quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dicas de alimentação e cuidados com o corpo durante o Carnaval



Com a chegada do carnaval a atenção com a boa forma redobra algumas medidas simples contribuem para aproveitar a festa sem prejudicar a saúde. O carnaval  é comemorado em uma das épocas mais quentes do ano, então a água é uma forte aliada para os foliões que precisam manter a saúde e o organismo hidratado.

Cuidados durante o carnaval

Segundo o médico endocrinologista, Mohamad Barakat, para aproveitar a folia de rua o ideal é reeducar o corpo, sempre beber água e não fazer jejum por períodos prolongados. “Prefira alimentos leves e nutritivos, não deixe de ingerir carboidratos e evite muitas frituras, optando por refeições leves”, comenta o médico.
Com o objetivo de restaurar o equilíbrio do organismo, auxiliando no tratamento de doenças acarretadas por desordens metabólicas, a boa alimentação durante esse período traz muitos benefícios à saúde renovando o funcionamento fisiológico do aparelho digestivo, aumentando a vitalidade e a energia de todo o corpo.
Muitas pessoas não estão preparadas para tanto esforço físico e acabam exagerando, o ideal é que os foliões se preparem com antecedência. “Se for ficar muito tempo dançando ou andando nos blocos de rua, alongue os músculos antes de começar as comemorações. Durante a festa evite refeições pesadas com molhos cremosos, carnes e queijos gordurosos, pois dificultam a digestão, dando a sensação de peso no estômago”, diz o endocrinologista.
Para manter os nutrientes que o corpo precisa são necessários alguns cuidados e um dos principais é a manutenção de uma dieta variada, equilibrada e nutritiva. “Consumir frutas, verduras e legumes é extremamente essencial, pois são alimentos ricos em vitaminas e repõem os principais nutrientes perdidos com o suor e o desgaste físico”, ressalta Barakat.

Cuidados pós Carnaval

Retomar os velhos hábitos depois de quatro dias de folia não é nada fácil. Para ajudar o corpo a se recuperar do mal-estar e das dores musculares é importante se preparar para reparar os danos causados. É preciso para quem abusou na comida ingerir alimentos, sucos desintoxicantes e praticar exercícios.
Primeiro e mais importante passo para quem extrapolou no carnaval é tratar da hidratação, principalmente para as pessoas que consumiram uma quantidade de álcool excessiva. Nas refeições opte sempre por pratos leves, folhas e legumes, sempre dando preferência para pequenas quantidades que ajudam na digestão.

Fonte: Alimentação Fora do Lar

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Confiar que a criança gordinha vai 'esticar' pode atrapalhar o desenvolvimento infantil



Deixar de se preocupar com o sobrepeso infantil confiando que com seu crescimento a criança vai “esticar” é um erro, segundo alertam especialistas. Da mesma forma, é equivocado associar o peso extra infantil a um sinal de saúde. Atualmente, é crescente o número de crianças com obesidade. Acreditar nesses velhos mitos pode trazer perigo para a saúde dos pequenos e para sua vida adulta, como problemas de saúde precoce e a falta de hábitos saudáveis.

Para a nutricionista da Coordenação-Geral de Alimentação de Nutrição (CGAN/DAB/SAS/MS), Ana Carolina Feldenheimer, é importante desmitificar a ideia de que criança considerada gordinha está bem alimentada. “A criança precisa crescer dentro dos limites saudáveis, ou seja, nem muito magrinha nem muito gordinha. Por isso, é importante os pais conhecerem a curva de crescimento da criança em relação ao peso e a altura, para saber se ela realmente está com excesso de peso”, orienta.

A ideia de que o crescimento vai fazer a criança “esticar” não acontece de forma espontânea, caso não sejam estimulados a alimentação saudável e a prática de atividades físicas. “Alguns estudos também apontam que meninas com sobrepeso e obesidade têm a menarca, primeira menstruação, mais cedo. E a menarca para a adolescente é importante, pois define o crescimento da mulher. Depois que ocorre, ela tende a crescer menos. Então, quando se antecipa esse processo, o estimulo de crescimento não acontece no tempo certo”, alerta Ana Carolina.

O ideal é sempre manter o peso dentro dos limites saudáveis. “Se a criança sempre foi mais alta e mais pesada, mas está dentro do aceitável, não terá problemas. O ruim é quando ela começa a ganhar peso de uma maneira acelerada, o que provavelmente vai acompanhá-la para o resto da vida se ela não mudar os hábitos alimentares desde cedo”, afirma a nutricionista.

Uma obesidade precoce pode causar problemas futuros sérios. Segundo Ana Carolina, crianças com 10 anos já apresentam problemas de colesterol alto e tendem a ter diabetes ou desenvolver doenças crônicas antes. Por isso, mudar os hábitos alimentares é importante, mas deve ser feito não apenas para as crianças; a família toda deve dar o exemplo.

“A mudança alimentar terá pouco efeito se só os filhos mudarem o seu comportamento. Se a família inteira mudar os hábitos, comer mais verduras, saladas e mantiver momentos de lazer mais ativos, esses hábitos serão incorporados na vida da criança e vão surtir efeitos no futuro”, recomenda Ana Carolina, que lembra que não adianta mudar a alimentação por um tempo para emagrecer e depois voltar aos velhos hábitos.

Jogando limpo – É comum os pais disfarçarem verduras e legumes durante a preparação de alimentos para que o consumo seja feito sem a criança perceber, o que é errado. “O ideal é que a criança saiba o que ela está comendo. Disfarçar o legume no feijão, por exemplo, pode deixá-lo mais nutritivo, mas a criança não vai saber o que está comendo e quando for adulto não fará escolhas alimentares saudáveis.”

Para a nutricionista, mascarar o gosto dos alimentos também não permite saber se a criança gosta ou não dele. O ideal é testar novas preparações para saber se aquela terá mais aceitação, convidá-la a experimentar novos alimentos, para só depois de muitas tentativas ter a certeza se ela gosta ou não de alguma coisa. O refrigerante, principal vilão da má alimentação, seguido dos salgadinhos, bolachas recheadas e fast-foods, devem ser deixados apenas para alguns momentos e não devem fazer parte da alimentação regular.

