sexta-feira, 31 de julho de 2015

Procon descarta 400 quilos de alimentos em estabelecimentos da Zona Norte do Rio


O Procon Carioca encontrou 398,4kg de alimentos impróprios para consumo em três estabelecimentos da Zona Norte do Rio de Janeiro. Os produtos descartados estavam sem identificação, fora do prazo de validade, com cheiro ruim, armazenamento irregular ou guardados em ambiente com condições precárias de higiene. Os estabelecimentos foram autuados na terça-feira e, após o prazo de defesa, poderão ser multados.
O órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro flagrou até baratas mortas em um dos freezers que guardava carne de porco no supermercado Nosso Pão, na Rua São Francisco Xavier 342, no Maracanã. No local, a equipe de fiscalização apreendeu 41kg de coxinha de galinha, bolinho de bacalhau e quibe prontos para fritar; 10,6kg de massa de pizzas; 25kg de massa crua para salgados em geral; 10kg de frango desfiado para recheio de coxinha e empadões; 2kg de bacon em cubos sem identificação; 3kg de carne moída; 58kg de carne descongelada e 3kg de fígado descongelado.
O restaurante Casa da Comida, na Rua General Roca 603, na Tijuca, também apresentou problemas. Os fiscais inutilizaram 2 litros de molho de tomate; 1 litro de molho verde; 1 kg de milho; 1 litro de molho de pimenta; 1kg de arroz integral pronto; 500g de creme de chocolate; 1kg de feijão branco pronto; 500g de frutas misturadas e deterioradas; 1 kg de frango ao molho shoyo, prontos para servir, além de 5 litros de óleo saturado.
Por fim, no supermercado Premium Boulevard, na Rua 28 de Setembro 310, em Vila Isabel, foram encontrados 245,8kg de carnes com mau cheiro; sem identificação; com validade vencida e embalagens violadas. Os alimentos eram manuseados em um balcão sem refrigeração e sem proteção, atraindo moscas.

Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28686

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Látex na indústria de alimentos. Afinal, ele é permitido?


Recentemente muitos estudos têm associado a alergia ao látex com a alergia a alimentos. A hipersensibilidade para alguns gêneros alimentícios em pacientes alérgicos ao látex tem sido confirmada na literatura pela descrição de casos de anafilaxia após ingestão, principalmente de frutas, que ocorreu devido a presença de reações cruzadas entre os antígenos do látex e os contidos nestes alimentos.
Vários estudos e trabalhos publicados nos últimos 15 anos, comprovam a Síndrome látex-fruta, que é a reação cruzada do látex com algumas frutas, devidas à existência de antígenos comuns, ou mesmo à presença no látex de uma lisozima, polipeptídio que possui funções enzimáticas e tem similaridade com as lisozimas das frutas.
Esta figura exemplifica bem este tema: 11% dos alérgicos a frutas (banana, abacate, kiwi, pêssego, figo, etc.) tem risco de reação ao látex, e 35% dos alérgicos ao látex apresentam o risco de reagir a um (ou mais) destes alimentos.
alergias_cruzadas
Látex na indústria de alimentos, afinal, é permitido?
Antes de tudo, precisamos entender que do ponto de vista de contaminação química (migração), o látex natural é permitido na composição de embalagens e equipamentos em contato com alimentos, conforme Resolução nº 123, de 19 de junho de 2001 que aprova Embalagens e Equipamentos Elastoméricos em Contato com Alimentos. O látex está na Lista Positiva de polímeros elastoméricos. O primeiro da lista positiva é a Borracha Natural, que significa o mesmo que, Látex natural.
Entretanto, após a publicação da RDC 26/2015, e de acordo com o entendimento desta legislação, o uso de equipamentos e materiais contendo látex pode promover o risco de contaminação cruzada para o alimento, devendo então ser declarado como “ALÉRGICOS: PODE CONTER LÁTEX NATURAL”.
Sendo assim, entendo que a partir deste momento, a única maneira de não declarar o Látex no rótulo, é garantir que não ocorra contaminação cruzada, durante a fabricação de produtos. Em outras palavras, não poderá ocorrer o contato de materiais de látex com os ingredientes durante a estocagem e o processo.
Como fazer isso?
1- Listar todos os materiais que são de contato direto com os ingredientes (Ex. tubulação, recipientes, utensílios, gaxeta, luvas, etc.)
2- Pesquisar composição de cada um através de solicitação da informação ao fornecedor ou, como segunda opção, pesquisa na internet do material técnico destes produtos (Ex. consulta nos próprios sites da empresa). Esta lista é a base fundamental para se conseguir um ambiente livre de látex na fabricação.
3 – Os materiais que são de látex deverão ser substituídos ou totalmente afastados.
Impedindo o contato do látex com os ingredientes/produto alimentício, não será necessário rotular por exemplo “ALÉRGICOS: PODE CONTER LÁTEX NATURAL”.
 Quando devo declarar o látex no rótulo do produto?
Somente quando se comprova a existência do contato direto entre materiais de látex e os ingredientes/produtos, ou seja, quando existir a possibilidade de contaminação cruzada. Uma análise de risco deverá ser realizada, e se não for possível a remoção/substituição do material de látex, a declaração do Látex Natural no rótulo deverá ser realizada, conforme preconizado na RDC 26/2015: “ALÉRGICOS: PODE CONTER LÁTEX NATURAL”.
 Fonte:Food Safety Brazil 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os cinco piores alimentos para a sua saúde


