) transgênico” ou “contém (nome do ingrediente) transgênico”.

O relator, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sustentou que a retirada da informação fere o direito constitucional à informação, um dos pilares da democracia e do Estado de Direito.

O texto modifica a sistemática para a identificação da origem transgênica. Hoje, ela é realizada com base na matéria-prima utilizada na composição do produto final, ou seja, se foi usado OGM, a informação deve vir no rótulo. Se o texto vier a ser aprovado, a identificação da origem transgênica seria realizada no próprio produto final, através de análise laboratorial. A identificação da transgenia seria realizada não mais com base na matéria prima, mas no próprio produto acabado, na última fase do processo produtivo, por meio de análise laboratorial específica.

Ocorre que muitos dos alimentos que contêm OGM são ultraprocessados (como óleos e margarinas), impossibilitando a detecção da origem transgênica em função do processo industrial da fabricação, explicou Randolfe. Por isso, o texto violaria o direto fundamental à informação, permitindo que a sociedade brasileira seja ludibriada sobre a presença ou não de transgênicos nos produtos que consome diariamente.

O senador Lasier Martins (PDT-RS), no entanto, considerou a polêmica em torno da retirada do símbolo de transgenia um exagero e se disse contra a presença do T nas embalagens. Ele lembrou que o Brasil consome transgênicos há pelo menos 10 anos e a expectativa de vida só tem aumentado. Ele apresentou requerimento para que a proposta seja analisada também pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado). Disponível em: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/10/13/projeto-que-desobriga-indicacao-de-ingrediente-transgenico-em-alimentos-e-rejeitado-pela-cct

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dia Mundial da Alimentação 2015


Comemora-se hoje, 16 de outubro, e é dedicado ao tema “Proteção Social e Agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural”.


O Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente 16 de outubro, data em que se assinala a fundação da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), organismo responsável a nível mundial pelas questões da alimentação.

Esta comemoração tem como principais objetivos:

Aumentar a consciência do público;
Disseminar informação;
Alertar para a segurança alimentar;
Mobilizar a opinião pública e angariar fundos para a luta mundial contra a fome.

O Dia Mundial da Alimentação de 2015 é dedicado ao tema “Proteção Social e Agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural” e procura sensibilizar para a importância de desenvolver políticas e programas que visem erradicar a insegurança alimentar e a pobreza no mundo, especialmente em zonas rurais.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS), a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), o Plano Nacional de Leitura (PNL) e a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), através do Projeto SOBE (Saúde Oral Bibliotecas Escolares), assinalam este dia com a edição de 9000 cartazes apelativos e alusivos à relação entre a saúde oral e a alimentação. 

Os cartazes serão distribuídos pelas bibliotecas da Rede de Bibliotecas Escolares, escolas, unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, consultórios dentários, entre outros locais. 

A DGS assinala também hoje o primeiro aniversário do blogue Nutrimento, um espaço online dedicado à troca de informação e ao debate sobre temas da atualidade relacionados com a alimentação. 

Pelo nutrimento.pt passa também a divulgação das boas práticas e da investigação mais recente feita nesta área. Ao longo dos últimos 12 meses, o blogue registou mais de 96 mil utilizadores e perto das 400 mil visualizações.

Fonte: Portal da Sáude. Disponível em: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/diamundial+alimentacao2015.htm

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Alimentos com agrotóxicos podem provocar dor de cabeça, irritabilidade e diarreia em crianças

Os alimentos que ingerimos atualmente estão cheios de agrotóxicos. E o consumidor não tem como saber se o alimento que comprou está com agrotóxico demais. Os níveis são detectados apenas em laboratórios ou pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). E os danos em bebês e crianças são ainda mais perigosos. De acordo com a pediatra Flávia Nassif, com o metabolismo ainda em desenvolvimento e em ritmo mais acelerado, pequenas quantidades dessas substâncias são suficientes para prejudicar a saúde das crianças. 

— Os bebês e as crianças são mais suscetíveis aos danos dos agrotóxicos. Entre os sintomas de intoxicação e náuseas, tonturas, dificuldade respiratória, sudorese, salivação excessiva, diarreia, irritabilidade, dor de cabeça e fadiga. 

Flávia afirma que estudos com crianças relacionam o uso do veneno a doenças como leucemia, déficit de atenção, hiperatividade e problemas neurológicos.

