quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vitamina D: Saiba tudo Sobre a Nova Queridinha da Saúde

 
Se você acessar o site da Organização Mundial da Saúde (WHO), o for procurar as maiores deficiências vitamínicas, irá descobrir que a deficiência de Vitamina D no organismo das pessoas já é uma pandemia, ou seja, uma epidemia disseminada em vários países. Vitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo. É também conhecida como calciferol e vitamina antiraquítica. As formas principais são conhecidas como vitamina D2 (ergocalciferol: de origem vegetal) e vitamina D3 (colecalciferol: de origem animal). Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias. Porém, mais um problema: estudos mostram que nos últimos 30 anos, a concentração de nutrientes das frutas e vegetais caiu em torno de 50%, e isso acontece também com as carnes de animais que ingerimos, ricas em hormônios e cada vez menos nutritivas. Partimos então para a era da suplementação, pois não existe mais meios de se ter uma alimentação perfeita e saudável. Com a vitamina D, podemos burlar esta necessidade e literalmente tomar um “banho de sol”, que é bom, suficiente e de graça. É o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe, mas ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças. A presença da substância foi percebida no óleo de fígado de bacalhau no início do século passado. E foi muito utilizada para tratar o raquitismo (uma forma de deficiência grave de vitamina D em crianças). Mas dá pra escapar do gosto horrível dele, pois dá pra variar bem as fontes, e começar a se “permitir”pegar sol. Algo muito importante, e que paramos de fazer: se expor ao sol. No passado, tratávamos diversas doenças com os famosos Solários. E funcinava sabia? Muito por propiciar ao corpo a produção de níveis adequados de vitamina D. De forma prática, a vitamina D serve para: • facilitar a absorção do cálcio e do fósforo no organismo; • fortalecer os ossos e dentes tornando-os mais saudáveis; • aumentar a força muscular; • diminuir o risco de diabetes tipo 1; • melhorar o equilíbrio; • ajudar a emagrecer. A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e no processo de diferenciação celular, a falta deste nutriente favorece o aparecimento de 17 tipos de câncer. Esta substância ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a síndrome metabólica relacionada à obesidade que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2. O consumo da vitamina D é essencial para as gestantes, a falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. Já no final da gravidez, a carência do nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta as chances da criança ser autista. A vitamina D já está sendo utilizada no tratamento de doenças autoimunes, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A vitamina D é um imunoreguloador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina, mas ainda necessita de maior confirmação, mas com certeza, manter níveis adequados é muito importante para o controle destas doenças. Algumas das doenças autoimunes que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos que podem comprometer seriamente a visão do indivíduo e para os quais o tratamento costumava ser muito difícil. Podemos também chamá-la de hormônio anticancer, porque a falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre porque a substância participa do processo de diferenciação celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas, as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas. E esta proteção está muito relacionada como os níveis de vitamin D no sangue. A vitamina D é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções. Reforçando essa ideia, um estudo apresentado nos Estados Unidos provou que a razão pela qual os obesos têm mais alergias do que pessoas de peso normal está justamente na deficiência de vitamina D — a relação entre excesso de peso e a diminuição do nutriente no organismo já foi cientificamente comprovada. Outra função importante é interferir sobre a saúde do coração e do cérebro, reduzindo a incidência de 2 doenças que se não matam, são responsáveis por a redução da qualidade de vida e a maior causa de aposentadorias por doença: o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (derrame cerebral). Estudos recentes têm demonstrado que esta doença não é uma doença causada simplesmente pelo colesterol. Pois bem, infarto é uma doença inflamatória. O colesterol que circula em nosso organismo, circula em uma forma biológica que chamamos de Colesterol reduzido. Este é impossibilitado de se depositar em qualquer lugar do seu corpo. Ele só formará placas de ateroma e será capaz de se depositar, quando passa da forma reduzida, para a forma oxidada. O que causa esta transformação é um quadro conhecido na medicina, mas pouco tratado chamado Inflamação Crônica Subclínica, que é desencadeado por uma série de fatores, entre eles, a falta de vitamina D, portanto, podemos afirmar que a vitamina D tem a capacidade de interferir na deposição da placa ateromatosa e por este motivo, sua presença é uma arma importantíssima na prevenção do Infarto Agudo do Miocárdio e também do Derrame Cerebral. E por que a vitamina D é importante para o emagrecimento? De 4 formas: 1. A vitamina D promove o metabolismo da gordura, cortando a produção do hormônio da paratireoide, o que acelera a quebra da gordura pelo fígado. 