quinta-feira, 31 de julho de 2014

Manifesto pelas frutas brasileiras



Embora existam centenas de árvores frutíferas que são nativas do Brasil - mais de 300 espécies já foram catalogadas - vale a pena lembrar que as frutas que lideram o ranking de consumo no país foram aclimatadas pelos colonizadores e imigrantes europeus. Laranja (a mais consumida no território nacional), maçã, melão, pêra, limão, uva, manga são exemplos de frutas trazidas da África, Ásia, Europa que ganharam a preferência dos brasileiros.

Ora! Mas não somos o país da diversidade?! Ocorre que, ao longo dos séculos, as espécies nativas foram pouco exploradas comercialmente e o potencial de consumo de tantas frutas acabou ficando em segundo plano e, muitas vezes, restrito aos biomas onde predominam. Entre as nativas, existem algumas exceções como o abacaxi, goiaba, maracujá e caju que são amplamente cultivadas e sempre estiveram presentes na alimentação dos brasileiros.


Mas com certeza isso é muito pouco diante da diversidade da nossa flora. Ao sairmos dos grandes centros urbanos em direção ao interior podemos identificar que o repertório de frutas das comunidades é rico e diversificado. Espécies como araticum, bacuri, buriti, cagaita, cambuci, ingá, jatobá, mangaba, murici, pupunha fazem parte do dia a dia e dos cardápios locais, seja no consumo in natura ou processado em polpas, doces, geleias, sorvetes e compotas.

Em escala comercial, plantamos e colhemos as mesmas frutas que os outros países. Vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e Índia. Nesse universo, apenas cinco frutas (banana, melancia, maçã, laranja e uva) respondem por 60% da produção mundial. Por aqui, laranja, banana e abacaxi totalizam 67% da produção nacional. Melancia, coco, mamão, uva, maçã, manga e limão completam a lista das dez frutas mais produzidas no país e representam cerca de 92% do volume nacional.

De modo geral, faltam incentivos e pesquisas que promovam a diversidade e valorizem as características culturais e alimentares das diversas regiões do país. Ao analisarmos a cadeia produtiva das frutíferas nativas podemos identificar uma série de limitações que vão do manejo à distribuição. Nos supermercados, é mais fácil (e barato) encontrar pitaya e physalis - frutas que nunca fizeram parte dos hábitos alimentares dos brasileiros - que graviola, cacau, umbu. Aqui na capital federal, o pequi (ouro do Cerrado) só é comercializado nas feiras populares ou empórios gourmets. Nas gôndolas das grandes redes de varejo, sobram blueberries, blackberries e raspberries importadas do Chile, Colômbia, México mas faltam pitangas, jabuticabas e amoras pretas do Brasil.

Muitos podem não lembrar mas o kiwi, originário da China, conquistou consumidores brasileiros anunciando uma concentração de vitamina C bem maior que a da laranja. Segundo a TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp), o teor de vitamina C dessas frutas é de 70,8 mg por 100 gramas de polpa de kiwi e de 50,3 miligramas por polpa de laranja pêra. No entanto, logo ali - na Amazônia - temos o camu-camu, fruta nativa recordista em vitamina C em todo o mundo (a concentração média é de 2.880mg para 100g de polpa de camu-camu), que hoje tem destino certo em diversos países da Europa e Ásia.

Por sorte, o cenário começou a mudar e nossas frutas ganharam o olhar atento dos chefs de cozinha, pesquisadores e consumidores conscientes. O caminho ainda é longo e as cadeias produtivas precisam ser fortalecidas e incentivadas. Quem sabe um dia possamos comprar jatobá, abiú, murici sem pagar preço de produtos importados. Por enquanto, podemos ficar felizes só de encontrá-las nos mercados.



Autor/Fonte: Ideias na Mesa

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Aberto edital sobre risco de infecção por bactéria em fórmula infantil

A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (30/07), Edital de Chamamento para receber informações a respeito do risco de infecção por bactéria E. Sakazakii ou Cronobacter species em lactentes e crianças de primeira infância. Os interessados em participar do Chamamento poderão preencher formulário eletrônico disponível no endereço a partir de 06 de agosto. O documento ficará disponível por trinta dias.

Com os dados, a Agência poderá revisar três regulamentações que obrigam que os rótulos de fórmulas infantis informem a necessidade de que o produto seja preparado com temperatura não inferior a 70°C. Essa regra impossibilita algumas ações do setor produtivo como, por exemplo, a adição de probióticos nas formulações.

Em 2011, a Anvisa publicou as RDCs 43,44 e 45, que regulamentam as características de identidade e qualidade de fórmulas infantis para lactentes (crianças menores de seis meses), primeira infância (entre seis meses e três anos de idade) e aquelas destinadas a necessidades dietoterápicas específicas. As normas determinam que a rotulagem informe a necessidade do produto ser preparado com água fervida e posteriormente resfriada a temperatura não inferior a 70°C. Esse requisito foi estabelecido com o objetivo principal de reduzir o risco de contaminação pela E. sakazakii, conforme diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2006 e 2007.

A E. sakazakii é uma bactéria largamente encontrada no meio ambiente e pode estar presente em locais de fabricação e preparo de fórmulas infantis, ainda que sob condições de higiene adequadas. Os lactentes, principalmente menores de 28 dias, são considerados população de risco para infecções causadas por esse microorganismo. Apesar de pouco incidente, a contaminação pode causar consequências graves à saúde, como retardo mental e outras deficiências neurológicas permanentes. Por vezes, pode ocasionar a morte.

Antes de publicar as normas, em 2011, a Anvisa considerou diversos fatores e impactos das resoluções na qualidade das fórmulas infantis, na saúde das crianças e também na aplicabilidade das regras pela população. A Agência analisou vários aspectos relacionados à possível perda de nutrientes termo sensíveis, à eventual formação de grumos, ao risco de queimaduras, à ativação de esporos de outras bactérias, à inviabilidade do uso de probióticos e à dificuldade de se mensurar a temperatura. “Porém, de 2011 para cá, surgiram novos dados e informações a respeito da efetividade do requisito de declaração de temperatura. Ao longo desses anos, continuamos recebendo diversos questionamentos do setor produtivo, o que motivou esse chamamento público”, sintetiza a Gerente de Avaliação de Risco e Eficácia para Alegações da Anvisa, Antônia Aquino. 

