sábado, 31 de maio de 2014

31 de Maio - Dia Mundial sem Tabaco



O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde que coordena as ações de prevenção e controle do câncer e Centro Colaborador da OMS para controle do tabaco, é o responsável pela divulgação e comemoração da data de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela Organização.

As ações comemorativas são articuladas com as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde dos 26 estados e Distrito Federal, envolvendo, também, a sociedade.

Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: http://www.inca.gov.br/wcm/dmst/2013/dia_mundial_sem_tabaco.asp

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Aprovada consulta pública sobre rotulagem de alimentos alergênicos

Ovos, castanhas, leite e trigo. Esses alimentos, comuns à mesa dos brasileiros, podem causar severos danos à saude daqueles que sofrem de alergia. Diante dessa realidade, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quinta-feira (29), o texto de uma Consulta Pública que dispõe sobre rotulagem de alergênicos em alimentos. A proposta de norma ficará disponível para contribuições, sugestões e críticas por sessenta (60) dias após publicação no Diário Oficial da União.
A redação inicial levou em consideração referências internacionais e documentos científicos sobre o tema, além de dados e levantamentos obtidos em reuniões com diversos órgãos e setores da sociedade. “É preciso que as pessoas saibam o que estão comendo. Por isso, esperamos que a Anvisa consiga trazer a melhor forma de regulamentação, compulsando os dados científicos nacionais, internacionais e as demandas que serão postas na Consulta Pública”, explica o Diretor de Regulação Sanitária da Agência, Renato Porto.
A proposta de norma traz a lista com os principais alimentos alergênicos e define as regras para as embalagens dos alimentos industrializados e que contém essas substâncias, como tamanho de letra, posição e cor de fundo. O texto prevê um prazo de doze meses para adequação das indústrias às novas regras. A proposta é para que as indústrias cite nominalmente o uso de cereais com glúten, crustáceos, ovos, peixe, amendoim, soja, leite, castanhas e sulfitos quando utilizarem estes alimentos ou substâncias destes alimentos
A participação na consulta pública é aberta a qualquer pessoa. A abertura do prazo para sugestões será feita nos próximos dias, após a publicação do Diário Oficial da União. As contribuições poderão ser feitas pela página da Anvisa onde também é possível acompanhar em tempo real as sugestões e críticas feitas pelos participantes da consulta.
Veja aqui a apresentação sobre Proposta de RDC sobre Rotulagem de Alimentos Alergênicos
Fonte: Imprensa/ Anvisa

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Adultos Jovens também Devem ter Cuidado com a hipertensão arterial


Quase um quarto dos brasileiros na idade adulta enfrenta o problema; 90% dos casos não apresentam causas aparentes, o que pode retardar o diagnóstico e tratamento. Considerada um inimigo silencioso, a hipertensão arterial não é uma doença exclusiva dos idosos ou pessoas acima dos 40 anos de idade, como muitos pensam. Ela está presente e crescendo, também, entre os adultos jovens. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel 2012, do Ministério da Saúde, 24,3% da população adulta no Brasil é hipertensa.“50% das pessoas não sabem que têm hipertensão arterial e esse é o maior problema. Além disso, cerca de 90% dos casos não apresentam uma causa aparente facilmente identificável, o que contribui para que o diagnóstico e o tratamento da doença sejam postergados”. O especialista ainda revela que cerca de 10% dos casos de hipertensão estão relacionados aos problemas renais, endócrinos, abuso de medicamentos, entre outros. A diferença, quando detectada na população mais jovem, é o diagnóstico que nestes casos é necessário fazer uma avaliação mais detalhada, com o auxílio de exames complementares. A hipertensão é uma doença multifatorial e pode ser resultado tanto de hábitos de vida quanto predisposição genética. Aos vinte anos espera-se que uma pessoa não seja hipertensa, por isso a investigação precisa ser mais minuciosa. A predisposição genética é um fator importante, mas o ambiente e estilo de vida podem ser determinantes. Ele sustenta que uma das causas que mais tem contribuído para o crescimento do problema entre indivíduos tão novos são os hábitos da vida moderna, entre eles: dietas inadequadas, consumo exagerado de alimentos industrializados, sódio e fast foods, sobrepeso e sedentarismo. A doença não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada. A indicação do melhor método deve ser avaliada por um médico. O tratamento nem sempre está atrelado ao uso de medicamentos, por isso manter um estilo de vida saudável é imprescindível. • Manter o peso adequado e, se necessário, mudar os hábitos alimentares; • Não abusar do sal; • Praticar atividades físicas regularmente; • Aproveitar momentos de lazer; • Abandonar o fumo; • Moderar o consumo de álcool; • Evitar alimentos gordurosos; • Controlar o diabetes e outras doenças que possam estar relacionadas ao problema. Outra medida importante é a medição dos níveis da pressão desde a infância. Como esse hábito é pouco adotado pelos mais jovens, na maioria das vezes a doença só é identificada por acaso ou quando está bastante desenvolvida. A hipertensão arterial ocorre quando o sangue bombeado do coração para as artérias encontra dificuldades no caminho que percorre pelo organismo, alterando os níveis da pressão para acima de valores de referência entre a população, em geral. Apesar do valor normal de pressão arterial ser de 120x80 mmHg, considera- se alteração de pressão apenas quando os valores forem superiores a 140x90 mmHg. No caso das crianças, os valores variam de idade para idade e são sempre mais baixos do que a referência nos adultos.
Fonte: Dr. Rafael Munerato - Cardiologista e diretor Médico do Lavoisier Medicina Diagnóstica. Disponível em: http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=2443

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Doença celíaca: conheça sintomas e alimentos proibidos


De uns tempos para cá a palavra “glúten” tem ganhado muito mais espaço do que antigamente, quando constava como uma simples informação nutricional no rótulo dos produtos. A dieta do glúten, que virou febre entre algumas famosas nacionais e internacionais, acabou se tornando uma esperança para quem busca alguma forma milagrosa de perder peso.

