quinta-feira, 30 de outubro de 2014

5 Pontos-chaves para uma Alimentação Segura



PONTO 3: Cozinhe muito bem os alimentos

Segundo os dados do Ministério da Saúde, os ovos crus e mal cozidos e as carnes vermelhas são responsáveis por 34,5% dos surtos de DTA que ocorrem no Brasil.
Para minimizar os riscos associados ao consumo de ovos, a ANVISA obrigou a declaração na rotulagem de ovos das seguintes informações: 


I - O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde;
II - Manter os ovos preferencialmente refrigerados.



Semelhantemente, há ainda orientações obrigatórias a serem declaradas na rotulagem de Carne de aves e seus miúdos crus:


Este alimento se manuseado incorretamente e ou consumido cru pode causar danos à saúde.

Para sua segurança, siga as instruções abaixo: 


-Mantenha refrigerado ou congelado. Descongele somente no refrigerador ou no microondas.
-Mantenha o produto cru separado dos outros alimentos. Lave com água e sabão as superfícies de trabalho (incluindo as tábuas de corte), utensílios e mãos depois de manusear o produto cru.
-Consuma somente após cozido, frito ou assado completamente.


Quando os óleos e as gorduras são utilizados por um longo período, são formadas substâncias tóxicas que podem causar mal à saúde. Essas substâncias dão um sabor e cheiro ruins ao alimento e, geralmente, produzem muita fumaça e espuma.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

5 Ponto-chaves para uma Alimentação Segura



PONTO 2: Separe os alimentos crus dos cozidos

As carnes cruas, os frutos do mar crus e os vegetais não lavados apresentam naturalmente micróbios patogênicos, por isso eles necessitam de algum tratamento antes do consumo (cozimento ou lavagem).Todavia, esses alimentos podem ser uma importante fonte de contaminação de outros alimentos prontos para o consumo. Essa contaminação, conhecida como contaminação cruzada, pode ocorrer por meio das mãos dos manipuladores ou pelo uso de utensílios – como facas e tábuas de corte – sujos.
Um exemplo desse tipo de contaminação: é cortar frango cru e usar a mesma tábua, sem lavar, para cortar a alface.


Procedimentos para Seleção, Lavagem e Desinfecção de Frutas, Legumes e Verduras

Na hora da compra, observar as seguintes características para escolher as frutas, legumes e
verduras. Se apresentarem as condições indicadas abaixo, não são indicadas para consumo:
- partes ou casca ou polpa amolecidas, manchadas, mofadas ou de cor alterada;
- folhas, talos ou raízes murchas, mofadas ou deterioradas;
- qualquer alteração na cor, na consistência ou no cheiro característico;
- excesso ou falta de umidade característica.

Selecionar, retirando as folhas, partes e unidades deterioradas.

Lavar em água corrente os vegetais folhosos (alface, escarola, rúcula, agrião, etc.), folha a
folha, e as frutas e legumes, um a um.

Colocar de molho, por dez minutos, em água clorada, utilizando produto adequado para esse fim (água sanitária e outros produtos específicos). Para água sanitária a diluição indicada é de 200ppm (uma colher de sopa para um litro de água), para os produtos específicos utilizar as recomendações do fabricante constantes do rótulo. Depois enxaguar bem em água corrente .


Manter sob refrigeração até a hora de servir.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

5 Pontos-chaves para uma Alimentação Segura



PONTO 1 - Mantenha a Higiene

Os utensílios e as superfícies apresentam resíduos de alimentos e, portanto, são ambientes propícios à proliferação de micróbios. 
A desinfecção deve ser tão cuidadosa quanto à lavagem das mãos, tendo especial atenção com as condições de higiene e conservação da esponja, pano de pia e pano de prato. Os panos de prato, panos de pia e esponjas devem ser trocados freqüentemente e higienizados corretamente. 
Preferencialmente, deixe os utensílios lavados secarem naturalmente no escorredor.

