sexta-feira, 29 de agosto de 2014

29 de Agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo




Fonte: Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=dia+nacional+de+combate+ao+fumo&espv=2&tbm=isch&imgil=CQ-XJlZeXQGUdM%253A%253BxzDdoGYiMBVNpM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Fwww.diarioaltovale.com.br%25252Fportal%25252Fmodules%25252Fnews%25252Findex.php%25253Fstorytopic%2525253D0%25252526storynum%2525253D20&source=iu&fir=CQ-XJlZeXQGUdM%253A%252CxzDdoGYiMBVNpM%252C_&usg=__8dCekx4T-frKfki14AXs6kiZnns%3D&sa=X&ei=3WwAVPKKF867ggT524DgBw&ved=0CB8Q9QEwAA&biw=1366&bih=643#facrc=_&imgdii=_&imgrc=CQ-XJlZeXQGUdM%253A%3BxzDdoGYiMBVNpM%3Bhttp%253A%252F%252Fimg1.recadosonline.com%252F272%252F036.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.diarioaltovale.com.br%252Fportal%252Fmodules%252Fnews%252Findex.php%253Fstorytopic%253D0%2526storynum%253D20%3B400%3B508

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo



O excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas por ano em todo o mundo, mostra trabalho do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade Tufts, alertando que, em média, é consumido quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
O excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas por ano em todo o mundo, mostra trabalho do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade Tufts, alertando que, em média, é consumido quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
"Há evidências de que o consumo de altos níveis de cloreto de sódio aumentou a pressão arterial, o que é um grande risco para as doenças cardiovasculares e um acidente vascular cerebral, disse Darius Mozaffarian, presidente do departamento e principal autor do estudo, publicado no New England Journal of Medicine. De acordo com o trabalho, "os efeitos do excesso de sal sobre as doenças cardiovasculares em todo o mundo, por idade, sexo e país, não tinham sido estabelecidos até agora".
 
O consumo diário de sal no mundo foi, em média, 3,95 gramas por pessoa, quase o dobro dos 2 gramas recomendados pela OMS.


Fonte: Agência Brasil 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Inverno pode Modificar Nossos Hábitos Alimentares


1) Os dias frios podem aumentar o apetite?

É comum ouvir que no inverno acabamos engordando. Ocorre que nos dias mais frios o organismo gasta mais calorias para manter a temperatura do corpo e, portanto, deveríamos emagrecer. Mas o que acontece é que esse gasto calórico faz a fome aumentar e, na intenção de ‘aquecer’ o organismo, as pessoas tendem a procurar por alimentos mais calóricos e a comer mais. Para que isso não ocorra é importante não descuidar da alimentação e das atividades físicas, que também acabam sendo deixadas de lado, principalmente as feitas ao ar livre. Ter bom senso e moderação na seleção dos ingredientes é o primeiro passo para uma alimentação saudável no inverno. Mesmo com os deliciosos pratos disponíveis no inverno, como fondue, vinhos e queijos diversos, é importante manter sempre uma dieta equilibrada com os nutrientes essenciais à saúde. As sopas são boas opções para espantar as baixas temperaturas e saciar a fome, desde que não contenham ingredientes calóricos, como por exemplo, creme de leite, bacon, entre outros. 

2) Quais são as suas dicas para a alimentação no inverno? 

- Para fortalecer o sistema imunológico, protegendo o corpo de gripes e resfriados, aumente o consumo de alimentos fonte de vitamina C (acerola, goiaba, laranja, tangerina, manga e morango); 

- Apesar de não se observar a perda de líquidos pelo suor, a quantidade e volume de urina aumentam nessa época do ano, pois é a maneira do corpo eliminar líquidos. É importante manter o corpo hidratado. Uma boa opção são os chás de ervas, cuidado com as bebidas elaboradas com chocolate, pois essas são mais calóricas; 

- Há uma diminuição no consumo de saladas frias. Então, consuma verduras e legumes refogados em pouco óleo. Eles aquecem, são pouco calóricos e ricos em vitaminas e minerais que reforçam as defesas do organismo; 

- Utilize legumes e verduras também nas sopas, acrescente carnes magras ou peito de frango sem pele. Para engrossar pode acrescentar fibras solúveis como farelo de trigo ou de aveia; 

- Atenção com o consumo de queijos amarelos. Como opção, utilize queijos brancos, cottage, ricota; 

- Consuma pães ou torradas na versão integral, que têm maior poder de saciedade; 

- Para sobremesa, frutas cozidas satisfazem a vontade de doces e não comprometem a dieta.


Fonte: Autor Profa. Dra. Avany Bom
Nutricionista, com especialização e mestrado em Nutrição em Saúde Publica, é docente desde 1999 e coordenadora do curso de Nutrição da Anhembi Morumbi. Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2488

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vitamina D: saiba onde encontrar o nutriente fundamental para prevenir doenças ósseas


Responsável por metabolizar o cálcio e o fósforo no nosso organismo, a vitamina D é essencial para a saúde dos ossos. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% da necessidade diária pode ser adquirida pela exposição diária ao sol. Mas alimentos como leite integral, fígado e peixes de águas profundas como salmão e atum, também são fontes de vitamina D. A designer Rubia Rodrigues, por exemplo, descobriu há um ano que tem deficiência de vitamina D. Rubia acredita que a falta desse nutriente no organismo foi provocada pelo baixo consumo de peixe.
"Aumentei a ingestão de peixe, foi tranquilo inserir mais o peixe na alimentação do dia a dia porque é um alimento que eu gosto. A médica nem conseguiu entender o porquê dessa deficiência, Porque sou uma pessoa que saio muito ao ar livre, tomo muito sol, principalmente final de semana. Me exponho bastante ao sol, às vezes sem protetor. Então ela não conseguiu enquadrar isso pelo fato de não tomar sol, não foi essa a justificativa.", destaca Rubia.
A coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, destaca os principais benefícios gerados pela vitamina D. "A vitamina D ela é importante para o bom funcionamento do nosso organismo, para a regulação do sistema imunológico, que é nosso sistema de defesa, e ela faz parte de todo um processo de tratamento e prevenção, inclusive, de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e a esclerose múltipla."
Para garantir a ingestão diária de vitamina D, o Ministério da Saúde recomenda, além de consumir alimentos como leite, fígado e peixe, garantir a exposição solar de quinze a vinte minutos pelo menos três vezes por semana, sem protetor solar, até às dez da manhã ou após as quatro da tarde. Para saber mais, acesse www.saude.gov.br.

Autor/Fonte: Jorge Macedo Web Rádio Saúde. Disponível em: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1970

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

5 razões para se exercitar que estão além da balança


1) Que motivos levam as pessoas a se exercitarem?
Vontade de entrar naquela calça, ter a barriga chapada, levam muitas pessoas a começar a se exercitar, no entanto a falta de planejamento e a expectativa de cumprir metas impossíveis podem acabar com os planos rapidinho. Felizmente, há formas de evitar que a mudança vá por terra, saber outros benefícios dos exercícios podem ajudar e muito com isso.

