segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Psiquiatra alerta para perigos do excesso de álcool nas festas de fim de ano


cerveja

De 2006 a 2012, uso do  álcool aumentou  mais  entre mulheres que entre homens Arquivo/Agência Brasil
Época de emoções e também de excessos, principalmente de álcool, as festas de final de ano acendem um alerta vermelho que deve ser  levado em conta pelos cidadãos, recomendou o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad), psiquiatra Jorge Jaber Filho.

Em entrevista à Agência Brasil, Jaber informou que, do ponto de vista fisiológico, o ser humano tem necessidade de algumas substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, que se assemelham às moléculas das drogas, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
“Há uma tendência na vida das pessoas, que se radicaliza nesse momento de datas festivas, de haver falta dessa substância no cérebro. Aí, a pessoa  toma alguma substância, como o álcool, que é um estimulante em pequenas doses, mas que, se tomado em excesso, acaba produzindo o efeito inverso. Em vez de um estímulo ao sistema nervoso central, ela passa a ter uma inibição desse sistema, fazendo com que aumente ainda mais a depressão, decorrente muitas vezes da lembrança de pessoas queridas que não estão mais presentes”, disse o psiquiatra.
Segundo Jaber, há uma inversão de valores nas festas de fim de ano, com crescimento do aspecto mais materialista da data, e não dos valores espirituais. “Assim, as pessoas acabam abusando dessas substâncias, que adicionam no organismo, como adicionam comidas”. Ele explicou que, a partir daí, há um abuso que pode ser o fator determinante de doenças como alcoolismo e dependência química.
O psiquiatra salientou que, nessa época, costuma aumentar o número de internações tanto em hospitais de pronto-socorro como em clínicas psiquiátricas. “A situação da saúde pública ainda não conseguiu resolver a questão de leitos hospitalares e, em relação à saúde mental, vigora a política da redução do dano. Ou seja, a pessoa pode usar [álcool, no caso], desde que não cometa atos que piorem a sua vida”. Segundo ele, o Brasil está experimentando esse tipo de política, mas, aparentemente, não tem tido o sucesso esperado. Isso é constatado pela existência de cracolândias, áreas onde se reúnem centenas de pessoas drogadas, principalmente nas grandes metrópoles.
Jaber lembrou que quase todas as pessoas que usam álcool começaram usando tabaco e daí passaram para a maconha. “Quase todos os que usam maconha começaram com tabaco ou álcool. Essas três drogas são fundamentais para levar ao uso da cocaína.”
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais) subiu 20% no país entre 2006 e 2012, passando de 45% para 54%. A expansão entre as mulheres (34,5%) foi maior do que entre os homens (14,2%), no período pesquisado.
Em termos de concentração do consumo de álcool, o levantamento mostra que 20% dos adultos brasileiros que mais bebem ingerem 56% de todo o álcool consumido. A pesquisa revela ainda que quase dois de cada dez bebedores apresentaram critérios para abuso ou dependência de álcool e que 32% dos adultos que bebem relataram não terem sido capazes de parar depois que começaram a beber.
O levantamento constatou também a relação entre abuso de álcool e depressão. Dos 5% de brasileiros que tentaram tirar a própria vida entre 2006 e 2012, em mais de dois de cada dez casos, o que equivale a 24%, a tentativa estava relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Para o presidente da Abrad,  a tendência é aumentar o uso de álcool no Brasil. “O que nós temos visto é um aumento do custo na saúde pública da liberação do álcool para menores de 18 anos. E isso leva a um abuso cada vez mais cedo nos jovens, gerando alterações físicas e mentais muito importantes”. Jaber criticou a falta de fiscalização na venda de bebidas para crianças e adolescentes, principalmente em postos de gasolina, onde os jovens compram suco ou refrigerante e tomam misturado a álcool. “Todos veem isso acontecer e não há um efetivo combate  a essa prática.”
O psiquiatra ressaltou que não há distinção de classe social ou de nível socioeconômico entre os bebedores de álcool no país. “Os mais abastados costumam misturar vodca com bebidas energéticas ou cafeínicos, enquanto os menos abastados procuram tomar cerveja com cachaça  ou fazer essas misturas chamadas batidas, que misturam cachaça com refrescos ou refrigerantes”. Ele destacou ainda que, nas comunidades carentes, a situação econômica favorece a venda de substâncias ilícitas, como o álcool, entre menores de idade. (Alana Gandra)


Fonte: Agencia Brasil

sábado, 27 de dezembro de 2014

Iogurte grego: mediterrâneo só no nome


Populares desde 2012, quando o primeiro foi lançado no Brasil, os iogurtes gregos agora ocupam boa parte da prateleira refrigerada dos supermercados. E para ver se realmente correspondem à imagem de alimentos saudáveis típicos da culinária mediterrânea, analisamos os rótulos de 6 marcas, entre versões tradicionais e light/zero.