Segundo Antônia, as contribuições podem ser feitas por qualquer cidadão, em especial pesquisadores do tema, microbiologistas, pediatras, infectologistas, gastroenterologistas, nutricionistas, imunologistas, além de representantes do setor produtivo de fórmulas infantis voltadas para indivíduos menores de três anos de idade.


Fonte: Imprensa/ Anvisa

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Agricultura familiar ganha destaque no Dia do Agricultor - 28/07




No Brasil, pelo menos cinco milhões de famílias vivem da prática e produzem a maioria dos alimentos consumidos no País, como mandioca, feijão e leite.
“Para mim, é uma das profissões mais belas do mundo”, afirma a agricultora familiar Silvanir Batista da Costa

Nesta segunda-feira (28), a agricultura recebe atenção redobrada, pois é comemorado o dia do agricultor e, além disso, 2014 é considerado o ano da agricultura familiar.

Atualmente, no Brasil, pelo menos cinco milhões de famílias vivem da agricultura familiar e produzem a maioria dos alimentos consumidos no País, como mandioca (83%), feijão (70%) e leite (58%).

A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 considera agricultor familiar aquele que pratica atividades no meio rural em área de até quatro módulos fiscais (que variam de acordo com a região) e utiliza nas atividades econômicas do estabelecimento mão-de-obra predominantemente da própria família.

Silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores e quilombolas, que se enquadram nesses critérios, também são considerados agricultores familiares.

A diversificação de culturas, o manejo sustentável dos recursos e o fomento do desenvolvimento local são algumas características da agricultura familiar, considerada, pela Organização das Nações Unidas (ONU), um dos pilares da segurança alimentar.

Esse modelo de produção está em 84% dos estabelecimentos agropecuários e responde por aproximadamente 33% do valor total da produção do meio rural, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Orgulho 

Agricultora familiar desde os 16 anos, Silvanir Batista da Costa, 32, fala do orgulho em contribuir para a produção da maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. “Para mim, é uma das profissões mais belas do mundo.”

Ela, a mãe, o pai e mais sete irmãos cultivam feijão, milho, batata doce e abóbora no Sítio São Bento, no pequeno município cearense de Ibiapina, a mais de 300 quilômetros da capital Fortaleza. Da propriedade, de dois hectares, também saem bolos e farinha.

Ao agregar valor à produção, Silvanir, juntamente com outras 14 mulheres da comunidade, se organiza para levar alimentos para a merenda de escolas da região. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

sábado, 26 de julho de 2014

Anvisa proíbe venda de suplemento proteico para atletas


Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União, proíbe a distribuição e a comercialização, em todo o território nacional, do lote 003522 2, com vencimento em 04/2015, do produto Suplemento Proteico para Atletas sabor Baunilha, marca Super Whey 3W Integralmédica, fabricado por Integralmédica SA Agricultura e Pesquisa.

De acordo com o texto, um laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz apresentou resultados insatisfatórios para ensaios de carboidratos. Foram detectadas quantidades de carboidratos superiores em mais de 20% em relação aos valores declarados no rótulo do produto.

Outra resolução da Anvisa, na mesma publicação, libera a importação, a distribuição e a comercialização dos lotes do produto Carnivor Bioengineered Beef Protein Isolate, sabores Chocolate, Vanilla Caramel, Fruit Punch, Strawberry, Chocolate Mint e Chocolate Pretzel, do lote 0297G3, fabricados por MuscleMeds e distribuídos por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda.

A Anvisa considerou a declaração da empresa fabricante, de que o produto, formulado para o Brasil, não contém as substâncias glutamina alfa-cetoglutarato (GKC), ornitina alfa-cetoglutarato (OKG), alfa-cetoisocaproato (KIC), desde julho de 2013, a partir do lote 0297G3. O produto também apresentou teores de B6 e B12 abaixo no nível de detecção.

O suplemento havia sido suspenso em fevereiro deste ano por apresentar teores de vitamina B12 e B6 acima da ingestão diária recomendada e conter as substâncias citadas acima, que não foram avaliadas quanto à segurança para consumo como alimentos.

Permanece proibida a importação, a distribuição e a comercialização dos lotes do produto anteriores ao lote 0297G3, fabricados antes de julho de 2013.

Também permanece proibida a distribuição e comercialização de todos os lotes do produto Carnivor Mass Beef Protein Gainer, fabricados por MuscleMeds Performance Technologies e distribuídos pela Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda.


Fonte: Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-07/anvisa-proibe-venda-de-suplemento-proteico-para-atletas

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Relatório diz que alimentos desperdiçados poderiam matar a fome de milhões de pessoas


Na América Latina e no Caribe, alimentos desperdiçados poderiam satisfazer as necessidades das 47 milhões de pessoas que ainda sofrem de fome na região. É o que diz o documento divulgado na última quarta-feira (16) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
O relatório  Perdas e desperdícios de alimentos na América Latina e no Caribe, publicado pelo escritório regional da FAO, diz que 6% das perdas mundiais de alimentos ocorrem na região.
A cada ano, a região perde ou desperdiça aproximadamente 15% de seus alimentos disponíveis, o que impacta a sustentabilidade dos sistemas alimentares, reduz a disponibilidade local e mundial de comida, gera menor renda para os produtores e aumenta os preços para os consumidores, explicou o representante regional da FAO, Raul Benítez. 
Benítez acrescenta que as perdas e desperdícios também têm um efeito negativo sobre o meio ambiente devido à utilização não sustentável dos recursos naturais.  Enfrentar este problema é fundamental para avançar na luta contra a fome e deve ser convertida em uma prioridade para os governos da América Latina e do Caribe, disse Benítez.
Existem formas de evitar as perdas e os desperdícios em todos os elos da cadeia, principalmente por meio de investimentos em infraestrutura e capital físico, melhorando a eficiência dos sistemas alimentares e de governança sobre o tema mediante normas, investimentos, incentivos e alianças estratégicas entre o setor público e o privado.
Um exemplo são os bancos de alimentos, que reúnem comida que, por diversas razões, seriam descartadas para sua redistribuição e que já existem na Costa Rica, Chile, Guatemala, Argentina, República Dominicana, Brasil e México. A Associação de Bancos de Alimentos do México, por exemplo, resgatou 56 mil toneladas de alimentos somente em 2013.
A sensibilização pública também é chave e pode ocorrer por meio de campanhas dirigidas a cada um dos atores da cadeia alimentar, como faz a iniciativa mundial  Save Food, uma parceria entre a FAO, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a companhia alemã Messe Düsseldorf. A iniciativa reúne 250 parceiros, organizações e empresas públicas e privadas e realiza campanhas em todas as regiões do mundo.
Erradicar a fome na região requer que todos os setores da sociedade façam esforços para reduzir suas perdas e desperdícios, destacou o representante da FAO na região.
 