Os potenciais prejuízos do sedentarismo e os efeitos benéficos da prática de atividade física são bons motivos para começar a se exercitar. Mas é comum que pessoas desacostumadas à prática de exercícios se sintam desmotivadas pouco depois de iniciar alguma atividade — e voltem para o sofá.
Quilos extras, a vontade de entrar na calça jeans, ou vestir a camisa sem o desconforto da barriga, são as mudanças mais esperadas, mas levam tempo. Para ajudar a reduzir os riscos da desistência outras razões que não são tão fáceis de mensurar, porém pode nos ajudar e muito a continuar na linha.
Um olhar mais apurado e específico, vai notar áreas tão importantes como as mudanças na pressão arterial, glicemia, colesterol, diabetes e saúde do coração. 

2) O que leva as pessoas a desistirem de perder peso?
Por natureza, somos muito visuais e imediatistas, uma fraqueza que compromete a continuidade do processo de emagrecimento. Você quer a mudança na balança, como também diminuir o manequim? O segredo para toda conquista, está na disciplina, algo diretamente ligado a motivação e que poderá ser alimentado por saber que outros ganhos estão acontecendo. 

3) Quais são os outros benefícios para nosso organismo?
- Você vai dormir melhor.
Pessoas que praticam exercício regularmente e que possuem um bom condicionamento físico, afirmam que são capazes de adormecer mais rapidamente, dormir melhor e se sentirem menos fatigadas durante o dia, quando comparadas com pessoas sedentárias. Um estudo comparativo, identificou que corredores bem condicionados permanecem 18% de tempo a mais nas ondas lentas, durante o sono. Pesquisadores acreditam que o sono de ondas lentas ajude a restaurar e revitalizar o organismo da pessoa para o dia seguinte.

- Seu cérebro agradece
Estudos demonstram, de maneira consistente, que o exercício físico regular melhora o aprendizado e a memória, tanto imediata como remota. É grande o número de estudos que avaliaram o efeito dos exercícios no aprendizado. Embora haja necessidade de mais pesquisas, o exercício tem efeito positivo no desempenho cognitivo, principalmente relacionado com a memória. É comum ouvirmos pessoas relatarem que sentem sua mente mais alerta após uma sessão de exercício.

- Uma pele mais saudável
O excesso de peso, parece estar associada com uma grande variedade de alterações no organismos. Mais estudos são necessários para entender como a obesidade desempenha um papel em manchas e infecções da pele, o que se sabe é que a dificuldade circulatória apresentada pelo sobrepeso, é um fator agravante e que afeta a pele também. O exercício, aumenta a atividade circulatória, auxiliando para a nutrição celular e remoção de elementos agressores das células. Como também, o emagrecimento facilita o trabalho do coração melhorando todo o processo circulatório, refletindo também na estética corporal.

- O seu trabalho agradece
Trabalhar é uma atividade física, ou seja, depende de toda a sua performance física para realizar tal atividade. Erroneamente, muitas vezes apenas associamos o exercício com a questão estética e nos esquecemos, que os benefícios de levantar peso estão muito além do que apenas o esperado no espelho. Se o condicionamento físico melhora na aula de musculação e na corrida da esteira, este condicionamento também será melhorado para todas as demais atividades, inclusive a de trabalhar. Mais forte e mais resistente, significa que terá mais poder e mais disposição para enfrentar os desafios do seu trabalho.

- Sua saúde sexual vai viver em alta
Em 2011, uma pesquisa australiana concluiu que entre os homens obesos com diabetes, perder de 5 a 10 por cento do seu peso corporal levou a melhorias na função erétil e libido. Aqui está uma atividade física que também será beneficiada pela melhora do condicionamento físico. Você pode não estar preocupado com as mudanças estéticas, mas se sentirá muito bem com uma maior disposição sexual. O efeitos circulatórios, acompanhados de emagrecimento, noites de sono mais recuperadoras e sentindo menor o impacto do desgaste do trabalho, será muito positivo para a sua saúde sexual.


Fonte: Autor: Profa. Dra. Avany Bom - Nutricionista, com especialização e mestrado em Nutrição em Saúde Publica, é docente desde 1999 e coordenadora do curso de Nutrição da Anhembi Morumbi. Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2493

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Bebidas à base de leite e iogurtes ainda não respeitam novas regras de rotulagem


Para avaliar se as empresas estão respeitando a nova Resolução da Anvisa (RDC nº 54/2012), que regulamenta as Informações Nutricionais Complementares (INC) – por exemplo, não contém açúcares, reduzido em açúcares, sem gorduras trans, baixo em calorias, reduzido em calorias – o Idec fez um levantamento qualitativo para apontar algumas práticas no mercado.
A primeira conclusão é que alguns produtos para não se enquadrarem na regra, substituíram a alegação padronizada, por uma alteração no nome do produto, que induz o consumidor a uma avaliação sobre a qualidade nutricional, como: “Pense Zero” e “Fit Zero”.

E aqueles produtos que possuem a INC, a maioria não o faz de maneira adequada. Falta informação clara e adequada ao consumidor.

Para essa avaliação o Idec selecionou as principais marcas de iogurtes, leite fermentado e bebidas lácteas. A escolha se deu porque a RDC modifica especialmente os critérios para definição de light e estes são produtos que mantiveram a classificação. Além disso, como a resolução começou a valer para alimentos produzidos a partir de 1º de janeiro de 2014, a categoria escolhida precisaria ser de alimentos com data de fabricação posterior a essa data.

Ao todo, foram avaliados 22 produtos de 9 marcas diferentes. Desses, 14 eram iogurtes, 03 bebida láctea e 5 leite fermentado. Do total, 13 continham alguma alegação e 9 eram os produtos tradicionais que foram utilizados para comparação.
 
 
A alegação mais comum encontrada foi o termo light (27%), junto com outras como zero gordura; sem adição de açúcar; Rico em vitamina A,C e D; Fonte de Cálcio, vitamina A, vitamina D - associadas ou não, conforme tabela:

Light - 6 amostras - (27,3%) 
Zero gordura - 4 amostras - (18,2%)
Sem adição de açúcar - 4 amostras - (18,2%)
Rico em vitamina A,C e D - 3 amostras - (13,3%)
Fonte de Cálcio, vitamina A, vitamina D - 1 amostra - (4,5%) 

O principais problemas encontrados em relação a RDC nº54/2012 da Anvisa estão listados a seguir:

1)Falta de esclarecimentos ou advertências exigidos em função do uso de uma alegação nutricional.

10 dos 13 produtos (aproximadamente 76%) utilizou um símbolo “*” ao lado da INC e a explicação foi dada ao lado do rótulo. Por exemplo, em um dos produtos, a alegação light está com um símbolo “*” e ao lado da embalagem, em outro sentido de escrita, está a explicação do termo: “todo iogurte desnatado é light”.
No entanto, de acordo com a ANVISA, o esclarecimento deve ser realizado seguido da alegação com o mesmo tipo de letra da INC, com pelo menos 50% do tamanho da INC, de cor contrastante ao fundo do rótulo e que garanta a visibilidade e legibilidade da informação. O esclarecimento deve estar seguido da alegação e atender aos outros critérios estabelecidos. “Portanto, se a alegação está no painel principal, o esclarecimento também deve estar e caso não seja possível realizar o esclarecimento nos moldes exigidos, a INC não pode ser veiculada”, explica a nutricionista e pesquisadora do Idec Ana Paula Bortoletto.

2)Uso da alegação Light
De acordo com a resolução, para a utilização desse termo a redução de algum dos componentes precisa ser de pelo menos 25% em comparação com produto da mesma marca ou uma média do mercado. Isso deve estar especificado no rótulo junto com a alegação. 


