quarta-feira, 30 de abril de 2014

Consulta pública em maio receberá sugestões para regulamentação de alimentos alergênicos



Depois de aprovar a regulamentação da rotulagem de alimentos alergênicos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abrirá, em maio, consulta pública para tratar das regras. A decisão representa um avanço para entidades e famílias que pedem informações mais claras nos rótulos por colocarem em risco consumidores alérgicos à composição desses alimentos. A decisão foi comemorada pela campanha “Põe no Rótulo”, iniciada há quase três meses por um grupo de família de alérgicos, e apoiada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai).
A agência aprovou a medida após reuniões nos dias 15 e 16 deste mês. A regulamentação da rotulagem de alimentos no Brasil é conjunta entre os países do Mercosul e, no caso dessa decisão, o país tomou a dianteira da discussão.

De acordo com a advogada Cecília Cury, uma das coordenadoras do movimento “Põe no Rótulo”, que defende a adoção de regras na rotulagem de alérgenos, após a consulta pública — que deverá durar de 30 a 60 dias — a agência vai avaliar as contribuições recebidas e até o fim deste ano publicará a regulamentação no Diário Oficial.

— As discussões entre o Brasil e os demais países ocorriam antes mesmo da campanha. Quando começamos a cobrar pelo regulamento, a Anvisa nos informou que não estava no planejamento da agência para o próximo biênio a formulação de uma nova regulamentação. Mas a mobilização dos consumidores acelerou os debates — conta Cecília, que desenvolveu o tema de rotulagem de alergênicos em sua tese de doutorado na PUC de São Paulo.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC), no artigo 6º, aponta como direito básico ao consumidor “informação adequada e clara” com relação à composição do produto, além da quantidade, características e os riscos que apresentam. A obrigatoriedade de informação em embalagens está regulamentada na Lei 10.674, de 2003, que trata do glúten. Pelo texto, o rótulo deve informar se no alimento contém ou não a substância.
Alerta nos rótulos
 

A reunião tratou sobre o modo pelo qual será padronizada a rotulagem nos alergênicos, que incluem amendoim, leite, soja, oleaginosas, ovo, peixe, crustáceos, entre outros. Discutiu-se, inclusive, como os avisos seriam estampados: inscritos em moldura preta sobre fundo branco. A linguagem acessível é regra, segundo Cecília, mesmo porque erro na leitura das embalagens é a causa de muitas reações alérgicas:

— O comunicado tem que ser claro. Na rotulagem preventiva, por exemplo, o consumidor deve ler “Alérgenos: pode conter traços...”, para alertar que o produto passou por linha de produção compartilhada com outros alimentos.

Cuidado diário

Medidas como essas evitam sustos semelhantes aos vividos pela advogada Patrícia Capella. Seu filho, Francisco, de 5 anos, teve reação alérgica após ingerir uma bala durante festa de aniversário na creche. Ele tem alergia à tartrazina, presente no corante amarelo, e também à proteína do leite. Segundo conta a mãe, o produto não tinha essa cor. Depois desse episódio, ela descobriu que a substância estava presente em outros corantes, reduzindo ainda mais as opções de alimentação do menino. Logo após as comemorações na escola, a família seguiu viagem para Búzios, e no meio da Ponte Rio-Niterói o garoto passou mal.
— Ele sentia falta de ar, os olhos incharam e começou a aparecer placas vermelhas ao redor da boca. Eram sintomas de anafilaxia, que causa edema na glote. Meu filho correu risco de morte, foi desesperador — relembra.

Patrícia se esforça para ler as composições nos rótulos das guloseimas — isso quando a nomenclatura é conhecida. No caso de balas e pirulitos, por exemplo, ela não enxerga a tabela porque a abertura da embalagem danifica a legibilidade do texto, já minúsculo.
— Ando com uma lupa na bolsa — resume a advogada, que descobriu a alergia do filho ao fim da amamentação dele, quando tinha apenas oito meses.

Neste acompanhamento diário da saúde do filho, Patrícia entrou em grupos no Facebook onde mães compartilhavam experiências semelhantes. Desde cedo, ela se envolveu na campanha por meio de postagens de fotos da própria família com a hashtag viralizada na rede: #poenorotulo. A iniciativa dessa convocação se deve a uma das coordenadoras da campanha. Em 24 horas, de acordo com Cecília, as amigas próximas resolveram seguir o exemplo. A corrente se espraiou e logo decidiram criar uma fanpage para centralizar a mobilização. Hoje, o núcleo da campanha conta com seis integrantes.

— Não temos ainda a distância histórica necessária para analisar a campanha. São menos de três meses. Estamos no olho do furacão, mas podemos enxergar avanços — diz Cecília.
Hoje, a página do Facebook, onde nasceu a mobilização há quase 35 mil apoiadores. Nas redes sociais, fotos de crianças, mães e também de artistas apoiando a campanha ficaram conhecidas. Ziraldo, Zico, Juninho Pernambucano, Tiago Leifert, Daniel e Tony Belloto são exemplos de nomes conhecidos pelo públicos que aderiram à causa.