Constatamos, porém, a predominância de produtos altamente industrializados, repletos de aditivos alimentares - principalmente espessantes - açúcar (ou adoçante artificial) e pasmem, até iogurtes com consistência líquida. 

E isso vai contra o próprio conceito desse alimento, caracterizado por ser espesso e cremoso, resultado do processo de retirada de soro, originalmente através de sacos de pano. 

Rótulos de algumas marcas contêm mais de 15 ingredientes

Mas alguns dos potes listam absurdos 15 ingredientes ou mais em seus rótulos, o que é incompreensível para um produto que em sua receita original contêm apenas leite e fermento. 

Confira abaixo o rótulo e a lista de ingredientes de cada iogurte:

















Na dúvida, opte pelo produto com menos aditivos


Por isso, se estiver indeciso, dê preferência às marcas com menor lista de ingredientes, sem açúcar e adoçantes artificiais. Siga a regra de “quanto menos aditivos alimentares, melhor” ao conferir as substâncias. E se quiser adoçar, basta colocar mel ou frutas picadas.

A boa notícia é que há opções saudáveis, como os produtos sem gordura da marca Yorgus e o iogurte Nestlé tradicional.

1º lugar – Yorgus 0% de gordura.

2º lugar – Yourgus 2% de gordura.

3º lugar – Nestlé tradicional.








Semelhantes em nutrientes e calorias, iogurtes não fazem mal

Já em termos de quantidade de nutrientes e calorias, todos são parecidos (respeitando as devidas diferenças entre os tradicionais e os zero ou light) e não oferecem riscos à saúde.

Fonte: Proteste. Disponível em: http://www.proteste.org.br/alimentacao/nc/noticia/iogurte-grego-mediterraneo-so-no-nome

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Alimentos que afetam o leite materno




 
Em princípio, a mulher que amamenta não precisa restringir nenhum alimento e deve manter uma dieta natural e saudável. Mas sabemos que assim como medicamentos, drogas e toxinas podem passar para o bebê através do leite, o mesmo acontece com os componentes da alimentação materna. Cada criança é única, e sempre existe a chance do seu filho apresentar alguma sensibilidade aos componentes de um alimento. A seguir veja alguns alimentos que podem afetar o leite materno:
Chocolate: A maioria das mães podem comer chocolate sem exageros, mas devem sempre ficar atentas para possíveis efeitos negativos no comportamento do bebê. O chocolate contém teobromina, substância que pode provocar irritabilidade e diarreia no bebê se quantidades elevadas forem consumidas pela mãe. 