Seis dos 22 produtos usaram essa alegação. Três dos seis produtos, alegaram que ”Todo iogurte/leite fermentado/bebida láctea desnatada é light”. Outros 2 utilizaram uma comparação com produto original do fabricante, sendo que 1 desses acrescentou uma tabela comparativa. Ao considerar que, segundo o MAPA, para ser desnatado, os produtos lácteos devem possuir no máximo 0,5g/100g, um valor que supera os 25% de redução, está correto dizer que “Todo leite fermentado/bebida láctea/iogurte desnatado é light”.

É importante ressaltar que o fato da alegação light não vir seguida dessa informação aparentemente não implica nenhuma irregularidade desde que haja o esclarecimento. Ainda assim, segundo a RDC nº54, seria necessária uma comparação, já que o termo light implica em uma redução de algum componente, logo é uma INC que precisaria ser esclarecida.
Ao analisar as resoluções da ANVISA e os Informes Técnicos do MAPA, não foi possível encontrar alguma determinação oficial de que o fabricante pode afirmar que todo produto lácteo desnatado também pode ser considerado light. “Provavelmente, o melhor a ser feito pelas empresas, seria incluir ambas as informações, tanto a afirmação quanto a comparação que esclarece o uso do termo Light, conforme previsto”, sugere Bortoletto.
3) Uso da alegação Zero
Outro problema se refere aos produtos denominados Zero. Quatro dos 22 produtos utilizaram o termo zero gorduras. Desses quatro, dois utilizaram a alegação que “Todo leite fermentado desnatado ou iogurte desnatado é zero gordura”. “Essa afirmação não é necessariamente verdadeira para todos produtos”, questiona a nutricionista. Segundo a RDC 54 da Anvisa, “Zero gordura” se refere a produtos com até 0,5g de gorduras totais por porção. Pelo MAPA, a classificação de produtos desnatados consiste no valor máximo de 0,5g de gordura por 100g de produto (que normalmente não condiz com a porção de consumo).

Portanto, a pesquisadora do Idec recomenda ao consumidor que não leia apenas as alegações, mas também verificar qual a comparação que está sendo feita. A lista de ingredientes sempre deve ser consultada, pois indica em ordem decrescente de quantidade tudo que foi adicionado no produto e qualquer dúvida que o rótulo possa causar deve ser esclarecida pela empresa que fabrica o produto”, orienta Bortoletto.
Atenção às bebidas lácteas
Expostas nas gôndolas dos supermercados junto aos iogurtes e com informação nem sempre clara no rótulo, muitas vezes as bebidas lácteas podem ser consumidas como iogurtes. O Idec atenta ao consumidor que, aquele produto com sabor morango, por exemplo, pode ser uma bebida láctea. Essa informação está no rótulo e é preciso essa leitura para não se confundir.
A questão é que as bebidas lácteas (achocolatados é um caso), comumente consumidas também pelas crianças, em geral, podem conter mais açúcares e trazem muito mais aditivos, como os corantes. É importante destacar também que a % de base láctea exigida para bebidas lácteas é bem menor do que para iogurtes, e, portanto, a quantidade de proteínas e cálcio tende a ser menor. Por isso: atenção a esses produtos!

Diferenças entre leite fermentado, iogurte e bebida láctea:

De acordo com a Instrução Normativa Nº 46, de 2007 do MAPA, entende-se por Leites Fermentados os produtos adicionados ou não de outras substâncias alimentícias, obtidas por coagulação e diminuição do pH do leite, ou reconstituído, adicionado ou não de outros produtos lácteos, por fermentação láctica mediante ação de cultivos de microorganismos específicos. Estes microorganismos específicos devem ser viáveis, ativos e abundantes no produto final durante seu prazo de validade.

No caso dos Iogurtes, a fermentação se realiza obrigatoriamente com cultivos protosimbióticos de Streptococcus salivarius subsp. thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. Bulgaricus, aos quais se podem acompanhar, de forma complementar, outras bactérias ácido-lácticas que, por sua atividade, contribuem para a determinação das características do produto final. A base Láctea representa pelo menos 70% do total de ingredientes do produto.

Pela Instrução Normativa Nº 16, de 23/08/2005 do MAPA, entende-se por Bebida Láctea o produto lácteo resultante da mistura de leite e soro de leite (líquido, concentrado e em pó) adicionado ou não de produto(s) ou substância(s) alimentícia(s), gordura vegetal, leite(s) fermentado(s), fermentos lácteos selecionados e outros produtos lácteos. A base Láctea representa pelo menos 51% do total de ingredientes do produto.

A Instrução Normativa Nº 46, de 2007 do MAPA, afirma que produtos lácteos integrais, no geral tem teor de matéria gorda acima de 3g/100g. Produtos parcialmente desnatados têm até 2,9g de matéria gorda/100g e produtos desnatados possuem até 0,5g de matéria gorda por 100g de produto.

Como foi feita a pesquisa
Os produtos foram selecionados em dois grandes supermercados da zona oeste da cidade de São Paulo no período de 17 de março a 04 de abril de 2014. Foram considerados os produtos “naturais” ou mais tradicionais de cada marca.

O objetivo foi verificar quais as principais alegações são utilizadas e analisar a adequação da rotulagem das principais marcas de iogurtes e bebidas lácteas com as normas estabelecidas pela nova resolução RDC nº54/2012 da Anvisa. Quando necessário, foi comparado o rótulo da versão tradicional com a versão que possui alguma INC.

Sobre RDC 54/2012
A nova Resolução da Anvisa, que dispõe sobre o regulamento Técnico sobre Informação Nutricional Complementar (RDC nº 54/2012), cumpre com o compromisso assumido pelo Brasil de harmonizar os regulamentos técnicos relacionados à rotulagem nutricional no âmbito do MERCOSUL. Essa harmonização tem como objetivos facilitar a livre circulação dos alimentos e evitar obstáculos técnicos ao comércio. Além disso, a RDC visa melhorar o acesso do consumidor a informações relevantes sobre o conteúdo nutricional dos alimentos, contribuindo para a seleção adequada dos mesmos, e exigir o uso correto e padronizado dessas informações a fim de não induzir o consumidor ao engano.

Basicamente ela regulamenta as Informações Nutricionais Complementares (INC), também chamada de declaração de propriedade nutricional ou de alegação nutricional. A INC é a informação utilizada para descrever o nível absoluto ou relativo de determinados nutrientes ou valor energético presentes em alimentos. A INC é utilizada pelos fabricantes de forma opcional. 

São exemplos de INC: 
“não contém açúcares”
“reduzido em açúcares”
“sem gorduras trans”
“baixo em calorias”
“reduzido em calorias”
“fonte de cálcio”
“alto teor de fibras”
“rico em ferro”
Essa resolução também altera o critério para uso do termo LIGHT. Anteriormente, a alegação “light” podia ser utilizada em duas situações: para os alimentos que apresentavam baixo valor energético ou qualquer nutriente; e para os alimentos que apresentavam valor energético ou outro nutriente reduzido (alimento com teor baixo significa que é uma característica comum do alimento ter um valor baixo de calorias ou outro componente, alimento com teor reduzido, é um alimento que naturalmente não tem valores baixos, mas passa por um processo de transformação que reduz algum componente, seja valor calórico ou outro componente). Isso, de certa forma, dificultava o entendimento e a identificação pelos consumidores e profissionais de saúde. Atualmente, os alimentos que apresentarem no rótulo a alegação light devem ser reduzidos em algum nutriente e o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução nutricional em comparação com a versão convencional.