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Fonte: O Globo - Online

terça-feira, 29 de abril de 2014

Gordura trans

 

Atualmente há grande preocupação em relação ao consumo de gordura trans, uma vez que este tipo de gordura pode prejudicar o organismo quando consumido de forma exagerada, sendo ao mesmo tempo um ingrediente presente em diversos produtos prontos para o consumo. Neste contexto, estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de identificar a quantidade de gorduras totais, saturadas e trans descritas nos rótulos de 25 biscoitos recheados e verificar se existe associação entre o preço e a quantidade de gorduras trans. De acordo com os resultados, quanto maior a quantidade de gorduras trans, menor a quantidade de gordura saturada e menor preço. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar publicações oficiais sobre o limite máximo de consumo de gordura trans e sua regulamentação de notificação obrigatória na rotulagem nutricional de alimentos industrializados brasileiros. De acordo com os resultados, foram constatadas fragilidades no conteúdo dos documentos analisados, sobretudo a necessidade de reformulação, tanto na recomendação máxima de consumo quanto na notificação da gordura trans na rotulagem nutricional dos alimentos industrializados. Deste modo deve haver maior controle por parte das indústrias e dos órgãos de saúde em relação aos rótulos, além do acesso á população as informações referentes ao risco do consumo de gordura trans, possibilitando aos consumidores fazerem opções mais adequadas na escolha dos alimentos.

Fontes: Galdino, Tatiana Pizzato; Antunes, Alessandra Rosa; Lamas, Rita Coelho; et al. Biscoitos recheados: quanto mais baratos maior teor de gordura trans? Sci. med; 20(4)nov. 2010. Silveira, Bruna Maria; Proença, Rossana Pacheco da Costa. Recomendações de ingestão e rotulagem de gordura trans em alimentos industrializados brasileiros: análise de documentos oficiais. Rev Saude Publica; 46(5): 923-928, out. 2012. Foodservice - 23/abril/2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Nove coisas que você deve saber antes de cortar o glúten da sua dieta

 
 
1) Antes de aderir a uma dieta sem glúten é preciso de uma indicação  de um profissional da saúde?
Cada vez mais pessoas estão comprando, cozinhando e comendo alimentos sem glúten, mas nem todas essas pessoas realmente precisam seguir uma dieta sem esse nutriente. Segundo uma pesquisa recente, cerca de 30% dos adultos norte-americanos deseja cortar o glúten da dieta, mas os motivos para isso não são muito claros. E por aqui também não é difícil encontrar alguém que já cortou ou deseja cortar o glúten da dieta.
 
Há muitas hipóteses para o interesse repentino nesse tipo de dieta, bem como no aumento de pacientes que levantam preocupações relacionadas com o glúten com seus médicos. Talvez, a influência das celebridades que promovem o corte do glúten como uma forma de perda de peso realmente seja grande.
 
Apesar da falta de clareza científica, a alimentação sem glúten é um fato nos dias de hoje, seja como “dieta da moda” para alguns ou como necessidade para outros. Entretanto, algumas questões certamente precisam ser esclarecidas.  relacionamos algumas informações relevantes sobre o tema. 
 
2) Quais são as nove coisas que devemos saber antes de cortar o glúten da dieta?

1 - Algumas pessoas realmente precisam de uma dieta sem glúten. Mas para a maioria das pessoas ela não é necessária ou indicada
Cerca de 1 em 133 pessoas – ou 0,75% – tem a doença celíaca, uma doença autoimune hereditária que causa danos ao intestino delgado quando o glúten é ingerido. Somente 0,4% das pessoas têm alergia e/ou intolerância à gliadina – uma proteína presente no trigo, na aveia, no centeio e na cevada (e seu subproduto malte), cereais utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas e até mesmo de alguns cosméticos – comprovada por diagnóstico médico. Nessas pessoas, uma verdadeira resposta alérgica à gliadina pode abranger sintomas na pele, nas vias respiratórias e sintomas gastrointestinais. Estima-se que um grupo maior de pessoas tenha o que é chamado de sensibilidade ao glúten na ausência de doença celíaca, que também pode apresentar sintomas semelhantes aos da doença celíaca, mas o quadro não é muito bem compreendido por especialistas. Essas pessoas também podem considerar evitar o glúten por motivos de saúde.
 
2- Se você acha que tem a doença celíaca, você deve conversar com seu médico primeiro
Antes de aderir ao tratamento – ou seja, uma dieta sem glúten – por sua própria conta, você precisa de um diagnóstico preciso. Se você está perdendo peso, apresenta deficiência de ferro, anemia ou tem uma história familiar de doença celíaca, converse com um médico antes de simplesmente desistir do glúten para ver como você se sente 
 
3 - Deixe seus amigos e familiares falarem à vontade sobre isso
Talvez por causa do discurso das celebridades que dizem ter aderido à dieta sem glúten, amigos ou familiares podem não entender se você tiver que cortar o glúten devido a motivos de saúde. Os comentários e perguntas podem irritá-lo, especialmente se eles giram em torno das suas opções alimentares.
 