Fonte: Ascom/ONU

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Propaganda de alimento é suspensa



A Anvisa suspendeu as propagandas do Keraplex Bio, disponíveis no site de divulgação da marca. O produto é um alimento, mas sua propaganda faz alegações de cura e prevenção de doenças, o que não está comprovado e nem é permitido pela legislação brasileira. Com isso, todas as propagandas do Keraplex estão suspensas no país.


Fonte: Imprensa Anvisa

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Equador adota sistema de rotulagem com semáforo nutricional


Sistema que facilita a identificação de informações nutricionais básicas no rótulo dos produtos propõe o uso das cores do sinal de trânsito para indicar a quantidade de itens como gordura, açúcar e sal

O Equador se tornou recentemente o primeiro país da América Latina a adotar sistema de rotulagem com semáforo nutricional para alertar consumidores sobre teores de gordura, açúcar e sal. O sucesso desta política já foi comprovado no Reino Unido, onde existe um sistema de rotulagem nos mesmos moldes.
 
Um dos maiores benefícios trazidos por este sistema é a facilidade com que o consumidor encontra as informações nutricionais básicas e adequadas ao consumo no rótulo do produto. O modelo propõe o uso das cores do sinal de trânsito para simbolizar a quantidade alta (vermelha), média (amarela) ou baixa (verde) de nutrientes como gordura, açúcar e sódio. Estes, se consumidos em excesso, contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, diabetes e hipertensão.
 
O sistema de rotulagem em semáforo tem sido fortemente defendido pela Associação Médica Britânica, entre outras associações de consumidores ao redor do mundo, como a Consumers International, por sua alta eficiência. Para a pesquisadora do Idec Ana Paula Bortoletto, a iniciativa é importante pois, além de alertar as pessoas sobre alimentos prejudiciais, a metodologia também viabiliza comparações rápidas entre os produtos antes da compra.
 
A localização do semáforo no rótulo no Equador, no entanto, é opcional: pode ser na frente ou atrás do produto, ao contrário do Reino Unido, onde a rotulagem é obrigatoriamente frontal. Representes da Tribuna do Consumidor do Equador, no entanto, acreditam que esta flexibilização enfraquece o acesso à informação pelo consumidor em relação ao projeto original desta política pública.
 
O acordo, publicado pelo Ministério da Saúde Pública do Equador, também torna obrigatória a discriminação da quantidade de açúcares livres no produto, bem como proíbe que a rotulagem atribua vantagens nutricionais ou alegações terapêuticas aos alimentos. Os empresários têm prazo para atualizar o registro do produto com o novo rótulo até 29 de agosto de 2014.
 
No Brasil, a discussão sobre a revisão das normas sobre rotulagem nutricional deve começar esse ano, por um grupo de trabalho criado recentemente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável pela regulação de alimentos no país. "A discussão sobre melhorias na rotulagem nutricional está bem atrasada no Brasil. Esperamos que o exemplo do Equador seja seguido em outros países da América Latina" comenta Ana Paula. 

Fonte: IDEC

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quase 10% dos produtos têm mais sal que indicado no rótulo, diz Idec


Pesquisa do instituto revelou dado preocupante. Anvisa informou que existe programa para monitorar quantidade de sódio e que notifica empresas quando nota alguma irregularidade.

Uma pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor revelou que quase 10% dos produtos têm mais sal do que é informado no rótulo.
O microempresário Marcelo Salve decide quais alimentos levar para casa de acordo com as informações que encontra nos rótulos. Ele ficou surpreso ao saber que pode ter consumido mais sódio do que pensava.
"Se a gente está comprando um alimento, acreditando naquilo, porque precisa de uma dieta balanceada em sódio, e aquilo não está de acordo com que está na embalagem é um veneno”, disse o microempresário Marcelo Salve.
Uma pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor avaliou a quantidade de sódio presente em 291 alimentos industrializados, de 90 marcas diferentes. Do total, 27 apresentaram variações de mais de 20% em relação ao valor informado no rótulo.
Entre esses produtos, 17 tinham menos sódio do que o indicado na embalagem. E dez tinham mais sódio do que o informado. O pior resultado foi para uma marca de salsicha que continha 60% a mais do que o rótulo dizia. Para a nutricionista Salete Brito, a diferença pode trazer sérios riscos à saúde.
“O excesso traz problemas cardíacos, ele pode trazer Acidente Vascular Cerebral, hipertensão, ele pode trazer problemas renais”, afirmou a nutricionista Salete Brito.
Houve variações também para requeijões, mortadela e bolacha água e sal. O resultado da pesquisa decepcionou os consumidores.
"Você está confiando no que está escrito no rótulo e na verdade você está sendo enganada”, contou a aposentada Maria Casselato.
A Vigilância Sanitária não quis comentar, porque não recebeu formalmente a pesquisa do Idec. Apenas informou que tem um programa para monitorar a quantidade de sódio nos alimentos. E que sempre notifica as empresas quando identifica alguma irregularidade.
Respostas das empresas
Amélia: informa que não encontrou em suas análises um valor que corresponda ao encontrado pelo Idec para a margarina da marca; solicita data de fabricação e lote para que possa prestar esclarecimentos.
Resposta Idec: encaminhamos as informações solicitadas e, se necessário, divulgaremos os esclarecimentos da empresa na próxima edição da revista.

