domingo, 31 de março de 2013

31/03 - Dia Nacional da Saúde e Nutrição

No dia 31 de março, comemoramos o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição. Neste dia, reforçamos a importância da alimentação saudável no desenvolvimento do corpo, na conservação da saúde e na manutenção da qualidade de vida. Comer de maneira adequada, além de nutrir o corpo e manter as suas funções, fortalece as defesas do organismo, nos protegendo de várias doenças.

É comum ver, nos meios de comunicação, diversas "soluções mágicas" e dietas ditas milagrosas, prometendo perda ou ganhos de peso quase instantâneos. Na maioria dos casos, estas dietas são regimes que podem prejudicar a saúde. A alimentação saudável deve fornecer água, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, fibras e minerais, que são fundamentais ao bom funcionamento do organismo. Nenhum alimento específico pode dar conta sozinho de fornecer todos os nutrientes necessários ao nosso corpo, por isso a importância de se ter uma dieta variada e equilibrada.
Confira algumas dicas e atitudes que podem fazer a diferença na sua alimentação:

- Evite o consumo de alimentos ricos em calorias e industrializados, gordurosos e salgados
- Aumente o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões
- Beba água diariamente
- Reduza ou evite o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro
- Faça exames preventivos e consulte sempre o seu médico
- Faça exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana, após consultar o seu médico
- Durma pelo menos 8h num período de 24h

quarta-feira, 27 de março de 2013

Leitora do RJ encontra larva em bombom da Cacau Show


Recepcionista de Duque de Caxias encontrou uma larva dentro de um bombom da Cacau Show (Foto: Raquel Xavier/VC no G1)
Às vésperas da Páscoa, a recepcionista Raquel Xavier, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou de presente de uma amiga um bombom sabor guaraná da marca Cacau Show. O que ela não esperava era perceber que o doce veio também com uma larva. Ela fotografou o chocolate na segunda-feira (25) e enviou a imagem para o VC no G1.

"Por ato divino consegui ver antes de comer que tinha um bicho dentro do bombom. Estou enojada", conta Raquel. Ela diz que a amiga comprou o doce no sábado (23) em uma loja de rua (a leitora corrigiu a informação dada anteriormente de que o chocolate havia sido comprado em um shopping).

"Quando fomos abrir para comer na hora do almoço, a gente viu. Estou indignada com a Cacau Show", lamenta.

Nota da Redação: o G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Cacau Show e recebeu a seguinte nota:

"Em resposta à manifestação da consumidora Raquel Cristina Carneiro Xavier, a Cacau Show informa que está tentando contato com a consumidora, porém sem sucesso, uma vez que só sua mãe atende às ligações da empresa, que precisa falar com a cliente para apurar os fatos e providenciar a retirada do produto para análise. Já de antemão, a empresa informa que trata-se de um caso isolado e que tratará o assunto com a maior seriedade possível.

Vale ressaltar ainda que os produtos da marca são perecíveis e respeitam a legislação da Vigilância Sanitária, no que dispõe às Boas Práticas de Fabricação e Comercialização. Por isso, a Cacau Show realiza severo e rigoroso controle de qualidade, em suas fábricas e nas mais de 1.300 lojas franqueadas da rede, com procedimento higiênico-sanitário no que se refere à refrigeração adequada, controle integrado de vetores e pragas urbanas, desinfecção, manipulação dos alimentos, bem como barreiras nas linhas de produção.

Outro procedimento que a empresa adota é o Programa de Excelência do Franqueado (PEF), o qual preza pela qualidade, excelência e gestão da loja, estoque, área de venda, higiene e dedetização. Para conferir maior idoneidade e seriedade ao Programa, as auditorias são realizadas por uma empresa terceirizada, a Bureau Veritas, uma das mais conceituadas e hoje com mais de 400 mil clientes no mundo inteiro.

Por fim, a Cacau Show reforça o posicionamento de sempre estar à disposição para ouvir seus clientes, mantendo uma preocupação contínua em aprimorar a qualidade de seus produtos e serviços."