Cafés, chás e refrigerantes: O café, chás, mate e refrigerante tipo cola em quantidade excessiva podem causar irritabilidade e padrão deficiente de sono. Mas se seu bebê for mais um que não tem o sono alterado pelo consumo de café pela mãe, existem outros bons motivos para não exagerar no consumo de cafeína. Nos primeiros meses de vida, a exaustão é grande e cada minuto de sono é valioso. Se a mãe utiliza o café para se manter acordada, pode ser que ela perca a oportunidade de descansar enquanto o bebê dorme a tarde. Além disso, a cafeína tem efeito diurético e durante a amamentação a hidratação adequada é essencial para uma boa produção de leite.
Bebidas alcoólicas: Enquanto os efeitos nocivos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação estão bem estabelecidos, as consequências o álcool durante o período da amamentação foram pouco estudados. Mas alguns dados já foram identificados como: sabemos que metade das mulheres dos países ocidentais consomem álcool durante o período da amamentação; o consumo de bebida alcoólica pode reduzir a produção de leite; o etanol passa no leite materno nas mesmas concentrações presentes no sangue da mãe e quando comparados aos adultos, o recém nascidos tem a metade da capacidade de metabolizar, ou seja, eliminar o etanol de seu corpo. Como não existem recomendações especiais para mães que amamentam, é bom evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante esta fase de extrema importância para a saúde do bebê.
Leite e derivados: O bebê pode apresentar tanto intolerância à lactose como alergia a proteína do leite de vaca e seus derivados. A mãe ao consumir laticínios passa pelo leite proteínas que podem causar alergias no bebê, pois seu sistema digestivo não é capaz de digerir as proteínas e seu sistema imunológico entende que essa proteína é um agressor ao organismo do bebê. Na intolerância a lactose, um carboidrato do leite de vaca, o bebê não tem ou produz pouca lactase, uma enzima de digere a lactose que também é passada no leite materno. No bebê amamentado, tanto a intolerância como a alergia ao leite de vaca podem causar sintomas parecidos como sangue nas fezes, diarreia, cólicas, assaduras e choro intenso. Na alergia, a pele e o sistema respiratório também podem ser afetados e o grau de alergia pode variar de imediato e grave até uma forma mais crônica e branda de alergia. 
Oleaginosas: Algumas crianças desenvolvem hipersensibilidades ou alergias a oleaginosas consumidas pela mãe. O grupo das oleaginosas é formado por nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache entre outros. Não é muito comum no Brasil, mas nos EUA, por exemplo, o amendoim é uma causa importante de alergia alimentar. 
Outros alimentos
Os primeiros meses de vida da criança são de acelerado desenvolvimento e formação de tecidos e ainda não se sabe todos os fatores que interferem positivamente e negativamente na saúde da criança. Os estudos com aditivos alimentares durante a amamentação ainda são escassos. Mas sabe-se que corante artificial tartrazina (FD&C amarelo#5), sulfitos e glutamato monossódico são causadores de reações alérgicas. A tartrazina pode ser encontrada em produtos industrializados como sucos, gelatinas e balas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos produtos salgados como temperos industrializados. Já os sulfitos são usados como preservativos em alimentos como frutas desidratadas, vinhos e sucos industrializados.
Se o bebê não apresenta sinal ou sintoma, não é recomendado excluir um alimento da alimentação. A retirada de um grupo de alimento da dieta sem orientação profissional pode causar desequilíbrio na qualidade nutricional do leite. Além disso, pode potencializar o aparecimento de alergias alimentares. Muitas mães acreditam que ao excluir da dieta alimentos potencialmente alergênicos como, leite de vaca, trigo, amendoim, soja, ovo e milho, previnem o aparecimento de alergias alimentares no bebê. Estudos mostram que o efeito pode ser oposto e em alguns casos predispor a criança a alergias no futuro. Mães que consomem alimentos potencialmente alergênicos transferem anticorpos para seu filho através do leite materno, tornando-os mais resistentes a alergias alimentares.
Se você acha que algum alimento pode estar perturbando o bem estar do seu bebê, pode-se retirar o alimento suspeito e observar a reação do bebê. E assim que possível, procurar um profissional capacitado, médico ou nutricionista, para identificar as verdadeiras causas do problema. Lembrando que, cólica, corisa, agitação e sono desregrado não são sintomas exclusivos de hipersensiblidade a componentes da dieta materna e podem ter outras causas não relacionadas a alimentação. 

Fonte: Portal do Consumidor - PROCON

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Hábitos alimentares dos homens são piores que das mulheres no Brasil, diz pesquisa do IBGE



A maioria dos brasileiros se acha saudável, mas essa opinião nem sempre se reflete em seus hábitos alimentares. Levantamento feito pela Pesquisa Nacional de Saúde 2013, do IBGE, divulgado nesta quarta-feira, mostra que 66,1% dos entrevistados se autoavaliaram com saúde boa ou muito boa, porém o consumo de alimentos positivos para uma dieta saudável está longe de ser o apropriado.

Somente 37,3% dos brasileiros consomem o volume recomendado de hortaliças e frutas (cinco porções diárias). Quase o mesmo percentual de pessoas que consomem frango ou carne com excesso de gordura (37,2%), o que pode levar a doenças como a diabetes,a obesidade e pode causar distúrbios no cérebro.