A RDC nº 54/2012 da Anvisa estabelece, ainda, que todos os esclarecimentos ou advertências exigidos em função do uso de uma alegação nutricional devem ser declarados junto à esta alegação. Devem também seguir o mesmo tipo de letra da alegação, com pelo menos 50% do seu tamanho, de cor contrastante ao fundo do rótulo, de forma que garanta a visibilidade e legibilidade da informação

A RDC nº54/2012 entrou em vigor dia 12 de novembro de 2012. No entanto, a fim de reduzir os impactos no comércio de alimentos, a referida resolução forneceu o prazo até 1º de janeiro de 2014 para que as empresas promovessem as adequações necessárias em seus produtos.

Fonte: IDEC

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Proposta cria política para prevenção do diabetes


Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar uma política nacional para prevenir e tratar o diabetes, incluindo os problemas de saúde relacionados à doença. A obrigatoriedade está prevista no Projeto de Lei 6754/13, do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O texto define como diretrizes da política a universalidade, a equidade e a descentralização das ações, além da ênfase na prevenção. Prevê ainda o exame obrigatório de glicemia no protocolo de atendimento médico de urgência e emergência e o direito da pessoa com diabetes às medicações e aos materiais de autocontrole.
Outra diretriz prevista na política determina o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para o enfrentamento e o controle do diabetes e problemas relacionados. Segundo Matos, estatísticas oficiais de 2000 a 2010 mostram que o diabetes foi responsável por mais de 470 mil mortes em todo o Brasil. “A política nacional de prevenção do diabetes pretende, obviamente, ampliar as atividades de prevenção e também aumentar o conhecimento sobre a enfermidade, sobretudo porque é possível controlá-la com medicamentos e alimentação e vida com hábitos saudáveis”, explicou.
Só em 2010, 54 mil brasileiros morreram em decorrência do diabetes, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso significa que a doença matou quatro vezes mais do que a Aids (12 mil óbitos) e mais do que o trânsito (42 mil).
Tramitação - O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Autor/Fonte: Agência Câmara – Tempo Real. Disponível em: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1969

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Secretaria Estadual da Saúde faz retirada de lotes de pães Nutrella e Tradição dos mercados


A Secretaria Estadual da Saúde informa que foi solicitada a Interdição Cautelar dos produtos Nutrella, fabricados na linha de produção de pães brancos (linha 04) da Empresa Bimbo do Brasil Ltda, sediada em Gravataí/RS.

A providência foi tomada devido ao fato de que no dia 12/08/2014 a Vigilância Sanitária de Gravataí flagrou uma reforma sendo realizada nas dependências da fábrica, junto ao local de produção dos pães.

Todo o lote que estava em produção foi apreendido pela vigilância sanitária de Gravataí e então a Vigilância Sanitária Estadual foi comunicada. Na oportunidade foi emitido um memorando para interdição cautelar da comercialização dos seguintes produtos da empresa Bimbo do Brasil Ltda:
Pão de Forma, marca Tradição, 450g, data de validade 26/08/2014
Pão de Forma, marca Nutrella, 500g, data de validade 26/08/2014
Pão de Leite, marca Nutrella, 500g data de validade 25/08/2014
Pão de Manteiga, marca Nutrella, 500g, data de validade 25/08/2014
Pão de Forma Clássico, marca Nutrella, 450g, data de validade 25/08/2014
Pão de Forma, marca Tradição, 500g, data de validade 25/08/2014

Fonte: Governo do Estado do RS

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Falando sobre uma condição desconfortável: doença intestinal inflamatória



Intestinos, especialmente aqueles que não funcionam adequadamente, não são um tema popular de conversa. A maioria dos 1,4 milhões de americanos com doença inflamatória intestinal (DII) – dentre as quais destacamos a doença de Crohn (DC) ou a colite ulcerosa – sofre em silêncio. Os EUA, Inglaterra, Itália, Escandinávia e norte da Europa são considerados países de alta incidência das doenças inflamatórias intestinais; sul da Europa, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, países de incidência intermediária, e finalmente Ásia e América do Sul, de baixa incidência. O Brasil ainda é considerado área de baixa prevalência de DII, apesar do aumento significativo da incidência destas doenças nos registros da literatura nacional. As doenças inflamatórias intestinais ocorrem em todo o mundo e representam um sério problema de saúde, pois atingem preferencialmente pessoas jovens, cursam com recidivas frequentes e assumem formas clínicas de alta gravidade. Mas os pesquisadores estão fazendo progressos na compreensão das causas dessas condições e no desenvolvimento de terapias mais eficazes. E os pacientes começaram a falar mais sobre o assunto, contando com o apoio de grupos e comunidades on-line. Na doença de Crohn, o sistema imunológico “ataca as células” do trato digestivo, com mais frequência no final do intestino delgado e na primeira parte do cólon, ou intestino grosso. Os pacientes podem enfrentar surtos de dor abdominal, cólicas e diarreia, muitas vezes, acompanhada de falta de apetite, fadiga e ansiedade. O paciente não vai a lugar algum sem verificar onde é o banheiro. O medo da incontinência é enorme", diz o médico. Nem a doença de Crohn, nem a colite ulcerativa, que afeta apenas o intestino grosso, tem cura, apenas controle. Pesquisas sobre o que predispõe as pessoas a desenvolver essas condições resultaram em tratamentos mais eficazes e sugeriram novas formas de prevenir essas doenças em pessoas que são geneticamente suscetíveis. Duas linhas promissoras e simultâneas de pesquisa estão sendo desenvolvidas com o suporte da Crohn’s e Colite Foundation of America. Uma delas aprofunda-se sobre a questão genética, onde os cientistas estão pesquisando mais de 100 fatores genéticos agora conhecidos por influenciar o risco de desenvolvimento de uma doença inflamatória intestinal. A outra linha de pesquisa, até agora, já identificou 14 fatores metabólicos bacterianos diferentes associados às doenças inflamatórias intestinais. Ao combinar os resultados das duas iniciativas, os especialistas agora sabem que certos genes afetam as bactérias que vivem no intestino; por sua vez, estas bactérias influenciam o risco de contrair uma doença inflamatória intestinal. Genes identificados até agora parecem responsáveis por cerca de 30% do risco de desenvolver uma DII. Estudos de gêmeos ressaltam o papel da genética. Quando um gêmeo idêntico tem a doença de Crohn, o outro apresenta 50% de chance de também desenvolver a doença. Na população em geral, o risco é de apenas 5%. Muitas pessoas carregam genes ligados à Doença de Crohn ou à colite ulcerativa, mas apenas algumas ficam doentes. Os fatores ambientais que interagem com os genes de suscetibilidade também desempenham papel crítico nesse processo. Indícios fortes relacionados a esses fatores estão surgindo a partir de uma constatação perturbadora: a incidência de DII está aumentando significativamente, tanto nos Estados Unidos, quanto em outras partes do mundo. Tem havido um enorme aumento de casos de doenças inflamatórias intestinais na China e na Índia, países que avançaram em direção ao estilo de vida ocidental e adotaram padrões alimentares ocidentais. E quando as pessoas migram de uma área de baixa incidência para uma de alta incidência dessas doenças, como os Estados Unidos, o risco de seus filhos desenvolverem uma DII sobe muito. Isso demonstra claramente que há um impacto ambiental e que essas doenças são multifatoriais. A dieta é um fator óbvio que afeta tanto a composição da microbiota intestinal quanto a sua função. As bactérias comem o que nós comemos. A dieta influencia os tipos e o equilíbrio dos micróbios no intestino. Diferentes micróbios produzem substâncias que são protetoras ou nocivas. Certas bactérias que podem metabolizar a fibra em certos vegetais e grãos produzem ácidos graxos de cadeia curta que protegem o intestino. Elas inibem a inflamação e ativam as respostas imunes que estimulam a recuperação de uma lesão celular. Outro fator que contribui para o aumento da doença de Crohn, em especial, é o uso generalizado, muitas vezes, inadequado de antibióticos. A exposição precoce a antibióticos, especialmente durante os primeiros 15 meses de vida, aumenta o risco de desenvolver a doença de Crohn e a colite (não ulcerativa). Se há uma história familiar de doença inflamatória intestinal, particularmente de doença de Crohn, os antibióticos devem ser usados apenas para uma infecção bacteriana diagnosticada como inflamação de garganta ou meningite bacteriana. E quando os antibióticos são necessários, os probióticos podem ser utilizados durante e depois para minimizar o efeito dos antibióticos e restaurar a flora bacteriana normal do intestino. Hoje, um paciente com a doença de Crohn pode se manter bem com uma dieta adequada, medicamentos e probióticos diários. Pessoas com uma história familiar de doença inflamatória intestinal devem evitar tomar medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides, como aspirina, ibuprofeno e naproxeno, que bloqueiam a ação de substâncias protetoras no intestino e podem causar úlceras no intestino grosso e no estômago. O paracetamol é mais seguro para essas pessoas. Muitos pacientes dizem que o estresse pode causar crises de doenças inflamatórias intestinais. Um novo estudo com 3.150 adultos com a doença de Crohn, apresentado em uma reunião científica recente, sugere que a depressão – se sentir triste, desamparado, sem esperança e sem valor – aumenta o risco de uma crise em até um ano.
Autor: Dr. Silvio Gabor - Gastroenterologista (CRM-SP 47.042). Nutrição Clínica - 20/ago/2014 Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2495