Fonte: Fabiana Conte / Comunicação Interna do Ministério da Saúde

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Carro, tv e computador são ameaças à boa forma


Estudo canadense feito em 17 países, com mais de 150 mil adultos, indica que, ao mesmo tempo em que adquirem mais bens, habitantes de nações pobres estão engordando.

O motivo da barriga e dos quilos sobressalentes pode estar no clique do controle remoto ou nas teclas do computador. O desenvolvimento econômico da população levou ao incremento das horas de “descanso” com longos períodos passados em pleno sedentarismo frente à televisão e/ou navegando por redes sociais. O impacto desse comportamento pode ser percebido na propagação das epidemias de obesidade e diabetes tipo 2 em países de baixa e média rendas, que, em breve, poderão enfrentar os mesmos graves problemas de saúde das nações mais abastadas. Os resultados são de um estudo internacional publicado no Jornal da Associação Médica Canadense, que analisou mais de 150 mil adultos em 107 mil famílias de 17 países.

Os dados assustam. Os indivíduos que têm os três equipamentos estudados – televisão, computador e carro – apresentam também 9cm a mais na cintura. A posse de bens materiais, especialmente os eletrônicos, que, até então, são vistos como sinônimo de boa situação econômica, mudará de lado nos próximos anos. De acordo com os dados recolhidos pelo grupo liderado por Scott Lear, da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Simon Fraser, a prevalência da obesidade aumentou de 3,4% em famílias com nenhum dos dispositivos estudados para 14,5% nos lares com os três aparelhos. A prevalência de diabetes também cresceu, de 4,7 % para 11,7%, respectivamente.

“Com o aumento da captação de conveniências modernas, países de renda baixa e média podem ver as mesmas taxas de obesidade e diabetes como as dos de alta renda. Elas são o resultado de se sentar demais, de menos atividade física e do aumento do consumo de calorias”, conclui Lear. “Isso pode ter consequências potencialmente devastadoras para a saúde social desses países.” A mesma relação não existia nos países desenvolvidos, sugerindo que os efeitos nocivos dessas máquinas na saúde já se refletem em taxas elevadas de obesidade e diabetes.

O sedentarismo e os deslizes na dieta levaram Maria Angélica a desencadear um quadro de diabetes: estudo também liga o mal metabólico aos aparelhos.

Panorama
Os países de alta renda investigados fora Suécia e Emirados Árabes. O Brasil está incluído no grupo de país de renda média-alta, com a Argentina, o Chile, a Malásia, a Polônia, a África do Sul e a Turquia. Entre os de renda média-baixa, estão China, Colômbia e Irã. Os países considerados de baixa renda pesquisados foram Bangladesh, Índia, Paquistão e Zimbábue. Os participantes foram questionados quanto a prática de atividade física, o tempo que ficam sentados, a dieta seguida, se tinham diabetes e se eram proprietários de carro, televisor e computador.

As televisões foram o dispositivo mais comum. Quase 80% dos entrevistados tinham pelo menos uma, seguida por 34% que tinham um computador e 32%, um automóvel. Em países de baixa renda, possuir todos os três dispositivos foi associado a uma redução de 31% na atividade física e a um aumento de 21% no período sentado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, 87,2% dos domicílios brasileiros tinham televisores. Dez anos depois, esse número subiu para 95,1%, superando o rádio que, em 2000, estava presente em 87,9% das casas e, em 2010, em 81,4%. Os computadores também não ficam para trás. Os micros são encontrados em 27,7% mais domicílios brasileiros em 2010 que 10 anos antes. Do total de residências, 30,7% tinham acesso à internet em 2010.

Nessa mesma direção, a mais recente pesquisa sobre obesidade no Brasil, referente aos dados de 2012 coletados pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mostra que 51% da população tem excesso de peso. Pela primeira vez, o índice de sobrepeso atingiu mais da metade dos brasileiros. A mesma pesquisa referente ao ano anterior já apontava a epidemia se formando, indicando 48,5% da população com excesso de peso. O índice de obesidade também se agravou nesse período. Em 2012, 17,4% dos brasileiros são obesos, contra 15,8% no ano passado



Risco de diabetes
A combinação entre uma dieta pouco saudável e a falta de exercícios físicos é apontada por Maria Angélica de Lima Oliveira, de 54 anos, como desencadeadora da diabetes tipo 2, doença que ela precisa controlar com medicamentos de uso contínuo. Até os 40 anos, a servidora pública frequentava academia, mas, depois do casamento, se tornou sedentária. “Quando engravidei, aos 43 anos, fiz todos os exames. Aí, apareceu o diabetes”, conta. A glicemia da servidora, contudo, voltou a níveis normais após o nascimento de Bruna. Ela nem se lembrava mais do problema quando ele ressurgiu, há seis anos.

“Minha taxa de triglicerídeos estava altíssima, mas fui deixando e não tratei”, confessa. Salgadinhos, frituras, sanduíches, maionese, doce, pão e macarrão têm grande parcela de culpa no diagnóstico, acredita Maria Angélica. “Antigamente, a gente comia coisas mais saudáveis. Hoje, com a facilidade da comida industrializada, não é mais assim”, reconhece. O endocrinologista Mário Carra, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, explica que existe uma relação direta entre mais de duas horas em frente ao computador, televisão ou videogame com o aumento de peso.

“Ao ter mais acesso a esses dispositivos, há uma condição de vida melhor, mas não significa necessariamente que o grau de informação é melhor. A tendência é o aumento de peso”, garante Carra. Isso porque as pessoas costumam diminuir a mobilidade física e o padrão alimenta, e tendem a utilizar esses dispositivos comendo ou bebendo, sem dar atenção à qualidade ou à quantidade. “Um trabalho feito pelo Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro há alguns anos contabilizou a economia de calorias com o controle remoto e telefone sem fio. São poucas, mas, ao somar tudo no fim do ano, dá uma quantidade considerável.” (BS e PO)




Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Informação sobre lactose nos alimentos pode se tornar obrigatória em rótulos



Com voto favorável do relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), será votado hoje, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), projeto que obriga a indústria a indicar no rótulo das embalagens de alimentos o teor de lactose que eles contêm. Autor do projeto (PLS 260/2013), o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) o justifica apresentando os resultados de diversos estudos que apontam a elevada ocorrência da intolerância à lactose no Brasil.
 