Porém, os hábitos dos brasileiros não são uniformes. A pesquisa mostrou a diferença no consumo de alimentos de acordo com região, gênero e instrução. No caso do frango e da carne com excesso de gordura, as mulheres dão uma lição de boa alimentação aos homens. São 28,3% de brasileiras que afirmaram ter tido este consumo contra 47,2%. São também as mulheres que consomem menos leite integral (59,7% delas contra 61,6%, deles) e menos refrigerante (20,5% contra 26,6%).

Já quando se fala em consumo de doces, as mulheres tomam a dianteira. Foram 22,4% das brasileiras que afirmaram ingerir brigadeiros, balas ou outros produtos do gênero regularmente. Já entre os brasileiros, o percentual cai para 20,9%. São também as mulheres que mais substituem uma refeição por um lanche. São 7,3% delas, contra 5,8%, deles.

O alimento que se mostrou como o favorito do brasileiro, sem surpresa, foi o feijão. De acordo com a pesquisa, 71,9% dos entrevistados afirmaram que são adeptos da prática feijoeira regularmente.
A diferenciação entre os sexos é mais expressiva quando se vê a autoavaliação dos entrevistados. Os homens, mais otimistas mesmo com uma dieta não tão saudável, acreditam possuírem uma saúde boa ou muito boa. São 70,3% que se avaliaram desta forma contra 62,4% das mulheres.

Quanto mais novos, mais se consideram saudáveis. Entre os jovens de 18 e 29 anos, foram 81,6% que consideraram sua saúde positiva. Já entre os idosos com mais de 75 anos, somente 39,7% reponderam que estão se sentindo bem.

A pesquisa também diferenciou pela cor. Os que se consideram brancos foram os que mais afirmaram ter a saúde boa (70,3%). Os pardos e os pretos possuem percentual parecido, 62,2% e 62%, respectivamente.

Outra diferença considerável se dá na instrução. 84,1% daqueles que completaram o ensino superior se consideraram bem de saúde. Este número cai para 49,2% quando entrevistados brasileiros sem instrução ou com fundamental incompleto.

COMO É FEITA A PESQUISA

A Pesquisa Nacional de Saúde - 2013 é o primeiro estudo do tipo. Anteriormente, o tema era abordado como um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Em 1998, a periodicidade passou a ser de 5 anos. O material possuiu um conjunto de tabelas com informações sobre percepções do estado de saúde, estilo de vida e doenças crônicas. A pesquisa é feita em domicílio e com resposta diretamente dos entrevistados.

O levantamento visitou cerca de 80 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país, no segundo semestre de 2013. Esta primeira divulgação da PNS traz informações sobre hábitos alimentares, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas pela população de 18 anos ou mais de idade. A PNS também investigou se essa população adulta foi diagnosticada por profissionais de saúde em alguma das 11 principais doenças crônicas não transmissíveis (depressão, câncer, colesterol alto, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, AVC, asma, insuficiência renal, problemas de coluna e problemas osteomoleculares) que, juntas, são a causa de mais de 70% das mortes no país.


Fonte: IDEC

sábado, 20 de dezembro de 2014

Bactérias encontradas em Maçãs do Amor


Um surto de listéria, uma bactéria que, segundo se acredita, teria aparecido em maçãs do amor embaladas comercialmente, infectou 28 pessoas e matou quatro nos EUA deixaram 28 pessoas doentes desde novembro, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira dia 19.
Listeria monocytogenes pode causar graves doenças. A bactéria é particularmente perigosa para crianças, idosos e grávidas, em quem pode causar abortos espontâneos.
Um total de 83% das pessoas entrevistadas até agora (15 de 18 pessoas) disseram ter comido recentemente maçãs do amor.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados exigiram aos consumidores dos Estados Unidos que não comam maçãs do amor produzidas e pré-embaladas comercialmente até nova ordem.
"Além da abundância de cautela, os CDC recomendam que os consumidores americanos não comam nenhuma maçã do amor comercialmente produzida e pré-embalada, incluindo maçãs carameladas comuns, com nozes, polvilhadas com chocolate ou outras coberturas até que nova orientação específica seja fornecida", acrescentaram os CDC em um comunicado.
Dos 28 infectados, 26 foram hospitalizados e cinco pessoas morreram. "A listeriose contribuiu com pelo menos quatro destas mortes", acrescentaram os CDC.
Nove dos casos foram relacionadas com gestantes e afetaram as futuras mães ou seus bebês recém-nascidos. As doenças se espalharam por 10 estados.
Foram reportados três casos de meningite - uma complicação perigosa da listeriose - em crianças e adolescentes antes sadios com idades de 5 a 15 anos.
A listéria pode provocar febre, dores musculares, náusea e diarreia, e os sintomas costumam começar de alguns dias a meses depois de começar um produto contaminado.
A bactéria é encontrada no solo, na água e em fezes de animais. A listéria pode infectar vegetais crus, carne animal, leite não pasteurizado e comida processada, bem como molhos de queijo e embutidos.
Fonte : G1

