terça-feira, 30 de setembro de 2014

Mamães: preocupação com o ganho de peso dos bebês!!!



Existem duas fases muito diferentes na avaliação do desenvolvimento dos bebês: antes do início do desmame e depois dele (com a introdução de papas e sucos).
Na primeira, quando o bebê só mama no peito, o leite materno é o único responsável pelo crescimento e ganho de peso. Nessa etapa, se algo não vai bem, e o bebê não está se desenvolvendo dentro dos padrões de sua idade, é preciso avaliar como anda esse aleitamento, no sentido de se corrigir a pega, e também ver se a mãe não estaria se guiando por regras e valores antiquados como: mamadas com horários fixos e tempo de duração limitado pelo relógio. Hoje sabemos que o bebê, principalmente o recém nascido, deve mamar em livre demanda, isto é, na hora que ele quiser e a mamada só termina quando ele estiver com expressão de saciado, ou seja, molinho, relaxado e até mesmo sonolento (senão dormindo!).
Na segunda etapa, com a introdução dos alimentos e sucos, não faz mais sentido achar que o que faz o bebê ganhar peso é o leite materno. O papel  do aleitamento aí passa a ser o de continuar a imunização, para que ele não pegue doenças. E claro todos os outros benefícios que ele traz à nível emocional e estrutural para a criança. Investir numa alimentação saudável, rica em nutrientes e variada é muito importante! Investigar o motivo de uma dificuldade no ganho de peso é função do pediatra inclusive através de exames clínicos, quando necessário. A avaliação é feita pelas curvas de crescimento da criança, que podemos acompanhar na caderneta de vacinação. Prescrever o leite em pó num quadro como este, com o intuito de engordar o bebê,  é um equívoco. Aliás o leite de vaca e todos os seus derivados (iogurtes, queijos, laticínios em geral) não devem fazer parte da dieta do bebê até que ele complete um ano. Seu aparelho digestivo não está pronto para receber e digerir este tipo de proteína.
Entenda que a vontade de ver o bebê gordinho é imensa, mas não adianta ganhar peso se a saúde não vai bem!
O que mais ouvimos é que o complemento, ou seja, o leite em pó será a solução, quando na verdade isso pode causar outros problemas de saúde, principalmente quando o bebê não completou ainda um ano.
Por tudo isso aconselho a todas que na fase de introdução de alimentos não saiam dando de tudo para seus filhos! A dieta de um bebê não pode ser igual a de adultos! Procurem por orientação de qualidade. 
Todo cuidado é pouco, principalmente para as crianças, que por variados motivos, são desmamadas precocemente.


Patricia Streb da Silva Nutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infanti
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os 10 passos para alimentação saudável

Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes 2014/2016

A Nutricionista Patrícia Jaime, coordenadora da CGAN do Ministério da Saúde, divulgou durante o COMBRAN – CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO, realizado de 17 à 22/09/14, em Vitória – ES, os “10 passos para alimentação saudável”, segundo o novo olhar do guia alimentar para população Brasileira. Nos 10 passos destacam-se a importância da refeição feita em casa (habilidades culinárias), o alerta para o uso abusivo do açúcar, sal, gorduras e principalmente do uso dos produtos processados e ultra processados.

                    

Os “novos” 10 passos introduzem a proposta da alimentação saudável numa visão social mais crítica e reflexiva, permitindo assim maior difusão do seu conceito na promoção da saúde e prevenção das doenças crônicas, tal como diabetes.

MAS AFINAL, O QUE SÃO ALIMENTOS PROCESSADOS E ULTRA PROCESSADOS?

Produtos processados são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes.

Produtos ultra processados são formulações industriais de várias substâncias derivadas de alimentos, em geral com pouco ou nenhum alimento inteiro. A maioria dos ingredientes dos produtos ultra processados corresponde a aditivos que têm como função estender a duração dos produtos e dotá-los de propriedades sensoriais (cor, aroma, sabor, textura) extremamente atraente.

Conforme mostra o quadro a seguir, na dependência dos ingredientes e das técnicas de processamento, produtos prontos para consumo são classificados como produtos processados ou ultra processados.

Embora convenientes e de sabor pronunciado, produtos prontos para consumo tendem a ser nutricionalmente desequilibrados. Muitos favorecem o consumo excessivo de calorias, além de afetarem negativamente a vida social, a cultura e o ambiente.


                                

Fonte: 1. GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA. Ministério da Saúde.Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição. 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Frequentadores de academia consomem mais álcool do que o esperado

 

Pesquisa feita em Minas Gerais mostra comportamento controverso entre desportistas, uma vez que o alto consumo de álcool não condiz com um estilo de vida saudável. Aproximadamente dois bilhões de pessoas no mundo consomem bebidas alcoólicas. Entre elas, destacam-se os desportistas, que, apesar de manterem um estilo de vida relativamente saudável na alimentação e frequência de exercícios físicos, ainda deixam a desejar na avaliação do perfil alcoólico. Isso é o que mostra uma pesquisa brasileira feita com indivíduos praticantes de musculação de quatro academias de ginástica de Juiz de Fora, Minas Gerais. Realizado por Daiane Gonçalves de Oliveira e colegas, todos do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora, o estudo associou a ingestão de bebidas com álcool à antropometria e intensidade do treino de cada um dos voluntários analisados. Entre convidados e voluntários, 68 indivíduos com idade entre 20 e 40 anos participaram do estudo, intitulado “Consumo de álcool por frequentadores de academia de ginástica” e publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria. Praticar musculação por no mínimo seis meses era uma das condições para integrar a pesquisa. Para avaliar o estado nutricional, foram aferidas medidas antropométricas e de composição corporal. A equipe observou que os frequentadores das academias praticantes de musculação apresentaram um perfil considerado inadequado com relação ao uso de bebidas alcoólicas: 71,4% disseram ter feito uso de álcool nos 12 meses anteriores à aplicação do questionário e 19 voluntários (38,8%) apresentaram comportamento de risco para o consumo de álcool.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852014000200127&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000601943&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000601943&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico) Nutrição Esportiva - 25/set/2014
 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Número de desnutridos no Brasil caiu pela metade, diz FAO


O Brasil é um dos 25 países que conseguiram reduzir pela metade ou até mais o número de pessoas desnutridas nas últimas duas décadas, segundo o relatório global sobre insegurança alimentar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta terça-feira (16/09).



