segunda-feira, 11 de maio de 2015

92.5% dos manipuladores domésticos são mulheres e cozinham diariamente


Sabemos que a maioria dos surtos alimentares registrados no Brasil acontecem em residências.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Santa Maria, com 615 residências 92,5% dos manipuladores de alimentos eram do sexo feminino, 52,2% tem nível de escolaridade fundamental completo ou incompleto, e 35,4% possui rendimento mensal familiar de 3 a 9 salários mínimos. 

Dos entrevistados, 82,6% informaram que preparam as refeições todos os dias da semana e 77,9% relataram que nunca enfrentaram problemas ocasionados por alimentos produzidos em casa.

A pesquisa pondera que  alto nível de escolaridade é inversamente proporcional aos afazeres domésticos, ou seja, foi menor o número de entrevistados exercendo tarefas domésticas com alto nível de escolaridade. 

Isso pode ser verificado, pois apenas 14,8% dos entrevistados tinham nível de escolaridade superior completo ou incompleto, ou pós-graduação completa ou incompleta.

É importante identificar o perfil dos manipuladores de alimentos nos domicílios para desenvolver estratégias para prevenir ou diminuir as doenças transmitidas pelos alimentos.

Conclusão do estudo:

" Com base no que foi exposto, pode-se concluir que os manipuladores de alimentos nos domicí- lios pesquisados em Santa Maria (RS) são predominantemente do gênero feminino, possuem ensino fundamental completo ou incompleto e a maior parte obtém um rendimento mensal familiar maior que 3 salários mínimos. Pode-se constatar que os responsáveis pela manipulação de alimentos nos domicílios são adultos e que não possuem outra função além dos afazeres domésticos. De maneira geral observou-se um baixo número de pessoas residindo nas casas, sendo verificado o hábito de realizar principalmente o almoço na residência. Os participantes demonstraram não ter capacitação para a manipulação segura dos alimentos, assim como não vinculam as DTA ao consumo de alimentos no lar. Em contrapartida, mostrou-se que gostariam de aprender sobre o assunto, assim como foi verificado que a maioria dos entrevistados possui acesso a meios de comunicação. Estudos desta magnitude dão subsídios para a aplicação mais coerente de ações educativas junto à população, pois acredita-se que a educação sanitária se inicia em casa, sendo complementada na escola."

Fonte: Food Safety Brazil

http://www.scielo.br/pdf/csc/v19n5/1413-8123-csc-19-05-01553.pdf (estudo completo)

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