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Berlim tem o primeiro supermercado com produtos sem embalagem do mundo


Inovador e revolucionário, assim podemos dizer do primeiro supermercado sem embalagem do mundo em Berlim.
Muito se fala sobre preservação do meio ambiente e sustentabilidade. Esses conceitos passaram a ser muito discutidos desde os anos 1980. O supermercado berlinense Original Unverpackt resolveu dar contribuição para a preservação da natureza: a loja vende seus produtos sem usar caixas, sacolas plásticas e embalagens tradicionais.

Com menos de três meses após a inauguração, o Original Unverpackt já é popular e mudou a maneira como os produtos são distribuídos. A loja fundada na capital alemã por Sara Wolf e Milena Glimbovski vende uma gama de produtos e os clientes levam as mercadorias em garrafas, potes e sacolas trazidos de casa. 
O supermercado fornece informações sobre ingredientes e a procedência de cada mercadoria, auxiliando os consumidores a escolher melhor suas compras. Para quem não veio preparado de casa, a loja tem uma seção para compra de recipientes duráveis e há um depósito de embalagens recicladas para quem não tem vasilhas desse tipo em casa. 
Fonte: Mistura Urbana

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Projeto aprovado na Câmara obriga restaurantes a informar presença de glúten em alimentos



Restaurantes, bares, lanchonetes e confeitarias de Porto Alegre poderão ser obrigados a informar aos consumidores se os alimentos que comercializam contêm ou não glúten.

Se um projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira for acatado pelo Executivo, os estabelecimentos terão de fornecer a informação em tabelas fixadas na entrada do local, em cardápios ou materiais impressos, site e por meio de identificação individual no local de exposição dos alimentos.

De acordo com o autor do projeto, vereador Thiago Duarte, o objetivo é fazer com que celíacos (pessoas que têm intolerância ao glúten) possam comer de forma segura e não precisem mais "enfrentar uma loteria na hora de escolher o que vão comer".

— Esse projeto tem como objetivo tornar pública uma informação que deveria estar sempre pública. A doença celíaca atinge um grande contingente, porque cada vez se tem mais diagnósticos — afirma o vereador.

Para a blogueira Gilda Moreira, 51 anos, celíaca e criadora da página Cozinhando Sem Glúten no Facebook, a transformação do projeto em lei seria um "primeiro e importantíssimo passo", mas não o único.

— Não adianta apenas informar que não há glúten no alimento. É importante também que os restaurantes passem a cuidar para que não haja contaminação cruzada (que os alimentos sem glúten tenham contato com aqueles que têm), porque senão fica tudo na mesma — alerta Gilda, que também é associada à Associação de Celíacos do Brasil - Rio Grande do Sul (Acelbra-RS).

Fonte:  Zero Hora

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Rotulagem de frutas, verduras e legumes


Uma resolução da Secretaria de Saúde do Paraná, assinada nesta segunda-feira (15), obriga todos os estabelecimentos comerciais a identificar para os consumidores a procedência de frutas, legumes e verduras. A medida começa a valer imediatamente, mas será cobrada dos comerciantes em 180 dias. O objetivo, segundo o governo, é melhorar a segurança alimentar.
Com a iniciativa, os comerciantes deverão rotular os produtos com informações como o nome do produtor, endereço, e-mail, telefone, identificação e o CNPJ dos atacadistas. Nesta primeira fase, a medida será cobrada dos estandes de tomate, banana, laranja, maçã, cebola, repolho, cenoura, couve-flor, uva e morango. Os rótulos deverão constar tanto nos produtos embalados, quanto nos vendidos a granel.
Em um ano, a medida será ampliada para outros produtos, como batata, melancia, mamão, abacaxi, pepino, chuchu, abobrinha, alface, pimentão e aipim-mandioca. Após 540 dias, todas as frutas, verduras e legumes também devem se adequar às novas regras.
A fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária. Além de supermercados e hipermercados, a medida também deverá ser cumprida por feiras livres e no comércio atacadista. As sanções podem ser aplicadas a partir dos prazos vigentes.
Fonte: G1

