quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vitamina D: Saiba tudo Sobre a Nova Queridinha da Saúde

 
Se você acessar o site da Organização Mundial da Saúde (WHO), o for procurar as maiores deficiências vitamínicas, irá descobrir que a deficiência de Vitamina D no organismo das pessoas já é uma pandemia, ou seja, uma epidemia disseminada em vários países. Vitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo. É também conhecida como calciferol e vitamina antiraquítica. As formas principais são conhecidas como vitamina D2 (ergocalciferol: de origem vegetal) e vitamina D3 (colecalciferol: de origem animal). Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias. Porém, mais um problema: estudos mostram que nos últimos 30 anos, a concentração de nutrientes das frutas e vegetais caiu em torno de 50%, e isso acontece também com as carnes de animais que ingerimos, ricas em hormônios e cada vez menos nutritivas. Partimos então para a era da suplementação, pois não existe mais meios de se ter uma alimentação perfeita e saudável. Com a vitamina D, podemos burlar esta necessidade e literalmente tomar um “banho de sol”, que é bom, suficiente e de graça. É o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe, mas ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças. A presença da substância foi percebida no óleo de fígado de bacalhau no início do século passado. E foi muito utilizada para tratar o raquitismo (uma forma de deficiência grave de vitamina D em crianças). Mas dá pra escapar do gosto horrível dele, pois dá pra variar bem as fontes, e começar a se “permitir”pegar sol. Algo muito importante, e que paramos de fazer: se expor ao sol. No passado, tratávamos diversas doenças com os famosos Solários. E funcinava sabia? Muito por propiciar ao corpo a produção de níveis adequados de vitamina D. De forma prática, a vitamina D serve para: • facilitar a absorção do cálcio e do fósforo no organismo; • fortalecer os ossos e dentes tornando-os mais saudáveis; • aumentar a força muscular; • diminuir o risco de diabetes tipo 1; • melhorar o equilíbrio; • ajudar a emagrecer. A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e no processo de diferenciação celular, a falta deste nutriente favorece o aparecimento de 17 tipos de câncer. Esta substância ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a síndrome metabólica relacionada à obesidade que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2. O consumo da vitamina D é essencial para as gestantes, a falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. Já no final da gravidez, a carência do nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta as chances da criança ser autista. A vitamina D já está sendo utilizada no tratamento de doenças autoimunes, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A vitamina D é um imunoreguloador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina, mas ainda necessita de maior confirmação, mas com certeza, manter níveis adequados é muito importante para o controle destas doenças. Algumas das doenças autoimunes que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos que podem comprometer seriamente a visão do indivíduo e para os quais o tratamento costumava ser muito difícil. Podemos também chamá-la de hormônio anticancer, porque a falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre porque a substância participa do processo de diferenciação celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas, as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas. E esta proteção está muito relacionada como os níveis de vitamin D no sangue. A vitamina D é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções. Reforçando essa ideia, um estudo apresentado nos Estados Unidos provou que a razão pela qual os obesos têm mais alergias do que pessoas de peso normal está justamente na deficiência de vitamina D — a relação entre excesso de peso e a diminuição do nutriente no organismo já foi cientificamente comprovada. Outra função importante é interferir sobre a saúde do coração e do cérebro, reduzindo a incidência de 2 doenças que se não matam, são responsáveis por a redução da qualidade de vida e a maior causa de aposentadorias por doença: o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (derrame cerebral). Estudos recentes têm demonstrado que esta doença não é uma doença causada simplesmente pelo colesterol. Pois bem, infarto é uma doença inflamatória. O colesterol que circula em nosso organismo, circula em uma forma biológica que chamamos de Colesterol reduzido. Este é impossibilitado de se depositar em qualquer lugar do seu corpo. Ele só formará placas de ateroma e será capaz de se depositar, quando passa da forma reduzida, para a forma oxidada. O que causa esta transformação é um quadro conhecido na medicina, mas pouco tratado chamado Inflamação Crônica Subclínica, que é desencadeado por uma série de fatores, entre eles, a falta de vitamina D, portanto, podemos afirmar que a vitamina D tem a capacidade de interferir na deposição da placa ateromatosa e por este motivo, sua presença é uma arma importantíssima na prevenção do Infarto Agudo do Miocárdio e também do Derrame Cerebral. E por que a vitamina D é importante para o emagrecimento? De 4 formas: 1. A vitamina D promove o metabolismo da gordura, cortando a produção do hormônio da paratireoide, o que acelera a quebra da gordura pelo fígado. 2. Depois, a vitamina D seca as gordurinhas - a substância ativa os receptores nas células adiposas, inibindo o seu crescimento. 3. A supervitamina também reduz o apetite, pois aumenta a quantidade de leptina, hormônio que envia sinais de saciedade ao cérebro. 4. Por fim, o nutriente ativa a força dos músculos - ele facilita a redução do excesso de gordura no tecido muscular, fator ligado ao aumento da força. E como ela ajuda na quebra da gordura? De novo 4 ações: 1. Os estudos atuais mostram ligação entre níveis baixos de vitamina D com o aumento da lipogênese (produção de gordura) e diminuição da lipólise (queima da gordura). Quando o nutriente (vitamina D) falta na circulação, os níveis dos hormônios paratireoidianos (PTH) e do hormônio calcitrol se elevam. ele passa a estocar gordura em vez de queimá-la. Pesquisas recentes apontam que níveis elevados de PTH aumentam em 40% os riscos de ficar acima do peso. Ao contrário, se houver bastante vitamina D em sua corrente sanguínea, você também tende a produzir e a estocar menos gordura. 2.Outra ação que auxilia no tratamento da obesidade: quando possui bom nível de vitamina D, o corpo libera mais leptina. Esse hormônio controla a saciedade. O que o torna o nosso regulador natural do apetite. Vitamina D em baixa no organismo significa menos leptina nele e pratos mais cheios na sua mesa. 3.Além de auxiliar no controle do peso, também auxilia no combate à Diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a doença. 4.Outra ação conhecida da Vitamina D é sua ação de reduzir os níveis de cortisol.O cortisol é o tal hormônio do estresse, que entre outras ações favorece a formação de gordura estocada. Quais alimentos que possuem vitamina D? Alimento (UI e % da IDR) - Óleo de fígado de bacalhau puro, 1 colher de sopa (Observação: a maioria dos óleos de fígado de bacalhau refinados têm a vitamina D removida. Verifique o rótulo para certificar-se. (1360 e 226%) - Salmão (salmão-vermelho-do-Pacífico), cozido, 85g (447 e 74%) - Cavala, cozida, 85g (388 e 64%) - Atum, enlatado em água, drenado (154 e 25%) - Suco de laranja fortificado com vitamina D,1 copo (verifique os rótulos, como a quantidade de vitamina D adicionada varia) (137 e 22%) - Leite, desnatado, semidesnatado e integral, fortificado com vitamina D, 1 copo (120 e 20%) - Iogurte, fortificado com 20% do valor diário para vitamina D, 170g (iogurtes fortificados mais densamente fornecem mais que o valor diário) (80 e 13%) - Margarina fortificada, 1 colher de sopa (60 e 10%) - Fígado, carne bovina, cozidos, 100g (49 e 8%) - Sardinha, enlatada em água, drenada, 2 sardinhas (46 e 7%) - Ovo, 1 grande (a vitamina D é encontrada na gema (41 e 6%) - Cereal pronto para comer, fortificado com 10% do valor diário para vitamina D, 0,75 – 1 copo (cereais fortificados mais densamente fornecem mais que o valor diário) (40 e 6%) - Queijo suíço, 30g (6 e 1%) Como a exposição ao sol ajuda no emagrecimento? A pele produz vitamina D numa rapidez extraordinária. Para ter uma ideia da eficiência dos raios ultravioleta, 15 minutos de exposição solar no verão produzem a mesma quantidade de vitamina D fornecida por 100 copos de leite. No entanto, há limitações para a conversão da supervitamina pelo sol: a idade (idosos vão perdendo a capacidade de absorvê-la), tom da pele (negros sintetizam a substância em menor escala), tipos de roupa e até mesmo os níveis de poluição da atmosfera. O mais importante, garantem os especialistas, é tomar de 15 a 20 minutinhos de sol todos os dias, antes das 10 da manhã ou após as 4 da tarde, e sem protetor solar. E para aqueles que estão num processo de perda de peso (dieta), saiba que estudos demonstram que a alimentação repleta de vitamina D e cálcio dá uma mão para você perder 70% mais peso do que uma dieta com teor calórico igual, mas isenta de boas doses desses nutrientes. E você ainda leva de bandeja a melhora da saúde cardiovascular. Fantástico não? Então agora que tal se programar para ver a quantas anda os teus níveis de Vitamina D.