As superfícies que entrem em contato com os alimentos, como bancadas de cozinhas e as tábuas de corte, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos que favoreçam o acúmulo de líquido e sujidades, onde proliferam os micróbios.
Sempre quando terminar a limpeza das bancadas com água e sabão, deve-se borrifar álcool 70% e deixar secar naturalmente.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

5 Pontos-chave para uma alimentação segura



Os registros do Ministério da Saúde indicam que a maior parte das doenças transmitidas por alimentos ocorre nas residências e está relacionada ao incorreto manuseio e conservação dos alimentos nesse ambiente. 

Segundo o conceito do Ministério da Saúde, as Doenças transmitidas por alimentos, mais comumente conhecidas como DTA, são causadas pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados. Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria são infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. Outras doenças são envenenamentos causados por toxinas naturais (ex. cogumelos venenosos, toxinas de algas e peixes) ou por produtos químicos prejudiciais que contaminaram o alimento (ex. chumbo, agrotóxicos).

Pontos-chaves para uma alimentação segura:

1- Mantenha a higiene

2- Separe os alimentos crus dos cozidos

3- Cozinhe muito bem os alimentos

4- Mantenha os alimentos em temperatura segura

5- Use água tratada e ingredientes seguros

No Brasil, o Ministério da Saúde faz a vigilância epidemiológica de surtos de DTA desde 1999 e há registro médio de 665 surtos por ano, com 13 mil doentes. Surto de DTA é o episódio em que duas ou mais pessoas apresentam doença semelhante após ingerirem mesmos alimentos. O Ministério da Saúde verificou a seguinte distribuição dos surtos de DTA por locais de ocorrência:

Local de ocorrência
Nº Surtos
%
Residências
2069
45,2
Restaurantes
903
19,7
Escolas
489
10,7
Refeitórios
338
7,4
Festas
263
5,8
Unidades de Saúde
75
1,6
Ambulantes
23
0,5
Outros
417
9,1


Os sintomas mais comuns para as doenças transmitidas por alimentos são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre (dependendo do agente etiológico). Podem ocorrer também afecções extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas como no fígado (Hepatite A), terminações nervosas periféricas (Botulismo), 


As doenças que causam diarréia e vômitos podem levar à desidratação, caso o paciente perca mais fluidos corporais e sais minerais (eletrólitos) do que a quantidade ingerida. A reposição destes fluidos e eletrólitos é extremamente importante para evitar a desidratação. Quando a diarréia é aguda, deve-se ingerir sal de reidratação oral, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral. Os repositores hidroeletrolíticos, indicados para praticantes de atividade física, não compensam corretamente as perdas de fluidos e eletrólitos e não devem ser utilizadas para tratamento de doença diarréica.
Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados simples em casa podem reverter esse quadro nacional.

Amanhã iremos continuar postando dicas dos 5 pontos-chaves!!! Aguarde...



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sal x Temperos Naturais



O sal em excesso faz mal principalmente para quem sofre de pressão alta, porque ele acaba aumentando o volume de sangue dentro das veias e artérias. O que acontece é que quando o organismo passa a ser atravessado por muito sangue, os vasos acabam se contraindo para tentar diminuir o fluxo e restabelecer o estado habitual. Essa constrição acarreta o aumento da pressão.
Baixar o consumo de sódio é uma das melhores medidas em termos de saúde pública, uma vez que repercute no combate a doenças crônicas.

Deixar a comida insossa, porém, dificulta muito a mudança de hábito. A solução, então, é trocar o sal por temperos naturais. O alecrim, hortelã, salsa e outros temperos ainda são fator de proteção contra algumas enfermidades.

Veja a lista de alimentos que podem substituir o sal:

Alecrim: Ideal para dar sabor a sopas, ovos, peixes, legumes e vegetais em geral, como berinjela, tomate, batata e couve-flor. Pode ser usado também em carne de porco e de ave. Estimula a circulação e a digestão.

Alho e cebola: podem ser usados no preparo de quase todos os pratos. O alho ajuda a controlar a pressão e os níveis de colesterol. A cebola diminui os riscos de trombose e aterosclerose. A dupla também pode prevenir contra alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

Hortelã: geralmente, é usada em pratos árabes, como quibe e tabule. Confere sabor também a sucos e chás gelados, vinagrete e saladas verdes. Combate dor de estômago e tem ação diurética e digestiva.