A nutricionista norte-americana Michelle Shoffro Cook elaborou uma lista com os dez piores alimentos do mundo. O site ‘Minha Vida’, parceiro do Catraca Livre, reproduziu e traduziu a lista com os cinco piores alimentos para a sua saúde.

Na seleção estão o refrigerante, churros, cachorro-quente e bacon. É importante deixar claro que nenhum destes alimentos precisam ser excluídos do cardápio. A orientação é que não os consuma em excesso.

Refrigerante diet

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Miami e Columbia concluiu que quem consome refrigerante diet diariamente tem mais chances de ter um infarto ou um acidente vascular cerebral.

Refrigerante

Esta bebida é rica em açúcar. Caso uma pessoa beba uma lata por dia em um mês ela terá consumido cerca de um quilo de açúcar. Uma pesquisa divulgada no American Journal of Clinical Nutrition concluiu que refrigerantes, tanto as versões açucaradas quanto as de baixa caloria, estão associados ao maior risco de acidente vascular cerebral. Os refrigerantes também estão associados a problemas respiratórios.

Churros recheados

O alimento têm as complicações das frituras e ainda são ricos em açúcar. O alimento recheado com doce deleite possui 18,4% do valor diário das gorduras totais e 18,8% das gorduras saturadas.

Cachorro-quente

Uma salsicha de 50 gramas possui 24% do valor diário de gorduras totais, 20% de gorduras saturadas e 20,3% de sódio. A salsicha é uma carne processada como o baco e por isso apresenta os mesmos problemas para a saúde. Para a conservação da salsicha são utilizados nitritos e nitratos que no estômago se transformam em nitrosaminas.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer estas nitrosaminas têm forte ação cancerígena levando a altos índices de câncer no estômago entre pessoas que consomem alimentos contendo os nitritos e nitratos com frequência.

Bacon

Um levantamento feito pela Escola de Saúde Pública de Harvard descobriu que 50 gramas diários de carnes processadas como o bacon aumentam em 42% o risco de problemas cardíacos e em 19% o de diabetes tipo 2.

Fonte: Catraca Live

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Justiça condena Extra e JBS a indenizar consumidor por carne estragada


Juíza considerou que frigorífico e supermercado são responsáveis pela conservação da carne (Foto: Thinkstock)
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o Hipermercado Extra e a JBS a indenizarem um cliente que comprou e consumiu carne estragada. O caso foi julgado na primeira vara do Juizado Especial Cível. Na sua decisão, a juíza Michelle Dittert Pupulim considerou que existe a responsabilidade conjunta das duas empresas, já que o frigorífico é responsável pelo corte e embalagem e o varejista pela conservação.
De acordo com as informações do TJ-SP, o autor da ação, Anderson Félix dos Santos, contou ter comprado o produto e, no momento de consumir, percebeu que estava estragado. Ele foi até o supermercado e devolveu, recebendo em troca um vale-compra no valor da mercadoria. Mas, depois de ir ao hospital, foi diagnosticado com intoxicação alimentar.
Ao dar a sentença, a magistrada ressaltou que a ausência de um laudo da vigilância sanitária foi fator prejudicial ao Extra e à JBS. Se houvesse uma verificação do motivo da carne estar estragada, haveria a possibilidade das duas empresas não serem culpadas e a acusação de má-conservação recair até sobre o próprio consumidor.
Na falta da carne como prova material, a juíza considerou que o supermercado ter aceito o produto de volta e o autor da ação ter um diagnóstico de intoxicação dão base para o argumento dele, cabendo indenização. A sentença impôs uma reparação no valor de R$ 4 mil, havendo possibilidade de recurso.
Companhia Brasileira de Distribuição, dona do Hipermercado Extra, recorreu. Ainda é aguardada a nova decisão. Mas o recurso não tem efeito suspensivo, de acordo com o Tribunal, e não anula a decisão anterior.