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Atenção às doenças crônicas do futuro


Dados do projeto Saúde Amanhã da Fiocruz mostram que, em 2033, as pessoas morrerão ainda mais por causa de diabetes, câncer e hipertensão. Especialistas ressaltam a necessidade de se cuidar do idoso desde agora.

A mudança de hábitos e o envelhecimento da população brasileira representam novos desafios ao sistema de saúde. Dados de um estudo obtido pelo Correio, elaborado para o projeto Saúde Amanhã, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), atestam uma tendência para daqui a 20 anos: doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e hipertensão, ganharão um peso ainda maior em relação a outras. Essas enfermidades representam boa parte do cenário epidemiológico atual, mas a projeção para 2033 é que se sobressaiam mais em relação às infecciosas parasitárias, como as diarreias. A pesquisa mostra que a taxa de mortes a cada 100 mil habitantes por isquemias, a exemplo do infarto do miocárdio, deve crescer em 52%. O mesmo deve ocorrer com o diabetes, com aumento do índice de óbitos em 58,2%.

O levantamento elaborado pelo professor doutor em epidemiologia da Universidade de Brasília (UnB) Walter Massa Ramalho e pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, será um capítulo do livro Brasil Saúde Amanhã: ensaios de prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro, previsto para novembro. O estudo não traz detalhes sobre a incidência das doenças, mas das taxas de mortalidade a cada 100 mil habitantes. As estimativas foram elaboradas com estatísticas baseadas no Sistema de Informatização de Mortalidade (SIM) e com a projeção da população para os próximos 20 anos. Os últimos números consolidados do índice de óbitos é de 2011, por isso, eles foram usados como ponto de partida para os cenários de 2033.

Ramalho explica que a transição do cenário epidemiológico de hoje está totalmente associada ao envelhecimento da população. Por isso, podem prevalecer as doenças crônicas não transmissíveis, que recebem essa classificação por terem sintomas prolongados. “Sabemos que as pessoas, em determinado momento, adoeciam das doenças infecciosas e parasitárias, tipicamente de crianças e adolescentes. Mas, agora, a gente passa a ter um maior acúmulo das doenças crônicas degenerativas”, explica. Um estudo publicado em 2006 na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde mostrou que os gastos com as doenças crônicas chegaram a R$ 7,56 bilhões no ano anterior.

As infecciosas eram responsáveis por 11% das mortes no Brasil em 1980. Em 2033, a projeção é que representem apenas 3%. Walter Ramalho ressalva, entretanto, que trata-se de um cenário inicial, mas que pode ser transformado por mudanças inesperadas, como a chegada de um novo vírus no Brasil ou a descoberta de curas. “São coisas que a gente não pode prever: problemas que podemos vivenciar, por exemplo, o ebola, na África, e a febre chikungunya.”

Desafio - Projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a quantidade de pessoas acima de 65 anos vai praticamente quadruplicar até 2060. De acordo com o censo, a população com essa faixa etária é de 14,9 milhões de pessoas (7,4% do total) e chegará a 58,4 milhões (26,7%). A expectativa média de vida do brasileiro deve aumentar dos atuais 75 anos para 81. A projeção para 2033 é de que o Alzheimer, outras demências e as doenças respiratórias inferiores (pneumonia) cresçam 165% e 118,4%, respectivamente. “O idoso é muito sensível para determinadas doenças. Quando teve uma onda de calor na Europa, uma série de idosos veio a óbito por causa da mudança de clima”, conta.

A presidente do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), Ana Maria Costa, avalia que a dificuldade agora é aumentar o cuidado com o idoso. “Hoje, a expectativa de vida é muito maior em relação há 20 anos. A tendência é ampliar mais ainda, o que acarretará uma necessidade urgente de o país se programar quanto ao sistema de saúde, já que o perfil epidemiológico muda”, diz. Ana e Ramalho ressaltam que é preciso voltar os olhos às políticas de promoção da saúde, à atenção básica e aos cuidados com o diabetes e a hipertensão. Para isso, segundo eles, será necessário aumentar a formação de profissionais.

O câncer, embora deva apresentar uma redução da taxa de mortalidade de 91,3 a cada 100 mil habitantes para 85,4 pela mesma parcela da população em 2033, ainda será responsável por 20% dos óbitos. A taxa de mortalidade por diabetes e hipertensão, ambas de cerca de 30 óbitos por grupo de 100 mil pessoas, aumentará mais de 50% cada uma. Segundo a última pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 7,4% da população (cerca de 11 milhões) se declara diabética. A doença está associada ao sobrepeso, que acomete mais de 51% das pessoas. Já um quarto dos brasileiros adultos, 24,3% dos habitantes, sofre de pressão alta.

Mudança - Faz 14 anos que o militar aposentado Eurípedes José Barreto, 67 anos, mudou os hábitos. Ao menos três vezes por semana ele vai à Associação do Idoso, em Taguatinga, onde faz ginástica localizada e dança. Exercício que ele concilia com uma alimentação balanceada, com pouca gordura, mais frutas e menos bebidas alcoólicas. A rotina de Barreto nem sempre foi assim. A vida dele mudou quando descobriu que estava hipertenso e com diabetes. “Nunca senti nada. Então, decidi fazer o exame e deu positivo. Comia muita gordura, fumava, bebia. Acho que tudo é consequência”, diz. A doença estava controlada até dezembro passado, quando Eurípedes teve uma complicação e ficou internado por sete dias. Agora, ele tem de tomar insulina. “A expectativa de vida é muito maior em relação há 20 anos. A tendência é ampliar mais ainda, o que acarretará uma necessidade urgente de o país se programar quanto ao sistema de saúde”, afirma Ana Maria Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde.