Cebolinha: Vai bem em molhos, patês, massas, omelete, gratinados, carnes e peixes. Contém vitaminas A e C, auxiliando no combate contra gripes e doenças respiratórias em geral. Também facilita a digestão.

 Salsa: Pode ser usada em qualquer tipo de prato, especialmente em carnes, legumes, saladas, sopas e molhos. É rica em vitaminas A e C e minerais. Protege o sistema urinário, combate o inchaço e a anemia, além de possuir ação diurética e digestiva.


Tomilho: Pode ser usado para aromatizar carnes, cozidos, molhos e pães. Também acentua o sabor de peixe e frango. Rico em magnésio, vitaminas C e do complexo B, é digestivo, reduz o colesterol e previne o envelhecimento precoce.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nutricionista! Participe da elaboração do novo código de ética

O Código de Ética do Nutricionista será modificado. As mudanças no conteúdo desse importante documento estão sendo construídas com a colaboração de todos os nutricionistas.

A primeira fase para a coleta de sugestões aconteceu em setembro último, durante o XXIII Congresso Brasileiro de Nutrição. Mais de 600 participantes preencheram um questionário com contribuições para a construção do novo código.

No próximo dia 8 de novembro, a Comissão Especial do Código de Ética (CECEt) estará reunida em Brasília com os coordenadores das 10 CECEt Regionais, para analisar as contribuições recebidas e detalhar as ações do Sistema CFN/CRN para 2015 sobre esse tema.

A coleta de contribuições continua. Já contabilizamos mais de 500 respostas a outro questionário que pode ser acessado no link https://pt.surveymonkey.com/s/HHTWWPD . Nele você responde a algumas perguntas que serão aproveitadas para orientar a escolha dos temas que serão tratados no novo código.

Sua contribuição é muito importante para que o Código de Ética do Nutricionista possa abordar os dilemas éticos da realidade da prática profissional. Participe!

 
 
Autor/Fonte: CFN




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Dieta do Cérebro



1) Cuidados na hora de escolher um produto e uma atividade de lazer fazem a diferença para o cérebro?
O cérebro é um órgão poderoso, que possui uma capacidade de armazenamento e aprendizado incríveis. Mas para que ele funcione no máximo de sua potencialidade, é preciso receber alguns cuidados.

Com os avanços da ciência, hoje sabemos que existem inúmeros recursos para isso: de receitas para as refeições diárias a jogos que estimulam a produção de neurônios. O cérebro precisa de energia para funcionar e consome 20% da energia de todo nosso corpo. Podemos, inclusive, gastar 30 calorias por hora somente pensando. Mas com as prateleiras lotadas de industrializados, isso acaba sendo muito pouco: está difícil seguir uma dieta que contribui tanto para a forma física quanto para a saúde do cérebro. O corpo e o cérebro estão cada vez mais preguiçosos.

2) Quais são os desafios para o bom funcionamento do cérebro?
A alimentação, a atividade física e os desafios são três fatores importantes para o bom funcionamento do cérebro.
“Alguns alimentos fazem bem para a saúde do cérebro, principalmente os ricos em ômega 3. Troque massas e pães por frutas, que são excelentes fontes de energia e fibras. Evite excesso de gordura e invista em fartas porções de legumes e verduras, porque eles suprem sua necessidade de vitaminas.

Para que os neurônios e os músculos funcionem bem, inclua em sua dieta algumas vitaminas hidrossolúveis, que estão presentes nas frutas, como a vitamina C, as vitaminas do complexo B, vitaminas A e E.

O ovo, que por muito tempo foi visto como um vilão da dieta, é essencial para manter o funcionamento da memória, por meio da colina, nutriente presente na gema. Adotar uma dieta saudável ajuda a prevenir desde pequenos lapsos de memória até graves doenças neurológicas degenerativas. Somado à isso, praticar exercícios físicos e cerebrais também devem estar incluídos no dia a dia.