4 - Você não precisa evitar todos os grãos
Só porque é um grão não significa que ele tem glúten. Você tem muitas opções: amaranto, painço, sarraceno e quinoa
 
5 - Você não vai necessariamente perder peso
O que nós encontramos frequentemente na população celíaca são pessoas que ganham peso ao cortar o glúten da dieta. Já algumas pessoas perdem peso quando cortam o glúten da dieta porque também seguem outras recomendações nutricionais relacionadas à doença celíaca, como cortar uma grande quantidade de alimentos processados ​​que são naturalmente ricos em calorias e gordura. Algumas pessoas com doenças como síndrome do intestino irritável e artrite reumatoide relatam alívio de seus sintomas com o corte do glúten de suas dietas, embora não haja nenhuma evidência científica para suportar essas alegações. Para os que não têm doença celíaca – e aqueles que não têm uma alergia ao trigo – os fragmentos de gliadina não digeridos passam normalmente através do intestino e os possíveis benefícios de uma dieta livre de glúten são nebulosos, talvez inexistentes para muitos.
 
6 - O glúten pode muitas vezes estar escondido em locais sorrateiros
E alguns deles são bastante despretensiosos, como hambúrgueres vegetarianos ou saladas. O glúten também pode estar escondido em certos suplementos ou medicamentos. Você deve ficar atento e passar a ler todos os rótulos dos alimentos.
 
7 - Você vai precisar de acompanhamento nutricional
Eliminar um nutriente importante da dieta não é algo simples. Após o diagnóstico da doença celíaca ser confirmado, orientamos o paciente a buscar acompanhamento nutricional adequado. É preciso buscar uma nutricionista familiarizada com as necessidades específicas da dieta sem glúten, para que essa profissional possa  propor substituições que assegurem o consumo de todos os nutrientes pelo paciente. Algumas pessoas podem acabar comendo alimentos menos saudáveis. Um muffin sem glúten geralmente contém menos fibras do que um feito de trigo e ainda oferece os mesmos perigos nutricionais: gordura e açúcar. Alimentos sem glúten também são menos propensos a serem enriquecidos com vitaminas. Além de cortar o glúten, o paciente celíaco precisa fazer outras substituições e modificações no cardápio como comer mais alimentos integrais, como feijão, nozes, sementes, frutas frescas e vegetais.
 
8 - Você ainda poderá ir a seus restaurantes favoritos
Cada vez mais, os restaurantes (assim como a indústria alimentícia) estão dispostos a se adaptarem às necessidades dietéticas especiais, para não mencionar o número crescente de restaurantes que atendem especificamente ao público que busca uma dieta sem glúten.
 
9 - Problemas de pele podem desaparecer
Muitas pessoas com doença celíaca alegam que sua pele melhora quando eles deixam de ingerir glúten. Outras condições comuns da pele como eczema e psoríase também podem demonstrar alguma melhora com uma dieta livre de glúten. Entretanto, pesquisas ainda não foram feitas para mostrar se essa melhora na aparência da pele é devida especificamente à retirada do glúten, do trigo ou dos alimentos processados da dieta.
 

 
Autor
 
Prof. Dr. Silvio Gabor
 
Médico Especialista em Gastroenterologia e Cirurgia do Aparelho Digestório e Professor Assistente de Cirurgia Geral e do Trauma da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) - (CRM-SP 47.042).
 

sábado, 26 de abril de 2014

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial


Uma das principais metas da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) é informar, acima de tudo, a população quanto aos riscos da hipertensão, e incentivar a modificação de estilo de vida inadequado que contribui para o desenvolvimento e/ou agravo da doença.

