segunda-feira, 31 de março de 2014

Dia 31 de Março é o dia da Saúde e Nutrição uma boa data para lembrar da Fome, Obesidade e Desperdício



31 de março é o Dia da Saúde e Nutrição, uma boa data para lembrar de cuidar da alimentação. Ainda mais vivendo em um cenário onde a fome, a obesidade e o desperdício de comida crescem de forma assustadora. Se esses problemas caminham juntos, vamos nos unir também para combatê-los. Adotar hábitos alimentares mais saudáveis e evitar o desperdício de alimentos já é um bom começo. Isso pode até não acabar com o problema, mas o que não podemos é deixar que ele cresça ainda mais.

Acesse: http://cfn.org.br/novosite/arquivos/flyer_10x15_FOD.pdf


Fonte: CFN - Conselho Federal de Nutricionistas

domingo, 30 de março de 2014

Brasil Orgânico e Sustentável: cooperativas são selecionadas



As cooperativas que irão vender produtos da agricultura familiar nos quiosques da Campanha Brasil Orgânico e Sustentável, durante a Copa do Mundo, já foram selecionadas. O resultado da chamada pública está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A comercialização será feita em 10 das 12 cidades que receberão jogos do torneio: Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Entre os dias 11 e 27 de junho, cada quiosque terá seis representantes da agricultura familiar para promover o consumo de alimentos saudáveis. A campanha vai mostrar ao consumidor brasileiro e estrangeiro o potencial da agricultura familiar brasileira, que cada vez está mais organizada e estruturada para atender ao mercado, destaca o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.

De acordo com o secretário, a campanha também pretende promover a abertura de novos mercados de comercialização, deixar uma cadeia produtiva mais estruturada, além de gerar renda e inserir produtivamente os agricultores familiares.

A Campanha Brasil Orgânico e Sustentável é uma iniciativa do governo federal, realizada pelo MDS e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Esporte, em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ), o Programa das Nações Unidades para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos).

Fonte: CFN - Conselho Federal de Nutricionistas

sexta-feira, 28 de março de 2014

Consumo alimentar e atividade física

 


A preocupação com a saúde tem levado grande número de pessoas à busca pela melhor qualidade de vida, através da prática de atividade física e alimentação adequada. De acordo com estudo recente, a grande procura por academia frequentemente está relacionada com o visual estético e na maioria dos casos com o aumento de massa muscular, principalmente por praticantes de musculação, os quais muitas vezes acreditam que proteína (PTN) adicional aumenta a força e melhora o desempenho. Deste modo, estudo recente teve como objetivo avaliar o consumo de proteína de 23 praticantes de musculação que objetivam hipertrofia muscular em uma academia do interior do Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com os resultados, a média de ingestão de proteína foi de 1,7g/kg, fato que sugere que a amostra não se caracteriza por apresentar o consumo de PTN acima ou abaixo do recomendado, tendo característica de dieta hiperproteica. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar os efeitos agudos e de curto prazo (2 horas) de diferentes intensidades de exercício aeróbio sobre o gasto energético pós-exercício, a razão de troca respiratória (QR) e a sensação de fome em 20 homens, sendo que todos os sujeitos foram submetidos, aleatoriamente, a quatro condições experimentais: controle (sem exercício); EBI, exercício de baixa intensidade (40% do VO2pico); EMI, exercício de moderada intensidade (60% do VO2pico) e EAI, exercício de alta intensidade (80% do VO2pico). A magnitude do (EPOC - consumo excessivo de oxigênio após o exercício) e o comportamento do QR foram mensurados através de análise direta de gases. Os resultados demonstraram que o EPOC teve uma correlação positiva com a intensidade do exercício, sendo a duração e a magnitude dependentes da intensidade do exercício. Entre todas as condições experimentais, a sensação de fome ao término do exercício foi maior no EBI. Ao longo do período de 120 minutos de recuperação passiva, a sensação de fome aumentou independente da condição experimental. A partir dos resultados, sugere-se que após o EAI a magnitude do EPOC é maior, promovendo maior gasto energético no pós-exercício, com um concomitante aumento na utilização de gordura (menor QR) e supressão transitória da sensação de fome em adultos jovens. Os dados dos estudos relacionam a prática de atividade física com o consumo alimentar, sendo que esta associação deve ser feita com o acompanhamento nutricional, para que a ingestão alimentar seja feita de forma adequada e equilibrada, tanto em relação aos macro e micronutrientes, como em relação à quantidade de alimentos a ser consumida em cada etapa da prática de atividade física.