Aumentou para 19,1 a cada 100 mil

Para o desânimo dos interessados, grande parte dos especialistas rejeita a exclusão desta proteína como plano de emagrecimento. Eles garantem que quem não tem nenhuma restrição deve continuar comendo normalmente alimentos com glúten, desde que com equilíbrio. No entanto, para os portadores da doença celíaca, o termo “gluten free” estampado nas embalagens nada tem a ver com a vontade de manter as medidas em dia. Eles sim são obrigados a viver uma dieta com exclusão total de qualquer produto que contenha glúten, por uma rejeição do próprio corpo com relação a esta proteína.
De acordo com o site da BBC, o número de pessoas diagnosticadas com a doença aumentou quatro vezes em entre 1990 e 2011 no Reino Unido. Os dados são de um estudo publicado na última semana pelo American Journal of Gastroenterology. Constatou-se a taxa aumentou de 5,2 a cada 100 mil pessoas em 1990 para 19,1 a cada 100 mil pessoas em 2011.
No último domingo (18), foi celebrado o Dia Internacional do Celíaco, como forma de chamar a atenção para os principais sintomas da doença, formas de dianóstico e cuidados para uma vida saudável.
Saiba mais sobre esta condição a seguir.

O que é a doença celíaca

Segundo André Zonetti de Arruda Leite, gastroenterologista do Hospital das Clínicas e especialista em doença celíaca, esta condição acomete o intestino delgado a partir de uma intolerância permanente. “Causa lesões características da  mucosa do delgado e melhoram com a retirada do glúten da dieta”, afirma.
De acordo com Ulysses Fagundes Neto, professor da disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e consultor médico da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), excluindo a proteína da alimentação o celíaco pode ter uma vida completamente normal.

Sintomas

Segundo os especialistas ouvidos, a doença celíaca pode se manifestar em qualquer idade. Nas crianças, os sintomas mais comuns são desnutrição, diarréia, retardo de crescimento e distensão abdominal, informa Zonetti. Fagundes inclui na lista, estendendo para os adultos, diarreia crônica e má absorção dos nutrientes, além de manifestações mais atípicas, como digestivas, convulsões, anemia, osteoporose, artrite reumatoide e hepatite autoimune.

Detecção

Na persistência de um dos sintomas listados acima, a pessoa deve procurar médico gastroenterologista, indica Fagundes. Confirmado o diagnóstico, por meio do exame de sangue, é solicitada uma biópsia do intestino delgado, que trará a confirmação caso a estrutura do órgão apresente alteração.
Zonetti completa que não é possível perceber a relação dos sintomas com a ingestão de glúten. “O paciente só deve fazer a restrição após a confirmação histológica da doença.”Ele afirma ainda que pacientes com diagnóstico de síndrome do intestino irritável com predomínio de flatulência e diarréia devem fazer o teste, além de todo paciente diabético tipo 1, independente de sintomas gastrointestinais.

Alimentos proibidos e substituições inteligentes

Nenhum alimento que contenha trigo, cevada, centeio e aveia pode integrar a dieta do celíaco, explica Zonetti. Estão entre os exemplos vários tipos de massa, pães, cerveja e macarrão. “Todo alimento industrializado no Brasil deve conter a informação se possui ou não glúten”, informa o especialista, por isso, vale ficar de olho no rótulo. Entre os exemplos de substitutos estão os alimentos derivados do milho, mandioca, arroz e batata. “É uma dieta mais cara, infelizmente, quando se fala dos produtos industrializados sem glúten”, observa Fagundes. Mas os naturais estão aí para serem incorporados na dieta cabendo no bolso e de forma ainda mais saudável.

Exclusão total

Não existe tratamento e nem remédio para os celíacos. A única forma de manter a doença sob controle é a exclusão total do glúten, explicam os especialistas. “Não pode comer nada que tenha trigo, nem centeio, nem cevada e nem seus derivados. É uma dieta para toda a vida”, reforça Fagundes. Quem desconhece a doença, ou conhece e insiste em manter a dieta tradicional, pode ter graves prejuízos à saúde. Segundo Zonetti, “paciente celíacos que ingerem glúten têm maior risco de desenvolver outras doenças autoimunes, fraturas e anemia”.
Fagundes também cita problemas de convulsão, alterações de humor, problemas neurológicos e uma probabilidade maior ao desenvolvimento do câncer de intestino. “Também há associação com diabetes e doença da tireoide”, acrescenta.
Ele explica que isso acontece porque, no caso dos celíacos, o glúten desencadeia reações autoimunes, pois altera o sistema imunológico da pessoa, tornando-a mais suscetível a alguns tipos de doenças.

O papel da proteína

O glúten é uma proteína, e, por isso, é comum se supor que a exclusão total da dieta pode trazer algum risco à saúde. Mas segundo Fagundes, ele é facilmente substituído por qualquer outra proteína, como carne e ovos.
Zonetti reforça que, apesar de a retirada do glúten em si não trazer problemas, “a mudança na alimentação imposta pela restrição pode tornar mais difícil a adequação de alguns micronutrientes, como o ácido fólico, que no Brasil é suplementado na farinha de trigo”.
Sendo assim, vale ressaltar a importância de se ter um acompanhamento médico para a implementação de uma dieta completa e rica em nutrientes.

Causas e números

As causas da doença são desconhecidas, segundo os profissionais ouvidos. Fagundes esclarece também que comer muito glúten não desencadeia a intolerância, e reforça que não existe nenhum outro fator de risco, exceto o genético. “Pessoas que têm parentes de primeiro grau que apresentam a intolerância tem até 10% mais probabilidade de desenvolverem também.”
Talvez pelo maior conhecimento e pesquisas em torno da doença, os números atuais sejam mais expressivos do que em alguns anos. “Quando se conheciam apenas os sintomas clássicos, admitia-se que a doença afetava apenas as crianças e que era uma doença rara. Mas com o surgimento dos marcadores, agora se sabe que este é mesmo um problema de saúde pública”, observa Fagundes.
Zonetti cita estimativas de que cerca de 1% da população mundial é portadora da doença celíaca “muitos assintomáticos e sem diagnóstico”, afirma. “Estudos realizados por nós, no Banco de Sangue de São Paulo e publicado no Clinics em 2012, identificou 1 portador para cada 286 doadores de sangue saudáveis”, conclui.
Veja a seguir uma tabela da Fenacelbra que mostra os alimentos que podem ou não podem ser consumidos pelos celíacos, além dos que podem ser ingeridos com moderação.
DIETA CELÍACA