Bauer argumenta que essa condição é determinada geneticamente e tem incidência variável de acordo com a etnia.

- Essa incidência é muito baixa entre os brancos europeus (3%), medianamente elevada nos povos do norte da África, América Central, Índia e Oriente Médio (50%), e excessivamente elevada nos povos africanos, afro-caribenhos, sul-americanos e nas populações do leste e sudeste asiático (90%) - diz ele ao justificar o projeto.

Amparado nas pesquisas brasileiras, o autor do projeto informa que essa intolerância foi verificada em percentuais que variam de 45% a 71%. Em geral – afirma Bauer - considera-se que 50% da população brasileira, no mínimo, sejam afetados por essa condição. Ele ressalva contudo que essa é uma avaliação otimista, diante de estudos internacionais segundo os quais 75% da população mundial sofre de intolerância à lactose.

A justificativa do projeto assinala a importância de informar o consumidor sobre o teor da lactose nos alimentos, para que as pessoas afetadas possam administrar seu consumo diário de leite e derivados, de forma a manterem uma ingestão adequada de cálcio.

"Isso porque o grau da intolerância varia significativamente: enquanto a maioria das pessoas afetadas pode conviver com a ingestão de até um copo de leite por dia, outras têm sintomas desencadeados por quantidades menores de produtos lácteos", diz o autor do projeto.
Relator da matéria, o senador Cícero Lucena constatou que os argumentos de Bauer demonstram inquestionavelmente a relevância sanitária de a população ser informada sobre o teor de lactose dos alimentos. Lucena disse ainda que o projeto atende ao direito dos cidadãos, como consumidores de produtos alimentícios, de saberem o conteúdo daquilo que estão comprando para consumir.

A matéria será apreciada pela CAS em votação terminativa. Se não houver recursos para que seja examinada pelo Plenário, seguirá para a Câmara dos Deputados.


Fonte: Procon

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Obesidade: um dos grandes males do novo século


1) Por que a obesidade é considerada um dos grandes males do novo século?
A obesidade está presente em dois terços da população humana mundial. Ela é muito mais que um problema estético, é um problema de qualidade de vida que interfere diretamente na função dos órgãos e sistemas do corpo humano. O sobrepeso tem sido considerado um dos maiores problemas de saúde pública de muitos países. Alimentos como doces, carnes gordas, queijo amarelo e manteiga são considerados os grandes vilões da história, já que são lipídios de natureza gordurosa.

2) Quais são os órgãos mais afetados pela obesidade?
O que muita gente não sabe é que os órgãos mais afetados são os tecidos musculares. Os lipídios que se localizam sob forma de gotículas de gordura dentro das células musculares podem, em alguns casos, alterar todo o bom funcionamento energético tanto do tecido muscular esquelético quanto do cardíaco.

O tecido muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo de qualquer ser vivo vertebrado, recobrindo totalmente o esqueleto. Por isso, o acúmulo exagerado de gordura pode prejudicar a prática de esportes físicos, diminuindo a performance da pessoa e acarretando problemas como a atrofia secundária, principalmente nos idosos.

Já em relação aos tecidos musculares cardíacos, a obesidade pode ser ainda mais prejudicial. Muitas vezes, a obesidade pode levar as pessoas a desenvolverem uma insuficiência cardíaca precoce. Isso porque o transporte de sangue e as trocas gasosas do corpo humano têm um limite por célula desenvolvido pela natureza que não se suporta com o aumento exagerado do peso.

3) O que deve ser feito para modificar este quadro?
É dever da ciência, de pesquisadores e de médicos alertarem a população sobre os riscos que a obesidade pode trazer. Deve-se resgatar a melhor qualidade de vida para todos aqueles que, diante das novas maravilhas do mundo tecnológico, acabaram esquecendo que praticar exercícios físicos é essencial.

O tratamento da obesidade deve ser reconhecido como uma doença e, por isso, o controle alimentar, a qualidade dos alimentos ingeridos e a prática de atividades físicas devem ser supervisionadas por um médico.



Fonte/Autor: Dr. Beny Schmidt, Chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele e sua equipe são responsáveis pelo maior acervo de doenças musculares do mundo, com mais de dez mil biópsias realizadas, e ajudou a localizar, dentro da célula muscular, a proteína indispensável para o bom funcionamento do músculo esquelético - a distrofina. Beny Schmidt possui larga experiência na área de medicina esportiva, na qual já realizou consultorias para a liberação de jogadores no futebol profissional e atletas olímpicos. Foi um dos criadores do primeiro Centro Científico Esportivo do Brasil, atual Reffis, do São Paulo Futebol Clube, e do CECAP (Centro Esportivo Clube Atlético Paulistano).

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Novos produtos alimentares

 
O desenvolvimento de novos produtos alimentares e a utilização de partes comestíveis de alimentos, que muitas vezes seriam desprezados, torna-se uma área de intensa pesquisa, uma vez que proporciona produtos finais nutritivos e de boa aceitação, sendo opções para o mercado, o qual esta cada vez mais preocupado com a saúde. Em pesquisa nessa área, farinha obtida dos resíduos de processamento da polpa de acerola foi utilizada para preparar biscoitos tipo cookies. Foram elaboradas formulações com 0% (padrão), 10% (Tipo I) e 20% (Tipo II) de farinha de resíduos de acerola em substituição parcial da farinha de trigo. De acordo com os resultados, há necessidade de se efetuar melhorias, como ajuste no teor de umidade nas formulações, para maior aceitação do produto. Destaca-se que de fato a farinha de resíduos de acerola, pelo elevado teor de ácido ascórbico, torna se boa alternativa para substituição parcial da farinha de trigo em cookies para melhorar seu valor nutritivo. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a aceitabilidade sensorial de biscoito tipo cracker enriquecido com farinha da casca do limão siciliano (Citrus limon L. Burm.), determinando-se a composição físico-química da formulação de biscoito padrão e mais aceita. Utilizaram-se cinco formulações de biscoitos contendo diferentes concentrações de farinha de casca de limão siciliano, sendo F1 (padrão), F2 (1%), F3 (2%), F4 (3%) e F5(4%). De acordo com os resultados, o desenvolvimento dos produtos comprovou que a adição de até 1% de farinha de casca de limão siciliano em biscoitos tipo cracker foi o mais aceito pelos provadores entre as demais formulações contendo este ingrediente, com aceitação sensorial semelhante ao produto convencional. Os dados dos estudos evidenciam a qualidade nutricional dos ingredientes utilizados, além da obtenção de produtos de boa aceitação pelos possíveis consumidores, sendo importantes alternativas para o consumo em geral.

