terça-feira, 30 de junho de 2015

Anvisa proíbe distribuição e venda de lote de azeite de oliva


 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada hoje (25) no Diário Oficial da União, proíbe a distribuição e comercialização de dois lotes de azeite de oliva extravirgem, marca La Española.
De acordo com a resolução da Anvisa, o laudo do Instituto Adolfo Lutz apresentou resultado insatisfatório no ensaio de ácidos graxos. A medida já está em vigor.
Agência Brasil entrou em contato com a Cargill Agrícola S.A., fabricante do produto, mas não obteve retorno até a edição desta matéria.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cuidado com o excesso de suplementos!!!


Na moda e amplamente incentivado entre os praticantes de atividades físicas nas academias, o consumo exagerado de suplementos alimentares e vitaminas está levando aos consultórios mais pacientes com alterações na função renal, devido ao uso desses produtos sem acompanhamento e, muitas vezes, até como substitutos de refeições.
A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, diz que chega a receber até 2 pacientes por semana relatando problemas que, quando investigados, levam à constatação de que foram causados por suplementos.
A preocupação é crescente, e o consumo inadequado é apontado como uma das causas da disfunção renal, discutida em congressos da área.
O nutrólogo e também nefrologista Alexandre Dias Pinto Coelho alerta que, em conversas informais em um desses eventos, foi levantada a suspeita de um possível surto na hemodiálise.
Um dos principais riscos, segundo Coelho, é a dieta dos atletas que buscam hipertrofia (crescimento dos músculos), baseada principalmente em alimentos e suplementos ricos em proteínas, que, em excesso, podem acelerar nefropatias (lesões ou doença do rim) silenciosas.
Carmen também ressalta os riscos das dietas da moda,como a Dukan, que, se aliada aos suplementos proteicos (como o Whey Protein, por exemplo), acaba levando à formação de pedras nos rins.
A nefrologista também cita o caso de um paciente que, após o uso de doses elevadas de vitamina D, chegou ao quadro de intoxicação, hipervitaminose e calcificação renal.
Expansão
No Brasil, estima-se que 2% da população – cerca de 4 milhões de pessoas – consuma suplementos, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri). Dentro do mercado de nutrição esportiva, os produtos à base de proteína aparecem como campeões de venda (65%), e os jovens entre 15 e 30 anos representam 80% dos consumidores.
“Os números podem aumentar de maneira exponencial nos próximos anos. Sendo assim, esse mercado deve ser regulado, e a população deve procurar orientação profissional. Essas medidas são preventivas e visam à preservação da função renal, boa qualidade de vida e um estilo de vida saudável”, diz Carmen.
Fiscalização
Alerta! Somente em 2014 e 2015, a Anvisa proibiu a distribuição e a comercialização de 21 marcas de suplementos proteicos para atletas e outras 14 marcas de suplementos alimentares.
Fonte: Saúde

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mel para crianças somente depois de 1 ano



“Dá um mel que alivia a tosse.” Você provavelmente já deve ter ouvido essa frase muitas vezes depois que seu filho nasceu. Mas a solução para o desconforto não é tão simples assim. Já nas primeiras consultas, os pediatras orientam sobre a restrição do consumo do mel até 1 ano de idade. Agora, essa é também uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A preocupação é porque o produto pode estar contaminado com esporos da bactériaClostridium botulinum, responsável pela transmissão do botulismo, doença que atinge os nervos e músculos. Embora seja rara, é grave. “Até 1 ano, o sistema imunológico da criança não está desenvolvido para combater essa bactéria”, diz Mario Vieira, gastroenterologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Adultos também podem contrair a doença, caso tenham problemas relacionados à flora intestinal. 

A posição da Anvisa foi baseada em estudos, como a pesquisa realizada pela Unesp, entre janeiro de 2002 e julho de 2003, em seis estados brasileiros, que mostrou a presença da bactéria em 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres. 

Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz, além da doença, há outras implicações. “O mel modifica o sabor do alimento, tira a oportunidade de a criança ter experimentos no paladar e pode fazer com que ela prefira o sabor adocicado.” Se ela tomar o leite materno, há, inclusive, o risco de ela deixar o peito da mãe. 

Além disso, quando a criança estiver maior, por volta dos 4 anos, por exemplo, se estiver acostumada com o sabor adocicado das coisas, sua alimentação pode caminhar para aquela baseada em carboidratos, no lugar de uma dieta equilibrada. E isso, certamente, não é o ideal no mundo de hoje, em que a epidemia de obesidade e sobrepeso assusta pais e especialistas. 


Sintomas e tratamento do botulismo 

A criança fica abatida, tem dificuldade de controle dos movimentos, abalos musculares e episódios semelhantes a crises convulsivas. 

Não há tratamento para a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar os sintomas. 

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Procon-RJ interdita restaurante com ratos vivos em Laranjeiras



O Procon-RJ, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, realizou, na noite desta quinta-feira (18/06), a Operação Mickey. Os fiscais interditaram o restaurante Casa Brasil, na Rua Senador Corrêa, 33, Praça São Salvador, Laranjeiras, Zona Sul do Rio. No estoque do estabelecimento, foram encontrados ratos vivos, baratas e fezes de roedores. A operação foi motivada pela notícia, veiculada pela imprensa, de que um cliente que almoçava no restaurante nesta quinta-feira foi surpreendido ao ver um rato vivo cair do teto em cima do seu prato.

