quarta-feira, 31 de julho de 2013

Semana Mundial de Aleitamento Materno - SMAM




A Semana Mundial de Aleitamento Materno faz parte de uma história mundial focada na Sobrevivência, Proteção e Desenvolvimento da Criança.



Desde sua criação em 1948 que a Organização Mundial de Saúde – OMS tem entre suas ações aquelas voltadas a saúde da criança, devido a grande preocupação com a mortalidade infantil. Em 1990, de um encontro organizado pela OMS e UNICEF resultou um documento adotado por organizações governamentais e não governamentais, assim como, por defensores da amamentação de vários países, entre eles o Brasil.


O documento chamado “Declaração de Innocenti” apresentou quatro objetivos operacionais:

• Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
• Implementar os "10 passos para o sucesso da amamentação" em todas as maternidades;
• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.


Com o objetivo de seguir os compromissos assumidos pelos países com a assinatura do documento, foi fundada em 1991 a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação – WABA. Essa Organização criou no ano de 1992 a Semana Mundial de Aleitamento Materno, para promover as metas da “Declaração de Innocenti”.


A Semana Mundial é considerada como veículo para promoção da amamentação. Ocorre em 120 Países e, oficialmente, é celebrada de 1 a 7 de agosto. A WABA define, a cada ano, o tema a ser trabalhado na Semana, lançando materiais que são traduzidos em 14 idiomas. Entretanto, a data e o tema podem ser adaptados em cada País a fim de que seja obtido mais e melhores resultados do evento.

No Brasil, o Ministério da Saúde coordena a Semana Mundial de Aleitamento Materno desde 1999. Sendo responsável pela adaptação do tema para o nosso País e elaboração e distribuição de cartaz e folder. Tem o apoio de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.



Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ministério da Saúde do Reino Unido anuncia acordo voluntário para adoção de nova rotulagem nutricional






O novo modelo de rotulagem britânico será em cores e colocado na parte frontal das embalagens para ajudar os consumidores a seguirem uma dieta saudávelA Ministra da Saúde do Reino Unido anunciou, em junho deste ano, que as grandes multinacionais MARS UK, Nestle UK, PepsiCo UK, and Premier Foods irão adotar sistema único de rotulagem nutricional codificado com cores na parte frontal das embalagens de alimentos.  Essas empresas se juntam às grandes varejistas Sainsbury, Tesco, ASDA, Morrisons, o Co-operative e Waitrose e McCain Foods que já adotaram esse tipo de rotulagem nutricional.  A proposta tem como objetivo unificar os diversos tipos de informação nutricional utilizados no país e tornar mais fácil para as pessoas a tarefa de fazer escolhas mais saudáveis. O sistema irá combinar as cores do semáforo nutricional com a informação do quanto de gordura total, gordura saturada, sal, açúcar e calorias os produtos alimentícios contêm. Foram muitas discussões entre o governo do Reino Unido, as indústrias de alimentos, as ONGs de saúde e outros parceiros para acordar o sistema proposto e o uso de uma única etiqueta por todas as marcas.   A obesidade e alimentação inadequada custam bilhões de libras ao sistema público de saúde do Reino Unido a cada ano. São muitas as evidências de que mudanças na alimentação podem ter um grande impacto para a saúde e para prevenção de doenças crônicas - tais como doenças cardíacas - mais tarde na vida. As pessoas vão poder usar as cores para entender os níveis de nutrientes nos alimentos que estão comendo. Os rótulos não são projetados para demonizar os alimentos com muito vermelhos, mas para que as pessoas considerem o que elas estão comendo e certifiquem-se de que estão seguindo uma dieta saudável. As empresas que se inscreveram para usar o novo rótulo hoje já representam mais de 60% de todos alimentos que são vendidos no Reino Unido. O novo rótulo incluirá as informações abaixo por porção: • A quantidade de energia - em quilocalorias e quilojoules -, gordura total, gordura saturada, sal e açúcar. Os valores serão apresentados como “Dietary Reference” - anteriormente conhecido como VDR (Valor Diário de Referência) - e vai mostrar o quanto a ingestão máxima diária uma porção representa.• Um sistema de códigos em cores consistente vermelho, âmbar ou verde (considerando a quantidade por 100g e não por porção, salvo se o valor em uma parcela superior a 30 por cento do VDR). Para a pesquisadora em alimentos do Idec Ana Paula Bortoletto Martins esta é uma das medidas de fundamental importância também para o Brasil. “Considerando que a obesidade e outras doenças crônicas vem crescendo no país, o uso do semáforo nutricional pode auxiliar os consumidores brasileiros a fazer escolhas alimentares mais saudáveis” acredita Ana. 



 Fonte: IDEC



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Qualidade da alimentação do brasileiro



O consumo alimentar da população brasileira sofreu transformações nas últimas décadas, devido a diversos fatores, como acesso aos alimentos. Deste modo, a transição nutricional se fez evidente, trazendo a obesidade como um problema de saúde pública, apesar da desnutrição, muitas vezes decorrente da qualidade da dieta se manter um problema em diversos grupos populacionais. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de analisar características do consumo de alimentos fora do domicílio no Brasil. De acordo com os resultados, constatou-se que a alimentação fora de casa apresenta predominância de alimentos de alto conteúdo energético e pobre conteúdo nutricional, indicando que o consumo de alimentos fora do domicílio deve ser considerado nas ações de saúde pública voltadas para a melhoria da alimentação dos brasileiros. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de caracterizar o consumo alimentar mais frequente da população brasileira. De acordo com os resultados, constatou-se que existe um padrão básico do consumo alimentar no Brasil que inclui entre os alimentos mais consumidos arroz, café, feijão, pão de sal e carne bovina, associado ao consumo regional de alguns poucos itens. Destacou-se ainda, entre os adolescentes, consumo frequente de alimentos ricos em gordura e açúcar. Os dados dos estudos evidenciam diretrizes para intervenções nutricionais, uma vez que a qualidade nutricional dos grupos estudados não está adequada de um modo geral, gerando fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. 


Fontes: Ilana Nogueira Bezerra; Amanda de Moura Souza; Rosangela Alves Pereira; et al. Consumo de alimentos fora do domicílio no Brasil. Rev. Saúde Pública vol.47 suppl.1 São Paulo Feb. 2013. Souza, Amanda de M.; Pereira, Rosangela A.; Yokoo, Edna M.; et al. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev Saude Publica; 47(supl.1): 190s-199s, Fev. 2013. Saúde Pública - 25/jul/2013 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Palestra para Semana da SIPAT na empresa Guaíba Química




A Slim Consultoria e Assessoria em Nutrição participou da Semana da SIPAT na Empresa Guaíba Química, na cidade de Guaíba-RS.
Os colaboradores foram recepcionados com um café da manhã saudável e após assistiram a palestra sobre Alimentação Saudável.

Caso tenha interesse em desenvolver projetos como este em sua empresa, entre em contato conosco através dos e-mails abaixo:


terça-feira, 23 de julho de 2013

Sal x Iodo


O consumo de sal tem se mostrado elevado em todo o mundo, sendo seu excesso relacionado como fator de risco na presença de hipertensão arterial. O controle de sal na dieta deve ocorrer na presença e como prevenção para hipertensão. De acordo com estudo recente, a ingestão elevada de sódio, presente no sal está associada a resultados negativos para a saúde. Deste modo o estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os níveis de sal nas refeições prontas no Reino Unido. De acordo com os resultados, a quantidade de sal foi alarmante, sendo que as pizzas apresentavam os maiores teores dos alimentos avaliados. Porém, como o sal é utilizado em grande quantidade, também pode ser considerado como um veículo de fortificação, como pode ser observado através de estudo recente, o qual destaca o fato de distúrbios por deficiência de iodo terem sido predominantes na China até a introdução da iodação universal em 1985. O estudo destaca ainda que o consumo excessivo de sal pode levar ao risco, embora baixo, de consumo excessivo de iodo, sendo recomendada a monitorização regular de iodo urinário e mais pesquisas sobre o impacto do excesso de iodo. Os dados dos estudos destacam a importância do consumo moderado do sal, sendo este enriquecido com iodo. O consumo feito de forma adequada, contribui para o consumo equilibrado de iodo e contribui para minimizar os riscos da ingestão elevada de sódio. 


Fontes: Jaworowska A; Blackham T; Stevenson L; et al. Determination of salt content in hot takeaway meals in the United Kingdom. Appetite; 59(2): 517-22, 2012 Oct. Wu Y; Li X; Chang S; et al. Variable iodine intake persists in the context of universal salt iodization in China. J Nutr; 142(9): 1728-34, 2012 Sep. Saúde Pública - 23/jul/2013      Nossos Patrocinadores   © Copyright Nutrição em Pauta. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que é Gorduras Trans ?


É um tipo específico de gordura proveniente do processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen dos animais) ou industrial.



Para que ela é tanto utilizada pela indústria?


Para modificar a composição, estrutura e consistência de um óleo tornando-o sólido a temperatura ambiente. Isso afeta a estrutura, estabilidade, sabor, aroma, qualidade de estocagem, características sensoriais e visuais dos alimentos.



Por que devemos evitar o seu consumo?


  • Ocasiona o aumento do LDL (colesterol “ruim”) em grau similar ao causado pelos ácidos graxos saturados. Em contraste com todos os demais ácidos graxos, os isômeros trans implicam a diminuição do HDL (colesterol “bom”).
  • Parece aumentar o risco de doença coronariana mais do que qualquer outro macronutriente, aumentando substancialmente o risco mesmo para baixos níveis de consumo (1% a 3% do total de energia consumido).
  • Pode ser transferida tanto pela placenta quanto pelo leite materno, afetando o processo de crescimento e de desenvolvimento da criança.


Qual é a recomendação para consumo?


A recomendação é que seja consumido o mínimo possível. Segundo a Organização Mundial da Saúde, não deve ultrapassar 1% do valor calórico da dieta. Isso significa que em uma dieta de 2000 kcal, o máximo a ser ingerido por dia são 2 g. Para uma criança de 6 a 10 anos, por exemplo, o máximo seria 1,5 g.


Em média, os percentuais de ingestão de ácidos graxos trans por meio da alimentação são:


  • 80 a 90% de alimentos obtidos por hidrogenação parcial;
  • 2 a 8% de alimentos provenientes de animais ruminantes;
  • 1 a 1,5% de óleos refinados, sendo que sua reutilização, principalmente no preparo de alimentos fritos, pode tornar significativa a sua contribuição na ingestão diária de ácidos graxos trans.


Os ácidos graxos trans provenientes da carne ou de laticínios de ruminantes parecem não trazer problemas maiores para a saúde pública, talvez pela pouca quantidade ingerida (1% a 8% do total de gorduras ou menos de 0,5% do total de calorias ingeridas) ou por suas diferenças biológicas em relação aos produzidos por hidrogenação.



Devemos desconfiarmos através dos ingredientes, mas nem sempre poderemos ter certeza se o produto contém gordura trans



1-      Existem casos em que  o fabricante utiliza gordura trans e afirma isso tanto nos ingredientes quanto nas informações nutricionais.


2-      Outros apesar de não acrescentar a gordura trans ao produto, a empresa não esconde a gordura trans presente naturalmente nos ingredientes, provavelmente da “gordura do leite”, e coloca isso de maneira clara nas informações nutricionais.



Vejam que em ambos os casos, os fabricantes poderiam ter colocado 0 g de gordura trans nas informações nutricionais, pois a quantidade é igual a 0,2 g.

      3-   Em outros casos ainda,  a empresa se aproveita da legislação  para colocar “0% gordura trans na porção” estampado na embalagem e para colocar “ZERO gramas” na tabela nutricional. Mas, não esconde a informação nos ingredientes, pois aparece ali a “gordura vegetal hidrogenada”.


Conseguimos confirmar o “ZERO gordura trans” porque não há gordura vegetal, carne, leite e derivados nos ingredientes.


O fabricante não define o tipo de gordura vegetal utilizada. Isso significa que pode ser gordura trans, mas não temos como afirmar, pois existem outros tipos de gordura vegetal.


A gordura de palma é uma gordura vegetal que tem sido utilizada como forma de substituição da gordura trans, por exemplo. Porém, apesar de ser rica em vitamina E, ela ainda contém 50% da gordura na forma saturada podendo provocar doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade quando consumida em excesso.



Fontes:

*Resolução RDC no 360, de 23 de dezembro de 2003.


**DIAS, J.R.; GONÇALVES, E.C.B.A. Avaliação do consumo e análise da rotulagem nutricional de alimentos com alto teor de ácidos graxos trans. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 29(1): 177-182, jan.-mar. 2009.


***RIBEIRO, A.P.B.; MOURA, J.M.L.N.; GRIMALDI, R.; GONÇALVES, L.A.G. Interesterificação Química: Alternativa para Obtenção de Gorduras Zero Trans. Quim. Nova, Vol. 30, No. 5, 1295-1300, 2007.


****OOMEN, C.M.; OCKE, M.C.; FESKENS, E.J.; VAN ERP-BAART, M.A.; KOK, F.J.; KROMHOUT, D. Association between trans fatty acid intake and 10-year risk of coronary heart disease in the Zutphen Elderly Study: a prospective population-based study. Lancet: 357: 746-51, 2001.


*****MERÇON, Fábio. O que é gordura trans?. Química Nova na Escola, v. 32, n. 2, 2010.


******Jakobsen MU, Bysted A, Andersen NL, Heitmann BL, Hartkopp HB, Leth T, et al. Intake of ruminant trans fatty acids and risk of coronary heart disease – an overview. Atheroscler Suppl. 2006; 7: 9-11.