Fonte: Dr. Fábio S. Cardoso CRM-SC 11796 - Médico especialista em Anestesiologia, Longevidade e Anti-Envelhecimento, Pós-graduado em Medicina do Esporte, Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, Membro do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro do Comitê de Esportes de Combate do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro do Comitê de Esportes de Endurance do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), Membro da National Athletics Training Association (NATA), Membro da American Association of Professional Ringside Physicians (AAPRP), Membro da Associação Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento, Membro da Brazil-American Academy for Integrative & Regenerative Medicine, Médico vinculado à equipe de MMA - RFT Fight Company, com atletas em vários e eventos ( UFC, BELLATOR, JungleFight, Nitrix, Sparta, entre outros), Médico vinculado à empresa PrimeFigthers, de gerenciamento de carreira de atletas de MMA, Médico vinculado à equipe de luta Nova União - Blumenau - SC, Médico vinculado à ABTRI ( Associação Blumenauense de Triatletas), Médico vinculado à atletas da FMD ( Fundação Municipal de Desportos)- Blumenau - SC, Serviço de Consultoria Médica Esportiva individualizada. NUTRIÇÃO CLÍNICA - 25/JUN/2014
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Curso on line de manipulação de alimentos já está disponível


A Anvisa disponibilizou, na quarta-feira (18/06), uma página dedicada ao curso de boas práticas de manipulação em serviços de alimentação. O curso tem como objetivo capacitar, apoiar e auxiliar os manipuladores de alimentos a aperfeiçoarem o controle sobre requisitos na categorização dos alimentos, reduzindo assim as doenças associados ao consumo.

O curso tem carga horária de 12 horas, possui oito módulos, é gratuito e pode ser realizado pelos funcionários de restaurantes, cantinas, bares e lanchonetes ou por responsáveis desses estabelecimentos para capacitação dos funcionários. Donas de casa, empregados domésticos, cuidadores também podem melhorar suas práticas domésticas de preparo e armazenamento de alimentos realizando esse treinamento.

Os inscritos terão a oportunidade de conhecer as formas seguras de preparar os alimentos e as principais regras da Vigilância Sanitária. Ao final do curso, os participantes que concluírem satisfatoriamente a avaliação irão obter um certificado e estarão aptos a realizar tarefas com mais qualidade e segurança.