Aurora: diz que está realizando novos testes e, se confirmado o desvio no teor de sódio, corrigirá a tabela nutricional no rótulo.
Becel: a empresa Unilever, dona da marca, informou que foram realizadas análises físico-químicas do produto e que seus resultados se apresentam dentro dos parâmetros esperados e atendendo às legislações vigentes.
Ceratti: informa que está revendo todo o processo de fabricação para identificar a procedência da falha no teor de sódio informado.
Delícia: afirma que o lote analisado pelo Idec foi devidamente investigado pela equipe de controle de qualidade e não foi identificado desvio, o que confirma o valor declarado na rotulagem.
Kim: contesta os resultados, afirmando que analisa o teor de sódio dos produtos periodicamente em laboratório credenciado e que os valores apurados estão de acordo com a margem de 20%; sugere que o resultado acusado pelo Idec pode decorrer de variação metodológica.
Pullman: a Bimbo do Brasil, responsável pela marca, informou que o valor apontado pelo Idec (de 194mg sódio/porção) referente à rotulagem do produto Bisnaguito não corresponde ao valor indicado pela empresa na tabela nutricional, de 183 mg sódio/porção.
Resposta Idec: O Idec tem registro fotográfico do rótulo do produto analisado, em que consta a informação de 194 mg/porção. Além disso, como o teor de sódio obtido no teste foi de 147,4 mg sódio/porção, a indicação de 183 mg ainda desrespeitaria a margem de 20% prevista na resolução.

Qualitá: alega que o Pão de Forma Qualitá cumpre a RDC da Anvisa, pois o valor encontrado no teste (206,1 mg/50g) representa 17,56% a menos do que o valor informado na tabela nutricional do rótulo. Com relação à Bisnaguinha Qualitá, salienta que o fornecedor rastreou o lote avaliado e não identificou qualquer desvio nos parâmetros do produto.  A empresa enviou laudos de análise de sódio dos produtos.
Resposta Idec: O cálculo feito pela empresa está incorreto, pois considerou a margem de 20% em relação ao valor da rotulagem, enquanto a RDC permite a variação sobre o valor real do nutriente.

Toddy: a Pepsico, responsável pela marca Toddy, respondeu a notificação do Idec, mas sem comentários sobre o resultado da rotulagem.
Triunfo: a Arcor, responsável pela marca, afirma que a irregularidade em relação à rotulagem apontada é inconsistente e argumenta que os valores da rotulagem de sódio dos produtos estão dentro da margem de mais ou menos 20%.
Resposta Idec: O cálculo feito pela empresa está incorreto, pois considera a margem de 20% em relação ao valor da rotulagem, enquanto a RDC permite a variação sobre o valor real do nutriente.


Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/07/quase-10-dos-produtos-tem-mais-sal-que-indicado-no-rotulo-diz-idec.html

terça-feira, 15 de julho de 2014

Crianças Abandonam o Tratamento de Obesidade por Falta de Tempo

 

Pacientes não conseguem adaptar os horários das consultas às suas atividades e de seus pais. Pesquisadores da Unicamp investigaram as razões de abandono do acompanhamento de tratamento da obesidade por crianças e adolescentes obesos. Os resultados estão publicados no estudo “Razões do abandono do tratamento de obesidade por crianças e adolescentes”, na Revista Paulista de Pediatria. Segundo o artigo, foram entrevistados 41 pacientes. Os motivos de abandono relacionaram-se principalmente à dificuldade em adaptar os horários das consultas às atividades dos pacientes e dos pais, à recusa das crianças em fazer o tratamento, à insatisfação com o resultado e, em menor número, à mudança de local de acompanhamento, à dificuldade de agendamento e à demora no atendimento. Dentre as dificuldades estruturais, dizem os autores, há a distância entre a moradia e o local de atendimento, o tempo despendido e o custo: “nesta pesquisa, o tempo de transporte gasto entre a moradia e o local de atendimento por grande parte dos pacientes era superior a uma hora. Além disso, como aproximadamente 50% utilizavam transporte de saúde municipal, isso significava ficar o dia inteiro no hospital. Tal demora gera dificuldade em adaptar os horários das consultas às atividades dos pacientes e dos pais, como verificado em outros estudos. E para os que passam o dia todo no hospital, ocorre acréscimo no custo com a alimentação”. O estudo também verificou que, após o abandono do tratamento, houve aumento do número dos que não praticavam nenhum tipo de exercício físico. Além disso, a maioria relatou algum tipo de dificuldade em realizá-la. Dentre os empecilhos, houve dificuldade financeira para proporcionar tratamento adequado, pouca disponibilidade de tempo dos pais para supervisionar os filhos e falta de segurança pública que, segundo o estudo, impede o acesso das crianças às brincadeiras nas praças, ruas e parques.


Referências http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822013000300338&script=sci_arttext&tlng=pt Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Antioxidantes e Exercício. Será Realmente uma Boa Parceria?

 

Atualmente surgiu uma vasta produção científica sobre os efeitos benéficos do exercício físico na prevenção e tratamento de afecções crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade. Também existem vários trabalhos demonstrando que os antioxidantes podem promover saúde e prevenir diversas doenças. Então se tornou comum a associação entre o exercício físico e a suplementação de antioxidantes. Entretanto, ao contrário do consenso empírico fomentado dezenas de estudos sobre exercício físico têm demonstrado que a suplementação de antioxidantes pode ser inútil. Antes que critiquem o uso do termo “inútil”, existe um artigo que deu base para esta pauta denominado “Antioxidant supplement in exercise: Worse than useless” escrito por Gomez-Cabrera (2011) que utiliza o termo inútil (useless) pela primeira vez ao comentar o assunto discutido neste texto. Há tempos tem se sugerido que a suplementação de antioxidantes pode ter efeito prejudicial sobre o desempenho ou para a saúde, alguns exemplos: • Sharman e colaboradores em 1971 demonstraram que a suplementação de vitamina E (400 UI / dia durante 6 semanas) causou efeitos desfavoráveis sobre o desempenho de endurance em nadadores jovens. • Mais de 20 anos depois, Malm e colaboradores mostraram, em dois estudos consecutivos (1996 e 1997), os efeitos deletérios da suplementação de ubiquinona-10 (Q10) sobre o desempenho de seres humanos, após um programa de treinamento de alta intensidade. • Em 2002 Marshall e colaboradores, mostraram que a suplementação de vitamina C (1000mg/dia por 4 semanas) em cães de corrida piorou significativamente a sua velocidade. Isso ocorre devido ao papel multifuncional dos radicais livres ou espécies reativas de oxigênio em organismos vivos, nem sempre tão ruins, assim como os efeitos dos antioxidantes nem sempre são tão benéficos. Mas é importante lembrar que todos os estudos citados, pesquisaram o efeito de doses altas de antioxidantes. A recomendação diária de vitamina C, por exemplo, é de 60mg/dia e boa parte das pesquisas utilizam a dose de 1000mg de vitamina C ao dia. Essas superdoses são comuns na suplementação dos indivíduos, especialmente quando engajados em um programa de exercício e talvez esses efeitos deletérios ocorram por conta de níveis supra fisiológicos desses suplementos. Além disso, muitos indivíduos fazem o uso de suplementos antioxidantes sem consultar um bom Nutricionista e um bom Médico especializados na área desportiva, afim de saber suas reais necessidades frente a um programa de treinamento. Outro fato importante é que os alimentos ricos em antioxidantes possuem outras substâncias em sua composição que podem agir de forma sinérgica, permitindo melhor efeito para saúde do que os suplementos. Mas sem dúvida, uma dieta equilibrada, incluindo uma variedade de frutas e vegetais continua a ser a melhor abordagem nutricional para manter o status antioxidante ideal, inclusive ao longo de um período de treinamento. Portanto, cuidado com as propagandas que prometem resultados ótimos com a suplementação de antioxidantes o resultado pode ser pior do que inútil! 