O documento, intitulado O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2014, destaca o programa Fome Zero, criado em 2003 pelo Governo Federal, que "colocou a erradicação da fome no centro da agenda política do Brasil e implementou uma abordagem compreensiva para promover a segurança alimentar".

Entre os períodos de 2000-2002 e de 2004-2006, a redução percentual no número de pessoas que passam fome foi pela metade, de 10,7% para menos de 5%. Segundo o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, o Fome Zero inspirou a criação de iniciativas de combate à fome na América Latina e no Caribe, a partir da constatação de que apenas o aumento da produção de alimentos não é suficiente para acabar com a fome.

O Brasil tem hoje 3,4 milhões de pessoas que não comem o suficiente diariamente, o que corresponde a 1,7% da população no período de 2012-2014, afirma a FAO. Segundo a organização, no período 1990-1992, 14,8% dos brasileiros passavam fome, o equivalente a 22,5 milhões de pessoas na época.

O Brasil está ainda entre os dez países que tiveram o melhor desempenho quando se trata da redução da proporção entre o número de famintos e a população total. Na lista também estão Cuba, Venezuela e Tailândia. "Sair do Mapa da Fome é um fato histórico para o Brasil. [...] O número de brasileiros subalimentados caiu mais de 80% em dez anos", disse a ministra brasileira de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, após a divulgação do relatório.

A ministra destacou o sucesso de políticas públicas, como investimentos na agricultura familiar e transferências de renda do Bolsa Família, que "fizeram o Brasil superar a extrema pobreza". "Só com o programa de merenda escolar, o país oferece hoje refeições a 43 milhões de alunos da rede pública. Isso significa alimentar mais do que toda a população da Argentina diariamente nas escolas e creches. Temos muito a comemorar, mas também muito ainda por fazer", afirmou Campello.

Ao reduzir pela metade o número de pessoas que sofre de fome, o Brasil conseguiu, portanto, alcançar a primeira meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela ONU para o ano de 2015. De acordo com a FAO, a meta de reduzir pela metade o número de pessoas desnutridas em todos os países em desenvolvimento pode ser alcançada até o ano que vem.

Sucesso parcial

A agência das Nações Unidas pondera, no entanto, que apesar de ter sido registrada uma queda mundial de 100 milhões no número de famintos nos últimos dez anos, uma em cada nove pessoas – 800 milhões – ainda sofre de desnutrição crônica.
Segundo o relatório, o continente asiático concentra dois terços da população faminta em todo o mundo: 526 milhões de pessoas. Na África subsaariana, uma em cada quatro sofre de desnutrição – a pior prevalência entre todas as regiões avaliadas. O motivo, diz a FAO, são conflitos e desastres naturais.

O documento, que é publicado anualmente pela FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), levou em conta os dados sobre a fome em 136 países e territórios monitorados pelas organizações. A agência das Nações Unidas pontua que a redução da desnutrição no mundo depende de comprometimento político, expressado através de programas e políticas públicas adequados.


Autor/Fonte: DW Brasil

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Anvisa interdita extrato de tomate com pelo de rato e vidros

Foto: Reprodução site.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mandou interditar lotes de extrato de tomate da marca Knorr Elefante. Laudo apontou fragmentos de vidro e de pelo de roedor “acima do limite de tolerância”, além de problemas no rótulo.
Lote: L6 com validade de 21 de maio de 2015.
É fabricado pela Cargill, na unidade de Goiânia, em Goiás. A medida já entra em vigor hoje, com a publicação feita no Diário Oficial da União. É cautelar e, portanto, vale por 90 dias.
Quando autoridades de saúde determinam a interdição, a fabricante tem a obrigação de recolher o que já foi enviado para o mercado.
Tolerância
Resolução da Anvisa define limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. Para fragmentos de pelos de roedores em derivados de tomate, é tolerado 1g em 100g.
Fonte: Disponível em: http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2014/09/19/anvisa-interdita-extrato-de-tomate-com-pelo-de-rato-e-vidro/?topo=52,1,1,,171,e171

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Decisão do Congresso sobre anorexígenos será tema de reunião da Dicol


As consequências da edição do Decreto Legislativo 273/2014 são temas que serão debatidos na próxima reunião interna da Diretoria Colegiada da Anvisa, prevista para o dia 23 deste mês.

O Decreto, aprovado pelo Congresso Nacional em setembro, invalida a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 52/2011, publicada pela Agência em outubro de 2011. A norma da Agência proibia o uso dos anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol e estabelecia regras rígidas de controle sobre a sibutramina.

Na reunião, os diretores avaliarão diversos impactos do Decreto, como os efeitos da norma sobre os anorexígenos que tiveram os registros cancelados, a possibilidade ou não de manipulação de medicamentos à base de anfepramona, femproporex e mazindol por farmácias de manipulação e a necessidade de regulamento específico para restabelecer o controle sobre a sibutramina.