Confira no vídeo abaixo a apresentação do curso.


https://www.youtube.com/watch?v=pLm2H2TTB0o


Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

terça-feira, 24 de junho de 2014

Produtos orgânicos e da agricultura familiar têm destaque na Copa



Para aproveitar o momento em que o Brasil está no centro das atenções no mundo e ampliar ainda mais o mercado da agricultura familiar, de certificação orgânica e selo de comércio justo fora e dentro do país, o governo federal selecionou 60 empreendimentos para vender seus produtos durante a Copa do Mundo de 2014.

Os produtos são comercializados nos quiosques da Campanha Brasil Orgânico e Sustentável, instalados em pontos estratégicos em 10 das 12 cidades que recebem jogos do torneio: Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Até o dia 27 de junho, cada quiosque tem seis representantes da agricultura familiar e de produção orgânica para promover o consumo de alimentos saudáveis. "A campanha vai mostrar ao consumidor – brasileiro e estrangeiro – o potencial da agricultura familiar brasileira, que cada vez está mais organizada e estruturada par a atender ao mercado", destaca o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos.

Os produtos demonstram a rica diversidade de sabores e texturas, com a qualidade e a variedade próprias da produção familiar e orgânica. Qualidade esta atestada por pelo menos um dos seguintes selos, promovidos pela Campanha: Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), Produto Orgânico do Brasil, Comércio Justo ou Indicação Geográfica.

De acordo com o secretário, a campanha também pretende promover a abertura de novos mercados de comercialização, deixando como legado deste megaevento uma cadeia produtiva mais estruturada, além de gerar renda e promover a inclusão produtiva entre os agricultores familiares.

Também estão sendo distribuídos kits de produtos para as pessoas que farão parte do Programa Brasil Voluntário, do governo federal. Serão cerca de 20 mil kits de lanc he, com castanhas, mel, suco orgânico, biscoito integral, banana passas orgânica, sequilhos e barras de cereal feitas com castanha de baru e açaí.

A Campanha Brasil Orgânico e Sustentável é uma iniciativa do governo federal, realizada pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Esporte (ME), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ), o Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), o Programa das Nações Unidades para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos). Conta também com o patrocínio do Serviço Social do Comércio (SESC). 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Anvisa interdita cautelarmente lotes de alimento infantil


A Anvisa determinou nesta sexta-feira (20/6) a interdição cautelar, por 90 dias, de dois lotes do Alimento em Pó para Dietas com Restrições de Fenilalanina da marca Profenil 2, fabricado pela empresa Dynamic Lab Indústria Farmacêutica Ltda. Os lotes interditados são os de número 07N042 22 e 02P082. Nos dois casos foram identificadas variações da composição em relação a lista de ingredientes declarados no rótulo dos produtos.

No caso do lote 07N042 22, foram feitas análises que apontaram para a ausência do aminoácido isoleucina, declarada no produto. Já no lote02P082foi identificada a presença de 9,79g do aminoácido isoleucina, isto é, 117% acima do valor de 4,5g declarado no rótulo. Também foi apontado que o lote não contém o aminoácido valina na composição, apesar de constar na lista de ingredientes.

A Vigilância Sanitária do Paraná recebeu informações de que crianças portadoras de fenilcetonúria tiveram reações adversas após consumir o produto, mas não há conclusão sobre a relação entre as reações e a variação da composição do produto.

Fonte: Assessoria de Imprensa Anvisa

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Modismo pode prejudicar celíacos


A nutricionista clínica e membro do Conselho Federal de Nutrição (CFN), Jacira Santos, explica que foi constatado aumento na incidência de pessoas celíacas nos últimos anos. Conforme ela, a doença tem expressão genética e o controle depende exclusivamente da retirada da dietade alimentos que possuem esta proteína. Exames de sangue e outros exames específicos são necessários para chegar ao diagnóstico de doença celíaca.
Ela salienta que a preocupação do CFN é com as pessoas que realmente não podem ter contato com o glúten. E alerta que as pessoas celíacas podem ser prejudicadas com o modismo em torno do consumo do glúten. "Não adianta a padaria produzir um pão sem glúten no mesmo ambiente em que a farinha de trigo é manipulada em outras massas. O alimento que contém traços de trigo pode desencadear uma crise alérgica no celíaco. Quem vai preparar um alimento sem glúten tem que ter muito cuidado até mesmo para não utilizar alimentos com glúten nos mesmos utensílios da cozinha", comenta.
De acordo com ela, é necessário uma legislação que regulamente a produção dos alimentos para proteger quem tem doença celíaca. "Os celíacos devem ficar de olho nas embalagens, mas a restrição não se limita aos alimentos. Shampoos, cremes, medicamentos e até sabonetes podem conter glúten e por isso é importante que os rótulos sejam precisos e que as pessoas fiquem atentas", aponta. (M.A.)


Autor/Fonte: Folha de Londrina - PR

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Lavar frango aumenta risco de contaminação por bactérias




A  agência de segurança alimentar britânica, Foods Standards Agency (FSA), revelou após pesquisa que lavar o frango antes do cozimento pode aumentar o risco de contaminação do alimento.

Segundo o estudo feito pela agência, a lavagem espalha as bactérias Campylobacter nas mãos, roupas, utensílios de cozinha ocasionada pelos espirros d'água.

Os sintomas da intoxicação pela bactéria são dor de estômago, cólicas, diarreia e febre. A doença, que pode ser tratada por longos dias, é considerada grave. O maior risco de morte é com crianças menores de cinco anos e idosos

Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha pela agência revelou que 44% dos entrevistados lavam o frango antes de cozinhá-lo. Segundo a presidente-executiva da FSA, Catherine Brown, a pesquisa serviu também para explicar que a lavagem do frango cru é "prática comum".

Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/index.asp

segunda-feira, 16 de junho de 2014

'Quentinha' ganha status e sofisticação como nova aliada da vida saudável




 
A famosa “quentinha” já não é mais a mesma. Há tempos como presença garantida na mochila de operários da construção civil ou empregados do chão de fábrica, hoje as marmitas circulam nas bolsas de socialites, atrizes, executivos, atletas e quem quer que esteja atrás de uma alimentação saudável e balanceada. Se o público mudou, o visual que antes remetia ao alumínio também teve que acompanhar. Térmicas com design assinado por artistas renomados, repletas de divisórias e até capazes de esquentar a refeição por conta própria, as “quentinhas” ganharam status, ares de sofisticação e até o título de cool, rótulo que cabe aos mais descolados. Tem até loja na Oscar Freire, a rua mais badalada – e cara – de São Paulo, dedicada somente a elas. Tudo isso em nome da saúde e, por que não, da economia.

“Existe uma busca da população por hábitos de vida mais saudáveis, que perpassam a alimentação. Associada a isso está a questão dos gastos mais baixos por se levar o próprio alimento”, avalia o médico nutrólogo Fabiano Robert. Quem está disposto a aderir à moda, terá benefícios incontestáveis, entre eles o de conhecer a procedência do produto, ter controle sobre a higiene de preparo e, mais do que isso, poder regular a adição de itens nocivos, como gordura e sódio. O conteúdo também pode trazer itens difíceis de serem encontrados no dia a dia. “Podem ser consumidos alimentos sem agrotóxico ou orgânicos hoje presentes apenas em restaurantes muito especializados e com preço elevado”, afirma a professora de nutrição da Fumec Ana Cristina Machado.

Sem contar a eliminação das frituras, normalmente trabalhosas de se fazer em casa e que causam muita sujeira. Além disso, costumam ficar com sabor e aspecto ruins depois de requentadas. Resultado: todo mundo evita. No self-service, no entanto, está tudo ao alcance do pegador e, diante da tentação, muitos deixam de lado a dieta para apreciar aquela deliciosa batata frita. “Em casa, não se faz arroz, macarrão, batata e mandioca, tudo ao mesmo tempo. Mas pela facilidade de encontrar isso no restaurante, as pessoas acabam comendo mais do que podem”, reconhece Ana Cristina Mendes Muchon, nutricionista e professora de nutrição da Faculdade de Educação de Bom Despacho (Faceb/Unipac).

A engenheira ambiental Renata Brasil, de 25 anos, garante que sua vida mudou desde que incorporou a marmita à rotina, há cerca de um ano. “Não adoeço mais. Sem contar que não sinto mais aquele peso e sono depois do almoço. Minha digestão melhorou muito e minha disposição aumentou consideravelmente”, conta. Com uma boa dose de vontade associada à disciplina, ela reconhece que é possível preparar as refeições da semana inteira, mesmo na correria do dia a dia. “Já fiz até curso de culinária para fazer coisas diferentes, mantendo o mesmo padrão de qualidade e equilíbrio de vitaminas. Minha alimentação é funcional e percebo que basta planejamento para conseguir mantê-la”, afirma.

Barata e sem sofisticação - Preparar uma marmita pode parecer complicado, mas desde que ela contenha os grandes grupos alimentares, é só começar a combinar os ingredientes. Quem acha que a trabalheira é grande e que não terá tempo para organizar a marmita para levar para o trabalho pode se surpreender já nos primeiros dias de teste. Afinal de contas, não é preciso muita variedade nem sofisticação. Uma comida caseira benfeita, com tempero na medida, ingredientes frescos e leves, desbanca qualquer self-service e por que não os pratos executivos mais incrementados. “É um preço muito pequeno que se paga pela quantidade de benefícios, que incluem mais disposição e menos cansaço”, antecipa o estudante de direito Ádamo Gori Bedete, de 23 anos, grande adepto das marmitas.

Para começar, é preciso ter em conta que o preparo deverá contemplar quatro grandes grupos de alimentos. “As leguminosas, representadas pelo feijão, lentilha, soja e ervilha. Os carboidratos, entre eles macarrão, arroz, batata-doce, quinoa e amaranto em grãos. Proteínas como ovo, frango e a soja. E finalmente os legumes e folhas, ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes”, detalha Ana Cristina Machado, professora de nutrição da Fumec.

O mais indicado é que pelo menos um item de cada grupo esteja presente todos os dias para suprir as necessidades nutricionais. Tendo clareza dos produtos que se enquadram em cada um deles, é possível fazer inúmeras combinações para evitar a monotonia. Para facilitar, o arroz e o feijão podem ser preparados no início da semana, separados em porções individuais e congelados.

A engenheira ambiental Renata Brasil, de 25, vai além. “Ainda preparo as proteínas no domingo para serem consumidas a semana toda. Peso-as e separo em potes o que for suficiente para a refeição do dia”, afirma. Para não enjoar, ela usa a imaginação. “Faço peixe e frango e tento variar. Um dia é grelhado, no outro refogado com molho de iogurte e há também opções com mostarda, cebola e espinafre”, enumera. Com a proteína e o carboidrato garantidos para todos os dias da semana, Renata reconhece que só precisa se preocupar com os legumes e a salada, que tomam menos tempo.

Esse grupo de alimentos, juntamente com as frutas, deve ser preparado o mais próximo possível do horário de consumo. “Se der para fatiar o tomate antes de sair de casa, é melhor que fazê-lo na noite anterior, já que, depois de partidos, esses alimentos perdem nutrientes”, aconselha Ana Cristina Mendes Muchon, nutricionista e professora de nutrição da Faculdade de Educação de Bom Despacho (Faceb/Unipac). Os legumes são rapidamente cozidos em uma panela a vapor e as carnes devem ser preferencialmente cozidas, assadas ou grelhadas.

