sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Crianças e adolescentes: consumo de feijão

 

O feijão é um dos alimentos básicos do regime alimentar dos brasileiros, e de grande utilização em todo o mundo, inclusive por ser rico em proteínas e em fibras. Estudo recente foi realizado com o objetivo de descrever os itens alimentares mais representativos para o consumo total de energia, carboidratos, proteínas e lipídios de crianças de 7 a 10 anos, através de uma lista com todos os alimentos consumidos com suas respectivas quantidades e quantificou-se a composição da dieta em energia e macronutrientes. De acordo com os resultados, foi evidente a participação do arroz no consumo alimentar total de energia e carboidratos; do feijão em energia, carboidratos e proteínas; do leite em energia, proteínas e lipídios; carnes em energia, proteínas e lipídios; e pão em energia e carboidratos. Merece destaque a participação das bebidas doces no consumo total de energia e carboidratos e das guloseimas no consumo total de lipídios. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar os níveis séricos e a prevalência de inadequação da ingestão dietética de folato e das vitaminas B6 e B12, identificando os alimentos contribuintes para a ingestão desses nutrientes, em adolescentes de 16 a 19 anos, de ambos os sexos, conduzido em Indaiatuba (SP). De acordo com os resultados, as prevalências de inadequação de folato, B6 e B12 mostraram-se baixas, possivelmente em decorrência da melhoria do acesso e da disponibilidade de alimentos, fontes dietéticas das vitaminas. Os feijões, presentes na dieta tradicional brasileira, ainda estão entre os principais alimentos que contribuíram para a ingestão de folato, mesmo após a fortificação mandatória com ácido fólico no Brasil. Os dados dos estudos demonstram o papel do feijão em grupos de faixas etárias que necessitam de uma alimentação adequada. Este alimento, de grande importância, deve ter seu consumo estimulado, uma vez que contribui de forma positiva para a qualidade da alimentação.

Fontes: Hinnigi, Patrícia de Fragas; Bergamaschi, Denise Pimental. Itens alimentares no consumo alimentar de crianças de 7 a 10 anos. Rev. bras. epidemiol; 15(2): 324-334, jun. 2012. Steluti, Josiane; Martini, Lígia A; Peters, Barbara S. E; et al. Folato, B6 e B12 na adolescência: níveis séricos, prevalência de inadequação de ingestão e alimentos contribuintes. J Pediatr (Rio J); 87(1): 43-49, jan.-fev. 2011. Nutrição e pEDIATRIA - 28/JAN/2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Qualidade da alimentação



A qualidade da dieta influência de forma direta a saúde, uma vez que o consumo adequado de nutrientes promove benefícios e a prevenção de doenças crônicas, assim como o consumo excessivo ou mesmo inferior às necessidades podem estar relacionado ao prejuízo da saúde. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a densidade energética da dieta de adultos do município de São Paulo e fatores associados. Com participantes do estudo ISA-Capital, com amostragem probabilística (n = 710 adultos). De acordo com os resultados, houveram valores elevados da densidade energética da dieta e a relação demonstrada com outros constituintes nutricionais denotam má qualidade da dieta nessa população, o que pode estar contribuindo para crescentes taxas de excesso de peso. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar publicações oficiais sobre o limite máximo de consumo de gordura trans e sua regulamentação de notificação obrigatória na rotulagem nutricional de alimentos industrializados brasileiros. Foram constatadas fragilidades no conteúdo dos documentos analisados, sobretudo a necessidade de reformulação, tanto na recomendação máxima de consumo quanto na notificação da gordura trans na rotulagem nutricional dos alimentos industrializados. Os dados dos estudos demonstram de forma geral a má qualidade da alimentação da população brasileira, sendo necessárias intervenções nutricionais e ações dos órgãos públicos além dos profissionais da área da saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade e promover a saúde, diminuindo o risco para o desenvolvimento de doenças crônicas e contribuindo para a longevidade.

Fontes: Marchioni, Dirce Maria Lobo; Mendes, Aline; Gorgulho, Bartira; et al. Densidade energética da dieta e fatores associados: como está a população de São Paulo?. Arq Bras Endocrinol Metabol; 56(9): 638-645, dez. 2012. Silveira, Bruna Maria; Proença, Rossana Pacheco da Costa. Recomendações de ingestão e rotulagem de gordura trans em alimentos industrializados brasileiros: análise de documentos oficiais. Rev Saude Publica; 46(5): 923-928, out. 2012. Saúde Pública - 23/jan/2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Os médicos franceses expulsam Dukan pelos riscos de sua dieta