Fonte: Alimentação Fora do Lar

terça-feira, 27 de maio de 2014

CRN-2 lança Selo de Qualidade



   Certificar à população que o restaurante está cumprindo normas que resultem em uma refeição segura e de qualidade motivou o Conselho Regional de Nutricionistas 2ª Região (CRN-2) para a criação do Selo de Qualidade.
   O estabelecimento a ser certificado pelo CRN-2 precisará ter nutricionista,profissional habilitado para promover controle das condições higiênico-sanitárias da refeição servida, desde o fornecimento da matéria-prima até o seu consumo, como armazenamento, conservação, manipulação e distribuição.
   A Copa do Mundo foi o fator determinante para o CRN-2 lançar o Selo neste período. Será um momento em que a cidade de Porto Alegre receberá um grande número de turistas, do Brasil e do exterior, e os seus serviços de alimentação precisarão oferecer segurança e qualidade. O campeonato mundial é o ponto de partida do lançamento, entretanto o projeto tem como objetivo ser permanente e extensivo a todo o estado do Rio Grande do Sul.
   Os restaurantes comerciais que tiverem interesse em aderir ao Selo de Qualidade, precisam solicitar para o CRN-2. Para a concessão, os estabelecimentos serão avaliados pela equipe de nutricionistas fiscais e pela Comissão de Fiscalização do CRN-2, segundo critérios estabelecidos pelo Conselho com base em requisitos de segurança alimentar e nutricional (conforme legislações vigentes: RDC 216 /04 da Anvisa;  decreto 23.430 /74 e portarias  78 /09 e 325/10 da SES).
   Atendidos os requisitos de concessão do Selo, a entrega é oficializada com a presença do nutricionista e do responsável pelo estabelecimento, ocasião na qual é realizada a assinatura de um termo de compromisso. O período de reavaliação é anual, entretanto, caso necessário, poderá ocorrer antes.
   Alguns estabelecimentos já estão padronizados e aptos a receber o selo e a entrega ocorrerá nos próximos dias. Outros locais já solicitaram a avaliação do CRN-2 e as mesmas estão em tramitação.
   Os estabelecimentos interessados em participar deverão preencher a Ficha para Adesão e encaminhar para o e-mail: fiscalizacao@crn2.org.br.

Fonte: CRN-2

segunda-feira, 26 de maio de 2014

#SaibaOQueVocêEstáComendo Biscoitos “saudáveis”

Com o aumento do interesse dos consumidores por uma alimentação mais saudável, cada vez mais se observa o lançamento de produtos que prometem ser saudáveis, dentre os quais os práticos biscoitinhos – com apelo “fit”, integral, rico em fibras, entre várias outras promessas. Mas será que eles cumprem o que promete a embalagem? Vamos conferir!

