terça-feira, 12 de maio de 2015

Estudo concluiu que papel toalha é o mais higiênico dos métodos para secagem das mãos


Não é novidade falar que a lavagem das mãos é um aspecto muito importante para o controle microbiológico em qualquer segmento, e que a sua eficiência se deve a lavagem correta.

Contudo, pouco se fala sobre o papel importante que a secagem desempenha na higienização das mãos pois existe uma maior probabilidade de transmissão de microrganismos a partir da pele molhada do que a pela seca. E isto muitas vezes não está especificado nos manuais e nos avisos com o procedimento para lavagem das mãos, que terminam na aplicação de produto antisséptico.


Na legislação brasileira há citações para instalações para lavagem das mãos nas áreas de produção, vestiários e banheiros, na qual esclarecem que os lavatórios devem preferencialmente usar toalhas de papel não reciclado com a acionamento não manual ou outro sistema higiênico e seguro de secagem das mãos.



Mas qual outro sistema seguro da lavagem das mãos seria ideal? Ressaltando que a nossa legislação elimina a hipótese de usar toalha de pano. 



De acordo com a pesquisa liderada pelo professor Mark Wilcox, da faculdade de medicina de Leeds, que comparou a redução de microbiana ocorrida após a secagem das mãos, bem como a higiene das superfícies dos secadores, o meio ambiente e os usuários, dos três métodos comumente utilizados de secagem das mãos (jato de ar, secadores de ar quente, e toalhas de papel descartáveis), e concluíram que o jato de ar e secadores de ar quente tem maior potencial de contaminação.



Os secadores de jato de ar são ótimos secadores das mãos, devido à alta velocidades de ar, infelizmente, isso significa que as gotas de água, com microrganismos, serão dispersas a distâncias mais longas e alguns permaneceram suspensa no ar por vários minutos (possivelmente horas), levando em conta que isso dependerá da contaminação inicial e de como as mãos foram lavadas.



Para o estudo, as mãos, com luvas, foram revestidas com cepas Lactobacillus, para simular a carga nas mãos que foram mal lavados, e secadas em seguida. Os pesquisadores mediram o ar em torno dos equipamentos e também a distância de 1 m e 2 m. Foram também realizados testes separados, na qual as mãos foram revestidas com tinta para visualizar a dispersão de gotículas em cada método.


A contagem bacteriana no ar, perto dos secadores de jato de ar (70,7 cfu) foram encontrados 4,5 vezes maior que em torno do secador de ar quente (15,7 cfu), e 27 vezes maior quando comparado ao uso de toalhas de papel (2,6 cfu).
E o teste visual das manchas com tintas, demonstraram que o secador de jato de ar causou maior dispersão de gotas de tinta. Verificou também que as bactérias permanecem além do tempo de secagem de 15 segundos, 26% a mais que os demais métodos.
Descobriu que secar as mãos com papel toalha reduz, por fricção, o número médio de bactérias nos dedos por até 76% e nas palmas por até 77%. Em comparação, com o uso dos secadores elétricos, a contagem das bactérias aumentou, em alguns casos, em até 254 por cento.
Diante esses resultados apresentados, o estudo conclui que a toalha de papel é a melhor solução, porém isso não elimina a existência de boas práticas como gestão do lixo com o papel e uma boa eficiência na limpeza do dispenser , paredes e até mesmo a escolha do melhor dispenser , para existir para melhor eficiência do método.

Fonte: Food Safety Brazil


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