sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vinho: benefícios à saúde



O vinho, produto da fermentação alcoólica do suco de uvas, é uma bebida consumida em todo o mundo e os estudos relacionados aos seus componentes revelam importantes qualidades nutricionais em relação ao seu consumo em quantidades adequadas. Pesquisa recente foi desenvolvida tendo em base informações de estudos epidemiológicos e experimentais, os quais revelam que o hábito de beber vinho de forma moderada, principalmente o vinho tinto, diminui o risco de doenças cardiovasculares e vasculares. As bases experimentais para estes benefícios ainda não são conhecidas completamente, mas sabe-se que parte se deve a componentes antioxidantes, como epicatequina, catequina, resveratrol e protoancianidinas. Sendo que estes dois últimos tem sido relacionados aos efeitos cadioprotetores presentes em vinhos e uvas.Além disso, de acordo com os estudos, deve-se dar a devida importância ao aumento das lipoproteínas de alta densidade, causado pelo consumo de álcool. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar os efeitos de frações não alcoólicas de vinho na síntese de óxido nítrico endotelial em células humanas. De acordo com os resultados, alguns dos componentes não alcoólicos do vinho aumentam a produção de óxido nítrico e assim sugerem que o consumo moderado de vinho pode beneficiar o sistema cardiovascular através de efeitos semelhantes ao estrogênio. Deste modo, os dados dos estudos sugerem que o consumo moderado de vinho fornece beneficios à saúde. Para tanto, seu consumo deve ser orientado e realizado por pessoas que não apresentem restrições em relação ao consumo de álcool.


Fontes: Bustamante-Novella, Guillermo. Wine and heart. Rev. peru. cardiol. (Lima); 37(2/3): 127-132, mayo-dic. 2011. Simoncini T; Lenzi E; Zöchling A; et al. Estrogen-like effects of wine extracts on nitric oxide synthesis in human endothelial cells. Maturitas; 70(2): 169-75, 2011 Oct. Alimentos Funcionais - 28/jun/2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lanches X Qualidade Nutricional


O consumo adequado dos nutrientes é de fundamental importância em todas as fases da vida. Porém, muitas vezes em algumas fases como adolescência, as refeições não são consumidas de forma adequada, o que pode ocasionar consumo inadequado de nutrientes. Este fato pode ser observado através de estudo recente, o qual foi desenvolvido com o objetivo de verificar a prevalência da substituição do almoço e do jantar por lanches em adolescentes e a associação com estado nutricional e sexo, assim como avaliar os alimentos que substituem as refeições. De acordo com os resultados, um terço dos 106 adolescentes avaliados substituiu o almoço e metade deles substituiu o jantar por lanches, principalmente entre o sexo feminino. Ainda de acordo com o estudo, houve maior prevalência de substituição do almoço (40%) e do jantar (70%) por lanche entre adolescentes obesos, sendo sanduíches, salgados, pizzas e hambúrgueres os principais substitutos das refeições, sendo estes considerados de alta densidade energética e baixo valor nutritivo. Outra refeição que poderia agregar nutrientes necessários a esta faixa etaria são os lanches, que poderiam fornecer fontes de nutrientes que complementariam o consumo diário. Porém, estudo recente avaliou uma opção de lanche, utilizada em algumas merendas escolares, que são as barras de cereais comerciais, verificando que apresentam baixa qualidade nutricional, sendo pobre em proteínas, dentre outros nutrientes. Deste modo, o estudo foi realizado com o objetivo de desenvolver uma barra de cereal adequada em nutrientes, utilizando ingredientes como arroz, milho inteiro e semolina, germe de trigo, aveia, albumina de ovo e leite em pó. Mel, clara de ovo, óleo de soja e sacarose foram usadas como xarope de ligação. De acordo com os resultados, houve boa aceitação em relação à avaliação sensorial e o valor nutricional adequado para o publico a que se destina. Os dados dos estudos evidenciam a necessidade da melhora da qualidade da alimentação nesta fase da vida, sendo de fundamental importância a orientação nutricional para que o consumo alimentar seja realizado de forma equilibrada, assim como o desenvolvimento e oferta de alimentos nutritivos, para contribuir com o aporte nutricional e calórico.


Fontes: Teixeira, Amanda Solimani; Philippi, Sonia Tucunduva; Leal, Greisse Viero da S.; et al. Substituição de refeições por lanches em adolescentes. Rev. paul. pediatr; 30(3): 330-337, set. 2012. Olivera C, Margarita; Ferreyra D, Verónica; Giacomino M, Silvia; et al. Development of nutritive cereal bars and effect of processing on the protein quality. Rev Chil Nutr; 39(3): 18-25, set. 2012. Saúde Pública - 26/junho/2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Receita de ketchup caseiro

 Ketchup caseiro 

Ingredientes:
      •   500g de extrato de tomate de boa qualidade.
      •   100ml de vinagre branco.
      •   1 colher de chá de adoçante ou 2 colheres de sopa de açúcar.
      •   1 colher de chá de molho de pimenta.
Modo de preparo:
  • Misture bem todos os ingredientes e sirva acompanhando sanduíches, carnes ou o que preferir.
  • Rendimento: 30 porções (1 colher de sopa 15g).
  • Tempo de preparo: 10 minutos.
  • Dificuldade: fácil. 
Ketchup Caseiro Porção de 30 g (1 colher de sopa)
Valor Energético16,88 Kcal
Carboidratos3,2 g
Proteína0,74 g
Gordura Total0,12 g
Gorduras Saturadas0,09 g
Gorduras Trans0 g
Fibra Alimentar Total0 g
Sódio87 mg

*Os valores contidos na tabela referem-se à receita utilizando adoçante, ao utilizar açúcar o valor calórico será um pouco mais alto.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Intolerância à lactose

 
Intolerância à lactose, açúcar presente no leite, é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre em pessoas que não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náusea e sintomas de má digestão. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de investigar a má absorção de lactose e frutose como causas de dor abdominal recorrente em crianças. De acordo com os resultados, a intolerância à lactose ou à frutose pode ser estabelecida como causas de dor abdominal recorrente, sendo que sua retirada da dieta pode amenizar os sintomas. Porém, ainda de acordo com o estudo, na prática clínica, a sensação persistente de intolerância em alguns pacientes deve ser considerada a ponto de poder justificar a eliminação prolongada destes alimentos. Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de determinar o efeito em curto e longo prazo do tratamento em crianças com dor abdominal crônica. Foram avaliadas crianças que apresentavam crescimento bacteriano elevado no intestino delgado, tratadas com probióticos e intolerantes à lactose foram tratadas com dieta restrita de lactose. De acordo com os resultados, a dor abdominal crônica diminuiu após cinco meses de tratamento em ambos os casos, sendo que este efeito positivo persistiu em apenas metade das crianças. Os dados dos estudos enfatizam a importância do diagnóstico e controle da dieta em casos de intolerância à lactose, sendo que seu benefício pode ocorrer em curto e longo prazo, mas seus sintomas podem retornar após a reintrodução da lactose. Deste modo, o diagnóstico precoce e tratamento adequado podem contribuir para o controle dos sintomas e assim favorecer o consumo alimentar adequado, contribuindo para o estado nutricional e saúde dos que apresentam intolerância à lactose.


Fontes: Gijsbers CF; Kneepkens CM; Büller HA. Lactose and fructose malabsorption in children with recurrent abdominal pain: results of double-blinded testing. Acta Paediatr; 101(9): e411-5, 2012 Sep. Ockeloen LE; Deckers-Kocken JM. Short- and long-term effects of a lactose-restricted diet and probiotics in children with chronic abdominal pain: a retrospective study. Complement Ther Clin Pract; 18(2): 81-4, 2012 May. Nutrição Clínica - 24/jun/2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Preços dos alimentos vão subir 10% com alta do dólar



O consumidor vai pagar mais caro, a partir do mês que vem, pelos produtos importados por conta de um cenário de alta do dólar. A valorização da moeda resultará em aumento de mais de 10% nos preços de vinhos, massas, bacalhau, feijão preto e alimentos à base de trigo e soja.
 
 
A divisa subiu mais uma vez e fechou em R$ 2,25, com alta de 1,69%. É a maior cotação desde o dia 1º de abril de 2009, quando ficou em R$ 2,28.
 
Para Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), o feijão preto, que vem da China, será o primeiro produto a ficar mais caro. “O dólar sobe, os demais itens acompanham”, diz.
 
O gerente da loja Empório Gourmet Show, Leonardo Santos, afirma que os preços das mercadorias importadas devem subir em julho. “Renovamos o estoque mês a mês. Teremos aumento de 6 a 8% em vinhos e no azeite”, prevê.
 
PREPARE O BOLSO

Se a moeda norte-americana mantiver a tendência de alta, o consumidor vai sentir no bolso. Nada de imediato, garantem especialistas. No entanto, como os produtos de Natal começam a ser comprados pelos mercados a partir de setembro, itens da ceia também vão ficar mais caros.
 
Fornari analisa: “Em épocas como Natal e Páscoa, há bons números de vendas em produtos importados, como bacalhau e azeite, entre outros. Se o dólar continuar nesse patamar, vai passar de 10% o aumento no preço dos produtos importados, diz.
 
PREÇOS VÃO SUBIR

Poucos itens vão escapar das frequentes altas do dólar. De acordo com Pedro Raffy, professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, produtos nacionais que usam matérias-primas importadas também terão seus preços elevados. Brinquedos que vêm de fora, por sua vez, e que dependem da reposição dos estoques estão na lista. Os reajustes tendem a ocorrer de forma lenta.
 
SERÁ DIFÍCIL BAIXAR
 
Para Demilson Guilhem, especialista em câmbio e dólar e diretor da HESS Brasil, são os produtos agrícolas ou derivados, como soja, milho e trigo, que terão repasse imediato. “Tenha certeza que o impacto virá e não será fácil de contorná-lo de forma simples, porque cada vez mais dependemos de produtos e serviços vindos do exterior”, diz.
 
SEGURANDO O GASTO
 
Nessa evolução do dólar, o caminho para o consumidor vai ser reduzir os gastos ou optar por produtos nacionais, recomendam especialistas. O casal Diego Luz, 30, e Wanessa Luz, 27, acompanha a alta do dólar e já pega leve quando vai às compras: “Estamos consumindo menos vinho e frios por causa disso, mas ainda continuamos comprando”, afirmou Diego.


Fonte: O Dia - Online

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mapa altera padrões de embalagens de refrescos para proteger o consumidor


Instruções Normativas acrescentam a Declaração Quantitativa de Ingredientes nas embalagens e veda uso de sprays e outras formas de embalagens para essas bebidas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento padronizou nesta quinta-feira, 20 de junho, a identidade e a qualidade de preparado sólido (pó) para refresco e para bebida composta; xarope; preparado líquido para refresco, refrigerante, bebida composta e para chá; e bebidas prontas para consumo: refresco, refrigerante, bebida composta, soda e chá.
As Instruções Normativas também alteram a forma de divulgação de quantidades de ingredientes em embalagens e proíbe a utilização de recipientes e embalagens tipo flaconetes (tubos de plásticos), conta-gotas, spray, ampolas, copos-medidas ou outros que possam caracterizar que esse tipo de bebida tenha uso farmacêutico, medicamentoso ou terapêutico. A orientação é que sejam comercializadas em outros tipos de recipientes, como garrafas e embalagens cartonadas.
De acordo com o diretor do Departamento de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Ricardo Cavalcanti, os rótulos com a Declaração Quantitativa de Ingredientes (QID, sigla em inglês) seguem uma tendência internacional e atende ao disposto no Código de Defesa do Consumidor permitindo que o cidadão tenha mais consciência e liberdade de escolha em relação ao produto que vai comprar.
“Por exemplo, ao não permitir que essas bebidas sejam comercializadas em spray e outras formas, evitamos que o consumidor faça uso de um produto que tecnicamente é apenas uma bebida e não possui nenhum tipo de ação medicamentosa” explica o diretor do Dipov, Ricardo Cavalcanti.
Com as novas normas, as bebidas devem especificar na embalagem em letras maiúsculas a quantidade de produto de origem vegetal que será consumida após a preparação dos pós de refresco e dos preparados líquidos ou ao beber refresco, refrigerante, bebida composta, soda e chá pronto para consumo.
As empresas que já possuem registro Mapa terão 360 dias, a contar da data da publicação das normas, para adequar suas embalagens às exigências. A concessão de novos registros só será feita se as empresas se adequarem a nova norma.


Fonte: Ministério da Agricultura

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Projeto do Idec promove gastronomia sustentável em restaurantes


 
O Idec organizou um encontro com chefs e donos de restaurante, em parceria com a Oxfam e o Slow Food, para lançamento do Menu Desafio Cresça. O projeto voltado para chefs e donos de restaurante promove a gastronomia sustentável e apresenta cinco princípios simples que podem ser praticados pelos estabelecimentos. Essas medidas valorizam uma cozinha mais criativa e sustentável na hora das compras, no armazenamento e no preparo de alimentos e na estrutura do estabelecimento.  Além do evento, o Idec também lançou uma página especial para que os restaurantes compartilhem as suas experiências.  
“Cerca de 65,3% dos brasileiros costumam comer fora de casa. Isso significa que restaurantes têm um grande potencial de ser multiplicadores de uma alimentação saudável e da produção sustentável de alimentos, além fazerem economia no estabelecimento”, diz o pesquisador do Idec João Paulo Amaral.
 
‘Menu’ reúne mais de 30 pessoas
 
O encontro contou com mais de 30 chefs e donos de restaurantes de São Paulo. Primeiro os participantes fizeram uma degustação com alimentos nativos e regionais, porém sem dizer quais eram os nomes dos ingredientes. O desafio era adivinhar o que se comia. 
 
Depois os participantes foram separados em cinco diferentes mesas, cada uma representando um dos princípios do Desafio, e acompanharam a apresentação do ‘Menu Desafio Cresça’, conduzida pelo pesquisador do Idec, João Paulo Amaral, com intervenções dos parceiros que complementaram o menu com as atividades de suas organizações: da Oxfam Brasil, Verônica Barbosa; da ONG Banco de Alimentos, Luciana Chinaglia Quintão; do Instituto Alana e responsável pelo projeto Satisfeito, Luiza Esteves; o produtor orgânico da zona sul de São Paulo Ernesto Oyama; dos Hortelões Urbanos, Claudia Visoni; do Slow Food São Paulo, Cênia Salles; da campanha Segunda Sem Carne, Mônica Buava Caliman; do Instituto Kairós, o representante que falou sobre Grupos de Consumo Responsável, Arpad Spalding; e da Casa Jaya, um centro eco-cultural com restaurante, lanchonete e jardins, Rafael Vitiello Ravi. 
 
Papo de café
 
Após a apresentação do ‘Menu’, os cinco grupos fizeram uma rodada de conversas dentro do tema de cada mesa orientados pela questão: “Qual a minha experiência com a gastronomia sustentável e por que daria certo ou não?”. Depois dessa conversa, os participantes puderam trocar de tema e discutir em cada grupo quais as possibilidades de soluções e mudanças. Após compartilhar todos os resultados das conversas, a chef Claudia Zym apresentou o nome dos pratos servidos na degustação e explicou como cozinhar alimentos regionais e orgânicos, muitas vezes sem a necessidade de cozimento.
 
Confira um resumo dos debates de cada grupo:
 
Evite o Desperdício
 
O grupo mostrou como vários problemas ligados ao desperdício de alimentos têm origens culturais. Há uma possível rejeição dos consumidores, que dificulta o enfrentamento deste tema por parte dos restaurantes. Mesmo com campanhas de conscientização em diversos meios, ainda há muita sobra de comida que acaba indo para o lixo. A gestão desse equilíbrio entre produção e consumo é um desafio. 
 
Sazonal e Regional
 
O diálogo do grupo se iniciou em torno da dificuldade de não oferecer um determinado prato por não ter um dado ingrediente sazonal, trazendo riscos de perda da clientela. Uma solução é um cardápio que tenha um prato permanente e outros sazonais. O grupo observou que clientes de restaurantes veganos ou vegetarianos são mais abertos a essas mudanças. O grande desafio é conquistar os clientes de outros restaurantes.
 
Apoio o pequeno produtor
 
Entre as soluções estão cardápios mais abertos, incluindo pratos surpresa; e montar o cardápio com base na produção de pequenos produtores com que os chefs têm contato. O grupo reconhece a busca ativa por produtores orgânicos que atendam às necessidades dos estabelecimento. E importante ter um plano B para não prejudicar o negócio, como outro produtor ou mesmo um mercado orgânico. Quanto à escala, alguns restaurantes compram mais do que outros. A solução apresentada foi a troca de experiências com outros chefs para se formar grupos de consumo responsáveis.
 
Menos carne
 
O primeiro desafio com certeza é a resistência dos clientes, seguida da dificuldade de apresentar coisas novas e mudar um cardápio consagrado. Foi levantado o fato de haver no Brasil um preconceito invertido: as pessoas não se abrem a novos sabores e não compreendem o uso integral dos alimentos. Temos muita fartura e também desperdício. Outra questão é a educação alimentar: ‘comer carne’ é projetado como símbolo de status. 
O grupo também levantou a questão: se não existissem agrotóxicos e sementes que pertencem a uma corporação, não existiria fome no mundo? 
 
Cozinha Eficiente
 
Trabalhar com o fornecimento de pequenos produtores pode funcionar, mas muitas vezes é necessário quando a escala do restaurante é expressiva, por exemplo, recorrer a outros fornecedores. Falta informação sobre o que é sobra, e como a aproveitar melhor, e o que é resto. Para mudar essa situação o grupo propôs a troca de informações das equipes dos restaurantes e também clientes, para explicar o conceito da gastronomia sustentável. 
 
O consenso foi a necessidade de mais restaurantes engajados na luta contra a fome e pela gastronomia sustentável. A ‘tarefa de casa’ dos participantes foi levar o folheto ‘Menu Desafio Cresça’, tentar aplicar os desafios propostos e contar a experiência no site do Desafio. 
 
 Fonte: IDEC

terça-feira, 18 de junho de 2013

Inquérito alimentar e intervenção nutricional




Os inquéritos alimentares são de fundamental importância para estimar a quantidade e frequência de consumo alimentar pelos indivíduos ou grupos, durante um período de tempo, sendo então utilizados para verificar possíveis erros alimentares, para os quais uma intervenção nutricional será realizada.
Os inquéritos são usados em diversos estudos da área da saúde, como pode ser verificado em estudo recente, o qual foi desenvolvido com o objetivo de descrever os procedimentos utilizados para estimar as medidas de massa e volume dos itens mais consumidos no Brasil e apresentar propostas que possam ser adotadas para o aprimoramento do cálculo de quantidades ingeridas nos inquéritos alimentares. Para tanto foram utilizados os dados do Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009 para descrever as frequências brutas das unidades de medida referidas para os cinco itens mais consumidos no Brasil (arroz, feijão, café, pão e carne bovina frita). De acordo com os resultados, a colher de servir foi a medida mais citada para o arroz (57%); a concha, para o feijão (80%); a xícara de café, para café (36%); unidade, para pão de sal (88%) e bife, para carne bovina frita (54%). Ainda de acordo com o estudo, esforços para melhorar a quantificação dos alimentos consumidos em inquéritos nacionais se justificam para serem comparados com internacionais e assim contribuir para elaboração de recomendações e guias de alimentação e nutrição.
Outra pesquisa foi desenvolvida para analisar se a redução de preços para a compra de alimentos saudáveis leva a mudanças nos relatos de consumo e quantidades de alimentos. De acordo com os resultados, foi verificado que a intervenção substancial no preço pode ser eficaz em melhorar dietas, umas vez que no estudo, este procedimento esteve relacionado ao maior consumo de frutas, verduras e alimentos integrais e menor consumo de açúcar, alimentos ricos em sal, frituras, carnes processadas, dentre outros.
Os dados dos estudos evidenciam a importãncia de se conhecer de forma adequada o consumo alimentar de indivíduos e populações, para colaborar com a intervenção nutricional, como o desenvolvimento de guias alimentares, além da importância das intervenções como facilitar o acesso a alimentos saudáveis. Deste modo, mais estudos e intervenções nessa área podem contribuir para a melhora do estado nutricional de forma geral na população, evitando os problemas relacionados com a obesidade.



Fontes: Bezerra, Ilana Nogueira; Monteiro, Luana Silva; Araujo, Marina Campos; et al. Procedimentos empregados na estimativa das medidas de massa e de volume de alimentos selecionados pelo Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev. nutr; 25(5): 646-655, set.-out. 2012.
An R; Patel D; Segal D; et al. Eating better for less: a national discount program for healthy food purchases in South Africa. Am J Health Behav; 37(1): 56-61, 2013 Jan.
Saúde Pública - 17/jun/2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sódio presente nos alimentos processados é o maior vilão do consumo excessivo de sal




1) O que causa a hipertensão arterial?
O consumo excessivo de sal é um dos principais causadores da hipertensão arterial, além de contribuir diretamente para o desenvolvimento de outras doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e renais.Pesquisa internacional denominada Burden of Diseases Study detectou que 75% da população mundial consome 4 gramas de sal por dia, o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 2 gramas diários. O estudo foi feito por 488 cientistas de 303 instituições em 50 países, entre 1990 e 2010. Este excesso vem, principalmente, dos alimentos processados. Eles contêm sal na forma do seu princípio ativo: o sódio.

2) Como é detectada a hipertensão arterial?
A hipertensão arterial acontece quando os níveis da pressão estão acima de valores de referência para a população geral. Apesar do valor normal de pressão arterial ser de 120x80 mmHg, considera- se alteração de pressão apenas quando os valores forem superiores a 140x90 mmHg. No caso das crianças, os valores variam de idade para idade e são sempre mais baixos do que a referência nos adultos. Há muitas crianças hipertensas, pois o problema não é uma exclusividade dos adultos.Qualquer indivíduo pode apresentar esporadicamente níveis de pressão arterial altos sem que seja considerado hipertenso. Somente a manutenção dos níveis permanentemente altos em múltiplas medições, em diferentes horários, em várias posições e condições (repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão arterial. A medida da pressão arterial deve ser realizada apenas com aparelhos confiáveis.

3) Como o sal pode ser reduzido da alimentação?
Algumas dicas simples podem ser bastante úteis para conseguir reduzir o sal. São elas:- Retirar o saleiro da mesa;- Controlar o uso do sal no cozimento;- Preferir sempre alimentos frescos;- Substituir o sal por temperos e ervas frescas ou secas (como alho, cebola, salsa e pimenta vermelha fresca, por exemplo);- Evitar os temperos prontos;- Temperar a salada de outras formas (com azeite de oliva, limão, vinagre, vinagre balsâmico e ervas, por exemplo);- Evitar sopas prontas e embutidos, assim como conservas salgadas, salgadinhos, frios salgados e queijos gordos.Outra dica é ler sempre o rótulo dos alimentos. Procure escolher as versões com pouco sódio.Consuma adoçantes como estévia, sucralose, frutose e aspartame, já que os mais comuns têm sódio. Para as comidas enlatadas, como milho e palmito em conserva, a dica é remover o excesso de sal deixando-as de molho em água fresca por uma hora.


Autor Dr. Mauro Scharf Endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica.p

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hipertensão arterial

A hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, pode prejudicar os vasos sanguineos, coração, rins e cérebro. Pode acomenter homens e mulheres, de todas as idades. A hipertensão é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas, sendo responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão. Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de identificar quais são os indivíduos presentes na rede social de hipertensos que atuam como suporte/ajuda durante a doença e no tratamento da hipertensão. De acordo com os resultados, a rede familiar como a mais representativa no apoio ao hipertenso, principalmente com relação à alimentação e uso de medicamentos; e o médico, como o profissional mais citado, tendo sua ação restrita à prescrição. Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de associar a hipertensão arterial com fatores dietéticos de adultos clinicamente selecionados para programa de mudança de estilo de vida. De acordo com os resultados, houve correlação positiva da pressão arterial diastólica com o consumo de colesterol e açúcar; e negativa com a ingestão de fibras, porções de óleo e qualidade da dieta, sendo ainda constatado neste estudo que a maior variedade da dieta ofereceu efeito protetor para alteração da pressão arterial sistólica. Os dados dos estudos evidenciam que a hipertensão arterial acomete grande número de pessoas e deve ser tratada desde o seu diagnóstico, através dos cuidados alimentares e uso de medicamentos, além da melhora da qualidade de vidade forma geral, para contribuir para a saúde e longevidade dos hipertensos.


Fontes: Faquinello, Paula; Marcon, Sonia Silva; Waidmann, Maria Angélica Pagliarini. A rede social como estratégia de apoio à saúde do hipertenso. Rev Bras Enferm; 64(5): 849-856, set.-out. 2011. Oliveira, Erick Prado de; Camargo, Karina Fernandes de; Castanho, Gabriela Kaiser Fullin; et al. A variedade da dieta é fator protetor para a pressão arterial sistólica elevada. Arq Bras Cardiol; 98(4): 338-343, abr. 2012. Nutrição Clínica - 12/junho/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cafeína e emagrecimento

1) O que é a cafeína?A cafeína é uma substância famosa em todo o planeta por suas propriedades estimulantes. Sua utilização é documentada desde a antiguidade, onde vegetais de inúmeras espécies como cacau e diversas ervas eram consumidos com o intuito de “despertar, animar e até alegrar”. Já na atualidade, as principais fontes são bebidas como o café e o guaraná (bebida genuinamene brasileira).É quimicamente classificada como um alcaloide da classe das xantinas; possui solubilidade moderada, e é facilmente difundida através das membranas biológicas. Sua taxa de absorção é de praticamente 100% pelo trato gastrointestinal e atinge concentração plasmática máxima em torno de 30 a 60 minutos após a ingestão via oral. Sabe-se também que em doses de 10mg/kg (para uma pessoa de 80kg, isso equivale a 8 xícaras de café expresso) sua meia-vida, ou seja, o tempo para sua concentração no organismo reduzir pela metade, varia de 2,5 até 10h. 2) Quais são as ações da cafeína?Entre suas principais ações ergogênicas são relatadas a estimulação do sistema nervoso central, do músculo cardíaco, o relaxamento da musculatura lisa e uma ação diurética nos rins, sempre em um mecanismo dose-dependente.A cafeína é também alvo de estudos por atuar como uma catecolamina, se ligando a receptores β-adrenérgicos e aumentando a lipólise (mobilização de gorduras) no tecido adiposo.É bom que saibamos que existe uma diferença entre mobilizar e “queimar” (oxidar) gorduras. O processo de diminuição do percentual de gordura corporal envolve as duas etapas: Após a mobilização, é necessário oxidar a gordura mobilizada, caso contrário, a mesma retorna ao tecido adiposo, onde permanece estocada até que haja um novo estímulo para sua mobilização.Acredita-se que por esta ação, a cafeína melhora o rendimento esportivo em atividades de longa duração, mobilizando uma maior quantidade de gordura, que servirá de substrato energético, e ocasionando por consequência uma economia de glicogênio (estoque de carboidratos). A queda nos estoques de glicogênio é relatada como um dos fatores que influenciam na queda no rendimento em atividades de longa duração.Em exercícios máximos de alta intensidade, através de mecanismos menos conhecidos, a cafeína poderia ter uma ação no aumento da propagação do impulso nervoso e alguns efeitos neuromusculares, facilitando assim o recrutamento de fibras e melhorando adaptação fisiológica ao exercício. 3) A cafeína é uma substância proibida nas competições?Devido a inúmeros estudos relacionarem um aumento no rendimento esportivo e o consumo de cafeína, o Comitê Olímpico Internacional até o ano de 2003 colocava esta molécula na lista de substâncias proibidas (doping), quando detectada em valores acima de 15mg/mL de urina. Contudo, por ser extensamente consumida por meio de bebidas como cafés ou chás, desde 2004 a Agência Mundial Antidoping retirou a cafeína do grupo de substâncias proibidas, sendo sua utilização atualmente apenas monitorada. 4) A cafeína é indicada para melhora do desempenho esportivo?Podemos concluir que a cafeína leva a uma melhora no desempenho esportivo e seu consumo pode contribuir para o emagrecimento quando aliado à prática de exercícios físicos regulares, através dos mecanismos estimuladores de lipólise promovidos pela cafeína, e o aumento da oxidação de gorduras promovido pelo exercício, contudo, o nível de aptidão física e demais variáveis do treinamento não podem ser deixados de lado ao avaliar sua eficiência. 


Autor Prof. Dr. Luiz Carlos Carnevali Junior Coordenador de Cursos de Pós-Graduação em Educação Física na Universidade Gama Filho e possui larga experiência nas áreas de fisiologia do exercício, atividade física e saúde. Possui graduação em Educação Física, especialização em Fisiologia do Exercício e mestrado em Biologia Celular e Molecular. Atualmente realiza seu Doutoramento no Instituto de Ciências Biomédicas na Universidade de São Paulo (ICB-USP) em parceria com a Universidade de Potsdam, Alemanha. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Micronutrientes e gestação

Durante a gestação as necessidades nutricionais estão aumentadas e devem ser fornecidos todos os nutrientes necessários em qualidade e quantidade para garantir o desenvolvimento fetal e a saúde da mãe. Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de determinar o impacto da anemia ferropriva durante a gestação no desenvolvimento da criança. Foram avaliadas gestantes com e sem anemia, sendo uma parte suplementada. De acordo com os resultados, o impacto da anemia ferropriva pré-natal no terceiro trimestre está associado com o desenvolvimento da criança, mesmo quando esta anemia não foi devidamente corrigida na gravidez. Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os efeitos sobre a saúde materna e infantil de ferro e ácido fólico e vários micronutrientes em forma de suplementos em relação ao ácido fólico sozinho fornecido à gestantes sem ou com leve anemia. De acordo com os resultados, em relação à mortalidade infantil, não houve diferença entre os tipos de suplementação. Os dados dos estudos evidenciam que o estado nutricional adequado é de fundamental importância para uma gestação mais segura e os suplementos devem ser consumidos de acordo com orientação médica e nutricional.


Fontes: Chang S; Zeng L; Brouwer ID; et al. Effect of iron deficiency anemia in pregnancy on child mental development in rural China. Pediatrics; 131(3): e755-63, 2013 Mar. Liu JM; Mei Z; Ye R; et al. Micronutrient supplementation and pregnancy outcomes: double-blind randomized controlled trial in China. JAMA Intern Med; 173(4): 276-82, 2013 Feb 25. Nutrição e Pediatria - 5/jun/2013

sábado, 8 de junho de 2013

Categorização vai elevar qualidade sanitária de alimentos

 

O projeto-piloto de Categorização dos Serviços de Alimentação foi o assunto do seminário realizado, nesta sexta-feira (7/6), pela Anvisa com empresas do setor, em Brasília (DF). O projeto prevê a classificação dos serviços de alimentação nas cidades-sede da Copa 2014 e tem como objetivo permitir que o cidadão conheça o nível de adequação sanitária do local onde está comendo.

Para o diretor da Anvisa, Jaime Oliveira, um dos principais ganhos desta iniciativa será  de induzir uma avaliação crítica na população, que vai passar a conhecer a nota atribuída a bares, restaurantes e lanchonetes. Segundo Jaime, após a Copa o projeto será avaliado e poderá ser estendido para todo o país.

Durante o seminário, foi apresentado um sistema eletrônico que vai permitir que os estabelecimentos participantes façam a autoavaliação e conheçam a própria nota. O sistema será o mesmo utilizado pelas vigilâncias sanitárias das cidades participantes e vai garantir que todos os serviços de alimentação sejam avaliados em condições de igualdade.

O sistema de autoavaliação é um ponto inovador. Com isso os serviço de alimentação poderá, por si próprio, fazer a aplicação do questionário antes da inspeção da vigilância sanitária. Segundo a gerente-geral de Alimentos da Anvisa, Denise Resende, o foco está na melhoria da qualidade e higiene na manipulação de refeições e não na punição.

O projeto piloto também será levado para os aeroportos em que a Anvisa está presente. Como estes locais são a principal porta de entrada de turistas no Brasil, a Agência quer garantir que os serviços de alimentação destes ambientes também sejam classificados até o início do próximo ano.


Fonte: Imprensa/Anvisa

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Açúcar na alimentação




O açúcar é um termo genérico para carboidratos cristalizados comestíveis, principalmente sacarose, lactose e frutose, sendo que sua principal característica é o seu sabor adocicado. Pode se apresentar de diversas maneiras, possuindo diversas formas de utilização, assim como açúcar mascavo, demerara, refinado, cristal, dentre outros. Porém, este produto alimentar deve ser utilizado com cautela, pois aumenta o valor calórico das preparações, sem acrescentar demais nutrientes, além de apresentar propriedades que podem prejudicar os dentes. Este fato pode ser observado em estudo recente, o qual foi desenvolvido com o objetivo de analisar o tipo de aleitamento utilizado, seja materno e/ou artificial, o seu tempo de uso, assim como a presença de açúcar na mamadeira dos bebês. De acordo com os resultados, a maior parte (70,2%) utilizava aleitamento artificial, o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês foi realizado por 46,2% das mães. A dieta de 82,6% dos bebês continha açúcar nas bebidas da mamadeira, estando presente na dieta da maioria dos bebês amamentados com mamadeira. Outro grupo etário estudado em pesquisa recente, em relação ao consumo de açúcares de adição e a adequação do consumo de nutrientes e grupos alimentares foram os adolescentes. De acordo com os resultados, na maior porção mediana de leite, carnes, frutas, suco industrializado, refrigerante e achocolatado em pó foi identificada entre os adolescentes o consumo excessivo de açúcares de adição. Deste modo, de acordo com o estudo, o consumo excessivo de açúcares de adição se mostrou relacionado à menor adequação do consumo de nutrientes e à menor ingestão de alimentos de alta densidade nutritiva. Os dados dos estudos evidenciam o consumo excessivo de açúcar de adição de forma precoce, o que pode se manter na adolescência e demais fases da vida, prejudicando o estado nutricional e causando agravos à saúde. Deste modo, a intervenção nutricional neste sentido deve ocorrer desde a gestação, seguindo as demais fases da vida, colaborando para o consumo alimentar adequado.


