sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Saiba como identificar se seu chope está fora da validade





Identificar um chope vencido não é tarefa das mais fáceis para o consumidor. Mas, em meio a tantos flagrantes da venda da bebida fora do prazo de validade, em operações do Procon-RJ, vale ficar mais atento ao paladar. Quem achar, por exemplo, que o sabor está mais ácido do que de costume deve verificar com o comerciante a data-limite permitida para o consumo, segundo as informações que constam do selo colado no barril. A etiqueta é obrigatória, segundo o Procon-RJ.
Sommelier de cervejas e criador da página virtual mestre-cervejeiro.com, Daniel Wolff afirma que o gostinho de ferrugem, ácido e meio azedo, revela a oxidação da bebida, demonstrando que o chope pode estar fora do prazo de validade.
— Muitas vezes, a falta de limpeza do equipamento que transfere o chope para a tulipa pode trazer essa oxidação. A estocagem e a temperatura impróprias também fazem com que a bebida envelheça mais rapidamente — disse.
Daniel acrescenta, no entanto, que alguns tipos de chope ficam ainda mais saborosos quando envelhecem.
— De qualquer forma, se um garçom servir uma bebida oxidada, e o cliente não gostar, ele tem todo o direito de pedir outra — afirmou.
Segundo o sommelier de cervejas, o ideal é que chope seja consumido o mais próximo possível da data de fabricação. O especialista esclarece ainda que, depois de ir para o barril, o prazo médio de validade da bebida é de dez dias. Depois de o recipiente ser aberto, a validade fica mais curta: de um dia para o outro.


Fonte: Jornal Extra

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mais da metade da população brasileira tem excesso de peso


Dados inéditos do Ministério da Saúde revelam que, pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%. Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%.

O estudo inédito também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Em 2006, quando os dados começaram a ser coletados pelo Ministério, o índice era de 11%. O aumento atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Na primeira edição da pesquisa, 11% dos homens e 11% das mulheres estavam obesos. Atualmente, 18% das mulheres estão obesas. Entre os homens, a obesidade é de 16%.