Fonte: Portal do Consumidor

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Comissão aprova proibição da venda de carne previamente moída





A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou no último dia 15 o PL (Projeto de Lei) 699/15, que proíbe a venda direta ao consumidor de carne previamente moída.

Conforme a proposta, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), os estabelecimentos comerciais deverão moer a carne no ato da venda e na presença do consumidor, sem cobrar um valor adicional pelo ato.

Caso descumpra a medida, os estabelecimentos ficarão sujeitos a punições ligadas à legislação sanitária federal, que vão desde a advertência e multa, até a suspensão da venda de produtos e cancelamento de autorização para funcionamento do comércio.

O parecer do relator do PL, deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG), foi favorável à proposta, com complementação de voto. Ele complementou o projeto com o estabelecimento de que a proibição não se aplicará “às carnes moídas homogeneizadas produzidas de acordo com as boas práticas de fabricação”. A carne homogeneizada é moída em uma máquina especial, com padronização no teor de gordura (entre 7% e 11%).

Pelo projeto, a proibição de venda também não será aplicada às carnes moídas industrializadas, desde que vistoriadas por órgão competente e com os devidos selos de qualidade.

Regulamentação

Atualmente, a regulamentação do Ministério da Agricultura estipula que, após a moagem, a carne deverá ser submetida imediatamente ao congelamento, à temperatura máxima de -18ºC, ou ao resfriamento, à temperatura entre 0ºC e 4ºC.

Segundo o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Carne Moída de Bovino, a carne moída deve ser embalada imediatamente após a moagem e cada pacote do produto precisa ter o peso máximo de 1kg.

Segundo o relator da PL, muitos açougues, principalmente nas cidades médias e pequenas, não tomam nenhum dos cuidados prescritos no regulamento. Silas ressalta ainda que diversas pesquisas apontam que a carne moída é altamente suscetível à contaminação.

Em São Paulo, o Decreto Estadual 45.248/00 já proíbe a venda de carne que não seja moída na presença do consumidor.

Agora, a proposta será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Fonte: IDEC. Disponível em: http://www.idec.org.br/em-acao/noticia-consumidor/comisso-aprova-proibico-da-venda-de-carne-previamente-moida

terça-feira, 21 de julho de 2015

Anvisa suspende a publicidade de 21 produtos detox


A Anvisa suspendeu a publicidade de 21 produtos detox. A determinação, que consta no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20/7), ocorreu após a Agência identificar a divulgação irregular de alegações de propriedades funcionais ou de saúde não aprovadas pela Agência.
As divulgações das alegações envolvem desde a eliminação de toxinas até o fortalecimento de músculos.  Foi possível verificar, dentre as irregularidades de um único produto, indicações para ajudar no fortalecimento músculo e no firmamento da pele, além de ação diurética, termogênica, estimulante,  anti-gordura, de saciedade e estética.
O Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados estabelece que não devem constar nos rótulos a indicação de que o alimento possui propriedades medicinais ou terapêuticas. Essas restrições se estendem aos textos e matérias de propaganda de alimentos qualquer que seja o veículo utilizado para sua divulgação.  
A lista dos produtos que tiveram a publicidade suspensa são:  

