segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Anvisa atualiza normas para alimentação em eventos de grande porte no país


A Anvisa aprovou duas atualizações das normas sanitárias para a realização de grandes eventos no país. A primeira regra trata da prestação de serviço de alimentação voltados ao publico de eventos de massa que envolvam um público diário de mais de mil pessoas.

A resolução que será atualizada é a RDC 33/2014 que define o funcionamento de serviços de alimentação em grandes eventos. A nova regra prevê itens específicos como atenção com a alimentação destinada aos trabalhadores do evento e um dimensionamento adequado de lixeiras para o público, já que o lixo pode atrair vetores de doenças. Outra novidade é a comunicação para a vigilância sanitária local, em até trinta dias antes do evento, da lista de fornecedores e empresas de alimentação contratadas.

No caso de locais sem instalações de água corrente só poderão ser comercializados alimentos embalados e prontos para o consumo, que não exigem manipulação.

A atualização da regra terá prazo de 90 dias para entrada em vigor, a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias.

Importação para eventos de massa

A segunda norma aprovada pela Agência, prevê procedimentos específicos para a entrada de bens e produtos procedentes do exterior e destinados à utilização em eventos de grande porte. Esta regra é exclusiva por delegações ou comitivas credenciadas que participam do evento e engloba a liberação de bagagem individual, bagagem coletiva e cargas. A regra é importante já que nos eventos esportivos, por exemplo, as delegações precisam entrar no país com itens como medicamentos, alimentos e materiais médicos, entre outros produtos sujeitos à vigilância sanitária.

A entrada destes produtos não poderá ser feita para fins comerciais. A norma será publicada no DOU nos próximos dias. 

Fonte: Portal Anvisa. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2015/anvisa+atualiza+normas+para+alimentacao+em+eventos+de+grande+porte+no+pais

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A aparência do alimento que você come é igual ao órgão que ele cura. Coincidência?


Você já observou que alguns alimentos possuem formas parecidas com algumas partes do nosso corpo?

Talvez você pense que isso seja bobagem, mas temos uma novidade muito legal: em muitos casos, essa “coincidência” reage de forma positiva em nossa saúde.

Veja:

1. Tomate e coração.



Tanto o tomate quanto o coração são vermelhos e têm a parte interna bastante parecida.

Como esta fruta é rica em potássio e ferro, garantimos sua importância especialmente para o coração e para o sangue.

2. Noz e cérebro.

Talvez esta dupla seja a que mais carrega semelhanças entre si.

As nozes são simétricas e possuem dobras, assim como nosso cérebro.

O incrível é que elas são ricas em nutrientes que são muito importantes para bom funcionamento cerebral.

3. Aipo e ossos.



Não podemos negar que o aipo e os ossos têm suas afinidades.

O vegetal garante ossos mais fortes e ambos possuem 23% de sódio (de boa qualidade, diga-se!).

4. Abacate e útero.



Esta é uma informação muito importante, que pode evitar doenças sérias: toda mulher deve comer, ao menos, um abacate por semana para proteger e equilibrar os hormônios, evitando as chances de câncer de útero ou ovário.

Quer mais?

A transformação da flor do abacateiro no fruto leva 9 meses.

Não é muito interessante?

5. Batata-doce e pâncreas.



A batata-doce não só oferece benefícios ao pâncreas, como também equilibra o nível de açúcar no sangue. 

6. Cenoura e olhos.



Se você cortar uma cenoura ao meio, vai perceber que sua parte interna é semelhante aos olhos humanos.

E a ciência já conseguiu provar que a cenoura aumenta o fluxo sanguíneo e melhora o funcionamento dos olhos.

7. Laranjas e seios.



A laranja é capaz de prevenir o câncer e ajuda o movimento da linfa na mama.

8. Gengibre e estômago.



O poderoso gengibre evita doenças no estômago, melhora a digestão – graças às suas especiais enzimas e evita câimbras fortes.

Além disso, impede úlcera e mantém a mucosa em bom estado.

9. Cogumelo e ouvido.



Já percebeu que o cogumelo é idêntico à concha do ouvido?

Saiba que alguns cogumelos por dia podem prevenir a perda de audição, pois eles são um dos raros alimentos que contêm vitamina D, excelente para essa prevenção.

Fonte: Disponível em: http://www.curapelanatureza.com.br/2015/08/a-aparencia-do-alimento-que-voce-come-e.html?m=1

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Refrigerante e doce provocam epidemia de diabetes em índios em MT

                                                                                                                                        LUCAS REIS
                                                        ENVIADO ESPECIAL À TERRA INDÍGENA SANGRADOURO (MT)


Sentados em círculos, centenas de índios xavantes pintados de vermelho observam o banquete reunido no chão. Mal amanhecia o dia, mas todos passaram as últimas 12 horas de pé, dançando e cantando, na festa que encerrava um ritual sagrado que só ocorre a cada 15 anos.

É hora de repor a energia, mas no banquete quase nada remete à dieta tradicional indígena. Há vários pacotes de pão de forma, farinha de trigo, bisnagas, bolos de caixinha e muito refrigerante.

Famosos pela grande força física e pela veia guerreira, os xavantes estão sucumbindo diante de uma doença silenciosa: o diabetes.

A epidemia é resultado dessa alteração drástica na alimentação dos indígenas, que abandonaram comidas tradicionais, como batata-doce, abóbora e mandioca.

O maior vilão, porém, é a "ödzeire", ou "água doce", na língua xavante. O refrigerante virou um vício.

A preferência é pela Coca-Cola, mas o preço inibe a compra. Por isso, recorrem a marcas mais baratas.

Estudo do endocrinologista João Paulo Botelho Vieira Filho, professor adjunto da Escola Paulista de Medicina, aponta que, em duas das principais terras xavantes, Sangradouro e São Marcos, a prevalência de diabetes é de 28,2%. Na população em geral, é 7%.

Metade dos mais de 4.000 indígenas que vivem nessas duas terras estão obesos.

"Nossa força quase não existe mais como antes", diz o cacique Domingos Mahoro, 58, cuja mulher morreu de diabetes há um mês.


                                                                              Marlene Bergamo/Folhapress

A aldeia Xavante Sangradouro, no Mato Grosso, está com uma epidemia de diabetes provocada por distúrbios de alimentação

GENÉTICA

Quando os xavantes chegaram à aldeia de Sangradouro, no município de General Carneiro (MT), em 1957, eram delgados, magros e fortes.

Originalmente nômades, as primeiras referências aos xavantes remetem ao século 18, na então província de Goiás.

Vieira Filho visita as aldeias anualmente desde 1976. Ainda naquela década, a Funai criou o "Projeto Arroz" para reverter a escassez de alimentos. O arroz integral da roça foi deixado de lado.

"Após o projeto, os índios foram abandonando as roças. E abandonaram o seu cardápio tradicional, que incluía gafanhotos assados, formigas e larvas, ricos em proteínas", conta o endocrinologista.

Entre os anos 1980 e 1990, chegou o refrigerante. Nos anos 2000, o governo enviava cestas básicas com goiabada, açúcar, macarrão, farinha.

Isso causou um desequilíbrio no organismo dos xavantes. Segundo Vieira Filho, são propensos à obesidade e ao diabetes pois desenvolveram um mecanismo genético que retém energia, vital para tempos de escassez alimentar.

Aposentadorias e o Bolsa Família facilitaram o acesso à cidade mais próxima, a 50 km de Sangradouro, e sua variedade de comida industrial.

MONITORAMENTO

Com uma prancheta, o técnico em enfermagem Constâncio Ubuhu, 39, caminha pelas aldeias anotando os índices de glicemia. Ao lado de cada nome, o número: 200, 300, 400, até 600 mg/dl. O índice normal é considerado abaixo de 100 mg/dl.

Rosalia Ro'odzano, 52, teve a perna amputada. "Eu desmaiava, tinha crises, dores. Comia mesmo muito doce, refrigerante. Percebi como vivia, e mudei. Mas meus filhos comem de tudo."

Angélica Wautomorewe, 60, tinha uma sede irresistível. Um dia, acordou em uma UTI -ficara um mês em coma. "Eu tomava refrigerante todos os dias", diz. Ela diminuiu o açúcar e baixou a glicemia. Mas prefere as ervas naturais à insulina.

O problema dos indígenas é o mesmo dos brancos: a tentação. "O refrigerante é uma novidade que veio do céu, é um artificial tão gostoso", diz Paulo Rawe, 51, há dois anos com diabetes.

A estrutura escassa também dificulta a prevenção. O posto de saúde da aldeia principal está fechado há anos. Nas casas simples de alvenaria, feitas ao estilo tradicional, há geladeira e TV, mas não há banheiro nem água corrente.

As crianças sofrem com o descontrole nutricional. Os bebês nascem com mais de cinco quilos, muitas vezes com deficiências físicas, como lábio leporino e sem orelhas. Abortos e diabetes em adolescentes também são comuns.

Segundo Vieira Filho, a solução é voltar à alimentação tradicional e adquirir novos hábitos. Algumas roças, diz, já são replantadas. E cortar radicalmente o refrigerante.

A esperança depositada nos mais jovens é grande, mas não são poucos os pais que continuam a alimentar os filhos com a bebida doce que, segundo alguns indígenas, "derrete a língua".


CRIANÇAS MORTAS

Em 2014, a cada três dias, uma criança xavante morreu. A principal causa: diarreia. A estatística é de relatório do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) com base em dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena.
Nenhuma etnia perdeu tantas crianças de até cinco anos de idade no ano passado. Ao todo, foram 116 mortes. O número representa 14% do total de crianças indígenas mortas no país (785) em 2014.

As mortes, porém, concentram-se em aldeias longe das de Sangradouro, que contam com o apoio de uma missão salesiana desde sua chegada, em 1957.

Segundo o médico João Paulo Botelho Vieira Filho, a falta de saneamento é a grande responsável pela alta mortalidade. Sem estruturas adequadas de banheiro, os indígenas fazem suas necessidades próximos a riachos. Os rios também são contaminados por agrotóxicos.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que distribui alimentos para crianças com diagnóstico de baixo peso. A pasta diz ainda que "atua diretamente na tentativa de fazer controle de doenças como o diabetes".

Fonte: Folha de São Paulo. Disponível em: http://app.folha.uol.com.br/#noticia/581422

sábado, 22 de agosto de 2015

Dados do IBGE sobre alimentação de bebês são preocupantes

Estudos mostram que as preferências alimentares adquiridas na primeira infância têm um grande impacto na forma como a criança vai se alimentar mais tarde.
Por isso, são preocupantes os dados do IBGE divulgados nesta sexta (21) dando conta de que 60,8% dos bebês até dois anos comem biscoitos e bolachas e que um terço deles já toma refrigerantes ou sucos artificiais.
Esse conjunto de produtos industrializados está diretamente associado a doenças como obesidade, hipertensão e altos índices de colesterol e triglicérides. Benefício zero.
Biscoitos e bolachas são ricos em açúcar e gorduras. Os refrigerantes do tipo cola contém cafeína, que desencadeiam excitação, prejudica o sono e causa nervosismo.
Muitos dos sucos artificiais são uma mistura de açúcares, corantes e conservantes. Fruta, só na embalagem.
Relatório de 2014 da Rede Nacional Primeira Infância mostra uma associação entre o consumo de bebidas adocicadas e o risco de 4% de a criança desenvolver sobrepeso –a cada 30 ml de bebida açucarada consumida.
Crianças com alto consumo de alimentos ricos em energia e gordura e pobre em fibras têm quatro vezes mais riscos de desenvolver sobrepeso e obesidade na adolescência e na vida adulta.
Sem contar que esses alimentos são pobres em nutrientes. A falta deles leva a deficit intelectual, dificultando o aprendizado.
Embora 19% das crianças brasileiras abaixo de cinco anos já tenham risco de sobrepeso, 7,9% estejam acima do peso e 7,3 sejam obesas, existem poucas políticas públicas voltadas à saúde e nutrição na primeira infância.
Para os bebês, as ações ficam ainda muito restritas à promoção e apoio ao aleitamento materno. Há uma grande lacuna de iniciativas, como campanhas educativas, envolvendo pais, cuidadores, berçários, creches e outros responsáveis pela alimentação da criança.
A questão é que muitas famílias não se importam com as bolachas, os biscoitos e os refrigerantes dados aos bebês porque elas mesmas os consomem. Minimizam os perigos dessas gordices, mesmo quando elas próprias estão obesas ou acima do peso.
Tentar reverter hábitos alimentares depois de adulto é muito mais difícil. Por isso, é preciso foco na infância. Hábitos alimentares saudáveis começam no nascimento.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Termoregulação e hidratação no esporte


O corpo humano possui líquidos corporais distribuídos entre compartimentos que ficam dentro e fora da célula e sabe-se que é importante manter um volume e a temperatura relativamente constante, bem como a concentração ideal de solutos dentro deles, para que o organismo fique em homeostase.
A homeostasia é uma condição de equilíbrio ou estabilidade mantida, dentre outros fatores, pela ingestão de água, cuja necessidade pode variar de pessoa para pessoa. O tipo de atividade física, tempo de exercício, intensidade, tipo de roupa utilizada durante o treino ou a temperatura ambiente, influenciam diretamente na quantidade de água que um indivíduo deve ingerir para manter o equilíbrio.

Termorregulação

Somos seres homeotermos, ou seja, somos capazes de manter a temperatura corporal sempre a mesma, variando de 36,1ºC a 37,8°C durante um dia inteiro. Essa variação depende de fatores ambientais e de atividade física, refletindo a quantas anda a produção e a perda de calor. O importante é que o corpo não esquente ou esfrie demais, acionando um sistema chamado termorregulação.  

O que causa aumento do calor corporal?

Exercícios físicos geram um estresse metabólico, que levam ao aumento da produção de calor. Embora pareça “normal”, a temperatura corporal não pode se elevar para mais de 37° e nem se estender por muito tempo, pois essa condição compromete as funções orgânicas que funcionam bem entre 35,9 e 36,9 °C.

Por que é importante regular a temperatura corporal durante a prática de esporte?

Cem por cento (100%) da energia que geramos durante um exercício é transformada em calor – a energia térmica. Ela eleva a temperatura corporal e necessita ser dissipada, para evitar o superaquecimento.
Quando a temperatura ambiente é mais baixa que nossa temperatura central, perdemos calor do corpo para o ambiente. Se, ao contrário, a temperatura ambiente estiver maior do que a corporal, ganhamos calor do ambiente. Em ambos os casos, o sistema termorregulatório é acionado para que estabilize a temperatura na faixa ideal.

Mecanismos termorregulatórios

A liberação de calor mais eficiente que temos é a evaporação do suor, ou seja, não basta suar, é necessário evaporar o suor. Em ambientes com a taxa de umidade mais alta, é mais difícil a dissipação do calor e, consequentemente, a redução da temperatura do corpo. Possuímos outros métodos para perda de calor, mas que não influenciam tanto durante a prática de esportes: condução (troca de calor entre a pele e uma camiseta, por exemplo); convecção (troca de calor gerada pelo movimento de um gás ou líquido próximo ao corpo); e irradiação (perda de calor para o ambiente através dos raios solares).
Os mecanismos termorregulatórios envolvem uma série de processos responsáveis por manter a homeostasia. Quem detecta se a temperatura interna está acima do normal é o hipotálamo através do sangue que corre sobre ele. Essa estrutura logo responde e desencadeia a vasodilatação, desviando mais sangue para a pele e estimulando as glândulas sudoríparas a produzirem mais suor. Uma das condições da homeostase é manter o volume e a concentração de solutos constante, ou seja, eles são modificados quando suamos. A partir desse momento, a hidratação torna-se fundamental.