O colegiado de médicos franceses anunciou a expulsão do nutricionista Pierre Dukan Pierre (Argélia, 1942) por fazer promoção comercial de seu regime, que, segundo eles, provoca desequilíbrios alimentícios. A decisão foi da câmara disciplinar, que na prática não tem nenhum efeito porque o próprio Dukan já tinha renunciado a participar do órgão em abril de 2012, logo após sua aposentadoria, em contra de seus colegas.
Ele conta sorridente que seus seguidores, os dukanianos, o chamam de Dudu. “Eles me veem um pouco como um pai”, diz, encolhendo os ombros. Afirma isso com o mesmo orgulho com que enumera que seus livros, nos quais fala do seu método para emagrecer, foram traduzidos para 26 línguas e têm vendas na casa dos milhões (21 já) em 56 países. Mas o personagem é polêmico. Amado e odiado provavelmente em igual medida, Dukan é um homem tranquilo. Pai de uma controvertida dieta hiperproteica baseada em cem alimentos – para comer a vontade – afirma que as críticas que o acusam de idealizar um sistema danoso para a saúde são falsas. Seus detratores, diz, são motivados por uma questão de “concorrência econômica”. “O problema é que o meu livro custa 10 euros e funciona. Estou esvaziando os consultórios de muitos nutricionistas...”. O mar de críticas, entretanto, está cada vez mais cheio. Seria Dukan uma fraude? Será que ele encarna o líder de uma seita, a dos dukanianos, que abraçam com paixão a ingestão de proteínas animais à semelhança de nossos antepassados menos evoluídos.
Diferentemente da pirâmide nutricional tradicional, o sistema que o médico francês propõe se baseia fundamentalmente na ingestão de alimentos proteicos, como carne e peixe. Esses são a chave, sobretudo, durante os primeiros dias da dieta, que ele chama de fase de ataque, tempo em que as verduras estão restritas – embora algumas possam ser incorporadas mais à frente –, e os carboidratos, terminantemente proibidos. Do açúcar refinado, nem se fala. “É um autêntico veneno”, sentencia Dukan, que visitou a Espanha em 2012 para apresentar um livro de “receitas para não se entediar”, com um método que, segundo ele, “é um estilo de vida” que inclui outras duas premissas básicas: esquecer o elevador e caminhar 20 minutos por dia. “É um sistema que é preciso seguir para sempre”, afirma.
O francês se defende: “Tudo isso é falso. Faz 40 anos que recomendo esse sistema e nunca recebi uma crítica direta de alguém que tenha tido um problema de saúde”. Dukan, que se defende alegando que muitos de seus críticos – como os nutricionistas – não são médicos de formação, assegura que sua dieta “melhora a função renal e do fígado”. Nega veementemente que seu sistema seja perigoso, e esgrime que é o mesmo que seguiam – compulsoriamente – os homens há vários séculos: carne, peixe, algumas verduras e pouquíssimas frutas. “O mundo mudou muito, mas nosso organismo continua sendo o mesmo. Por que seria ruim comer igual que os nossos ancestrais?”, frisa.Entretanto, essa proposta restritiva e baseada em proteínas – com as quais se pretende mobilizar as reservas de energia – foi duramente criticada pelos especialistas. A Agência Nacional de Segurança Sanitária na Alimentação (Anses), da França, tacha o regime de “desequilibrado”, e a Agência Espanhola de Segurança Alimentar o colocou há tempos em sua lista negra junto com outras dietas milagrosas, como a do abacaxi (baseada em comer apenas essa fruta e um pouco de peru). Giussepe Russolillo, presidente da Associação Espanhola de Dietistas e Nutricionistas, que elaborou para o Ministério da Saúde um relatório sobre esse método de emagrecimento, acredita que se trata simplesmente de “uma fraude”. “É uma dieta muito perigosa, mantida no longo prazo traz grandes riscos para a saúde. Embora em curto prazo possa provocar mais perda de peso do que uma dieta equilibrada, em longo prazo não há diferenças. E não é só isso, depois de revisar muitos estudos científicos fica claro que as dietas hiperproteicas como essa aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Poderia, inclusive, causar danos renais em longo prazo”, argumenta Russolillo.
Os argumentos de Dukan não convencem muitos de seus colegas. Mar Garrido, médica endocrinologista e membro da Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (Seedo), considera que “as dietas que limitam o consumo de carboidratos e que restringem a ingestão de muitos outros alimentos não são saudáveis. São muito perigosas porque podem provocar carências graves no organismo”, afirma.
Para María Victoria Martín, nutricionista da Clínica Menorca, em Madri, o método traz riscos gravíssimos para a saúde e um problema extra: embora grande parte do sistema se baseie no auxílio aos seguidores via internet, trata-se de conselhos propostos por um livro. “Uma dieta proteica têm que ser feita sob controle médico, pois a restrição de alimentos deve ser suprida com suplementos alimentícios, e as proteínas devem ser de alto valor biológico para evitar carências nutricionais e outros riscos”, alerta.O modelo Dukan propõe que as proteínas, nas fases iniciais, respondam por 75% das calorias ingeridas. “Normalmente são 15% das calorias consumidas diariamente, e se aceita que cheguem a 35% numa alimentação saudável. O método Dukan supera isso de longe”, analisa Susana Monereo, chefa da Unidade de Endocrinologia e Nutrição do Hospital de Getafe. “É uma dieta hiperproteica pura, com uma carência brutal de outros tipos de nutrientes: vitaminas, minerais, fibra, carboidratos”, explica. Monereo destaca que, embora o sistema de Pierre Dukan divulgue que as proteínas provêm do peixe e outros alimentos, a prática clínica lhe mostrou que a maioria dos dukanianos se limita à carne. “E essa tem uma enorme quantidade de gorduras saturadas e provoca falta de cálcio, coisa que em longo prazo pode causar osteoporose. Além dos problemas renais”, acrescenta.
Em resumo: problemas cardiovasculares, danos renais, dificuldades no trânsito intestinal, carência de vitaminas, perda de cálcio e, portanto, osteoporose, dores musculares... Se os alertas são tão claros, por que o número de dukanianos – ou dukanettes – não para de aumentar? “O meu método funciona, essa é a única verdade”, diz seu criador. “Com ele é possível perder peso e levar uma vida saudável. Serviu para muitas pessoas que não conseguiam emagrecer de outra forma. E o sobrepeso e a obesidade provocam doenças sobrevenientes, como o diabetes e inclusive o câncer”, defende. E explica que assim a idealizou, há 40 anos, a pedido de um paciente que já tinha tentado de tudo e chegou ao seu consultório impondo uma só condição: que não o privasse de comer carne.
Além disso, não há nenhum estudo clínico que avalie a dieta Dukan nem que seus efeitos sejam, como ele defende, inócuos ou inclusive benéficos. Mas estudos que mostram os efeitos do método existem. Duas pesquisas das revistas Santé-Médecine e Journal de Femme, que ouviu 5.000 pessoas que seguiram a dieta, mostram que 80% recuperam seu peso inicial em quatro anos, 35% recupera nos primeiros meses, e 64% leva apenas dois meses. As cifras da Anses são ainda mais demolidoras: 80% das pessoas que seguiram a dieta recuperaram seu peso durante os primeiros 12 meses do regime.Como aquele primeiro dukanianocarnívoro, a maioria das pessoas que seguiram a dieta do médico francês perdeu peso (bastante, de fato) nas fases iniciais. Além disso, o efeito saciador das proteínas reduz o apetite – embora alguns sonhem, literalmente, com uma simples acelga refogada ou uma maçã –, mas em longo prazo é praticamente intolerável. Tanto física como mentalmente. “No consultório, vemos que, quando a motivação para a dieta se reduz, a restrição de carboidratos provoca nos pacientes enormes transtornos de ansiedade por comer alimentos ricos em hidratos, o que acaba em compulsão. Com isso, o preço que se paga é muito alto: se recupera o peso perdido e já não se livra dessa ansiedade”, alerta Monereo.
Esses dados, entretanto, não convencem Pierre Dukan, que fez seu próprio estudo sobre o chamado efeito-sanfona através do seu site, com as respostas dos seus seguidores. Suas cifras, evidentemente, são bastante mais frouxas do que as da Anses. Apesar de tudo, o francês admite uma margem de fracasso. “Meu método não é um milagre!”, diz. “Como todas as dietas, há um percentual de pessoas que ganham alguns quilos, mas isso pode ser evitado seguindo-se as pautas”, continua. Ele explica que no coaching que faz com seus seguidores através da internet há modelos para dar resposta a todas as opções. “Ganhou um par de quilos? Não tem problema, lhe damos receitas novas e conselhos para perdê-los. E lhe damos apoio, enviamos e-mails. Se os quilos recuperados são muitos e a situação não melhora, telefonamos. Há uma resposta para cada situação.” Dukan afirma que a luta contra o sobrepeso é uma “guerra” que não pode arrefecer. “Ele sempre está ali na esquina preparado para voltar. Se você se divorcia, se o seu filho repete o ano... Um momento de fraqueza e...”, alerta ele, balançando a cabeça.
Compensa viver assim, restringindo alimentos, pensando que se está numa batalha constante contra a balança? Certamente essa é uma sociedade superalimentada, que mostra estímulos constantes para incitar o consumo de nutrientes bem pouco saudáveis. “Mas o que é preciso fazer é educar as pessoas para que levem uma vida saudável”, defende Mar Garrido. E, para ela, isso tem pouco a ver com o sistema Dukan. “Nos problemas de sobrepeso é preciso ver o que aconteceu até se chegar a esse ponto, analisar o problema e tratar de paliar essas situações”, afirma.
O que é inquestionável é que Dukan conseguiu erguer um poderoso império sobre uma das torturas do século XX e XXI, o sobrepeso e o desejo de perdê-lo. Porque, além de seus livros, o mundo Dukan se congrega em torno do seu site, onde, além de oferecer apoio e conselho aos seus seguidores – em 2008 foram 200.000 usuários – por cerca de 13 reais por mês, vende os produtos com seu selo e aprovação. Desde vitaminas até o alimento-base da sua dieta, o farelo de aveia; um alimento que o líder dos dukanianos define como “maravilhoso”. “Proporciona sensação de saciedade e também mobiliza o intestino e ajuda a eliminar calorias através da matéria fecal”, explica. Conclusão: todos consumindo farelo de aveia. Tanto que o produto já começa a faltar nas lojas. Coisa que também poderia começar a ocorrer com seu novo alimento de cabeceira, os macarrões Kojca.
Susana Moreneo acha que “Dukan usa como base a obsessão da própria sociedade pelo imediatismo”. “Queremos tudo já e sem nenhum esforço”, frisa. “E isso é impossível.” “Ele explora também os modelos da eterna juventude e magreza. É surpreendente a quantidade de gente formada que faz essa dieta: políticos, artistas, intelectuais.”Dukan, que se sofrer sanções pode inclusive perder o seu registro profissional, sorri e dá de ombros. “Em primeiro lugar, já estou aposentado... Eu tenho 70 anos! E, segundo, não é o dinheiro que me importa. Sim, eu ganho dinheiro – embora o investimento, por exemplo, no meu site seja tremendo – mas todos ganhamos”, garante. Ele diz que começou a vender produtos porque recebia pedidos de pessoas que não os encontravam nos locais onde moravam.
De fato, muitos rostos conhecidos são ou foram dukanianos. Por exemplo, François Hollande, o presidente da França. “Recuperou um pouco de peso [depois de ser eleito], mas é normal com o estresse da campanha”, garante Dukan. “Antes o chamavam pudim mole”, brinca sua assistente. Por que essa dieta seduziu mais gente que tem acesso à informação? É uma dieta fácil, pode ser feita sem problemas em restaurantes. “Alguns acham que ficam melhor pedindo uma boa chuleta do que um caldo e algumas verduras na chapa. [...] Ele toca em questões que não têm a ver com a alimentação, mas com a posição social. [...] É grave porque ninguém questiona que possa ter consequências”, diz a chefa da Endocrinologia e Nutrição do Hospital de Getafe.
“Quando, com o passar dos anos, comecem a chegar aos nossos consultórios pessoas com problemas cardiovasculares, de osteoporose, de gota... Provavelmente não lembram que fizeram durante uns meses, um ano, a dieta Dukan; mas as sementes, a herança que ela lhes deixou estará ali”, observa Monereo. O médico francês não se importa de que seu método e tudo o que criou ao seu redor estejam associado a uma seita. “Quando muitas pessoas têm algo em comum tendem a se unir. Falam em fóruns da internet, se reúnem na mesma cidade”, diz. “Líder de uma seita? Não, pelo amor de Deus. Eu me dedico a ajudar as pessoas. Às vezes me vejo como... como um Robin Hood!”, diz.