2. Depois, a vitamina D seca as gordurinhas - a substância ativa os receptores nas células adiposas, inibindo o seu crescimento. 3. A supervitamina também reduz o apetite, pois aumenta a quantidade de leptina, hormônio que envia sinais de saciedade ao cérebro. 4. Por fim, o nutriente ativa a força dos músculos - ele facilita a redução do excesso de gordura no tecido muscular, fator ligado ao aumento da força. E como ela ajuda na quebra da gordura? De novo 4 ações: 1. Os estudos atuais mostram ligação entre níveis baixos de vitamina D com o aumento da lipogênese (produção de gordura) e diminuição da lipólise (queima da gordura). Quando o nutriente (vitamina D) falta na circulação, os níveis dos hormônios paratireoidianos (PTH) e do hormônio calcitrol se elevam. ele passa a estocar gordura em vez de queimá-la. Pesquisas recentes apontam que níveis elevados de PTH aumentam em 40% os riscos de ficar acima do peso. Ao contrário, se houver bastante vitamina D em sua corrente sanguínea, você também tende a produzir e a estocar menos gordura. 2.Outra ação que auxilia no tratamento da obesidade: quando possui bom nível de vitamina D, o corpo libera mais leptina. Esse hormônio controla a saciedade. O que o torna o nosso regulador natural do apetite. Vitamina D em baixa no organismo significa menos leptina nele e pratos mais cheios na sua mesa. 3.Além de auxiliar no controle do peso, também auxilia no combate à Diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a doença. 4.Outra ação conhecida da Vitamina D é sua ação de reduzir os níveis de cortisol.O cortisol é o tal hormônio do estresse, que entre outras ações favorece a formação de gordura estocada. Quais alimentos que possuem vitamina D? Alimento (UI e % da IDR) - Óleo de fígado de bacalhau puro, 1 colher de sopa (Observação: a maioria dos óleos de fígado de bacalhau refinados têm a vitamina D removida. Verifique o rótulo para certificar-se. (1360 e 226%) - Salmão (salmão-vermelho-do-Pacífico), cozido, 85g (447 e 74%) - Cavala, cozida, 85g (388 e 64%) - Atum, enlatado em água, drenado (154 e 25%) - Suco de laranja fortificado com vitamina D,1 copo (verifique os rótulos, como a quantidade de vitamina D adicionada varia) (137 e 22%) - Leite, desnatado, semidesnatado e integral, fortificado com vitamina D, 1 copo (120 e 20%) - Iogurte, fortificado com 20% do valor diário para vitamina D, 170g (iogurtes fortificados mais densamente fornecem mais que o valor diário) (80 e 13%) - Margarina fortificada, 1 colher de sopa (60 e 10%) - Fígado, carne bovina, cozidos, 100g (49 e 8%) - Sardinha, enlatada em água, drenada, 2 sardinhas (46 e 7%) - Ovo, 1 grande (a vitamina D é encontrada na gema (41 e 6%) - Cereal pronto para comer, fortificado com 10% do valor diário para vitamina D, 0,75 – 1 copo (cereais fortificados mais densamente fornecem mais que o valor diário) (40 e 6%) - Queijo suíço, 30g (6 e 1%) Como a exposição ao sol ajuda no emagrecimento? A pele produz vitamina D numa rapidez extraordinária. Para ter uma ideia da eficiência dos raios ultravioleta, 15 minutos de exposição solar no verão produzem a mesma quantidade de vitamina D fornecida por 100 copos de leite. No entanto, há limitações para a conversão da supervitamina pelo sol: a idade (idosos vão perdendo a capacidade de absorvê-la), tom da pele (negros sintetizam a substância em menor escala), tipos de roupa e até mesmo os níveis de poluição da atmosfera. O mais importante, garantem os especialistas, é tomar de 15 a 20 minutinhos de sol todos os dias, antes das 10 da manhã ou após as 4 da tarde, e sem protetor solar. E para aqueles que estão num processo de perda de peso (dieta), saiba que estudos demonstram que a alimentação repleta de vitamina D e cálcio dá uma mão para você perder 70% mais peso do que uma dieta com teor calórico igual, mas isenta de boas doses desses nutrientes. E você ainda leva de bandeja a melhora da saúde cardiovascular. Fantástico não? Então agora que tal se programar para ver a quantas anda os teus níveis de Vitamina D.


Fonte: Dr. Fábio S. Cardoso CRM-SC 11796 - Médico especialista em Anestesiologia, Longevidade e Anti-Envelhecimento, Pós-graduado em Medicina do Esporte, Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, Membro do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro do Comitê de Esportes de Combate do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro do Comitê de Esportes de Endurance do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro da National Athletics Training Association (NATA), Membro da American Association of Professional Ringside Physicians (AAPRP), Membro da Associação Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento, Membro da Brazil-American Academy for Integrative & Regenerative Medicine, Médico vinculado à equipe de MMA - RFT Fight Company, com atletas em vários e eventos ( UFC, BELLATOR, JungleFight, Nitrix, Sparta, entre outros), Médico vinculado à empresa PrimeFigthers, de gerenciamento de carreira de atletas de MMA, Médico vinculado à equipe de luta Nova União - Blumenau - SC, Médico vinculado à ABTRI ( Associação Blumenauense de Triatletas), Médico vinculado à atletas da FMD ( Fundação Municipal de Desportos)- Blumenau - SC, Serviço de Consultoria Médica Esportiva individualizada. NUTRIÇÃO CLÍNICA - 25/JUN/2014
 

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