Importância da hidratação

Sem hidratação durante o aumento da temperatura corporal, o volume plasmático e a concentração de solutos tendem a cair – mas o corpo não vai permitir. Nesse caso, a consequência é a diminuição do desempenho físico que, se não estabilizada, pode culminar em colapso, exaustão, insolação ou até mesmo o óbito.
A reposição hídrica e eletrolítica beneficia a termorregulação, favorecendo o fluxo sanguíneo periférico (próximo à pele) e a transferência de calor. Nos exercícios de longa duração, água, eletrólitos e estoques de glicogênio diminuem constantemente e, se não houver reposição, podem ocorrer sintomas de hipovolemia (diminuição do volume sanguíneo), hipoglicemia (redução da glicose sanguínea), hiponatremia (nível de sódio baixo), hipertermia (temperatura corporal elevada) e desidratação. Mas atenção: a reposição hidroeletrolítica deve ser feita nas dosagens corretas, pois ambos os extremos (desidratação e hiper-hidratação) produzem sintomas semelhantes que declinarão o desempenho físico ou situações mais graves.

Acompanhamento profissional

Se você pratica esportes que exijam muito do seu corpo metabolicamente, tenha o acompanhamento de um preparador físico, pois ele é o profissional capaz de detectar os sintomas dessas condições, sejam em estado inicial ou avançado. Evite as tentativas de “ultrapassar os limites” sem uma planilha de treinamento eficaz. Dias de treino exigem que você carregue repositores hídricos para manter a homeostasia. Se exercite e se cuide!
Fonte: Dietbox

terça-feira, 18 de agosto de 2015

SAL - Cuidados...



Segundo a indústria Brasileira, a população está consumindo, em média, 15g de cloreto de sódio diariamente, principalmente através da ingestão de alimentos industrializados.

Países industrializados consomem cerca de 8 a 9g/ dia. A recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia é de, no máximo, 5g de sal/ cloreto de sódio por dia.

Em 2010, projeto proposto pelo Ministério da Saúde, ANVISA e entidades da indústria alimentícia tinha o objetivo de reduzir o consumo de sódio dos brasileiros a menos de 2000mg/pessoa/dia até 2020.

A população brasileira está ingerindo alimentos ricos em açúcares, gorduras e sal, o que tem grande influência no agravamento de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemias e doenças coronarianas.

Estima-se que 35% da população brasileira acima de 40 anos seja hipertensa.

Estão na lista os seguintes produtos: pães (francês, de forma, bisnaguinha), caldos e temperos, laticínios (bebidas lácteas, queijos petit suisse e mussarela, requeijão), biscoitos (cream cracker, recheados, maisena), margarina, embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, linguiça, salame, mortadela), macarrão instantâneo, bolos (bolos prontos e misturas para bolo), snacks (batata frita, salgadinhos de milho), derivados de cereais, refeições prontas (pizza, lasanha, sopas).

O importante é fazer uso com moderação. O nosso paladar é totalmente adaptável, portanto a redução do sódio nos alimentos pode ser feita de forma gradual.

Algumas medidas podem ser tomadas para reduzir a ingestão como retirar o saleiro da mesa, utilizar temperos naturais para elaborar a comida, diminuir a ingestão de bebidas carbonadas e ingerir menos alimentos industrializados.

ENTENDA AS DIFERENÇAS

Atualmente, encontramos grande variedade de tipos de sal, mas qual a diferença entre eles?

- Sal de Cozinha ou “refinado”: é o mais utilizado na culinária. O iodo foi adicionado ao sal pela primeira vez em meados de 1920 para combater uma epidemia de hipertireoidismo e o bócio. Ele é processado para remover impurezas (reduzindo os teores de minerais), e por ter uma textura fina pode ser misturado de forma mais homogênea. Um grama tem 400mg de sódio.

- Sal light: redução no teor de sódio com 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. Indicado para pessoas que têm restrição ao consumo de sódio. Entretanto, indivíduos com doenças renais não devem utilizá-lo.

- Sal marinho: é mais caro do que o sal de cozinha por ser raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação. Não é tão processado, preservando mais os sais minerais. Um grama contém cerca de 420mg de sódio. Pode ser grosso, fino ou em flocos. Dependendo da região que é retirado e da composição de minerais pode ser branco, rosa, preto, cinza ou de uma combinação de cores.

- Sal do Himalaia: cor rosa por ser rico em cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Um grama contém 230mg de sódio.

- Sal Defumado: acinzentado, é defumado sobre chamas da madeira, dando sabor especial quando adicionado às preparações. Um grama contém cerca de 395mg de sódio.

- Sal do Havaí: coloração rosa avermelhada por causa da presença de uma argila havaiana chamada Alaea, rica em dióxido de ferro. Um grama possui cerca de 390 mg de sódio.

- Sal da Índia ou Negro: a presença de composto sulfúrico e ferro confere um sabor sulfuroso. Um grama contém 380 mg de sódio.

- Flor de sal: Contém 10% mais de sódio, na elaboração são utilizados apenas os cristais retirados da camada superficial das salinas. Sabor mais intenso e textura crocante, indicado acrescentar após a preparação do alimento. Um grama contém 450 mg de sódio.

- Sal kosher: utilizado para preparar carnes kosher, por remover o sangue rapidamente. Não dissolve tão rápido quanto o sal de cozinha e não é iodado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O que fazer em caso de compra de comida de estragada


Volte ao estabelecimento
Ao identificar que o alimento comprado está impróprio para o consumo, deve-se procurar o fornecedor que o vendeu. Munido de nota fiscal ou ticket, exija a troca do item ou a devolução do dinheiro.

Em caso de renúncia, documente
Se o fornecedor não quiser trocar o produto, envie uma reclamação por escrito ao estabelecimento em que comprou o produto. Procure também um órgão de defesa do consumidor da sua cidade e apresente o ocorrido, incluindo a documentação e o relato dos fatos por escrito.

Procure atendimento médico
Caso o consumidor tenha ingerido o item estragado e venha a se sentir mal, deve procurar imediatamente um médico. É essencial guardar as receitas prescritas pelo médico e os comprovantes de despesas. Tais despesas também devem ser ressarcidas pelo fornecedor da comida imprópria para o consumo.

Não esqueça de registrar denúncia
Denuncie o que aconteceu em órgão de fiscalização de alimentos. O fornecedor será punido se sabia do defeito do produto e o vendeu assim mesmo.

Vigilância sanitária deve ser acionada
Entre em contato com a vigilância sanitária e informe com detalhes qual o alimento suspeito, onde você o comprou e a hora que comeu ou bebeu. A declaração dada pela vigilância sanitária servirá como prova caso você recorra à Justiça.


Fonte: Portal do Consumidor

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Azeite, milho ou canola? Pesquisa identifica óleos mais saudáveis para cozinhar

Quando o assunto é gorduras e óleos, temos dezenas de opções disponíveis e é complicado saber qual delas será a "mais saudável". As prateleiras dos supermercados têm de tudo. E, nos dias de hoje, apesar de termos mais informações, elas muitas vezes se confundem, porque há muito debate sobre os benefícios e os danos que podem vir do consumo de diferentes tipos de gordura.
Na série da BBC Trust Me, I'm a Doctor perguntamos: "Quais tipos de gordura e óleo são os melhores para cozinhar?"
Você pode pensar que é óbvio que frituras feitas com óleo vegetal são mais saudáveis do que se fosse feitas com óleo animal, como banha ou manteiga.
Mas será?
Para descobrir isso, demos a alguns moradores de Leicester, na Inglaterra, uma variedade de gorduras e óleos e pedimos aos voluntários para usarem todos eles. Também pedimos aos voluntários que guardassem o que sobrasse do óleo para podermos analisar.
As gorduras e óleos usados foram: óleo de girassol, óleo vegetal, óleo de milho, óleo de canola, azeite, manteiga e banha animal.
Depois de usadas para cozinhar, foram coletadas amostras dos óleos e das gorduras e enviadas para a Leicester School of Pharmacy na Universidade de Leicester, onde o professor Martin Grootveld e sua equipe fizeram um experimento paralelo onde eles aqueceram de novo os mesmos óleos a temperaturas altas para fazer frituras.
Quando você está fritando ou cozinhando em uma alta temperatura (próximo de 180°C), as estruturas moleculares de gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.
O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido relacionado a um risco de doenças do coração e câncer. Então o que Grootveld e sua equipe descobriram?
"Descobrimos que os óleos que eram ricos em poliinssaturados – o de milho e o de girassol – geravam altos níveis de aldeídos."
O resultado foi surpreendente, já que muita gente pensava que o óleo de girassol era o mais "saudável".
"Óleo de girassol e de milho são bons", diz o professor Grootveld, "desde que você não submeta eles ao calor, como ao fritar alimentos ou ao cozinhar algo. É um fator químico simples faz com que algo que é visto como saudável para nós se converta em algo que faz mal quando é submetido a temperaturas mais altas."
O azeite e o óleo de canola produziram muito menos aldeídos, assim como a manteiga e a banha animal. O motivo é que esses óleos são ricos em ácidos graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando submetidos ao calor. Na verdade, gorduras saturadas raramente passam pelo processo de oxidação.
Segundo Grootveld, o melhor óleo para fritar e cozinhar é o azeite. "Primeiro porque esses compostos tóxicos são gerados em baixa quantidade e segundo porque os compostos que são formados são menos maléficos para o corpo humano."
A pesquisa dele também sugere que, quando o assunto é cozinhar ou fritar, manteiga ou banha animal são mais indicadas do que óleo de girassol e de milho.
"Se eu tivesse escolha entre banha e polinsaturados, eu optaria pela banha sempre."
A banha animal, apesar de ter uma reputação de "não saudável", é, na verdade, rica em gorduras monoinsaturadas.
O estudo também revela outros aldeídos identificado na análise das amostras enviadas para a universidade que ainda não haviam aparecido em outros experimentos com óleos.
"Nós descobrimos algo novo para a ciência aqui. Nunca tínhamos visto isso, estou impressionado."
Os voluntários provavelmente não ficariam muito felizes ao descobrir que o óleo que usaram para cozinhar gerou tantos compostos tóxicos.
O conselho final de Grootveld é, primeiramente, evitar frituras, especialmente aquelas em temperaturas muito altas. Se você estiver fritando algo, tente usar o mínimo possível de óleo e tente remover todo o óleo do alimento após a fritura usando uma toalha de papel, por exemplo.
Para reduzir a produção de aldeídos, opte por um óleo ou gordura que sejam ricos em lipídios monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro) e mais de 80% para os dois juntos), e que sejam pobres em polinsaturados (menos de 20%).
O professor acredita que o "óleo ideal" para cozinhar seja o azeite, porque "tem 76% de lipídios monoinsaturados, 14% saturados e apenas 10% polinsaturados".
E, nesse caso, o azeite não importa se o azeite é "extra virgem" ou não. "Os níveis antioxidantes presentes em produtos extra virgem são insuficientes para proteger contra a oxidação induzida pelo calor."
O último conselho é manter sempre o óleo guardado longe da luz e não reutilizá-lo, já que isso também leva ao acúmulo de substâncias ruins.
Sobre gorduras:
  • Gorduras polinsaturadas: contêm duas ou mais ligações carbono-carbono. Em alimentos como sementes, peixes, folhas verdes e nozes, podem trazer vários benefícios para a saúde. No entanto, os benefícios advindos do consumo de óleo de girassol e de milho, apesar de ricos em poliinstaturados, ainda não estão tão claros.
  • Óleos monoinsaturados: contêm apenas uma ligação dupla carbono-carbono. São encontrados em abacates, azeitonas, azeite, amêndoas e avelãs e também em banha animal. O azeite, que tem aproximadamente 76% de monoinsaturados, é um dos principais elementos da dieta mediterrânea, que tem se mostrado muito efetiva para reduzir o risco de doenças do coração.
  • Gorduras saturadas: não têm ligação dupla de átomos de carbono. Apesar de especialistas indicarem o consumo desse tipo de gordura, recentemente os benefícios dela e de outras gorduras derivadas de animais têm sido questionados.
Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Projeto que dá fim ao selo de transgênicos em alimentos será tema de duas audiências


O fim da exigência do selo que atualmente identifica nos rótulos dos alimentos a presença de produtos com organismos geneticamente modificados (OGMs), os chamados transgênicos, será tema de duas audiências públicas hoje (11) e na quarta-feira (12).

O objetivo é avaliar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 34/2015, que pretende acabar com a obrigatoriedade do rótulo. Atualmente, produtos com qualquer percentual de substância transgênica devem conter no rótulo um triângulo amarelo preenchido por um “T” maiúsculo.

O texto restringe a necessidade de alerta para produtos em que a substância transgênica supere 1% da composição. Nesse caso, o símbolo atual deve ser substituído apenas pelos dizeres: “contém transgênico”.

Ração transgênica

O texto também propõe a não rotulagem de alimentos de origem animal derivados de criações alimentadas com ração transgênica, com exclusão do símbolo que hoje facilita a identificação desses produtos. A proposta ainda coloca como não obrigatória a informação quanto à espécie doadora do gene.

O requerimento para o debate foi proposto pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), esse o relator da matéria na CCT.

Participará da audiência pública o Instituto Brasileiro de Defesa o Consumidor (Idec), ao lado de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério Público Federal (MPF), além de especialistas em transgenia.

Direito básico do consumidor

O requerimento registra as objeções do Idec ao projeto, como a alegação de que o texto contraria o direito básico de adequada informação sobre produtos lançados no mercado, nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Para o Idec, o projeto seria também inconstitucional por ofender o princípio da precaução e da defesa do consumidor.

Também é mencionado retrocesso em relação ao direito garantido pelo Decreto de Rotulagem de Transgênicos, o Decreto Presidencial 4.680/2003, que instituiu a rastreabilidade da cadeia de produção para assegurar a informação e a qualidade do produto. Além disso, aponta-se desrespeito à vontade do cidadão de saber se um alimento contém ou não produto transgênico.

Para os autores do requerimento, as alegações justificam ampla discussão sobre a proposta. De iniciativa do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), o projeto foi aprovado pela Câmara em abril passado.

No Senado, a matéria foi distribuída para exame também na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), além da CCT e CMA. A decisão final será em Plenário.

Convidados

As audiências resultam de iniciativa conjunta das Comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Na primeira, na terça-feira, a partir de 9h, haverá a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBio) e de Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (ABIA), entre outras entidades.

Na quarta, no mesmo horário, serão recebidos representantes do Instituto Brasileiro de Defesa o Consumidor (Idec), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério Público Federal (MPF).

Fonte: Idec com informações Senado. Disponível em: http://www.cfn.org.br/index.php/projeto-que-da-fim-ao-selo-de-transgenicos-em-alimentos-sera-tema-de-duas-audiencias/

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Comprar no mercadinho do seu bairro pode ser a melhor opção



O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) lançou nesta semana uma campanha que incentiva o consumo em pequenos negócios, aquele mercadinho que fica na esquina do seu bairro, onde você compra as verduras para a salada.
Saiba que esse tipo de atitude estimula a economia local e gera empregos em sua região. Em reportagem publicada pela revista Carta Capital, Luiz Barretto, presidente da entidade, explica que o pequeno negócio “é o motor da economia e, quando analisado o conjunto, possui uma amplitude econômica importantíssima”.
A partir de dados, é possível mensurar essa importância: mais de 17 milhões de brasileiros vivem com carteira assinada por uma pequena empresa, e o setor responde a 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Só em São Paulo, por exemplo, existem mais 2,7 milhões de micro e pequenas empresas.