Fontes: Menon, Daiane; Santos, Jacqueline Schaurich dos. Consumo de proteína por praticantes de musculação que objetivam hipertrofia muscular. Rev. bras. med. esporte; 18(1): 8-12, jan.-fev. 2012. Lins, Tatiana Acioli; Neves, Pedro Rogério da Silva; Costa, Manoel da Cunha; et al. Efeitos de diferentes intensidades de exercício sobre o gasto energético e a sensação de fome em jovens. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum; 12(5)2010. 27/mar/2014 - Nutrição Esportiva

quarta-feira, 26 de março de 2014

NutriSUS: os micronutrientes que fortalecem as crianças



Os primeiros anos de vida de uma pessoa são de intenso desenvolvimento do corpo. Por isso, a falta de alguns nutrientes na alimentação prejudica o crescimento dos pequenos. A carência de ferro, zinco, vitamina A, entre outros, pode levar ao adoecimento das crianças, causando anemia, doenças infecciosas ou respiratórias, cárie dental, desnutrição ou excesso de peso.
Para combater com mais intensidade a falta de alguns nutrientes na alimentação de crianças de seis meses a 3 anos e 11 meses, o Ministério da Saúde lança o programa NutriSUS - Estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes (vitaminas e minerais) em pó. O objetivo é garantir o pleno desenvolvimento infantil, a prevenção e o controle de doenças causadas pela falta de vitaminas e minerais.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, explica que serão distribuídos, a partir de agosto, sachês com 15 micronutrientes nas creches participantes do Programa Saúde na Escola(PSE). “O pó do sachê será colocado uma vez ao dia em uma pequena quantidade de comida, e lembrando de oferecer primeiro essa parte para a criança. Ele não altera o sabor da comida, fazendo com que as crianças não o rejeitem”, ressalta.
“Esse é o primeiro programa que oferta um sachê com vitaminas e minerais como medida de saúde pública, em larga escala. Eles vão atuar sobre a saúde, nutrição e na garantia do pleno desenvolvimento infantil”, comenta coordenadora Patrícia Jaime.
Mãe de um menino de nove anos e uma de dois meses, Fernanda Souza, 27 anos, nunca deu refrigerantes ou muitos doces para seu filho e sempre procurou balancear sua alimentação. “Ele nunca tomou refrigerante, também não come muito doce, não tem o paladar acostumado com esses alimentos. Mas vejo que muitos pais, por ignorância ou por falta de tempo, não cuidam da alimentação dos filhos”, acredita.
Fernanda ressalta que a distribuição de micronutrientes é uma boa saída devido a essa realidade em que crianças estão com um déficit de vitaminas e minerais. “Esse é um problema de saúde pública, pois a falta de alguns nutrientes pode prejudicar o crescimento das crianças”, ressalta a jovem mãe.
Esse tipo de estratégia já foi amplamente estudada e é implementada com sucesso em diferentes continentes. Aproximadamente 50 países usam essa estratégia ou estão em fase de implementação. A Organização Mundial da Saúde(OMS) passou a recomendar a fortificação através de poli vitamínicos para aumentar a ingestão de vitaminas e minerais em crianças. A ação integra o Brasil Carinhoso, que compõe o Plano Brasil Sem Miséria do governo federal.


Composição dos sachês de micronutrientes utilizados no NutriSUS:
Composição
Dose
Vitamina A RE
Vitamina D
Vitamina E TE
Vitamina C
Vitamina B1
Vitamina B2
Vitamina B6
Vitamina B12
Niacina
Ácido Fólico
Ferro
Zinco
Cobre
Selênio
Iodo
400 µg
5 µg
5 mg
30 mg
0,5 mg
0,5 mg
0,5 mg
0,9 µg
6 mg
150 µg
10 mg
4,1 mg
0,56 mg
17 µg
90 µg

Fonte: Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde Ministério da Saúde

terça-feira, 25 de março de 2014

Leite: cuidados

 


O leite, alimento fonte de proteína e rico em cálcio faz parte do preparo de diversos alimentos, além de ser consumido de forma geral por total a população. Porém, deve-se levar em conta que o leite é um alimento que necessita de cuidados em todos seus processos, para evitar contaminações. Estudo recente teve como objetivo verificar a qualidade microbiológica de 40 amostras de chocolate artesanal ao leite produzido e comercializado na região sul do estado do Rio Grande do Sul. De acordo com os resultados, 32,5% das amostras mostraram ser impróprias para o consumo humano. Dessas, 27,5% apresentaram contagens de bolores e leveduras acima dos limites estabelecidos, das quais 17,5% demonstraram apenas esse parâmetro fora dos padrões. Houveram coliformes totais, e em 12,5% foram detectados valores acima dos aceitáveis. Apenas 1 amostra apresentou contagem de Staphylococcus coagulase positiva acima dos limites permitidos. Salmonella e clostrídios sulfito redutores não foram isolados das amostras analisadas. Ainda de acordo com os resultados, esses resultados são indicativos de problemas de ordem higiênica, provavelmente relacionados a práticas inadequadas de fabricação ou ao não cumprimento de boas práticas de fabricação. De acordo com outro estudo, o consumo de leite bovino UHT (ultra-high temperature) suplementado com nutrientes essenciais, como vitamina A, apresenta-se como uma forma de amenizar a ingestão insuficiente dos mesmos pela população. O estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar a conformidade do teor de retinol especificado no rótulo de leites UHT suplementados com a quantidade detectada em 3 marcas do produto. De acordo com os resultados, apenas uma marca de leite suplementado (B) continha a concentração de vitamina A condizente com a do rótulo. As demais (A e C) apresentaram informações de rotulagem conflitantes com os níveis de retinol encontrados nos produtos. Nas amostras da marca A foi detectado, em média, 61% a mais da vitamina e na marca C cerca de 30% menos, em relação às quantidades declaradas nas embalagens. Deste modo há necessidade de maior controle na qualidade e informações presente na rotulagem destes alimentos, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações nutricionais presentes nos rótulos e evitar a ingestão insuficiente ou até mesmo uma possível toxicidade pelo seu consumo excessivo, além do controle microbiológico. 

Fontes: Tejada, Talita Schneid; Dias, Priscila Alves; Conceição, Rita de Cássia dos Santos da; et al. Micro-organismos patogênicos e deteriorantes em chocolate artesanal ao leite. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 71(1): 178-181, jan.-mar. 2012. Lima, Mayara Santa Rosa; Lira, Larissa Queiroz de; Dimenstein, Roberto. Avaliação do teor de retinol em leite UHT suplementado em conformidade com a rotulagem. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 70(4): 484-488, out.-dez.2011. Saúde Pública - 25/mar/2014
 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Suspensões de publicidade



Os produtos Fruta Bio e Fruta Planta foram suspensos por não possuírem registro na Anvisa, ter procedência desconhecida e por estarem sendo anunciados como emagrecedores. Fica proibida a propaganda e publicidade dos citados produtos em todos os meios de comunicação, inclusive em páginas na Internet.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

sábado, 22 de março de 2014

As Nações Unidas comemoram neste 22 de março o Dia Mundial da Água com um apelo a favor dos consumidores


Em comunicado, a relatora independente da organização para o direito humano à água e ao saneamento básico alerta para os problemas de escassez do recurso devido às alterações climáticas.
Serviços
Segundo Catarina de Albuquerque, dentro dos próximos 15 anos, a metade do mundo poderá viver em áreas consideradas de "pressão no consumo e fornecimento de água."
Em entrevista à Rádio ONU, de Lisboa, a relatora afirmou que os países têm que priorizar as pessoas na hora de alocarem os serviços de água. Segundo ela, as altas taxas de energia por exemplo deixam a água mais cara para os consumidores.
"Não podemos olhar para as tarifas de eletricidade como uma questão meramente técnica. Uma vez que nós sabemos que o aumento das tarifas de eletricidade ou a diminuição dos subsídios à eletricidade, se não for feito nada, do ponto de vista de políticas públicas, vai ter um efeito direto no preço da água. E nós também sabemos, que do ponto de direitos humanos, a água tem que ser acessível do ponto de vista econômico. E não pode impedir as pessoas, as famílias de exercerem outros direitos como o direito à alimentação ou o direito à saúde."
Mau Gerenciamento
A relatora da ONU afirmou ainda que a demanda de água para a produção de energia deverá dobrar até 2035. De acordo com Catarina de Albuquerque, o mau gerenciamento da água tem um efeito direto para as partes mais pobres da população.
Segundo ela, a receita é simples: é preciso colocar o consumidor em primeiro lugar. Além disso, a prioridade dos países tem que ser dada ao consumo da água para fins pessoais e domésticos.
Para a relatora da ONU, a água e a energia estão interligadas assim como o preço dos dois serviços. E os consumidores não têm que gastar grande parte do orçamento para comprar água.

Fonte: ONU Brasil

sexta-feira, 21 de março de 2014

Consumo de álcool

 


As bebidas álcoolicas não apresentam em sua composição, de forma geral, nutrientes importantes para a saúde. São bebidas ricas em calorias, as quais colaboram de forma negativa para o equilíbrio da dieta, além de prejudicar o organismo sob diversas formas, podendo causar dependência e culminar em agravos que causam a morte. De acordo com estudo recente, a exposição ao ambiente universitário, muitas vezes estressante, e as modificações no cotidiano podem tornar os estudantes adolescentes e jovens mais propensos ao uso de álcool. Deste modo a pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar e avaliar o consumo de álcool por acadêmicos de um curso de Enfermagem de uma instituição de ensino superior do centro-oeste mineiro. De acordo com os resultados, 65,5% dos discentes se declaram alcoolistas, sendo que 50% destes tiveram o primeiro contato com a bebida alcoólica com os amigos, na adolescência (67%). Além disso, a maioria relatou o aumento no consumo após o ingresso na faculdade, sendo que 28% dos indivíduos apresentaram risco à dependência. Outra pesquisa teve como objetivo analisar as atitudes dos adolescentes diante da ingestão de bebidas alcoólicas. Foram realizadas entrevistas com 40 adolescentes vinculados a uma instituição de apoio no Pará. De acordo com os resultados, o consumo da bebida alcoólica está associado a diversão, mas também significa um modo de não pensar nos problemas. Os adolescentes utilizaram outros tipos de drogas em alguns momentos, porém o uso do álcool é unanimidade. Os dados dos estudos destacam a alto consumo de bebidas álcoolicas pelos adolescentes, sendo estes grupos de risco para a dependência e malefícios à saúde. Intervenções e orientações para esta faixa etária são de fundamental importância para minimizar os riscos do consumo abusivo do álcool.

Fontes: Marques, Nayara Ferreira Barbosa; Maciel, Erika Augusta Faria; Barbosa, Flávia Isabela. Consumo de álcool pelos acadêmicos do curso de enfermagem de uma instituição de ensino superior. Rev. Enferm. Cent.-Oeste Min; 2(2): 159-165, 2012. Silva, Sílvio Éder Dias da; Padilha, Maria Itayra. Atitudes e comportamentos de adolescentes em relação à ingestão de bebidas alcoólicas. Rev Esc Enferm USP; 45(5): 1063-1069, out. 2011. Saúde Pública - 20/mar/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Anvisa proíbe mais dois lotes de suplemento whey protein

A Anvisa proibiu, nesta quarta-feira (19/03), a distribuição e a comercialização, em todo o país, do lote 156/12 do suplemento proteico para atletas, marca 100% Whey Protein e do lote 857 do suplemento marca 100% Whey Protein Top Fuel. Ambos os lotes foram fabricados pela empresa Vulgo Suplementos Indústria de Alimentos Ltda em 12/2012 e possuem validade até 12/2014. Os dois lotes apresentaram quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cerveja: o transgênico que você bebe?



Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e podem estar levando à ingestão inconsciente de OGMs

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Tudo bem, mas e daí?

E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?

Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.

Dá um frio na barriga, não? Pois então tente questionar a Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”

Vai uma, bem gelada?

Fonte: Carta Capital 
*Ana Paula Bortoletto é nutricionista e doutora em nutrição em saúde pública. Flavio Siqueira Júnior é advogado e ativista de direitos humanos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Comissão Científica apoia decisão da Anvisa que proíbe emagrecedores

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) tomou conhecimento hoje (18/03) de manifestação assinada pela Comissão Científica em Vigilância Sanitária que apoia decisão da Agência de proibir o uso de emagrecedores e de controlar o uso da sibutramina. Conheça a íntegra do documento.
Moção de apoio
O Plenário da Comissão Científica em Vigilância Sanitária, em sua Segunda Reunião Ordinária, realizada no dia 4 de fevereiro de 2014, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pelo art. 19-A, do Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, alterado pelo Decreto nº 8.037, de 28 de junho de 2013, combinado com o art. 25, da Portaria nº 69, de 23 de Janeiro de 2014; decide:
Considerando a determinação da Anvisa, constante da RDC nº 52, de 6 de outubro de 2011, em proibir o uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como em controlar a prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina, seus sais e isômeros;
Considerando o Projeto de Lei nº 2.431/2011, do Congresso Nacional, que pretende proibir a Agência Nacional de Vigilância Sanitária de vetar a produção e comercialização de ditos produtos;
Vem a público expor:
Após ouvir os especialistas e considerar documentos e dados sobre as substâncias especificadas na RDC nº 52/2011, a Comissão Científica em Vigilância Sanitária considerou que não há dados científicos comprobatórios, provenientes de estudos com desfechos clinicamente relevantes, que garantam a segurança e a eficácia necessárias à proteção da saúde dos usuários e justifiquem a mudança do entendimento técnico da Anvisa neste momento.
Reconhece que o trabalho de análise dos dados e levantamento da literatura feito pela Agência foi bem realizado e embasa a decisão mais segura à saúde da população brasileira.
Reconhece ainda que a obesidade merece atenção especial das autoridades brasileiras e considera necessário que o Ministério da Saúde realize estudo nacional prospectivo de longo prazo para avaliar a possibilidade de uso de derivados anfetamínicos e similares, o qual evidencie a efetividade do uso de longo prazo, os efeitos adversos e a observação de desfechos clinicamente relevantes.
Sugere, por último, a produção de estudo genômico, com intuito de mais bem conhecer os mecanismos da obesidade, e o fomento de medidas educativas, voltadas especialmente à população infantil.
Fonte: Anvisa

segunda-feira, 17 de março de 2014

Densidade energética

 

A qualidade nutricional da alimentação está diretamente relacionada com a saúde e longevidade. Dietas ricas em calorias, que ultrapassam as necessidades diárias são fatores de risco para a obesidade e desenvolvimento de doenças crônicas. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a relação entre o custo da alimentação e a densidade energética da dieta consumida nos domicílios brasileiros. Utilizaram-se dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF-2008/2009) para identificação dos alimentos com consumo mais relevante e seus preços. De acordo com os resultados, identificou-se associação inversa entre densidade energética e preço da dieta (p < 0,05), e, no menor custo possível, obteve-se o valor máximo de densidade energética. Verificou-se que restrições no custo da alimentação resultaram na seleção de dietas com maior densidade energética, indicando que o custo da alimentação pode conduzir à adoção de dietas inadequadas no Brasil. Outra pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a densidade energética da dieta de 710 adultos do município de São Paulo e fatores associados. De acordo com os resultados, apresentaram-se valores elevados da densidade energética da dieta e a relação demonstrada com outros constituintes nutricionais denotam má qualidade da dieta nessa população, o que pode estar contribuindo para crescentes taxas de excesso de peso. Os dados dos estudos evidenciam a má qualidade da alimentação das populações estudadas, sendo necessárias intervenções nutricionais de forma eficaz para que haja melhora no consumo alimentar, prevenindo o surgimento de doenças e mais casos de obesidade. 

Fontes: Ricardo, Camila Zancheta; Claro, Rafael Moreira. Custo da alimentação e densidade energética da dieta no Brasil, 2008-2009.Cad Saude Publica; 28(12): 2349-2361, dez. 2012. Marchioni, Dirce Maria Lobo; Mendes, Aline; Gorgulho, Bartira; et al. Densidade energética da dieta e fatores associados: como está a população de São Paulo? Arq Bras Endocrinol Metabol; 56(9): 638-645, dez. 2012. Saúde Pública - 11/mar/2014
 

domingo, 16 de março de 2014

Pais com filhos alérgicos fazem campanha para pedir informação nos rótulos



Imagina você ter um filho com alergia alimentar e não saber se aquele produto que você acaba de comprar no supermercado vai levar seu filho ao hospital após consumi-lo. Parece exagero, mas muitos pais enfrentam uma batalha por conta da falta de informação nos rótulos das embalagens. Para tentar mudar essa realidade, eles têm feito uma campanha na internet chamada ‘Põe no Rótulo’. A ideia é que seja obrigatória a rotulagem correta dos alimentos e de produtos de higiene com informações claras e com letras em tamanho legível.
 
O movimento #poenorotulo foi criado por um pequeno grupo que se conheceu na internet. São mais de 600 famílias que trocam informações sobre produtos ‘do bem’ e que tentam chamar a atenção sobre a necessidade da rotulagem correta, principalmente, em alimentos alérgenos, como leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim, entre outros. Para uma das idealizadoras da campanha, a advogada Maria Cecilia Cury Chaddad, não importa se será criado um projeto de lei, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou se a iniciativa vai partir das próprias indústrias.
 
A advogada explica que o alérgico alimentar corre risco de morte dependendo do seu grau de sensibilidade, com risco de choque anafilático e fechamento de glote, entre outras reações graves. No Brasil, cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar. “A alergia não é entendida e aceita. Muitos acham que é frescura, exagero e que só um ‘pouquinho não fará mal’. Mas, para um alérgico, não importa se é uma migalha ou uma porção, o resultado pode ser catastrófico”, comenta Maria Cecilia, que criou no final de fevereiro a página da campanha no Facebook e que já tem mais de 13 mil curtidas.  Na rede social, pais publicam fotos dos filhos com o cartaz #poenorotulo
 
Ela, que é mãe de Rafael, 2, que tem alergia a leite e soja, defendeu sua tese de doutorado sobre a presença de alérgenos em alimentos. “Há alimentos que podem ser veneno para algumas pessoas”, diz. Ela afirma que além de aprender a ler rótulos, os pais são obrigados a buscar frequentemente informações com os serviços de atendimento ao consumidor e que nem sempre passam informações corretas.
 
“Muitas vezes, os SACs [Serviço de Atendimento ao Consumidor] confundem, por exemplo, lactose (açúcar do leite) com proteína do leite. Tão grave quanto, há SACs que direcionam o consumidor a procurarem seus próprios médicos para questionar a segurança do produto, como se eles tivessem acesso a tais informações”, lamenta.
 
Se engana quem pensa que as restrições e falta de informações no rótulo estão apenas nos alimentos. A autônoma Karina Campo, 36, descobriu que remédios e até o lencinho umedecido usado no filho Lucca, 3, davam alergia no menino. “Fomos em um hospital pois ele teve reação ao antibiótico que estava tomando e, no pronto-socorro, usaram um lenço umedecido que tinha leite em sua composição”, comenta. O menino tem reação rápida e precisa ser medicado.  “Quando ele tomou o antibiótico, ficou roxo em casa e precisou tomar oxigênio além de tomar na veia uma antialérgico”.
 
Por conta da alergia à proteína da vaca, Karina conta que a família mudou todos os hábitos alimentares e a filha mais velha, Pietra, 7, come bolacha recheada, por exemplo, só fora de casa.  Karina optou em não colocar ainda o menino na escola justamente por conta das restrições alimentares e por ele ter uma reação muito rápida. Lucca é amamentado pela mãe e, por isso, ela também tem uma alimentação restrita sem poder consumir os produtos que dão reação no menino. Segundo os médicos, tudo é passado pelo leite materno e as mães precisam ficar atentas com a sua dieta.
 
Maria Cecilia diz que se alimentar passa a ser uma dificuldade, mesmo com comida do nosso dia a dia. “Há uma marca de arroz, por exemplo, que contém ovo. Como ficam os alérgicos a ovo? Muitos nem sabem disso e acham que estão ‘seguros’ por comer em casa”, comenta.
 
Estudos de 2009 da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas mostraram que 39,5% reações alérgicas foram relacionadas a erros na leitura de rótulos dos produtos.
 
Para o grupo de pais do ‘Põe no Rótulo’, os portadores de restrição alimentar poderiam ter mais qualidade de vida se tivessem a informação correta. A alergia alimentar, desde que feita uma dieta correta, possui grandes chances de regredir.
 
A Anvisa diz que há uma discussão sobre a obrigatoriedade de se prestar informações sobre alergênicos nos rótulos. A proposta, entretanto, depende de consenso entre os países membros do Mercosul. O tema vai para o quarto ano de discussão, segundo a agência. Nos EUA, por exemplo, as indústrias são obrigadas a prestar esse tipo de informação desde 2006, na União Européia, Austrália e Nova Zelândia, desde 2003, e no Canadá, desde 2011. (Giovana Balogh)

Fonte: IDEC

sábado, 15 de março de 2014

Com voto histórico, TRF4 impede a liberação de milho transgênico da Bayer



Nesta quinta-feira (13), desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região – TRF4 decidiram, por unanimidade, anular a decisão da Comissão Nacional Técnica de Segurança – CTNBio que liberou do milho transgênico Liberty Link, da multinacional Bayer. A decisão se deu sob o fundamento de ausência de estudos de avaliação de riscos advindos do transgênico. A sessão julgou a Ação Civil Pública proposta em 2007 pela Terra de Direitos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC e a Associação Nacional de Pequenos Agricultores e a AS-PTA, que questiona a legalidade da liberação comercial do Liberty Link.
 
Decisão cria novos paradigmas jurídicos na matéria e também poderá servir para que se reavaliem todas as demais liberações comerciais de transgênicos no Brasil, já que em nenhum caso as empresas fizeram avaliações de riscos em todos os biomas do território nacional. 
 
O relator da ação, desembargador Federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, leu trechos de seu longo voto por aproximadamente uma hora e meia, sustentando a necessidade de realização de estudos sobre os impactos negativos dos transgênicos em todos os biomas brasileiros. Para Leal Junior, não bastam estudos realizados em outros países, pois a lei obriga que a decisão da CTNBio esteja amparada em estudos que avaliem o impacto dos transgênicos em cada um dos principais biomas do país. Além disso, o desembargador condenou a CTNBio a elaborar normas que permitam à sociedade ter acesso aos documentos dos processos que tramitam na Comissão, possibilitando a uma participação qualificada da população nos processos de liberação comercial.
 
As desembargadoras federais Marga Inge Barth Tessler e Vivian Josete Pantaleão Caminha, assim como o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, seguiram integralmente a posição do desembargador relator, ressaltando a excelência do voto. Flores Lenz, que em julgamento anterior havia votado pela liberação do milho transgênico, mudou sua posição ressaltando que a análise do relator fará história e criará um novo paradigma de interpretação da matéria.
 
Com essa decisão o milho transgênico da Bayer não pode ser comercializado no Norte e Nordeste do Brasil, regiões onde não foram feitos estudos técnicos sobre riscos ambientais e à saúde humana advindos dos transgênicos. A decisão cria novos paradigmas jurídicos na matéria e também poderá servir para que se reavaliem todas as demais liberações comerciais de transgênicos no Brasil, já que em nenhum caso as empresas fizeram avaliações de riscos em todos os biomas do território nacional.
 
Para Fernando Prioste, advogado popular da Terra de Direitos que acompanha o caso, a decisão terá grande impacto no tema, pois obriga que se realizem estudos de avaliação de riscos em todos os biomas brasileiros e obriga a CTNBio a dar ampla transparência aos processos de liberação de transgênicos. “O voto de hoje merece um estudo detalhado, pois aborda o tema com profundidade, analisando os aspectos legais conjugando as consequências sociais e econômicas da liberação de transgênicos no Brasil para as futuras gerações”.
 
Prioste aponta que, apesar do TRF4 ter agora uma posição firme na matéria, as empresas deverão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, possibilitando ampliar ainda mais o debate.
 
“Após dez anos de liberação comercial de transgênicos do Brasil, o debate sobre o tema se intensificou de forma mais complexa, expondo a debilidade da agricultura baseada nos transgênicos e agrotóxicos. A decisão judicial de hoje é um importante elemento que se somará à luta popular por um modelo de agricultura baseado na agroecologia, que garanta direitos aos agricultores e alimento saudável e sem agrotóxicos para a população”, afirmar o advogado da Terra de Direitos.

Fonte: IDEC

quinta-feira, 13 de março de 2014

Associação mineira cria selo para indicar segurança alimentar em aves resfriadas


A Avimig (Associação dos Avicultores de Minas Gerais) lançou em fevereiro o selo “Criação de Aves sob Controle”. A expectativa é de que as indústrias avícolas adotem o selo tanto em campanhas publicitárias como na rotulagem dos produtos. O objetivo é levar ao consumidor informações que mostrem que o frango produzido no País é um alimento seguro, dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade e, principalmente, sem hormônios.

Frango sem hormônios e conservantes

O selo surge, segundo a Avimig, como uma forma de esclarecimento, “por conta de uma publicidade equivocada veiculada em canal aberto de televisão”. A propaganda, na opinião da entidade, induz o consumidor a pensar que apenas uma marca de frango congelado (Sadia) seria a única do País a utilizar ave sem hormônio, disseminando a falsa ideia de que outras marcas utilizariam substâncias ilegais nas carnes, causando danos à saúde.
Para Antônio Carlos Vasconcelos Costa, presidente da Avimig, o lançamento vem em um momento oportuno. “As campanhas publicitárias de empresas do segmento de avicultura deveriam informar à população brasileira que não são utilizados hormônios e conservantes na produção da carne de frango produzida no Brasil de maneira geral, e não favorecendo a uma marca anunciante”, disse Vasconcelos, em nota de esclarecimento.

Selo terá papel educativo

Diante do fato, no início do mês o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) autorizou as indústrias avícolas a utilizarem a frase “Sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira” nos rótulos dos produtos.

Criado pela empresa Sob Controle Consultoria e Capacitação, o selo traz informações importantes para orientar o consumidor na hora de escolher o produto. De acordo com o diretor da empresa, Nelmon Oliveira da Costa, o selo terá papel educativo, de esclarecimento ao consumidor sobre o sistema de criação de aves no Brasil.

Fonte: Alimentação Fora do Lar

quarta-feira, 12 de março de 2014

Preço do tomate sobe no atacado e volta a pesar no bolso do consumidor. Nas feiras, quilo já é vendido a R$5,00


Vilão da inflação em 2013, o tomate voltou a assombrar os consumidores. O preço cobrado na Ceasa, para feirantes e supermercados, mais do que dobrou em relação a fevereiro. O valor mínimo da caixa de 18 quilos passou de R$ 25 para R$ 45, uma alta de 80%. Esse reajuste tem sido imediatamente repassado. Ontem, numa feira da Tijuca, o preço médio do quilo chegava a R$ 5.

— Estou comprando menos até baixar, e uso mais o molho pronto. A dona de casa tem que se virar — conta Maria Ribeiro Matos, de 78 anos, na feira da Rua Aguiar.
Segundo o presidente da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa Grande Rio e São Gonçalo (Acegri), Waldir de Lemos, dessa vez, a culpa não é da chuva, como nos últimos anos.

— Agora, o problema é a falta dela. Por conta da seca, a plantação amadureceu rapidamente. A safra que deveria durar mais uns 30 dias já está acabando. Ficou um buraco até a próxima safra, que ainda está bem no início — explicou.

A previsão é que, nas próximas semanas, os preços comecem a recuar novamente, com a entrada no mercado dos tomates de Paty do Alferes e Teresópolis, que são os principais produtores do Estado do Rio. Atualmente, a produção vem de São Paulo.

— Mas não acredito que este ano teremos uma disparada (de preços), como aconteceu em 2013. O clima ajudou, principalmente, nas áreas produtoras do Rio. Por mais que parte tenha estragado por causa do solo muito seco, acredito que a safra que está começando será boa, com preços equilibrados — afirmou Lemos.

O impacto já se reflete na inflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) revela um avanço de 24% no custo do tomate, no país, em fevereiro. A doméstica Sônia de Carvalho, de 53 anos, reduziu a compra.

— Uso na salada. Para a comida, eu prefiro molho de tomate pronto — disse.


Fonte: Extra - Online


terça-feira, 11 de março de 2014

Redução de consumo de sal





Neste ano a campanha para redução do consumo de sal está focada em melhorar a Rotulagem Nutricional. 
Ontem iniciou a Semana de Consciência sobre o sal!!! Vamos melhorar a qualidade da alimentação visando prevenir doenças futuras!!!

segunda-feira, 10 de março de 2014

A importância da informação sobre a presença de glúten nos alimentos



O Diário Oficial da União publicou na última semana uma multa de R$ 981.238,80 contra Unilever, aplicada pela  Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon - Ministério da Justiça). A punição se deu pelo fato da empresa incluir na embalagem do sorvete Kibon Cornetto Chococo a informação "Não contém glúten"  foi constatada a presença da substância na casquinha  e ter se recusado a realizar recall para corrigir a falha.

Esse tipo de informação é extremamente importante e deve constar no rótulo dos alimentos, pois a ingestão dessa proteína, presente no trigo, aveia, centeio, cevada e no malte, pode acarretar em problemas para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten – sendo eles: diarreia crônica (que dura mais do que 30 dias); prisão de ventre; anemia; falta de apetite; alteração no humor; distensão abdominal (barriga inchada); dor abdominal; entre outros.

A indicação referente ao glúten em alimentos deve estar disposta na rotulagem dos produtos em língua portuguesa, de forma clara e precisa. No caso de alimentos importados, é responsabilidade do importador providenciar que a informação esteja de acordo com a legislação.

O que diz a Lei

A Lei Federal 10.674/03 determina que:

"Art. 1o Todos os alimentos industrializados deverão conter em seu rótulo e bula, obrigatoriamente, as inscrições "contém Glúten" ou "não contém Glúten", conforme o caso.

§ 1o A advertência deve ser impressa nos rótulos e embalagens dos produtos respectivos assim como em cartazes e materiais de divulgação em caracteres com destaque, nítidos e de fácil leitura."

Caso você adquira um produto que não possua essa especificação, e ocorra algum problema decorrente ao consumo do glúten, formalize uma reclamação no Procon de sua cidade. Também é possível resguardar os seus direitos com uma ação no Poder Judiciário.


Fonte: Procon SP

sexta-feira, 7 de março de 2014

Aprovado projeto piloto para serviços de alimentação na Copa 2014



     
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou proposta que estabelece critérios para a Categorização dos Serviços de Alimentação. Com a iniciativa, o consumidor poderá saber com que cuidado e limpeza o seu bar, lanchonete ou restaurante preferidos trabalham. O projeto foi apresentado pela Gerência Geral de Alimentos.

Em todo o Brasil são 2.500 bares, restaurantes e lanchonetes que aderiram voluntariamente ao projeto, que será implementado como piloto durante a Copa de Futebol 2014 nas cidades sedes dos jogos e nos municípios interessados. Os critérios de seleção dos estabelecimentos foram definidos localmente.

O relator da proposta, diretor Jaime Oliveira, explicou que algumas cidades escolherem estabelecimentos que servem pratos regionais, outras decidiram por critério geográfico, como localização perto de shoping ou de metro, caso de São Paulo. O projeto se estende até o dia 31 de agosto deste ano, quando será avaliado.

“Com a Categorização dos Serviços de Alimentação estes locais são classificados com base em critérios que avaliam os aspectos higiênico-sanitários de maior impacto para a saúde dos consumidores”, destacou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Essa avaliação é realizada pela vigilância sanitária dos municípios.

Os estabelecimentos podem ser classificados em três categorias: A, B e C. A categoria A corresponde à de melhor classificação, seguida da categoria B e por último, da categoria C.

A Copa do Mundo FIFA 2014 foi escolhida como o momento ideal para apresentar o projeto aos consumidores brasileiros e turistas. A proposta brasileira baseia-se em experiência semelhante de cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Londres.

Representantes de associações de Bares, Restaurantes e Similares, presentes a reunião da Dicol, saudaram a inciativa e afirmaram que a proposta é inovadora e que impulsionará o setor a desejar sempre mais qualidades para seus produtos e serviços.


Imprensa/ Anvisa

quinta-feira, 6 de março de 2014

Desperdício ameaça a segurança alimentar mundial, diz Banco Mundial





O Banco Mundial afirmou que o desperdício de alimentos no mundo representa uma “grave ameaça” para a segurança alimentar.
“Milhões de pessoas no mundo dormem com fome todas as noites, enquanto milhões de toneladas de alimentos acabam no lixo ou apodrecendo antes de serem comercializados”, denunciou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em um comunicado da instituição.
De acordo com o relatório do Banco Mundial sobre os preços dos alimentos, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos a cada ano são desperdiçados ou perdidos em algum ponto da cadeia de produção.
Cerca de 35% deste desperdício é de responsabilidade do consumidor final, especialmente nos países desenvolvidos.
Além disso, 24% se perde durante a produção de alimentos e 24% durante o armazenamento e distribuição, indica o Banco Mundial, sem especificar onde o restante é perdido.


Fonte: Ambiente Brasil

quarta-feira, 5 de março de 2014

Suco detox, um forte aliado

O suco detox também pode ser um forte aliado, pois busca restaurar a saúde intestinal e possibilitar a reposição de prebióticos e probióticos, além de abastecer energia ao corpo, renova o organismo, ajudando a pessoa a se sentir mais leve. O suco detox definitivamente chegou para ficar na mesa do café da manhã de muita gente que busca uma saúde melhor e corre atrás de um corpo mais bonito. Nos Estados Unidos, é comum ver estrelas circulando com copinhos cheios de suco verde pelas ruas: Alessandra Ambrosio, Jessica Biel, Megan Fox, Fergie, Hillary Duff são algumas delas. 

Aqui no Brasil, as receitas conquistaram mais do que cardápios de lanchonetes e viraram febre nas redes sociais. Todo mundo quer dividir com o mundo o hábito saudável e, muitas famosas, adeptas dos sucos que eliminam toxinas, ajudam a acelerar o metabolismo e são uma rica fonte de vitaminas e minerais, publicam variadas receitas detox. 




Veja a seguir algumas receitas de suco detox:

DETOX 1
Suco detox de hortelã

Ingredientes:
limão
maçã verde
hortelã







DETOX 2
Suco detox de morango.

Para prepará-lo, basta bater tudo no liquidificador.

Ingredientes:
1 copo de água (gelada de preferência)
5 morangos
2 folhas de chicória
1 colher de sopa de semente de linhaça




Suco detox de couve
DETOX 3
Ingredientes:
1 folha de couve
folhas de hortelã
200 ml de água de coco
1 colher de sopa de semente de chia
1 maçã




Suco detox de beterraba
DETOX 4
como se prepara o pink juice, que leva beterraba. Para facilitar o preparo, o ideal é fazer primeiro o suco da beterraba na centrífuga e depois colocá-lo no liquidificador com os outros ingredientes.
Ingredientes:
1 copo de água de coco
1 pitaya roxa
1/2 beterraba
1 talo de salsão
1 pedaço de gengibre a gosto
½ limão espremido
Suco detox couve e salsão
DETOX 5
Ingredientes:
2 folhas de couve manteiga
1 salsão
1/2 limão espremido
1 maçã
1 pedaço de gengibre
1 copo de água de coco




Suco detox de frutas
DETOX 6
Contrariando a regra de que todo suco vede deveria ter uma folha desta cor, aqui vai um que abusa somente das frutas. Entre os ingredientes, não se economiza no gengibre, que além de dar sabor, funciona também como termogênico.

Ingredientes:
1 copo de água de coco
1 maçã verde
1/2 meio limão espremido
gengibre a gosto
Suco detox de frutas vermelhas
DETOX 7
Ingredientes:
Manga
Uva
Framboesa
Mirtilo
Morango
Folha de brócolis
Couve hortelã
Gengibre
Proteína de arroz

Suco detox de água de coco e legumes
DETOX 8
Ingredientes:
300 ml de água de coco
1 cenoura
1/2 pepino
1/2 beterraba
1/2 limão espremido
1/2 xícara de folhas de hortelã
1 pedaço de 2 cm de gengibre
2 folhas grandes de couve




Fonte: Alimentação Fora do Lar