Club Social Integral 
club social
Ao olhar a frente do rótulo do biscoito Club Social integral é possível localizar facilmente o destaque dado às informações: Fonte de fibras e 0% de gordura trans. Visto que o local e o modo como essas informações foram apresentadas pode ser um fator de decisão para o consumidor no momento da escolha de qual produto comprar, vamos começar falando sobre esses dois aspectos. Com relação a ser fonte de fibras, a informação não está errada, porém de acordo com a Anvisa, para que um produto faça essa alegação ele precisa ter 3g de fibra a cada 100g de produto. Quando analisamos 100g de Club Social Integral, a quantidade de fibras é exatamente 3 gramas, entrentando, 1 pacotinho (quantidade que as pessoas costumam consumir) só tem 26g, e portanto só 0,8g de fibras. Ou seja, no final das contas, o indivíduo que consumir só 1 pacotinho não estará ingerindo uma quantidade significativa de fibras.
Com relação a afirmação de que o biscoito é 0% gordura trans, devemos lembrar que de acordo com a legislação brasileira, se o produto possuir até 0,2g de gordura trans por porção, ele pode fazer essa afirmação. No caso do Club Social Integral, ele com certeza possui alguma quantidade dessa gordura, visto que ela aparece como segundo item na lista de ingredientes:
club social integral - ingredientes
Aproveitando a imagem da lista de ingredientes acima, vamos destacar alguns outros pontos: o primeiro ingrediente (e portanto o que está presente em maior quantidade no produto) é a farinha de trigo refinada. Apesar de o produto se dizer integral, a farinha de trigo integral só aparece como terceiro ingrediente, em menor quantidade que a própria gordura vegetal hidrogenada (ou seja, gordura trans).
club social integral - tabela nutricional
Agora vamos focar em mais outros dois aspectos, relacionados à tabela de composição nutricional. A quantidade de gorduras totais é igual a 4,4g sendo 1,3g de gorduras saturadas e 2,8g de gorduras insaturadas. De acordo com o pessoal do Fechando o Zíper, essa quantidade é maior do que a de um chocolate Chokito. O segundo aspecto que merece destaque na Tabela é a quantidade de sódio do produto: 203mg!
BelVita
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O biscoito BelVita surgiu com um grande apelo “saudável”, destacando a presença de cereais integrais, vitaminas e minerais no produto, como podemos observar em seu site e em sua publicidade:
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Imagem do site oficial – BelVita.
Contudo, o produto não corresponde à promessa de ser tão saudável assim. Basta dar uma olhadinha na lista de ingredientes:
BelVita Mel e Cacau
153531_430Ingredientes: Cereais 58% [farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico e cereais integrais 37% (farinha trigo integral, aveia em flocos, farinha de cevada e farinha de centeio)], açúcar, óleo vegetal, gotas de cacau (açúcar, gordura vegetal, cacau, dextrose e emulsificante lecitina de soja), mel, açúcar invertido, minerais: magnésio e ferro, sal, leite em pó desnatado, vitaminas: vitamina E, vitaminha B3 e vitamina B1, aromatizantes, fermentos químicos: bicarbonato de sódio e bicarbonato de amônio e emulsificantes: lecitina de soja e ésteres de ácido diacetil tartárico e mono e diglicerídeos. CONTÉM GLÚTEN. CONTÉM: TRIGO, LEITE. Produzido em equipamento que processa amêndoa, amendoim, avelã, castanha de caju e soja.
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Clique para ampliar.
Podemos observar que os cereais integrais estão presentes sim no produto, porém a maior quantidade presente é de cereais refinados – no caso, a farinha de trigo, em uma proporção de 58%. Se um produto tem cereais integrais, espera-se que ele tenha um teor razoável de fibras, não é mesmo? Segundo a RDC 54/2012, para um produto ter alto teor de fibras, ele deve conter pelo menos 3g de fibras a cada 100g do produto. No caso do biscoito BelVita, a cada 100g encontramos 4,6g de fibras – ponto positivo! Porém, quanto observamos a quantidade de fibras presente na porção, o teor de fibras que o indivíduo irá consumir não é tão alta assim – para aquela mesma RDC 54, para um produto ser fonte de fibras, ele deve conter pelo menos 2,5g na porção.
Notem ainda a quantidade de açúcar – ela é o segundo ingrediente em maior quantidade (após os cereais) e aparece em 4 diferentes formas: açúcar, dextrose, mel e açúcar invertido. Quanto ao destaque da presença de vitaminas e minerais, os mesmos estão presentes, mas são adicionados artificialmente. Qual é o problema disso? Bem, de nada adianta o alimento/produto ser enriquecido, se ele não tem uma composição geral tão boa assim.
Além disso, o biscoito conta com a presença de alguns aditivos alimentares, algo que devemos evitar ao máximo consumir diariamente e/ou com frequência.
Uma última coisa que vale ressaltar é o sabor alegado na embalagem (mel e cacau): vocês viram cacau na lista de ingredientes? Pois é, o cacau está presente apenas nas gotas de chocolate do produto – que apresentam gordura vegetal, a qual pode conter gordura trans que são prejudiciais à saúde. Além disso, o açúcar está presente em maior quantidade que o mel, que é o ingrediente que, teoricamente, daria sabor ao produto.
Biscoitos Nesfit
bicoitos nesfit
A  Nesfit é uma linhas de alimentos “saudáveis” desenvolvidos pela Nestlé. Na embalagem de todos os produtos da Nesfit é destacado o programa desenvolvido pela empresa, conhecido como Operação Biquíni.
operação biquini
A ideia do programa é que a partir da dicas fornecidas e com os alimentos da linha a pessoa conseguirá perder peso em 14 dias. Será mesmo? Para respondermos essa pergunta vamos analisar a lista de ingredientes de dois sabores dos biscoitos doces da Nesfit:
Cacau e cereais: Farinha de trigo integral, farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, óleo vegetal, aveia em flocos, cacau, mix de cereais (flocos de arroz. cereal matinal de trigo, aveia em flocos, açúcar, açúcar mascavo, gordura vegetal, mel, açúcar invertido e antioxidante lecitinade soja), amido, açúcar invertido,  farinha de centeio integral, farinha de cevada, sal,corante caramelo III, fermentos químico bicarbonato de amônio, bicarbonato de sódio e fosfato monocálcio, aromatizantes, emulsificante lecitina de soja, ésteres de mono de diglicerídeos de ácidos graxos com ácido diacetil tartárico e mono e diglicerídeos de ácidos graxos e antioxidante TBHQ.
Leite e mel: Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, arinha de trigo integral, margarina, açúcar, amido, mel,  leite em pó integral, sal, soro de leite, fermentos químicos bicarbonato de amônio, bicarbonato de sódio e fosfato monocálcio, aromatizante e emulsificante lecitina de soja, ésteres de mono de diglicerídeos de ácidos graxos com ácido diacetil tartárico e mono e diglicerídeos de ácidos graxos.
Ao observamos a lista de ingredientes desses sabores verificamos que somente no  Cacau e cereais) a farinha integral aparece como primeiro ingrediente, ou seja no de Leite e mel a farinha que está em maior quantidade é uma farinha refinada.
Em relação à quantidade de açúcar, no de Cacau  aparece como terceiro ingrediente e no de Leite e Mel da como quarto.  No de Cacau pode-se notar ainda que há 4 tipos de açúcares: açúcar, açúcar invertido, mel e açúcar mascavo. E mais, além desses ingredientes estarem presentes na receita do produto, o mix de cereais que é adicionado também é composto esses diversos tipos de açúcares. A quantidade de açúcar adicionado justifica o total de açúcares do produto: 7,8 g de açúcar em uma porção de 30g. E fica a pergunta: por que esse tanto de açúcar em um produto que teoricamente seria saudável?
O ponto positivo é que de fato há presença cereais e que o teor de fibras (1,9 g de fibras em 30 g, o que corresponde a 6,33g de fibras a cada 100 gramas do produto) indica que é um produto com alto teor de fibras de acordo com a resolução 54/2012 da Anvisa, porém na prática normalmente não é consumida essa quantidade de produto.
Vale destacar ainda a quantidade de aditivos nesses produtos, entre eles o antioxidante TBHQ. Mas o que é esse antioxidante TBHQ? O pessoal doFechando Zíper ao fazer análise do biscoito de aveia e mel dessa linha respondeu essa pergunta.
“É utilizado na conservação de óleos e gorduras, cereais, ração animal e outros produtos alimentícios. Estudos toxicológicos têm demonstrado a possibilidade destes antioxidantes apresentarem efeito carcinogênico (câncer) em experimentos com animais, mas em HUMANOS isso ainda não está claro. O uso desse antioxidantes em alimentos é limitado. O TBHQ não é permitido no Canadá e na Comunidade Econômica Européia. No Brasil, o seu uso é controlado pelo Ministério da Saúde, que limita 200 mg/kg de TBHQ como concentração máxima permitida.”
Se formos seguir o plano alimentar proposto pela Nesfit em 3 refeições do dia teríamos que consumir os produtos dessa linha! Por isso fique atento àquilo que é dito pelas empresas, pois o que elas querem mesmo é vender seus produtos.
Ao optar por um alimento que a mídia diz ser saudável, as pessoas imaginam que vão consumir algo que fará bem e não trará prejuízos a sua saúde, um produto que poderia (e talvez até deveria) estar presente diariamente em suas refeições. Entretanto é sempre importante olhar o rótulo, pois existem muitas opções que assim como os exemplos acima, parecem ideais, mas na realidade não são.

Fonte: Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão. Site PropagaNUT Disponível em: http://propaganut.wordpress.com/2014/05/23/saibaoquevoceestacomendo-biscoitos-saudaveis/

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Saiba o que ocorre em seu organismo após a ingestão de refrigerantes


Nutrólogo alerta sobre o consumo da bebida com gás, que aumenta o risco de doenças graves. O consumo de refrigerantes pode agravar quadros de doenças graves, como a gastrite e a flatulência, além de aumentar os níveis de colesterol.

O açúcar é armazenado como gordura

A bebida é responsável também por cáries e erosão dental (processo caracterizado pela perda do tecido duro da superfície dos dentes), sem contar o amarelamento dos dentes, causados também pelos altos níveis de açúcar no líquido. Segundo o nutrólogo Mohamad Barakat, o refrigerante pode ser uma bomba-relógio para o ser humano, pois seus riscos vão muito além do aumento de peso. “O consumo de refrigerante aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes e câncer de esôfago”, afirma o especialista.
Após a ingestão do refrigerante, o corpo entende que está sendo nutrido e libera enzimas que podem catalisar a energia proveniente do “alimento”. Como não há valor nutricional, o açúcar é armazenado como gordura e o organismo perde vitaminas e minerais.