A cozinha também estava em péssimas condições de higiene e conservação, com opiso quebrado, excesso de sujeira e gordura no fogão e geladeira com goteiras e excesso de água.

Os fiscais descartaram 2kg e 200g de alimentos vencidos ou sem especificação do prazo de validade. Também foi descartada uma quantidade de chope que estava em um barril cuja validade havia acabado no dia 12 deste mês.

Balanço da Operação Mickey:

1 - Restaurante Casa Brasil (Rua Senador Corrêa, 33, Praça São Salvador, Laranjeiras): Produtos vencidos: 1kg de massa de pastel, um barril de 50 litros de chope vencido em 12/06/2015. Não foi possível precisar a quantidade de bebida porque o sistema só funciona em conjunto com outro barril. Produtos sem especificação da validade: 500g de peixe branco, 500g de massa de bolinho de bacalhau e 200g de maionese. Na cozinha, piso quebrado, excesso de sujeira e gordura no fogão e geladeira com goteiras e excesso de água. Certificado de dedetização vencido em 12/03/2015. Ausência do certificado do Corpo de Bombeiros. Bebidas estocadas em contato direto com o chão. Ausência de autenticação no Livro de Reclamações. No estoque, foram encontrados ratos vivos, baratas e fezes de roedores.


Fonte: Procon-RJ. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=28425

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Governo americano ordena retirada de gordura trans dos produtos alimentícios


O uso nos alimentos de óleos parcialmente hidrogenados, conhecidos como gorduras trans, não é seguro e estes produtos devem ser retirados do mercado em um prazo de três anos, anunciou a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos.

"Os óleos vegetais parcialmente hidrogenados (PHO), principal fonte das gorduras trans nos alimentos processados, não são em geral considerados seguros para serem utilizados na alimentação humana", afirma a FDA em um comunicado.

Vários testes científicos mostraram que o consumo de gorduras trans eleva o nível do chamado colesterol "ruim", destaca a FDA, responsável por regulamentar o uso de alimentos, medicamentos e cosméticos que são comercializados nos Estados Unidos.

"Esta ação da FDA contra a maior fonte artificial de gorduras trans demonstra o compromisso da agência com a saúde cardíaca dos americanos", destacou o comissário Stephen Ostroff ao anunciar a medida.

Utilizados em produtos muito consumidos como as pipocas de micro-ondas, margarinas e pizzas congeladas, as gorduras trans não são benéficas para a saúde, como já haviam estabelecido previamente alguns estudos de institutos de saúde dos Estados Unidos.

Desde 2006 os fabricantes destes produtos nos Estados Unidos eram obrigados a incluir informações nos rótulos com advertências claras aos consumidores sobre o uso deste tipo de gordura.

Nos Estados Unidos, qualquer substância adicionada intencionalmente a um alimento é considerada um aditivo e deve ser examinada pela FDA.

Fonte : Redenutri

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Intoxicação alimentar pode ser considerada acidente de trabalho?


Um dos benefícios mais comuns oferecidos pelas organizações é a alimentação. Pode ser no local ou em um restaurante conveniado com a empresa, onde todos, ou grande parte dos funcionários, faz sua(s) refeição(ões) no horário do almoço, jantar e algumas vezes até os lanches intermediários.
Restaurantes industriais seguem regras muito específicas para a manipulação de alimentos, boas práticas de fabricação, etc.. Um dos principais requisitos legais aplicáveis a esta categoria é a Resolução RDC nº 216 de 15 de Setembro de 2004, que estabelece o regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação.
Apesar de possuir regras específicas de controle de boas práticas, guarda de amostras e registro das etapas de preparo, não podemos descartar o risco (mesmo que pequeno) de uma contaminação que afete um grupo de colaboradores da organização, causando mal estar ou até mesmo casos de intoxicação alimentar mais grave.
E daí? Isso é considerado acidente de trabalho?
Sim!
Segundo o artigo 19 da Lei nº 8.213 de 24 de Julho de 1991:
“Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.”
 Ou seja, caso a organização se depare com uma situação de intoxicação alimentar devido a um benefício que é oferecido por ela, deve-se considerar acidente de trabalho e ter a abertura de CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho em até 24 horas úteis do ocorrido, conforme estabelecido no artigo 22 da referida lei:
“A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.”
 Também vale considerar que acidentes de trabalho impactam no cálculo anual do fator previdenciário que é aplicável às organizações, ou seja, também pode haver o aumento na taxa aplicável a empresa.
Com todas estas considerações, vale ressaltar a importância de se qualificar e monitorar adequadamente o serviço de alimentação oferecido, sendo ele disponibilizado dentro da instalação ou em restaurante conveniado.
Fonte: Food Safety Brazil

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Doces x Açúcar


No mundo todo, o consumo de açúcar triplicou nos últimos 50 anos. Inclusive, ele pode ser o responsável pelas altas taxas de obesidade e doenças relacionadas a essa patologia – e talvez não somente as gorduras. Basta olhar as últimas pesquisas brasileiras: mais de 50% da população adulta está obesa ou com excesso de peso.