Fonte: G1 - Noticias

terça-feira, 26 de março de 2013

Suplementação em pacientes com Câncer


 
A suplementação se faz necessária quando o aporte nutricional não está suficiente para suprir as necessidades dos indivíduos, ou mesmo quando a demanda energética e de demais nutrientes está aumentada. A suplementação pode ser por via oral ou mesmo por sonda, dependedo da forma possível e mais eficaz de nutrir o paciente.
Pesquisa recente foi desenvolvida para avaliar a suplementação em pacientes com câncer e desnutrição, sendo que desnutridos leves eram randomizados para suplementação oral e industrializada ou artesanal, reavaliados após três, oito e doze semanas. De acordo com os resultados, a suplementação oral industrializada reduziu o deficit nutricional, principalmente em desnutridos leves. Os resultados sugerem que a suplemento industrializado por sonda favoreceu a recuperação nutricional, principalmente com o uso mais prolongado.
Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever a elaboração de oito formulações de suplementos artesanais orais desenvolvidos para aumentar o consumo de energia, proteínas e micronutrientes de pacientes com câncer, analisar seu valor nutricional e avaliar a apreciação do sabor, testando dois tipos de lipídeos. De acordo com os resultados, o valor nutricional o valor calórico por mililitro foi de 1,35 a 2,17 calorias, 39% a 59% de carboidrato, 11% a 13% de proteína e 30% a 49% de lipídeo, fornecendo em média 43% e 77% da recomendação de energia e proteína, respectivamente. Vitaminas C e K, ácido fólico e manganês apresentaram 15% de adequação em relação às recomendações. Em relação ao sabor, foi considerado bom pela maioria dos pacientes, com melhor aceitação quando utilizada margarina. Os resultados sugerem que o uso de suplementos orais artesanais pode ser uma alternativa viável em situações onde não há recursos suficientes para aquisição dos industrializados.
Os dados dos estudos evidenciam qualidades e benefícios de suplementos industrializados e artesanais. O suplemento a ser oferecido deve se adequar as necessidades e possibilidades dos pacientes, mas deve ser sempre utilizado quando necessário para auxiliar na recuperação e manutenção do estado nutricional.


Fontes: Adriana Garófolo; Priscila Santos Maia; Antonio Sérgio PetrilliI; Fábio Ancona-Lopez. Resultados da implantação de um algoritmo para terapia nutricional enteral em crianças e adolescentes com câncer. Rev. Nutr. vol.23 n.5 Campinas Sept./Oct. 2010.
Adriana Garófolo; Fernanda Rodrigues Alves; Maria Aurélia do Carmo Rezende. Suplementos orais artesanais desenvolvidos para pacientes com câncer: análise descritiva. Rev. Nutr. vol.23 no.4 Campinas July/Aug. 2010.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Pesquisa na FSP estuda transtornos alimentares em adolescentes


A adolescência é uma época da vida marcada por muitas mudanças corporais, além disso, é uma fase em que a alimentação tende a ser inadequada e quando acompanhada de um estilo de vida sedentário, aumenta o risco de adolescentes desenvolverem um excesso de peso e uma insatisfação com seu próprio corpo. Essa insatisfação pode levar esses jovens a buscar métodos inadequados para controlar o peso.
Identificar a predomínio de comportamentos de risco para transtornos alimentares (TA), práticas não saudáveis para controle do peso e fatores associados em 1167 adolescentes de escolas técnicas do Centro Paula Souza no município de São Paulo foi o objeto de estudo da tese “Fatores associados ao comportamento de risco para transtornos alimentares em adolescentes na cidade de São Paulo”, defendida no último dia 15 de março na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. A tese foi defendida pela nutricionista Greisse Viero da Silva Leal, formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e Doutora em Ciências, área de concentração Nutrição em Saúde Pública pela FSP/USP, possuindo também experiência em Transtornos Alimentares pelo AMBULIM (IPq/HC/FMUSP) sob a orientação da professora Sonia Tucunduva Philippi do Departamento de Nutrição da FSP/USP.
Greisse verificou que 12,2% dos adolescentes entrevistados tinham algum tipo de comportamento de risco para TA (restrição alimentar, compulsão alimentar e purgação) sendo a maioria do sexo feminino. Além disso, 31,9% dos adolescentes faziam uso de práticas não saudáveis para controlar o peso como pular refeições, comer muito pouca comida, usar substitutos de alimentos, usar remédios ou fumar mais cigarros com o objetivo de perder peso.
No caso dos adolescentes do sexo masculino a influência da mídia e o estímulo materno para a prática de dietas foram fatores que influenciaram a escolha de práticas não saudáveis para o controle do peso. Entre as adolescentes do sexo feminino, a satisfação corporal foi fator protetor para estas práticas.
Dietas restritivas também aumentaram a chance de desenvolver comportamentos de risco para transtornos alimentares e práticas não saudáveis para controle do peso. Para Greisse “a prática de dietas restritivas para controle do peso deve ser desencorajada, sendo necessária abordagem biopsicossocial para promoção da alimentação saudável”.
A autora sugere que os pais e os profissionais da saúde modifiquem a forma de tratar o controle do peso, o foco deve ser a satisfação corporal dos adolescentes através da valorização da diversidade de todos os tipos e formas corporais. 