Fonte: Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2472 Tiago dos Santos Rosa - Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Educação Física pela Universidade de Mogi das Cruzes. Mestre em Biotecnologia pela UMC. Doutorando do departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. PÓS-GRADUAÇÃO FEFISA
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

10 de Julho - Dia da Pizza

 

O Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho, desde 1985. Pizza é uma preparação culinária de origem italiana e famosa no mundo inteiro, que consiste em um disco de massa, regado com molho de tomates e coberto com ingredientes variados, como queijo, carnes, ervas. Existem até pizzas doces.

Origem do Dia da Pizza

O Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho, quando a data foi instituída pelo então secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, em 1985. Foi feito um concurso estadual que elegeria as 10 melhores receitas de mussarela e margherita, empolgado com o sucesso do evento, o secretário escolheu a data de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Saia do zero

1) Como pode ser realizada a tomada de decisão para o emagrecimento?
Emagrecimento, uma palavra que não sai da mente, receitas miraculosas são diariamente, divulgadas, esquecem que o primeiro passo é pensar no planejamento, compreender que para mudar é preciso realizar coisas diferentes.
Toda mudança deve ser inserida no contexto de vida da pessoa, mudanças radicais promovem efeitos radicais, e é de suma importância identificar quais são os custos dessas mudanças, na maioria das vezes as pessoas desistem, acredito por não respeitarem a transição do corpo sedentário para o corpo ativo. No final das contas o que todos querem é estar bem, isso é muito subjetivo, para uns significa entrar na roupa desejada, para outros estarem mais forte para o trabalho, ou dormir melhor, ter disposição física, a questão em si é a saúde.
Seja qual for a meta, a saúde deve ser monitorada e respeitada

2) A grande pergunta é: Sem saúde o quão longe você pode ir?
A saúde é um alicerce para tudo o que fazemos, ela permite o pensar, o andar, o sorrir, o brincar, o preparo e a vitória. Pensar em saúde sem a presença de movimento é impossível, somos seres formados sobre o movimento, a inércia é perigosa, viciante e assassina, o sedentário tem 200% de chance de desenvolver doenças coronárias, comparado ao fisicamente ativo.

3) Como o corpo deve ser colocado em movimento?
O Colégio Americano de Medicina Esportiva, preconiza que 30 minutos de atividade leve a moderada pelo menos 5 dias por semana, são o suficientes para mudanças fisiológicas muito importante.
A principal atividade recomendada para quem vai dar o ponta pé inicial e que tem um estilo de vida sedentário, é a caminhada. Existe uma boa razão para valorizarmos a caminhada, a transição do estado sedentário para o fisicamente ativo, tem por objetivo conseguir que as pessoas continuem ativas, propondo uma atividade fácil, que possa ser realizada em qualquer lugar, a qualquer momento, contribuindo para a aderência.
O calçado ideal é o confortável, seguro e que tenha amortecimento. A roupa deve ser ajustada com a temperatura, no inverno é importante se agasalhar, lembrando que também se deve usar filtro solar, estar atento com a hidratação e também avaliar o local da prática, evitando ruas mal conservadas, zonas de tráfico intenso, locais com solo muito irregular e mal iluminado.

4) Como deve ser realizada a caminhada?
Abaixo segue um programa de caminhada e as 5 regras para o seu desempenho
1º Iniciem num nível leve e com um ritmo confortável
2º Faça um diário, com as sensações e percepções da sua atividade.
3º Só passe para o estágio seguinte quando o estágio que estiver realizando for confortável
4º Fique atento com as dores e respeito os sintomas do seu corpo
5º Realize as caminhadas 5 dias por semana

Estágio    Tempo (minutos)    Percepção
1              10  
2              15
3              20
4              25
5              30

Mais importante do que entrar em uma disputa mental, entre fazer ou não o exercício, é ter a certeza de que o impacto sobre a produtividade será positiva.


Fonte: Autor Giulliano Esperança Bacharelado em Educação Física (Unesp –Rio Claro), Especialista em Fisiologia do Exercício – UNIFESP, MBA em coaching Master Coach - Sociedade Latino Americana de Coaching. Especialista em Marketing pela Madia Marketing School, Membro do Conselho Técnico Científico do Portal ‘O que eu tenho’, Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Personal Trainer, Membro da Sociedade Latino Americana de Coaching, 12 anos de experiência como Personal Trainer, Fundador do sistema “Wellness Manager” em treinamento personalizado e diretor do Instituto do Bem Estar Giulliano Esperança. Empresário, personal, coaching, palestrante, Tem como missão: "Motivar pessoas a transformar intenção em ação, e ação em resultados, por meio de treinamento personalizado e hábitos saudáveis." 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quais são os Mitos e Verdades sobre a Alimentação?

 
1) Mito ou verdade: comer alimentos ricos em carboidratos à noite engorda? 
MITO: É fundamental comer alimentos ricos em carboidratos em todas as refeições. Para que a alimentação esteja balanceada, ela precisa distribuir bem: carboidratos, proteínas e lipídeos. Por isso, o carboidrato deve ser consumido também à noite, mas claro na quantidade adequada, sem exageros.

2) Mito ou verdade: ficar sem comer emagrece? 
MITO: Deixando de comer você poder tornar o seu metabolismo mais lento, dificultando a eliminação de peso. Além disso, após ficar sem comer um período, é comum a compulsão alimentar, ou consumo de alimentos em maior quantidade. Para que ocorra a eliminação de peso é fundamental comer de forma fracionada, na quantidade certa.