Fonte: Jornal El País

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Suplementos proteicos irregulares


A PROTESTE testou vinte suplementos proteicos para atletas para avaliar se a variação da quantidade de proteínas e carboidratos descritos no rótulo está de acordo com a legislação e apenas seis das vinte marcas testadas apresentaram resultados aceitáveis. O fato é que esta diferença pode impactar diretamente o desempenho e rendimento dos praticantes de atividade física, principalmente em dietas calculadas em função dos valores nutricionais fornecidos no rótulo.
Estes suplementos denominados Whey Protein (WP), feitos com proteínas do soro do leite de vaca, atualmente são os mais populares no mercado e sua finalidade é suprir possíveis carências proteicas da dieta e estimular a hipertrofia muscular.
Porém, a maioria dos produtos foram mal avaliados porque ultrapassam a tolerância prevista na Resolução RDC Nº 360/2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 20% para mais ou para menos com relação ao valor calórico e nutrientes declarados no rótulo.
E após a análise o problema encontrado foi que a maioria deles oferece menos proteínas e mais carboidratos do que declarado no rótulo. Apenas a marca Maximum Whey/MHP apresenta menos carboidrato na fórmula.
Outra análise do teste foi baseada na legislação da Anvisa RDC Nº18/2010, que obriga os rótulos de todos os alimentos para atletas a trazer a seguinte frase: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”. Porém, diversos produtos não trazem esta informação, são eles:
  • Elite Whey Protein Isolate – Dymatize Nutrition
  • 100% Whey Gold Standard – Optimum Nutrition
  • Four Whey Protein – Suplemente Alimentação Avançada
  • Isofor Whey Protein Isolate – Vitafor
  • 100% Whey Xtreme – X-Pharma
Embora estas irregularidades não causem riscos sérios à saúde, a PROTESTE aconselha o consumidor a buscar a orientação de um nutricionista antes de utilizar suplementos proteicos. E também optar sempre pelos produtos de acordo com a legislação.
Para os consumidores de suplementos proteicos a boa noticia é que cinco produtos receberam boa avaliação em todos os quesitos do teste por conter as quantidades corretas dos nutrientes declarados no rótulo e no produto, são eles:
  • Top Whey 3W (Max Titanium)
  • 100% Pure Whey (Probiótica)
  • Isofusion (Gaspari Nutrition)
  • Whey Protein Isolate (Now Sports)
  • 100% Whey Fuel (Twinlab)
A PROTESTE enviou os resultados do teste à Anvisa e às Vigilâncias Sanitárias do Rio de Janeiro e São Paulo, pedindo a retirada dos produtos irregulares do mercado. E também enviou ofício aos Procons das duas cidades, pedindo a abertura de procedimento administrativo para adequação das rotulagens.

Fonte: Proteste

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Anvisa avalia agrotóxico para combate à ferrugem da soja

A Anvisa iniciou o processo de Consulta Pública (CP) de dois princípios ativos que, juntos, poderão integrar a fórmula de um novo produto para o tratamento das culturas acometidas pela ferrugem da soja. O primeiro é o Benzovindiflupir,   que é uma molécula nova no mercado nacional. O segundo agrotóxico é a Azoxistrobina que já existe no mercado, mas que terá sua indicação alterada.
A avaliação dos ingredientes ativos Benzovindiflupir e da Azoxistrobina e a abertura de consulta pública atende a um pedido de prioridade do Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxicos (CTA).

O prazo para Consulta Pública também foi reduzido pela Anvisa para dez (10 dias) devido à iminência da época de plantio da soja, o que pode evitar prejuízos à agricultura na próxima safra. A soja é uma das principais culturas do agronegócio brasileiro.