Diante disso, a Anvisa recomenda que as vigilâncias sanitárias dos Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como os demais interessados no tema aguardem as deliberações da reunião antes de qualquer decisão envolvendo esses produtos.


Fonte: Imprensa Anvisa

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Obesidade pode Aumentar Risco de 10 Tipos de Câncer


1) A obesidade pode aumentar o risco de câncer?
De acordo com recente estudo publicado pela Revista médica Lancet, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolvimento de 10 tipos de câncer. A pesquisa reuniu uma base de dados inédita, com mais de cinco milhões de indivíduos ao longo de um período de sete anos. Com os números, a publicação mostrou que pessoas em sobrepeso respondem por mais 12 mil casos de câncer por ano no Reino Unido. Além disso, a obesidade também seria a responsável por aumentar em 3,7 mil o número de pacientes que sofrem com a doença por ano.

O estudo, conduzido por cientistas da London School of Hygiene destacou que 13 a 16 quilos extras adquiridos por um adulto médio, aumentam o risco de seis tipos da doença: câncer de útero, vesícula biliar, rim, colo do útero, tireóide e leucemia (menor aumento no risco). Pessoas que tiveram um alto índice de massa corporal (IMC) também foram mais propensos a desenvolver câncer do fígado, cólon, ovários e câncer de mama pós-menopausa. O estudo também mostrou que um maior IMC está associado a uma menor chance de desenvolver câncer de próstata. 

2) Como a obesidade está relacionada ao câncer? 
O mecanismo biológico que explica como a obesidade aumenta o risco de desenvolver um câncer pode ser diferente para os variados tipos da doença. Embora o mecanismo exato ainda não esteja bem esclarecido, acredita-se que o aumento do risco de alguns tumores como o de mama, o de endométrio e o de intestino grosso nas pessoas obesas inclui as alterações dos hormônios sexuais (estrógeno, progesterona e androgênios), além de alterações nos níveis de insulina e fatores de crescimento ligados à insulina. 

3) A obesidade está ligada a tipos determinados de cânceres ou pode ser um fator comum de desencadeamento?
Os estudos apontam que a obesidade está relacionada a vários tipos de cânceres, como o câncer de intestino grosso, câncer de mama, câncer de endométrio (camada interna útero - responsável pela menstruação), câncer de rim e câncer de esôfago. Alguns estudos têm registrado, ainda, a associação entre obesidade e câncer de vesícula biliar, câncer de ovário e câncer de pâncreas. Entretanto, maiores evidências serão ainda necessárias para uma conclusão definitiva.

Em relação ao câncer de mama, o aumento do risco devido à obesidade, depende do status menopausa. Após a menopausa, as mulheres obesas têm um risco 1,5 vezes maior de desenvolver câncer de mama, quando comparadas às mulheres com peso adequado, além de um risco maior de morrer em consequência desse câncer. O aumento do risco de câncer de intestino grosso em pessoas obesas tem sido verificado com dados consistentes em homens. Essa mesma relação não foi identificada nas mulheres. A obesidade tem relação com um subtipo específico de câncer de esôfago, que é o adenocarcinoma. Essa relação causal não existe com outro subtipo desta doença, denominado carcinoma de células escamosas.

4) Em se tratando da relação entre alimentação e câncer, que cuidados se deve ter?
Apesar de estudos epidemiológicos observacionais sugerirem associação entre o tipo de dieta e o desenvolvimento do câncer, ainda não temos estudos randomizados que estabelecem claramente que a redução da incidência do câncer possa ser alcançada com a adoção de uma dieta específica. Baseado nos estudos epidemiológicos observacionais, alguns alimentos devem ser evitados ou usados com moderação. Neste grupo de alimentos, estão incluídos os alimentos ricos em gordura, tais como carnes vermelhas, frituras, bacon, etc.

Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos, como por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos (picles, salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados). No estômago, esses componentes se transformam em nitrosaminas que têm ação carcinogênica potente. Em populações que consomem, de forma abundante e frequente, alimentos contendo esses compostos, a incidência de câncer de estômago é maior. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida. 

Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. 
As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a parede do intestino grosso.

5) Além do câncer, quais outras doenças a obesidade pode desencadear?
Quando comparamos as pessoas obesas com as pessoas de peso adequado, além do risco aumentado para câncer, elas têm também um risco maior para outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial, acidente vascular cerebral, dentre outras. É importante lembrar que a obesidade é acompanhada por redução na expectativa de vida, o que significa que geralmente as pessoas obesas vivem menos tempo quando comparadas às pessoas de peso adequado.


Fonte/Autor: Dr. Amândio Soares - Médico oncologista da Oncomed BH - Clínica Especializada na Prevenção e no Tratamento das Doenças Neoplásicas. Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2512

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Conbran 2014: biofortificação, ética e conflito de interesses


O Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran 2014) começa nesta quarta-feira (17) e, no evento, realizado em Vitória/ES, a programação do CFN traz uma série de atividades direcionadas a estudantes e docentes dos cursos de Nutrição, profissionais e representantes do Sistema CFN/CRN. 


A primeira delas é o Encontro Nacional das Entidades de Nutricionistas (Enaen), marcado para esta quarta-feira (17), das 8 às 18 horas, na sala Paneleiras/Navegantes do Centro de Convenções da capital. Às 18h30, o presidente do CFN, Élido Bonomo, participa da sessão solene de abertura desta edição do Conbran como conferencista-magno da palestra Alimentação e Nutrição nos Excessos e na Fome Oculta: Onde Estamos e para Onde Vamos?