3) Mito ou verdade: comer banana reduz cãibra? 
VERDADE: Existem vários motivos que podem levar as pessoas a terem cãibras, como a falta de cálcio, pela produção de ácido láctico, quando se faz força muscular ou pela falta do potássio. A banana é rica em potássio e realmente pode contribuir para o desaparecimento das cãibras, se este for o motivo das mesmas.

4) Mito ou verdade: abacate engorda? 
MITO: O abacate é realmente uma das frutas mais calóricas, mas se consumida em quantidade adequada não causa ganho de peso. Ao contrário do que muitos pensam a gordura presente no abacate não é a gordura saturada e assim o tipo de gordura saudável, a insaturada, capaz de reduzir o colesterol LDL (ruim).

5) Mito ou verdade: beber água em jejum emagrece? 
MITO: A água é essencial para o bom funcionamento do intestino, devido às suas inúmeras funções. O consumo indicado é de 2 a 3 litros por dia. Porém apenas a ingestão de água não elimina peso, muito menos se for tomada em jejum. Para que haja o emagrecimento é fundamental modificar maus hábitos alimentares e ter o balanço energético negativo, ou seja, comer menos calorias e gastar mais.

6) Mito ou verdade: beber líquido durante as refeições aumenta a barriga?
MITO: Beber líquidos durante as refeições não engorda. No entanto, é indicado o consumo de somente um copo de água ou qualquer outra bebida para que não ocorra aumento de peso, ou qualquer desconforto. Mas o excesso de líquidos e alimentos pode dilatar o estômago e trazer ganho de peso. Isso sim pode aumentar a gordura corporal até na região abdominal.

7) Mito ou verdade: margarina é mais saudável que manteiga? 
MITO: A manteiga é mais saudável do que a margarina. Pois, para que tome a consistência adequada à margarina passa pelo processo de hidrogenação, transformando a gordura insaturada em gordura do tipo trans. É preferível consumir a manteiga em pouca quantidade do que comer a margarina que é de origem vegetal, rica em gordura trans. Mesmo porque a gordura saturada da manteiga tem benefícios se consumida com moderação.
 

 
Autor
 
Profa. Dra. Gabriela Chamusca
 
Professora convidada para os cursos de Pós-graduação da UNIFAE, é nutricionista, mestre em educação física, coordenadora de nutrição da Ztrack Esporte e Saúde. Atua também consultora e assessora nutricional para empresas e profissionais.
 

sábado, 5 de julho de 2014

Desidratação afeta o desempenho físico de jogadores de futebol



Dois por cento de desidratação já causam redução do desempenho e a temperatura corporal central pode chegar a 39ºC. Atletas de futebol sofrem grande estresse fisiológico durante os jogos. Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Medicina do Esporte mostra que as características deste esporte associadas às condições climáticas desfavoráveis podem provocar desidratação intensa resultando em redução de desempenho físico. De acordo com a pesquisa, foram analisados 17 atletas. Os resultados mostram que, apesar da oferta constante de água aos jogadores, a reposição hídrica não é suficiente para manter o estado hidratado de todos os atletas. “Durante o exercício em atividades de longa duração, ao se atingir níveis maiores que 2% de desidratação pôde ser observada redução do desempenho. A temperatura muscular pode aumentar até 2°C com relação à temperatura de repouso, e a temperatura corporal central pode chegar a 39°C”, explica o estudo intitulado “Perda hídrica e prática de hidratação em atletas de futebol”. Segundo o texto, as regras e a natureza do futebol têm impacto significativo sobre as oportunidades que os jogadores têm de acesso a bebidas, dificultando o resfriamento corporal. Porém, durante o exercício é importante fazer o possível para evitar a desidratação excessiva.“Perda maior que 2% da massa corporal inicial implica em queda de desempenho. Níveis moderados de desidratação podem afetar o desempenho atlético e provocar déficit de concentração. Em nosso estudo, seis atletas tiveram desidratação maior ou igual a 2% no primeiro treino”, alertam os autores. 

Fonte: Referência http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922014000100047&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

sexta-feira, 4 de julho de 2014

MP tenta suspender venda de espumante infantil da Cereser


Embalagem estimularia o consumo de bebidas alcoólicas pelo público infanto-juvenil, segundo a ação do Ministério Público do Paraná
Uma bebida infantil com cara de espumante para adulto levou o Ministério Público do Paraná a entrar com uma ação civil pública para impedir que a empresa CRS Brands (Viti Vinícola Cereser) comercialize o produto no Estado.
A bebida Spunch parece uma mini-versão de um espumante, com direito a rolha, arame e invólucro de alumínio. Só que não leva álcool na receita e tem no rótulo personagens como Super-Homem, Batman e Penélope Charmosa. A garrafa com 660 ml leva, segundo o site da empresa, suco natural de morango, vitaminas A, C, E e ferro.
A ação foi apresentada por promotores de Justiça da 2.ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e da 3ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, que pedem que seja cobrada uma multa diária de R$ 100 mil no caso de a empresa continuar a vender o produto.
Como a embalagem do Spunch é muito parecida com a de um espumante, o MP-PR acredita que a sua venda induza o público infanto-juvenil ao consumo de bebidas alcoólicas.
Nesta quarta-feira (2), a CRS Brands disse ao iG que ainda não foi notificada formalmente sobre a ação do MP. "A empresa vai apresentar os devidos esclarecimentos perante a Justiça, assegurando que o produto está de acordo com as normas do Código de Defesa do Consumidor e com a legislação vigente", informou por meio de nota.
Recolhimento do produto e multa
Além de tentar a suspensão da venda da bebida, o MP pede na ação que a vinícola recolha os produtos já distribuídos, sob risco de ter de pagar R$ 1 mil por garrafa encontrada.
Segundo a portaria 487/2012 do Ministério da Justiça, a Cereser teria de listar os fornecedores para quem vendeu o Spunch e a  quantidade, identificar a distribuição geográfica da bebida em relação aos mercados, fazer planos de mídia para divulgar o recolhimento do produto na imprensa e o atendimento ao consumidor, além de divulgar avisos de risco aos clientes.
A ação do MP pede ainda que a empresa seja condenada a pagar dano moral coleitvo – o valor deverá ser definido pelo juiz.
A ação civil pública do Ministério Público do Paraná é resultado de um inquérito que investigou a venda do espumante infantil. Na época, segundo o MP, o fornecedor da bebida informou que “os refrigerantes e sucos gaseificados, ainda que apresentados em embalagens comemorativas, não induzem aos hábitos etílicos e/ou a comportamentos socialmente inaceitáveis”.

