segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Sobrepeso e obesidade na adolescência aumentam o risco de hipertensão na idade adulta


O excesso de peso na infância e na adolescência aumenta o risco de hipertensão (pressão alta) na idade adulta. Crianças e adolescentes com sobrepeso (índice de massa de 25 a 30) duplicam o risco de ter pressão alta quando adultos. Já crianças e adolescentes obesas (índice de massa de 30 a 35) quadriplicam o risco de ter pressão alta quando adultos. O índice de massa é a relação entre peso e altura.
A hipertensão é uma doença que normalmente não apresenta sintomas, e quando não tratada pode causar sérios danos à saúde, como ataque cardíaco, aterosclerose, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), perda de visão, doença renal, problemas de ereção, perda de memória, entre outros. O monitoramento da pressão é um aspecto importante para a prevenção do seu desenvolvimento.
A obesidade em adultos é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento da hipertensão. Um novo estudo, apresentado na Sessão Científica de Pesquisa em Hipertensão da Associação Americana do Coração no último dia 12 de setembro, mostra que a obesidade e o sobrepeso na infância e adolescência predispõem a pessoa a ter hipertensão quando adulta. A pesquisa acompanhou 1117 adolescentes por 27 anos, desde 1986. Destes, 68% tinham peso normal na infância, 16% tinham sobrepeso e 16% eram obesos. Avaliados quando adultos, 6% dos que tinham peso normal na infância ficaram hipertensos, dos que tinham sobrepeso foram 14%, e dos que eram obesos 26% ficaram hipertensos.
Os autores da pesquisa salientam que este conjunto de resultados indicam que a doença cardíaca pode começar na infância. Muita atenção já têm sido dada às crianças obesas (índice de massa de 30 a 35), entretanto este estudo aponta para os perigos do sobrepeso (índice de massa de 25 a 30), que duplica o risco de hipertensão.
O sobrepeso e obesidade têm tido um crescimento entre crianças e adolescentes, crescimento este em grande parte atribuído à brusca mudança ocorrida no estilo de vida, principalmente ao sedentarismo e ao padrão alimentar.
A observação e acompanhamento mais rigorosos do peso das crianças e adolescentes passa ser um fator importantíssimo para a saúde atual e futura destes indivíduos.
Fonte: American Heart Association Meeting Report, September 12, 2013.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Anvisa interdita Pimenta do Reino e outros produtos















A Anvisa interditou cautelarmente, nesta segunda-feira (23/12), o produto Pimenta do Reino – preta moída, validade até 12/04/2015, marca Pirata, fabricado pela empresa Domingos Costa Indústria Alimentícias. O produto foi interditado por conter pelo de roedor em sua composição. Pelo de roedor é considerado matéria prejudicial à saúde humana, uma vez que o animal é reconhecido como transmissor de agentes infecciosos.

Também foi interditado cautelarmente o produto Melhorador enzimático, marca Líder, fabricado pela empresa Líder (Santa Leopoldina) Ltda em 08/10/2013 e com validade até 08/04/2014. O produto apresenta bromato de potássio em sua composição, estando em desacordo com a legislação vigente.

Já o lote 0813 do produto Farinha de Trigo Enriquecida com ferro e ácido fólico, marca Boa Sorte, fabricado pela empresa J.Macedo SA, foi interditado cautelarmente por conter teor de ácido fólico abaixo do limite mínimo estabelecido. De acordo com a resolução RDC 344/02 é obrigatória a adição de ácido fólico nas farinhas de trigo comercializadas no Brasil. A medida é uma estratégia para redução de riscos de patologias do tubo neural e da mielomeningocele.

Interdições cautelares vigoram pelo prazo de 90 dias a partir da data de publicação no Diário Oficial da União (DOU). 