Controle Rigoroso -  Entre as grandes vantagens de preparar o próprio alimento está a possibilidade de controlar os mínimos detalhes. “Tenho até uma horta em casa e uso temperos à base de alho, cebola, orégano e manjericão, que diminuem a necessidade de sal. Também não uso óleo de soja, só o de coco, que tem gordura boa”, conta Ádamo Gori Bedete. Abusar das ervas é uma ótima alternativa para garantir sabor aos alimentos, tirando de cena o famigerado sal de cozinha.

“Gosto de saber o que estou comendo, o que não ocorre quando almoço na rua. Sem contar que quando não se sabe como a comida é feita, é muito comum que as pessoas passem mal”, afirma Ádamo. Sem contar que grande parte dos alimentos que ele e Renata colocam na marmita dificilmente seriam encontrados em estabelecimentos comerciais comuns. “Já procurei, mas não encontrei. Muitos lugares vendem essa imagem de que são saudáveis, mas não são de verdade”, lamenta Ádamo. A única forma de ter certeza é colocando o avental e indo para a beira do fogão. Com a “quentinha” como aliada, ele consegue, inclusive, fazer uma dieta livre de glúten e lactose. Renata, por sua vez, consegue controlar com mais facilidade o colesterol alto.

Palavra do especialista - Sem extrapolar
Lupércio Cançado Farah, nutricionista e doutor em medicina bioquímica

“Mesmo que a pessoa não consiga levar a marmita todos os dias, se o fizer duas ou três vezes na semana já é benéfico, desde que nos demais dias não extrapole. Se for possível, nos outros dias é importante manter o equilíbrio levando coisas mais fáceis e práticas, principalmente para o intervalo dos lanches, que contenham itens dificilmente encontrados na rua. Um pão integral com queijo branco e peito de peru é uma das alternativas. Praticamente não se encontra pão integral nas padarias ou lanchonetes. Os sanduíches normalmente são feitos com queijo amarelo e vêm com muita manteiga.”

 

Autor/Fonte: Saúde Plena. Disponível em: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1943

sábado, 14 de junho de 2014

Fiocruz lança livro sobre Segurança Alimentar e Nutricional na Comunidade dos Países da Língua Portuguesa


   O livro “Segurança Alimentar e Nutricional na Comunidade dos Países da Língua Portuguesa: Desafios e Perspectivas” é produto da Oficina realizada durante o Congresso Mundial de Nutrição realizado no Rio de Janeiro em 2012.
   Este livro é fruto do trabalho de parceria entre o Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa e teve seu lançamento oficial em dezembro de 2013 em Lisboa, como parte da comemoração do aniversário do IHMT.
 

Fonte: CRN - 2

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Leite Compen$ado V: determinado recall de produtos da Pavlat e da Hollmann

Após análise do leite apreendido durante a Operação Leite Compen$ado V, ocorrida em 8 de maio pelo Ministério Público em dez cidades do Vale do Taquari, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou recall de diversos lotes de produtos das marcas Pavlat e Hollmann. Os laudos foram expedidos nesta quarta-feira, 4, e concluem que os laticínios estão fora dos padrões para análise microbiológica. As análises referem-se às amostras coletadas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nas sedes das duas empresas.

O Mapa determinou o recall dos seguintes lotes de laticínios da Hollmann:
- Ricota fresca – lote 112, com fabricação em 22/04/2014 e validade até 11/06/2014 
- Ricota fresca – lote 105, com fabricação em 15/04/2014 e validade até 04/06/2014 
- Ricota fresca temperada – lote 119, com fabricação em 29/04/2014 e validade até 18/06/2014 
- Nata – lote 126, fabricação em 06/05/2014 e validade até 20/06/2014
Da Pavlat, foi determinado recall dos seguintes lotes de leite UHT, :
- Leite UHT semidesnatado, lote 13F4, fabricação em 06/05/2014 e validade até 03/09/2014 
- Leite UHT integral, lote 12E2, fabricação em 06/05/2014 e validade até 03/09/2014 
- Leite UHT integral, lote 10E4, fabricação em 06/05/2014 e validade até 03/09/2014.



Fonte: Minstério Público RS

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Consulta Pública sobre alergênicos começa dia 16 de junho

Começa no próximo dia 16 o prazo para participação na consulta pública sobre rotulagem de substâncias alergênicas em alimentos. O objetivo da norma é indicar no rótulo dos alimentos embalados as principais substâncias capazes de desencadear alergias alimentares.
A proposta é para que as indústrias citem nominalmente o uso de cereais com glúten, crustáceos, ovos, peixe, amendoim, soja, leite, castanhas e sulfitos quando utilizarem estes alimentos ou derivados entre os ingredientes. O texto leva em consideração as principais referências internacionais, como o Codex Alimnetarius, para alimentos com maior potencial de provocar alergias.


A participação na consulta pública é aberta a qualquer pessoa. O formulário eletrônico ficará disponível no site da Anvisa. Também é possível acompanhar em tempo real as sugestões e críticas feitas pelos participantes da consulta.


Veja aqui a apresentação sobre Proposta de RDC sobre Rotulagem de Alimentos Alergênicos
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

terça-feira, 10 de junho de 2014

Produtos naturais e a granel exigem cuidado redobrado


Se você vai organizar uma festa junina e vai às compras, fique atento em relação ao que deve ser observado para não levar produto com problema. De acordo com informações disponíveis no site do Procon-SP, na compra de produtos naturais ou a granel, verifique o peso e a aparência (sujeira, umidade). Quando expostos, devem estar protegidos de poeira, insetosm e devem apresentar informações, por meio de cartazes ou plaquetas, sobre o prazo de validade e procedência.