Os perigos do alto consumo de açúcar

O problema em comer muito açúcar não está relacionado somente ao aumento de peso. Pessoas com diabetes tipo 2 ou hipertensão arterial já sofrem uma agressão diária nas artérias e vasos por conta de suas patologias, e o açúcar em excesso entra como mais um agravante. O açúcar refinado foi diversas vezes processado, até chegar à sua cor branquinha, sabor diferenciado e com 90% menos nutrientes do que o original, o açúcar mascavo. Sendo assim, vai oferecer apenas calorias a mais, sem acrescentar nutricionalmente.
Muitas vezes o consumo excessivo de doces pode estar escondendo um problema mais comum do que imaginamos: a compulsão alimentar. O apelo social é um fator considerável para os viciados em açúcar. Festas e café da tarde com os amigos são momentos típicos para comer doces e, claro, muito prazerosos. E ainda, mulheres sofrem mais com esse “vício”, pois elas são frequentemente afetadas pela variação hormonal.
Parar de comer doces subitamente não é uma das melhores saídas. Essa estratégia pode funcionar por alguns dias e falhar depois, fazendo com que o consumo volte até maior, devido ao período de abstinência. Sim, o hábito de comer açúcar pode se tornar um vício e, como tal, se o corpo perceber que não está chegando a substância que ele “precisa”, dará sinais da falta. Mas uma regra pode ser seguida sem problemas: eliminar refrigerantes da dieta. Uma latinha por dia pode significar 1 quilo de açúcar ao final do mês. Número impressionante! Assim como refrigerantes, sucos de caixinha, principalmente os néctares, devem ser evitados.

Alterações metabólicas devido ao consumo de açúcar

A enorme vontade de comer doces pode estar associada com diversos processos metabólicos e a queda de uma substância chamada serotonina é um deles. É importante entender que a vontade de comer doces não deve ser relacionada com a fome, uma vez que seu corpo não está pedindo por energia e, sim, por algo que libere dopamina no sistema de recompensa do cérebro.
O cromo e as vitaminas B1, B2 e B3 são essenciais para o metabolismo da glicose. Assim, se elas não são consumidas adequadamente pode desencadear processos compulsivos por alimentos ricos em glicose, como os doces.

Como substituir alimentos com açúcar por alimentos saudáveis?

  1. Banana amassada ao forno com canela

  1. Melão em pedaços com castanhas

  1. Morango, melancia e mamão

  1. Chocolates 70% cacau

  1. Iogurte com granola

Algumas outras dicas não são alimentares, mas servem bem para quem tem dificuldade em desapegar do doce. Dormir bem, praticar atividade física ou qualquer outra atividade que lhe dê prazer são fundamentais para regular o metabolismo!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Entidades alertam sobre fim da rotulagem de transgênicos


A aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 4.148/2008, que propõe mudanças nos rótulos de embalagens de alimentos transgênicos, gerou reações de entidades da sociedade civil, segundo as quais a proposta tira da população o direito de escolha de consumir ou não produtos cuja matéria-prima foi geneticamente modificada.

 
Segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Bortoletto, doutora em nutrição e saúde pública, a retirada do símbolo de transgênicos fere totalmente o direito do consumidor à informação clara, correta e precisa em relação aos produtos que estão no mercado.
 
Para a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Maria Emília Pacheco, a rotulagem de transgênicos abre portas para a regulamentação de laboratórios e da rastreabilidade dos alimentos, e esse projeto dá um passo atrás sobre isso. “O consumidor tem direito de saber se aquele produto contém o DNA de outra espécie. Por razões de ordem ética ou religiosa, as pessoas têm o direito de ser informadas e decidir não consumir. Esses projetos que flexibilizam as normas também vão anulando as nossas outras conquistas”, disse.
 
O projeto do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) altera a redação do Artigo 40 da Lei nº 11.105/2005 e, na prática, revoga o Decreto 4.680/2003, que regulamenta o assunto. Com a nova lei, as embalagens que contêm produtos geneticamente modificados não precisariam mais trazer o símbolo do triângulo amarelo com um T na cor preta no meio. Em vez disso, seria grafada a frase “contém transgênico”. Apenas os produtos que contêm 1% ou mais de componentes transgênicos em sua formulação seriam obrigados a informar a transgenia ao consumidor, se detectada em análise específica.
 
Heinze explica que a rotulagem vai permanecer, apenas o símbolo será retirado, pois, segundo o deputado, a letra T não informa e sim amedronta o consumidor, já que se assemelha a símbolos de produtos venenosos e inflamáveis, por exemplo.
 
A pesquisadora do Idec diz que, na prática, o projeto acaba com a rotulagem. “O argumento é que vão ser obrigados a informar no rótulo os produtos que tiverem a identificação de transgenia em laboratório. É um detalhe técnico que dificulta ter essa informação porque, como a detecção só acontece se tivermos o DNA, o material genético do alimento transgênico, quase nenhum alimento processado, industrializado, vai ter o DNA inteiro para fazer essa análise. Então, no produto final, não necessariamente, vamos encontrar a prova laboratorial de que ele é transgênico. E o que importa para o consumidor é saber se a matéria prima usada no produto é ou não transgênica”, explicou Ana Paula.
 
Para o deputado Heinze, os transgênicos são produtos seguros para consumo. “Os alimentos liberados para consumo humano passam por análise da CTNBio [Comissão Técnica Nacional de Biossegurança], composta por representantes de nove ministérios – como da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura –, tem seis especialistas e 12 doutores nas áreas de saúde animal e humana, vegetal e ambiental. Portanto, se é liberado por esse colegiado de 27 membros, acredito que são seguros”, disse o deputado.
 