Fonte: Portal do Consumidor

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Inclusão do nutricionista no IPE


Já está em tramitação, na Assembléia Legislativa do RS, o projeto de lei para inclusão do nutricionista no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS). O PL, de autoria do deputado Frederico Antunes, também contempla os profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional. Como justificativa para a criação do PL, o texto ressalta que as especialidades enquadram-se nas ações a serem desempenhadas pelo IPE-SAÚDE, que tem entre seus objetivos a promoção, educação e assistência à saúde de seus usuários.
   O CRN-2 participou na condução do processo de criação do PL. Entre as mobilizações destaca-se a audiência pública, realizada no mês de novembro de 2013, momento em que o Conselho apresentou as considerações e importância da inserção do nutricionista no quadro de profissionais do IPE Saúde.

Seguem abaixo, cópia do PL e da justificativa:
Projeto de Lei Complementar nº 159 /2014
Deputado(a) Frederico Antunes
Altera a Lei Complementar n. 12.134, de 26 de julho de 2004, que dispõe sobre o IPE-SAÚDE e dá outras providências.
Art. 1.º No art. 2º da Lei Complementar nº 12.134, de 26 de julho de 2004, fica dada nova redação ao caput, e é acrescentado um novo parágrafo, onde couber, conforme segue:
“Art. 2.º Integram o Plano IPE-SAÚDE os atendimentos médicos, hospitalares, fisioterápicos, terapêuticos ocupacionais, nutricionais, e os atos necessários ao diagnóstico e ao tratamento, bem como ações de prevenção da doença e à promoção da saúde.
...
...§ - As condições para a cobertura das especialidades de fisioterapia, terapia ocupacional e nutrição serão objetos de Resolução especifica pelo Conselho Deliberativo do IPERGS.”
Art. 2.º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em
Deputado(a) Frederico Antunes

JUSTIFICATIVA
A presente proposta pretende a inclusão de outras especialidades de atendimento aos beneficiários do IPE Saúde, a saber, fisioterapia, terapia ocupacional e nutrição, vez que estas deixaram de ser meramente complementares, tornando-se intrínsecas aos tratamentos, a semelhança do que objetivou PLC 259/2012 que sucedeu o PLC 126/2010 (de autoria do deputado Ciro Simoni), alvo de decisão de suspensão de tramitação pela augusta Comissão de Constituição e Justiça desta Casa, em função de que o proponente, deputado Gilmar Sossella, assumiu a função de maior mandatário deste Poder.
Assim, com o avanço no conceito e nas necessidades de complementação do tratamento médico, as especialidades acima enquadram-se perfeitamente nas ações a serem desempenhadas pelo IPE-SAÚDE, que tem entre seus objetivos à promoção, educação e assistência à saúde de seus usuários.
Portanto, o conceito de atendimento “à saúde contempla mais ações do que as estritamente médicas.
Mister salientar também, que a Carta Magna de 88 fundamenta-se na busca pela dignidade da pessoa humana, sendo a saúde um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (art. 196). Soma-se a isto, que o IPE-Saúde tem alíquota geral de contribuição definida pela legislação estadual.
No mesmo sentido, os arts. 23, II e 24, XII da Constituição Federal e caput do art. 241, da Constituição Estadual, dão guarida a pretensão do Projeto em análise, quando assim estabelecem:
“Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
...
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;
…A
rt. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
...
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
….
“Art. 241- A saúde é direito de todos e dever do Estado e do Município, através de sua promoção, proteção e recuperação. ...”.
Importante ainda frisar que a Lei Federal nº 9.656/98 que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, definiu que os planos de saúde devem oferecer a cobertura de todas as doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde da OMS.
Em 2013, a ANS, através da RN 338/2013, atualizou o Rol de procedimentos e Eventos em Saúde, definindo que os procedimentos necessários ao tratamento das complicações clínicas e cirúrgicas, decorrentes de procedimentos não cobertos, têm cobertura obrigatória quando constarem do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde/2014, onde consta no anexo 01 a classificação de “CONSULTA COM FISIOTERAPEUTA (COM DIRETRIZ DE UTILIZAÇÃO) CONSULTAS, VISITAS HOSPITALARES OU ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PROCEDIMENTOS GERAIS AMB DUT”, e de “CONSULTA COM NUTRICIONISTA (COM DIRETRIZ DE UTILIZAÇÃO) CONSULTAS, VISITAS HOSPITALARES OU ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PROCEDIMENTOS GERAIS AMB DUT”.
Assim, fica evidente a necessidade de constar no rol dos atendimentos do IPÊ-SAÚDE, o de nutrição, bem como os de terapia ocupacional e de fisioterapia, garantindo ao segurado o direito a qualidade de vida, a promoção de prevenção das disfunções, e a manutenção da vida saudável e do bem-estar, contribuindo, ainda, na redução do tempo e dos custos com internações hospitalares.
Sala das Sessões, em
Deputado(a) Frederico Antunes

Fonte: CRN2

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estudo sobre agrotóxicos mostra a gravidade da situação