Especificamente sobre o consumo de sódio, a SBH tem-se mostrado fortemente engajada na divulgação dos alimentos que são absolutamente perigosos à população. Somos signatários desde 2011 de um documento conjunto com outras Sociedade médicas co-irmãs que propõe uma redução mais expressiva do sódio, com alertas nas embalagens dos alimentos inadequados para portadores de hipertensão arterial.
Recentemente a SBH validou uma iniciativa quanto ao consumo de água pela população. A ingestão de água tem papel crucial em doenças como calculose renal, infecção urinária, câncer de bexiga, e doença renal crônica (DRC). Recomenda-se que consumo diário de água seja, pelo menos, entre 2,0 a 2,5 L (considerando-se que 20% seja proveniente dos alimentos). Isto seria equivalente a eliminação diária de urina entre 1,6 a 2,0 L. 
No Brasil 12% da população ou 24 milhões de brasileiros têm pedras nos rins. O aumento da ingestão de água é o principal suporte para evitar a formação do cálculo renal impedindo a supersaturação do oxalato de cálcio pela diluição da urina, composto mais comum da pedra renal. 
A infecção urinária acomete principalmente as mulheres e entre 50 a 60% das pessoas irão ter, pelo menos, um episódio de infecção durante a vida. A incidência mundial é de 250 milhões de casos por ano. O consumo de água faz com que haja diminuicão do risco de infecção, O aumento da diurese tem efeito de diluição sobre a contaminação das bactérias e o aumento do número de micções, o de lavagem das vias urinárias, Alem disso, a diminuição da acidez da urina, com o aumento do consumo de água impede que a bacteria se aloje na parede das vias urinárias. 
O câncer de bexiga é o 4º tipo de câncer mais frequente no homem e o 5° tipo mais comum na população. Um dos efeitos do aumento da ingestão de água seria a diluição rápida da urina que associado ao maior número de micções irá auxiliar a eliminação de agentes cancerígenos que poderiam afetar a bexiga.    
Quanto a doença renal crônica (DRC) estimativas modestas apontam que cerca de 3 milhões de brasileiros tenham mais de um terço ou mais de seus rins já doentes. Mais de 100 mil pacientes no Brasil necessitam de diálise ou transplante renal para sobreviverem, número subestimado, pois a maioria morre antes de receber esses tratamentos. Um estudo entre 2005-2006 feito na população americana mostrou que indivíduos que ingerem menos de 2L/dia de água tem 2,5 vezes mais DRC comparado aqueles com maior consumo. Houve associação da DRC (2,3 vezes mais) em indivíduos com a baixa ingestão de água, mas essa associação desaparece se forem considerados outros líquidos. Após os 45 anos estima-se que um indivíduo normal perca cerca de 1% ao ano da função dos seus rins.Um estudo canadense que seguiu indivíduos com função renal normal durante 6 anos verificou que aqueles que ingeriam menos de 1L/dia de água tiveram ao final 8% de perda da capacidade funcional dos seus rins contra apenas 3% naqueles que ingeriam mais de 3L/d.   
Doenças do aparelho urinário são um dos maiores problemas de saúde mundial e sua ocorrência e os custos do tratamento continuam a aumentar. Divulgar os benefícios do consumo de água recomendado incentiva uma prática barata e principalmente apregoa a melhor forma de se tratar essa doença atuando sobre sua prevenção.
1. Lotan Y,Daudon M, Bruye F et al. Impact of fluid intake in the prevention of urinary system diseases: a brief review. Curr Opin Nephrol Hypertens 2013, 22 (Suppl 1):S1–S10.
2. Clark WF,Sontrop JM, Macnab JJ et al. Urine Volume and Change in Estimated GFR in a Community-Based Cohort Study. Clin J Am Soc Nephrol 2011, 6: 2634–2641. 
3. Sontrop JM, Dixon SN, Garg AM et al. Association between Water Intake, Chronic Kidney Disease, and Cardiovascular Disease: A Cross-Sectional Analysis of NHANES Data. Am J Nephrol 2013;37:434–442

Fonte: SBH - Sociedade Brasileira de Hipertensão

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mitos e verdades sobre a dieta Detox



1) O que é a dieta Detox?
A atual dieta da moda, a dieta Detox, tem conquistado simpatizantes entre as celebridades. Muitas pessoas tornaram-se adeptas do regime de restrição alimentar baseado em baixas calorias, visando principalmente a perda rápida de peso. No entanto, alguns especialistas alertam para os perigos que a falta de nutrientes pode trazer em longo prazo ao organismo. Há ainda discussões em torno da falta de comprovações científicas que atestem em favor dos benefícios desta dieta. “Dieta Detox” é o termo comumente usado para falar de todas as dietas que pretendem ser desintoxicantes e, por isso, restringem o consumo de certos alimentos. Algumas sugerem a restrição total ao consumo de proteínas de animais (carnes branca ou vermelha e ovos), leites e derivados, gorduras e açucares. Outras sugerem apenas a redução do consumo de carnes, leites e carboidratos. As dietas Detox, geralmente, abrangem cardápios que incluem frutas, verduras e legumes, chás com potencial diurético, cereais e carboidratos integrais. Algumas mais radicais propõem somente o consumo de líquidos durante certo período. A possível eficiência da dieta deve-se à redução do consumo de alimentos industrializados ou tratados com agrotóxicos. A restrição alimentar permite que o organismo elimine toxinas com mais rapidez, porém não há comprovações científicas que determinem a eficácia desse tipo de dieta para indivíduos saudáveis. Além disso, a dieta não é recomendada para crianças e adolescentes, já que pode comprometer o crescimento e desenvolvimento do organismo.

As dietas Detox só podem ser realizadas por um curto período de tempo. A observação clínica feita por profissionais que prescrevem dietas desintoxicantes apontam que as restrições devem ser seguidas por no máximo 15 dias, a cada dois meses. O mais recomendado, no entanto, é que os pacientes sigam uma dieta mais variada, fracionada e moderada, e consequentemente mais saudável, além de praticar exercícios físicos, para evitarem doenças relacionadas à obesidade, hipertensão e diabetes.

2) Confira abaixo algumas verdades e mentiras sobre a dieta Detox:
- Dietas muito radicais são eficazes a longo prazo.
Mentira. Dietas muito rígidas e restritivas têm resultados efêmeros, ou seja, emagrecem em um primeiro momento e depois há a recuperação do peso imediatamente após a retomada da dieta habitual. Além disso, há um grande risco para a saúde.

- Dietas exclusivas (consumo de apenas um grupo alimentar, como carboidratos ou proteínas) são consideradas saudáveis.
Mentira. Este tipo de dieta promove mudanças de peso momentâneas, mas não duradouras. A Associação Americana de Dietas reforça que é a combinação de grupos alimentares em uma refeição que promove a sensação de saciedade e, portanto, a ingestão de menos comida. Não existe comprovação científica para se afirmar que comer só um grupo alimentar trará algum benefício à saúde.