No caso de irregularidades, o fornecedor imediato (feirante, supermercadista, lojista) é o responsável. A pesagem deve ser feita na frente do consumidor e a balança tem que estar nivelada e conter o selo de aprovação do Inmetro.
O alimento pré-embalado ou industrializado deve conter em sua embalagem a identificação do fabricante ou importador, prazo de validade, ingredientes, peso e origem, tudo em língua portuguesa.


Fonte: Portal do Consumidor. Disponível em: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=26537

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Grupo vai auxiliar a Anvisa a inovar na rotulagem de alimentos

A edição desta quarta-feira (5/6) do Diário Oficial da União (DOU) traz a Portaria 949 da Anvisa que institui o grupo de trabalho que vai auxiliar a Anvisa na elaboração de propostas para a rotulagem nutricional de alimentos.
O grupo de trabalho é composto por representantes dos ministérios da Saúde e Desenvolvimento Social (MDS), das associações das  indústrias da Alimentação (Abia) e de alimentos dietéticos (Abiad), do Conselho Federal de Nutricionistas, das universidades de Brasília (UnB) e da Federal de Santa Catarina (UFSC), do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e do Proteste e do Idec.
Essa equipe de profissionais irá subsidiar Anvisa em assuntos técnicos e ou científicos relacionados à rotulagem nutricional; identificar os problemas que existem hoje e propor soluções às limitações encontradas.
Além desta iniciativa, a Anvisa vai abrir uma consulta pública para recolher a opinião da sociedade sobre a indicação de substâncias alergênicas em alimentos. A medida foi aprovada no último dia 29 de maio.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

sexta-feira, 6 de junho de 2014

38% dos serviços de alimentação são certificados com nota máxima




O ministro da Saúde, Arthur Chioro e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano anunciaram nesta quinta-feira (5), o resultado da avaliação das condições sanitárias de 2.075 estabelecimentos em 26 cidades, incluindo 11 sedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. São 1.919 serviços em cidades que se voluntariaram a participar e outros 156 nos aeroportos, onde a fiscalização é feita diretamente pela Anvisa. O programa tem o objetivo de avaliar o cumprimento das normas sanitárias em bares, lanchonetes e restaurantes e prestar informação confiável aos clientes sobre a qualidade desses locais.
Entre os itens analisados estão controle de tempo e temperatura dos alimentos, higiene do manipulador, utilização de água potável, prevenção de contaminação e procedimentos de higienização. São utilizadas como meio de classificação dos estabelecimentos as letras A, B e C. Os locais que cumprem mais rigorosamente os requisitos da vigilância sanitária recebem o selo da categoria A, seguidos pelos selos B e C. Os estabelecimentos também podem ser classificados como pendentes, por meio da letra P, ou seja, no momento da inspeção possuíam condições inaceitáveis, sendo interditados ou após correção das devidas falhas, mantiveram-se em funcionamento.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a medida constrói um processo de indução da qualidade sanitária dos estabelecimentos. “Conseguimos fazer com que os estabelecimentos disputem, no bom sentido, a colocação de um selo, além disso, o projeto promove a transparência da vigilância, mas acima de tudo induz o estabelecimento a melhorar a qualidade do serviço confirmando que é possível cumprir a regra sanitária com excelência”, disse.

Chioro fez questão de frisar que todos os estabelecimentos que receberam notas estão de acordo com as normas sanitárias. “Entre aqueles que cumprem com rigor a legislação sanitária, o que é pré-requisito para a categorização nos níveis A, B e C, foi feita uma disposição relacionada à qualidade que o serviço possui. Ou seja, todos cumprem a legislação, mas o rigor no cumprimento das normas é que vai permitir este nivelamento”, reiterou.  O ministro disse ainda que “os serviços classificados como Pendentes entram na rotina de trabalho das nossas vigilâncias que vão monitorar o progresso desses estabelecimentos. Queremos que possam rapidamente melhorar sua condição sanitária”, completou, lembrando que “as avaliações mostram uma grande mobilização dos estabelecimentos rumo à qualidade”.
Já o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o impacto positivo do projeto na rotina da vigilância sanitária. “É uma iniciativa que dá foco para a ação da vigilância e ferramentas para que os próprios estabelecimentos façam uma gestão da qualidade nas suas rotinas de trabalho, quem se esforçou nestes sentido foi reconhecido com o grau de excelência”, explicou Barbano.

Cada um dos estabelecimentos receberá um selo, que será afixado na entrada principal.  E o cidadão também poderá acompanhar as notas de cada serviço de alimentação por meio do site da Anvisa.

RESULTADOS

No total, 38% dos estabelecimentos localizados nas cidades foram classificados na categoria A, 41% na B e 15% na C. Outros 6% foram qualificados como pendentes. Esses estabelecimentos são monitorados pelas vigilâncias sanitárias locais. Em relação aos serviços de alimentação nos aeroportos, 53% foram classificados na categoria A, 39% na B e 6% na C. Outros 2% estão como pendentes.

Os números desta edição - que coletou informações entre janeiro e maio deste ano - já são melhores do que na etapa anterior – cujas avaliações ocorreram em 2013. No primeiro ciclo, participaram do projeto 2.172 estabelecimentos em 24 cidades. O número de serviços nas cidades classificados na categoria A havia sido de 16%, 40% na B e 25% na C. Outros 17% foram qualificados como pendentes. Quanto aos estabelecimentos nos aeroportos, 45% foram classificados na categoria A, 42% na B e 10,% na C, além de 2% apontados como pendentes.

Em relação ao total de serviços de alimentação avaliados nos dois ciclos, que somou 1.876, 49% melhoraram, outros 40% se mantiveram no mesmo patamar e 11% pioraram. Já quanto aos 241 estabelecimentos pendentes monitorados no primeiro e segundo ciclos, 9% passaram a ser classificados na categoria A, 38% evoluíram para a B e 28% para a C. Outros 25% mantiveram-se pendentes.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano ressaltou que o projeto traz critérios objetivos para avaliação do risco, além de padronizar os procedimentos das Vigilâncias Sanitárias. “Esta iniciativa mostra que podemos ter uma ação focada no aprimoramento da vigilância, com olhar frequente e dirigido e, ainda, permite que o consumidor, de forma transparente, compreenda quais são os cuidados necessários na manipulação dos alimentos, que vão além da utilização de luvas e máscaras”, disse acrescentando que outro ganho deste projeto é “que os estabelecimentos passam a ter uma ferramenta de gestão de qualidade”.

O projeto brasileiro foi inspirado em experiências semelhantes em outras cidades do mundo, como Nova Iorque e Londres. Nessas cidades houve melhoria das práticas sanitárias dos restaurantes, aumento da confiança do consumidor, além do reconhecimento daqueles que investiam em qualidade. Em Nova Iorque, por exemplo, foram classificados na categoria A 27% dos estabelecimentos analisados em um levantamento realizado em janeiro de 2011. Após 12 meses, a quantidade de serviços na categoria A aumentou para 35%. Após 18 meses, o percentual chegou a 41%.

CATEGORIZAÇÃO – As inspeções do projeto Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação foram realizadas pelas vigilâncias locais, com apoio da Anvisa. As cidades participantes do projeto definiram os estabelecimentos que participaram do programa de acordo com critérios locais como rotas turísticas, circuitos gastronômicos e áreas de lazer. Não participaram o aeroporto de Manaus, que está em reforma, e a cidade-sede de Salvador que não aderiu ao projeto.

As cidades participantes do projeto neste segundo ciclo são: Olinda (PE), Manaus (AM), Jaboatão dos Guararapes (PE), Ipojuca (PE), Barueri (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília, Búzios (RJ), Cabo de Santo Agostinho (PE), Cuiabá (MT), Gramado (RS), Gravatá (PE), Parnamirim (RN), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Recife (PE), São Miguel do Gostoso (RN), São Paulo, Tibau do Sul (RN), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Mata de São João (BA), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Caruaru (PE).


Antes do início da inspeção os estabelecimentos realizaram autoinspeções para promover as melhorias possíveis. Já a inspeção pela vigilância sanitária foi dividida em dois ciclos. No 1º, o resultado não foi divulgado individualmente, mas o estabelecimento poderia entender onde estavam as falhas e corrigir os procedimentos. Foi iniciado em agosto de 2013 e finalizado em janeiro de 2014. O 2º ciclo de inspeção começou no início deste ano e, com ele, foram obtidas as notas finais.

Para estimular a adesão ao projeto, o governo destinou cerca de R$ 5 milhões para serem investidos na capacitação dos profissionais das vigilâncias sanitárias municipais e na aquisição de tecnologia. Os recursos foram repartidos entre as cidades-sede da Copa do Mundo que aderiram ao projeto, de acordo com o número de serviços de alimentação existentes em cada uma delas.

CURSO

A Anvisa irá promover, a partir do dia 16 de junho, curso a distância para manipuladores de alimentos, que ficará acessível na página da agência e ajudará os estabelecimentos a aperfeiçoarem o controle sobre requisitos na categorização dos alimentos.

Falhas associadas à manipulação dos alimentos são consideradas a terceira principal causa de doenças transmitidas por alimentos, perdendo apenas para problemas no controle da temperatura de preparo e conservação dos alimentos e na qualidade da matéria-prima.

O curso tem carga horária de 12 horas e é gratuito, podendo ser realizado pelos funcionários de restaurantes, bares e lanchonetes ou por responsáveis desses estabelecimentos para capacitação dos funcionários.

Além dos serviços de alimentação, poderão participar do curso donas de casa, empregados domésticos, cuidadores também podem melhorar suas práticas domésticas de preparo e armazenamento de alimentos realizando esse treinamento. Ao final do curso, é concedida uma declaração aos participantes que concluírem satisfatoriamente a avaliação.

Confira o hotsite da Categorização de Alimentos com as notas

Veja a Apresentação dos dados

Fonte: Imprensa/ Anvisa

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia Mundial do Meio Ambiente: Organizações do Pacto Global da ONU promovem ações de conscientização


Tomar uma atitude pelo planeta – este é o grande chamado das Nações Unidas para oDia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. O convite foi aceito por diversas organizações integrantes do Comitê Brasileiro do Pacto Global – responsável pela gestão e estratégia da iniciativa no país –, que realizam ações públicas de conscientização nas cidades onde atuam.

No último fim de semana (31/5 e 1/6), em São Paulo, a editora Abril — por meio da iniciativa Planeta Sustentável — promoveu o 7º Planeta no Parque. Os participantes caminharam pelas ruas da Vila Madalena seguindo o trajeto do córrego das Corujas. No Parque Villa-Lobos, crianças e adultos interagiram com um mapa gigante que revela os rios “escondidos” perto de suas casas. A Mostra Rios e Ruas ficará em cartaz até 31 de julho na Praça Victor Civita.

A Braskem inaugura, nesta quinta-feira (5), uma Estação Ambiental no parque Sauípe, na Bahia. A Estação terá diferentes módulos: um deles será dedicado ao ciclo de vida do plástico produzido a partir de etanol de cana-de-açúcar; outro contará com um viveiro escola sobre botânica. O ambientalista francês Jean-Michel Cousteau, filho do famoso documentarista e oceanógrafo Jacques Cousteau, participa do evento.