Mas, segundo o biomédico Luiz Maranhão, as consequências dos transgênicos na saúde humana são absolutamente desconhecidas e incontroláveis. “Nós só vamos saber na nossa terceira geração humana usuária de transgenia. Até lá, estamos sendo cobaias dos grandes aglomerados internacionais financeiros. O princípio que baseou o conceito de defesa à transgenia é que o gene animal no grão geraria uma reação que não haveria mais necessidade de agrotóxicos, mas isso foi uma enganação para convencer a população”, disse.
 
A presidenta do Consea disse que é preciso investimentos na agricultura familiar, na agroecologia e no estudo de sementes que vêm da seleção natural e da experiência de agricultores. “Essa ideia que o transgênico chega com maior produtividade, que vai reduzir o uso de agrotóxico e que vai matar a fome do mundo não é verdade, porque essa tecnologia foi liberada e a fome do mundo é enorme – são 800 milhões de famintos. Não são as forças de mercado e essa tecnologia que vão resolver o problema. O Brasil saiu do mapa da fome em razão da valorização do salário mínimo e dos programas de distribuição de renda”, disse ela.
 
Segundo a pesquisadora do Idec, estudos internacionais dizem que o uso de transgênicos trazem impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana, como o desenvolvimento de tumores e de alergias alimentares. “No Brasil, quem apresenta os estudos para comprovar se é seguro ou não para consumo humano são as próprias empresas que têm interesse comercial. Então, há um conflito de interesse. Para o Idec, nós deveríamos adotar o princípio da precaução: não havendo nenhuma comprovação que não faz mal, não deveríamos consumir. Mas aqui os interesses econômicos e o poder do agronegócio são tão grandes, que isso [a liberação de transgênicos] acontece, inclusive, com respaldo de muitos pesquisadores”, argumentou Ana Paula.
 
O biomédico Luiz Maranhão explicou que não é contra estudos genéticos, mas acha que eles estão sendo aplicados sem controle. “O estudo da transgenia não pode fugir das universidades e empresas públicas, não pode fugir do controle do Estado. Nos países da Europa – como França, Bélgica, Inglaterra, Espanha, Itália – esse conhecimento fica seguro e é controlado pelo Estado. Uma empresa de biotecnologia não tem idoneidade para comandar o que vamos colocar na nossa mesa. Mas, infelizmente, vemos o Estado brasileiro frágil diante desses avanços. É preciso que ele esteja presente de uma forma mais firme, assim como a sociedade organizada, para fiscalizar o Estado inclusive”, acrescentou.
 
Segundo a CTNBio, existem 39 tipos de plantas transgênicas aprovadas para comercialização no Brasil.
 
O projeto de lei do deputado Heinze está agora no Senado Federal, para análise das comissões de Assuntos Sociais e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática enviou requerimento, solicitando que também seja ouvida sobre a matéria. O Idec encabeça uma campanha em seu site contra o fim da rotulagem de produtos transgênicos, e espera que os senadores rejeitem o projeto.

Fonte: IDEC. Disponível em: http://www.idec.org.br/em-acao/noticia-consumidor/entidades-alertam-sobre-fim-da-rotulagem-de-transgenicos

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Segurança de alimentos nas festas juninas – barracas seguras!


Este mês é comemorado as tão esperadas festas juninas!
A segurança dos alimentos é muito importante no que diz respeito as condições de armazenamento e manipulação dos alimentos nas barracas.
Devemos evitar a ocorrência de intoxicações, infecções e  toxinfecções alimentares.
DICAS DE SEGURANÇA DE ALIMENTOS PARA QUEM IRÁ MONTAR OU TRABALHAR EM UMA FESTA JUNINA:
  • Providencie álcool em gel para sanitizar as mãos durante o período de trabalho:   a maior parte das barracas não possui ponto de água, assim, a higiene das mãos fica comprometida. O álcool em gel sanitizante é uma medida paliativa para esse problema e ajudará a evitar a contaminação dos alimentos. Mas caso haja um sanitário por perto procure ir lavar as mãos de tempos em tempos.
  • Cuidado com a exposição de ingredientes e alimentos já prontos para o consumo à temperatura ambiente: as barracas infelizmente não possuem geladeira… e na maioria dos casos os alimentos ficam expostos à temperatura ambiente propiciando a multiplicação bacteriana e a produção de toxinas. Uma medida paliativa são as caixas térmicas! Encha as caixas térmicas de gelo potável e mantenha os ingredientes e alimentos prontos para consumo dentro das caixas, retirando somente uma quantidade que será consumida dentro de 30 minutos. Dê preferencia para caixas térmicas de material lavável, mas caso o orçamento esteja pequeno vale levar a caixa de isopor. Só procure levar uma em bom estado, limpa e que não seja reaproveitada.
  • E por falar em temperatura cuidado com o transporte. Procure deixar os ingredientes e alimentos prontos para consumo sob refrigeração o tanto quanto possível antes do transporte. Utilize as caixas térmicas com gelo para transportar os alimentos até o local da festa.
  • Sirva somente alimentos bem cozidos, em especial o carnes e ovos. Carne de porco, frango e ovos mal passados são extremamente perigosos!
  • Sirva alimentos frescos, produzidos na véspera ou no dia da festa. Isso ajudará muito a evitar que alguém fique doente ao comer na sua barraca.
  • Agora uma dica muito simples que todos conseguem fazer mas quase ninguém faz: retire seus adornos! Ou seja retire brincos, anéis, colares, alianças, pulseiras, relógios e afins durante a manipulação dos alimentos. Isso evitará a contaminação dos alimentos (pelo suor e sujidades que ficam nesses adornos e pelo risco deles soltarem partes que caiam nos alimentos) e a ocorrência de acidentes durante o trabalho.
  • Outra dica muito simples: proteja os cabelos! Com touca! Sempre protegendo todo o cabelo e as orelhas. Por isso que o boné, para esse caso, não é uma boa opção pois ele não protege todo o cabelo e nem as orelhas.
  • Cuidado com a contaminação cruzada: não use o mesmo utensílio para manipular o alimento cru e o alimento ja cozido. Não corte na mesma placa de corte o alimento cru e cozido. Não mantenha alimentos crus e cozidos muito próximos na mesa de manipulação.
  • Cuidado com os panos. Dê preferencia para o uso de panos descartáveis e não use o mesmo pano para limpar a mesa de manipulação e a estrutura da barraca.
  • Não aceite dinheiro nas barracas, trabalhe com o sistema de fichas que são compradas em um caixa separado das barracas.
  • Não coloque os alimentos, embalagens e bebidas diretamente sobre o chão. Leve estrados para dispor esses produtos os mantendo o tanto quanto possível distantes do chão e de consequentes sujidades e contaminações.
DICAS PARA QUEM FREQUENTARÁ UMA FESTA JUNINA COMO CONSUMIDOR:
  • Observe as condições de higiene da barraca que você pretende comer, pelo menos as condições básicas de limpeza devem ser seguidas.
  • Dê preferencia para os alimentos que são fritos e cozidos na hora como o pastel ou o churrasco. A cocção bem feita mata as bactérias, mas cuidado, pois caso o armazenamento do alimento tenha sido incorreto pode ter havido a formação de toxinas e elas continuam ativas mesmo após a fritura ou o cozimento. Alimentos mantidos no banho maria, como a salsicha e o milho verde ou na vitrine bem quentinha como os salgados também são boas opções.
  • Dê preferência a doces secos, doces recheados têm maior risco de causarem doenças alimentares devido à grande manipulação e condições de temperatura de armazenamento.
  • Não leve alimentos para comer em casa. Coma durante a festa ou no máximo se você realmente quiser levar algo para casa coma nas próximas horas. Isso ajudará a evitar a contaminação dos alimentos pela exposição em temperaturas tão variáveis e manipulação excessiva.
Fonte: Food Safety Brazil