- Existem gorduras do bem.
Verdade. Por exemplo, os alimentos oleaginosos, como amêndoas, castanhas e abacate) são gorduras do bem, pois são fontes de gorduras boas para o organismo e fazem parte da recomendação médica, presentes em dietas feitas pelo Hospital do Coração (Hcor) e Instituto do Coração (Incor). Entretanto, a porção liberada para consumo diário é pequena, pois se consumidos em excesso deixam de ser benéficos ao organismo e promovem o ganho de peso.

- Carboidratos são importantes para o organismo.
Verdade. Trata-se de uma fonte de energia imediata e por isso as dietas com restrição total aos carboidratos não são consideradas saudáveis.  Para emagrecer, sugere-se trocar os carboidratos simples, como massas brancas, farináceos e doces refinados, pelos equivalentes integrais. E claro, moderar no consumo.

- Alimentação à noite deve ser suprimida.
Mentira. Dormir com fome pode piorar a qualidade do sono e interfere no metabolismo, dificultando a queima de calorias uma vez que a baixa de açúcar no sangue estimula a produção de hormônios como o glucagon, o cortisol e a adrenalina. Estes hormônios aumentam o apetite, reduzem o metabolismo e aumentam a ansiedade. Comer após às 20 horas não engorda, desde que a quantidade e as qualidades estejam adequadas.

- Manter uma rotina alimentar ajuda a acelerar o metabolismo.
Verdade. Comer lanchinhos de baixa quantidade de calorias em intervalos de 3 a 2 horas evita que a pessoa coma mais do que o necessário na hora das refeições.


Autor Dra. Myrna Campagnole Endocrinologista do Laboratório Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

7 hambúrgueres que escondem bombas de gordura e sal



Níveis de gordura e sódio de sanduíches de grandes redes de fast-food representam boa parte do valor diário recomendado e alguns ultrapassam quantidades
A vida seria muito mais fácil se a saúde e o peso ideal dependessem apenas da matemática de contar, somar e subtrair calorias. No entanto, uma análise menos apressada da tabela nutricional de hambúrgueres servidos em algumas das principais redes de fast-food no país assusta ainda mais quando se olha para as colunas referentes às gorduras e ao sódio.
Um lanche pode ter boa parte do valor diário de referência (VD) de uma dieta de 2.000 kcal (podendo até ultrapassar o recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Por dia, o máximo de gordura total (de todos os tipos) indicada é 55 gramas. Já o limite das gorduras saturadas é de 22 gramas, enquanto as do tipo trans não possuem um topo estabelecido, já que mesmo pequenas quantidades podem ser prejudiciais à saúde.
Em relação ao sódio (ou sal), a quantidade máxima diária fixada é de 2.400 miligramas, o que pode ser facilmente superado por um lanche (sem a necessidade de incluir a batata frita e o refrigerante, que normalmente acompanham a refeição). Após analisar a tabela nutricional de sete diferentes redes de comida rápida, Annie Bello, nutricionista e pesquisadora do Instituto Nacional de Cardiologia, afirma que o excesso de calorias, gorduras e sódio não é o único problema. “Além disso, eles geralmente têm pouco cálcio, ferro e fibras, que são muito importantes para a saúde”, afirma.
Por isso, Annie considera que essas guloseimas devem ser ingeridas esporadicamente, para que o estrago não seja tão grande. Outra estratégia é substituir uma grande refeição pelo lanche (o almoço, por exemplo), para reduzir o impacto das calorias. Nos outros dias, a redução do consumo de comidas industrializadas é muito bem-vinda, para reduzir gorduras.
“É impossível calcular exatamente quanto de gordura se está comendo por dia, então a proposta é que os alimentos de pacotinho, pré-prontos e até mesmo pães e biscoitos sejam menos da metade da nossa alimentação. A cada duas coisas não industrializadas, pode-se comer uma industrializada”, diz. A tarefa nem sempre é fácil, mas vale a pena tentar.
Confira a seguir algumas tentações que assustam quando o assunto é gordura, sal e calorias.
Big Tasty, do McDonald’s
Um dos maiores sanduíches do McDonald’s, o Big Tasty não é “big” só no sabor. De acordo com a tabela nutricional do restaurante, seus 337 gramas trazem 841 calorias (ou 42% do valor diário de referência), 55 gramas de gorduras totais (101% do VD), 23 gramas de gordura saturada (104% do VD), 1,9 grama de gorduras trans. O sódio representa 1.454 miligramas ou 61% do VD.
Para não dizer que não há nutrientes a se aproveitar, a tabela informa que o hambúrguer apresenta as quantidades de cálcio (335 miligramas, ou 34% do VD) e ferro (7,4 miligramas, ou 53% do VD). Os ingredientes são: pão com gergelim, carne bovina, queijo, molho, tomate, alface e cebola.
Stacker Triplo, do Burger King
Três carnes, queijo e bacon, em um pão com gergelim, são os ingredientes que integram o Stacker Triplo, do Burger King. Sem perder tempo com salada, o sanduíche é um dos mais pesados. Ao todo, ele tem 1.529 calorias (76,4% das 2.000 kcal de referência). As gorduras totais são 124 gramas, nada menos do que 225% do valor diário indicado. As saturadas são 53 gramas, 240% do VD, e as do tipo trans representam 3 gramas. No quesito sódio, cada unidade tem 2.937 miligramas, ou seja, 122% do VD.
Big Bob, do Bob’s
Perto do Stacker Triplo, o Big Bob, do Bob’s, parece inofensivo. Parece. Apesar de não estourar os índices de gordura, sal e calorias recomendados por dia, os valores apresentados pela tabela nutricional ainda são altos. Um hambúrguer tem 238 gramas, 625 calorias (31% do VD), 39 gramas de gorduras totais (71% do VD), 13 gramas de saturadas (59% do VD), 1,3 grama de gorduras trans. O sódio é 1.454 miligramas (61% do VD). Os ingredientes que carregam essas quantidades são pão com gergelim, duas carnes bovinas, queijo, alface, cebola e molho.
Brutus, do Giraffa’s
Um dos mais pedidos da rede de comida rápida Giraffa’s, o Brutus inclui, além do pão, carne de boi, queijo, ovo, bacon, alface, tomate e maionese ou molho à escolha do freguês. Cada unidade tem 594 calorias (30% do VD), 29 gramas de gorduras totais (52% do VD), 11 gramas de gordura saturada (50% do VD) e 0,96 gramas de trans. Já o sódio está em 1.110 miligramas (46% do VD).
Double Cheddar, do Habib’s
Em meio a itens da culinária árabe, o Double Cheddar é a opção para aqueles que preferem um tradicional hambúrguer de carne bovina, no cardápio do Habib’s. A receita inclui pão com gergelim, dois hambúrgueres, alface, tomate, molho e queijo cheddar. Junto com essa combinação, vêm 593 calorias (30% do VD), 37 gramas de gorduras totais (68% do VD), 12 gramas de gorduras saturadas (56% do VD), 0,5 grama de gordura trans e 1.510 miligramas de sódio (63% do VD).
Ragazzo Clássico, do Ragazzo
O variado cardápio da rede Ragazzo inclui o hambúrguer Ragazzo Clássico, que inclui carne de filet mignon, queijo, alface e tomate, no pão com gergelim. Sua tabela nutricional também não destoa dos outros exemplos. Um sanduíche de 400 gramas tem 946 calorias (47% do VD), 74 gramas de gorduras totais (134% do VD), 23 gramas de gorduras saturadas (104% do VD), 0,5 grama de gordura trans e 1.698 miligramas de sódio (71% do VD).
Monstro Burguer, do Big X Picanha
Feito para os mais esfomeados, o Monstro Burguer, do Big X Picanha tem valores nutricionais que fazem jus ao nome. As calorias de um sanduíche correspondem a 1.243, as gorduras totais são 87 gramas (158% do VD), as saturadas são 32 gramas (145% do VD) e não há gorduras trans. O sódio, 2.256 miligramas, é quase toda a quantidade recomendada para um dia inteiro, sendo 94% do VD. Os ingredientes são hambúrguer de picanha, pão, tomate, bacon, maionese, queijo cheddar, picles, alface e cebola roxa.