Sobre a versão diet

Engana-se quem pensa que é mais saudável. Essa versão é uma verdadeira bomba, que, em altas doses, pode aumentar o risco de câncer. Além disso, não apresenta nenhuma fonte nutricional e possui excesso de sódio. Ainda, é capaz de gerar resistência periférica à insulina, causando hiperglicemia e constante vontade de comer açúcar. “O refrigerante é tão ácido – seu Ph gira em torno de 2,2 que, para neutralizá-lo, são necessários mais de trinta copos de água. O ideal é substituir o refrigerante pela água e sucos naturais”,  finaliza Barakat.
O que ocorre em seu organismo após ingestão de refrigerante:
1 – Nos primeiros 10 Minutos: seu corpo recebe os mesmo nutrientes equivalentes a 10 colheres de chá de açúcar, o que corresponde a 100% da recomendação diária.
2 – 20 minutos: o açúcar no sangue aumenta, ocorre um pico de insulina e o fígado transforma o açúcar em gordura.
3 – 40 minutos: as pupilas dilatam, a pressão aumenta e o fígado joga ainda mais açúcar na corrente sanguínea.
4 – 45 minutos: aumenta a produção de dopamina, com efeito similar a uma dose de heroína.
5 – 50 minutos: ocorre um aumento no metabolismo e a eliminação de cálcio pela urina, o que pode causar osteoporose.
6 – 70 minutos: a falta de açúcar causa irritação e/ou preguiça. A água do refrigerante já foi eliminada pela urina junto com os nutrientes.

Fonte: Alimentação Fora do Lar

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Mitos e verdades sobre a Goji Berry


As pessoas estão sempre em busca de produtos milagrosos, que façam emagrecer sem muito esforço. Em virtude disso sazonalmente surgem no mercado chás, frutas, alimentos ditos “milagrosos”, capazes de garantir a saúde e o emagrecimento sem muito esforço. No momento a estrela é a goji berry, uma frutinha vermelha, originária do Sul da Ásia. Trata-se de um produto novo no mercado Ocidental, mas que no Oriente é bastante conhecido. Aqui a fruta foi considerada um superalimento, rico em oxidantes, substâncias anti-inflamatórias, vitaminas e minerais. Mas é bom ficar atendo, nem tudo o que se diz por ai em relação a superalimento é verdade. A goji berry é sim uma ótima aliada do emagrecimento e da vida saudável, já que realmente possuí todas as substâncias citadas acima, mas sozinha ela não fará milagres. A sua ingestão precisa estar alinhada a uma dieta saudável. Importante também saber que o limite diário de ingestão da fruta é de 15 a 45 gramas, não mais do que isso. Outra informação importante é que a goji berry é realmente 50 vezes mais rica em vitamina C do que a laranja, por exemplo, o que aumenta as suas propriedades antioxidantes. Mas, por exemplo, o açaí, possuí as mesmas características do que a goji berry e com uma vantagem, ele também é fonte de cálcio e gorduras boas, além de ter um preço bem mais acessível. Não existem alimentos milagrosos, nenhum alimento é completo. O que existem são alimentos com mais propriedades do que outros. Mas a alimentação saudável se dá através da ingestão de vários deles, procurando a atender as necessidades do organismo. 

Fonte: Revista Nutrição em Pauta - Prof. Dr. Ricardo Zanuto - Doutor e mestre em Fisiologia Humana e Biofísica pelo ICB-USP; Graduado em Nutrição clínica e esportiva; graduado em Educação Física com especialização em Fisiologia do Exercício, natação e atividades aquáticas. Alimentos Funcionais - 21/5/2014
 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Produtos impróprios para o consumo e os seus direitos


Sempre devemos ficar atentos às embalagens e armazenar adequadamente os produtos que compramos, principalmente alimentos, para que a nossa saúde e segurança sejam garantidas. Entretanto, apesar de todo o cuidado, o produto pode estar impróprio para consumo. Por isso é importante saber o que determina a lei quais são os seus direitos.
De acordo com o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, são impróprios para o consumo:
- os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;
- os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;
- os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.
Caso tenha adquirido um produto que se encaixe em uma ou mais dessas condições, poderá exigir a troca do produto ou o seu dinheiro de volta monetariamente atualizado, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.

Para evitar surpresas desagradáveis, antes de encher o carrinho do supermercado, consulte a data de validade e não compre produtos em embalagens amassadas, estufadas ou violadas. Em caso de adquirir algum item sem condições de serem consumidos, entre em contato com o fornecedor (estabelecimento comercial ou fabricante) e exija os seus direitos!

Onde reclamar
Além de reclamar no Procon mais próximo, caso o fornecedor não solucione o caso, o consumidor pode denunciar a venda de produtos impróprios para o consumo no órgão de vigilância sanitária de sua cidade. O consumidor de São Paulo também pode denunciar ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
Uma eventual reparação por perdas e danos deve ser solicitada através de ação na Justiça. Nos Juizados Especiais Cíveis, as ações de até 20 salários mínimos não é necessária a contratação de um advogado.


Fonte: Procon SP

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dia Mundial de Doação de Leite Humano


No Brasil, os Bancos de Leite Humano estarão comemorando no dia 19 de maio o “Dia Mundial de Doação de Leite Humano” e por isso estão programando eventos em seus municípios e estados, para divulgar na sociedade a importância da doação de leite humano.Neste dia será um momento para cada Banco de Leite Humano mostrar o trabalho que desenvolve e como a doação de leite humano pode contribuir para salvar a vida de milhares de bebês prematuros.
“Para você é leite, para a criança é vida. Doe leite a vida agradece”
Para maiores informações acesse: www.redeblh.fiocruz.br

Fonte: Hospital Universitário USP

domingo, 18 de maio de 2014

Procon Estadual autua oito restaurantes no Rio e descarta mais de 103kg de alimentos vencidos



O Procon Estadual, subordinado à Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), realizou ação de vistoria em restaurantes especializados em comidas internacionais no Rio de Janeiro. A Operação Camisa 10 faz parte das operações voltadas à Copa do Mundo idealizadas pelo órgão. Dos 14 estabelecimentos fiscalizados, oito foram autuados e podem ser multados por falta de higiene e má conservação dos produtos. No total, foram descartados pelos fiscais 103kg e 500g de alimentos impróprios para consumo.
 