3) Como funciona a ginástica cerebral?
A ginástica cerebral é uma forma saudável e já comprovada pela ciência de manter a saúde do cérebro, pois preserva a memória e melhora a capacidade de atenção, concentração e raciocínio lógico. As atividades desenvolvidas no SUPERA, rede de escolas de ginástica para o cérebro, estimulam o aumento das conexões entre os neurônios por meio de jogos que impõem desafios ao cérebro. Os jogos aumentam a sociabilização, trabalham a estratégia, melhorando a agilidade, aliviam estresse e ansiedade, gastam energia, ativam o cérebro através de sinaptogênese e neuroênese, a produção e novas conexões neuronais e de novos neurônios no cérebro. Quanto mais conexões entre os neurônios, melhor será seu funcionamento.


Autor
 
Dra. Carla Tieppo
 
Neurocientista e consultora do SUPERA.   

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bailarinos Apresentam Comportamento de Risco para Anorexia e Bulimia


Estudo mostra que, mesmo estando com o peso adequado, dançarinos estão insatisfeitos com o corpo. Estudo da Universidade Federal do Maranhão e da Universidade Estadual do Ceará revela que é grande a insatisfação com a imagem corporal e a prevalência de comportamentos de risco de transtornos alimentares entre bailarinos adolescentes. O estudo foi realizado em São Luís (MA) e está publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte. O estudo foi conduzido com 30 bailarinos clássicos. A maioria dos participantes se encontrava eutrófica (estado nutricional adequado), porém estava insatisfeita com seu corpo. Indicando, segundo o grupo, "o quanto é comum em virtude do atual culto à magreza, que os indivíduos mesmo eutróficos, se sintam insatisfeitos com seus corpos". A prevalência de comportamento de risco para transtornos alimentares foi de 30% para anorexia nervosa e 40% para bulimia nervosa. A insatisfação da imagem corporal foi igual entre os sexos, apontando, de acordo com o estudo, que tanto meninos quanto meninas possuem uma preocupação excessiva com o corpo, em decorrência do padrão de magreza exigido no balé. "A alta incidência de insatisfação com a imagem corporal associada à grande prevalência de comportamentos de risco de transtornos alimentares encontrada neste estudo ratifica que a prática do balé parece ser um fator primordial para o aumento da suscetibilidade desses bailarinos desenvolverem transtornos alimentares", resume a equipe no estudo intitulado "Transtornos alimentares e insatisfação com a imagem corporal em bailarinos".

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922014000400267&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Manifesto pelas frutas brasileiras


Embora existam centenas de árvores frutíferas que são nativas do Brasil - mais de 300 espécies já foram catalogadas - vale a pena lembrar que as frutas que lideram o ranking de consumo no país foram aclimatadas pelos colonizadores e imigrantes europeus. Laranja (a mais consumida no território nacional), maçã, melão, pêra, limão, uva, manga são exemplos de frutas trazidas da África, Ásia, Europa que ganharam a preferência dos brasileiros.

Mas não somos o país da diversidade?! Ocorre que, ao longo dos séculos, as espécies nativas foram pouco exploradas comercialmente e o potencial de consumo de tantas frutas acabou ficando em segundo plano e, muitas vezes, restrito aos biomas onde predominam. Entre as nativas, existem algumas exceções como o abacaxi, goiaba, maracujá e caju que são amplamente cultivadas e sempre estiveram presentes na alimentação dos brasileiros.

Mas com certeza isso é muito pouco diante da diversidade da nossa flora. Ao sairmos dos grandes centros urbanos em direção ao interior podemos identificar que o repertório de frutas das comunidades é rico e diversificado. Espécies como araticum, bacuri, buriti, cagaita, cambuci, ingá, jatobá, mangaba, murici, pupunha fazem parte do dia a dia e dos cardápios locais, seja no consumo in natura ou processado em polpas, doces, geleias, sorvetes e compotas.