— Sabemos que não é fácil trocar o cardápio inteiro e só servir alimentos livres de agrotóxicos aos filhos. Mas, se estiver ao alcance da família, vale dar preferência a alimentos orgânicos. O mais importante dos alimentos orgânicos é que eles oferecem os mesmos nutrientes, porém livres de hormônios, pesticidas e fertilizantes químicos. 

Dados divulgados esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo mostram que muitos alimentos que chegam à mesa do consumidor não passam por controles de nível de agrotóxico. Das verduras, frutas e legumes analisados, 21,6% apresentavam índices elevados dessas substâncias.

Segundo estudo da USP (Universidade de São Paulo), mais de 2.000 crianças e adolescentes, entre 0 e 14 anos, tiveram intoxicação por agrotóxico no Brasil nos últimos 7 anos.

— Isso porque a cada 50 casos, geralmente apenas um é notificado às agências de saúde. 

A pediatra alerta para os riscos da ingestão de alimentos com agrotóxicos nos primeiros meses de vida.

— Morango e kiwi eu só recomendo aos meus pacientes depois que a criança completa um ano. Eles tendem a apresentar altos índices dessas substâncias. 


Fonte IDEC. Dipsonível em: http://www.idec.org.br/em-acao/noticia-consumidor/alimentos-com-agrotoxicos-podem-provocar-dor-de-cabeca-irritabilidade-e-diarreia-em-criancas

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Maçã e banana estão entre as frutas preferidas pelas crianças


Um estudo norte-americano recente revelou que quase 20% do público infantil e adolescente gosta de maçã. A banana ficou em segundo lugar, com 6,8% dos votos. No Brasil, o resultado é invertido

Melancia, uva, laranja... Qual é a fruta preferida do seu filho? Um estudo publicado recentemente na revista Pediatrics revelou que, quando se trata de comer frutas, a maçã é a campeã entre as crianças e adolescentes norte-americanos. Os pesquisadores analisaram as respostas de um questionário sobre hábitos de nutrição, realizado anualmente nos Estados Unidos.

O material continha dados sobre 3 mil pessoas, com idades entre 2 e 19 anos. Quase 20% do total de frutas consumidas pelo público dessa faixa etária é representado pela maçã. A banana ficou em segundo lugar, com 6,8% do consumo total de frutas. Aqui no Brasil, a preferência é invertida. O resultado de uma enquete no Facebook entre os leitores da CRESCER mostrou que a grande vencedora foi a banana, com 54% dos votos. A maçã veio em segundo lugar, com 15%.

Ótimos hábitos


O resultado reflete bons hábitos alimentares no que diz respeito às frutas, pois a banana é rica em fibras, além de ser fonte de potássio e de vitaminas A e C, por exemplo. A maçã também é rica em fibras e tem vitaminas e sais minerais, como cálcio, fósforo e potássio. Após o período de aleitamento exclusivo, até o 6º mês de vida do bebê, as famílias começam a introduzir as papas de legumes e as frutas na alimentação. Em geral, os pediatras sugerem iniciar com justamente com banana, maçã, mamão e pera.

Apesar da recomendação médica, isso não quer dizer que elas são melhores. “Trata-se apenas de uma facilidade para encontrá-las”, conta o pediatra e nutrólogo Rubens Feferbaum, que também é professor de pediatria da Universidade de São Paulo (USP). “Sabemos que esse quadro pode variar de acordo com cada região do país. No Nordeste, por exemplo, o açaí pode ser mais ofertado às crianças do que outras frutas", diz.

Na hora do consumo, o alimento in natura é a melhor pedida. Para isso, vale sempre verificar o grau de maturação (ninguém quer comer frutas verdes ou passadas, não é?), lavar muito bem todas as que são consumidas com casca e tirar o caroço daquelas que tiverem. Para as mais moles, como o mamão e a banana, basta cortar em pequenos pedaços, amassar ou raspar.

Nesse mesmo estudo, os pesquisadores descobriram que crianças e adolescentes comem, em média, pouco menos de uma xícara e meia de fruta por dia. A recomendação dos nutricionistas é a de que cada pessoa consuma cinco xícaras diárias de frutas, legumes e verduras, sendo três delas de frutas.