Programas - O Ministério da Saúde alega que desde 2011 promove ações estratégicas “para qualificar a atenção ofertada às pessoas idosas no SUS, como cursos, produção e distribuição de material com orientação ao cuidado de pessoas idosas”, entre outros para implementar o modelo de atenção integral à saúde do idoso. Afirma também ter montado academias públicas, mas não tem uma política de cuidadores de idosos. Segundo eles, não existe essa política porque não é classificada como profissão.



Autor/Fonte: Correio Braziliense - Julia Chaib. Disponível em: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1968

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Anvisa suspende lote de água mineral



A Anvisa determinou, nesta sexta-feira (15/08), a proibição da distribuição e comercialização, em todo o país, do lote 32966047S1 do produto Água Mineral Natural da marca São Lourenço, produzido pela empresa Nestlé Waters Brasil - Bebidas e Alimentos Ltda. O lote, que possui validade até 23/10/2014, apresentou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa acima do limite estabelecido na legislação sanitária.


A amostra foi coletada pela Vigilância Sanitária de Campinas após denúncia de um consumidor que relatou gosto estranho do produto. A Pseudomonas aeruginosa causa alterações de odor e sabor nos alimentos, mas normalmente não representa risco preocupante à saúde da população em geral. No entanto, em crianças, gestantes e pessoas com sistema imunológico fragilizado, a bactéria pode causar infecções.

A vigilância sanitária de Minas Gerais, onde está localizada a fábrica do produto, já foi acionada para adotar as medidas necessárias junto à empresa.

A medida tem validade imediata. O lote em questão não pode ser comercializado e o recolhimento é de responsabilidade do fabricante.

Fonte: Imprensa Anvisa

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Anvisa avalia medidas para recolhimento do Toddynho


A Anvisa se reuniu nesta quarta-feira (13/8) com os representantes da Pepsico, fabricante do produto Toddynho para avaliar o recolhimento do alimento, que vem sendo conduzido pela empresa. Durante o encontro foram apresentadas as medidas adotadas pelo fabricante para retirar o produto do mercado e informar os consumidores que o lote L15 51 23:04 a 23:46 não deve ser consumido. Os dados apresentados mostram que o lote foi distribuído apenas para o estado do Rio Grande do Sul.


De acordo com a avaliação laboratorial feita pelo controle de qualidade da empresa, houve uma falha na vedação da conexão entre dois tubos, que provocou a contaminação do produto por Bacillus cereus. Esta bactéria está presente no meio ambiente, mas quando presente em alimentos pode levar à quadros de vômitos, náuseas e diarreia.

A Agência solicitou à vigilância sanitária de São Paulo que seja feita uma inspeção na fábrica do produto, em Guarulhos. A inspeção e a análise da documentação apresentada pelo fabricante serão importantes para definir se há necessidade de alguma ação complementar.

A empresa apresentou um plano de comunicação que prevê a veiculação de alertas à população em TV, rádio e jornais, com enfoque no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, o lote em questão foi interditado pela vigilância do estado.

Recomendações ao consumidor

O consumidor que tiver adquirido o lote do recall não deve consumi-lo. Além disso, deve entrar em contato com a empresa para realizar a troca ou reembolso do produto. A solicitação pode ser feita gratuitamente pelo SAC no 0800 703 2222, das 8h às 20h, ou pelo e-mail sac@pepsico.com.

Em casos de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a Anvisa por meio de sua Central de Atendimento: 0800 642 9782.

Fonte: Imprensa Anvisa

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Acordo com a indústria reduz sal em três categorias de alimentos




A indústria de alimentos retirou, em um ano, 1.295 tonelada de sódio em três tipos de alimentos: pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo. A previsão é que a retirada deste item, que começou em 2011, alcance mais de 1,8 mil tonelada até o fim deste ano. Esses ganhos na alimentação do brasileiro são resultados do acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) para monitoramento do uso de sódio em alimentos industrializados. A Anvisa é responsável pelo monitoramento dos produtos.

“Esta redução de sódio na alimentação do brasileiro se materializa na redução, ao longo prazo, no número de óbitos por doenças Crônicas Não Transmissíveis, como infarto e AVC. É importante ressaltar ainda que não estamos banindo o consumo do sal, e sim, evitando o excesso, que é prejudicial à saúde”, destaco o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as análises em laboratório realizadas pelas vigilâncias sanitárias comprovaram um redução real da quantidade de sódio contida nas três categorias de alimentos consumidos pela população.

A previsão é de que até 2020, mais de 28 mil tonelada de sódio estejam fora das prateleiras, como resultado dos quatro Termos de Compromisso firmados entre Ministério da Saúde e Abia. O total das parcerias reúne 16 categorias de alimentos que representam mais de 90% do sódio em produtos industrializados. O objetivo é alertar a população para a mudança de alguns hábitos alimentares, tanto no consumo de sal na hora das refeições quanto na escolha dos produtos nas gôndolas dos supermercados.

Pesquisa

As amostras foram colhidas em nove Unidades da Federação, no ano de 2013, considerando que as empresas tiveram o prazo de até dezembro de 2012, para cumprirem a meta de redução de sódio pactuada para esses alimentos. Foram coletados dados de rotulagem de 172 marcas de massas instantâneas, 102 marcas de pães de forma e 13 marcas de bisnaguinhas, representando em nível nacional as empresas que comercializam estes produtos. Para a análise laboratorial, foram coletadas amostras em nove estados, correspondentes a 54 produtos.

Dos 54 produtos avaliados em laboratórios, 40 ficaram abaixo da meta de quantidade de sódio. Das 29 marcas de macarrão instantâneo, 19 (65,5%) ficaram abaixo da média (1920,7 mg/100g). Já entre as 16 marcas de pães de forma, 15 (93,75%) estavam abaixo da média (645mg/100g) e entre as nove marcas de bisnaguinhas seis (66,6%) ficaram abaixo da meta (531 mg/100g).

As análises de rotulagem mostram tendência semelhante de cumprimento das metas em relação aos teores médios de sódio por categoria. Do total, 94,9% das massas instantâneas, 97,7% dos pães de forma e 100% das bisnaguinhas estavam abaixo das suas metas, que são 1920,7mg/100g, 645mg/100g e 531mg/100g, respectivamente. Resultados semelhantes foram encontrados mesmo em empresas que não estão associadas à Abia, mostrando que o acordo de cooperação também teve um efeito indutor na reformulação dos produtos em todo o mercado.

Medidas fiscais

Como os termos de compromisso não constituem regulações, não há previsão de punições às empresas que não alcancem as metas, portanto serão utilizadas comunicações do Ministério da Saúde e da própria Abia às empresas como instrumentos para adequação dos eventuais descumprimentos, buscando a justificativa para o não cumprimento das metas pactuadas e a explicitação de medidas para a adequação dos produtos aos limites de sódio estabelecidos.

Existem, contudo, medidas fiscais por parte das vigilâncias sanitárias estaduais sempre que se encontrem diferenças entre os valores encontrados nas análises laboratoriais que superam a margem de 20% para mais ou para menos em relação aos valores constantes na rotulagem dos produtos, conforme prevê a RDC Anvisa n. 360/2003.