Em escala comercial, plantamos e colhemos as mesmas frutas que os outros países. Vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e Índia. Nesse universo, apenas cinco frutas (banana, melancia, maçã, laranja e uva) respondem por 60% da produção mundial. Por aqui, laranja, banana e abacaxi totalizam 67% da produção nacional. Melancia, coco, mamão, uva, maçã, manga e limão completam a lista das dez frutas mais produzidas no país e representam cerca de 92% do volume nacional.

De modo geral, faltam incentivos e pesquisas que promovam a diversidade e valorizem as características culturais e alimentares das diversas regiões do país. Ao analisarmos a cadeia produtiva das frutíferas nativas podemos identificar uma série de limitações que vão do manejo à distribuição. Nos supermercados, é mais fácil (e barato) encontrar pitaya e physalis - frutas que nunca fizeram parte dos hábitos alimentares dos brasileiros - que graviola, cacau, umbu. Na capital federal, o pequi (ouro do Cerrado) só é comercializado nas feiras populares ou empórios gourmets. Nas gôndolas das grandes redes de varejo, sobram blueberries, blackberries e raspberries importadas do Chile, Colômbia, México mas faltam pitangas, jabuticabas e amoras pretas do Brasil.

Muitos podem não lembrar mas o kiwi, originário da China, conquistou consumidores brasileiros anunciando uma concentração de vitamina C bem maior que a da laranja. Segundo a TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp), o teor de vitamina C dessas frutas é de 70,8 mg por 100 gramas de polpa de kiwi e de 50,3 miligramas por polpa de laranja pêra. No entanto, logo ali - na Amazônia - temos o camu-camu, fruta nativa recordista em vitamina C em todo o mundo (a concentração média é de 2.880mg para 100g de polpa de camu-camu), que hoje tem destino certo em diversos países da Europa e Ásia.

Por sorte, o cenário começou a mudar e nossas frutas ganharam o olhar atento dos chefs de cozinha, pesquisadores e consumidores conscientes. O caminho ainda é longo e as cadeias produtivas precisam ser fortalecidas e incentivadas. Quem sabe um dia possamos comprar jatobá, abiú, murici sem pagar preço de produtos importados. Por enquanto, podemos ficar felizes só de encontrá-las nos mercados.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Falta crônica de vitamina e mineral leva à fome oculta !

Quando uma pessoa não ingere a quantidade de nutrientes que precisa para manter o bom funcionamento do organismo, ela pode desenvolver o que os nutricionistas chamam de fome oculta, problema caracterizado pela falta crônica de vitaminas e minerais. Em estágio inicial, essa carência pode até passar despercebida ou se manifestar com sintomas leves, como o enfraquecimento das unhas. Sem tratamento, porém, os danos à saúde podem se tornar graves e levar a doenças como a anemia.
Uma maneira de evitar o distúrbio é ingerir alimentos com alta densidade nutricional. O termo, pouco conhecido pelos não especialistas, se refere a alimentos que oferecem quantidades relevantes de proteínas, vitaminas, minerais e fibras e, ao mesmo tempo, baixo teor de gorduras saturadas, açúcares adicionados e sódio.
Vegetais, frutas, grãos integrais, leite e derivados, carnes magras, leguminosas, castanhas e sementes são exemplos de alimentos que se enquadram nessa categoria.
Em geral, eles também são de baixa caloria, mas há exceções, como o abacate, que apresenta elevado teor calórico em função da presença abundante de gorduras insaturadas, considerada de boa qualidade.
Caloria vazia x zero caloria - Inversamente, quando um produto tem muitas calorias, mas poucos nutrientes, sua densidade nutricional é baixa. Nessa classificação, entram quitutes e guloseimas, como pizzas, salgadinhos fritos, alimentos processados e os doces em geral.
A ingestão excessiva de itens desse grupo é prejudicial por uma série de aspectos. Eles não suprem as necessidades do organismo e, em determinados casos, ainda podem prejudicar a absorção de nutrientes importantes. Os produtos industrializados, por exemplo, por serem ricos em sódio atrapalham a assimilação de cálcio pelo organismo, afirma Brito. Se essa carência for prolongada, há riscos de desenvolvimento de osteoporose.
O consumo exagerado de alimentos contendo as chamadas "calorias vazias", com pouca ou nenhuma oferta de nutrientes, também tem como consequência negativa o aumento de peso. "O fato de fornecerem poucos nutrientes essenciais ao organismo faz com que, por mecanismos biológicos de defesa, a pessoa consuma mais alimentos tentando compensar essa carência", diz a nutricionista Márcia Regina Vitolo, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Pessoas magras que vivem de dieta e só se preocupam com a quantidade de calorias contida no alimento também podem ser vítimas da fome oculta. Por isso, dietas de até 1.200 calorias por dia precisam ser cuidadosamente planejadas para não limitar a ingestão de proteínas, vitaminas e minerais, acrescenta a docente.
Uma orientação simples para suprir as necessidades do organismo é incluir em todas as refeições um ingrediente rico em proteína, como ovo, carnes magras, frango, peixe, leite, queijo ou iogurte, e outro rico em fibras, vitaminas e mineiras, como as verduras, os legumes e as frutas. "Se em todas as refeições as pessoas comerem dois alimentos, um de cada grupo, com certeza elas estarão ingerindo alimentos de alta densidade nutricional com maior frequência", completa Vitolo.
Como os carboidratos também devem ser incluídos na dieta para fornecer energia ao corpo, os especialistas recomendam a substituição das versões simples pelas integrais sempre que possível. Também vale se atentar para a forma de preparo dos alimentos. O ovo, por exemplo, é considerado um alimento de alta densidade nutricional. Mas quando é preparado frito, ele incorpora gordura e, consequentemente, passa a fornecer muitas calorias – apesar de continuar sendo uma fonte importante de proteínas e vitaminas.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014