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sete alimentos que aumentam a imunidade das grávidas


Cuidar da saúde é uma necessidade em qualquer momento da vida, mas na gestação essa preocupação precisa ser intensificada. Afinal não se trata de uma pessoa somente, mas duas, por isso é importante fazer boas escolhas. 
Uma das principais questões nessa fase é em relação à imunidade. Isso porque são poucos os remédios que a mulher pode tomar caso fique doente. Vale a máxima: melhor prevenir do que remediar!
A preocupação com a imunidade não é a toa. A própria gestação já causa diminuição de imunidade por fatores hormonais. Além disso, é importante ter boas defesas, pois os anticorpos da mãe protegerão o feto nos primeiros 6 meses de vida.
A imunidade é influenciada pela qualidade de vida, alimentação, alterações emocionais, horas de sono e genética.
 Alimentos que elevam a imunidade:
Alimentos ricos em vitamina C: acerola, limão, laranja e kiwi, aumentam a produção das células de defesas do organismo, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, ajudando na prevenção de infecções, gripes e resfriados.
Cebola: possui uma substância chamada quercetina, substância que aumenta a imunidade da gestante, prevenindo-a de doenças virais e alérgicas.
Batata Yacon: ajuda na manutenção da imunidade da gestante, além de prevenir diabetes do tipo II e favorecer o bom funcionamento do intestino.
Cogumelo Shitake: possui uma substância chamada lentinana, que estimula a produção das células de defesa do organismo (macrófogos e linfócitos), aumentando a imunidade da gestante.
Vegetais verde-escuros: agrião, almeirão, couve, espinafre, folha de brócolis, que possuem ácido fólico; vitamina A, B6 e B12, que contribui na manutenção das células imunológicas da gestante.
Iogurte natural: ajuda na recomposição das bactérias benéficas da flora intestinal chamadas de probióticos e mantém o intestino saudável e capaz de absorver os principais micronutrientes, como as vitaminas e minerais, que fortalecem o sistema imunológico.
Castanha do Pará: tem grande capacidade antioxidante por conter o selênio, ou seja, é capaz de neutralizar os radicais livres do organismo; aumenta a imunidade e deixa a gripe bem longe.
Vacina:
Além dos alimentos, a imunidade da gestante também pode ser obtida pelas vacinas. Segundo os infectologistas, é importante que a mulher tome as vacinas contra Tétano, Hepatite B e Influenza.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A busca pela dieta perfeita!


A busca da dieta perfeita, não são aquelas que buscamos de maneira genérica, com o objetivo do corpo perfeito para todos.
Cada indivíduo, responderá de formas diferentes aos estímulos, pois na essência temos metabolismos diferentes. Cada pessoa terá um plano alimentar individual, baseado na sua rotina diária de atividade , suas variáveis metabólicas, atividade física...
Mas não devemos esquecer de um detalhe que para todos é igual: independente do metabolismo de cada um, que determinará a quantidade de carboidratos e gorduras, a proteína deverá estar presente em todas as refeições.