A proposta de Resolução está disponível na página da Anvisa, no ambiente “Consultas Públicas”. As sugestões deverão ser encaminhadas por escrito, em formulário próprio, para o endereço da sede da Agência, em Brasília,  para o fax (61) 3462-5754, ou para o e-mail, toxicologia@anvisa.gov.br

Fonte: Anvisa

sábado, 25 de janeiro de 2014

Aula de culinária com a turma do Jardim da Escola de Educação Infantil Jardim dos Lagos


Receita do Danoninho caseiro:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
2 potes de iogurte natural
1 envelope de suco de morango 
Bater tudo no liquidificador e colocar para gelar.
Trabalho desenvolvido pela Nutricionista Patricia Streb
Para desenvolver este tipo de serviço em sua escola entre em contato conosco:
contato@slimconsultoria.com.br

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Campanha Pensar.Comer.Conservar ganha site em português

O site da campanha Pensar.Comer.Conservar – Diga Não ao Desperdício agora está disponível em português. Organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceiros globais, a campanha convoca consumidores, comerciantes e produtores a tomarem atitudes contra o desperdício de comida. Cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo acaba não sendo consumido, um grave problema econômico, social e ambiental.
Acesse a página no endereço www.thinkeatsave.org/po
A página sugere dicas para reduzir o desperdício, oferece material de campanha para download e traz notícias relevantes ao tema no Brasil e no mundo, além de diversas outras informações. O português é o único idioma não oficial da ONU para o qual o site foi traduzido. Pensar.Comer.Conservar também  foi o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2013.
Fonte: ONU - Organização das Nações Unidas - http://www.onu.org.br/campanha-pensar-comer-conservar-ganha-site-em-portugues/ 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estado nutricional e alimentação: crianças


O estado nutricional de pré-escolares e escolares é um fato que gera grande preocupação, uma vez que nesta fase o crescimento e desenvolvimento são intensos e a altura e peso devem estar adequados para a idade, refletindo o consumo alimentar adequado. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o perfil nutricional de pré-escolares antes e após intervenção com educação nutricional. O estudo foi realizado com 101 pré-escolares de seis creches municipais em Viçosa, MG, através de avaliações antropométricas (peso e estatura) e dietéticas (pesagem direta de alimentos e registro alimentar), antes e após seis meses de intervenção nutricional. De acordo com os resultados, observou-se que a estatura (escore z) foi significantemente superior após a intervenção, já o peso (escore z) não apresentou diferença significativa. A ingestão de proteínas, carboidratos, lipídios, vitamina A, vitamina C, cálcio e zinco não apresentou diferença significativa, enquanto a de ferro reduziu. A média da disponibilidade de açúcar e a prevalência de inadequação de óleo reduziram. Verificou-se que a dieta é de baixa biodisponibilidade e que 100% das crianças apresentaram consumo inadequado de ferro. Houve melhora significativa no consumo de frutas. As dietas de todas as crianças foram classificadas como "necessita de modificações" tanto antes quanto após a intervenção nutricional. Diante disso, verificou-se a importância da continuidade das atividades de educação nutricional, com o intuito de promover a formação de hábitos alimentares saudáveis nos pré-escolares. Outro estudo foi realizado com o objetivo de identificar fatores associados à baixa estatura e ao excesso de peso em crianças usuárias de Unidades Básicas de Saúde de Aracaju, Sergipe. Estudo transversal observacional, realizado com 181 crianças de 12 a 35 meses de idade. De acordo com os resultados, os fatores associados à baixa estatura foram morbidades nos últimos 15 dias (coriza e sibilância), número de filhos superior a dois e aglomeração no domicílio. As ingestões energética, proteica, de cálcio e de ferro foram superiores no grupo com excesso de peso em relação ao eutrófico. Crianças com baixa estatura apresentaram menor ingestão de carboidrato e ingestão insuficiente de ferro. Foram observadas prevalências moderadas de baixa estatura e de excesso de peso. Faz-se necessária a inserção de atividades de educação nutricional nesta população, a fim de prevenir e controlar os distúrbios nutricionais. Os dados dos estudos evidenciam o estado nutricional e características do consumo alimentar de dois grupos de crianças, sendo que ambos destacam deficiências alimentares, assim como no consumo de ferro, que devem ser abordadas em intervenções alimentares a fim de melhorar a qualidade do consumo alimentar desta população, garantindo peso e estatura adequados à idade.

Fontes: Andrade, Maria Emília Rabelo; Costa, Neuza Maria Brunoro; Castro, Luiza Carla Vidigal. Perfil nutricional de pré-escolares antes e após intervenção com educação nutricional em creches municipais de Viçosa - MG . Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 37(2)ago. 2012. Araujo, Jackeline Silveira; Barbosa, Juliana Santos; Santos Filha, Elenice de Oliveira; et al. Fatores associados ao déficit estatural e ao sobrepeso em crianças usuárias de unidades básicas de saúde em Aracaju-SE. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 37(2)ago. 2012. Nutrição e Pediatria - 21/jan/2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Farinhas e farelos

 


Algumas farinhas e farelos, os quais muitas vezes podem até ser desprezados para consumo humano, têm sido objeto de pesquisa para o desenvolvimento de produtos alimentares nutritivos. Em pesquisa recente, objetivou-se avaliar as características químicas, cor, volume específico e aceitabilidade, de biscoitos elaborados com diferentes níveis de farelo de mandioca desidratado. De acordo com os resultados, os biscoitos apresentaram boa aceitabilidade para aparência, sabor e textura. Sendo então considerado que biscoitos de polvilho elaborados com farelo de mandioca desidratado constituem um produto com bom potencial nutricional e de boa aceitabilidade. Outra pesquisa, objetivou avaliar o efeito das condições de extrusão sobre as propriedades físicas de produtos extrusados. De acordo com os resultados verificou-se que é possível produzir novos produtos extrusados com boas propriedades físicas a partir de misturas de farinha de soja, fécula e farelo de mandioca. Os dados dos estudos evidenciam dois tipos de produtos nutritivos para consumo, sendo a área de desenvolvimento de alimentos de grande importância para a elaboração de novas opções de produtos alimentares no mercado.