Só no restaurante Otto Al Mare, localizado na Tijuca, os agentes inutilizaram quase 59kg de frutos do mar sem especificação, tais como camarão, lula, lagosta, polvo, mexilhão, siri e peixes, além de 9kg e 500g de fubá vencidos. Na cozinha e na área de estoque chamaram atenção dos fiscais a falta de limpeza adequada. O estabelecimento deve sanar esse problema dentro de 24 horas, caso contrário, será interditado.
 
A falta de higiene também foi um problema detectado pelos fiscais na cozinha do Restaurante Baghdad. O caso, porém, era mais grave: os agentes deram prazo de 15 dias para melhorar as condições do local. Ainda no Baghdad, os fiscais encontraram 1kg e 300g de pão árabe vencidos, além de 300g de quibe cru, 500g de lentilha, 500g cordeiro e 3kg de carne cozida sem especificação da data de validade.
 
No Azurra, da Barra da Tijuca, foram encontrados 11kg de produtos fora do prazo de validade, entre pastas, aliche, azeitona, gorgonzola, purê e calda de banana. O local armazenava, ainda, 5kg e 305g de lula, molhos, queijos, e macarrão sem especificação quanto ao prazo de vencimento. Já no restaurante Arab, em Copacabana, foram flagrados 2kg e 200g de molho agridoce com a etiqueta de validade rasurada e mais 7kg de alimentos impróprios para consumo, entre jabuticaba, molhos, caldas, creme de leite e chá de gengibre.
Os restaurantes que não apresentaram irregularidades foram os seguintes: Beco do Alemão, Ettore e Frateli, todos na Barra da Tijuca; duas filiais do Mr. Chan, ambas no Centro; e uma filial do China In Box, no Méier.
 
Balanço da Operação Camisa 10:
 
1 - Otto Al Mare (Rua Uruguai, 380/Tijuca): 9kg e 500g de fubá vencidos; 24 ostras, 1kg de pão caseiro, 7kg e 800g de camarão, 200g de massa de siri, 4kg de cavaca, 4kg e 300g de cavaca, polvo, lula e camarão misturados, 3kg de lagosta, 16kg de peixes, 1kg e 500g de polvo, 1kg e 500g de salmão, 7kg de mexilhão, 12kg de lula e 500g de bacon sem especificação. Cozinha e área de estoque muito sujos, sendo determinada a limpeza dentro de 24h.
2 - Azurra (Av. das Américas, 7777/Barra da Tijuca): 415g de aliche, 514g de azeitona, 565g queijo gorgonzola, 2kg de molho de tomate, 2kg e 50g de purê, 2kg e 425g de calda de banana e 3kg de pastas do couvert vencidos; 365g de lula, 500g de macarrão, 900g de alcaparras, 910g de molho pesto e 2kg e 630g de queijos sem especificação.
3 - Herr Pfeiffer (Rua Conde de Bernadote, 26/Leblon): 250g de couve flor vencidos; 200g de massa, 500g de bacon, 800g de pato cozido, 1kg de carne e 1kg de queijo sem especificação.
4 - Restaurante Arab (Av. Atlântica, 1936/Copacabana): 900g de molho de salmão, 1kg de jabuticaba e 1kg e 400g de calda de damasco vencidos; 300g de creme de leite, 700g de leite e 2kg e 700g de chá de gengibre sem especificação; 2kg e 200g de molho agridoce com etiqueta de validade rasurada.
5 - Restaurante Baghdad (Rua Bolivar, 45/Copacabana): 1kg e 300g de pão árabe vencidos; 300g de quibe cru, 500g de lentilha, 500g cordeiro e 3kg de carne cozida sem especificação. Dado um prazo de 15 dias para limpeza da cozinha, sujeito a interdição caso não seja regularizada.
6 - Al Khayam (Rua do Ouvidor, 16/Centro): 450g de linguiça vencidos.
7 - Turino (Rua Santa Sofia, 114/Tijuca): 1 barril de chope de 50 litros vencido.
8 - Restaurante Faraj (Rua Gomes Carneiro, 131/Copacabana): 1 barril de chope de 50 litros vencido.

Fonte: Procon RJ

sábado, 17 de maio de 2014

Consumo de álcool no Brasil cai, mas ainda supera média mundial, diz OMS


O abuso no consumo de álcool no Brasil caiu nos últimos dez anos, mas ainda supera a média mundial. Os dados fazem parte de um levantamento de dados de 194 países divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, o consumo excessivo de bebida alcoólica causou 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 — ou 5,9% de todos os óbitos no ano.
De acordo com dados mais recentes da OMS, o consumo médio de álcool no mundo entre pessoas acima de 15 anos em 2010 era de 6,2 litros por ano por indivíduo. Já no Brasil, uma pessoa dessa faixa etária ingere, em média, 8,7 litros de álcool por ano — há dez anos, o índice era de 9,8 litros. A OMS prevê, no entanto, que a ingestão no Brasil pode voltar a crescer, ultrapassando 10 litros por ano por pessoa. Nas estimativas, é considerado apenas o volume de álcool ingerido, não o volume total da bebida.
O consumo de álcool entre os brasileiros é maior entre os homens. Em média, eles bebem 13 litros por ano, ante 4 litros anuais entre mulheres. Cerca de 60% do consumo total de álcool entre os brasileiros é representado pela cerveja.
Comparação — A Europa é a região do mundo com maior consumo de álcool por pessoa: 10,9 litros ao ano. No Leste Europeu, esse consumo ultrapassa os 12,5 litros anuais. Alguns dos países que mais ingerem álcool no mundo são Bielorrússia (17,5 litros por pessoa por ano), Lituânia (15,4 litros) e Rússia (15,1 litros).
A segunda região do globo que apresenta o consumo mais elevado de álcool é a América Latina — são 8,4 litros por pessoa anualmente, em média. Os países com a maior ingestão de álcool por pessoa na região são Chile (9,6 litros ao ano), Argentina (9,3 litros), Venezuela (8,9 litros), Paraguai (8,8 litros) e, em quinto lugar, o Brasil (8,7 litros).
Excesso — O que mais preocupa a OMS são os casos de abuso no consumo. Segundo a OMS, a bebida alcoólica não apenas pode provocar dependência, mas também levar ao desenvolvimento de outras 200 doenças. "É preciso fazer mais para proteger a população das consequências negativas à saúde do consumo de álcool", disse Oleg Chestnov, especialista em doenças crônicas e saúde mental da entidade.