O estudo retrata os hábitos da população e é um importante instrumento para desenvolver políticas públicas de saúde e estimular os hábitos saudáveis. Nesta edição, foram entrevistados 45,4 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal, entre julho de 2012 a fevereiro de 2013.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os dados servem de alerta para que toda a sociedade se articule para controlar o aumento da obesidade e do sobrepeso no país. “Os dados reforçam que a hora é agora. Se não tomarmos - o conjunto da sociedade, familiares, trabalho, agentes de governo -, as medidas necessárias, se não agirmos agora, corremos o risco de chegar a patamares de obesidade como os do Chile e dos Estados Unidos. Por isso temos que agir fortemente", disse. 
ALIMENTAÇÃO - Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, há importante influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros. Forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros.
Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fieis - 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.
FASES DA VIDA – Se na faixa etária entre 18 e 24 anos, 28% da população está acima do peso ideal, a proporção quase dobra na faixa etária dos 35 anos aos 44 anos, atingindo 55%.  O percentual de obesidade acompanha este crescimento e mais que dobra se comparados os dois períodos: 7% para 19%, respectivamente. Com o passar dos anos, os brasileiros também tendem a diminuir a prática da atividade física: 47% dos jovens com idade entre 18 a 24 anos se exercitam regularmente. E entre 35 a 44 anos, o índice cai para 31%.
O Vigitel 2012 mostra ainda que o envelhecimento da população reflete positivamente na alimentação do brasileiro. Se entre os 18 e 24 anos mais da metade dos homens brasileiros come carne com gordura regularmente (48%), este índice cai para 27% entre aqueles que já passaram dos 65 anos. O fenômeno se repete com o consumo de refrigerante. Entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, 36 % declararam tomar regularmente a bebida. Aos 65 anos, o percentual cai para menos de um terço, ficando em 12%.
Em contrapartida, há aumento de consumo de frutas e hortaliças nas faixas etárias superiores. Entre os 18 e 24 anos, 17% comem cinco porções/dia e 24% cinco porções semanais. Aos 65 anos, os percentuais aumentam para 28% e 46%, respectivamente.
ESCOLARIDADE - O Vigitel 2012 permite ainda conhecer os hábitos dos brasileiros conforme o sexo e a escolaridade. Frutas e hortaliças estão presentes regularmente no cardápio de 45% dos brasileiros que concluíram, no mínimo, 12 anos de estudo. O percentual reduz para 29% entre as pessoas que estudaram até, no máximo, oito anos.
Se levarmos em consideração a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 400 gramas diárias de frutas e hortaliças, as proporções vão para 31% para quem tem 12 anos e mais de escolaridade e 18% para quem não conclui o ensino fundamental ou tem menos de oito anos de escolaridade.
A gordura saturada também é mais comum na mesa das pessoas com menos estudo: 32% comem carne com excesso de gordura e 53% bebem leite integral regularmente.  Já entre a população com maior escolaridade, os percentuais registrados estão abaixo da média nacional, com 27% e 47%, respectivamente.
A pesquisa revela também que 45% da população com mais de 12 anos de estudo praticam algum tipo de atividade física (no horário livre de lazer). O percentual diminui para menos de um quarto da população (21%) para quem estudou até oito anos. Os homens (41%) são mais ativos que as mulheres (26%). A frequência de exercícios físicos no horário de lazer entre mulheres com mais de 12 anos de estudo (37%) é o único indicador da população feminina que figura acima da média nacional (33%).
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, como o Vigitel apontou menores frequências de obesidade e excesso de peso entre pessoas com mais anos de estudo, o crescente aumento da escolaridade dos brasileiros registrado nos últimos anos pode representar uma expectativa positiva em relação ao controle a esses fatores de risco. "De 2000 a 2010, a tendência foi um grande crescimento do nível educacional. É um condicionante importante para a redução da velocidade do crescimento da obesidade e do sobrepeso", disse.
COMBATE À OBESIDADE - A obesidade, o sedentarismo e má alimentação são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Um dos objetivos do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é deter o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade.
Em março, o Ministério da Saúde criou a Linha de Cuidados da Atenção Básica para excesso de peso e outros fatores de risco associados ao sobrepeso e à obesidade até o atendimento em serviços especializados. A Atenção Básica proporciona diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, o que inclui também atendimento psicológico.
A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Atualmente, 77% dos 2.040 NASFs contam com nutricionistas; 88,6% com psicólogos e 50,4% com professores de educação física. A evolução do tratamento deve ser acompanhada por uma das 39,2 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros.
O Programa Academia da Saúde é a principal estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. Até agora, já foram repassados R$ 175 milhões, de um total de investimento previsto de R$ 390 milhões. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. Atualmente, há mais de 2,8 mil polos habilitados para construção em todo o país e outros 155 projetos pré-existentes que foram adaptados e custeados pelo Ministério da Saúde.
O ministro Padilha destacou a importância de investir e ampliar o Programa Academia de Saúde para melhorar os hábitos e ampliar a atividade física entre os brasileiros. Por isso, vai discutir com secretários municipais e estaduais de Saúde a ampliação deste programa.
O Ministério da Saúde investe também em ações preventivas para evitar a obesidade em crianças e adolescentes, como o Programa Saúde na Escola (PSE), que este ano está aberto aos municípios e passa a atender creches e pré-escolas. São mais de 50 mil escolas que participam do programa.
Outra medida é a parceria do Ministério com Federação Nacional de Escolas Particulares para distribuição de 18 mil Manuais das Cantinas Escolares Saudáveis como incentivo a lanches menos calóricos e mais nutritivos. O Ministério também mantém acordo com a indústria para redução do teor de sódio entre os alimentos. O acordo voluntário prevê redução gradual de sal em 16 categorias de alimentos habituais na mesa do brasileiro, entre eles, o famoso pão francês.  
AVALIAÇÃO DO PESO IDEAL - O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo.  Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal. Outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.
Dados de excesso de peso por capital:
Capitais/DF
Total (%)
Masculino (%)
Feminino (%)
Aracaju
51,5
60
44,6
Belém
50,4
57,2
44,6
Belo Horizonte
48,1
52
44,7
Boa Vista
47,5
52,9
42,3
Campo Grande
56,3
61,4
51,6
Cuiabá
51,8
57,7
46,3
Curitiba
51,6
55,5
48,1
Florianópolis
48,6
50,2
47,2
Fortaleza
52,8
56,5
49,6
Goiânia
49,4
52,0
47
João Pessoa
50,9
55,3
47,3
Macapá
51,7
55,0
48,6
Maceió
52,4
56,4
49
Manaus
52
52,6
51,5
Natal
52,2
54,9
50,0
Palmas
45,3
53
38,1
Porto Alegre
54,1
59,9
49,3
Porto Velho
52,4
55,8
48,9
Recife
53,3
54,3
52,4
Rio Branco
53,9
57,8
50,3
Rio de Janeiro
52,4
54,7
50,4
Salvador
47,3
45,8
48,7
São Luís
45,3
52,3
39,5
São Paulo
52,1
56,1
48,6
Teresina
46,4
53,2
40,8
Vitória
48,0
55,2
42
Distrito Federal
46,6
49,3
44,2
Dados de obesidade por capital:
Capitais/DF
Total (%)
Masculino (%)
Feminino (%)
Aracaju
18
19,5
16,8
Belém
16,1
17
15,3
Belo Horizonte
14,5
13,3
15,5
Boa Vista
15,1
14,9
15,3
Campo Grande
21
19,6
22,3
Cuiabá
19,2
19,5
18,9
Curitiba
16,3
16
16,6
Florianópolis
15,7
16,2
15,4
Fortaleza
18,8
18,7
18,8
Goiânia
14
11,8
15,9
João Pessoa
19,9
21,1
18,9
Macapá
17,6
15,7
19,3
Maceió
19,9
18,5
21,1
Manaus
19,6
19,1
20
Natal
21,2
19,9
22,3
Palmas
15,7
15
16,4
Porto Alegre
18,4
17,8
18,9
Porto Velho
18,9
18,3
19,6
Recife
17,7
16,8
18,3
Rio Branco
21,3
18,5
23,9
Rio de Janeiro
19,5
17,1
21,5
Salvador
14,1
9,8
17,7
São Luís
13,2
14,2
12,3
São Paulo
17,8
17,6
18
Teresina
15,0
16,3
13,9
Vitória
15,5
17,0
14,2
Distrito Federal
14,3
13,5
14,9
 
 IMC
 Classificação
 Abaixo de 18,5
 Baixo peso
 Entre 18,6 e 24,9
 Peso ideal (parabéns)
 Entre 25,0 e 29,9
 Sobrepeso
 Entre 30,0 e 34,9
 Primeiro grau de obesidade
 Entre 35,0 e 39,9
 Segundo grau de obesidade
 Acima de 40
Obesidade grave

Fonte: Ministério da Saúde

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Treinamento para cozinheiras, auxiliares de cozinha, confeiteiras, saladeiras e demais profissionais que atuam em cozinhas na produção de alimentos

CONTEÚDO:

1-      Importância do controle higiênico sanitário
2-      Manual de boas práticas
3-      Higiene das mãos
4-      Higiene de equipamentos, utensílios e ambiente
5-      Higiene dos alimentos
6-      Microbiologia alimentar
7-      Recebimento e armazenamento de gêneros (estoque)
8-      Coleta de amostras e temperatura
9-      Descongelamento dos alimentos
10-  Utensílios adequados para a cozinha
11-  Segurança na cozinha

LOCAL: Centro Comercial Evidence. Rua Bento Gonçalves, 205. Centro – Guaíba

DATA E HORÁRIO: 28 de setembro de 2013 (sábado) das 14:00 as 17:30

DURAÇÃO DO CURSO: 3 horas (meia hora disponível para coffee break)

INVESTIMENTO: R$ 50,00 – 50% do valor deverá ser pago via depósito identificado no Banco Santander (agência:  1103        Conta: 01009395-0      ) ou Banco Bradesco (agência:  0325      Conta:      0120378-9 )  e 50% no dia do curso. A inscrição será validada, somente após o envio dos dados e confirmação do depósito bancário.

SERÃO ACEITAS INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 19/09/2013

Será oferecido material didático e certificado.

INFORMAÇÕES:
Telefones : 51- 98190921 (TIM) e 51- 8165.5425 (TIM)

Ministrantes:  Nutricionista Patricia Streb da Silva CRN² 4845– Pós graduanda em Nutrição Materno Infantil pelo Hospital Moinhos de Vento. Graduada em Nutrição pela Unisinos.

                        Nutricionista Juliana Vieceli CRN²  8399 - Graduada em Nutrição pela Unisinos.  Especialização em consultoria e auditoria na área de alimentação pela Unisinos. MBA em Gestão Empresarial pela Unisinos.


OBS.: Caso o participante não compareça no dia do treinamento, os 50% do valor depositado não será devolvido.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Estado vai mapear hábitos alimentares de 13 mil estudantes



Escolas estaduais paulistas vão medir e pesar alunos dos ensinos fundamental e médio a partir da segunda metade de setembro.

O objetivo é traçar um perfil dos hábitos alimentares de 13 mil alunos e acompanhar casos de obesidade, sedentarismo e doenças como hipertensão e diabetes.

O levantamento será feito por amostragem e vai incluir 128 escolas que atendem alunos de 6 a 18 anos.

Quatro profissionais de cada instituição, entre eles o professor de educação física e o diretor, já foram capacitados e orientados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para começar com as pesagens e medições, segundo Ana Leonor Sala Alonso, coordenadora de Infraestrutura e Serviços Escolares da Secretaria da Educação.

Junto à medição, à pesagem e ao questionário que deverá ser preenchido pela família do aluno, a Secretaria da Educação vai fazer alterações na merenda dessas unidades. Segundo a pasta, as primeiras mudanças já têm ocorrido desde janeiro.

"Já reduzimos o uso do sal. Vamos fazer outras mudanças com base nos dados do levantamento", diz Ana Leonor.

Seis meses depois da primeira etapa serão feitas novas medições para avaliar se houve perda de peso e melhora na saúde desses jovens.

"Também queremos atingir as famílias [dos alunos]. Isso deve ocorrer com as equipes de Saúde da Família e com as atividades da Escola da Família, que acontecem dentro das escolas inclusive aos fins de semana."

Ainda para atingir os familiares dos alunos, a secretaria deve desenvolver palestras e materiais impressos.

"Temos alguns materiais baseados em indicadores que apontam para o aumento nos casos de hipertensão e diabetes entre crianças e adolescentes. Queremos fazer outros materiais com foco no caso do aluno, com uma linguagem voltada a toda família", afirma Ana Leonor.

A participação dos jovens não é obrigatória. Os pais terão que preencher um termo de consentimento.
 




Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Consumo de chá

 


O chá verde é preparado com Camellia Sinensis, a partir de folhas frescas que são rapidamente tratadas no vapor, inibindo a sua fermentação. Apresenta na sua composição fitoquímicos, substâncias importantes presentes em alimentos, que agem como antioxidantes, entre outras funções. Os flavonóides do chá são: catequinas, epicatequina (EC), epicatequina galato (ECG), epigalocatequina (EGC) e epigalocatequina galato (EGCG), juntas apresentam 30 a 50% dos sólidos do chá. Destaca-se ainda que vários fatores influenciam na presença desses flavonóides no chá, como o processamento, que varia de acordo com a enzima polifenol oxidase e também a origem da planta. Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de investigar a associação entre consumo de chá verde e incontinência urinária em mulheres entre 40 e 75 anos. Foi avaliado o consumo de chá verde, chá preto e café. De acordo com os resultados, sugere-se uma associação inversa entre incontinência urinária e consumo habitual de chá verde no grupo estudado, destacando-se ainda que não houve evidência entre a incontinência para o consumo de chá preto e café. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o papel do chá verde e preto no potencial inibitório de enzimas relacionadas ao controle da hiperglicemia e obesidade. Os resultados do estudo sugerem que o chá preto pode auxiliar em dietas de restrição de carboidratos. Os dados dos estudos evidenciam outras características relacionadas ao consumo de chás. Mais pesquisas devem ser realizadas com o objetivo de estabelecer melhor estes parâmetros e promover informações aos consumidores em relação aos tipos de chás e a maneira como devem ser consumidos. 


Fontes: Hirayama F; Lee AH. Green tea drinking is inversely associated with urinary incontinence in middle-aged and older women. Neurourol Urodyn; 30(7): 1262-5, 2011 Sep. Pereira, L. L. S; Souza, S. P; Silva, M. C; et al. Atividade das glicosidases na presença de chá verde e de chá preto. Rev. bras. plantas med; 12(4): 516-518, out.-dez. 2010. Alimentos Funcionais - 28/ago/2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Medida do corpo se relaciona à evolução de diabetes


Um estudo desenvolvido na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP elaborou uma análise comparativa entre as medidas de circunferência da cintura de idosos e a pré-disposição para o desenvolvimento de diabetes. Segundo os resultados, à medida que os valores de circunferência da cintura aumentam, também cresce as chances de desenvolvimento de diabetes.
A pesquisa da nutricionista Luiza Antoniazzi Gomes de Gouveia, sob orientação da professora doutora Maria de Fátima Nunes Marucci, procurou identificar os valores de circunferência da cintura em idosos, que se associam ao desenvolvimento de doenças e agravos não transmissíveis, segundo sexo e grupo etário. “Nesse grupo se encaixam as doenças cardíacas, hipertensão arterial e diabetes mellitus” ressalta a pesquisadora. Para Luiza, a demanda atual por valores de referência para a avaliação do risco para essas doenças em idosos é uma das principais motivações para o estudo, que contou com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Durante o projeto, a pesquisadora realizou um estudo longitudinal, baseado nos dados do chamado Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento. Esse levantamento foi realizado com idosos residentes no município de São Paulo, nos anos 2000 e 2006, sob coordenação de docentes do Departamento de Epidemiologia da FSP. Ao todo, 2.143 idosos participaram do estudo no ano 2000, dos quais 1.115 foram reentrevistados em 2006.
No período de análise, foram observados os dados dos idosos que, no ano 2000, não apresentaram as doenças referidas no estudo. A partir dos valores de circunferência da cintura obtidos em 2000, estabeleceu-se uma relação com os que passaram a referir essas doenças no ano de 2006 na mesma população. “A partir dos idosos que não referiram essas doenças (doença cardíaca, hipertensão arterial e diabetes mellitus) no ano de 2000, verificou-se pelo método de curvas ROC (Receiver Operating Caracteristics) e das razões de verossimilhança, quais os valores de circunferência da cintura que apresentaram a melhor capacidade preditiva do desenvolvimento de doença, no período de 6 anos”, conta Luiza.
Os resultados das relações revelaram que, com relação à maior capacidade de desenvolvimento de diabetes, os pacientes nessa condição apresentaram valores de circunferência da cintura maior ou igual a 87 centímetros (cm) para mulheres, e maior ou igual a 99 cm para homens, na faixa etária de 60 a 74 anos. “Esses valores são maiores do que os números usualmente trabalhados na área da saúde, que seriam maior ou igual a 80 cm e menor do que 88 cm, ou maior ou igual a 88 cm, para as mulheres, e maior ou igual a 94 cm e menor do que 102 cm, ou maior ou igual a 102 cm, para os homens, e que foram estabelecidos anteriormente em pesquisa com população adulta”, completa.
Risco para outras doenças
Segundo a nutricionista, ainda que os valores de circunferência da cintura identificados na pesquisa sejam capazes de discriminar apenas o risco para diabetes mellitus, eles contribuem também para o diagnóstico de outras doenças. Isso acontece pois “a diabetes mellitus além de doença, constitui fator de risco para outras enfermidades, como hipertensão arterial e aumento da chance de eventos cardiovasculares”. Dessa forma, valores de circunferência da cintura, capazes de discriminar a referência da doença, podem ser considerados preditores de enfermidades e agravos não transmissíveis.

Luiza ressalta a importância do reconhecimento desses valores como indicativos de risco. “Essa conclusão permite que intervenções sejam adequadamente direcionadas, constituindo grande benefício para a saúde pública, principalmente em se tratando da possibilidade de prevenção de doenças com elevada prevalência nesse grupo etário”, conclui.
Fonte: USP - Universidade de São Paulo

sábado, 24 de agosto de 2013

Dipoa interdita fabricante do LatVida




A Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, decidiu interditar a unidade industrial da VRS – Indústria de Laticínios Ltda, localizada em Estrela, por irregularidades encontradas em vistoria realizada, na madrugada da última quarta-feira, por fiscais do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), juntamente com agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor.
Na inspeção, os fiscais lavraram dois autos de infração contra a empresa. A vistoria atendeu denúncia recebida pela fiscalização, de que a empresa, fabricante da marca LatVida, estaria reaproveitando, de maneira indevida, produtos em suas linhas de produção. Os fiscais, segundo relatório emitido, destacaram que a empresa, que já estivera envolvida na Operação Leite Compen$ado, estava burlando a fiscalização e o depósito não apresentava as condições exigidas.
Segundo nota emitida no final da tarde desta sexta-feira, a Dipoa destaca que na vistoria do dia 21 “foram verificados procedimentos em desacordo com os preconizados pela inspeção oficial, caracterizando descumprimento do Regime Especial de Fiscalização, no qual a empresa estava submetida”.
Por isso, depois de analisar a defesa apresentada pela empresa, a Dipoa decidiu pela interdição do estabelecimento, como medida cautelar que vigorará até que as irregularidades sejam sanadas.
Ao mesmo tempo, definiu que, em função dos reiterados problemas verificados na linha UHT, a mesma será suspensa e seus rótulos serão cancelados.

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Além das comidas gordurosas, comissão do Senado veta bebida de baixo teor nutricional nas cantinas escolares





Bebidas com baixo teor nutricional e alimentos com alto nível de açúcar, de sódio ou de gorduras saturada e trans terão a venda proibida em cantinas de escolas da rede de educação básica, decidiu a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

O projeto, que não necessitou passar pelo plenário do Senado - e por isso mesmo teve votação suplementar quarta-feira, 21, visto que tinha sido aprovado na semana passada - segue agora para a Câmara.

A proposta, apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), muda o Decreto-Lei 986, de 1969, que instituiu as normas básicas sobre alimentos e a venda dos produtos nas cantinas escolares. 

O projeto altera ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente e determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) desenvolva ações de educação nutricional, promoção de alimentação saudável, prevenção e controle de distúrbios nutricionais e de doenças associadas à alimentação e nutrição de crianças e adolescentes.

Quando o projeto for aprovado pela Câmara e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, os estabelecimentos que não observarem a proibição de venda de produtos gordurosos ou com alto teor de açúcar não poderão ser licenciados nem ter alvarás renovados. Relatora da proposta, a senadora Ângela Portela (PT-RR) disse que o avanço da obesidade infantil e das doenças relacionadas à dieta já motivou Estados e municípios a restringir a venda, nas escolas, de produtos alimentícios considerados não saudáveis.


Fonte: Agência ESTADO