Vou listar erros na rotina diária das pessoas que buscam o emagrecimento e ganhos de massa magra:

1- Deixar de fazer as refeições pré-estabelecidas no plano alimentar : devemos comer sim de 3 em e horas, para garantir o aumento da massa muscular e eliminação da gordura corporal;
2- Desidratação: a água é um recurso na dieta importantíssimo para obter massa magra e eliminar a gordura. Devemos ingerir 500ml em cada turno do dia, e na prática da atividade física sempre estar consumindo;
3- Calorias: temos que esquecer a contagem de calorias dos alimentos e nos preocuparmos com a qualidade e quantidade dos alimentos ofertados no plano alimentar;
4- Fibras: a quantidade de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas são importantes, mas não podemos esquecer dos coadjuvantes, as vitaminas e sais minerais. As fibras também são importantes no controle glicêmico, para uma boa manutenção da saúde;
5- Frango: importante? Sim, mas não a única fonte proteíca para ganho de massa muscular. Temos os peixes e ovos, assim como cortes de carnes magras ( patinho, coxão mole, alcatra e lagarto) com proteínas de alto valor biológico;
6- Suplementos alimentares: utilização unicamente de suplementos, sem acompanhamento nutricional e orientação correta de atividade física, não resolve nada, apenas irá trazer danos para a saúde a longo prazo;
7- Refeições pré, durante e pós treino: antes garantia de energia para execução dos exercícios. Pós, devemos aproveitar a "janela de oportunidades" para garantir uma recuperação muscular e acelerar a síntese proteíca. Durante, somente suplementos (com orientação) em treinos de mais de uma hora, para retardar a fadiga. 
8- Sódio: a ingesta inadequada de sódio promove sim , uma retenção hídrica indesejada. Mas abolir deste nutriente também não pode,  ele é importante em diversas funções vitais, sendo uma delas a contração muscular. O ideal é não usar sal de adição e nas preparações utilizar a recomendação diária.
9- Gordura: não podemos em hipótese alguma abolir as gorduras da dieta, pois a mesma é importante na síntese do hormônio testosterona. Um plano alimentar bem calculado irá fornecer as quantidades recomendadas para um bom funcionamento do organismo.
10- E não podemos esquecer, a suplementação é importante, mas realizada com orientações adequadas para cada indivíduo, e não esquecendo dos nutrientes que já são consumidos no plano alimentar!!! Cuidado com o excesso, pois poderá trazer danos muitas vezes irreversíveis para a saúde!

Patricia Streb da Silva - Nutricionista Clínica



terça-feira, 9 de junho de 2015

Hospital Presidente Vargas pede doações de leite materno na Capital



A exemplo do que ocorreu em setembro do ano passado, o Banco de Leite do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) voltou a pedir doações nesta segunda-feira. Único alimento recebido nos primeiros meses de vida, o leite materno é fundamental para a sobrevivência e desenvolvimento dos bebês prematuros da UTI Neonatal da instituição.

Com capacidade para receber até 25 bebês prematuros, a demanda necessária é de 100 litros de leite humano por mês. Em maio, o banco recebeu 103 doadoras que forneceram apenas 36 litros, quantidade bem abaixo da necessária.

As mães que fizerem doações terão histórico avaliado com base nos exames pré-natais e nos dados clínicos e ainda nas condições em que transcorreu a gestação e poderão fazer parte do cadastro. O leite passa por uma análise rigorosa no laboratório do hospital e só após é liberado para o consumo dos bebês.

Para facilitar e incentivar a doação, uma equipe do Banco de Leite vai até onde a doadora está. Basta entrar em contato com o Banco de Leite do Hospital Presidente Vargas pelo telefone 3289-3334 e fornecer os dados. Também é possível ir diretamente ao hospital e procurar o setor. O HMIPV fica na avenida Independência, 661, esquina com a rua Garibaldi.


Fonte: Correio do Povo

Benefícios do leite materno


- Há no leite quantidade suficiente de água;
- Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança; 
- Vitaminas em quantidades suficientes, não havendo a necessidade de suplementos vitamínicos;
- Embora não possua grande quantidade de ferro, este é bem absorvido no intestino da criança; 
- Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo; 
- É de fácil digestão, sendo mais facilmente absorvido pelo bebê (o qual mama com maior frequência do que aquele que toma mamadeira);
- De uma forma geral, as crianças que mamam no peito são mais inteligentes;
- Promove o crescimento no intestino da criança de microrganismos (lactobacillus) que fermentam o açúcar do leite (lactose) tornando as fezes mais frequentes e menos consistentes, principalmente nas duas primeiras semanas de vida;
- Tais microrganismos gerados impedem que outras bactérias se instalem e causem diarreia;
- Contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor;
- Crianças que tomam mamadeira têm maior risco de obesidade na vida adulta;
- O leite materno protege o bebê de infecções (como pneumonias); 
- Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores antiinfecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus.
"Crianças que recebem o leite humano têm risco 11 vezes menor de morrer por diarreia e quatro vezes menor de morrer por pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais".
Outros benefícios são os desenvolvimentos de mandíbula, dentição e músculos da face, o que contribui também para desenvolver a fala.
Porém, o aleitamento para bebês deve ser feito somente por mães que não tenham doenças transmissíveis como hepatite, HIV positivo e outras doenças virais. Assim sendo, o Ministério da Saúde não recomenda o aleitamento cruzado, ou seja, a amamentação de bebês por outras mulheres que não seja a mãe. Desta forma, o Banco de Leite Humano processa todo leite humano doado.
O leite doado é processado para seleção, classificação e pasteurização, sendo então distribuído com qualidade certificada aos bebês internados, e quaisquer contaminações que possa haver no leite são eliminadas.
Fonte: Pediatria em Foco