Fontes: Aquino, Ana Carolina Moura de Sena; Moés, Raisa Soares; Leão, Karina Magna Macena; et al. Avaliação físico-química e aceitação sensorial de biscoitos tipo cookies elaborados com farinha de resíduos de acerola. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 69(3): 379-386, jul.-set. 2010. Thomaz, Ana Cláudia; Silva, Gabriela Regina da; Novello, Daiana; et al. Aceitabilidade sensorial de biscoito tipo cracker adicionado de farinha de casca de limão siciliano (Citrus limon L. Burm.). Rev. Inst. Adolfo Lutz; 71(2): 324-330, abr.-jun. 2012. 18/fev/2014 - FoodService

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Campanha: alimentos seguros para os celíacos



A PROTESTE em parceria com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), e outras 14 entidades, está lançando uma campanha para garantir alimentos mais seguros aos portadores de doença celíaca.
A mobilização é para estabelecer limite no teor de glúten permitido em alimentos que se denominam livres da substância. É pedido o limite máximo de 10 ppm (partes por milhão em mg/kg) de glúten para que os alimentos se enquadrem nessa categoria, a exemplo do que já ocorre na Argentina. Hoje a legislação brasileira não fixa  percentual  máximo para  presença de glúten nos  alimentos indicados como sem tal ingrediente. A adesão à campanha pode ser feita em manifesto disponível no site da PROTESTE:www.proteste.org.br/gluten.
A PROTESTE e a Fenacelbra pleiteiam a regulamentação da Lei 10.674/03, definindo o percentual máximo de glúten em produtos que se denominem “livres de glúten. O risco do portador de doença celíaca consumir produtos contendo o ingrediente, mesmo que na rotulagem conste “livre de glúten”, foi detectado pela PROTESTE ao analisar dois lotes do macarrão de milho da marca Tui.
No lote do macarrão fabricado em julho de 2013 com validade até março deste ano foram detectados 23,5 ppm, na primeira análise, e 29,8 ppm e 19,5 ppm em dois outros testes feitos no mesmo lote. Havia 17 ppm e 23 ppm de glúten também no lote produzido em outubro de 2013, com validade até junho próximo.
Após ter sido informado sobre o problema pela PROTESTE, o Procon-SP pediu a retirada preventiva do produto do mercado. Caso o consumidor encontre macarrão desses lotes no mercado, deve alertar o responsável pelo estabelecimento, o Procon de sua região e a PROTESTE.
Também foram pedidas providências para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Vigilância Sanitária de Limeira e o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo quanto à retirada dos produtos do mercado e fiscalização do fabricante.
De acordo com a Lei 10.674, de 16/05/2003, todos os alimentos industrializados devem conter em seu rótulo, obrigatoriamente, as inscrições "contém glúten" ou "não contém glúten", conforme o caso, como medida preventiva e de controle da doença celíaca. A doença é autoimune, caracterizada por lesão inflamatória da mucosa do intestino delgado e pode ser definida como uma intolerância permanente ao glúten. Ela ocorre em indivíduos geneticamente pré-dispostos, com consequente má absorção de nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais.
Apoiam e participam da mobilização as seguintes entidades:
  • Acelbra-SP
  • Acelbra-CE
  • Aceles
  • Acelpar
  • Acelbra-MG
  • Acelbra Joinville
  • Acelbra-SC
  • Acelbra Cascavel
  • Acelfoz
  • Grupo de Celíacos Bahia
  • Grupo de Celíacos Alagoas
  • Acelbra-RJ
  • Acelbra-RS
  • Acelbra-DF

Fonte: Proteste

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pães terão que dizer o quanto são integrais



O Tribunal de Justiça do Rio estabeleceu prazo de 180 dias para que as fabricantes Bimbo (detentora das marcas Plus Vita, Firenze e Nutrella) e Wickbold informem em suas embalagens de pães integrais qual o real teor de farinha integral na composição dos produtos. O prazo passa a valer assim que as empresas forem notificadas.

Ação Civil Pública, movida pelo promotor Pedro Rubim, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), foi motivada por denúncias de consumidores.
Segundo Rubim, a decisão do TJ-RJ protege o consumidor da conduta abusiva das empresas que se negam a revelar o percentual de farinha integral dos produtos e restabelece o direito à informação.

— Começamos a trabalhar no casos a partir da representação de consumidores ao MP, que reclamavam da ausência de informação confiável sobre o percentual de farinha integral nestes pães, e da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de deixar de estabelecer um percentual mínimo para que um pão seja considerado integral. Após notificarmos as empresas e a agência, constatamos que a reclamação procedia, já que as fabricantes se recusaram a informara a porcentagem de farinha integral nos pães. Com a decisão, as companhias terão que informar se seus produtos são 100%, 10% ou 1% integrais.

PROJETO DE LEI CRIA PARÂMETROS
Segundo Rubim, trata-se de uma questão de saúde pública, já que boa parte dos consumidores optam pelos pães integrais por uma questão de saúde:

— Isto porque a farinha integral é sabidamente mais saudável do que a industrializada. Na medida em que milhões de brasileiros estão se alimentando diariamente imaginando que estão consumindo um produto extremamente saudável, há um grave problema de saúde pública na conduta destas panificadoras. Além disso, há a propaganda enganosa, pois a pessoa acha que está comprando um produto integral, mas nem sabe que há farinha refinada em sua composição e, muitas vezes, de forma majoritária — alerta.