EmpresaProdutos
Sanavita Indústria e Comércio de Alimentos Funcionais Ltda.DETOXVERÃO
 DETOXGREEN
 DETOXGOJI
 DETOXRED
Speed Nutri Distribuidora de Medicamentos e Produtos Naturais Ltda. MEDETOX TOTAL ORIGINAL,
 DETOX TOTAL FRUTAS NEGRAS
 DETOX TOTAL  LIMÃO
Healwheel Brasil Comércio de Suplementos Alimentares Ltda.DETOX SLIM
Shopping da SaúdeSDS DETOX
NUTRIGOLD DO BRASIL SUPLEMENTOS ALIMENTICIOS LTDA - EPPDETOX REDUCTION SHAKE
 DETOX PLATINUM - DESINTOXICANTE BIOLÓGICO
 DETOX MATCHA SHAKE
 DETOX GOJI SHAKE
 DETOX BRONZE DE VERÃO
SMART LIFEDETOX SHOT
 DETOX CAPS - CLEAR & REPAIR
 DETOX NO HANGOVER
Laboratório Tiaraju Alimentos e Cosmeticos LtdaDETOX SOFTCAPS
Vila Ervas e Alimentos Comercial Ltda - MEDETOX VERDE

DETOX SUN

DETOX CLEAN


Fonte: Anvisa

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cliente passa mal após tomar guaraná e receberá R$ 10 mil de indenização


A Coca-Cola - CVI Refrigerantes foi condenada a ressarcir um consumidor que passou mal após ingerir guaraná Kuat. A indenização por danos morais será de R$ 10 mil, segundo decisão da 3ª Vara Cível da Comarca de Bagé, no Rio Grande do Sul.
No processo, o homem afirmou que comprou uma garrafa de guaraná Kuat na cantina do trabalho, em Santa Maria, em 12 de abril de 2013.Após ingerir boa parte da bebida, ele notou a presença de partículas sólidas. Em seguida, sentiu mal-estar, náuseas e vomitou.
O proprietário do estabelecimento entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante do refrigerante, solicitando que o lote fosse retirado e substituído. Isso ocorreu no mesmo dia, e os responsáveis também levaram a garrafa com o refrigerante contaminado.
No mesmo dia, o consumidor foi para cidade onde mora, Bagé. Durante a viagem, voltou a sentir mal-estar e febre. No hospital, foi diagnosticado com infecção intestinal causada pela ingestão do produto químico, sem saber exatamente a composição.
Na Justiça, a Coca-Cola alegou que a substância encontrada no refrigerante pode ter caído quando a garrafa foi aberta, antes de ser servida ao cliente, na cantina. A empresa acrescentou que não existe prova de que o consumo do refrigerante tenha causado os sintomas.


Fonte: Portal do Consumidor - Procon. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28609

terça-feira, 14 de julho de 2015

Gordura trans: eliminada nos Estados Unidos, mas ainda se mantém no Brasil



Nos Estados Unidos a agência que regula alimentos e medicamentos (FDA) baniu a gordura trans no país e fixou prazo de três anos para que a indústria retire a substância de alimentos industrializados como margarina, biscoitos, sorvetes e pizzas congeladas.

Atualmente no Brasil, boa parte dos alimentos industrializados à venda já têm baixos níveis de gordura trans, mas ainda é possível encontrá-la. No último teste realizado há três anos, a PROTESTE Associação de Consumidores constatou a presença da substância que havia gordura trans em 32% dos alimentos testados. O ideal para a saúde é que esse percentual fosse ainda menor.

Ingerir gordura trans faz mal à saúde

Acordos fechados entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) têm reduzido os teores de sódio e de gorduras trans na comida industrializada. Recomendação de 2004 da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que a gordura trans seja cortada da alimentação para reduzir as doenças do coração e prevenir milhares de ataques cardíacos por ano.

A ingestão de gordura trans está associada à obesidade, à hipertensão e ao diabetes tipo 2, além da elevação dos níveis de colesterol ruim. Ou seja, é fator de risco para doenças cardiovasculares. Na indústria alimentícia é usada para melhorar a aparência, aroma, sabor, cor e textura, além de conservação dos alimentos.

Fique atento aos limites e proporções aceitáveis

Legalmente o fabricante pode alegar a ausência de gordura trans quando o teor for menor ou igual a 0,2g na porção. De acordo com a OMS, se houver a ingestão dessa gordura, não pode ultrapassar 1% do valor calórico total da dieta diária (2g para um adulto).