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Fome X Compulsão Alimentar


A compulsão alimentar caracteriza-se pela ingestão exagerada de alimentos, mesmo quando não se tem fome, sentindo necessidade de comer sempre e na maioria das vezes não respeitando os intervalos entre as refeições. Nestes casos, a pessoa consegue devorar quantidades grandes de alimentos em períodos de tempo curtos, sem ao menos se preocupar com o sabor destes alimentos. Vale ressaltar também que as pessoas com compulsão alimentar não ingerem apenas alimentos gordurosos ou pesados, mas qualquer tipo de alimento em grandes quantidades. Geralmente este problema está intimamente relacionado à problemas emocionais, como por exemplo a quadros de depressão e ansiedade. 
Especialistas apontam que alguns pacientes chegam a comer alimentos crus ou congelados, e isso acontece não por prazer, mas por descontrole. E, num prazo curto de 2 horas, essa ingestão pode chegar a 15 mil calorias, sendo que um adulto normal precisa em média de 2 mil calorias por dia para viver.
Como podemos perceber a compulsão alimentar é totalmente diferente de sentir fome. 
A fome é o nome que se dá a uma sensação fisiológica que temos quando o nosso corpo necessita dos alimentos, neste caso, nosso corpo realmente necessita dos alimentos para manter as funções corporais.
Os pacientes deste distúrbio possuem além do descontrole por comida, outros sintomas: Comer exageradamente e rápido demais, pouca mastigação; arrependimento e tristeza após os rompantes; falta de preocupação com o aumento de peso; constrangimento social e o prazer imensurável ao comer.

Alimentos que ajudam a controlar a compulsão alimentar:

A alimentação já é comprovadamente um forte aliado à prevenção de diversas doenças. A sua relação com a compulsão alimentar não é diferente. 

Alimentos ricos em carboidratos: são macronutrientes essenciais para o desenvolvimento do corpo e disponibilização de energia para realização de atividades. O consumo de alimentos ricos em carboidratos durante as crises de ansiedade amenizam esses sintomas, pois quando ingeridos, elevam a taxa de glicose sanguínea, gerando sensação de bem-estar e dando maior disposição. Mas atenção, de preferência para os carboidratos presentes nas frutas e cereais integrais, além de serem mais saudáveis são de fácil absorção e utilização pelo organismo.

Alimentos ricos em triptofano: O triptofano é um aminoácido essencial, ou seja, não é produzido pelo corpo humano e deve ser obtido através da alimentação. Os alimentos que apresentam proteínas completas (aminoácidos essenciais em quantidades adequadas para o desenvolvimento do corpo) contém em sua composição o triptofano. Dentre estes alimentos podemos destacar carne, leite e ovos. Este aminoácido é um dos precursores utilizados pelo corpo para produção do neurotransmissor serotonina. Os níveis de liberação desse hormônio no cérebro estão diretamente ligados com a ingestão dos alimentos ricos nesse aminoácido, uma vez no cérebro o triptofano aumenta a produção do neurotransmissor ocasionando a sensação de bem estar.

Alimentos ricos em vitamina C: conhecida também como ácido ascórbico é uma vitamina hidrossolúvel (solúvel em água) a qual são atribuídos múltiplos efeitos benéficos à saúde. O consumo de vitamina C diminui os níveis de cortisol no organismo, hormônio responsável pela distribuição dos sinais de estresse pelo corpo nos momentos de ansiedade. Por isso o consumo de alimentos ricos nesses micronutrientes promovem a saúde do sistema nervoso e aumento da qualidade de vida. Abuse principalmente no consumo das frutas cítricas, como a acerola, abacaxi, laranja, limão, e alguns vegetais como os tomates e pimentões. Lembrando que para o melhor aproveitamento da vitamina C, devem-se consumir os alimentos frescos e de preferência crus, pois o calor degrada esse composto.

Alimentos ricos em vitamina B6 (piridoxina) e vitamina B9 (ácido fólico):essas vitaminas podem ser determinantes na síntese da serotonina pelo corpo humano. Pesquisas mostraram que a carência das vitaminas B6 e ácido fólico na dieta influencia diretamente sobre o humor. Sendo assim, a suplementação de alimentos ricos nessas vitaminas pode ajudar a driblar os sintomas da ansiedade auxiliando na produção e liberação de serotonina, o hormônio da felicidade. Acrescente na dieta alimentos como carnes vermelhas (fígado bovino é uma excelente fonte tanto de vitamina B6 como de vitamina B9) e frango, grãos integrais, feijão e leite.

Cúrcuma: também conhecida, por gengibre dourado, açafrão da terra ou açafrão da Índia, é uma planta de pequeno porte que mede aproximadamente 1 m, amplamente cultivada nos países asiáticos. É utilizada há séculos como alimento na forma de especiaria (obtido pelos rizomas seco e moído), devido ao seu forte sabor e à sua coloração amarelada marcante. Pesquisas apontam que o condimento cúrcuma atua no organismo aumentando a disponibilidade de alguns neurotransmissores, tais como a serotonina. Ao modular esses biossinalizadores a cúrcuma poderia reduzir os níveis da enzima Monoamina Oxidase, a qual é responsável pela diminuição da disponibilidade de serotonina. Isto é, está envolvida na regulação de temperatura, indução do sono e regulação dos níveis de humor. Estes resultados podem ser obtidos acrescentando 1 colher de chá deste condimento na alimentação diária.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Biscoito Recheado vicia !!!