O panorama da contaminação ambiental por agrotóxicos e nitrato de origem agrícola no Brasil, entre 1992 a 2011, foi analisado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Marco Gomes e Robson Barizon. Conforme os autores,  o objetivo foi obter um diagnóstico mais próximo da realidade sobre a presença e contaminação do solo e da água para que sirva de alerta, e principalmente, de apoio às iniciativas direcionadas ao controle e uso racional dessas substâncias. A publicação também apresenta relatos de várias ocorrências nas cinco regiões brasileiras, com ênfase para as áreas rurais, em um cenário que, se ainda não é alarmante, remete à necessidade de reflexão e de tomada de atitude no sentido de evitar que se torne crítico.
Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os que mais apresentam casos de ocorrência de organoclorados, embora proibidos há alguns anos no Brasil. No caso do estado de São Paulo, estudos em sedimentos de 11 córregos da região central identificaram a presença de 16 organoclorados.
No estado do Rio de Janeiro as atividades agrícolas estão concentradas na região serrana, com a presença constante de situações de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos. Outro estudo detectou concentrações de agrotóxicos anticolinesterásicos em valores até oito vezes acima do limite permitido pela legislação brasileira em dois pontos de um importante curso hídrico regional.
Quando se trata de aquíferos menos profundos, a exemplo do Bauru, que é do tipo livre, onde a recarga é direta, os riscos de contaminação são elevados.
No estado do Rio Grande do Sul, estudos mostram a presença de glifosato em lavouras de arroz irrigado com água da Lagoa Mirim em concentrações acima do valor máximo permitido pela Agência de Proteção Ambiental Americana (USEPA). Outras regiões orizícolas também apresentam resíduos de agrotóxicos em seus mananciais e em todas verifica-se a presença de ao menos um agrotóxico ocorrente em águas subterrâneas. Nas regiões da Planície Costeira Interna à Laguna dos Patos e Santa Catarina pode-se averiguar que a totalidade das amostras monitoradas continha a presença de ao menos um agrotóxico; as regiões da Fronteira Oeste, Depressão Central e Planície Costeira Externa à Laguna dos Patos apresentaram 89% das amostras contaminadas e as regiões da Campanha e Sul do Rio Grande do Sul apresentaram 78 e 63%, respectivamente, das amostras contaminadas com, ao menos, um agrotóxico.
Na região amazônica, o comprometimento da qualidade da água, de uma forma global, está diretamente relacionado à possibilidade do avanço da agricultura com uso mais intensivo de agroquímicos, principalmente na cultura da soja. Na região norte, os riscos de contaminação da água subterrânea concentram-se, principalmente, na porção nordeste do Pará, onde a monocultura de soja avança sobre todos os tipos de solos. Este cenário coloca o Aquífero Itapecuru (livre), em situação de alerta, uma vez que as condições atuais de ocupação e manejo do solo indicam possíveis interferências. Ainda no estado do Pará, existe um cenário preocupante na região de Igarapé-Açu, especificamente na Bacia Hidrográfica do Igarapé Cumaru, onde se utiliza uma carga expressiva de agrotóxicos sem controle, vários deles com alto potencial de lixiviação e de transformação em compostos mais tóxicos do que as moléculas originais.
Trabalhos na região de Igarapé-Açu, por exemplo, indicaram que o inseticida/acaricida dimetoato pode chegar ao lençol freático e comprometer a qualidade de água do aquífero freático do Grupo Barreiras.
Na região nordeste o cenário torna-se ainda mais crítico, principalmente devido aos sistemas de produção de frutas para exportação que engloba toda a região do Vale do Submédio Rio São Francisco. Outra região que merece atenção é a de ocorrência dos aquíferos Serra Grande (predominantemente confinado) e Poti-Piauí (livre). Na Bahia, o cenário mais crítico está relacionado ao Aquífero Urucuia, região oeste do Estado.
Avanços importantes no cenário regulatório ocorreram nesses 20 anos pós Rio+, com destaque para a publicação da Lei 9.974, de 2000, que estabeleceu diretrizes para o recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos e a promulgação do Decreto 4.074, de 2002, que regulamenta a Lei 7.802/89, importante documento jurídico que abordou temas relevantes relacionados à saúde humana e à proteção ambiental, com destaque para a criação do Sistema de Informação sobre Agrotóxicos (SIA), introdução dos produtos equivalentes, proibição de produtos sem antídotos, criação do Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA), além do estabelecimento da exigência legal visando a implementação da avaliação de risco destes compostos, tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente.
A avaliação do risco ambiental, utilizando modelos matemáticos, é de extrema importância, pois permite a avaliação de um conjunto de cenários que não seria possível por meio exclusivamente de monitoramentos.
 
Autor/Fonte: Ascom/Embrapa

terça-feira, 1 de julho de 2014

Brasil está em Quinto lugar entre os Países mais Obesos



1) Qual é o atual panorama mundial da obesidade?
O Global Burden Of Disease divulgou o resultado de uma pesquisa sobre a obesidade e relevou que existem mais de 2 bilhões de obesos em todo o planeta.O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking. Os Estados Unidos lideram seguidos por China, Índia, Rússia.Um dado que preocupa é o aumento da obesidade em entre crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa, em todo o mundo, 3 milhões e 400 mil pessoas morrem por complicações causadas pelo excesso de peso.

2) O que está contribuindo para o aumento desses números?
Ainda segundo os pesquisadores, o estilo de vida moderno contribui para o aumento desses números. Nos países desenvolvidos os homens lideram os grupos dos obesos, já nos países em desenvolvimento como o Brasil, as mulheres estão mais obesas.

3) Como pode ser revertida esta situação?
Essa pesquisa reforça o que eu sempre digo aos meus pacientes: Perder peso não é tarefa fácil. Não importa se a pessoa quer perder 5, 10, 15, 30 quilos. Para alcançar a meta será necessário mudar os hábitos, tanto alimentares, quanto a prática de exercícios físicos. Essa mudança não é fácil. A pessoa pode consultar quantos nutricionistas esportivos desejar, se ela não estiver disposta a mudar os seus hábitos, os resultados serão nulos. Quando falo em mudança de hábitos estou falando em mudar a alimentação, escolher uma dieta balanceada, baseada em proteínas magras, carboidratos integrais, cereais, legumes, verduras. Mas, só a alimentação basta? A resposta é: ela é fundamental, mas nem sempre garante a velocidade para o paciente se manter motivado com as suas mudanças. A dieta balanceada é um primeiro passo importante, mas precisa estar aliada a prática regular de exercícios físicos, que incluí no mínimo: exercícios aeróbicos (corrida, bike, natação) e a musculação, por pelo menos 1 hora por dia, no mínimo 3 vezes por semana, já é um bom começo.



Fonte/Autor
 
Prof. Dr. Ricardo Zanuto
 
Doutor e Mestre em Fisiologia e Biofísica pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP). Especialista em Fisiologia do Exercício, Fitoterapia e Atividades Aquáticas. Nutricionista do Esporte e Clínico. Profissional de Educação Física. Autor de livros acadêmicos e artigos nacionais e internacionais.A tão temida "barriga flácida" é um problema muito comum tanto em homens quanto em mulheres, sendo resultado muitas vezes de um estilo de vida sedentário, associado à má alimentação, que leva ao acúmulo de gordura na região abdominal.