Durante toda a semana (3 a 6 de junho), a unidade da Braskem em Duque de Caxias (RJ) deve receber cerca de 400 crianças e jovens de escolas públicas com atividades como trilhas ecológicas e plantio de mudas de espécies nativas. Os eventos ocorrerão no Parque Natural da Taquara, uma área de aproximadamente 20 mil hectares de preservação da Mata Atlântica.

Em Curitiba (PR), o ISAE/FGV cria um espaço de reflexão para alunos e interessados com as palestras “O problema da água em Curitiba” e “Curitiba, Meio Ambiente e a Lei Orgânica”. O evento será dia 5, na sede do ISAE.

Já o Grupo Libra mobiliza colaboradores de todas as suas unidades (Baixada Santista, Cabo Frio, Campinas, Manaus, Rio de Janeiro e Uberlândia) para abordar o tratamento e a destinação de resíduos. Durante a semana, o Grupo programou palestras com o Instituto Akatu, além de exibição de filmes e realização de gincanas.

Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente

Em apoio à designação pela ONU de 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com um foco especial na questão das mudanças climáticas.

Um dos objetivos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é estimular um maior entendimento da importância dessas ilhas e da urgência de protegê-las, tendo em vista seus riscos e vulnerabilidades.

Para marcar a data, acontece também o Desafio Mundial do Meio Ambiente: quatro embaixadores da Boa Vontade da ONU vão mandar uma mensagem numa garrafa em defesa das pequenas ilhas. Nesta competição, o público pode escolher para qual equipe quer entrar: a do ator Don Cheadle, a da modelo brasileira Gisele Bündchen, a do ator Ian Somerhalder e a do jogador de futebol Yaya Touré.


Fonte: ONU - Organização da Nações Unidas

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nutricionistas e as redes sociais


O Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª região promoverá a audiência pública “O nutricionista e a utilização das mídias e das redes sociais” com o intuito de criar normas para utilização da mídia e das redes sociais pelo nutricionista. O evento será realizado nesta sexta-feira, 6 de junho, a partir das 18h no Hotel Inn Torres, em Curitiba-Paraná.
Informações sobre alimentação e nutrição estão sendo divulgadas na mídia e nas redes sociais de forma errada e sem orientação de um nutricionista. O objetivo principal dessa audiência será coletar subsídios e informações junto aos nutricionistas para análise, bem como dar oportunidade aos interessados de encaminharem suas de opiniões e sugestões sobre o assunto.
A importância, eficiência e eficácia da tecnologia como um meio de comunicação facilita o acesso à difusão de informações a um vasto número de pessoas. Entretanto, é necessário estabelecer critérios para o uso correto de todas as ferramentas apresentadas pela mídia e as redes sociais.


Fonte: Ascom/CFN



terça-feira, 3 de junho de 2014

Especialista do Delboni dá dicas sobre como evitar a ingestão de agrotóxicos presentes nos alimentos


 
1) De forma prolongada, a ingestão de comida com excesso de agrotóxicos pode causar câncer, problemas neurológicos e malformação fetal?
Uma lista divulgada em fevereiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostrou que quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. Em 2010, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país, ou seja, 5 kg por brasileiro. De acordo com a lista da Anvisa, os alimentos campeões em agrotóxicos tiveram a seguinte porcentagem de resíduos acima do recomendado nas amostras consideradas insatisfatórias: pimentão: 91,8%, morango: 63,4%, pepino:  57,4%, alface 54,2% e abacaxi: 32,8%.
 
A ingestão de comida com excesso de agrotóxicos de forma prolongada pode causar câncer, problemas neurológicos e malformação fetal. 
 
2) Que medidas devem ser tomadas para diminuir o risco de intoxicação?
A primeira é lavar bem as frutas, verduras e hortaliças. De acordo com Scharf, a lavagem em solução de vinagre e água é uma medida eficiente para o controle de vários microrganismos, como o vibrião que causa a cólera. Mas que esse tipo de higienização não é eficaz para eliminar resíduos de agrotóxicos nos alimentos, já que grande parte dos agrotóxicos utilizados na lavoura é de uso tópico, concentrando-se, após a aplicação, na superfície do alimento. “Uma forma de eliminar parte dos resíduos é deixar o alimento de molho em uma solução de 1 litro de água e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio por 30 minutos.
 
A segunda dica é, sempre que possível, descascar as frutas. Os resíduos de agrotóxicos concentram-se especialmente nas cascas das frutas. No caso de verduras, a orientação é retirar as folhas externas. Em geral, ali se concentram mais agrotóxicos. Com sua retirada, a carga mais pesada é eliminada, porém, infelizmente com perda de alguns nutrientes e vitaminas.
 
A terceira orientação é dar preferência a frutas e verduras da época, além de produtos nacionais e de sua região. Isso porque, fora da estação adequada, é mais provável que o alimento tenha recebido cargas maiores de agrotóxicos. Neste caso, escolha outro alimento que os substitua em termos nutricionais. E quanto à distância, alimentos que percorrem longas distâncias normalmente são pulverizados depois da colheita e possuem um nível maior de contaminação.
 
Por fim, a diversificação, que, além de propiciar boa mistura de nutrientes, reduz a chance de exposição ao mesmo agrotóxico usado pelo agricultor. Mas a melhor dica é conhecer a origem dos alimentos e, quando possível, dar preferência aos orgânicos que, apesar de um pouco mais caros, hoje em dia já fazem parte da maior parte dos mercados e feiras
 
Fonte:
 
Autor
 
Dr. Mauro Scharf
 
Endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica.