segunda-feira, 24 de junho de 2013

Preços dos alimentos vão subir 10% com alta do dólar



O consumidor vai pagar mais caro, a partir do mês que vem, pelos produtos importados por conta de um cenário de alta do dólar. A valorização da moeda resultará em aumento de mais de 10% nos preços de vinhos, massas, bacalhau, feijão preto e alimentos à base de trigo e soja.
 
 
A divisa subiu mais uma vez e fechou em R$ 2,25, com alta de 1,69%. É a maior cotação desde o dia 1º de abril de 2009, quando ficou em R$ 2,28.
 
Para Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), o feijão preto, que vem da China, será o primeiro produto a ficar mais caro. “O dólar sobe, os demais itens acompanham”, diz.
 
O gerente da loja Empório Gourmet Show, Leonardo Santos, afirma que os preços das mercadorias importadas devem subir em julho. “Renovamos o estoque mês a mês. Teremos aumento de 6 a 8% em vinhos e no azeite”, prevê.
 
PREPARE O BOLSO

Se a moeda norte-americana mantiver a tendência de alta, o consumidor vai sentir no bolso. Nada de imediato, garantem especialistas. No entanto, como os produtos de Natal começam a ser comprados pelos mercados a partir de setembro, itens da ceia também vão ficar mais caros.
 
Fornari analisa: “Em épocas como Natal e Páscoa, há bons números de vendas em produtos importados, como bacalhau e azeite, entre outros. Se o dólar continuar nesse patamar, vai passar de 10% o aumento no preço dos produtos importados, diz.
 
PREÇOS VÃO SUBIR

Poucos itens vão escapar das frequentes altas do dólar. De acordo com Pedro Raffy, professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, produtos nacionais que usam matérias-primas importadas também terão seus preços elevados. Brinquedos que vêm de fora, por sua vez, e que dependem da reposição dos estoques estão na lista. Os reajustes tendem a ocorrer de forma lenta.
 
SERÁ DIFÍCIL BAIXAR
 
Para Demilson Guilhem, especialista em câmbio e dólar e diretor da HESS Brasil, são os produtos agrícolas ou derivados, como soja, milho e trigo, que terão repasse imediato. “Tenha certeza que o impacto virá e não será fácil de contorná-lo de forma simples, porque cada vez mais dependemos de produtos e serviços vindos do exterior”, diz.
 
SEGURANDO O GASTO
 
Nessa evolução do dólar, o caminho para o consumidor vai ser reduzir os gastos ou optar por produtos nacionais, recomendam especialistas. O casal Diego Luz, 30, e Wanessa Luz, 27, acompanha a alta do dólar e já pega leve quando vai às compras: “Estamos consumindo menos vinho e frios por causa disso, mas ainda continuamos comprando”, afirmou Diego.


Fonte: O Dia - Online

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