Fonte: Revista Exame

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Diminuição de sal nos alimentos

 

A hipertensão arterial atinge milhares de pessoas, sendo considerada um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças, como as relacionadas ao coração. Deste modo, o controle de sal na dieta está entre as recomendações presentes para quem tem tendência a hipertensão ou que já possui o quadro presente. De acordo com estudo recente, a redução do sódio em alimentos processados no Brasil é, na atualidade, um dos grandes desafios da indústria alimentícia, que busca juntamente com o Ministério da Saúde minimizar o impacto da ingestão de sódio na saúde da população em geral e ou em grupos específicos. Deste modo, o estudo teve como objetivo analisar sensorialmente carnes bovinas e de frango marinadas em tempero completo hipossódico utilizando sal comum, sal com reduzido teor de sódio e especiarias. De acordo com os resultados, foi possível substituir o cloreto de sódio dos temperos pelo cloreto de potássio em 25 e 50%, reduzindo, desta forma, os teores de sódio sem prejuízo à palatabilidade dos produtos analisados. Outro estudo, aborda o fato da alimentação realizada fora de casa estar se tornando um hábito, principalmente nos grandes centros, sendo ainda relatado que 80% do consumo de sódio pelos indivíduos provêm de alimentação fora de casa e de alimentos prontos e que o consumo elevado de sódio é causa principal da hipertensão. Deste modo, o objetivo do trabalho foi realizar análise sensorial dos feijões servidos em cinco restaurantes por peso, localizados no centro de Chapecó (SC). Foram consideradas três preparações de feijão para cada restaurante: uma amostra preparada com 100% do sal indicado na ficha técnica do restaurante; outra com a utilização de 50% do sal indicado; e uma terceira com 25% do sal. Nesses dois últimos casos, o tempero foi substituído por ervas aromáticas e especiarias. O resultado mostra que houve preferência dos provadores pelas amostras que continham 100% e rejeição pelas amostras que continham 50 e 25% do tempero. Os dados dos estudos evidenciam a preocupação em diminuir o consumo de sal, sendo que medidas devem ser tomadas de forma individual e em grupo, para que haja diminuição no consumo de sódio.

Fontes: Carvalho, Camila Barbosa; Madrona, Grasiele Scaramal; Rydlewski, Adriela Albino; et al. Análise sensorial de carnes bovina e de frango com tempero completo hipossódico. UNOPAR Cient., Ciˆnc. biol. saude; 15(3)jul. 2013. Borjes, Lucia Chaise; Techio, Sediane Fátima; Oliveira, Manuelli Paula de. Análise sensorial de feijões de restaurantes comerciais com substituição do sal por ervas e especiarias. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 36(3)dec. 2011. Saúde Pública - 16/abril/2014
 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Processamento e qualidade de alimentos

 

O processamento e armazenamento dos alimentos são umas das etapas pelas quais os alimentos industrializados têm que passar para atingir a qualidade final desejada, além de aumentar sua vida de prateleira, para garantir suas qualidades sensoriais e nutricionais aos consumidores. Nesta área, estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito do aumento dos níveis de amido resistente na glicemia e a influência do congelamento usado para aumentar estes níveis, sobre a aceitabilidade de alimentos usualmente consumidos na dieta. Foram preparadas refeições compostas por arroz, feijão e massa contendo, respectivamente, 4,36%; 2,10% e 2,50% de amido resistente, e processadas por cocção. As refeições contendo, respectivamente, 7,25%; 4,77% e 5,45% de amido resistente foram submetidas a cocção-armazenamento a -18 °C durante sessenta dias. De acordo com os resultados, a elevação dos teores de amido resistente pelo processo de congelamento não refletiu na resposta glicêmica e os alimentos congelados apresentaram aceitabilidade após descongelamento e aquecimento. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a estabilidade do ácido ascórbico em suco in natura de tangerina cultivar Ponkan sob diferentes condições de armazenamento, e em 13 amostras de bebidas industrializadas de tangerina, bem como a estabilidade da atividade antioxidante no suco in natura. O suco in natura de tangerina foi armazenado em três temperaturas: ambiente, refrigeração e congelamento. Amostras de tangerinas foram armazenadas sob refrigeração. Treze marcas de bebidas industrializadas de tangerina foram adquiridas e mantidas sob refrigeração. De acordo com os resultados, o suco de tangerina cultivar Ponkan apresenta elevada atividade antioxidante, inclusive durante o armazenamento, sendo ainda observada superioridade nutricional do suco fresco em comparação às bebidas industrializadas, considerando o teor de ácido ascórbico e sua estabilidade. Os resultados dos estudos evidenciam que processamentos de alimentos podem favorecer em relação à praticidade e qualidade final do produto, dependendo do tipo de preparo e ações. Deste modo o Mercado dispõe de diversas opções, devendo haver controle em relação à rotulagem, para que os consumidores consigam optar pelos produtos que atendam melhor suas necessidades. 

Fontes: Betine Beutinger; Silveira, Fernanda da. Elevação dos níveis de amido resistente: efeito sobre a glicemia e na aceitabilidade do alimento. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 70(3): 276-282, set. 2011. Moreira, Carolina Ferraz Figueiredo; Lopes, Maria Lúcia Mendes; Valente-Mesquita, Vera Lúcia. Impacto da estocagem sobre atividade antioxidante e teor de ácido ascórbico em sucos e refrescos de tangerina. Rev. nutr; 25(6): 743-752, nov.-dez. 2012. FoodService - 9/abril/2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Anvisa proíbe lote de suplemento com rotulagem inexata


A Anvisa proibiu, nesta segunda-feira (14/4), a distribuição e comercialização, em todo o país, do lote L29 do Suplemento Proteico para Atletas sabor Morango e Banana, marca Whey Protein Optimazer – Cyberform. O lote foi fabricado pela empresa JSE Alimentos Ltda e possui validade até 12/08/2015. A medida é por conta do resultado insatisfatório para o ensaio de carboidratos, onde foi detectado quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo. Também foi detectada a presença de mandioca na composição do produto, ingrediente não declarado na lista de ingredientes.

A proibição consta na Resolução RE Nº 1.367/2014, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Páscoa x Bacalhau




A Páscoa é uma data muito importante para a civilização cristã, assim como o Natal. É nesse período que celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo, o que para muitos tem o significado de renovação. Já o coelho de Páscoa e os ovos tiveram origem nas civilizações antigas e simbolizavam fertilidade. No Egito Antigo, o coelho representava a preservação da espécie e esperança de uma vida nova. Nas religiões cristã e judaica, esse animal simboliza exatamente a vida nova e o renascimento, e os ovos a fertilidade.

Aqui no Brasil, como a grande maioria da população é cristã, existe uma grande cultura para a Semana Santa – que nada mais é que uma preparação para essa renovação – e na Sexta Feira Santa costuma-se evitar o consumo de carnes. Por esse motivo, o consumo maior é por peixes, especialmente o bacalhau.

Saboroso, com alto valor nutritivo e de fácil digestão, o peixe também é rico em minerais – como o ferro e fósforo –, vitaminas A, E e D e tem colesterol quase zero.
Além disso, esse alimento contém ômega-3, importante para diminuir o LDL (o colesterol ruim) e triglicerídeos e para aumentar o HDL (o colesterol bom), além de ser importante na prevenção e controle de doenças cardiovasculares, câncer , aterosclerose , hipertensão e desordens inflamatórias e autoimunes. O bacalhau também tem ômega-6, ácido graxo essencial para o sistema imunológico.

A cada 100 g são aproximadamente 350 calorias, 81 gramas de proteína e 50 mg de cálcio.

Cuidados :

Apesar de todos os benefícios, é importante lembrar que a versão assada é sempre mais saudável do que a frita. E atenção, hipertensos: bacalhau é rico em sódio. A mesma porção de 100 gramas contém 2.087mg de sódio, mais do que as a quantidade máxima indicada para ser consumida em um dia inteiro – 2 mil mg.

“Todo esse excesso pode causar retenção de líquidos”. 

Receita:

Bacalhau de Forno
  • 1 posta de bacalhau (parte central ou filé)
  • 4 dentes de alho
  • 1 cebola grande
  • 4 batatas grandes
  • Azeite a gosto
  • 200 g de azeitonas pretas com caroço
Modo de Preparo :
  1. Escalde a posta de bacalhau até ficar bem macia, escorra a água e reserve
  2. Cozinhe as batatas sem casca em rodelas grossas e reserve
  3. Em uma travessa (de preferência de barro) coloque um pouco de azeite
  4. Coloque as batatas espalhadas, formando uma camada
  5. Coloque a cebola cortada em rodelas finas formando outra camada
  6. Corte o alho também em rodelas finas e coloque metade espalhando sobre essas camadas
  7. Coloque então a posta de bacalhau, e espalhe a outra metade do alho por cima e ao lado da posta
  8. Por último, espalhe as azeitonas por todo o prato e regue com muito azeite
  9. Leve ao forno bem quente e quando o bacalhau estiver dourado está pronto .
Boa Páscoa!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Páscoa mais saudável para todos!!!



Alfarroba tem cara de chocolate, gosto de chocolate, mas não é chocolate. Além de nutritiva a alfarroba é isenta de lactose, glúten e açúcar, podendo ser consumidos inclusive por quem tem alergia ao leite. 

Em 100gr do produto você encontra 303mg de cálcio, 633mg de potássio e 126mg de fósforo, além de outros minerais como ferro e zinco e vitaminas E, B6 e B12.  


A alfarrobeira é uma árvore selvagem, nativa da costa do Mediterrâneo. A alfarroba é sua vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor marrom escuro e sabor adocicado, utilizada pela indústria de alimentos na produção de gomas e espessantes.

O pó ou farinha de alfarroba derivado da polpa da vagem torrada e moída é utilizado para substituir o cacau. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau no conteúdo de açúcar e de gordura. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), em torno de 38 a 45%.

A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo. Contém vitamina B1- colaboradora para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e melhora na atitude mental e o raciocínio - tanto quanto o aspargo ou morango, a mesma quantidade de niacina (mantém a boa condição da pele) do feijão fava, lentilha e ervilha, e mais vitamina A, que é essencial para o crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão, do que a berinjela, o aspargo e a beterraba. Possui ainda alto teor de vitamina B2 (responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no nosso corpo), cálcio, magnésio e ferro, bem como um correto balanceamento de potássio e sódio.

A alfarroba não possui qualquer agente alergênico ou estimulante tais como a cafeína e teobromina presentes no cacau. Embora apresente um alto teor de açúcares possui um baixo conteúdo calórico devido à quantidade quase imperceptível de lipídeos (gorduras) e alta quantidade de fibras naturais. O efeito benéfico dessas fibras naturais na flora intestinal se dá pela proteção da membrana mucosa do intestino, bem como pela redução significativa da incidência de diarréias indefinidas, desordens nutricionais e incidência de úlceras.

A alfarroba, também designada por "chocolate saudável" é utilizada em vários processos industriais, nomeadamente na cosmética, alimentar e farmacêutica, sendo nesta última empregada apenas como espessante para dar forma a alguns comprimidos.

Estudo recentes mostraram que a alfarroba não contém glúten e possui potencial antioxidante muito elevado, semelhante ao do azeite e superior ao do vinho, o que leva os investigadores a acreditarem que os compomentes do fruto pode ser úteis no combate aos radicais livres e doenças crônicos-degenerativas.

Também reduz efetivamente a assimilação da ingestão diária do excesso de colesterol, devido ao seu teor e qualidade das fibras. Seu poder na redução do colesterol do sangue é o dobro de outras fibras.


Dica de Páscoa:

Compre duas barrinhas de 50g cada de alfarroba e faça artesanalmente para seus filhos 6 ovinhos de Páscoa. Monte uma cesta bem bonita de café da manhã com tudo que seu filho mais gosta, com frutas, queijos, sucos, pãezinhos  e com um coelhinho de pelúcia, faça algumas pegadas de coelho que levem da porta do quarto até a cestinha, e explique o real significado da Páscoa!!!

Boa Páscoa !!!