Fontes: Rodrigues, Janaína Pereira de Macedo; Caliari, Márcio; Asquieri, Eduardo Ramirez. Caracterização e análise sensorial de biscoitos de polvilho elaborados com diferentes níveis de farelo de mandioca. Ciênc. rural; 41(12): 2196-2202, dez. 2011. Trombini, Fernanda Rossi Moretti; Leonel, Magali; Mischan, Martha Maria. Desenvolvimento de snacks extrusados a partir de misturas de farinha de soja, fécula e farelo de mandioca. Ciênc. rural; 43(1): 178-184, jan. 2013. Foodservice - 16/01/2014
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cuidados na compra de Água Mineral



As temperaturas mais elevadas fazem com que as pessoas ingiram mais líquidos, principalmente água. Veja alguns cuidados na hora da compra:



- Ao adquirir água mineral é necessário prestar atenção ao local onde as embalagens estão colocadas e recusar aquelas que estiverem próximas a lugares aquecidos como: chapas, fornos elétricos, ou expostas ao sol, pois o calor propicia o crescimento de algas que modificam a coloração da água tornando-a imprópria ao consumo;


- Embalagens que estiverem perto de produtos que exalam cheiro forte, também não devem ser aceitas pelo consumidor, pois o plástico absorve odores que podem contaminar a água. Certifique-se de que o lacre não esteja rompido ou mesmo ausente;

- A compra de água de ambulantes em semáforos, ruas, parques e pedágios deve ser evitada, pois além de estar sob os raios solares, a maioria não possui rótulo e lacre, levando a crer que não passou por análise e inspeção do órgão fiscalizador competente;


- No rótulo devem constar informações claras, precisas e em língua portuguesa, sobre: a quantidade; composição; preço; data de fabricação e validade; origem e identificação do fabricante ou importador. A embalagem deve trazer ainda dados do distribuidor, assim como identificação da fonte, número de registro no Ministério da Saúde e data de envasamento.



Fonte: Procon SP

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O que nos faz comer? Obesidade em níveis alarmantes tem motivado estudos para entender a ação hormonal


Comida: problema acontece quando mecanismos de vontade causam excesso de alimentação e, muitas vezes, controle básico de “comer/parar de comer” é ineficaz
A obesidade está atingindo níveis alarmantes e a ciência está preocupada em entender o que leva uma pessoa a comer. Fome ou vontade?

A chamada “comida conforto”

O ato de comer nos seres humanos está, há muitos séculos, separado do simples fato de sentir o estômago roncando. Está ligado ao sistema básico de manutenção da vida, pois sem energia nosso corpo não funciona. “Existe uma rede de mecanismos, chamados de homeostáticos, responsáveis por manter o organismo em equilíbrio, que dispararam vários sinais ao cérebro alertando que precisamos de energia. Uma vez que este sinal periférico, geralmente um sinal hormonal, chega ao cérebro, ocorre uma elaboração de resposta no centro processador de informações cerebrais, o hipotálamo. E é a partir do hipotálamo que a ordem é dada: precisamos de comida”, explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, especialista em emagrecimento.
Segundo ela, o tecido adiposo (nossa reserva de energia) e vários outros sinais da periferia do corpo – como estômago e intestino – também são capazes de informar ao cérebro quando estamos alimentados.
“É como se fosse o controle de combustível de um carro: quando estamos cheios, o cérebro é avisado e a ordem de parar de comer é enviada”, completa.

Controle através de hormônios

Vários hormônios são responsáveis pelo controle do que ingerimos. Dois deles têm tido importância nos estudos de controle do apetite: a ghrelina e a leptina.
“Quando o nosso estômago está vazio, ocorre o aumento do hormônio ghrelina, que vai antecipar a vontade de comer”, explica a médica.
“Quando nos alimentamos, o tecido adiposo libera leptina e o pâncreas produz insulina. Estes hormônios vão avisar ao cérebro que estamos saciados. O que se sabe é que os pacientes que estão acima do peso, na grande maioria das vezes, apresentam resistência à ação do hormônio leptina. Isto quer dizer que mesmo que seja produzida uma quantidade muito grande deste hormônio, ele não será reconhecido. É como se não estivesse sendo produzido.”
Mas nem sempre comemos porque sentimos fome. Muitas vezes, comemos porque sentimos vontade. “Este mecanismo, que tem sido amplamente estudado, envolve basicamente duas teorias: a primeira é a de que a pessoa come porque gosta de determinado alimento. A segunda é de que a pessoa come porque é recompensador. Esta última, é chamada de busca-recompensa.”, esclarece Andressa.
O problema acontece quando estes mecanismos de vontade causam o excesso de alimentação e, muitas vezes, o controle básico de “comer/parar de comer” é ineficaz em controlar a quantidade de energia ingerida.
“Vivemos num ambiente obesogênico, ou seja, somos cercados de estímulos para comer comidas palatáveis, de alto teor de açúcar e gordura. Além disso, os estímulos para mantermos nosso corpo em repouso, desde controles remotos até vidros automáticos nos carros, levam ao menor gasto calórico. Como evoluímos de um ambiente inóspito na época das cavernas, em que a comida era escassa e correr dos predadores era essencial para a sobrevivência, nós desenvolvemos sistemas cerebrais e nos tornamos poupadores de energia. O problema é que nos dias atuais não precisamos mais caçar nosso alimento, o alimento vem diretamente até nós e devido à este mecanismo de estoque de energia, a obesidade acontece”, pondera a endocrinologista.
Mas porque gostamos mais de chocolate do que de alface? “Porque os alimentos com mais gordura e açúcar estimulam determinadas áreas cerebrais ligadas ao prazer e à recompensa”, diz Andressa.
“Uma experiência positiva durante a alimentação tende a ser repetida, num processo chamado retorno positivo. Para o homem das cavernas comidas mais gordurosas, como a carne de animais, era mais prazerosa e palatável que o sabor de um vegetal, pois fornecia mais calorias essenciais à sobrevivência”, ilustra.
Existe ainda uma outra situação que é a chamada “antecipação do desejo”, que acontece quando, sem qualquer motivo aparente, sentimos vontade de comer determinado alimento.

O estudo do apetite

Este movimento é relacionado com o neurotransmissor cerebral dopamina que, ao ter seus níveis aumentados, faz com que a pessoa busque por determinado alimento, a sua “comida conforto”.
“O valor da comida conforto não é somente atribuído ao paladar e à disponibilidade, mas também pela diferença genética e psicossocial de cada indivíduo. Por exemplo, o valor de um brigadeiro ou de uma canja de galinha para uns pode não ter significado para outros. Além disso, as experiências pessoais vão imprimir memórias aos cheiros, texturas e sabores, tornando esse processo de escolha alimentar algo muito mais complexo do que pensamos”, reforça a médica.
Estudos têm demonstrado que os pacientes obesos atribuem valores inapropriados aos alimentos. Segundo Andressa, o sistema de recompensa de um paciente obeso somente é ativado depois do quinto pedaço de pizza, enquanto que, uma pessoa com o peso normal, a satisfação vem com o segundo ou terceiro pedaço.
Além disso, enquanto nos magros as comidas com menos teor de gorduras já podem estar associadas à sensação de bem-estar, nos obesos o teor de gordura deverá ser bem maior para provocar a mesma sensação.
O grande questionamento é entender o que faz uma pessoa acima do peso ter esta distorção do sistema de recompensa?
A endocrinologista responde: “Isso é tema ainda para muitos estudos. A decisão de comer envolve a genética, o ambiente, a disponibilidade, as emoções e, é claro, a fome."
Fonte: Alimentação Fora do Lar

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fome: 10 fatos para saber em 2014



O Programa Mundial de Alimentos, PMA, lançou uma lista com os 10 fatos mais importantes sobre a fome no mundo. A agência da ONU aponta para a importância desta informação ser do conhecimento de todos em 2014.