O ideal é que essa conta seja feita por 100g do alimento, já que a alegação da ausência de gordura trans feita hoje por porção induz o consumidor ao erro. Muitas porções estipuladas pela Anvisa não condizem com a realidade de consumo. Ou seja, você tem a falsa impressão de estar adquirindo um produto mais saudável do que é.

Para saber se o alimento tem gordura trans procure por gordura hidrogenada, gordura vegetal hidrogenada e gordura parcialmente hidrogenada na lista de ingredientes da rotulagem.

Fonte: Proteste

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Consumidor será indenizado por encontrar larva em bombom



A juíza do 3º Juizado Especial Cível de Brasília condenou a empresa Kraft Foods Brasil S.A., conhecida como Lacta, ao pagamento em favor de um consumidor da quantia de R$ 2 mil a título de danos morais, por ter encontrado uma larva em um bombom. A magistrada entendeu que a venda de produto alimentício deteriorado coloca em injustificável risco a saúde do consumidor.
O consumidor contou que efetuou a compra de algumas unidades de bombom de fabricação da empresa, os quais estavam devidamente embalados e dentro do prazo de validade. Contudo, após consumir alguns dos bombons, encontrou uma larva na superfície de um terceiro bombom, momento em que sentiu grande repulsa e insegurança, em razão da ingestão anterior.
De acordo com a magistrada, o consumidor logrou provar, conforme as fotografias colecionadas, que o chocolate adquirido possuía larvas em sua superfície, fato não impugnado pelo fabricante, que inclusive apresentou laudo quanto ao tipo de inseto capaz de causar o fato. Segundo a juíza, o fornecedor responde pelos vícios que tornem o produto inadequado ao consumo, o que se coaduna com o presente caso, autorizando o consumidor a requerer indenização por perdas e danos. E a venda no mercado de consumo de produto alimentício deteriorado coloca em injustificável risco a saúde do consumidor, vulnerando sua confiança, dignidade e rendendo ensejo, assim, à pretensão indenizatória pelos danos morais decorrentes.
Cabe recurso da sentença.


Fonte: TJDFT

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Anvisa proíbe fabricação e venda de suplemento vitamínico



Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial da União proíbe a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes do produto Suplemento Vitamínico e Mineral, marca Vitamineral Plus, que contenham glicinato de molibdênio, cromo glicinato nicotinato e selênio glicinato.
De acordo com o texto, as três substâncias não têm segurança comprovada perante a Anvisa para alimentos e ingredientes para consumo humano.
A Agência Brasil não conseguiu contato com a Avert Laboratórios Ltda., fabricante do produto, nem com a Biolab Sanus Farmacêutica Ltda., distribuidora dos lotes do suplemento.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 7 de julho de 2015

Agroecologia é a chave para erradicar a fome na América Latina e Caribe, afirma FAO


Seminário regional sobre agroecologia foi realizado em Brasília e reuniu associações de produtores, mulheres, jovens e povos indígenas. Para eles, agroecologia deve ser incorporada nas políticas nacionais e regionais para o desenvolvimento sustentável e a luta contra a fome.

A agroecologia, estudo da agricultura em uma perspectiva ecológica, deve tornar-se uma parte importante das estratégias para erradicar a fome na América Latina e no Caribe, disseram os participantes do seminário regional sobre agroecologia realizado em Brasília, organizado pelo governo brasileiro, pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), o Mercosul e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Segundo a FAO, a agroecologia permite o desenvolvimento sustentável da agricultura, o progresso em direção a sistemas alimentares inclusivos e eficientes e a promoção do círculo virtuoso entre a produção de alimentos saudáveis e proteção dos recursos naturais.

O seminário teve a participação de associações de produtores, mulheres, jovens e povos indígenas, que enfatizaram que a agroecologia devem ser incorporada nas políticas nacionais e regionais para o desenvolvimento sustentável e a luta contra a fome. Participantes do seminário fizeram uma série de recomendações para serem enviadas para os governos da região e suas organizações de integração.

O ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil, Patrus Ananias, destacou a política nacional de agroecologia e a produção orgânica do país, “no Brasil, temos que produzir mais alimentos para consolidar a grande conquista que tivemos em 2014, quando deixamos o mapa da fome, de acordo com a FAO. Temos que investir em pesquisa para encontrar um equilíbrio entre a preservação dos recursos naturais e produção de alimentos”.