Fonte: Imprensa Anvisa

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Gestantes devem ficar atentas ao consumo excessivo de iodo




Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o consumo excessivo de iodo durante a gravidez e lactação pode tornar os filhos mais propensos a sofrer de hipotireoidismo quando adultos. O estudo foi feito com ratas e faz parte do projeto de pós-doutorado de Caroline Serrano do Nascimento. O iodo é um nutriente essencial para o ser humano, usado na síntese dos hormônios da tireoide T3 e T4, necessários para regular o metabolismo e auxiliar no funcionamento correto de todos os órgãos.
De acordo com Caroline, a deficiência de iodo pode causar um aumento da glândula tireoide e durante a gestação danos cerebrais em crianças, porque os hormônios dessa glândula também são alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso central. “Mas ao mesmo tempo, o consumo maior do que a dose diária recomendada (150 microgramas) pode prejudicar o ser humano, por isso a dose de iodo no sal passou para 20 a 60 miligramas por quilo no Brasil. Esse é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para populações que consomem até dez gramas de sal por dia”.
Caroline explicou que a pesquisa avalia os ratos filhos de mães que passaram pela superdosagem de iodo, na vida adulta para ver se houve algum tipo de alteração. “Uma série de genes tiroidianos relacionados com a síntese de hormônios da tireoide estão diminuídos nesses animais. Isso quer dizer que a prole pode estar mais exposta a desenvolver o hipotireoidismo quando a mãe ingere excesso de iodo [durante a gestação]”.
Ela disse também que no primeiro trimestre da gestação, o feto é totalmente dependente dos hormônios tireoidianos produzidos pela mãe e qualquer alteração na síntese hormonal nessa fase pode causar consequências graves para o desenvolvimento fetal. Após o segundo trimestre, o bebê já tem sua própria tireoide desenvolvida, mas ainda depende do aporte de iodo da mãe, que é feito pela placenta.
Para fazer o estudo a pesquisadora ofereceu água com uma dose de iodo cinco vezes maior que a recomendada para as ratas desde o início da gestação até o fim da lactação, o que seria o equivalente a ingerir o iodo contido em 12 gramas de sal. Outro grupo ingeriu a quantidade considerada ideal. “Após o desmame, aos 21 dias de idade, as proles dos dois grupos passaram a receber ração e água com quantidades ideais de iodo. Aos 90 dias de idade, constatamos que os filhotes das ratas submetidas à sobrecarga do mineral haviam desenvolvido hipotireoidismo, enquanto os do grupo controle estavam com a tireoide saudável”.
O próximo passo, segundo a pesquisadora, é descobrir em que momento da gestação ou da lactação esse excesso de iodo é mais prejudicial. Caroline ressaltou que mesmo conhecendo os efeitos nocivos do excesso de iodo não é possível eliminá-lo do sal e sim investir em políticas públicas para reduzir o consumo do sal pela população, evitando não só os riscos de doenças na tireoide como de doenças cardiovasculares.
Edição: Denise Griesinger

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Fonte: Agencia Brasil

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Críticos avaliaram panetones e chocotones de dez marcas vendidas




Os críticos provaram vinte panetones - dez com frutas cristalizadas e dez chocotones - de dez marcas diferentes, que custam até 20 reais, para avaliar a qualidade dos produtos vendidos pelos supermercados neste Natal. Foram testadas receitas das marcas Arcor, Bauducco, Cacau Show, Casa Suíça (Wickbold), Nestlé, Pullman, Qualitá, Village, Visconti e Triunfo. Todos com o peso de 500 gramas (exceto os das marcas Qualitá e Triunfo, de 400 gramas).

A degustação durou cerca de uma hora. Participaram o editor de gastronomia e crítico de restaurantes, Arnaldo Lorençato, Helena Galante e Luiz Henrique Ligabue, respectivamente críticos de Comidinhas e de Bares. O trio levou em conta apresentação, aroma, textura e sabor dos produtos e chegou à conclusão de que a fornada de 2013 não é das melhores mas há salvações.
As marcas Casa Suíça e Nestlé, por exemplo, se destacaram, alcançando os melhores postos, tanto na ala dos panetones quanto na dos chocotones. A decepção, por sua vez, foram os produtos da Pullman, os piores. No teste, também foi observado que itens de marcas diferentes, produzidos pela mesma fábrica, apresentam resultados destoantes entre si. A Cepam, por exemplo, faz os quitutes da Nestlé, da Qualitá e da Village, que obtiveram avaliações distintas.
Sobre as críticas, a Bimbo Brasil, que produz os produtos da Pullman, afirma que as receitas são elaboradas “a partir de um processo de fermentação natural, com ingredientes selecionados”. A Village informa que o sabor amanteigado, apontado pelos críticos, é natural e que as frutas deveriam ficar duras “apenas na superfície do produto”. A Arcor, também responsável pela Triunfo, diz realizar “criteriosa seleção na escolha de matérias-primas”. Já a Bauducco e a Visconti revelam que “a receita dos produtos é a mesma de anos anteriores”. A Qualitá não respondeu à avaliação até a publicação desta reportagem.