Quantas pessoas no mundo têm fome? Será que este número está a decrescer? Que consequências a fome terá para as crianças? O que podemos fazer para ajudá-las? Estas são algumas das questões a que o PMA procura responder, com uma lista que contribui para a reflexão de final de ano.

1 – Cerca de 842 milhões de pessoas no mundo não se alimentam em quantidade suficiente para serem saudáveis.

Dados revelam que uma em cada oito pessoas vai dormir com fome todos os dias.

2 – O número de pessoas que sofrem de fome crónica diminuiu 17 por cento desde 1990-1992.

Se esta tendência se mantiver, o mundo chegará perto de atingir a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de redução da fome mundial.

3 – O Sul da Ásia é a região onde se concentra um maior número de pessoas subnutridas.


As outras regiões mais afetadas são a África Subsaariana e a Ásia Oriental.

4 – Um terço de todas as mortes de crianças menores de cinco anos, nos países em desenvolvimento, está relacionado à desnutrição.

5 – Nos países em desenvolvimento, uma em cada quatro crianças sofre de atrofia.


A alimentação inadequada prejudica os crescimentos físico e mental.

6 – Os primeiros 1000 dias da vida de uma criança, desde a gravidez até dois anos de idade, são cruciais.

Durante este período, uma dieta adequada pode proteger as crianças de atrofia mental e física, que é resultante de situações de desnutrição.

7 – O número de famintos no mundo poderia ser reduzido se houvesse igualdade de recursos para as agricultoras.

Se as mulheres tivessem acesso aos mesmos recursos que os homens, na agricultura, o número de famintos no mundo poderia ter uma redução de até 150 milhões.

8 – Fornecer todas as vitaminas e nutrientes necessários para que uma criança cresça saudável tem um custo de apenas US$ 0,25 por dia. 


9 – Até 2050, as alterações climáticas podem conduzir até mais 24 milhões de crianças à fome.

Quase metade das crianças atingidas estaria na África Subsaariana.

10 – É possivel eliminar a fome das nossas vidas.

O Desafio "Fome Zero", lançado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, procura conseguir o apoio global para a concretização desse objetivo.

Fonte: Programa Mundial de Alimentos - PMA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Consumo de azeite de oliva


O azeite de oliva é um óleo comestível obtido diretamente do fruto da Olea europaea L. (oliveira), através de processos tecnológicos adequados. Sua composição é rica em nutrientes de grande importância, sendo uma ótima opção para consumir no lugar de outros tipos de gorduras. De acordo com pesquisa recente, os mecanismos de ação dos compostos fenólicos indicam que seus efeitos podem ser devidos não só à eliminação de radicais livres. Na pesquisa, foram oferecidos dois tipos de refeição a base de azeite, com alto teor de compostos fenólicos e outra com baixa para pacientes com sindrome metabólica. De acordo com os resultados, sugere-se que a ingestão da refeição com azeite de oliva virgem, rico em compostos fenólicos poderia ser um mecanismo de proteção do desenvolvimento de arteriosclerose. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o efeito específico do consumo de azeite de oliva sobre a incidência de diabetes mellitus tipo 2. De acordo com os resultados e metodologia do estudo, não foram encontradas associações entre o consumo de azeite de oliva e risco de diabetes, porém, conclui-se que realizar a pesquisa com um grupo com maior risco de base do que o estudado é provavelmente necessário para avaliar esta associação. Os dados dos estudos evidenciam benefícios e possíveis fatores positivos no consumo de azeite de oliva. Seus benefícios devem ser estudados e divulgados, de forma que os consumidores possam consumir de maneira adequada para contribuir com a saúde e longevidade.


Fontes: Camargo, Antonio; Ruano, Juan; Fernández, Juan M; et al. Virgin olive oil phenolic compounds interact with cellular signalling pathways. Clín. investig. arterioscler; 23(6): 262-268, nov.-dic. 2011. tab Marí-Sanchis, A; Beunza, J. J; Bes-Rastrollo, M; et al. Olive oil consumption and incidence of diabetes mellitus, in the spanish SUN cohort. Nutr Hosp; 26(1): 137-143, ene. -feb. 2011. Saúde Pública - 14/jan/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Oleaginosas




As frutas oleaginosas, assim como amêndoas e castanhas, apresentam alto teor calórico, devido a grande quantidade de gordura em sua composição. Porém as oleaginosas apresentam gorduras mono e poliinsaturadas, conhecida como gorduras “boas”, que são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Além disso, está presente nestes alimentos proteínas de alto valor biológico, vitamina E e micronutrientes, como o selênio, o cobre e o magnésio. De acordo com estudo recente, os óleos de certos frutos estão sendo estudados por seu potencial na indústria de alimentos e também para aumento do consumo de ácidos graxos monos e poli-insaturados. Deste modo, o estudo objetivou determinar as constantes físico-químicas, composição centesimal, identificar e quantificar os principais ácidos graxos presentes na fração lipídica da polpa e da amêndoa dos frutos de guarirova, espécie Syagrus oleracea (Mart.) Becc. De acordo com os resultados, o óleo da amêndoa possui maior concentração de ácidos graxos saturados (89,2%), sendo representado principalmente pelo ácido láurico (48,34%). A polpa apresentou ácidos graxos monoinsaturados (24,84%) e poli-insaturados (33,25%), com maior percentual de ômega-6 (31,94%) e ômega-9 (19,15%); e menor de ômega-3 (1,31%). Outra pesquisa foi realizada em forma de revisão sistemática com o objetivo de comparar a composição química em nutrientes e outros compostos bioativos entre diferentes nozes e sementes comestíveis, relacionando-a com a nutrição e saúde. De acordo com os resultados, nozes verdadeiras (amêndoas, avelãs, castanhas, castanhas-de-caju, castanhas-do-pará, macadâmias, nozes e pistaches) e sementes comestíveis (amendoim e amêndoa de baru) são boas fontes de lipídeos e proteínas. As frações lipídicas são compostas especialmente pelos ácidos graxos oléico (C18:1) e linoléico (C18:2), havendo perfil favorável à redução do risco de doenças cardiovasculares. Ainda de acordo com a pesquisa, esses alimentos contêm alta densidade de nutrientes e de substâncias bioativas que potencializam seus efeitos benéficos à saúde e, portanto, o estudo e o consumo deles devem ser estimulados. Os dados dos estudos evidenciam qualidades nutricionais de oleaginosas, sendo que seu consumo, assim como de seus componentes devem ser estimulados, com o objetivo de melhorar a qualidade da alimentação e auxiliar na prevenção de doenças crônicas. 