Azia ou simples dor de barriga são sintomas comuns depois dos exageros gastronômicos usuais de fim de ano. É preciso ficar atento caso o desconforto progrida para dor abdominal intensa, às vezes acompanhada de indisposição, vômito e, com frequência, de diarreia volumosa. Tais sintomas revelam uma instabilidade gastrintestinal que pode ser indício de intoxicação alimentar. A ingestão de comida mal cozida e o manuseio e conservação impróprios dos alimentos provocam cerca de 670 surtos no País, totalizando 13 mil doentes todos os anos.

A intoxicação alimentar ocorre quando há ingestão de água e/ou alimentos contaminados por bactérias, vírus e microrganismos capazes de viver e  multiplicar-se no interior do intestino. Independentemente do microrganismo determinante, os efeitos da intoxicação alimentar são todos  parecidos.

Muitas pessoas tentam descobrir o que as fez passar mal revendo o que ingeriram  naquele dia ou no dia anterior. No entanto, ao consultar um médico por suspeita de intoxicação alimentar, é importante lembrar mais do que o cardápio de apenas um dia antes: os primeiros sintomas provocados por algumas bactérias podem aparecer só três dias depois da ingestão do alimento contaminado.
Os exames mais comuns para confirmar a suspeita de intoxicação alimentar são o hemograma e os exames microscópicos de fezes, que permitem visualizar anormalidades. Há também o exame de cultura de fezes, realizado para verificar se existem bactérias enteropatogênicas nos resíduos fecais, e o exame protoparasitológico de fezes, que visa identificar a presença de protozoários.

BACTÉRIAS MAIS COMUNS

Salmonella: este tipo de microrganismo é encontrado principalmente em alimentos de origem animal, como ovos, leite e carnes.
Entretanto, alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e verduras, podem carregar a Salmonella após uma contaminação cruzada, que ocorre quando as bactérias são transferidas de um alimento para outro por meio de utensílios ou da própria pessoa que os está manuseando.
As reações podem aparecer em um intervalo de seis a 72 horas após o consumo do alimento contaminado.