Confira abaixo os detalhes da degustação.

A disputa foi acirrada: as marcas Casa Suíça e Cacau Show duelaram até a última uva-passa. A primeira venceu pelo sabor e pela umidade da massa. Nos mal avaliados, não foram perdoados aroma artificial, crosta seca demais e frutas rígidas.

Os três melhores:

PANETONE NATAL 2013 III SUIÇA
CASA SUÍÇA: saborosa, a massa estava compacta, mas úmida na medida. A casca mostrou-se dourada e sem excesso de gordura. Macias, as frutas poderiam ser melhor distribuídas
PANETONE NATAL 2013 IX  CACAU SHOW
CACAU SHOW: de massa levemente seca, o quitute tinha bela apresentação e boa quantidade de recheio _as passas predominaram. Um porém: o sabor tendia mais para pão do que para panetone
PANETONE NATAL 2013 IV NESTLÉ
NESTLÉ: o aroma agradável e a textura elástica agradaram na avaliação. O sabor, azedinho, foi um senão do panetone

Outras marcas provadas:

PANETONE NATAL 2013 X ARCOR
ARCOR: massa pesada, com gosto de mal assada e cheiro acentuada de fermento. A qualidade das frutas também não foi aprovada
PANETONE NATAL 2013 XI BAUDUCCO
BAUDUCCO: a massa estava mais seca que nos anos anteriores. O sabor era levemente cítrico. “Quase de chiclete de limão”, comparou Helena Galante
PANETONE NATAL 2013 VII  PULLMAN
PULLMAN: ao abrir a caixa, deparou-se com um panetone de crosta queimada. Embora a textura não seja das piores, o sabor deixou a desejar _o amargor imperou na boca. Foi o pior avaliado
PANETONE NATAL 2013 VIII  QUALITÁ
QUALITÁ: tinha jeitão caseiro, apesar do aroma doce levemente artificial. Os pedaços de frutas foram cortados irregularmente
PANETONE NATAL 2013 V  VILAGE
VILLAGE: o cheiro engordurado não agradou, nem o sabor amanteigado do quitute. O produto tinha um buraco no meio, e as frutas cristalizada estavam duras demais
PANETONE NATAL 2013 XIV VISCONTI
VISCONTI: massa compacta e pouco alveolada. A casca também não passou no teste, muito “farinhenta”
PANETONE NATAL 2013 XIII TRIUNFO
TRIUNFO: desagradou no aroma. “Cheiro de Epocler”, criticou Luiz Ligabue. As uvas-passas deixaram um ranço na boca dos degustadores. “A uva não passa”, brincou Lorençato

CHOCOTONES

A boa relação entre massa e chocolate marcaram presença nos primeiros colocados da eleição. A qualidade das gotas de chocolate também foi fundamental na classificação.

Os três melhores:

NESTLÉ: o equilíbrio entre a macia massa e o chocolate contribuiu para o bom resultado do quitute. O aroma lembrava cerejas, e o sabor levemente alcoólico chamou a atenção
CASA SUÍÇA: apesar do aroma neutro, a pedida conquistou pelo sabor suave. Havia quantidade de massa e recheio compatíveis entre si
TRIUNFO: o chocolate foi o item que mais chamou a atenção. Apesar de pesada, a massa (levemente azeda) se deu bem no quesito umidade

Outras marcas provadas:

ARCOR: o aroma da essência não foi dos melhores, tal qual o sabor da massa, com poucas gotas de chocolate _bem armargas. “Parece um café ruim”, comparou Lorençato
BAUDUCCO: assim como o panetone da marca, a massa também estava seca. O chocolate entremeado no quitute não foi bem cotado, embora bem apresentado no topo
CACAU SHOW: úmido, exibia boa quantidade de chocolate, que agradou na boca. Tinha um toque salgado na massa _e no aroma, que lembrava batata frita de saquinho
PULLMAN: o chocolate, de baixa qualidade, prejudicou o desempenho. “Tem textura de parafina”, observou Ligabue. O odor foi outro ponto negativo do chocotone. “Uma essência medonha”, apontou Lorençato. Foi o pior avaliado
QUALITÁ: apresentou forte aroma de baunilha e casca mais grossa que a dos concorrentes. O chocolate, com gosto de gordura hidrogenada, deixou a pedida enjoativa
VILLAGE: cheiro agradável e gosto que lembra amaretto. Massa de boa textura e boa umidade, de fácil corte e com boa relação com o recheio
VISCONTI: mais clara e firme entre os concorrentes, a massa tinha aroma neutro e a textura lembrava mais uma rosca que um panetone

Fonte: Alimentação Fora do Lar

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fundação Procon-SP encontra diferença até 182% nos preços de produtos da ceia de Natal



Em Sorocaba, interior de São Paulo, um vidro de azeitona verde recheada com pimentão, Raiola, 100gr, custa R$ 3,88 em um estabelecimento e R$10,98 em outro, variação de 182,99%. Na capital a maior diferença foi encontrada na farofa de milho de 500g, da marca Yoki, que custa R$5,78 em um estabelecimento e em outro por R$ 2,49, diferença de R$ 3,29, que representa 132,13%. Esses são destaques da pesquisa feita pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em dez supermercados da capital e 78 em 14 cidades do interior. 
Após comparação de produtos comuns entre as pesquisas realizadas neste ano e no ano passado na capital, foram constatadas, em média, as seguintes variações: azeites, 17,07%, bombons, 3,19%; carnes congeladas, -0,47%, cereais e farofas prontas, 11,77%, conservas, 11,46% e panetones, 9,69%. O IPC-SP (Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo) da FIPE, referente ao período de dezembro de 2012 a novembro de 2013, registrou uma variação de 4,02%. Na realização da pesquisa em Taubaté, Jundiaí, Jacareí, Campinas, Guarujá e Praia Grande os Núcleos Regionais do Procon-SP contaram com a parceria dos Procons municipais dessas cidades.
Além de pesquisar preços, é importante que consumidor observe alguns cuidados antes comprar alimentos.


Fonte: Portal do Consumidor - Procon

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Obesidade


 
A qualidade da alimentação, assim como a quantidade de alimento ingerido está diretamente relacionada à obesidade, independente de faixa etária, sexo e situação socioeconômica. Em estudo recente foram avaliados os aspectos socioeconômicos, a composição corporal, o risco de complicações metabólicas associadas à obesidade, hábitos alimentares e estilo de vida em mulheres e homens adultos e idosos, com índice de massa corporal superior a 40. De acordo com os resultados, 79% ( n = 32) eram do sexo feminino , 5 % (n = 2 ) fumantes , 39% (n = 16 ) usam álcool e apenas 24% ( n = 10) praticantes de exercício físico. A ingestão de pães foi superior, seguido de arroz. A ingestão diária de frutas e verduras apresentou-se baixa. Foi observada uma correlação positiva entre o consumo de açúcar e de IMC e circunferência abdominal (CA). Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar a qualidade da dieta e identificar fatores associados em 195 adultos, de 20 a 50 anos, residentes na área urbana de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil. De acordo com os resultados, a média do Índice de Qualidade da Dieta Revisado foi de 75,2 pontos (IC95%: 74,2-76,1), com diferença estatisticamente significativa entre os sexos (p=0,03). As mulheres obtiveram melhor pontuação para frutas inteiras e sódio (p<0,01), enquanto os homens obtiveram maiores escores para óleos, oleaginosas e gordura de peixe (p=0,02). Indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos obtiveram maior pontuação para o Índice de Qualidade da Dieta Revisado total, fruta inteira, gordura saturada e calorias provenientes de gordura sólida, álcool e açúcar de adição (p<0,01), sendo portanto considerados os fatores que se mostraram associados ao Índice de Qualidade da Dieta Revisado elevado a idade, o sexo e a escolaridade do chefe da família. Os dados dos estudos evidenciam que a obesidade e qualidade da alimentação independe das variáveis estudadas, sendo portanto necessária intervenção em diversos grupos populacionais, adaptado de acordo com as necessidades e compreensão, para deste modo abranger maior quantidade de pessoas, com informações necessárias para melhora da qualidade da alimentação e assim prevenção da obesidade.


Fontes: Penatti, M. I. B; Lira, F. S; Katashima, C. K; et al. Sugar intake is correlated with adiposity and obesity indicators and sedentary lifestyle in Brazilian individuals with morbid obesity. Nutr Hosp; 27(5): 1547-1533, sept.-oct. 2012. Qualidade da dieta de uma amostra de adultos de Cuiabá (MT): associação com fatores sociodemográficos. Loureiro, Anarlete da Silva; Silva, Regina Maria Veras Gonçalves da; Rodrigues, Paulo Rogério Melo; et al. Rev. nutr; 26(4): 431-441, July-Aug. 2013. Saúde Pública - 13/dez/2013
 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Desidratação infantil


 
A hidratação é de extrema importância para a manutenção da vida, em qualquer faixa etária. Alguns grupos são mais vulneráveis e devem receber maior atenção na prevenção da desidratação, assim como as crianças. Estudo recente relata que mais de um milhão de mortes por ano em crianças menores de cinco anos são causadas pela desidratação. No estudo, foram avaliados cerca de mil cuidadores de crianças em idades entre zero e 59 meses de idade, residentes em área rural (em Gâmbia), sendo verificada prevalência de 7,7% de diarréia, sendo que 81,5% dos cuidadores procuraram atendimento fora de sua residência, mas apenas 48,4% visitaram um centro de saúde. Apenas 17,0% das crianças com diarréia recebeu reidratação oral em casa. Outro estudou foi realizado através de entrevista de cerca de mil cuidadores de crianças menores de cinco anos no Quênia ocidental. De acordo com os resultados, os cuidadores com a educação formal eram mais propensos a fornecer a solução de reidratação e visitar uma unidade de saúde. Os dados dos estudos evidenciam a alta prevalência de diarréia em locais carentes, sendo que o acesso a informações também é prejudicado. A intervenção e ações que visem informar a população em relação aos cuidados para evitar a desidratação, assim como o soro oral, é de extrema importância, para evitar casos graves de diarréia e desidratação, os quais podem culminar em morte.


Fontes: Saha D; Akinsola A; Sharples K; et al. Health Care Utilization and Attitudes Survey: understanding diarrheal disease in rural Gambia. Am J Trop Med Hyg; 89(1 Suppl): 13-20, 2013 Jul. Omore R; O'Reilly CE; Williamson J; et al. Health care-seeking behavior during childhood diarrheal illness: results of health care utilization and attitudes surveys of caretakers in western Kenya, 2007-2010. Am J Trop Med Hyg; 89(1 Suppl): 29-40, 2013 Jul. Nutrição e Pediatria - 11/dez/2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Projeto de lei aprovado na Câmara libera venda de remédios para emagrecer

Na contramão do que definiu a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza a produção e venda de determinados remédios para emagrecer.

A proposta se refere a medicamentos feitos a partir de substâncias como sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

Os últimos três, do grupo das anfetaminas, foram proibidos em outubro de 2011, por determinação da Anvisa, que entendeu não haver comprovação da eficácia e que o risco do seu uso supera o benefício. A sibutramina foi mantida no mercado, mas com restrições.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e, se não receber recurso para ser votado em cinco dias pelo plenário, segue para votação no Senado.

O texto original da proposta apresentada pelo deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) queria proibir a Anvisa de atuar na regulamentação desse setor, mas os deputados entenderam que a medida poderia ser inconstitucional e preferiram liberar a comercialização sob prescrição médica.

Relator da matéria, o deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), votou pela constitucionalidade da proposta. "Entendo que, em vez de proibir-se a Anvisa de vetar a produção e comercialização dos anorexígenos enumerados, como previa o projeto original, a solução mais certa é autorizar diretamente, por meio de projeto de lei, a produção, comercialização e consumo, sob prescrição médica".

Dias depois da decisão que baniu parte dos emagrecedores e instituiu regras mais rígidas para o uso da sibutramina, em 2011, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, classificou a venda dos inibidores no Brasil como "abusiva, muito alta, só crescente".

A restrição ao uso dos inibidores de apetite foi duramente criticada por entidades médicas.

Procurada sobre a aprovação na Câmara, a Anvisa afirmou que não se manifestaria.



Fonte: AGÊNCIA FOLHA


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Até fim da década, venda de água engarrafada deve ultrapassar a de refrigerantes nos EUA


Poucas bebidas são encontradas em mais lugares ao redor do mundo que a Coca-Cola. Mas a água engarrafada hoje está desafiando seu predomínio. Até o final desta década, ou antes, as vendas de água engarrafada nos Estados Unidos deverão ultrapassar as dos refrigerantes carbonatados, segundo Michael C. Bellas, da Beverage Marketing Corporation.