Fonte: Revista Crescer. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Alimentacao/noticia/2015/09/maca-e-banana-estao-entre-frutas-preferidas-pelas-criancas.html

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Alimentos industrializados contribuem para aumentar a epidemia de obesidade


O novo relatório “Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, impacto sobre a obesidade e implicações para as políticas públicas” mostra que de 2000 a 2013, a venda per capita desses produtos aumentaram na América Latina e estão em declínio na América do Norte. Alimentos ultraprocessados são alimentos que passam por processo industrial de transformação e ficam prontos para o consumo.

O aumento do consumo está fortemente correlacionado com o aumento do peso corporal médio, indicando que estes produtos são um dos principais fatores das taxas aumentadas de sobrepeso e obesidade na região.

O relatório examina as vendas de produtos, incluindo refrigerantes, doces e salgadinhos, sucos, chá e café, entre outros. De 2000 a 2013, a venda per capita destes produtos aumentaram 26,7% nos 13 países latino-americanos estudados (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela). A venda destes mesmos produtos diminuiu 9,8% na América do Norte.

Os dados também mostram que o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados está fortemente associado ao aumento do peso corporal em 13 países latino-americanos estudados. Nos países em que as vendas destes produtos eram mais elevadas, incluindo México e Chile, a população tinha uma média de índice de massa corporal (IMC) mais alta do corpo. No entanto, tanto o IMC como vendas de alimentos ultraprocessados foram crescendo rapidamente nos 13 países estudados.

Estas tendências, de acordo com o relatório, se devem a mudanças no sistema internacional provocada pela globalização e pela desregulamentação do mercado, o que aumentou a penetração das empresas estrangeiras e multinacionais de alimentos nos mercados domésticos de alimentos. O relatório apresenta dados de 74 países no mundo, mostrando uma forte correlação entre as vendas de alimentos ultraprocessados e desregulamentação do mercado, como indicado pelo Índice de liberdade econômica.

Para conter o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e as taxas crescentes de obesidade e sobrepeso na América Latina, o relatório recomenda que as organizações governos, comunidade científica e da sociedade civil para apoiar e implementar políticas para proteger e promover a escolha de alimentos saudáveis.

Estas políticas devem passar por campanhas de informação e educação, mas também pela adoção de legislações em matéria de preços, incentivos, agricultura e comércio para proteger e promover a agricultura familiar, as culturas tradicionais, incluindo alimentos frescos, produzidos localmente em programas como de merenda escolar e estimular as habilidades domésticas de cozinhar.

Estas medidas estão em linha com o Plano de Ação para a Prevenção da obesidade em crianças e adolescentes OPAS/OMS, que foi adotado em 2014 e apela também para o estabelecimento de comercialização restrita de alimentos não saudáveis para crianças.


Fonte: IDEC. Disponível em: http://www.idec.org.br/em-acao/noticia-consumidor/alimentos-industrializados-contribuem-para-aumentar-a-epidemia-de-obesidade

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sem controle de alimentos, Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos

Matéria divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo, 4 de outubro, chama atenção para a falta de controle dos níveis de agrotóxicos de frutas, legumes e verduras que chegam diariamente à mesa dos brasileiros.


Segundo análise por amostragem da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos alimentos que compuseram as cestas básicas do Estado de São Paulo no ano passado, 31% tinham agrotóxicos proibidos ou em quantidade acima da permitida.

Com o resultado, fica evidente a falta de rigor no controle de qualidade dos hortifrutigranjeiros que são produzidos e comercializados no país. O resultado dessa análise evidencia falhas na cadeia de controle da qualidade dos hortifrutigranjeiros produzidos e comercializados dentro do território nacional.

A exemplo do maior armazém comercial da América Latina, o Ceagesp (Companhia Entrepostos e Armazéns Gerais), por onde passam cerca de 30% de toda produção nacional. Os produtos são distribuídos para supermercados e feitas da capital, além de dezenas de cidades do interior e outros Estados.

Um dos principais produtores de alimentos no mundo, consequentemente, o Brasil se torna também um dos maiores consumidores de agrotóxicos do planeta. Sobretudo, ingerindo substâncias propensas ao câncer – sendo, muitas delas, proibidas na União Europeia, China e Índia.

Consequências e efeitos preventivos

O consumo de alimentos afetados pelo uso de agrotóxicos pode levar a uma série de riscos à saúde, como irritação na pele e nos olhos a dificuldades respiratórias, malformações congênitas, alterações hormonais, imunológicas e câncer.