Fontes: Nozaki, Vanessa Taís; Munhoz, Cláudia Leite; Guimarães, Rita de Cássia Avellaneda; et al. Perfil lipídico da polpa e amêndoa da guarirova. Ciênc. rural; 42(8): 1518-1523, ago. 2012. Freitas, Jullyana Borges; Naves, Maria Margareth Veloso. Composição química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e saúde: [revisão]. Rev. nutr; 23(2): 269-279, mar.-abr. 2010. Saúde Pública - 9/jan/2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Campanha Del Valle Kapo #EraSóOQueFaltava

kappo abacaxi -
 A nova campanha publicitária do refresco Del Valle Kapo no canal GNT está utilizando uma estratégia de marketing bastante dúbia: mães famosas estão dando dicas de como fazer os filhos consumirem frutas. As três peças da campanha ressaltam a relação da criança com a família e a alimentação por meio do incentivo a adoção de uma abordagem parental que foque na diversão em consumir alimentos saudáveis ao invés da imposição.
Outros aspectos destacados são: o papel das mães em ser o exemplo de alimentação saudável para os filhos, a utilização de atividades lúdicas que proporcionem interesse em experimentar frutas diferentes e a abordagem do sistema alimentar ao incentivar a produção e contato com alimentos que podem ser cultivados em casa.
Vale ressaltar ainda que, como já dissemos em outro post, relacionar o consumo de alimentos com aspectos afetivos também é uma estratégia de marketing que vem sendo bastante explorada pelas empresas. “O segredo é carinho”, reforçado pela campanha, retrata isso muito bem.
Outro grande problema é associar o consumo deste refresco, com altos teores de açúcar e com aditivos, como substituto do consumo de frutas e como uma opção mais divertida para as refeições.
Na verdade, em nenhum momento fala-se do suco; apenas no final, ao usar “seu filho vai curtir as frutas com Del Valle Kapo”. Depois de dar dicas super saudáveis, a publicidade termina dando a entender que: “toda essa diversão só acontece se for com o Kapo”…
Além disso, vale ressaltar que em nenhuma das peças foram utilizadas as crianças como personagens principais da campanha; elas apenas a integram como “coadjuvantes”, com a participação por meio de fotos que as identifiquem como “filho” da Astrid, da Cynthia ou da Diana. Será que isso foi proposital? Pensando em toda essa discussão da regulamentação da publicidade, em que existe a ideia de defender a publicidade direcionada aos pais e não às crianças, fica a dúvida: o fato de não existirem crianças propriamente ditas no vídeo poderia ser uma estratégia da marca/empresa para transmitir uma imagem de “politicamente correta” já que a campanha é claramente direcionada aos pais e não à criança (mesmo que seja um produto para crianças)?
Vamos à resposta: em maio 2013 a Coca-Cola se comprometeu a fazer um “marketing responsável” e assumiu publicamente que não faria mais propagandas voltadas para crianças com menos de 12 anos de idade. Entretanto, de acordo com informações divulgadas sobre esta campanha, a mesma teria começado em junho, com a exibição da peça “uva em apuros”, a qual é certamente direcionada para o público infantil.
Outro aspecto que merece destaque é o fato de que na campanha com as apresentadoras do canal GNT, o marketing realizado através da televisão foi voltado para os pais, porém a embalagem (outra importante forma de marketing – apesar de não ser reconhecida pela ANVISA como tal) é direcionada para a criança.
Avaliação Nutricional do Kapo
Ao consultar o site da marca, verifica-se que a linha Del Valle Kapo conta com duas opções de bebida: as bebidas de frutas (refrescos) e os néctares. Como já foi dito aqui, existe uma diferença entre esses dois tipos de bebidas. Uma das principais diferenças entre elas é o teor mínimo de polpa (isto é, da fruta em si) que cada uma precisa ter. O suco é o que tem a maior concentração. Em seguida vem o néctar e, por último, o refresco. Entretanto, esses percentuais mínimos variam caso a caso, já que cada fruta tem uma particularidade.
Sabe-se que a presença de alguns ingredientes utilizados neste tipo de produto mascaram o verdadeiro sabor da fruta. Ou seja, consumir o refresco Kapo não incentiva as crianças a consumirem frutas in natura. Muito pelo contrário: podem até fazer com que elas tenham mais dificuldade em consumí-las, visto que não serão tão doces quanto a bebida.
Para agravar ainda mais o problema dessa publicidade, as bebidas apresentadas são os refrescos – com os maiores teores de açúcar e menores teores da fruta em si.
A figura abaixo ilustra a composição de uma dessas bebidas de fruta:
Ao observar a lista de ingredientes, é possível perceber que o produto conta com açúcar (em maior quantidade) e sucos de maçã, laranja, uva, abacaxi e maracujá, além dos nutrientes artificialmente presentes – já que “colocar” as frutas dentro da caixinha faz elas perderem a maioria de seus nutrientes.
Ora, se isso é uma bebida mista, que conta com essa variedade de sabores de suco, por que defini-lo como “sabor abacaxi”, se ele é um dos últimos da lista de ingredientes? Por conta do “aroma sintético idêntico ao natural”?
Esse fato reforça ainda mais que a bebida Kapo NÃO substitui uma fruta. Sendo que a propaganda traz, portanto, uma informação confusa e enganosa, tanto para as crianças quanto para as mães.
O consumo de frutas por crianças é extremamente importante para a saúde, porém é algo pouco incentivado. Propagandas como esta, ao invés de ajudar, com certeza só atrapalham no estímulo ao consumo de frutas e à adoção de uma boa alimentação.

Fonte: PropagaNUT

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Fabricantes de produtos para emagrecer são multados por propaganda enganosa




Fabricantes de suplementos, bebidas, cremes e diversos produtos que prometiam um emagrecimento milagroso foram multados nos Estados Unidos. A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em iglês) alegou que as promessas, na verdade, se tratavam de propaganda enganosa e cobra US$ 34 milhões de quatro empresas para ressarcir consumidores.

As companhias envolvidas - Sensa Products, L’Occitane, HCG Diet Direct and LeanSpa - negam as acusações. O caso faz parte de uma ofensiva mais ampla contra empresas que prometem emagrecimento baseado em produtos. Ao “New York Times”, Linda Goldstein, presidente da divisão de publicidade e marketing do escritório de advocacia Manatt, Phelps & Phillips, disse que a Comissão deixou claro que as empresas utilizaram a metodologia do estudo duplo-cego, que fazem testes apenas com placebo, para documentar a eficácia médica de produtos para perder peso.

“Resoluções para perder peso são fáceis de fazer, mas difíceis de manter. E as chances de se obter êxito apenas colocando algo na comida ou passando um creme nas coxas são quase nulas. A ciência simplesmente não está ali”, afirmou Jessica Rico, diretora da Comissão de Defesa do Consumidor, em comunicado.

A indústria da perda de peso explodiu nos últimos anos. Nos Estados Unidos, uma pesquisa da Marketdata Enterprises aponta que os consumidores gastam cerca de US$ 66 bilhões por ano em refrigerantes e suplementos dietéticos e outros produtos voltados para eliminar a gordura.