Várias pesquisas já mostraram que comidas com alto teor de açúcar e de gordura causam efeitos cerebrais semelhantes às drogas. Além de confirmar essa teoria, um novo estudo americano mostrou que o biscoito da marca Oreo, considerado o favorito dos Estados Unidos, estimula o cérebro assim como os entorpecentes, ativando mais neurônios "centro de prazer" do órgão do que as substâncias alucinógenas.
A pesquisa foi realizada por alunos e um professor de psicologia da Connecticut College. Entre as razões para a escolha do Oreo para o experimento estão o fato de o biscoito ser o preferido no país, de ele ser bastante palatável para as cobaias, ter altos níveis de açúcar gordura, e, além disso, de ser um produto muito presente no mercado de poder aquisitivo mais baixo.
Com a ajuda de ratos de laboratório, eles descobriram outro fato curioso: assim como a maioria das pessoas, os roedores preferem comer primeiro o recheio da guloseima, para depois comer o biscoito propriamente dito. Para descobrir isso, os pesquisadores colocaram os ratos famintos em um labirinto em que, de um lado, eram recompensados com Oreo e, de outro, recebiam um bolinho de arroz. Depois, os animais poderiam escolher em qual área de recompensa queriam ficar e o tempo em que ficavam por lá foi medido.

Com as informações em mãos, eles compararam os resultados com outro experimento semelhante, porém com diferentes substâncias como prêmio: de um lado, uma injeção de cocaína ou morfina e, de outro, um gole de soro fisiológico. Ao cruzar os resultados, os cientistas perceberam que os ratos condicionados com o biscoito ficaram tanto tempo no lado de recompensa quanto os ratos condicionados com as drogas.
Além disso, ao analisar a ativação neuronal no centro de prazer do cérebro, foi possível ver que Oreos provocaram mais estímulos do que as substâncias alucinógenas. Para os responsáveis pela pesquisa, isso leva a crer que comidas gordurosas e doces demais podem ser consideradas como “viciantes” e tão prejudiciais à saúde quanto as drogas, com o fator agravante de que estão facilmente acessíveis no mercado.
Fonte: Revista Exame

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Suplementação já é apontada como causa de lesões renais


Amplamente incentivado entre os praticantes de atividades físicas nas academias, o consumo exagerado de suplementos alimentares e vitaminas está levando aos consultórios mais pacientes com alterações na função renal, devido ao uso desses produtos sem acompanhamento e, muitas vezes, até como substitutos de refeições.
Casos de insuficiência e calcificação renal, intoxicação e hipervitaminose ficam cada vez mais comuns nos consultórios com a explosão desse culto ao “lifestyle fitness” e com a lentidão na fiscalização dos produtos que são comercializados. A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, diz que chega a receber até dois pacientes por semana relatando problemas que, quando investigados, levam à constatação de que foram causados por suplementos.
“Muitos pacientes são jovens e até adolescentes”, afirma ela. “Esse movimento é percebido há pelo menos três anos”, completa, ao explicar que a suplementação é recomendada apenas para atletas de alto rendimento ou para sanar deficiências geradas por patologias.
 A preocupação é crescente, e o consumo inadequado é apontado como uma das causas da disfunção renal, discutida em congressos da área. O nutrólogo e também nefrologista Alexandre Dias Pinto Coelho alerta que, em conversas informais em um desses eventos, foi levantada a suspeita de um possível surto na hemodiálise. “Pelo andar da carruagem, é possível que, dentro de dez ou 15 anos, comece a aparecer gente com doença renal terminal secundária ao uso abusivo de proteínas, sejam elas de suplementos ou não”, critica.
Um dos principais riscos, segundo Coelho, é a dieta dos atletas que buscam hipertrofia (crescimento dos músculos), baseada principalmente em alimentos e suplementos ricos em proteínas, que, em excesso, podem acelerar nefropatias (lesões ou doença do rim) silenciosas. Carmen também ressalta os riscos das dietas da moda, como a Dukan, que, se aliada aos suplementos proteicos (como o Whey Protein, por exemplo), acaba levando à formação de pedras nos rins.
A nefrologista também cita o caso de um paciente que, após o uso de doses elevadas de vitamina D, chegou ao quadro de intoxicação, hipervitaminose e calcificação renal. “Quando você retira o consumo e faz a orientação adequada, em geral, a função é recuperada. O grande problema é que as pessoas, mesmo orientadas, têm uma ambição estética tão grande que qualquer outro problema de saúde acaba sendo deixado de lado”.
Expansão. No Brasil, estima-se que 2% da população – cerca de 4 milhões de pessoas – consuma suplementos, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri). Dentro do mercado de nutrição esportiva, os produtos à base de proteína aparecem como campeões de venda (65%), e os jovens entre 15 e 30 anos representam 80% dos consumidores.
“Os números podem aumentar de maneira exponencial nos próximos anos. Sendo assim, esse mercado deve ser regulado, e a população deve procurar orientação profissional. Essas medidas são preventivas e visam à preservação da função renal, boa qualidade de vida e um estilo de vida saudável”, diz Carmen.
Fiscalização
Alerta. Somente em 2014 e 2015, a Anvisa proibiu a distribuição e a comercialização de 21 marcas de suplementos proteicos para atletas e outras 14 marcas de suplementos alimentares.
Só produtos alterados são suspensos
Regulamentação: Em 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um regulamento técnico com diretrizes específicas aos alimentos para atletas.