quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Obesidade mórbida: município oferece tratamento gratuito


Fatores genéticos e psicológicos, sedentarismo e péssimos hábitos alimentares são causas da obesidade mórbida. Devido ao tratamento complexo, muitos pacientes desistem. Para tentar melhorar os resultados na cidade, foi criado tratamento diferente — e gratuito — nos Centros Municipais de Referência em Obesidade do Rio (CROs). Um dos segredos destas unidades, que pertencem à rede municipal de Saúde, é tratar as causas da doença, e não apenas as consequências.

Segundo a coordenadora das ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica, Suzete Marcolan, em vários consultórios ainda há preconceito, e o foco do tratamento são as complicações da obesidade, como diabetes e hipertensão. Nos CROs, há nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e educadores físicos. Além das consultas em cada especialidade, a cada 15 dias todos trocam experiências em grupos interdisciplinares, o que os incentiva ainda mais.

Outro segredo é o ‘carinho’ com os pacientes. “Procuramos criar vínculos com eles, o que os motiva”,esclarece Suzete. O primeiro CRO, na Clínica da Família Marcos Valadão, em Acari, completou três anos este mês. Há, ainda, as clínicas Fellipe Cardoso, na Penha, e Souza Marques, em Madureira. No total, 866 pessoas jáforam atendidas. MarcoAntônio Ferreira, 43 anos, despachante de ônibus, chegou à unidade da Penha com 166 kg e agora pesa 110 kg. O sono e a locomoção melhoraram muito. “Aprendi como se faz dieta. Antes eu ficava horas sem comer achando que ia emagrecer. Hoje como de três em três horas”, conta. Rosângela Souto, 47, também é só elogios ao CRO da Penha. Ela perdeu mais de 40 kg. “Eles nos tratam com carinho. Não passo mais fome e vou começar a fazer dança. Quero chegar aos 70 kg”, diz a educadora.

Quem pode ir às unidades - Os Centros de Referência em Obesidade atendem a obesos ‘grau 3’— característica atingida quando o Índice de Massa Corpórea (IMC) é igual ou maior que 50, ou então igual ou maior que 40 com diagnóstico de diabetes. O IMC é calculado com a equação: peso (em kg) dividido pela altura (em metros) ao quadrado. Para se tratar nos CROs, o paciente precisa ser indicado por uma unidade onde costuma se consultar. Entre os doentes já atendidos nos centros, 63% dos homens e 75% das mulheres perderam peso.

Fonte: CFN

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