Sábios costumes da medicina popular confirmam que, lavar bem os alimentos, ajuda, mas ainda assim não eliminam todos os males dos pesticidas.


Fonte IDEC. Disponível em: http://www.idec.org.br/em-acao/noticia-consumidor/sem-controle-de-alimentos-brasil-e-o-maior-consumidor-mundial-de-agrotoxicos

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Venda de carne pré-moída embalada em açougues lidera lista de autuações realizadas em fiscalização do Procon-SP

Entre os dias 18 e 30 de setembro, equipes de fiscalização da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, autuaram 46 dentre os 78 estabelecimentos visitados pelas equipes de fiscalização. O principal problema encontrado foi a venda de carne previamente moída (40,3%), que segundo a legislação deve ser moída apenas no ato da compra.
 
A operação fiscalizou açougues da Capital nas regiões: Centro, Norte, Sul, Leste e Oeste, onde encontrou outras irregularidades como: problemas com preço, 19,4% (produtos sem preços/ com código referencial, sem respectiva tabela de preços/ precificação por meio de código/ precificação unicamente por meio de código de barras/ precificação não ostensiva / precificação não voltada para consumidor); preços informados de forma a obrigar o cons. a calcular para obter o preço final,13,43%; problemas com validade ,11,94% (validade vencida / apagada / borrada / sem validade ou não visível), entre outros.
 
Confira aqui a relação das empresas autuadas. Elas responderão a processo administrativo, podendo ser multadas entre R$ 547,82 a R$ 8.271.524,91 milhões.
 
Confira o Decreto Estadual que proíbe a venda de carne pré-moída embalada previamente
 
Segundo o  Decreto Estadual 45.248/00, a carne deve ser moída apenas na presença do consumidor e ao seu pedido. A medida tem como objetivo garantir a procedência das peças processadas, evitando que sejam acrescidos componentes impróprios e pedaços de qualidade inferior ou diferentes do solicitado (como sebo, vísceras, miúdos ou retalhos), e, também, reaproveitamento de carnes trocando se a etiqueta que contenha a validade moídas anteriormente. Se houver recusa do estabelecimento em moer a carne na sua frente, recuse o produto e denuncie o fato ao Procon (Telefone 151 ou pelo site www.procon.sp.gov.br)
 
A venda de carne moída só é permitida se o processo de moagem for industrial e devidamente vistoriado por órgãos competentes. As embalagens devem trazer o selo de inspeção do Ministério da Agricultura – que também vale para hambúrgueres, quibes, almôndegas e empanados.

Os açougues não podem utilizar azulejos de cor rosada ou usar luzes vermelhas, que mascararam a aparência das peças em exposição, deixando-as de cor mais viva / avermelhada. Além do selo do Ministério da Agricultura, as embalagens de alimentos pré-embalados devem ter informações sobre o fabricante ou importador; prazo de moagem/validade; ingredientes e peso. Tudo escrito em língua portuguesa.
 
Antes da compra o consumidor deve observar se os produtos estão expostos em gôndolas refrigeradas, as condições de higiene do estabelecimento, e se os preços dos produtos estão devidamente fixados em local de fácil visualização. Exija sempre a nota fiscal.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa Fundação Procon-SP. Disponível em: http://www.procon.sp.gov.br/noticia.asp?id=4396

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Políticas públicas ligadas à agricultura familiar podem erradicar a fome na América Latina, diz FAO






Agricultura familiar pode reduzir custos na alimentação, alcançar parte mais vulnerável da população e beneficiar trabalhadores.

De acordo com relatório publicado na última quinta-feira (1) pela Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), programas de compras públicas da agricultura familiar são nova ferramenta para combater a fome. A publicação Compras públicas da agricultura familiar e a segurança alimentar e nutricional na América Latina e Caribe exibe observações e experiências de países da região que usaram essa política pública.

“Nos últimos anos, estes programas têm passado a ser uma parte integral das políticas de segurança alimentar e nutricional da região já que permitem garantir o direito à alimentação, melhorar a vida dos mais vulneráveis e promover o desenvolvimento local”, disse o Representante Regional da FAO, Raúl Benítez.

No Brasil, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) beneficiam cerca de 450 mil agricultores familiares por ano, injetam anualmente 700 milhões de dólares neste setor e proporcionam alimentos a 65 milhões de pessoas.