As análises laboratoriais mostram tendência de cumprimento das metas em relação aos teores médios de sódio por categoria em 2013 (1804mg/100g nas massas instantâneas, 470mg/100g para bisnaguinhas e 499mg/100g para pães de forma), além de confirmarem a grande variação entre os níveis mínimos e máximos de cada categoria , o que evidencia que a redução nos teores de sódio deve prosseguir por meio de novas metas para os anos seguintes, que propiciem um reforço à melhoria do perfil nutricional dos produtos.

A melhoria do perfil das categorias como um todo e não somente dos produtos com pior perfil (maiores teores de sódio), é importante no sentido de mostrar que a estratégia adotada para a redução de sódio nos alimentos processados contribui de modo amplo para a oferta de produtos com menores teores de sódio e, a partir disso, haverá uma redução na ingestão do nutriente e suas consequências sobre a saúde da população (risco de doenças crônicas como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais).

Fonte: Imprensa Anvisa

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sobrepeso e obesidade crescem cada vez mais na população infantil, preocupando a saúde pública - Trabalho desenvolvido na Recreação Infantil Mundo Encantado

Consumo excessivo de doces, fast-foods e snakcs (pequenos lanches, geralmente nada saudáveis, entre as refeições) são hoje rotina na vida das crianças e adolescentes modernos. Rodeados pela forte influência da mídia – que incentiva cada vez mais o consumo de alimentos ricos em gorduras e com alto valor calórico –, tornam-se presas fáceis das grandes indústrias alimentícias.
Os fatores sócio-econômicos facilitam a compra de alimentos mais caros, mas, nem por isso, mais saudáveis. Já os fatores sócio-comportamentais englobam todo o ambiente em que a criança está inserida, como a casa, a escola e toda influência que a mesma sofre neste ambiente.
Essa realidade do surgimento do sobrepeso e obesidade entre os jovens, pelo excesso de consumo de alimentos de alto valor calórico e baixo consumo de frutas, leguminosas e hortaliças é uma realidade bastante triste e preocupante para os pais. É o que mostram estudos recentes sobre a alimentação e estado nutricional de crianças e adolescentes. Cada vez mais cedo, estes vêm desenvolvendo doenças que antes eram comuns somente em adultos.
Além do sobrepeso e da obesidade, é comum encontrar crianças com estas doenças associadas a outras patologias, como hipercolesterolemia, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo e outros distúrbios hormonais. Existem ainda co-morbidades que podem representar risco para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Estudos mostram que a presença dessas patologias pode afetar o metabolismo infantil, atrapalhando o crescimento e desenvolvimento, podendo também acarretar doenças futuras na fase adulta. 
A má utilização do tempo livre, geralmente gasto com horas em frente à televisão, computador ou video-game contribuem para o sedentarismo. 
A atividade física é muito importante e fundamental na vida da criança e do adolescente, uma vez que o exercício acelera o metabolismo, ajuda no crescimento e desenvolvimento psicológico e do corpo, evitando o estresse e motivando-os a desenvolver outras atividades. Além disso, o exercício físico pode representar um momento de lazer e descanso das atividades habituais. Promove o desenvolvimento social, trazendo bem-estar, assim como inúmeros benefícios à saúde e à qualidade de vida.
Cabe aos pais se preocuparem e se conscientizarem com a saúde, bem-estar e qualidade de vida de seus filhos. Vale lembrar que as boas atitudes e exemplos começam em casa: proporcionar uma boa alimentação desde que a criança é ainda bebê pode ajudá-la a crescer e se desenvolver com mais saúde. Um bom exemplo é a amamentação, pois estudos confirmam que o consumo adequado do leite materno é um fator protetor contra a obesidade infantil.
Daí a importância de estipular horários adequados para cada refeição, sem pular nenhuma delas. Além disso, é imprescindível observar as preferências alimentares das crianças e adolescentes – o que eles costumam colocar no prato –, incentivar o consumo de alimentos saudáveis e explicar a importância de uma alimentação saudável para um bom crescimento e desenvolvimento do organismo em sua fase de crescimento. 
Ainda que o fator genético tenha grande importância para o desenvolvimento da obesidade infantil, estudos recentes mostram que os hábitos alimentares influenciam de forma considerável no metabolismo das crianças. Quando elas se habituam a comer corretamente e entendem, de fato, a importância da alimentação saudável em sua vida, podem levar esses bons hábitos para a fase adulta.
Mas não basta proibir o consumo de certos alimentos. O certo é explicar, conscientizar a criança ou o adolescente da importância de uma alimentação saudável e, principalmente, dos malefícios que trazem o excesso do consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e de alto valor calórico. 
E, ainda que a longo prazo, os resultados virão. Além de uma melhor a qualidade de vida, bem-estar e saúde, estes jovens diminuirão os riscos de patologias e problemas futuros, tornando-se adultos mais saudáveis.
Por isto o papel das nutricionistas nas escolas é tão importante, para poder dar suporte e apoio aos pais e professores quanto a alimentação dos seus filhos, e isso começa desde o berçário e maternal, como vocês podem ver na foto acima. 


Patricia Streb da Silva Nutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infantil

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Baixos níveis de vitamina D podem dobrar riscos de demência e mal de Alzheimer



Minneapolis, EUA - Uma nova pesquisa sugere que pessoas mais velhas que não receberam a quantidade suficiente de vitamina D podem ter o dobro de chances de desenvolver demência e mal de Alzheimer. Publicado nesta quarta-feira, no jornal "Neurology" da Academia Americana de Neurologia, o estudo é considerado um dos maiores já realizados sobre o assunto.


- Esperávamos encontrar uma associação entre os baixos níveis de vitamina D e o risco de demência e mal de Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes: descobrimos que a relação era duas vezes mais forte do que poderíamos esperar - disse o autor do estudo, David J. Llewellyn, PhD da University of Exeter Medical School, no Reino Unido.O estudo analisou os níveis de vitamina D no sangue dos pacientes, obtidos a partir de alimentos, suplementos e exposição ao sol. A vitamina D é encontrada em peixes oleosos como o salmão, atum ou cavala, além e leite, ovos e queijo, e sua síntese é feita pela exposição ao sol.

Para o estudo, 1.658 pessoas com mais de 65 anos de idade que estavam livres de demência tiveram seus níveis de vitamina D no sangue testados. Após uma média de seis anos, 171 participantes desenvolveram demência e 102 tiveram mal de Alzheimer.

O estudo descobriu que as pessoas com baixos níveis de vitamina D tinham uma propensão 53% maior em desenvolver demência, enquanto aqueles que eram severamente deficientes corriam um risco 125% maior, em comparação a participantes com níveis normais de vitamina D.

Além disso, pessoas com níveis mais baixos de vitamina D eram quase 70% mais propensas a desenvolver o mal de Alzheimer e, para aqueles que tinham deficiência grave, as chances aumentavam 120%.

- Os ensaios clínicos são agora necessários para determinar se a ingestão de alimentos como peixes oleosos ou tomar suplementos de vitamina D pode retardar ou mesmo prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer e demência. Precisamos ser cautelosos nesta fase inicial e os nossos últimos resultados não demonstram que níveis baixos de vitamina D causem demência. Dito isto, nossos resultados são muito encorajadores. Mesmo se um pequeno número de pessoas pudesse se beneficiar, já teríamos enormes implicações para a saúde pública, dada a natureza devastadora e cara de demência - disse Llewellyn.