A Anvisa admite que a Resolução 263/ 2055, que regulamenta produtos à base de cereais, amidos e fatinhas , realmente, não estabelece quantias mínimas para alegação de que o produto é integral. “Dessa forma, se o produto utiliza qualquer quantidade de farinha integral em sua composição, a rotulagem alegará que há farinha integral em sua formulação”, explica a nota da reguladora.

A questão tomou tanta relevância que já tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 5.081/2013, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD/SC), que estabelece que para se intitular integral, o produto terá que apresentar em sua composição mais de 51% de grão integrais. O projeto já passou pela Comissão de
Desenvolvimento Econômico e Comércio da Câmara dos Deputados, onde teve parecer favorável e ganhou um substitutivo, inclusive com acréscimo sugeridos pela Anvisa, como a ampliação dos parâmetros a outros produtos integrais como bolos, biscoitos, macarrão e até as próprias farinhas. A reguladora também sugere que a lei preveja uma punição por descumprimento. Agora o texto está na Comissão de Defesa do Consumidor, explica o autor do projeto Agostini:

— Acredito que ainda no primeiro semestre o projeto de lei deve chegar ao Senado para votação e a expectativa é de que seja aprovado este ano, pois não é polêmico, está bem embasado, é claro, a Anvisa já fez a sua contribuição e o povo tem que saber se está levando gato por lebre. A informação ao consumidor é o mais importante — destaca o deputado.

LISTA DE INGREDIENTES É INDICATIVO
A nutricionista Manuela Dias, técnica da Proteste — que realizou em 2012 um teste com os pães integrais, usado na argumentação do projeto de lei — frisa que a falta de parâmetros não permitiu que fosse feita, na época, uma avaliação da quantidade de farinha integral em cada produto, apenas de teor de fibras:

— Hoje não é possível falar em alimentação saudável sem falar em alimentos integrais. Há vários produtos, uma multiplicidade de marcas, mas o que a gente vê na prática é que em alguns casos, apesar de se dizer integral, a composição ainda tem mais farinha refinada.

Enquanto a regulamentação não vem, a nutricionista diz que uma forma de saber se a farinha integral é o elemento preponderante da composição daquele pão é olhar a lista de ingrediente que fica próxima a tabela nutricional.

— Os ingredientes aparecem em ordem decrescente. Ou seja, o que tem em maior quantidade é o primeiro na lista. A farinha integral ser a primeira não significa que ela esteja dentro de percentual que a lei exigirá, de 51%, mas pelo menos já indica que há mais dela que da farinha industrializada, o que já é bom.

Consultada sobre a sentença do TJ-RJ, a Wickbold informa que cumpre a legislação vigente e e que recorrerá da decisão. A empresa afirma ainda ter participado do debate que gerou o projeto de lei em tramitação no Congresso e trará responsabilidades para todas as indústrias alimentícias.

A Bimbo do Brasil também afirma cumprir a lei e participar ativamente de regulamentação de alimentos integrais junto aos órgãos competentes. Lembra que ainda cabe recurso à sentença. E diz ter certificação internacional da organização Whole Grains Council, que garante que seus itens são integrais.


Autor/Fonte: O GLOBO - RJ

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cantinas escolares

 


Durante a fase escolar, as necessidades nutricionais das crianças devem ser supridas de forma adequada, devido ao crescimento e desenvolvimento em que se encontram, além de atender o elevado gasto energético e nutricional devido á intensa atividade física. Nesta fase, a criança passa grande parte do dia na escola, sendo que a oferta de alimentos deve ocorrer de forma adequada neste ambiente. Neste contexto, estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o efeito de ações de educação alimentar e nutricional no consumo de alimentos no ambiente escolar, em escolares de 8 a 14 anos de duas escolas públicas de Cuiabá, Mato Grosso. O grupo intervenção foi submetido às ações de educação alimentar e nutricional e o grupo controle não recebeu ação educativa. De acordo com os resultados, as ações de educação alimentar e nutricional parecem influenciar nas escolhas alimentares saudáveis, especialmente quando realizadas de forma continuada e rotineira nessa etapa da vida em que ocorre a formação dos hábitos alimentares. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de desenvolver e aplicar uma metodologia para avaliar a implantação da cantina escolar saudável em escolas do Distrito Federal, através de estudo descritivo e avaliativo sobre uma intervenção educativa realizado em 2006, por meio de um curso de capacitação para proprietários de cantinas, em que foram avaliados a implantação dos Dez Passos da Cantina Escolar Saudável e o perfil de funcionamento da cantina em três momentos (antes do curso, seis meses e dois anos depois). Para avaliação das preparações, criou-se um sistema de classificação em mais ou menos saudáveis. De acordo com os resultados, o curso de capacitação apresentou resultados positivos, principalmente a curto prazo, entretanto o processo de acompanhamento durante um ano para esse público não foi o suficiente para garantir a sustentabilidade das ações. Os dados dos estudos evidenciam intervenções em cantinas escolares e possíveis melhoras na qualidade da alimentação de escolares, as quais devem ser incentivadas e acompanhadas por profissionais da área e órgãos relacionados, sendo ainda necessárias a fiscalização e orientação nutricional constante para garantir melhores resultados e benefícios aos escolares. 

Fontes: Prado, Barbara Grassi; Guimarães, Lenir Vaz; Lopes, Maria Aparecida de Lima; et al. Efeito de ações educativas no consumo de alimentos no ambiente escolar. Bergamaschi, Denise Pimentel. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 37(3)dez. 2012. Amorim, Nina Flávia de Almeida; Schmit, Bethsáida de Abreu Soares; Rodrigues, Maria de Lourdes Carlos Ferreirinha; et al. Implantação da cantina escolar saudável em escolas do Distrito Federal, Brasil. Rev. nutr; 25(2): 203-217, mar.-abr. 2012. Saúde Pública - 11/fev/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Avança alerta sobre obesidade em refrigerantes


A exigência de alerta nas embalagens de bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos, refrescos, xaropes) sobre o risco de obesidade associado ao consumo excessivo quase foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois de breve polêmica, acabou sendo aprovado parecer favorável da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), com duas emendas, ao PLS 196/2007, do senador Jayme Campos (DEMMT), que inclui nos rótulos dos produtos a advertência e também informações sobre o teor calórico.

A tramitação do projeto pôde avançar porque os senadores Cyro Miranda (PSDB-GO) e Romero Jucá (PMDB-RR) concordaram em retirar voto em separado pela rejeição. O argumento apresentado pela relatora, e acolhido por ambos, foi no sentido de deslocar o voto em separado para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), encarregada de analisar o mérito da proposta junto com a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Lúcia Vânia sustentou ter examinado a medida e recomendado a aprovação apenas com base nos aspectos de juridicidade e constitucionalidade do projeto.

— Aceito a deferência [retirada do voto em separado], mas esse projeto, no mérito, tem um valor enorme. É preciso que a questão da obesidade infantil seja discutida na Casa. O lobby dos refrigerantes é legítimo e atua com muita força, mas também temos o direito de ver o lado social dessa questão — declarou Lúcia Vânia.Ainda em defesa do PLS 196/2007, Jayme Campos ressaltou ter elaborado a proposta preocupado com a saúde das futuras gerações do país.

— Nossa preocupação é com a vida, sobretudo de nossas crianças. O Brasil atingiu um nível de obesidadealarmante — comentou o autor do projeto.

Cyro e Jucá também reconhecem, no voto em separado, que a iniciativa de controle da obesidade infantil “deve ser elogiada e examinada com todo o cuidado”. Mas entendem que o tema da rotulagem de bebidas já se encontra satisfatoriamente regulado pela legislação brasileira. Além disso, temem que a revisão das regras de rotulagem nutricional de forma unilateral, sem negociação com os demais países integrantes do Mercosul, possa gerar retaliações econômicas e comerciais no mercado internacional.
No voto em separado, os parlamentares sustentam que, diante desse quadro, “é possível concluir que o Brasil conta com moderna regulamentação da rotulagem nutricional de alimentos e bebidas e que eventual modificação desse arcabouço normativo pode ser prejudicial ao país”.

Jucá já havia apresentado, em 2012, um voto em separado pela rejeição do PLS 196/2007 na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Na ocasião, a posição dele — a mesma expressada ontem na CCJ — acabou prevalecendo e levou à derrubada do parecer favorável da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A decisão final deve caber à Comissão de Assuntos Sociais.




Autor/Fonte: JORNAL DO SENADO

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Não deixe que uma pedra fique em seu caminho nesse verão



Só de pensar em ter pedras nos rins dá a maior aflição, não é mesmo? Imagine tantas coisas bacanas pra fazer durante o verão, lugares e pessoas pra conhecer, esportes para praticar, comidas e bebidas para experimentar e você com essa dor insuportável? Pois é, o cálculo renal é mais comum do que muita gente pensa e nessa época do ano o problema pode piorar.


Segundo o Centro de Referência em Saúde do Homem, no verão, o calor intenso aliado à transpiração excessiva e à falta de ingestão adequada de líquidos, principalmente a água, podem facilitar o surgimento das temidas “pedras nos rins”. Nesse período os problemas com o cálculo renal aumentam em até 30%, atingindo toda a população, mas principalmente os homens. Por isso, fique atento e leia essa matéria até o fim!


Conversamos com três especialistas, os urologistas Claudio Murda, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP) e Centro de Referência da Saúde do Homem – e Eduardo Bertero, das clínicas privadas dos hospitais Albert Eisnten, Oswaldo Cruz e São Luis, e com a nutricionista, Natalia Perazzolo. Confira:


Causas

As pedras nos rins ou cálculos urinários são causados pela precipitação de sais na urina e principal causa é a baixa ingestão hídrica, ou seja, ingerir pouco líquido. “Outra causa é o excesso de sal na dieta que, quando filtrado no rim, leva junto cálcio que precipita e forma a pedra. Pacientes com ácido úrico elevado, doenças como hiperparatireoidismo e aqueles que tomam alguns medicamentos também têm maior propensão a formação dos cálculos” explica Claudio Murda.


Cálculo renal x verão

Com o clima tropical de nosso país e as altas temperaturas do verão, a perda de líquidos por transpiração acelera, e consequentemente a formação de urina pelos rins diminui. “Devido a esse calor excessivo a precipitação de soluto aumenta, e formam-se os cristais em quem já possui uma tendência ao cálculo. Por esse motivo sempre costumo dizer aos meus pacientes que a coloração da urina tem que estar sempre clara, que é um sinal que de o solvente está em boa proporção e não irá ocorrer a supersaturação do soluto, assim prevenindo a formação de cálculos” finaliza.




Tratamento 

A principal forma de se evitar a formação do cálculo é ingerir bastante líquido, principalmente água e sucos de limão e laranja. “Os sucos dessas frutas contém citratos, que evitam a formação dos cálculos. Além disso, reduzir o sal da dieta também diminui a formação dos cálculos. Depois que eles se formam, dificilmente conseguimos tratá-los com medicação e o paciente muitas vezes precisa de algum procedimento. Felizmente, atualmente os procedimentos minimamente invasivos conseguem resolver os cálculos e quase nunca é preciso um procedimento cirúrgico maior”, afirma Murda.


Tratamentos mais específicos com medicações dependem de exames de sangue e urina, que são realizados em pacientes que logo de cara já possuem muitos cálculos. “Existem ainda cálculos de infecção que são mais graves e prejudicam mais frequentemente o rim. Esses são chamados de coraliformes, que acabam tomando a via urinária do rim todo”.


Histórico Familiar

Segundo Eduardo Bertero, os casos mais frequentes de pedras nos rins são entre os homens – principalmente aqueles entre os 20 e 40 anos e os que já tiveram algum caso na família. “Indivíduos com familiares portando cálculos urinários têm um risco duas vezes maior de ter o problema”.


Alimentação

Em geral, a pedra nos rins, ou nefrolitiase, ocorre devido a anormalidades na composição da urina, mas a alimentação também pode ajudar a piorar o problema.

Segundo a nutricionista Natalia Perazzolo, existem os alimentos que chamamos de promotores de cristalização, ou seja, nutrientes e compostos metabólicos que aumentam as pedras e existem os inibidores de cristalização, que são alimentos e nutrientes que diminuem a formação das pedras. 

No verão atenção redobrada aos alimentos com muito sal, ou seja, ricos em sódio, frituras e alimentos industrializados. “A dieta exerce papel relevante na eliminação, via urina, tantos dos promotores quanto dos inibidores", diz.

"A ingestão de líquidos é altamente recomendada para pacientes litiásicos – nome dado a pacientes com pedra nos rins – ou para quem quer evitar o problema, por aumentar o volume urinário e reduzir a concentração dos agentes formadores da pedra. Pessoas com ou sem o problema devem ingerir aproximadamente 30 ml de líquidos/kg/dia, o que corresponderia, em média, a 2,1 a 2,5 litros de líquidos por dia, preferencialmente água, sucos de fruta, chás de frutas, flores ou ervas”. Mas a nutricionista faz uma alerta: “Muita atenção e cuidado com os chás preto e chá mate, eles devem ser consumidos com moderação, pois são fonte de oxalato e as bebidas alcoólicas também são prejudiciais, por conterem purinas aumentam a formação dos cálculos” finaliza.


Alimentos que estimulam o aparecimento das pedras no rins

- ricos em oxalato: espinafre cozido, beterraba cozida e cacau em pó;

- ricos em sódio: enlatados ou conservados em salmoura; 

- ricos em purinas: bacon, vitela, truta, mariscos, sardinha, arenque, anchova e pato;

- temperos e molhos industrializados;

- salsichas, linguiças, presunto, peito de peru.


Em contrapartida

- frutas, legumes e verduras são bem-vindos, principalmente os ricos em potássio, como água de coco, banana, abacate, manga, castanhas, batata doce e tomate

Fonte: Aline Peralta - Globo

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Novas regras para rotulagem de alimentos



Você sabe o que é um alimento light? E o que significa um produto “rico em”? E com “alto teor de”? Ajudar o consumidor a entender essas e outras alegações, bem como auxiliar no consumo mais adequado às necessidades nutricionais é o objetivo da RDC 54/2012 da Anvisa. Desde 1º de janeiro de 2014, os rótulos de todos os alimentos produzidos no Brasil devem estar adequados à Resolução, que alterou a forma de uso de termos como light, baixo, rico, fonte, não contém, entre outros.


Os alimentos que trouxerem na rotulagem a alegação light, por exemplo, devem ser reduzidos em algum nutriente. Ou seja, o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução nutricional em comparação com a versão convencional.

A norma estabelece, ainda, critérios para o uso das alegações de fonte e alto teor de proteínas, que receberam a exigência de comprovação adicional de critério mínimo de qualidade. “Essa determinação tem por objetivo proteger o consumidor de informações e de práticas enganosas”, afirma a Gerente de Produtos Especiais da Anvisa, Antônia Aquino.

A regulamentação também criou oito novas alegações nutricionais Para isso, foram desenvolvidos critérios para alimentos isentos de gorduras trans, ricos em ômega 3, ômega 6 e ômega 9, além dos sem adição de sal.

De acordo com Antônia, essas alegações foram estabelecidas com o intuito de estimular a reformulação e desenvolvimento de produtos industrializados mais adequados do ponto de vista nutricional.

A RDC exige, também, o uso de esclarecimentos e advertências relacionados ao uso de uma alegação nutricional de forma visível e legível nas embalagens, com o mesmo tipo de letra da alegação nutricional. Devem ter cor contrastante com o fundo e, pelo menos, metade do tamanho da alegação nutricional.

Ainda segundo a Gerente, a nova regulamentação adequou as normas brasileiras às regras do Mercosul. “A medida incorpora à legislação nacional a norma de Informação Nutricional Complementar acordada no âmbito do Mercosul, o que deve facilitar a circulação dos alimentos entre os países integrantes do bloco”, revela.


Autor/Fonte: Ascom Anvisa

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Consumo de leite

 


O leite e seus derivados são alimentos de extrema importância devido ao seu valor nutricional, sendo considerados principais fontes de cálcio na dieta. Seu consumo deve ocorrer em quantidade adequada em todas as fases da vida, para garantir necessidades nutricionais importantes e auxiliar na prevenção de doenças assim como a osteoporose. Neste contexto, estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o consumo, frequência e tipo de leite ingerido por crianças brasileiras menores de 60 meses. Foi aplicado inquérito dietético, o qual representou o consumo do dia anterior e foi estimado por meio de análise univariada apresentada em percentual. De acordo com os resultados, a maior parte das crianças recebeu leite de vaca em substituição ao leite materno. Outro estudo, avaliou a frequência de consumo de leite e derivados, segundo características demográficas e socioeconômicas entre adultos e idosos da cidade de Pelotas (RS). De acordo com os resultados, a prevalência de consumo regular de leite e/ou derivados foi 45,9%, sendo 1,7 vezes maior entre idosos comparado aqueles com 20-29 anos de idade. Uma maior prevalência também foi observada entre mulheres, indivíduos brancos e de maior escolaridade. Nível econômico mostrou associação inversa e significativa com o desfecho. Quase a totalidade da amostra toma leite de vaca e mais de três quartos, com teor de gordura integral. Cerca de um quarto dos adultos não tomam leite e destes, menos de 20% consomem diariamente algum derivado lácteo. Os dados dos estudos evidenciam o consumo de leite em populações distintas, sendo que em ambos os casos deve haver orientação adequada, uma vez que deve haver aleitamento materno adequado e também consumo adequado de leite e seus derivados nas demais etapas da vida.


Fontes: Bortolini, Gisele Ane; Vitolo, Márcia Regina; Gubert, Muriel Bauermann; et al. Consumo precoce de leite de vaca entre crianças brasileiras: resultados de uma pesquisa nacional. J Pediatr (Rio J); 89(6): 608-613, nov.-dez. 2013. Consumo de leite e derivados entre adultos e idosos no Sul do Brasil: um estudo de base populacional. Muniz, Ludmila Correa; Madruga, Samanta Winck; Araújo, Cora Luiza. Ciênc. saúde coletiva; 18(12): 3515-3522, Dez. 2013. Saúde Pública - 06/fev/2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Caracterização do consumo alimentar da população brasileira



A transição nutricional atingiu a população brasileira de forma geral nas últimas décadas, fato que gera grande preocupação em relação á qualidade da alimentação, uma vez que a desnutrição deu lugar á obesidade, porém a qualidade do consumo não está adequada na maioria das populações. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de caracterizar o consumo alimentar mais frequente da população brasileira, através da análise de dados referentes ao primeiro dia de registro alimentar de 34.003 indivíduos com dez anos ou mais de idade que responderam ao Inquérito Nacional de Alimentação, composto por amostra probabilística da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. O padrão de consumo foi analisado segundo sexo, grupo etário, região e faixa de renda familiar per capita e como resultados observou-se um padrão básico do consumo alimentar no Brasil que inclui entre os alimentos mais consumidos arroz, café, feijão, pão de sal e carne bovina, associado ao consumo regional de alguns poucos itens. Particularmente entre os adolescentes, alimentos ricos em gordura e açúcar são também de consumo frequente. Outro estudo analisou a ingestão de folato nos períodos pré e pós-fortificação. Os dados dietéticos foram coletados por recordatório de 24 horas (R24h) no Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA-Capital) em 2003 e 2007/2008. De acordo com os resultados, constatou-se que antes da fortificação, o feijão foi o alimento que mais contribuiu para a ingestão de folato; após, o maior contribuinte passou a ser o pão, porém o feijão permaneceu importante. A fortificação foi bem-sucedida (aumentou a ingestão dentro de níveis seguros), porém, gera preocupação a elevada proporção no grupo alvo, mulheres adultas, que não atingem a recomendação para ingestão de folato. Os dados dos estudos fornecem dados importantes que devem ser trabalhos em intervenções nutricionais e demais medidas, com o objetivo de melhorar a qualidade da alimentação da população brasileira. 


Fontes: Souza, Amanda de M.; Pereira, Rosangela A.; Yokoo, Edna M.; et al. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev Saude Publica; 47(supl.1): 190s-199s, Fev. 2013. Marchioni, Dirce Maria Lobo; Verly-Jr., Eliseu; Steluti, Josiane; et al. Ingestão de folato nos períodos pré e pós-fortificação mandatória: estudo de base populacional em São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica; 29(10): 2083-2092, Out. 2013. Saúde Pública - 04/fev/2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O perigo por trás do pão francês e da batata frita



Um novo teste chegou a conclusões nada animadoras para quem não abre mão de um pão francês moreninho no café ou de uma generosa porção de batata frita no almoço. A Proteste (Associação de Consumidores) constatou os altos níveis de acrilamida - substância química formada durante o aquecimento de alimentos ricos em carboidratos a temperaturas acimas de 120°C - que esses produtos podem oferecer.
Classificada como um provável cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ainda não há consenso sobre o limite seguro para o consumo. Por isso, conforme alerta a pesquisadora da associação Fernanda Ribeiro, é preciso ingerir produtos como biscoitos doces e salgados, pão e torrada com extema moderação, além de manter atenção redobrada com as marcas. Para isso, o trabalho também avaliou quais rotúlos apresentam níveis mais elevados de acrilamida.
O teste avaliou a presença da substância em 51 alimentos. Os pesquisadores também perceberam que, dentro de um mesmo tipo de comida, existem produtos com diferentes teores da substância. É o que acontece, por exemplo, com o biscoito doce: o Passatempo apresenta menos de 100 microgramas por quilo enquanto o Adria tem 1.110.
Fernanda sugere que para fugir da acrilamida é fundamental apostar em uma alimentação saudável. Optar por batatas cozidas é sempre melhor do que as fritas, pois dispensam o óleo. Mas, ao cozinhar ou fritar, a dica é deixá-las com uma cor amarelo dourado – a cor marrom, segundo os pesquisadores, pode ser um indicador da presença de acrilamida.
- Ao retirar da geladeira, não leve imediatamente a porção de batata frita para o óleo quente. Esse choque de temperatura acelera a formação da acrilamida. Além disso, o pão francês mais moreno também pode apresentar maior quantidade das substância. É melhor optar pelos mais clarinhos - sugere.
Na dieta do dia a dia, a Proteste sugere que sejam incluidas carnes magras, aves, peixes, feijão, ovos e nozes. Alimentos pobres em gorduras saturadas, gorduras trans, colesterol, sal e açúcares devem ser reduzidos. Frutas, legumes, grãos integrais e produtos lácteos sem gordura ou com pouca gordura estão na lista do que deve ser consumido.
Legislação
Para conter os perigos que a acrilamida pode oferecer, Fernanda observa que é importante a elaboração de um código de práticas, para que as empresas do ramo alimentício cumpram uma série de regras e reduzam a chance de substância ser encontrada em níveis elevados nos alimentos.
- Tudo depende do processo de fabricação. O que percebemos hoje é uma falta de homogeneidade, algo que é fruto da ausência de critério na preparação desses produtos. Há marcas que chegam a oferecer alimentos com quantidade exageradamente maior que seus concorrentes - observa.
Confira os produtos com mais acrilamida (em micrigramas por quilo do produto)

Batata Chips

Ruffles: 243
Pringles: 256
Qualitá: 264
Bom Preço: 289
Carrefour: 317
Stax: 765

Batata Frita

Bob 's: 100
Burguer King 100
Giraffas: 100
McDonald's: 265
Habib's: 496

Biscoito Cream Cracker

Richester: 210
Piraq uê: 225
Triunfo: 247
Adria: 288
Bom Breço: 300
Marilan: 420
Mabel: 448

Biscoito Doce

Passatempo: 100
Piraquê: 215
Marilan: 368
Trakinas: 519
Bauducco: 538
Bono: 707
Adria: 1.110

Biscoito Salgado

Club Social: 526
Minuto: 690
Marilan Pit Stop: 904
Nestlé Nesfit: 1.060

Pão francês

Carrefour: 111
Futurama: 126
Pão de Açúcar: 136
Wall Mart: 168
Sonda: 169
Hirota: 195
Pastorinho: 197
Dia: 205
Extra: 225

Salgadinho

Cheetos: 100
Torcida: 100
Fandangos: 100
Doritos: 100
Yokitos: 117
Pingo d’ouro: 393

Torradas

Visconti: 102
Magic Toast: 149
Wickbold: 192
Parati: 200
Bauducco: 202
Plus Vita: 244


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