Na quinta-feira (18), é dia de Oficina da Formação Profissional, onde representantes do sistema, alunos e professores de graduação em Nutrição discutem questões de interesse acadêmico e dos conselhos federal e regionais. A oficina ocorre pela manhã, das 8 ao meio-dia, na Sala Mãe d’Água, e dá sequência aos trabalhos do CFN sobre o tema. 

Palestras - Ainda na quinta-feira (18), duas mesas-redondas movimentam discussões institucionais e de relevância para a categoria. Uma delas é sobre Biofortificação de Alimentos, com os palestrantes Leonardo Melgarejo e Hérica Stampine Duarte Martino. A moderação é de Sônia Lucena e o início está previsto para as 14 horas, na sala Mãe d’Água. A outra mesa-redonda aborda o Conflito de Interesses na Relação Público-Privado em Alimentação e Nutrição, com Inês Rugani Ribeiro de Castro e Fábio da Silva Gomes. A moderadora é Luciene Burlandy e o horário é das 16h30 às 18h30, também na sala Mãe d’Água. Ambas estão abertas aos participantes do Conbran. 

Na sexta-feira (19), das 11 às 13 horas, na sala Beija-Flor, o CFN coordena o Fórum sobre o Código de Ética, em que todos podem discutir as diretrizes para a elaboração de um novo documento. Além disso, as sugestões dos congressistas podem ser encaminhadas por meio de uma cédula com perguntas referentes às premissas e ao conteúdo do código. Uma ação interativa, realizada no estande do Sistema CFN/CRN no Conbran, que incentiva a colaboração da categoria ao depositar a sua opinião em urna instalada no local. 

Estande – Outras atividades ocorrem nesse espaço, entre elas a apresentação dos trabalhos premiados no Concurso Nacional de Experiências Exitosas em Lanchonetes e Restaurantes Comerciais, promovido pelo CFN, no ano passado, como uma das ações da campanha Alimentação Fora do Lar. As vencedoras mostram a metodologia e os resultados dos projetos desenvolvidos nas categorias Boas Práticas na Produção de Refeições e Educação Alimentar e Nutricional. A apresentação está marcada para sexta-feira (19), a partir das 14 horas. O espaço recebe ainda ações específicas propostas pelos CRNs e dispõe material informativo para conhecimento dos visitantes. 

Autor/Fonte: CFN

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Diretora da OPAS defende a regulação da indústria de alimentos para reduzir a obesidade


Mais uma vez o Equador é referência na rotulagem de alimentos. No final de agosto, o país recebeu a Conferência Internacional sobre Rotulagem de Alimentos e Política Fiscal sobre Alimentação Saudável e Prevenção da Obesidade. O evento contou com a participação de Carissa F. Etienne, diretora da OPAS, que defendeu as regulações que visam informar e proteger os consumidores ao criar incentivos para uma alimentação mais saudável. Para Carissa Etienne, elas são avanços importantes e devem ser estimulados em toda a região. 

A regulação da rotulagem e publicidade de alimentos processados é necessária para reverter aumento exponencial de padrões de consumo não saudável. Países das Américas que têm os mais altos índices de obesidade no mundo estão lutando contra a epidemia de obesidade com novas regras, mais rigorosas para rotulagem e publicidade dos alimentos.

As causas da epidemia da obesidade incluem "mudanças profundas nos padrões alimentares nas últimas décadas, com um aumento sem precedentes no consumo de alimentos processados e uma diminuição paralela no consumo de produtos naturais", disse Etienne. 

A diretora se refere à nova Lei do Equador sobre Segurança e Soberania Alimentar, que foi atualizada em 2012, como um exemplo do tipo de esforço necessário para inverter esta tendência. As disposições da lei para proteger os direitos dos pequenos agricultores na produção de alimentos saudáveis, garantindo aos consumidores direitos de decidir o que querem consumir, o que estimula o desenvolvimento do comércio internacional justo. Segundo Etienne, esforços como esses, que visam aumentar o acesso a alimentos saudáveis a preços acessíveis, estão inseridos no quadro de estratégias que tanto a OPAS e a OMS (Organização Mundial da Saúde) promovem para combater esta pandemia. 

Também durante a Conferência, a ministra da Saúde do Equador, Carina Vance, disse que a resposta do Equador ao sobrepeso e à obesidade inclui um novo sistema de rotulagem de alimentos com base em recomendações da OMS, que conta aos consumidores a quantidade de açúcar, sal e gordura presentes em alimentos processados. 

Outras medidas tomadas pelo Equador incluem regulamentação sobre a merenda escolar, uma hora obrigatória de atividade física durante o dia na escola, promoção do aleitamento materno, promoção de espaços saudáveis para a atividade física nas cidades e regulamentação mais estrita sobre o tabaco e o álcool. 

"As medidas dirigidas para a educação e ação que visam apenas promover comportamentos individuais saudáveis são necessárias, mas não são suficientes. O grande desafio é promover políticas públicas para transformar o ambiente, incentivar comportamentos saudáveis e inibir os não saudáveis, que crescem exponencialmente e promovem padrões nocivos e insalubres de consumo", disse Etienne. 

Confira aqui os vídeos e as apresentações dessa conferência (em espanhol).
Tradução e adaptação: Idec Disponível em: http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/diretora-da-opas-defende-a-regulaco-da-industria-de-alimentos-para-reduzir-a-obesidade

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Arroz integral com qualidade e sabor

                                     
Diversos estudos têm demonstrado que a ingestão de grãos integrais está associada à redução de riscos de doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade. Por isso, decidimos testar diversas marcas de arroz integral tipo 1 para verificar sua qualidade e a boa notícia é que o resultado foi bastante positivo.

Antes de saber tudo sobre o teste com arroz integral confira quais os tipos de arroz disponíveis no mercado:              





Em nosso teste atual, verificamos que os rótulos do arroz integral são bem completos. A maioria informa até a data de empacotamento, o que não é obrigatório por lei, mas pode ser uma informação relevante para quem queira escolher um produto mais fresco. Os únicos que não têm essa informação são Ráris, Taeq e Uncle Ben´s.

E não foi verificado qualquer problema de peso diferente do que o informado na embalagem. Mesmo assim, alguns produtos podem render bem mais do que outros, por conta da sua capacidade de expansão.

Também verificamos se havia a presença de toxinas produzidas por fungos (aflatoxinas), que podem causar danos à saúde. E nenhuma das marcas apresentou esse tipo de problema. Além disso, todos os produtos estavam dentro do padrão ideal de umidade e sem nenhuma mistura de safras.

Verificamos também que todos os grãos cozinham de maneira uniforme em até 32 minutos. E apesar de muita gente achá-lo menos saboroso, a análise sensorial mostrou que o arroz integral pode ser muito bem apreciado. 


Todos têm ótima capacidade de expansão

Confira no gráfico o rendimento medido pela capacidade de expansão do grão de arroz integral depois do cozimento. As marcas Uncle Ben´s e Emoções chegam a render três vezes mais depois de cozidos. Veja os percentuais de expansão:


                
O rendimento foi medido pela capacidade de expansão depois do cozimento. Confira acima os percentuais de expansão:

As marcas Emoções, Prato Fino, Meu Biju e Namorado foram os mais bem avaliados na análise sensorial. 

Apesar de terem se saído bem neste quesito, Tio João e Uncle Ben's foram as marcas que menos agradaram ao paladar dos consumidores que participaram do painel. E o Uncle Ben's é o mais caro entre todos os produtos testados.

Os preços, aliás, podem variar muito, tanto conforme a marca quanto ao local de compra. Com relação aos canais de vendas, os menores preços encontrados foram nos hipermercados.

Fonte: Proteste. Disponível em: http://www.proteste.org.br/alimentacao/nc/noticia/arroz-integral-com-qualidade-e-sabor

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Você Precisa Mesmo Tomar Um Suplemento de Vitamina D?



Um novo estudo publicado no The Lancet tem causado muita polêmica em torno da vitamina D. Metade de todos os adultos americanos tomam suplementos de vitamina D. No Brasil, essa prática também é cada vez mais comum... Mas será que essas pílulas de vitamina D realmente ajudam? Em um novo estudo, pesquisadores europeus realizaram uma revisão sistemática de mais de 450 relatórios científicos voltados para os efeitos de suplementos de vitamina D. A pergunta que foi feita pelos pesquisadores: Será que tomar um suplemento de vitamina D pode promover a saúde e reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas como o câncer e doenças cardíacas? A resposta do estudo: Não. Em pessoas saudáveis, com níveis normais de vitamina D no sangue, tomar suplementos de vitamina D não fornece benefícios de qualquer natureza para a saúde. Estudo contradiz estudos anteriores. Um grande corpo de evidências científicas relaciona a deficiência de vitamina D a uma série de doenças. Quando medimos os níveis de vitamina D em pessoas doentes, sempre encontramos níveis reduzidos. Se a pessoa tem câncer, doença cardíaca, diabetes, demência, depressão, doença autoimune ou praticamente qualquer outra doença, o nível de vitamina D é geralmente baixo. Daí, o conceito de que a deficiência de vitamina D torna as pessoas doentes. E a crença de que prescrevendo a vitamina D, a pessoa ficará bem. Causa e efeito Os autores do novo estudo concluem que níveis baixos de vitamina D são um efeito da doença, e não uma causa. Os pesquisadores chegaram a esta afirmação através da análise de estudos em que as pessoas foram tratadas com vitamina D e, em seguida, examinadas, em intervalos regulares, para determinar se a vitamina D tinha afetado seu estado de saúde. Os resultados foram consistentes em praticamente todos os estudos. Suplementos de vitamina D não reduziram o risco de desenvolver estes problemas de saúde”, explica o médico. Por que doentes têm baixos níveis de vitamina D? As doenças crônicas levam as pessoas a ter níveis baixos de vitamina D por uma variedade de mecanismos. Muitas doenças estão associadas com inflamações, e inflamações podem diminuir os níveis de vitamina D. Além disso, pessoas doentes, muitas vezes, têm uma exposição limitada ao sol (a principal fonte de vitamina D) e uma baixa ingestão de vitamina D. Assim, os níveis baixos de vitamina D são um efeito (ou consequência) da doença e não uma causa dela em si. A vitamina D e a saúde óssea Até agora, temos abordado a relação entre a vitamina D e a saúde em geral. Agora, vamos nos voltar para a relação da vitamina D e a saúde óssea. Não há dúvida de que a vitamina D é essencial para a saúde óssea. A vitamina D ajuda a absorver o cálcio e o cálcio é essencial para a resistência e a densidade óssea. Portanto, a ingestão adequada de cálcio e vitamina D é importante. Assim, a pergunta essencial é como obter vitamina D suficiente para manter os ossos saudáveis. Grande parte da vitamina D do nosso organismo é proveniente da exposição ao sol. Apesar de existir alguma variação de acordo com a cor da pele, normalmente bastam quinze minutos de exposição ao sol, sem protetor solar, em seu antebraço ou perna, duas ou três vezes por semana, e uma dieta saudável para atingir seu objetivo de vitamina D. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a maior parte dos adultos deve ingerir 800 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia. Algumas sociedades médicas recomendam até 1.000 UI. Com uma exposição adequada à luz solar e com a ingestão de alguns alimentos ricos ou enriquecidos com vitamina D, esse processo torna-se mais fácil. Poucas pessoas precisam realmente de um suplemento para atingir estes níveis recomendados. Suplemento de vitamina D para prevenir a osteoporose Muitos indivíduos jovens e saudáveis tomam suplementos de vitamina D com a esperança de prevenir a osteoporose. Não há necessidade de se fazer isso. Suplementos de vitamina D não previnem a osteoporose. Por outro lado, se a pessoa tem um baixo nível de vitamina D no sangue, osteopenia ou osteoporose, ela precisa de vitamina D, juntamente com uma maior ingestão de cálcio e medicamentos para prevenir a perda óssea. Em casos de dúvida, procure sempre um médico de sua confiança. Conclusão atual sobre o tema 1. A maioria dos adultos saudáveis não precisa tomar suplementos de vitamina D; 2. O suplemento de vitamina D não melhora a saúde óssea de pessoas sem alterações no metabolismo ósseo; 3. Obtenha sua vitamina D à moda antiga: • Por meio da exposição ao sol (em quantidades limitadas); • Por meio de uma dieta saudável, incluindo alimentos fortificados com vitamina D. 

Fonte: Prof. Dr. Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo, professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove Nutrição Clínica - 11/set/2014. Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2511

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Agora é lei: ‘Teste da Linguinha’ é publicado no Diário Oficial da União


Foi sancionado pela presidência da república e publicado no Diário Oficial da União, em edição especial de 23 de junho/2014 a lei que torna obrigatório a realização do Teste da Linguinha em recém-nascidos – Lei nº13.002/14. O teste consiste na avaliação do frênulo da língua em bebês recém-nascidos para verificar futuros problemas na amamentação, dentição e língua presa. Maternidades e hospitais têm seis meses para se adequar à nova legislação que conta à partir data de publicação no DOU.
A fonoaudióloga Roberta Martinelli, criadora do teste da linguinha, afirma que a técnica não causa dor alguma ao bebê. Primeiro, a profissional examina com os dedos o movimento da língua e a posição do frênulo, pele que fica sob o órgão. Em seguida, observa e grava a amamentação da criança, para depois analisar os detalhes.
“Bebês com alteração no frênulo têm um número menor de sucção e um tempo maior de amamentação, algo em torno de oito a dez segundos. O normal é que essa pausa seja de quatro segundos e que a criança tenha uma quantidade maior de sucção”, explica a fonoaudióloga Roberta Martinelli.
O autor do projeto que deu origem à lei (PLC 113/2013), deputado Onofre Agostini (PSD-SC), esclareceu que o diagnóstico precoce possibilita o tratamento imediato e a prevenção dos problemas decorrentes da anquiloglossia, termo científico que designa a anomalia. Os problemas de sucção, por exemplo, podem levar o bebê a ser desmamado antes do tempo certo
O projeto foi aprovado pelo Plenário do Senado no fim de maio.
Fonte: Ascom CFFa com informações da Agência Senado

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Anvisa suspende todos os lotes de três marcas de alimento infantil






A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (08/09), a proibição da fabricação, da distribuição e comercialização de todos os lotes das marcas Profenil 1, Profenil 2 e Profenil 3, fabricado pela empresa Dynamic Lab Indústria Farmacêutica Ltda. A marca Profenil 1 é indicado para crianças de 0 a 1 ano; a marca Profenil 2 é indicada para crianças de 1 a 8 anos e a marca Profenil 3 é indicada para crianças acima de 8 anos, adolescentes, adultos e gestantes. O produto é um alimento em pó para dietas com restrição de Fenilalanina. 

A medida foi adotada após o recebimento de queixas técnicas e relatos de reações adversas no estado do Paraná, Salvador e Santa Catarina relacionados ao consumo dos produtos. A Anvisa e os órgãos de Vigilância Sanitária desses estados iniciou a investigação, que incluiu análise laboratorial dos produtos; reunião presencial e notificação da empresa detentora da marca. 

No período de 26 a 29 de agosto de 2014, uma inspeção investigativa na Dynamic Lab Indústria Farmacêutica Ltda, empresa fabricante dos produtos, que verificou irregularidades no cumprimento das Boas Práticas Fabricação, implicando em risco à saúde dos consumidores dos produtos fabricados nessa unidade. 

Além disso a Agência também suspendeu dois lotes do Profenil por problemas específicos identificados em laboratório, mas na prática todos os produtos estão com sua fabricação proibida. 

Um dos lotes suspensos foi o lote 02P082 da marca Profenil 2, que não apresentou o aminoácido Valina em sua composição, apesar de constar na lista de ingredientes. Também foi constatado a presença de 9,79g de aminoácido Isoleucina, isto é, 117% acima do valor declaro no rótulo. Já o lote 07N042 22 do Profenil 2 foi suspenso por não conterIsoleucina em sua composição, apesar de constar na lista de ingredientes. A Vigilância Sanitária do Paraná informou a Anvisa sobre casos de reações adversas em crianças portadoras de fenilcetonúria, possivelmente associada ao consumo desse mesmo lote. 

Confira as resoluções no Diário Oficial da União clicando aqui.

Fonte: Anvisa

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Segurança alimentar é tema do Prêmio Jovem Cientista 2014

Estão abertas até dezembro as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista, que este ano terá como tema a segurança alimentar e nutricional. Podem participar mestres, doutores e estudantes dos ensinos médio e superior.
A edição de 2013 recebeu 3.226 inscrições com o tema  Água: desafios da sociedade , estimulando pesquisadores a propor soluções para a gestão de recursos nessa área, alinhada com a Política Nacional de Recursos Hídricos do governo federal e com o Ano Internacional de Cooperação pela Água, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 
A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer outras necessidades essenciais, tendo por base as práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. 
O regulamento, os valores dos prêmios e demais informações sobre o prêmio poderão ser obtidos no site http://www.jovemcientista.cnpq.br

Autor/Fonte: CNPQ

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Nota sobre a aprovação do Decreto Legislativo 52/2014: Liberação de substâncias proibidas pela Anvisa/MS para perda de peso


Na última terça feira (2), o Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (SF),
n° 52/2014, que susta a Resolução RDC n° 52, de 6 de outubro de 2011, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), sobre a proibição do uso das substâncias anfepromona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como de intermediários e adota medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina, seus sais, isômeros e intermediários.

A posição da Anvisa levou em conta estudos que demonstram que o uso de medicamentos anorexígenos no tratamento da obesidade tem resultados modestos e de difícil manutenção, ocorrendo com frequência a recuperação do peso perdido, de um a três anos após cessado o uso dos medicamentos.

O relatório divulgado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), aponta um aumento de 500% no consumo de anorexígenos no Brasil desde 1998. Consumo considerado abusivo, o que parece indicar o uso indiscriminado até por pacientes que não teriam indicação terapêutica.

Sabe-se que a obesidade é um fator de risco para a saúde humana. A tendência de pesquisas nacionais ao longo dos anos, demonstra uma diminuição nos casos de desnutrição e acelerado aumento nos casos de obesidade, classificada como um problema de saúde pública no Brasil.

O excesso de tecido adiposo contribui para um estado pró-inflamatório que está associado ao aparecimento de doenças como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias, aterosclerose, síndrome metabólica e câncer.

Considerando os efeitos colaterais graves que o uso indiscriminado dos anorexígenos podem causar na busca pela saúde e qualidade de vida de indivíduos obesos:

- o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) afirma que para o tratamento da obesidade devem ser adotados o acompanhamento nutricional, psicológico, médico e de atividades físicas, que resultam em hábitos alimentares saudáveis e mudanças no estilo de vida, o que proporciona perda de peso de forma saudável e progressiva. O uso de medicamentos que coloquem em risco a saúde do paciente não deve ser utilizado, principalmente quando sua segurança e eficácia não estão devidamente comprovados.

- O CFN apoia a ANVISA/MS na proposição em que o retorno desses produtos para o mercado esteja condicionado à apresentação de dados, pelas empresas, que comprovem segurança e eficácia.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS

Autor/Fonte: CFN

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Obesidade mórbida: município oferece tratamento gratuito


Fatores genéticos e psicológicos, sedentarismo e péssimos hábitos alimentares são causas da obesidade mórbida. Devido ao tratamento complexo, muitos pacientes desistem. Para tentar melhorar os resultados na cidade, foi criado tratamento diferente — e gratuito — nos Centros Municipais de Referência em Obesidade do Rio (CROs). Um dos segredos destas unidades, que pertencem à rede municipal de Saúde, é tratar as causas da doença, e não apenas as consequências.

Segundo a coordenadora das ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica, Suzete Marcolan, em vários consultórios ainda há preconceito, e o foco do tratamento são as complicações da obesidade, como diabetes e hipertensão. Nos CROs, há nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e educadores físicos. Além das consultas em cada especialidade, a cada 15 dias todos trocam experiências em grupos interdisciplinares, o que os incentiva ainda mais.

Outro segredo é o ‘carinho’ com os pacientes. “Procuramos criar vínculos com eles, o que os motiva”,esclarece Suzete. O primeiro CRO, na Clínica da Família Marcos Valadão, em Acari, completou três anos este mês. Há, ainda, as clínicas Fellipe Cardoso, na Penha, e Souza Marques, em Madureira. No total, 866 pessoas jáforam atendidas. MarcoAntônio Ferreira, 43 anos, despachante de ônibus, chegou à unidade da Penha com 166 kg e agora pesa 110 kg. O sono e a locomoção melhoraram muito. “Aprendi como se faz dieta. Antes eu ficava horas sem comer achando que ia emagrecer. Hoje como de três em três horas”, conta. Rosângela Souto, 47, também é só elogios ao CRO da Penha. Ela perdeu mais de 40 kg. “Eles nos tratam com carinho. Não passo mais fome e vou começar a fazer dança. Quero chegar aos 70 kg”, diz a educadora.

Quem pode ir às unidades - Os Centros de Referência em Obesidade atendem a obesos ‘grau 3’— característica atingida quando o Índice de Massa Corpórea (IMC) é igual ou maior que 50, ou então igual ou maior que 40 com diagnóstico de diabetes. O IMC é calculado com a equação: peso (em kg) dividido pela altura (em metros) ao quadrado. Para se tratar nos CROs, o paciente precisa ser indicado por uma unidade onde costuma se consultar. Entre os doentes já atendidos nos centros, 63% dos homens e 75% das mulheres perderam peso.

Fonte: CFN

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O que um nutricionista faz na área de produção de refeições?

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O Nutricionista da área de produção é aquele que atua em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), as quais podem ser definidas como: empresas fornecedoras de serviços de alimentação coletiva, serviços de alimentação auto-gestão, restaurantes, lanchonetes, padarias, serviços de buffet e de alimentos congelados, hotelaria, cozinhas dos estabelecimentos assistenciais de saúde, além da Alimentação Escolar e da Alimentação do Trabalhador.


Nesses locais, o nutricionista é responsável por: elaborar lista de compras; planejar o cardápio; supervisionar a produção de refeições, bem como a adequação das instalações físicas; realizar treinamentos com os funcionários; implantar Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs), Manual de Boas Práticas e métodos de controle de qualidade de alimentos; implantar, coordenar e supervisionar as atividades de higienização da UAN; promover programas de educação alimentar e nutricional para clientes; entre diversas outras atividades (na Resolução CFN n° 380/2005 você pode encontrar mais detalhes).

Alguns “instrumentos” importantes para todo estabelecimento que produz refeições são os POPs e o Manual de Boas Práticas de Fabricação. Esses documentos são específicos para cada local, já que cada um tem as suas características e particularidades, de forma que o nutricionista é quem realiza o “diagnóstico” e a implantação desses instrumentos para que sejam seguidos na Unidade e garantam uma produção adequada.


O Manual de Boas Práticas de Fabricação descreve quais atividades a pessoa física ou jurídica, responsável por um estabelecimento deve realizar. A abrangência dos assuntos tratados no Manual é grande e incluiu por exemplo, a higienização (e manutenção) das instalações, dos equipamentos e dos utensílios; o controle de qualidade da água; o controle integrado de pragas urbanas; o controle da higiene e saúde dos manipuladores; além do controle e garantia de um produto final de qualidade.

Exemplo de um POP para lavagem das mãos dos manipuladores.

Já os POPs consistem na descrição detalhada de atividades rotineiras. Esse instrumento (assim como o próprio nome diz) visa padronizar essas atividades, facilitando o controle de qualidade dos produtos. O POPs em uma UAN são utilizados desde o armazenamento, produção até o transporte dos alimentos. É importante que as informações sejam bem detalhadas, por exemplo, no caso da higienização de um utensílio, discriminando qual o produto que deve ser aplicado, se ele precisa ser ou não diluído e como essa diluição deve ser feita, o tempo que ele deve ficar em contato com o utensílio, etc. Vale ressaltar também que os POPs devem ficar afixados em locais visíveis e de preferência próximos ou no próprio local onde a atividade será realizada, garantindo um fácil acesso para os funcionários.


A Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação, lançada pela ANVISA em 2004, auxilia o trabalho do nutricionista, já que contribui para a conscientização e a educação do comerciante e do manipulador de alimentos (por apresentar uma linguagem simples). É fundamental que todos os envolvidos da produção de refeições entendam a importância de cada etapa e sigam corretamente as especificações do nutricionista, para garantir a produção de alimentos seguros e saudáveis.


Desta forma, é importante que toda UAN conte com um nutricionista, para garantir uma produção adequada – tanto no sentido higiênico-sanitário, quanto na qualidade nutricional e na redução de desperdícios.

Além disso, a credibilidade de um bom restaurante (ou qualquer outra UAN) está agregada a uma série de fatores, mas o principal deles passa pela qualidade dos produtos oferecidos e, consequentemente, o trato que os funcionários têm com os alimentos. A chamada boa prática de fabricação de alimentos é exigência da vigilância sanitária e, claro, dos clientes.
Fonte: Propaganut. Disponível em: http://propaganut.wordpress.com/2013/08/21/o-que-um-nutricionista-faz-na-area-de-producao-de-refeicoes-mesdonutricionista/

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Britânica cria rótulo que 'avisa' quando alimento estraga



Etiquetas são feitas com substância bio-reativas e se degradam na mesma velocidade que o produto. 

RIO - A estudante de design britânica Solveiga Pakstaite desenvolveu uma etiqueta para embalagens de alimentos que ‘avisa’ quando o produto está estragado ou passou da validade. As etiquetas são feitas com substância bio-reativa e desaparecem com o passar do tempo. O rótulo copia o processo pelo qual o alimento está passando e, por isso, seria muito mais preciso do que a data de validade impressa. Chamadas de “Bump Marks”, são feitas de gelatina, que se degradam na mesma velocidade que a carne ou outro alimentos.

“A gelatina é uma proteína, de modo que se deteriora igualmente a alimentos à base de proteínas. A etiqueta simplesmente copia o que a comida no pacote fará, e as informações de validade serão muito mais precisas do que a data impressa”, contou a estudante na página na internet criada para divulgar a invenção.

O principal objetivo de Solveiga é criar uma solução que ajude deficientes visuais a perceber quando o alimento deve ser descartado, sem que corram o risco de ter de prová-lo para isso.

“Eu queria criar um rótulo que mudaria a textura ao longo do tempo, e a maneira mais lógica que eu poderia pensar em fazer isso era usando uma substância biológica para modelar o processo de decomposição dos alimentos. O projeto da etiqueta passou por mais de 20 mudanças. Em cada uma delas foram testadas a percepção do usuário e o desempenho técnico, que são igualmente importantes”, explicou.

Apesar da relevância de sua criação, as etiquetas ainda não são usadas no mercado. Por enquanto, Solveiga ainda está procurando parceiros para levar seu conceito de design adiante.

“Atualmente, estou buscando vender esse produto e já começaram as conversas com os varejistas e empresas de desenvolvimento de tecnologia, bem como para ter uma patente para o design”, contou a estudante.

Fonte: IDEC