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Gerenciando suas compras, principalmente nas épocas festivas




O primeiro passo para gerenciar seu plano alimentar consiste em organizar sua lista de compras. Faça uma escolha criteriosa dos produtos que vão ocupar sua geladeira e despensa. Avalie sempre a qualidade nutricional da sua alimentação!!!

Segue os 10 mandamentos para comprar com inteligência:

1- Nunca vá as compras com fome, isso levará a comprar produtos que você não precisa;
2- Planeje suas compras no momento mais calmo da semana, evitando a ansiedade na hora das escolhas dos alimentos;
3- Vá as compras com a lista pronta;
4- Deixe os produtos frescos(verduras, legumes e frutas) e perecíveis( produtos de geladeira e congelados) para o final, para que não amasse no carrinho e fique o minimo de tempo fora de refrigeração;
5- Passe somente nas sessões que interessam, pegando o que consta na lista, evitando os corredores dos doces, salgadinhos, enlatados e biscoitos;
6- Selecione as hortaliças e as frutas de acordo com as safras, são mais nutritivas e baratas;
7- Confira sempre o prazo de validade dos produtos;
8- Procure variar as compras, para que a oferta de nutrientes seja a mais variada possível;
9- Não comprar produtos em grande quantidade, pois os alimentos perecíveis tem o prazo de validade menor do que os enlatados, congelados e não perecíveis;
10- Consuma o mínimo de produtos industrializados, refinados e com concentração alta de conservantes e aromatizantes.

IMPORTANTE: organize sua geladeira!!! Deixe sempre a mão os alimentos como frutas, verduras, legumes e laticínios, e deixe os alimentos perigosos longe dos seus olhos.

Fonte: Reeducação Alimentar - Joselaine Silva Sturner




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Morte súbita em Bêbes


Síndrome da Morte Súbita Infantil,  é quando a criança morre durante o sono, sem nenhuma razão aparente. Apesar de os reais motivos ainda serem uma incógnita para a medicina, ao longo de anos, médicos, especialistas e pesquisadores reuniram indícios de situações que potencializam esse tipo de acontecimento. Colocar o bebê para dormir com cobertores macios, travesseiros e protetores de berço são alguns deles.
No entanto, por mais que os pediatras peçam para evitar, muitos pais continuam enchendo o berço de acessórios como estes. Nos Estados Unidos, uma pesquisa recente, publicada pelo jornal Pediatrics, divulgou que 55% dos bebês ainda dormem dessa maneira. O número é alarmante e assusta ainda mais se levarmos em consideração que se trata de um país desenvolvido.
Embora no Brasil não existam estatísticas oficiais sobre o número de crianças que têm morte súbita, ainda é muito comum ver quartos decorados com berços cercados por protetores, ursinhos de pelúcia, cobertores, edredons... Isso quando a recomendação dos médicos é colocar apenas o recém-nascido no berço, em um colchão adequado. 
Outro grande fator de risco quando o assunto é morte súbita infantil é colocar o bebê para dormir de bruços. Alguns pais fazem isso quando a criança tem refluxo porque a posição diminui os sintomas. No entanto, isso aumenta as chances de compressão das vias aéreas, ainda imaturas, possibilitando a diminuição ou até a parada da atividade respiratória.
Segundo o pediatra, as ocorrências de morte súbita costumam ocorrer com mais frequência no inverno. "E o mais curioso é que, embora as mães se preocupem bastante com o frio, ele não está diretamente relacionado aos casos. Na verdade, o excesso de agasalhos e cobertores é que expõe as crianças a um risco maior. Isso porque, além do aumento excessivo na temperatura corporal -- quando o sistema ainda não está maduro o suficiente para se regular rapidamente --, estes objetos facilitam a asfixia", diz o pediatra. Como os bebês mais novos ainda não têm autonomia sobre os movimentos, se as peças, por algum motivo, cobrem o nariz ou a boca, eles não conseguem se livrar sozinhos.
Outro ponto em comum entre a morte súbita e o inverno, é que, para evitar levantar no meio da noite, no frio, as mães passam a dormir junto dos filhos na mesma cama, o que também aumentaria o risco de asfixia.
A posição ideal