Programas de compras públicas da agricultura familiar também podem reduzir os custos das refeições devido ao menor gasto com transporte. No Paraguai, por exemplo, depois de escolas fecharem acordo com agricultura familiar, com o mesmo orçamento, os colégios passaram a fornecer 7.000 refeições em vez de 4.500.

Fonte: ONU Brasil. Disponível em: http://nacoesunidas.org/politicas-publicas-ligadas-a-agricultura-familiar-podem-erradicar-a-fome-na-america-latina-diz-fao/

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Projeto de Lei propõe que embalagens de bebidas açucaradas tragam malefícios do consumo


Motivado pelos altos índices de obesidade no país, o senador José Medeiros (PPS-MT) criou o Projeto de Lei PLS 8/2015 que determina que as embalagens de bebidas açucaradas contenham advertência sobre os malefícios causados pelo consumo abusivo dos produtos.
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde neste ano, 56,9% dos brasileiros com 18 anos ou mais estão acima do peso, o que representam cerca de 82 milhões de pessoas. Os números na fase adulta são reflexos de hábitos alimentares com alto teor de açúcar e gordura adquiridos ainda na infância: 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos, bolachas e bolos e 32,3% já bebem refrigerantes ou sucos artificiais. Além disso, segundo a Sociedade Latino-Americana de Associações de Obesidade, nas últimas duas décadas o Brasil registrou um aumento de 239% nos casos de obesidade. Para Medeiros, dados como esses mostram que é preciso combater o uso indiscriminado de produtos que potencializem os números e sejam nocivos à saúde. 
Entre as justificativas do projeto, o senador cita a recomendação atual da Organização Mundial da Saúde sobre o consumo diário de açúcar, que não deve ultrapassar 10% das calorias ingeridas, com orientação para chegar a 5% (cerca de seis colheres de chá) do total consumido. Nessa conta, a atenção deve estar voltada ao açúcar “invisível” e não deve ser computado o que está presente naturalmente nas frutas, verduras, legumes e leite fresco, por exemplo. Segundo a Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares (POF) realizada no ano de 2008/09 pelo IBGE, a maior parte dos açúcares consumidos pelos brasileiros está oculta em alimentos ultraprocessados, como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes.
A proposta teve parecer do senador Otto Alencar (PSD-BA) pela rejeição, mas, a pedido de Medeiros, o projeto agora está em audiência pública e internautas podem opinar sobre ele.
Fonte: Revista Crescer. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2015/09/projeto-de-lei-propoe-que-embalagens-de-bebidas-acucaradas-tragam-maleficios-do-consumo.html

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Supermercados terão que manter limpos os carrinhos de compra


A higienização de carrinhos de compras usados por clientes dos supermercados e de mouse dos computadores disponibilizados nas lan houses pode passar a ser uma obrigação dos estabelecimentos comerciais especificada no Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/1990).

Pesquisa mostra que carrinhos de supermercado e mouses são os objetos fornecidos a clientes mais contaminados por bactérias, o que motivou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) a apresentar projeto (PLS 445/2015) que obriga a higienização desses utensílios pelos donos dos estabelecimentos. A proposta aprovada nesta terça-feira (29), em decisão terminativa, na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

A obrigação de higienização determinada no projeto, no entanto, não é restrita a esses dois tipos de objetos, mas alcança todos os equipamentos e utensílios disponibilizados ao consumidor no fornecimento de um produto ou serviço. O texto estabelece ainda que o fornecedor ficará obrigado a informar, “de maneira ostensiva e adequada, quando for o caso, sobre o risco de contaminação”.


Pesquisa mostra que carrinhos de supermercado são os objetos fornecidos a clientes mais contaminados por bactériasFoto: Shutterstock

O Código do Consumidor determina, como explica o autor da proposta, que produtos e serviços colocados no mercado não podem acarretar riscos à saúde dos consumidores, mas excepciona riscos considerados “normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição”.

Como exemplo de exceção, Crivella cita os medicamentos, que podem ter efeitos colaterais nocivos. Mas para o autor e para o relator na CMA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o risco de contaminação por falta de higienização de equipamentos disponibilizados aos consumidores não se enquadra nas exceções.

Para eles, a norma prevista no PLS 445/2015 contribui para aumentar a proteção da saúde dos usuários e atende princípio do reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor.

Se não for apresentado recurso para votação em Plenário, a matéria segue para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado