quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Apenas oito marcas de azeite podem ser consideradas extravirgem, diz Proteste

Em uma análise da Associação de Consumidores Proteste com 19 marcas de azeite vendidas no Brasil como “extravirgem”, apenas 8 foram aprovadas dentro dessa denominação. As marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real não podem nem ser consideradas azeite, segundo o estudo. Esses rótulos receberam adição de outros óleos e gorduras em proporções fora da legislação vigente.

Azeites reprovados serão retirados do mercado

Outras sete marcas (Gallo, Borges, Carbonell, Pramesa, Beirão, La Espanhola e Serrata) foram classificados como “apenas virgens”. As únicas marcas aprovadas pela Proteste foram Cardeal, Carrefour, Olivas do Sul, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor e Qualitá.
A entidade afirma que irá notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura sobre as irregularidades encontradas. “Cabe aos órgãos reguladores avaliar esta questão e retirar do mercado esses azeites que não condizem com as normas”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

Metodologia utilizada nos testes

Uma das marcas classificadas como “apenas virgem”, a Borges contestou “de forma veemente a metodologia e os resultados divulgados.” A empresa afirma ter “todos os documentos oficiais que comprovam a qualidade do nosso produto” e acusa a Proteste de não divulgar informações sobre a metodologia utilizada nos testes, gerando dúvidas sobre a credibilidade do resultado.
A Proteste afirma que os parâmetros da análise foram rigorosos e divulgou que a Borges tentou censurar previamente, na Justiça, a divulgação do resultado.
Procuradas, as empresas responsáveis pelas marcas Figueira da Foz, Vila Real, e Quinta d’Aldeia não tiveram representantes localizados.

Fonte: alimentação Fora do Lar

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