Fonte: Veja - online

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Educação e orientação nutricional


A educação e orientação nutricional possuem diversas ferramentas desenvolvidas com auxílio de profissionais da área da saúde em diversas áreas para beneficiar os indivíduos e população a consumir alimentos de forma adequada, colaborando para a saúde e qualidade de vida. Neste sentido, estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de analisar a adesão ao Guia Alimentar para População Brasileira. De acordo com os resultados, pelo menos 80,0% da população consome abaixo do recomendado para: leite e derivados; frutas e sucos de frutas; e cereais, tubérculos e raízes; aproximadamente 60,0% para legumes e verduras; 30,0% para feijões; e 8,0% para carnes e ovos. Adolescentes apresentaram a maior inadequação para legumes e verduras (90,0%), e quanto maior a renda menor inadequação para óleos, gorduras e sementes oleaginosas. Outro estudo foi realizado com o objetivo de determinar porções padronizadas de alimentos, de modo a possibilitar a construção de uma lista de substituição adequada ao público de uma clínica-escola de Nutrição. Os alimentos foram agrupados em grandes categorias de acordo com a classificação do Guia Alimentar para a População Brasileira, porém adaptados à necessidade de inclusão e exclusão de novas categorias ou alimentos, e de alterações no tamanho das porções, considerando a acessibilidade aos alimentos e as orientações nutricionais pertinentes ao atendimento ambulatorial. De acordo com os resultados, foram estipulados 11 grupos: Cereais, raízes e tubérculos (150kcal); Pães e Biscoitos (150kcal); Carnes (150kcal);Laticínios (60kcal); Hortaliças A (5kcal); Hortaliças B (15kcal); Leguminosas (60kcal); Óleos e gorduras (40kcal); Fruta A (60kcal); Fruta B(65kcal); Oleaginosas e frutas secas (60kcal). Os dados do estudo destacam materiais e métodos que podem se utilizados para melhorar a qualidade da alimentação da população brasileira, sendo que mais estudos na área são necessários para facilitar a orientação e educação nutricional.

Fontes: Verly Junior, Eliseu; Carvalho, Aline Martins de; Fisberg, Regina Mara; et al. Adesao ao guia alimentar para populacao brasileira. Rev Saude Publica; 47(6): 1021-1027, 12/2013. Ribeiro, Rita de Cássia; Oliveira, Tatiana Resende Prado Rangel de; Ribeiro, Thaiane Leite; et al. Porções alimentares adaptadas: proposta de instrumento para educação nutricional. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 38(2)ago. 2013. Saúde Pública - 14/mai/2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

Procon Estadual autua creches no Rio e em Niterói por servir alimentos vencidos às crianças



A Secretaria de Estado e Proteção do Consumidor (Seprocon), por meio do Procon Estadual, realizou nesta segunda-feira (12/05) fiscalização em creches das zonas Norte e Oeste do Rio e em Niterói. A Operação “Mamãe Eu Quero” tem por objetivo vistoriar a documentação e as condições de segurança e higiene desses estabelecimentos. Dos 12 locais vistoriados, 11 foram autuados por diversas irregularidades, como o uso de alimentos impróprios para o consumo - os agentes inutilizaram 56kg de produtos nestas condições. As multas serão aplicadas analisando-se as infrações cometidas por cada creche.
O caso mais grave foi encontrado na creche Maple Bear, de Piratininga, cuja mensalidade chega a R$ 2000, onde os agentes flagraram quase 35kg de carnes, bolo, pão, maionese e chocolate em pó vencidos, além de 2kg de queijo e pão sem informações sobre a validade. O responsável pelo estabelecimento foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre os alimentos impróprios que oferecia às crianças. Já a creche Babylândia recebeu auto de constatação por não apresentar documentação necessária para funcionar.
As irregularidades mais recorrentes - e que foram verificadas em cinco creches vistoriadas - foram a ausência de um funcionário com responsabilidade técnica de médico ou enfermeiro, e a não presença contínua de um auxiliar de enfermagem no local, o que contraria a Lei Estadual 837/85.
Na creche Pingo de Gente, que fica no Ingá, os fiscais interditaram uma sala, do segundo andar, que estava sem tela de proteção nas janelas e com o basculante das escadas aberto colocando a segurança das crianças em risco. O local não apresentou, ainda, a autorização de funcionamento do Corpo de Bombeiros e o certificado de médico ou enfermeiro do funcionário que se encontrava no local. Foi determinado um prazo de 20 dias para que os documentos sejam entregues sob pena de interdição.
Apenas a creche Catavento, localizada no bairro Sapê de Niterói, passou sem problemas pela fiscalização.
Balanço da Operação “Mamãe Eu Quero”:
1 - Maple Bear (Rua Américo Alves da Costa, 363/Piratininga): 10kg de patinho, 11kg e 535g de lagarto, 10kg e 586g de bolo de laranja, 800g de pão sírio, 400g de maionese e 700g de chocolate em pó vencidos; 500g de queijo minas e 1kg e 500g de pão congelado sem especificação. Responsável encaminhado à delegacia.
2 - Creche Jardim Escola Resumo das Letras (Rua Engenheiro Adel, 43/Tijuca): Sem responsável técnico ou auxiliar de enfermagem com presença contínua na creche.
3 - Babylândia (Av. Professor João Brasil, 12/Fonseca): Interdição de sala com mofo devido a vazamento de água no andar de cima (obras em andamento). Prazo de 20 dias para o estabelecimento apresentar a autorização de funcionamento dos bombeiros e o certificado de auxiliar de enfermagem da funcionária que se encontrava no local. Auto de constatação.
4 - Creche Pingo de Gente (Rua Tiradentes, 44/Ingá): Pão de forma vencido. Interditada sala, no segundo andar, sem tela de proteção e sem basculante da escada. Prazo de 20 dias para o estabelecimento apresentar a autorização de funcionamento junto ao Corpo de Bombeiros e o certificado de médico ou enfermeiro.
5 - Creche Kids Babies (Rua Uruguai, 62/Tijuca): Ausência de profissional médico ou enfermeiro com carga de 8 horas de trabalho.
6 - Barra Baby (Av. Alda Garrido, 167/Barra da Tijuca): 900g de feijão, 500g de fubá, 150g de sucrilhos e 800g de frango empanado sem identificação. Não havia médico ou enfermeiro, não foi apresentado o certificado do Corpo de Bombeiros. Determinado prazo de 10 dias para apresentar a documentação junto ao Procon-RJ sob pena de interdição.
7 - Creche Escola Sarah Dawsey (Rua Prof. Gabizo, 334/Tijuca): Ausência de médico ou enfermeiro com carga mínima de 8 horas. Ausência de técnico e auxiliar de enfermagem com presença contínua na creche.
8 - Maple Bear (Rua Martinho de Mesquita, 136/Barra da Tijuca): 1 litro de leite, 350g de penne ao molho, 1kg e 480g de linguiça calabresa, 3kg de linguiça suína e 2kg e 480g de lagarto vencidos.
9 - Creche Escola Girassol (Estrada do Joá, 3415/Barra da Tijuca): 200g de cobertura de chocolate, 1kg de pão de queijo, 550g de pão de forma, 1kg e 788g de fígado e 1kg e 416g de lagarto vencidos.
10 - Creche Pintando o Sete (Rua Manuel Leitão, 12/Tijuca): Ausência de médico ou enfermeiro que trabalhe no mínimo 8 horas semanais. Sem técnico ou auxiliar de enfermagem com presença contínua.
11 - Jardim Le Soleil (Rua Pedro Bolato, 128/Barra da Tijuca): 3kg de músculo e chã, 150g de filé de peixe sem especificação; 2kg e 274g de músculo vencidos.