Fonte: ONU BR

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Preço do mamão papaia dispara e quilo chega a custar R$ 8,99



Usar a criatividade nunca foi tão necessário. Em tempos de crise, está mais difícil levar para casa até o mamão da vitamina. Da noite para o dia, o preço da fruta subiu de R$ 3,50 para R$ 8,99. Com isso, o jeito para continuar comendo o que se gosta é diminuir a quantidade ou mudar de vez o cardápio, até que os ânimos financeiros se acalmem. A opção, para quem não abre mão da fruta, mas considera um absurdo pagar quase R$ 10 pelo quilo é levar um tipo de genérico: o mamão formosa, que pesa, em média, de 1kg a 1,3kg e custa entre R$ 3,95 e R$ 4,99.
Numa ronda feita pelo EXTRA em cinco estabelecimentos do Centro, de Laranjeiras e do Largo do Machado, os preços do papaia variavam entre R$ 4,49 (Hipermercado Extra, no Centro) e R$ 5,99 (Hortifruti, no Largo do Machado), o que deixou os consumidores impressionados.
Acostumado a comprar a fruta toda semana, indicada para o bom funcionamento do intestino e melhorar a saúde, o analista de Tecnologia da Informação (TI) Saulo Fajardo, de 33 anos, criticou o aumento desenfreado dos últimos meses.
— Em maio, no mesmo supermercado (Mundial), o quilo do mamão papaia custava R$ 3,50. No mês passado, o valor já tinha subido, para minha surpresa: Paguei R$ 4,50. Agora, aumentou de vez: R$ 5,85. Não há quem aguente. Vou ter que passar a levar banana, que costuma ter o preço mais estável — disse.


Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28519

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Fibromialgia e Dietoterapia


A fibromialgia é definida como uma síndrome reumática comum, não articular, caracterizada por dor e pontos múltiplos de dor muscular focal à palpação (pontos desencadeantes). A dor muscular é tipicamente agravada por inatividade ou exposição ao frio. Esse estado é frequentemente associado com sintomas gerais como distúrbios do sono, fadiga, rigidez, cefaleias e, ocasionalmente, depressão. A fibromialgia tem uma importante relação com o estresse, apesar de suas causas ainda não terem sido totalmente esclarecidas. 
A fibromialgia pode ter causas subjacentes como problemas do sono, alergias, desequilíbrios cerebrais (serotonina), infecção (vírus, fungos), desequilíbrios hormonais, estresse oxidativo, intoxicação metálica, deficiências nutricionais estresse emocional e/ou esforço excessivo. Portanto, muitos destes fatores podem ser controlados pela Nutrição. Por exemplo: 

Impacto da Dieta na Fibromialgia 
A influência da dieta sobre as manifestações da fibromialgia deve ser focalizada quanto ao seu conteúdo, no sentido de promover a saúde do paciente. Além disso, as manifestações clínicas experimentadas pelos pacientes, como a dor, a depressão e a fadiga podem prejudicar o preparo dos alimentos e o apetite. 

A dieta ideal 
Uma dieta balanceada surte efeitos favoráveis sobre o, assim chamado, equilíbrio do organismo em suas funções, assim como na prevenção de doenças. No sentido de evitar distúrbios cardiovasculares que podem limitar a atividade física, ou doenças metabólicas como o aumento de colesterol ou o diabetes melittus, alguns cuidados devem ser observados quanto à dieta: 
– Reduzir o conteúdo de açúcar dos alimentos 

No sentido de evitar o sobrepeso, o açúcar deve ser substituído por dextrose, sucralose, mel. Os adoçantes devem ser usados com moderação. 
– Reduzir o conteúdo de sal dos alimentos 

O sal favorece o acúmulo de líquidos no organismo, acarretando aumento da pressão arterial e sobrecarga para o sistema cardiovascular. Deve-se optar pelo sal com baixo teor de sódio, e mesmo este deve ser usado com moderação, pois contém potássio, o qual pode ser prejudicial para pacientes nefropatas. A complementação do tempero dos alimentos deve ser feita com condimentos naturais como ervas, cebola e alho, que são mais saudáveis. 
– Reduzir o conteúdo de gordura dos alimentos 

As gorduras dos alimentos favorecem o aumento do colesterol e o excesso de peso. Deve-se dar preferência para carnes brancas, reduzindo-se ao máximo o consumo de carnes vermelhas, especialmente a de porco. Deve-se evitar a adição de gordura e, ainda deve-se evitar o consumo de mais de duas gemas de ovo por semana. 
– Limitar o consumo de álcool 

