segunda-feira, 28 de julho de 2014

Agricultura familiar ganha destaque no Dia do Agricultor - 28/07




No Brasil, pelo menos cinco milhões de famílias vivem da prática e produzem a maioria dos alimentos consumidos no País, como mandioca, feijão e leite.
“Para mim, é uma das profissões mais belas do mundo”, afirma a agricultora familiar Silvanir Batista da Costa

Nesta segunda-feira (28), a agricultura recebe atenção redobrada, pois é comemorado o dia do agricultor e, além disso, 2014 é considerado o ano da agricultura familiar.

Atualmente, no Brasil, pelo menos cinco milhões de famílias vivem da agricultura familiar e produzem a maioria dos alimentos consumidos no País, como mandioca (83%), feijão (70%) e leite (58%).

A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 considera agricultor familiar aquele que pratica atividades no meio rural em área de até quatro módulos fiscais (que variam de acordo com a região) e utiliza nas atividades econômicas do estabelecimento mão-de-obra predominantemente da própria família.

Silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores e quilombolas, que se enquadram nesses critérios, também são considerados agricultores familiares.

A diversificação de culturas, o manejo sustentável dos recursos e o fomento do desenvolvimento local são algumas características da agricultura familiar, considerada, pela Organização das Nações Unidas (ONU), um dos pilares da segurança alimentar.

Esse modelo de produção está em 84% dos estabelecimentos agropecuários e responde por aproximadamente 33% do valor total da produção do meio rural, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Orgulho 

Agricultora familiar desde os 16 anos, Silvanir Batista da Costa, 32, fala do orgulho em contribuir para a produção da maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. “Para mim, é uma das profissões mais belas do mundo.”

Ela, a mãe, o pai e mais sete irmãos cultivam feijão, milho, batata doce e abóbora no Sítio São Bento, no pequeno município cearense de Ibiapina, a mais de 300 quilômetros da capital Fortaleza. Da propriedade, de dois hectares, também saem bolos e farinha.

Ao agregar valor à produção, Silvanir, juntamente com outras 14 mulheres da comunidade, se organiza para levar alimentos para a merenda de escolas da região. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

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