Fonte: O Globo. Disponível em: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/baixos-niveis-de-vitamina-podem-dobrar-riscos-de-demencia-mal-de-alzheimer-13510947

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Porque amamentar?


O leite humano é muito diferente do leite adaptado (leite em pó).

O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebé necessita para ser saudável.
Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar,
tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebé de certas doenças e infecções.

O aleitamento materno protege as crianças de:


Otites

Alergias

Vómitos

Diarreia

Pneumonias

Bronquiolites

Meningites


Outras vantagens do leite materno para o bebé:


 Melhora o desenvolvimento mental do bebé;

É mais facilmente digerido;

Amamentar promove o estabelecimento de uma ligação emocional, muito forte e precoce,
entre a mãe e a criança, designada tecnicamente por vínculo afectivo.
Actualmente, sabe-se que um vínculo afectivo sólido facilita o desenvolvimento da criança
e o seu relacionamento com as outras pessoas;

O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.


Amamentar tem vantagens também para a mãe:


A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;

Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;

Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente;

A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;

A amamentação protege do cancro da mama que surge antes da menopausa;

A amamentação protege do cancro do ovário;

A amamentação protege da osteoporose;

A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro).
As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem com a hemorragia mensal;

Amamentar é muito prático! Não é necessário esterilizar e preparar biberões.
Não é necessário levantar-se de noite para preparar o biberão.

Amamentar também é vantajoso para a família:


A amamentação é mais económica para a família.
Basta multiplicar o preço de uma lata de leite em pó, pelo número de latas necessárias ao longo da vida da criança.


Patricia Streb da Silva Nutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infantil



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Amamentando o prematuro


Amamentar pode não ser a tarefa mais fácil do mundo, ainda mais tratando-se de um prematurinho. Mas SIM, é possível amamentar seu bebê que nasceu antes da hora! Aliás, os prematuros são os que mais se beneficiam do leite materno, pois ajuda a protegê-los contra infecções.
Quanto mais prematuro o bebê, maior é a chance de você não conseguir produzir leite logo de cara para suprir todas as necessidades dele. Isso já é esperado, portanto a culpa não é sua, e sim dos hormônios. Para a maioria desses pequenos, mamar no seio é um aprendizado lento e gradual: tudo vai depender da idade gestacional com que ele nasceu, do tamanho do bebê e de seu estado de saúde.
Mas todo esforço será recompensado; conheça as principais vantagens da amamentação:
Para a mãe:
O sangramento pós-parto diminui.
Reduzem as chances de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco.
A mulher que amamenta perde mais rápido o peso que ganhou na gravidez.
Favorece a relação afetiva com o bebê
Para o bebê:
Na amamentação, o bebê recebe os anticorpos da mãe para proteção contra diarreia e diversos tipos de infecções, principalmente as respiratórias.
O leite materno diminui as chances de o bebê desenvolver alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade.
O aleitamento materno também ajuda a criança a desenvolver-se bem, fisicamente e emocionalmente.
É um excelente exercício para o desenvolvimento da face e da fala.
É importante para que a criança tenha dentes fortes e bonitos.
Contribui também para que o bebê tenha uma boa respiração.

Dicas para amamentar o prematuro
Pega correta: para evitar dores e fissuras nos seios, o bebê deve fazer a pega corretamente. Ele deve abocanhar boa parte da auréola, e não somente o bico do seio. A boquinha deve estar bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora e o queixo encostado na sua pele. Monitore então a efetividade da sucção: covinhas e barulhos não são bons sinais. Quando a pega está correta, o leite sai em quantidade suficiente, o bebê engole tranqüilamente e a mãe não sente dor alguma. Peça ajuda à equipe da UTI.
Descanso: para que a produção de leite materno seja satisfatória, a mãe precisa estar descansada, isso é comprovado cientificamente! Peça à equipe da UTI para avisá-la nos horários da alimentação do bebê e aproveite os intervalos para descansar.
Evite o empedramento: quando há produção excessiva de leite, pode ocorrer enrijecimento da mama (ingurgitamento mamário) que provoca dor e atrapalha a sucção do bebê. Para evitar, massageie as mamas com movimentos circulares e se necessário faça a ordenha manual para facilitar a pega do bebê.
Apoio da família: cerque-se de pessoas solícitas que não façam cobranças ou comparações e entendam que nesse momento você deve ficar disponível aos horários e exigências da alimentação do seu filho que está na UTI.
Cuidados com os seios: para evitar fissuras, passe um pouco do leite materno nos bicos após o aleitamento ou coleta de leite. Troque o sutiã quando estiver molhado e só lave a região dos mamilos com água, sem usar hidratantes, cremes ou outros produtos.
Sem muitos conselhos: prepare-se para ouvir dicas de todo mundo. “Seu leite é fraco”, “Ele está com fome”, “Passe logo para a mamadeira”. Diante desse bombardeio, a dica é não dar ouvidos. Palpites errados são uns dos principais responsáveis pelo desmame precoce.

E mesmo que os obstáculos sejam muitos, e àrduos, toda iniciativa e esforços para que a amamentação do prematuro seja bem sucedida são extremamente válidos. Toda mãe e todo bebê têm o direito de ter a chance de vivenciar juntos esse milagre da natureza que é a amamentação. Sem pressa, sem pressão, sem medo, e sem culpa caso não dê certo.

Patricia Streb da SilvaNutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infantil



domingo, 3 de agosto de 2014

Mitos referentes a amamentação


Durante a amamentação a mãe poderá passar por situações em que as pessoas emitem as suas opiniões, baseadas em mitos e crenças populares, levando muitas vezes as mães a desistirem de amamentar seus filhos.
Por isto é importante que nós, profissionais da área da saúde possamos desmistificar estes mitos.


Dar de mamar faz os seios caírem: a gravidez traz mudanças no tamanho e forma dos seios. O uso permanente de sutiãs adequados (tecidos resistentes, laterais largas e que garanta a sustentação de todo o seio), durante a gestação e lactação, previne este problema. Ganho de peso adequado e técnicas corretas de amamentação são coadjuvantes nesta prevenção.


Leite fraco: não existe leite fraco. Todas as mulheres, desnutridas leves ou moderadas, produzem leite com a mesma composição nutricional, capaz de satisfazer as necessidades do recém-nascido nos primeiros 4 a 6 meses.

Meu leite não sacia meu filho, ele chora de fome: nem sempre o bebê chora de fome. O choro do bebê é a única forma de comunicação. Tem que avaliar se o choro não é de frio, ou calor, sono, cólica, falta de carinho ou se precisa trocar as fraldas ou não.


Criança prematura ou com baixo peso não deve ser amamentada: bebês prematuros com menos de 1800g não conseguem sugar, mas podem ser alimentados com leite da ordenha da própria mãe ou de um banco de leite e oferecido usando uma colher, copinho ou sonda orogástrica. Mesmo assim, deve-se colocar o bebê no seio para que haja a estimulação da sucção.


Mães que trabalham fora não podem amamentar: a mãe pode amamentar quando estiver em casa e ordenhar o leite para ser oferecido quando estiver ausente. Fazer o procedimento de ordenha conforme orientações que foram passadas no blog no dia anterior.


Patricia Streb da Silva Nutricionista CRN² 4845  -  Especialista em Nutrição Materno Infantil