domingo, 3 de agosto de 2014

Mitos referentes a amamentação


Durante a amamentação a mãe poderá passar por situações em que as pessoas emitem as suas opiniões, baseadas em mitos e crenças populares, levando muitas vezes as mães a desistirem de amamentar seus filhos.
Por isto é importante que nós, profissionais da área da saúde possamos desmistificar estes mitos.


Dar de mamar faz os seios caírem: a gravidez traz mudanças no tamanho e forma dos seios. O uso permanente de sutiãs adequados (tecidos resistentes, laterais largas e que garanta a sustentação de todo o seio), durante a gestação e lactação, previne este problema. Ganho de peso adequado e técnicas corretas de amamentação são coadjuvantes nesta prevenção.


Leite fraco: não existe leite fraco. Todas as mulheres, desnutridas leves ou moderadas, produzem leite com a mesma composição nutricional, capaz de satisfazer as necessidades do recém-nascido nos primeiros 4 a 6 meses.

Meu leite não sacia meu filho, ele chora de fome: nem sempre o bebê chora de fome. O choro do bebê é a única forma de comunicação. Tem que avaliar se o choro não é de frio, ou calor, sono, cólica, falta de carinho ou se precisa trocar as fraldas ou não.


Criança prematura ou com baixo peso não deve ser amamentada: bebês prematuros com menos de 1800g não conseguem sugar, mas podem ser alimentados com leite da ordenha da própria mãe ou de um banco de leite e oferecido usando uma colher, copinho ou sonda orogástrica. Mesmo assim, deve-se colocar o bebê no seio para que haja a estimulação da sucção.


Mães que trabalham fora não podem amamentar: a mãe pode amamentar quando estiver em casa e ordenhar o leite para ser oferecido quando estiver ausente. Fazer o procedimento de ordenha conforme orientações que foram passadas no blog no dia anterior.


Patricia Streb da Silva Nutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infantil


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