Fonte: Procon RJ 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Estudo: mais da metade dos brasileiros está acima do peso


Brasileiros estão comendo mais calorias e praticando menos atividades físicas, além de ficar mais tempo na frente do computador. A população brasileira tem engordado nas últimas décadas. Em 1974, a primeira pesquisa sobre o tema feita pelo Ministério da Saúde mostrou que 28% dos brasileiros estavam acima do peso, e, destes, 3% eram obesos.
51% acima do peso e 17,4% de obesidade.

Quase 40 anos depois, mais da metade da população no país está com excesso de peso, e a obesidade atinge 17,5% desse grupo. Em 2013, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde nas capitais do país desde 2006, apontou que 50,8% da população está acima do peso.

Em média, desde 2006 – quando o número de brasileiros com excesso de peso era de 42,6% – houve um crescimento de 1,3 ponto percentual por ano. Mas, em 2013 o índice se manteve estável em relação ao ano anterior, quando havia ficado em 51% de excesso de peso e 17,4% de obesidade.

“Estamos fazendo uma transição nutricional, assim como grande parte da população global. Porém, a diferença é que ela ocorre muito mais rápida no Brasil. A boa notícia é que esse crescimento, que vinha de forma contínua e sustentável, diminuiu nesse último ano. Logicamente precisamos de um período mais longo para saber como vai ser o comportamento”, conta a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério, Deborah Malta.
Falta de atividades fisicas

Esse aumento no peso está diretamente relacionado a mudanças no estilo de vida do brasileiro. Com a urbanização e a modernização da sociedade, as pessoas passaram a ter menos tempo para cuidar de sua alimentação e, conseqüentemente, da saúde. O consumo de calorias aumenta, e a prática de atividades físicas diminui.

“A alimentação não funciona mais só para atender as demandas biológicas, mas também as sociais, simbólicas e culturais. E a indústria, ao oferecer uma série de práticas, não só do ponto de vista de ter alimentos de fácil preparo, atende uma demanda real que é da própria vida. Ficamos quase 10 ou 12 horas fora de casa, chegamos cansados e não temos tempo para cuidar da alimentação”, afirma Denise Oliveira e Silva, coordenadora do Programa de Alimentação Nutrição e Cultura da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.
“Bye bye” feijão com arroz

No cenário atual até o tradicional arroz com feijão está perdendo espaço na mesa dos brasileiros. Segundo Malta, várias pesquisas do Ministério da Saúde detectaram uma queda no consumo desses dois alimentos no decorrer dos anos.

“Os brasileiros, como várias populações do mundo, vêm americanizando seus hábitos e deixando de comer seu prato tradicional: arroz, feijão com alguma proteína, frango ou carne, e salada ou verdura cozida”, reforça Marcio Mancini, chefe do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Assim, houve um aumento no consumo de alimentos altamente calóricos, como frituras, industrializados e fast-foods.

“Tínhamos e temos um patrimônio alimentar do ponto de vista da nossa herança indígena, africana e européia e que nos daria uma alimentação de excelente qualidade. Isso está sendo massificado por alimentos pré-preparados que, provavelmente, contribuem para o que estamos vivendo hoje”, opina Silva.

Além das mudanças nos hábitos alimentares, o brasileiro tem praticado menos esporte. A Vigitel indicou que apenas 33,8% da população fazem alguma atividade física regularmente.

Segundo Mancini, uma série de fatores leva a essa diminuição, como o aumento do uso de veículos particulares, devido ao transporte público deficitário nas grandes cidades, a falta de áreas de lazer, como parques, principalmente nas periferias, além do crescimento da violência, que levou as pessoas a ficarem mais em casa.

“Além disso, dentro de casa as crianças estão brincando com smartphones, videogame e computador, que são atividades ligadas ao sedentarismo, diferentemente das brincadeiras de antigamente, que levavam ao gasto de caloria”, completa o especialista.
Risco maior na população de baixa renda

Essa mudança no estilo de vida causa um impacto maior nas camadas de baixa renda. O percentual de pessoas acima do peso com até oito anos de estudo é de 58,1%, enquanto entre os que têm uma escolaridade mínima de 12 anos fica em 45,5%. O percentual de obesidade também segue esse padrão: é de 22,3% entre os que possuem uma escolaridade de até oito anos e de 14,3% entre aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

“Há um mercado perverso de alimentos mais baratos e calóricos para as populações de baixa renda. Nós, como sanitaristas, observamos que o risco é maior entre as populações de baixa renda do que entre as de renda média e alta, porque há também um aspecto relacionado ao acesso à informação e ao preço dos alimentos. Hoje, lamentavelmente, é mais caro consumir legumes, verduras e frutas do que comprar um litro de qualquer refrigerante”, observa Silva.

O excesso de peso e a obesidade podem causar várias doenças, como problemas cardiovasculares, cerebrovasculares, respiratórios e digestivos, além de hipertensão, diabetes, câncer e doenças psicológicas, como depressão.

Fonte: Alimentação Fora do Lar