Preocupações sobre obesidade e doenças relacionadas

“Nunca vi nada parecido”, disse Bellas, que observa a ascensão da água no setor desde a década de 1980. As vendas de água em garrafas plásticas padrão de peso leve cresceram a um ritmo de mais de 20% por trimestre de 1993 a 2005, disse ele. O crescimento se estabilizou por volta de 8 a 9%.Essa mudança apresentou um duplo desafio para a Coca-Cola Company e sua rival PepsiCo nos últimos anos. As duas empresas vendem linhas de água engarrafada -Dasani da Coca e Aquafina da Pepsi-, mas tiveram dificuldade para estabelecer o predomínio no negócio mais rentável das chamadas “águas realçadas” -que inclui águas carbonatadas (com gás) e com sabor e aquelas com adição de vitaminas e sais minerais- onde uma horda de novas empresas de bebidas como TalkingRain e Fruit2O lhes faz forte concorrência.As constantes preocupações sobre obesidade e doenças relacionadas estão conduzindo a tendência. Em setembro, Michelle Obama apoiou fortemente a água, unindo-se a Coca-Cola, Pepsi e Nestlé Waters, entre outras, para tentar convencer os americanos a beber mais desse líquido. A água engarrafada também ficou mais barata, aumentando sua atração. Embalagens com 24 garrafas de meio litro de algumas marcas podem ser compradas por US$ 2, ou cerca de US$ 0,08 a garrafa (cerca R$ 0,16).


Fonte: Alimentação Fora do Lar

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Consumo de feijão



O feijão é um alimento de elevado consumo em diversas regiões do mundo, sendo considerado um alimento nutritivo e que contribui de forma expressiva na qualidade da alimentação, como na alimentação dos brasileiros. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de analisar a tendência da frequência do consumo do feijão nos anos de 2006 a 2009 nas capitais brasileiras. De acordo com os resultados, o consumo de feijão cinco ou mais vezes por semana variou de 71,85% (2006) a 65,79 (2009). Na maior faixa de frequência de consumo ao longo de todo o período estudado estão incluídas as capitais Goiânia, Belo Horizonte, Palmas, Cuiabá e Brasília. As pessoas com IMC na categoria adequado/baixo peso apresentaram as maiores frequências de consumo em relação aos indivíduos com sobrepeso e obesidade. Outro estudo foi realizado com o objetivo de analisar a ingestão de folato nos períodos pré e pós-fortificação. Os dados dietéticos foram coletados por recordatório de 24 horas (R24h) no Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA-Capital) em 2003 e 2007/2008, estratificando-se a população segundo fase da vida e sexo. De acordo com os resultados, antes da fortificação, o feijão foi o alimento que mais contribuiu para a ingestão de folato; após, o maior contribuinte passou a ser o pão, porém o feijão permaneceu importante. A fortificação foi bem-sucedida (aumentou a ingestão dentro de níveis seguros), porém, gera preocupação a elevada proporção no grupo alvo, mulheres adultas, que não atingem a recomendação para ingestão de folato. Os dados dos estudos enfatizam a importância em relação ao consumo de feijão, sendo este um alimento que deve ter sua ingestão incentivada, devido ao seu valor nutricional, contribuindo de forma direta para a qualidade na alimentação. 


Fontes: Velásquez-Meléndez, Gustavo; Mendes, Larissa Loures; Pessoa, Milene Cristine; et al. Tendências da frequência do consumo de feijão por meio de inquérito telefônico nas capitais brasileiras, 2006 a 2009. Ciênc. saúde coletiva; 17(12): 3363-3370, dez. 2012. Marchioni, Dirce Maria Lobo; Verly-Jr., Eliseu; Steluti, Josiane; Cesar, Chester Luis Galvão; Ingestão de folato nos períodos pré e pós-fortificação mandatória: estudo de base populacional em São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica; 29(10): 2083-2092, Out. 2013. Saúde Pública - 3/dez/2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quinoa

 
 

