terça-feira, 8 de abril de 2014



Hoje 8 de abril  é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data foi criada em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e tem como finalidade chamar a atenção de nações, líderes governamentais, gestores e do público em geral para o crescimento dos índices da doença, que já se transformou em epidemia.

No Brasil, a estimativa para 2014 aponta para a ocorrência de, aproximadamente, 576 mil casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema. O câncer de pele do tipo não melanoma, com 182 mil novos casos, será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata, com 69 mil; mama feminina, com 57 mil; cólon e reto, com 33 mil; pulmão, com 27 mil; estômago, com 20 mil, e colo do útero, com 15 mil.


A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) aproveita a data para reforçar a importância de realizar atividade física regularmente, independente de peso e idade. Um estudo publicado no jornal “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention” revelou que uma hora por dia de exercício físico reduz em até 14% o risco de câncer de mama, em comparação com mulheres que caminhavam menos de três horas por semana. “A caminhada é recomendada para qualquer mulher, principalmente no período pós-menopausa. Além de ser uma atividade fácil, não tem custo”, afirma Ruffo de Freitas Júnior, presidente da SBM.

Por meio de atividades físicas, a chance de redução dos riscos de câncer principalmente em função da redução do peso, diminui a quantidade de hormônios produzidos pela gordura corporal. “A incidência do câncer está ligada ao sedentarismo. Exercício físico e perda de peso são fundamentais para a saúde da mulher”, disse Ruffo, acrescentando que mudanças na dieta para reduzir o colesterol auxiliam na prevenção de células cancerígenas.

Quanto maior o peso e idade, mais chances a mulher tem de desenvolver câncer nas mamas, principalmente após a menopausa, pois um dos principais hormônios produzidos pelo tecido gorduroso é o estrógeno. “Nessa fase da vida, a menopausa contribui para a produção excessiva desse hormônio. Se a mulher for obesa, o risco do tumor é muito maior, pois quanto maior o número de gordura, maior o volume de hormônio feminino, que serve como ‘combustível’ para as células cancerígenas”, explica. O mastologista recomenda que as mulheres devem manter o IMC (índice de massa corporal) abaixo de 25.


Fonte: SBM

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