Dormir em decúbito dorsal - com a barriga voltada para cima - é a posição mais indicada para os bebês de até um ano, recomendada pela Academia Americana de Pediatria (AAP) e pelo Ministério da Saúde brasileiro - que desde 2007 passou a publicar a orientação na caderneta da criança. Além de permitir que o bebê respire melhor, a posição diminui o risco de engasgo, já que permite girar a cabeça para o lado em caso de vômito.

Mesmo sendo a forma mais segura de colocar o bebê para descansar, essa é outra regra que pais e mães norte-americanos não tem seguido. Um estudo com 400 mil crianças, nascidas em 36 estados dos EUA, e apresentado no início de maio na reunião anual da Sociedade Acadêmica de Pediatria (Pediatric Academic Societies) apontou que apenas dois terços dos bebês norte americanos dormem assim. Em 2010, mais de 2 mil bebês morreram de morte súbita nos EUA.
9 hábitos para prevenir a morte súbita
1. Coloque o bebê para dormir sempre em decúbito dorsal, ou seja, de barriga para cima
2. Escolha um colchão firme, nem mole, nem duro demais
3. Evite colocar bichos pelúcia, travesseiros, cobertores e protetores no berço
4. Faça o pré-natal correto, já que o acompanhamento ainda na gravidez está relacionada a um menor risco de morte súbita
5. Diga não ao tabagismo e e evite contato com cigarro durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Ainda que a gestante não fume, quanto mais longe da fumaça ou de pessoas que tenham esse hábito, melhor
6. Não beba nem use medicação por conta própria durante a gravidez
7. Amamente. Ao sugar, a criança desenvolve melhor o sistema respiratório, já que é obrigada a respirar pelo nariz
8. Não exagere no cobertor. Uma "camada" de roupa a mais do que a sua é suficiente, de acordo com a AAP. Evite cobrir a cabeça e as mãos do bebê, pois as extremidades são o canal utilizado pelo corpo para regular a temperatura
9. Espalhe as informações e faça com que todos as pessoas que participam dos cuidados com o bebê saibam das recomendações. Babás, avós, tias, cuidadoras do berçário...

domingo, 7 de dezembro de 2014

Extrato de tomate é interditado pela ANVISA


Um lote do extrato de tomate Bonare, fabricado pela empresa Goiás Verde Alimentos Ltda, foi interditado por 90 dias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por ter pelo de rato acima do limite tolerado. 

Segundo a agência reguladora, pesquisas no lote 29 H1 mostraram resultado insatisfatório na análise de matéria estranha macroscópica e microscópica, “devido à presença de fragmentos de pelo de roedor, matéria estranha indicativa de risco à saúde, acima do limite de tolerância estabelecido, que é 1 em 100g”.



sábado, 6 de dezembro de 2014

Pais não têm percepção do excesso de peso de seus filhos


Estudo destaca papel da escola para maior conscientização das famílias. Estudo publicado no Journal of Obesity mostra que os pais expressam mais preocupação quando seus filhos estão abaixo do peso do que quando estão com excesso de peso. O estudo foi realizado no Hospital Infantil do México Federico Gómez, na cidade do México, com 29 crianças e 22 pais. Segundo os resultados, os pais procuram o hospital somente quando suas crianças apresentaram qualquer complicação relacionada à obesidade. Para eles [os pais], explica o estudo, o excesso de peso não é um problema de saúde. “Quase todos os pais não percebem o excesso de peso ou a obesidade em seus filhos. Eles foram para o hospital por causa de problemas como acantose nigricans, hipertensão, asma ou outros problemas de saúde, mas não por causa do peso de seus filhos”, explicam os autores do estudo intitulado “Barriers to Lose Weight from the Perspective of Children with Overweight/Obesity and Their Parents: A Sociocultural Approach”. Outro problema revelado pela pesquisa é a falta de tempo que os pais relataram para supervisionar a dieta e o exercício de seus filhos. “Os pais referiram falta de tempo para supervisionar uma dieta saudável e exercício físico. Ao mesmo tempo, os mesmos pais, parentes, amigos e os meios de comunicação incentivam o consumo de comidas não saudáveis”, diz o artigo. Além da falta de tempo, outras barreiras para alcançar um estilo de vida saudável, segundo o estudo, incluem o custo de uma alimentação regulada, a praticidade, as preferências da família e dificuldades na mudança de hábitos. O estudo ainda destaca a falta de informação sobre alimentos mais saudáveis e sobre as consequências do excesso de peso e da obesidade. “Pais e filhos não têm uma compreensão do que é uma dieta saudável e as consequências do excesso de peso, porque eles não receberam uma explicação completa sobre isso no passado”, alerta o texto. Segundo os pesquisadores, os pais entrevistados sugeriram ajuda da escola para educar suas crianças sobre um estilo de vida saudável, pois é lá que elas ficam grande parte do seu tempo. Também recomendaram maior tempo de exercício dentro das escolas, além da proibição na venda de fast e junk food e instalação de refeitórios que ofereçam comida saudável. Ainda, de acordo com o estudo, as crianças também estariam interessadas em aprender, na escola, sobre alimentação saudável e as consequências do excesso de peso.

Fonte http://www.hindawi.com/journals/jobe/2014/575184/. Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico). Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2549

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Leite e derivados X Crescimento das crianças


Alimentação com pouco leite e derivados pode afetar crescimento das crianças:

Nunca se falou tanto em tirar certos alimentos da alimentação do dia a dia, como é o caso do leite e derivados para quem tem intolerância à lactose, doença caracterizada pela dificuldade em digerir a lactose, açúcar presente no leite e em seus derivados.
Entretanto, o problema é pouco frequente na população infantil. Já a Alergia ao Leite de Vaca (ALV) atinge 1 a cada 20 crianças com até 3 anos de idade e é a alergia alimentar mais comum em crianças pequenas. Naturalmente, quando a criança tem ALV é preciso tirar do cardápio o leite e os alimentos que contêm ou são feitos de leite, como queijos, iogurtes, bolos, etc.
Aproximadamente 70% do cálcio vêm do leite e derivados. O leite é rico em gorduras, proteínas, vitaminas (A, D, B1, B2) e minerais (cálcio, fósforo), contendo ainda substâncias que participam da defesa do organismo. Além de ser o alimento fonte de lactose, também é o alimento fonte de cálcio que melhor o organismo consegue absorver.  A recomendação do mineral varia conforme a idade, chegando a 1300 mg por dia na faixa etária de crianças.
O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano. Ele é fundamental para a construção e manutenção dos ossos, portanto essencial para as crianças. Mas, leite e derivados não são as únicas opções de fontes de cálcio. Para garantir o consumo recomendado, listamos alguns alimentos que fornecem cálcio e não contêm leite:
-Tofu: é derivado da soja, rico em proteínas, fósforo e magnésio. Para completar, contém poucas calorias. Uma porção de 100 g contém 165 mg de cálcio.
-Brócolis: também é uma importante alternativa para completar a necessidade de cálcio. Uma porção de 100 g de brócolis refogado contém 114 mg de cálcio.
-Sardinha: é conhecida como fonte de gordura boa para o coração e rica em cálcio. Pode ser consumida assada, grelhada ou frita. Uma porção de 100 g contém 402 mg de cálcio.
-Espinafre: alimento antioxidante e rico em fibras e cálcio. Uma porção de 100 g contém 160 mg de cálcio.
-Semente de gergelim: além de fornecer cálcio, é recomendado para regularizar o intestino e controlar o açúcar no sangue. Uma porção de 100 g contém 400 mg de cálcio.
-Linhaça: fornece cálcio e é fonte de gordura boa para o coração. Cuidado, 100g de linhaça contém 490 calorias. Uma porção de 100 g contém 200 mg de cálcio.
 Lembre-se: o cálcio dos alimentos de origem vegetal tem menor aproveitamento pelo organismo. A escolha alimentar deve ser variada e com alimentos ricos em cálcio. Além disso, é possível que o pediatra ou nutricionista recomende uma suplementação de cálcio para garantir a quantidade certa.