Escherichia Coli:  assim como a Salmonella, a Escherichia coli, ou apenas E-Coli, integra a lista das principais espécies bacterianas responsáveis por contaminar seres humanos. Presente no intestino de alguns animais, a infecção por E-Coli se dá pela ingestão de alimentos contaminados com resíduos fecais que contêm a bactéria.
As principais fontes de transmissão são as carnes de boi e de porco, água não filtrada, contato com fezes contaminadas, leite não pasteurizado ou por contaminação cruzada (geralmente por moscas que levam as bactérias de um alimento para outro). Os sintomas aparecem entre seis e 36 horas após a ingestão do alimento contaminado.

Clostridium botulinum: esta bactéria é responsável pelo botulismo, um tipo grave de intoxicação alimentar que pode causar perturbações neuroparalíticas e até levar à morte. Os alimentos mais sujeitos à contaminação são os que sofrem tratamentos térmicos para conservação, como os enlatados, defumados e em conserva. Geralmente, os sintomas iniciam-se entre oito a 20 horas após a ingestão do alimento contaminado.

Tratamento
O maior risco para o paciente com intoxicação alimentar é a desidratação decorrente de forte diarreia. Por isso, é importante ingerir líquidos, especialmente água e sucos. Em algumas situações, faz-se necessária a reposição hídrica por meio de soro. No caso de diarreia inflamatória, com presença de febre ou sangue nas fezes, recorre-se ao uso de antibióticos por três a cinco dias.

Dicas
– Mesmo que estejam dentro do prazo de validade, não consuma alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados;
– Não consuma carne crua, leite que não sofreu algum tipo de tratamento térmico (pasteurização ou esterilização) e alimentos que foram fritos em óleo usado durante muito tempo;
– Não consuma alimentos que estejam com a embalagem violada;
– Não consuma alimentos que estejam fora do prazo de validade estabelecido pelo fabricante, mesmo que sua aparência seja normal;
– Não  misture alimentos de origens diferentes, como carnes e verduras, em cima da pia;
– Tome todos os cuidados de higiene ao manusear alimentos. Use roupas limpas, cabelo preso e lave bem as mãos com água e sabão;
– Lave bem frutas, verduras e legumes com água potável . Enxágue e depois faça higienização com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água utilizada. Enxágue e deixe secar;
– Guarde os alimentos já preparados dentro da geladeira;
– Não consuma alimentos de procedência desconhecida;

– Lave latinhas de refrigerantes e outras bebidas com água e sabão antes de guardá-las na geladeira

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Introdução dos Alimentos x Amamentação


1- Como sei que esta na hora de desmamar meu filho?

A recomendação do Ministério da Saúde, assim como da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, é de que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida e que se estenda até aos 2 anos de idade. Na realidade, o desmame vai depender do filho, da mãe e de seu estilo de vida.
Percebe-se claramente que a criança já não necessita mais mamar no seio, quando ao invés de sugar o leite, comporta-se como se estivesse com a chupeta na boca. Outro comportamento típico é solicitar o peito materno a cada momento em que se depara com a imagem da mãe, mas, assim que oferecido, mama por poucos minutos, se tanto, e logo se envolve em outra atividade.

             2-  Quero parar de amamentar. Como faço isso sem meu filho sofrer?

O segredo é fazer tudo de maneira gradativa e a mãe se sentir bem e segura com a decisão. O desmame vai ocorrer substituindo uma mamada por algum alimento, ou mamadeira, ou copo, dependendo da idade do bebê. Escolha uma mamada para oferecer mamadeira ou copinho em vez do peito e veja qual a reação. Quando ele se habituar, vá trocando outros horários também.

3- O primeiro passo para o desmame: tente o método “não ofereça”
Isso funciona como um “teste” de quão fácil pode ser o desmame . Continue amamentando quando seu bebê pedir, mas não ofereça o peito o  tempo todo, como algumas mães acostumam fazer. Comece aos poucos a oferecer no horário das mamadas outros alimentos de acordo com a idade da criança.

4- Posso passar substâncias de gosto ruim no peito?
Não, espalhar alimentos amargos ou azedos no peito para o seu filho rejeitar a mamada é um péssimo hábito. Pode virar um trauma para bebê, que está acostumado ao momento prazeroso que é a amamentação. Isto poderá trazer problemas na introdução da alimentação.