Fontes: Abanto, Jenny; Rezende, Karla Mayra Pinto e Carvalho; Correa, Fernanda Nahás Pires; et al. Tipo de aleitamento e presença de açúcar nas bebidas das mamadeiras dos bebês. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 35(3)dez. 2010. Colucci, Ana Carolina Almada; Cesar, Chester Luis Galvão; Marchioni, Dirce Maria Lobo; et al. Relação entre o consumo de açúcares de adição e a adequação da dieta de adolescentes residentes no município de São Paulo. Rev. nutr; 24(2): 219-231, mar.-abr. 2011. Saúde Pública - 3/jun/2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dia Mundial do Meio Ambiente alerta para o desperdício de comida


 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.* 

As Nações Unidas comemoram o Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 5 de junho, com um alerta: todos os anos, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados.
Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, um terço da comida produzida no mundo vai parar nas lixeiras dos consumidores, vendedores, agricultores e transportadores.
Custos
Esse desperdício vale US$ 1 trilhão e seria suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas que passam fome. Em mensagem, o Secretário-Geral Ban Ki-moon destacou a importância de se buscar soluções para a enorme perda de alimentos.
Para Ban, o desperdício chega a ser "uma ofensa para os que têm fome e representa um custo enorme para o meio ambiente, em termos de energia, terra e água".
O Pnuma ressalta que os alimentos descartados desperdiçam energia e combustível usado para o seu transporte. Além disso, a decomposição de comida elimina uma grande quantidade do gás metano.
Campanha
A ONU lançou uma campanha para aumentar a conscientização sobre o problema. Do Rio de Janeiro, a coordenadora do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, falou sobre o tema da iniciativa.
"Pensar, Comer e Conservar, que está sendo discutida no mundo todo, em que realmente a gente vê a questão de jogar alimentos que estão próprios para consumo no lixo. E as outras partes desse mesmo problema, como a produção em termos de desmatamento, onde tem que ampliar áreas para a produção de alimentos e consumo, compra, usar coisas de descarte."
Denise Hamú participou do lançamento da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No evento, o cientista Luiz Pinguelli Rosa, afirmou ser possível erradicar a pobreza e preservar o meio ambiente, desde que haja uma mudança na atitude dos consumidores.
Comportamento
"É possível sim, mudando o elevadíssimo padrão de consumo das camadas mais ricas de todas as sociedades, incluindo as sociedades dos países em desenvolvimento, como o Brasil. É inevitável aumentar a produção de alimentos para atender a demanda do mundo."
Para isso, Pinguelli Rosa indica a promoção de um modelo de agricultura de baixo carbono, que permitiria reduzir a expansão da área agrícola, não só para a produção de alimentos, como também para produtos de exportação.
Neste ano, a Mongólia foi o país escolhido como sede das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
*Com reportagem de Gustavo Barreto, do Unic Rio.

Fonte: ONU - Organização das Nações Unidas

terça-feira, 4 de junho de 2013

Especialistas indicam controle alimentar e tratamento psicológico para crianças com obesidade mórbida

 

A obesidade infantil pode ser considerada uma epidemia no Brasil. A avaliação, feita à Agência Brasil no dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida, é do psiquiatra assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antônio Abub Torquato Júnior. Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos tem obesidade no país.
Para o pediatra, hematologista e oncologista pediátrico do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Taufi Maluf Junior, a criança é considerada obesa quando tem massa corporal acima de 30. Ele informou que não adianta visar somente à criança, mas fazer uma reeducação do ponto de vista alimentar na família inteira. “Tem que modificar os hábitos de vida de toda a família. Então a primeira atitude a fazer diante de uma criança com obesidade mórbida, é promover uma grande reestruturação da vida familiar. Em alguns casos se usa medicamentos para controlar o apetite, mas na realidade a base do tratamento é a reeducação alimentar”, explicou em entrevista à Agência Brasil.
O médico disse que a obesidade muito acentuada, chamada de mórbida, prejudica a capacidade respiratória da criança e pode desenvolver algumas consequências metabólicas como aumento de colesterol e surgimento de diabetes tipo 2. Ele explicou que não há estudos suficientes que indiquem segurança na utilização de cirurgias bariátricas em crianças com este tipo de doença. “Em crianças a gente não tem nenhuma evidência de que o método seja seguro e que seja eficaz. A gente não tem meios para poder avaliar e instituir este tipo de tratamento”, completou
Segundo Abub Torquato Júnior, a doença é complexa e tem vários fatores que podem influenciar no seu desenvolvimento. “A medicina ainda está entendendo como esses fatores se somam para causar a obesidade. Porém a gente sabe que a obesidade pode ser influenciada, sim, por muitos fatores psicossociais”, disse.
O psiquiatra informou que alguns comportamentos podem apontar uma dificuldade da criança enfrentar a obesidade. “Em geral, as crianças mais jovens expressam menos o sofrimento psíquico. Elas não falam que estão sofrendo, que estão tristes. Normalmente expressam por meio do comportamento. Perder o interesse por coisas que gostavam antes. Muitos medos que ela não tinha mais começam a voltar”, ressaltou.
De acordo com o médico, “crianças que têm muita ansiedade e recusam para ir à escola é um sinal para os pais que algo não está legal”. Além disso, segundo ele, as alterações de sono, muitas dores pelo corpo, de cabeça e de barriga, os pais levam ao médico e não tem nada de errado, mas as dores continuam, isso também é um indicativo de que a criança pode estar passando por um sofrimento psíquico”, disse.
Para o psiquiatra, problemas psicológicos nas crianças podem estar associados tanto às causas da obesidade infantil, como ser uma consequência da doença. “As crianças obesas sofrem em relação à adaptação social e na escola, e isso pode levar a uma série de sintomas psíquicos e psiquiátricos”, completou.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Consumidor gasta mais com cigarros do que com arroz e feijão




Os gastos da população com cigarros têm se mantido nos últimos anos e o peso dessas despesas no orçamento mensal dos consumidores “é relevante”, disse o  economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da  Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.
No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado hoje (31), o economista comentou as implicações do consumo de cigarro para o orçamento doméstico. Segundo ele, os consumidores gastam com o cigarro o dobro do que usam para comprar arroz e feijão. “1,20% da renda média é gasta com cigarro. É um número representativo se se olhar o gasto com arroz e feijão, que é a metade disso, só 0,60%”, disse.
Segundo dados da Souza Cruz, em 2012, a empresa atingiu 74,9% do mercado brasileiro de cigarros, confirmando a primeira posição no setor. No quarto trimestre a participação teve um crescimento de 1,2 ponto percentual no ano, chegando à participação recorde na sua história, de 76.6%. Ainda de acordo com a empresa, o lucro operacional ficou em R$ 2.37 bilhões, que representa aumento de  9% em relação a 2011. O desempenho incluí os resultados com exportação de tabaco, que no mesmo período de comparação, conforme a companhia, teve crescimento de 106%.
O valor médio em reais dos gastos dos consumidores, no entanto, não é calculado, segundo o economista da FVG, porque varia conforme a quantidade de fumo por família e o número de integrantes de cada uma.
André Braz explicou que os gastos sempre tiveram peso relevante (acima de 1%), mas ficaram estáveis nos últimos dez anos porque quem gosta de fumar não abre mão do cigarro. Braz esclareceu que, apesar da queda no número de fumantes, o peso dos gastos permanece em destaque por causa da elevação do preço do produto. “O governo implementou uma política de aumento de imposto do produto para desestimular, então ainda que o número de fumantes seja em menor grupo, sustenta o vício a um preço maior”, disse.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na população com mais de 15 anos de idade, o consumo de cigarros no Brasil caiu de 32 %, em 1989, para 17% em 2008. Os 17% correspondem a 25 milhões de fumantes.
Para o pneumologista do Inca, Ricardo Meirelles, a queda é resultado de um conjunto de ações do Programa Nacional de Antitabagismo. “A conscientização da população sobre o tabagismo e as leis  são importantes. A lei que proíbe o fumo em ambiente fechado é importante porque sensibiliza o fumante e o incentiva a parar de fumar. A gente nota que as pessoas querem parar de fumar por que não têm mais liberdade de fumar como antigamente.”
Para o pneumologista, o aumento no preço do cigarro também influencia no combate ao vício. Citou também outros fatores: a proibição de propaganda, as campanhas para que os jovens não comecem a fumar, o aumento da oferta de assistência ao fumante na rede pública e, por último, a proibição que as pessoas fumem em prédios públicos. O pneumologista citou também as queixas crescentes das pessoas que dizem estar com a saúde prejudicada pela convivência com os fumantes.
Na avaliação de Meirelles, é muito mais econômico para o governo implementar um programa contra o tabagismo, mesmo comprando os medicamentos, do que pagar o tratamento da doença causada pelo vício. Ele explicou que o tratamento se baseia em duas formas.
“Primeiro – disse Meirelles - é preciso entender que o tabagismo é dependência química. A nicotina é muito poderosa e pode causar dependência química até maior que outras [substâncias].”
Observou também que há uma dependência psicológica: o cigarro às vezes é encarado como uma forma de tranquilizar, aliviar o estresse e aborrecimentos.


Fonte: Agência Brasil

domingo, 2 de junho de 2013

Contaminação alimentar

 
A contaminação por alimentos pode causar a intoxicação alimentar, após a ingestão de alimentos que contenham toxinas produzidas por microrganismos, os quais podem prejudicar o intestino. Também pode causar uma infecção, onde os microrganismos patogênicos são ingeridos com os alimentos contaminados e passam a produzir toxinas no organismo da pessoa infectada, apresentando em geral um período mais longo para surgirem os sintomas. Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de determinar o efeito de uma intervenção dietética e suplementação de micronutrientes em infecções em adultos mais velhos, sendo que uma parte recebia micronutriente e a outra placebo. De acordo com os resultados, a ingestão de micronutrientes reduziu o impacto clínico das infecções no grupo estudado. Outro estudo foi baseado no fato de que alimentos e ingredientes alimentares com baixa atividade de água terem sido relacionado com maior frequência, nos últimos anos, como veículos para patógenos causadores de doenças. Ainda, de acordo com o estudo, é muito difícil eliminar estes tipos de patógenos em alimentos secos. Deste modo os dados evidenciam que cuidados devem ocorrer no processamento e armazenamento destes alimentos, para assim evitar a contaminação. Os dados dos estudos apresentam riscos em relação à contaminação de alimentos, sendo que o ideal é haver o cuidado para evitar contaminações, ressaltando que o consumo alimentar adequado pode auxiliar na recuperação de alguns tipos de intoxicação e/ou infecção alimentar.


Fontes: Forster SE; Powers HJ; Foulds GA; et al. Improvement in nutritional status reduces the clinical impact of infections in older adults. J Am Geriatr Soc; 60(9): 1645-54, Sep 2012. Beuchat, Larry R; Komitopoulou, Evangelia; Beckers, Harry; et al. Low-Water Activity Foods: Increased Concern as Vehicles of Foodborne Pathogens. Journal of Food Protection®, Number 1, 150-172(23): 4-183, Jan 2013. FoodService - 29/maio/2013