O crescimento vem acompanhado pelo aumento dos processos por fraude. Em 2011, 13% de todos as queixas dessa natureza feitas à FTC eram destinadas a fabricantes de produtos para emagrecer. O dobro de qualquer outra categoria.

Ao longo da última década, a FTC tem pressionado empresas de mídia a não aceitarem anúncios de produtos de emagrecimento cujos créditos são “bons demais para ser verdade”, e viu “uma redução significativa no número de anúncios” nos principais meios de comunicação americanos, afirmou Richard Cleland, advogado da FTC.

A Sensa foi multada em US$ 46,5 milhões por pagar para que consumidores confirmassem a eficácia de seu suplemento para emagrecer.

Fabricante de cosméticos com mais de duas mil lojas em todo o mundo, a L' Occitane é acusada de marketing enganoso de dois cremes para a pele. Em comunicado, a empresa respondeu que “tem um enorme cuidado no desenvolvimento de toda a nossa linha de produtos e queremos que os nossos clientes tomem decisões bem informadas. Desde a decisão da FTC a empresa tem implementado um conjunto de políticas e procedimentos ainda mais rigorosos que irão orientar o futuro de testes clínicos e garantir que o nosso marketing e publicidade esteja em conformidade com os regulamentos e diretrizes da FTC”. A L' Occitane concordou em pagar US$ 450 mil para reembolsar os clientes.

A HCG Diet Direct foi multada por vender balas dietéticas com um hormônio produzido naturalmente pela placenta humana que tem sido “falsamente promovido por décadas como um suplemento para a perda de peso”, disse a comissão.

Já a acusação da LeanSpa recai sobre seus executivos, que, segundo a FTC, utilizavam sites de notícias para promover informações falsas sobre os poderes de emagrecimento do açaí e de um produto de limpeza do intestino.


Fonte: O Globo - Online

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Explosão no número de obesos ameaça sistemas de saúde de países emergentes


É uma doença que vai custar cada vez mais caro à economia mundial. Mais de um em cada três adultos no mundo sofre de obesidade ou de sobrepeso, ou seja, 1,46 bilhão de pessoas. Em menos de trinta anos, entre 1980 e 2008, o número dessas pessoas quase que quadruplicou nos países em desenvolvimento, passando de 250 milhões para 940 milhões. No mesmo período, o número aumentou 1,7 vezes nos países de rendas mais elevadas.

Ao publicar, no dia 3 de janeiro, um relatório dedicado aos problemas da alimentação, o The Overseas Development Institute (ODI), um círculo de reflexão britânico sobre o desenvolvimento e as soluções humanitárias, enfatiza a explosão no número de obesos nos países emergentes. "O que mudou foi que a maioria das pessoas com sobrepeso ou obesas hoje se encontram nos países em desenvolvimento, no lugar dos países desenvolvidos", explicam os autores do relatório, Sharada Keats e Steve Wiggins, dois pesquisadores especializados em agricultura.

Inúmeros fatores explicam essa mudança. A "transição nutricional", ou seja, a mudança de comportamento e da alimentação se deu rapidamente. "Mais densidade calórica e energética, mais gordura e açúcar, o aumento do tamanho das porções, uma alimentação mais acessível e disponível, a perda dos modelos culturais tradicionais são todos fatores que caracterizam essa transição nutricional", analisa o professor Arnaud Basdevant, do serviço de nutrição no Hospital de Pitié-Salpêtrière. As migrações para as cidades, a sedentarização com mobilidade reduzida, os poluentes urbanos agravaram o fenômeno.

As consequências esperadas para a saúde são alarmantes. "Em todo o mundo vamos assistir a um grande aumento no número de pessoas que sofrem de determinados tipos de câncer, de diabetes, de acidentes vasculares cerebrais e de crises cardíacas, criando um pesado fardo sobre os sistemas de saúde pública", alerta Wiggins.

Para Arnaud Basdevant, "a epidemia de diabetes pela qual podemos esperar será praticamente insustentável financeiramente para esses países emergentes". Na escala da China, da Índia, do Brasil, do México... são milhões de pessoas que necessitarão de grandes cuidados. "Não será algo imediato, é preciso que as populações em questão tenham tempo de ganhar peso, passem para o sobrepeso e depois atinjam a obesidade até a obesidade crônica", detalha o professor. "Mas, daqui a quinze ou vinte anos, esses custos serão consideráveis."

Segundo diferentes estudos, a obesidade representaria entre 2% e 5% dos gastos com saúde nos países industrializados. Na Europa, a Comissão Europeia havia calculado esse montante em 7% dos gastos com saúde pública: "Um número que continuará a aumentar diante da tendência crescente da obesidade", afirmou a Comissão no final de 2005. Na França, em um estudo publicado no "La Presse Médicale" em 2007, a soma variava entre 2,6 e 5,1 bilhões de euros (R$ 8,4 a R$16,5 bilhões), mais de 6 bilhões se forem levados em conta os custos das interrupções no trabalho associadas a essa patologia.

Em seu relatório "A obesidade e a economia da prevenção" (2010), Franco Sassi, economista da saúde na Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos, observou que "uma pessoa obesa gera gastos com saúde 25% maiores do que uma pessoa de peso normal". Sassi apontava para o fato de que os mais afetados eram as pessoas mais vulneráveis do ponto de vista social e econômico: "Os indivíduos obesos ganham até 18% a menos que os não-obesos".

Nos países emergentes, as pessoas mais expostas aos riscos da obesidade em muitos casos foram afetadas primeiro pela desnutrição. "As crianças cuja mãe sofreu desnutrição ou que elas mesmas a tenham vivido se tornam obesas ou diabéticas com mais facilidade; isso foi constatado na Índia", explica o professor Basdevant. "Quanto mais rápidas são as mudanças de comportamento alimentar, mais rapidamente a obesidade se instala". É uma forma de dupla punição. "Nos países da América do Sul, observa-se a coexistência, em uma mesma região, uma mesma cidade ou até mesmo uma mesma família, de casos de desnutrição e de sobrepeso", ele diz.

A obesidade não é mais um problema de responsabilidade individual. "Em geral, e particularmente nesses países, o combate não se dá no nível do indivíduo, pois se trata de uma doença crônica, associada à evolução dos modos de vida e do meio ambiente", analisa Basdevant. "Cabe aos governos pensar as políticas de saúde e de nutrição, tanto nas escolas como nas empresas, mas também as políticas urbanas e de transporte."

O relatório da ODI insiste na insuficiência de políticas públicas para o combate à obesidade. "Os dirigentes devem ser menos temerosos em suas tentativas de influenciar o tipo de alimentação que vai parar em nossos pratos", afirma Steve Wiggins. Nestes tempos de globalização que uniformiza os costumes alimentares, os dois autores também ressaltam a responsabilidade dos mercados e dos preços agrícolas. Essa constatação foi feita pelo Banco Mundial, que observa que "com a persistência dos altos preços dos alimentos e provavelmente cada vez mais instáveis, as calorias ruins tendem a custar mais barato que as boas."


Fonte: UOL/Le Monde