Fonte: Portal do consumidor. Disponível em:http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28761

sábado, 8 de agosto de 2015

Vigilância interdita restaurante do Palácio dos Bandeirantes


SÃO PAULO - O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo interditou por 40 dias o restaurante dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, após identificar "procedimentos sanitários inadequados" na preparação da comida dos servidores que trabalham na sede do governo paulista. 


Segundo nota enviada pela assessoria da vigilância, que é vinculada à Secretaria Estadual de Saúde, a decisão de interromper temporariamente os trabalhos partiu de uma denúncia recebida pela Casa Civil. "A Casa Civil do Estado de São Paulo recebeu denúncia de que os procedimentos sanitários adequados não estariam sendo plenamente observados no restaurante do palácio do governo".
"A Vigilância Sanitária constatou que havia procedimentos fora dos padrões técnicos e determinou as adequações necessárias, que já estão em andamento, com prazo de conclusão de 40 dias", informou a nota enviada pela assessoria de imprensa do órgão.
Funcionários do Palácio ouvidos pelo Estado afirmaram que evitam comer no restaurante por conta da qualidade da comida. "Posso dizer que os talheres e os copos também não eram dos mais limpos. Sempre pedia para trocar, porque vinham manchados", disse uma servidora que pediu para não se identificar.
Outro lado. A empresa Santa Helena Alimentos, responsável pelo restaurante do Palácio dos Bandeirantes, afirma não ter ciência da interdição e diz não ter sido notificada pela Vigilância Sanitária.
Segundo um representante da empresa, um dos refeitórios - são dois - está fechado para reformas desde sexta-feira, em ação prevista há meses. Já o segundo funcionou nesta segunda e deve abrir na terça-feira "normalmente". O representante explicou que a empresa recebeu, nos últimos dias, apenas uma notificação com prazo de dez dias para responder, mas não soube informar se era da Vigilância Sanitária ou de outro órgão.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Comer demais pode não ser sua culpa e sim do seu cérebro


A desculpa científica para pegar mais uma fatia de bolo pode estar na sua tela neste momento. Cientistas acreditam que a falta de um hormônio no cérebro pode levar as pessoas a comer demais sem estar com fome e apenas pelo prazer.
O estudo foi realizado na faculdade de medicina norte-americana Rutgers Robert Wood Johnson, em New Jersey, e divulgado na publicação científica Cell Reports, nesta semana. Os pesquisadores descobriram que quando o hormônio GLP-1 (glucagon-like peptide-1) está reduzido no sistema nervoso central, o apetite aumenta mesmo que não haja a falta de nutrientes no corpo. O teste foi realizado com ratos que comeram além do normal e ainda preferiram comidas com muitas calorias.
O hormônio intestinal é secretado pelas células endócrinas L e também pelas células cerebrais e tem a função de regular os hábitos alimentares. Sua função é a de avisar o corpo que é a hora de deixar o garfo descansar.
Os pesquisadores manipularam a ativação do hormônio e o resultado foi que os ratos começaram a comer menos. 

Eles acreditam que essa descoberta pode levar ao surgimento de uma nova linha de inibidores de apetite que podem agir com mais foco para as pessoas que apresentarem deficiência ou mau funcionamento das células que produzem o hormônio.

 Fonte: Uol Notícias Saúde

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Alimentação Infantil


               Ao nascer, o principal alimento de que a criança necessita é o leite materno, não sendo necessário nenhum outro tipo de alimento (como chás, sucos, água, ou outro tipo de leite), nos seis primeiros meses de vida. O leite materno é um alimento muito importante para a criança, pois aumenta o laço afetivo entre mãe e bebê, auxilia na formação do sistema nervoso da criança, além de trazer inúmeros outros benefícios.
               A partir dos seis meses de idade, a amamentação já pode ser complementada com outros alimentos, que vão sendo inseridos na dieta da criança gradativamente. É nesse período que a mãe deve começar a estimular seu filho a manter uma alimentação balanceada, consumindo alimentos saudáveis como frutas, verduras e legumes e evitando alimentos como enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas. 
               Quando começam a frequentar a escola, as crianças descobrem outros alimentos e isso pode causar algumas mudanças nos seus padrões alimentares, por isso é muito importante que pais e educadores façam um trabalho de educação nutricional com essas crianças. “Hábitos alimentares errôneos nessa faixa etária podem conduzir a problemas nutricionais em curto prazo, tais como comprometimento do crescimento e do desenvolvimento na infância, bem como facilitar o aparecimento de doenças não transmissíveis na fase adulta, como, por exemplo: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo II, câncer, entre outras”, declara a nutricionista Alessandra da Silva Pereira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
               Para muitos especialistas, a rotina corrida dos pais é um dos principais motivos da má alimentação e consequente sobrepeso dos filhos, pois nessa correria cotidiana os pais oferecem alimentos industrializados mais fáceis de serem feitos e acabam transformando isso em um hábito. Para muitos pais, o mais importante é saciar a fome dos filhos, sem se preocuparem se a alimentação deles está ou não comprometendo o futuro de sua saúde. É extremamente importante que os pais deem o exemplo, e também mantenham hábitos saudáveis, já que são eles que determinam o que se consome dentro e fora de casa.
               Com o objetivo de prevenir doenças crônicas (como hipertensão e diabetes) e orientar a comunidade escolar a promover a saúde dos alunos, o Ministério da Saúde está intensificando ações de promoção à saúde, prevenção e controle da obesidade com alunos de 5 a 19 anos, que estudam em escolas públicas do país. Em função de a escola ser um ambiente fundamental para a formação de hábitos alimentares saudáveis, pais, educadores e outros integrantes da comunidade escolar serão informados quanto à inclusão da educação alimentar na grade curricular e orientados para que ofereçam uma alimentação mais saudável aos seus filhos, principalmente no que se refere ao lanche escolar. As cantinas das escolas também serão alvo da ação do Ministério da Saúde, pois, como afirma Patrícia Jaime, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, “há comércio de alimentos ricos em açúcar, sódio e gorduras, como refrigerantes, refrescos, salgados e salgadinhos; e há pouca oferta de alternativas saudáveis, como frutas e sucos naturais”.
               Com essa ação, o Ministério da Saúde pretende conscientizar todos os membros da comunidade escolar para os perigos da obesidade infantil, visando a redução dos altos índices de crianças e jovens que se encontram acima do peso, prevenindo, assim, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como câncer, diabetes, doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas.

Fonte:Brasil Escola

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Saiba quanto tempo deve durar a alimentação de uma criança


Há crianças que comem toda a comida do prato em cinco minutos, enquanto outras demoram uma eternidade. Entretanto, os especialistas recomendam cerca de 20 minutos para se realizar uma refeição completa.

“Não existem pesquisas que estabeleçam o tempo exato. Porém, estudiosos afirmam que, entre o início da refeição, com o estímulo da mastigação, e o envio de sinais de saciedade ao sistema nervoso central são necessários de 20 a 40 minutos. Portanto, considera-se que o tempo mínimo de uma refeição seja de 20 minutos, para garantir esse estímulo à saciedade”, explica Alice Mami Hayashi, nutricionista do Fleury Medicina e Saúde. Como em algumas fases da vida da criança é comum que sofra alterações de apetite, é fundamental estabelecer horários regulares para as refeições. Caso ela demore muito para comer, não a force. Apenas informe que retirará o prato e que esta não é uma punição, pois poderá, depois, consumir a mesma refeição, se desejar.

“Não substitua as refeições por lanches ou guloseimas, porque a criança pode entender que, caso não queira o alimento que lhe é oferecido, receberá numa próxima ocasião aquele que gosta mais”, orienta a nutricionista.

Delimite os horários 

Muitas vezes a criança demora a comer simplesmente por não ter fome. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, as refeições e os lanches devem ser servidos em horários fixos, diariamente, com intervalos de duas a três horas, suficientes para que ela sinta fome. “Não se devem oferecer alimentos fora de hora ou deixar a criança alimentar-se sempre que desejar, pois não terá apetite”, alerta Alice.

Mastigar bem é importante 

A mastigação tem um papel essencial no processo da alimentação. A digestão inicia na boca e os alimentos são misturados a enzimas presentes na saliva, o que facilita a digestão e a absorção dos nutrientes. Além disso, a mastigação e os estímulos ao longo de todo o trato digestório participam da regulação do apetite e da saciedade.
“Se a criança mastiga pouco e come muito rápido, o cérebro não tem tempo suficiente para perceber a saciedade. Quem come devagar e mastiga bem os alimentos aprende a saborear a refeição e a controlar a quantidade de comida que a satisfaz, levando esses hábitos para a vida adulta”, conclui a especialista.

Fonte: Qualitá

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Quer emagrecer? Melhor alimentar-se em casa

Não quer engordar? Experimente fazer mais refeições em casa ao invés de ir a um restaurante. Um novo estudo realizado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, analisou informações de saúde de mais de 18 000 adultos coletadas entre 2003 e 2010 pelo Centro Nacional de Estatísticas Médicas. A pesquisa revelou que quando os americanos saem de casa para comer em um restaurante, eles chegam a gastar cerca de 200 calorias a mais por dia. Em alguns casos, as refeições chegam a ser menos saudáveis do que quando a alimentação é feita em redes de fast food.
A análise, publicada na revista científica European Jornal of Clinical Nutrition, revelou que os alimentos consumidos em restaurantes contêm mais gorduras, colesterol e sódio. "Esses resultados sugerem que comer em restaurantes com alimentação completa não é necessariamente mais saudável do que alimentar-se com fast food. Meu conselho para quem deseja ser mais saudável é preparar a própria refeição em casa e evitar comer fora sempre que possível", diz Roupeng An, autor do estudo.
A recomendação é que cada um siga uma dieta que não exceda o consumo de 2000 calorias diárias. Contudo, enquanto as pessoas que fazem refeições caseiras conseguem manter essa média -- e chegam até a consumir um pouco menos do que isso -- aqueles que se alimentam fora de casa, tanto em restaurantes quanto em redes de fast food, ultrapassam a quantia recomendada.
Fonte : Veja