                5- Evite seus “cantinhos de mamar”
A maioria das mães tem um ou dois lugares favoritos para mamar, uma poltrona por exemplo. Se você quiser encorajar o desmame, evite esses lugares que podem despertar no seu bebê o desejo de mamar.

6- E se os seios continuarem cheios de leite e doloridos, o que devo fazer?
Se os seios ainda estão cheios, pode ser que o desmame tenha ocorrido de maneira muito rápida. Com o bebê diminuindo as mamadas, o organismo entende que não precisa produzir tanto e reduz a quantidade de leite. Se o desmame é abrupto, não dá tempo de esse entendimento ocorrer e a produção continua igual, mesmo sem a demanda. Ordenhe suas mamas até se sentir mais confortável, mas lembre-se de não retirar todo o leite, pois o objetivo não é estimular a produção. Depois faça compressas frias nas mamas por dez minutos. Após alguns dias, se o problema não estiver resolvido, peça ajuda para um especialista.

7-   Tenho medo de não ter mais uma ligação especial com meu bebê!
Enquanto algumas mulheres têm uma incrível sensação de liberdade quando acontece o desmame, outras sentem muita falta desse ato tão prazeroso para mãe e filho. O desmame do bebê é algo natural e o amor entre ambos não vai acabar, apenas ocorrer de maneiras diferentes. É hora de valorizar outros jeitos de ligação com o filho, até para não interferir em seu desenvolvimento. O vínculo pode ser fortalecido com os cuidados diários, em um banho gostoso antes de ele adormecer, na cantiga que a mãe canta, em um colo aconchegante.

8- Será que meu filho vai ficar desnutrido?
Se a criança é saudável, forte, tem uma alimentação rica e variada, com todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento pleno, ela está pronta para ser desmamada. O leite poderá ser ingerido de outras formas, introduzindo o uso do copinho.

9- Mamadeira ou copinho?
A mamadeira já foi a preferida, mas o ideal é usar um copinho ou uma colher (cuidar para não engasgar, o bebe deve ficar sempre sentado). Pode parecer estranho, mas dá certo. Até mesmo bebês prematuros são alimentados dessa forma. Se o seu filho não se adaptar logo de início, você pode usar um canudo. A mamadeira tem várias desvantagens: a criança se acostuma demais com ela e irá sofrer para desapegar. O bico pode se tornar  anti-higiênico por ser difícil de limpar. Sem contar que a mamadeira pode prejudicar a formação de toda a estrutura da boca.
Dependendo da idade o leite pode ser oferecido em copos com alças.

10- Como saber qual é o  melhor tipo de leite para meu filho?
Quando a criança deixa de vez o leite materno, o leite que precisa ser introduzido é sempre o de fórmulas infantis, nunca o leite de vaca. As fórmulas lácteas são enriquecidas com nutrientes importantes para o bebê e que costumam ser escassos no leite de vaca, como é o caso do ferro. O pediatra poderá indicar qual fórmula é melhor de acordo com a idade do seu filho.

11- Caso a criança não se adapte com outro tipo de leite (sem ser o materno):
O leite é fundamental para a formação de ossos e dentes, o cálcio, muito presente no leite e seus derivados, também é importante para a saúde dos músculos, pois age nas fibras. Esse nutriente é um dos poucos em que a quantidade diária a ser ingerida varia bastante na infância. Cada faixa etária é uma recomendação.

Receita infalível: (para crianças maiores de 2 anos)
Leite integral gelado batido no liquidificador é uma opção deliciosa e que tem cara de milk shake! Para cada copo de leite, junte uma colher de sopa rasa de cacau em pó e outra de mel (mas só a partir de 1 ano de idade), ou pode ser uma fruta.

Se o seu filho não gostar de leite: ( a partir de 1 ano)
Prepare sanduíches com pão integral e queijo, misturar iogurte natural com frutas batida, ofereça torradinhas com requeijão, brócolis, espinafre, sardinha, atum, aveia.