A quinoa é um alimento, em forma de grão, muito utilizado atualmente, por ser altamente nutritivo, rico em proteínas. Seus grãos são utilizados de diversas formas e o desenvolvimento de produtos que os contenham é uma área da pesquisa que vem aumentando nos últimos anos. Estudo recente foi desenvolvido com o intuito de buscar alternativas para as crianças que têm distúrbios alimentares, com intolerância à lactose. Segundo o estudo, há pouca opção no mercado de bebidas achocolatadas que atendam tais pessoas. Neste estudo, foi desenvolvida uma formulação achocolatada isenta de glúten, proteínas lácteas e lactose, preparada de extrato hidrossolúvel de arroz e de quinoa. De acordo com os resultados, o produto achocolatado desenvolvido atendeu aos padrões microbiológicos exigidos pela legislação, sendo adequado para o consumo humano. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar as propriedades de cereais matinais, que fazem parte principalmente da dieta ocidental. De acordo com os resultados, os flocos a base de quinoa apresentaram propriedades mecânicas adequadas para o consumo. Os dados dos estudos evidenciam algumas utilizações para a quinoa, sendo de grande interesse o desenvolvimento de mais alimentos à base deste grão, devido a seu alto valor nutricional.
 
 
Fontes: Bento, Rafaela Suzuki; Scapim, Mônica Regina da Silva; Ambrósio-Ugri, Miriam Carla Bonicontro. Desenvolvimento e caracterização de bebida achocolatada à base de extrato hidrossolúvel de quinoa e de arroz. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 71(2): 317-323, abr.-jun. 2012. Medina WT; de la Llera AA; Condori JL; et al. Physical properties and microstructural changes during soaking of individual corn and quinoa breakfast flakes. J Food Sci; 76(3): E254-65, 2011 Apr. Saúde Pública - 5/dez/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Idosos valorizam mais os alimentos frescos e naturais


Os consumidores da terceira idade estão atentos à qualidade dos alimentos industrializados e já sabem identificar alguns dos principais indicadores nas embalagens, mesmo tendo dificuldade para entender os rótulos. É o que revela uma pesquisa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), realizada em parceria com o Hcor (Hospital do Coração). O estudo foi feito com 102 idosos cardiopatas no ambulatório de geriatria do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e no setor de consultórios do Hcor.

Propagandas não são direcionadas à terceira idade

Dentre os atributos importantes para a terceira idade, “natural” e “fresco” foram citados por 34,3%, “pouca gordura” e “reduzido em sal” citado por 15,7% e “vitaminado” por 11,8%. Os atributos “sem açúcar” (8,8%) e “qualidade na produção” (7,8%) também receberam indicações expressivas.
Contudo, a maioria dos idosos acredita que as propagandas não são direcionadas à terceira idade (78,4%), embora os produtos direcionados ao idoso sejam percebidos como “bons para a saúde” (77,5%).

Hábitos de consumo

Os idosos realizam a maioria de suas refeições em casa (91,2%), sendo que 40,2% fazem em companhia do cônjuge. As mulheres são mais envolvidas com a compra de alimentos, conhecem mais marcas e são mais fiéis a elas do que os homens (67%). As classes A e B, devido a um passado maior de experiências em consumo, apresentam maior fidelidade às marcas (57,1%).
As embalagens são o quesito mais preocupante para os idosos: 83% citaram dificuldade de abertura e 71,6% consideram difíceis de entender as informações dos rótulos. Além disso, cerca de 78% reclamaram das letras muito pequenas.
Os homens são mais dispostos a degustação (54,9%), sendo que 44% desconfiam da qualidade do produto disponibilizado para experimentação. Outra conclusão importante é que 93,6% das mulheres relacionam a localização nas prateleiras como fundamental para a escolha dos produtos.
“Os idosos precisam ser plenamente conhecidos e compreendidos, em seus desejos e limitações de aquisição dos alimentos”, justifica a pesquisadora Marianna Magnoni.
 
 
Fonte: Alimentação Fora do Lar

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Anvisa interdita lote de emulsificante para panificação

A Anvisa interditou cautelarmente, nesta segunda-feira (02/12), o lote 0007 do produto Emulsificante, marca Gordurina Emulsant, fabricado pela empresa Emulsant Indústria Comércio Importação e Exportação em 14/02/2013 e com validade até 14/02/2014. O lote em questão apresenta bromato em sua composição, e está, portanto, em desacordo com a legislação vigente.


Interdições cautelares vigoram pelo prazo de 90 dias a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Fonte: Imprensa/Anvisa