* Álcool fornece o que se chama de caloria vazia, ou seja, aquela que sacia a fome, mas não oferece nutrientes. Além disso, quando ingerido à noite acarreta um sono superficial, de má qualidade, apesar de acelerar o processo de adormecer. 
* Quando usado em excesso, o álcool tem uma série de efeitos nocivos sobre o sistema neurológico e musculoesquelético, acarretando processos dolorosos e fraqueza muscular. 
* Além disso, o álcool interfere com a ação de diversos medicamentos utilizados no tratamento da fibromialgia, potencializando seu efeito e aumentando a toxicidade. 
– Aumentar a quantidade de fibras, frutas, vegetais 

* Alimentos com carboidratos complexos fornecem a sensação de plenitude e ajudam no funcionamento intestinal. É sabido que o consumo de grãos e farinhas na forma integral auxilia na prevenção da arteriosclerose e evitam alguns tipos de tumores do trato digestivo. 
* Deve-se levar em conta o alto valor nutritivo de grãos como o feijão, o milho e outros cereais. 
* Os tubérculos, como a batata e a mandioca, devem ser consumidos cozidos, ao invés de fritos. 
– Aumentar a ingestão de líquidos. 
– A adequada oferta de fontes alimentares de triptofano que será convertido em serotonina, através de outros nutrientes como vitamina C, B1, B2, B3, B6, ácido fólico e magnésio; 

– O adequado aporte de cálcio, que também parece auxiliar com os problemas de sono, conforme demonstram alguns estudos atuais; 
– A saúde intestinal que tolera alimentos alergênicos previne infecções e intoxicações, além de permitir uma boa absorção de nutrientes que vão inclusive combater o estresse que o organismo sofre; 
– O consumo de alimentos integrais, que também é muito importante para controlar fatores hormonais que vão influenciar nos desequilíbrios cerebrais, entre tantas outras estratégias nutricionais funcionais. 
As modificações na dieta devem ser feitas de forma gradual, visando o bem-estar do paciente. As alterações atuam no sentido de se reduzir a fadiga, melhorar a qualidade da evacuação, aumentar a hidratação do organismo, evitar distúrbios da digestão e o aumento do peso, por vezes favorecido pelo uso concomitante de medicamentos. 
Uma dieta adequada é capaz de fornecer mais de 40 tipos de nutrientes para o organismo, tornando-se desnecessário, portanto, o uso de vitaminas ou suplementos alimentares deve ser evitado, pois podem interagir com outros medicamentos em uso.

Nutricionista Patrícia Streb da Silva

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Senacon processa Unilever, Pesico e Nestlé por maquiagem de produto


Empresas reduziram apresentações de mercadorias sem informar o consumidor, e podem ser multadas em até R$ 7,9 milhões cada
Unilever, Kibon e Pepsico vão responder a processos administrativos instaurados pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ), por terem reduzido os produtos Sorvete Kibon, sabão em pó Omo, desodorante Rexona Men V8, todos da Unilever, os sorvetes Chocolover (Nestlé), e a Aveia Quacker (Pepsico), sem informar o consumidor da mudança, como determina a Portaria 81 do Ministério da Justiça, em vigor desde 2002. A instauração dos cinco processos, um para cada produto, foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira. De acordo com a norma, a alteração deve ser comunicada na embalagem do produto por três meses. Do contrário, é caracterizada como maquiagem de produto, o que é ilegal. Na prática, a medida funciona como uma espécie de reajuste disfarçado, para não ser percebido pelo comprador, pois a embalagem é reduzida, mas o preço permanece o mesmo. As empresas terão dez dias para apresentar defesa. Se condenadas, podem ser multadas em valores que chegam a mais de R$ 7,9 milhões, cada.
— Em um primeiro momento, foi verificado que os produtos com peso inferior tinham as dimensões da embalagem maiores do que a original, a despeito da redução da quantidade. Depois algumas empresas passaram a manter o tamanho das embalagens, reduzindo a gramatura, sem qualquer informação aos consumidores. Agora o que se verifica é que a informação sobre o novo peso até existe, mas a redução do produto não é transmitida de maneira clara e ostensiva ao consumidor, como determina o Código de Defesa do Consumidor — explica o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, Amaury Oliva.
De acordo com os direitos e garantias previstos no CDC, é dever do fornecedor assegurar aos consumidores informações corretas, claras e ostensivas sobre as características, qualidades, quantidade e composição dos produtos. No caso de redução de produtos, a Portaria MJ nº 81/02 estabelece que a informação deve constar no painel principal da embalagem, em letras de tamanho e cor destacados, informando de forma clara, precisa e ostensiva que houve alteração quantitativa do produto, bem como a quantidade do produto na embalagem existente antes e depois da alteração.

Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28492

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Vídeo alerta sobre perigo de refrigerantes com paródia de comercial da Coca-Cola


Vídeo feito em hospital por centro de pesquisa americano e traduzido em parceria com o Idec muda letra de famoso comercial da Coca-Cola dos anos 70 e alerta para reais consequências do consumo de refrigerantes

Americanos que sofrem de diabetes, cárie dentária, ganho de peso, e outras doenças relacionadas ao consumo de refrigerante estrelaram um remake do icônico anúncio "Hiltop" feito pela Coca-Cola em 1971, com uma canção sobre a marca. De acordo com a organização americana sem fins lucrativos CSPI (Centro para a Ciência de Interesse Público), chegou a hora de “mudar a sintonia” e também a letra daquela canção, cuja versão brasileira foi traduzida para o português em parceria com o Idec.
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO:




O novo vídeo, feito em um hospital americano, é uma justificada manifestação de defensores da saúde que lutam para reduzir a incidência de doenças relacionadas ao consumo de bebidas açucaradas na América e em todo o mundo. "Hilltop" foi ao ar pela primeira vez nos anos 70 e ganhou nova relevância cultural na temporada final da série "Mad Men", na rede de TV AMC, com letras que cantavam “Eu gostaria de ensinar o mundo a cantar em perfeita harmonia. Eu gostaria de comprar Coca-Cola para todo mundo e tê-la em minha companhia.”


"Nos últimos 45 anos, a Coca-Cola e outros fabricantes de bebidas com açúcar têm usado as mais sofisticadas técnicas de publicidade e de manipulação para convencer crianças e adultos de que uma bebida perigosa para a saúde os deixaria alegres e traria bem-estar pessoal", disse o diretor-executivo CSPI Michael F. Jacobson. "É uma campanha de lavagem cerebral de vários bilhões de dólares, feita para nos distrair de preocupações como a diabetes, com pensamentos felizes. Nós pensamos que era hora de mudar essa sintonia”.
Refrigerantes e outras bebidas açucaradas são a principal fonte de calorias na dieta americana e aumenta os riscos de se contrair diabetes, cárie dentária, e ganho de peso: condições experimentadas pelos pacientes do hospital de Denver que participaram no filme.
"O consumo de refrigerante é apenas um dos vários fatores de risco para doenças relacionadas com a dieta, mas é um dos mais importantes", disse Dr. Jeffry Gerber, um médico do mesmo hospital, que também aparece no filme. "Como um médico que pergunta a seus pacientes sobre suas escolhas alimentares, eu vejo ligação entre o consumo de refrigerantes e doenças crônicas como a diabetes, doenças cardíacas e obesidade todos os dias. É difícil pedir aos pacientes moderem seu consumo de refrigerante quando toda a publicidade, marketing e a presença global destes produtos no mundo incita novamente as pessoas a exagerarem nas bebidas açucaradas".
O vídeo estará disponível com legendas em espanhol, português, francês, hindi e mandarim e será um importante recurso a ser utilizado por organizações que atuam na defesa da saúde ao redor do mundo - onde a Coca-Cola e Pepsi investem bilhões de dólares por ano para promover o consumo de seus produtos.
Ficha técnica:
Agência: Lumenati
Diretor Executivo de Criação: Alex Bogusky
Roteirista: Michael Howard
Produção Executiva: Gavin Anstey
Diretor de Criação: Scott McDonald
Direção de Fotografia: Brad Conner
Diretor de Áudio: Connor Birch
Lead editor/ assistente DP: Frederick Remington
Produtor: Andrew Aldrich
Assistente de áudio: Jeff Cormack
Música e Som: Play Plus Record


Fonte: IDEC