Fonte: FSP-USP

domingo, 24 de março de 2013

Lançamento do Ano Internacional da Quinoa


A ONU destaca o papel do "super alimento" andino

A quinoa pode desempenhar um papel importante na erradicação da fome, da desnutrição e da pobreza, disse  o Diretor Geral da FAO, José Graziano, no lançamento oficial do Ano Internacional da Quinoa na sede das Nações Unidas.
O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o Presidente da Bolívia, Evo Morales e a Primeira Dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón de Humala, estavam entre os participantes de alto nível de uma jornada com diversos eventos centrados na celebração do “super alimento” andino, um cultivo similar ao cereal, de alto valor nutritivo e rico em proteínas e micro nutrientes.
“Hoje estamos aqui para recrutar um novo aliado na luta contra a fome e a insegurança alimentar: a quinoa”, afirmou Graziano da Silva, citando as características nutricionais únicas do alimento e sua grande adaptabilidade.
A quinoa é o único alimento de origem vegetal que tem todos os aminoácidos essenciais, oligoelementos e vitaminas e ao mesmo tempo tem a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes ecológicos e climáticos. Resistente à seca, aos solos pobres e de salinidade elevada, pode ser cultivada desde o nível do mar até a uma altitude de quatro mil metros e pode suportar temperaturas entre – 8 º C e  38º C.
Enquanto o mundo enfrenta o desafio de aumentar a produção de alimentos de qualidade para satisfazer uma população crescente com num clima de mudança, a quinoa proporciona uma fonte alternativa de subsistência para os países que sofrem de insegurança alimentar.
O Diretor-Geral afirmou também que na Quênia e no Mali esta cultura está já a revelar altos rendimentos e os estudos iniciais da FAO indicam que a produção de quinoa pode também ser desenvolvida no Himalaia, nas planícies do norte da Índia, no Sahek, no Iêmen e em outras regiões áridas do mundo.

Um presente dos Andes
“Este grão extraordinário  tem sido um símbolo cultural e um alimento básico na dieta de milhões de pessoas ao longo dos Andes durante milhares de anos” disse o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon. “A Quinoa já está pronta para receber o reconhecimento global”.
O Secretário-Geral também destacou o papel potencial da quinoa no âmbito do Desafio Fome Zero, não só por  seu valor nutricional, mas também porque a maior parte da quinoa é atualmente produzida por pequenos agricultores.
“A cultura deste cereal cumpre a promessa de rendimentos melhores- um elemento essencial do Desafio Fome Zero”, afirmou o Secretario Geral.
Observou ainda que muitos países da America Latina estão fazendo progressos significativos para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir a fome pela metade, não só através do aumento da produção mas também através da redução da pobreza e do aumento do acesso a alimentos nutritivos como a quinoa.
A quinoa teve uma grande importância para as civilizações pré-colombianas andinas, apenas superada só pela batata. Tradicionalmente, os grãos de quinoa são tostados e se transformam em farinha para fazer pão. Também pode ser cozida, adicionada a sopas, usada como cereal, pasta e mesmo fermentada para produzir a cerveja ou chicha, bebida tradicional dos Andes.
Atualmente a quinoa encontrou lugar de destaque na cozinha gourmet e tem um papel na indústria farmacêutica e para outros usos. O cultivo da quinoa se estende atualmente muito além da região andina e – além da Bolívia, Peru, Equador, Chile, Colômbia e Argentina – é produzida também nos Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Suécia, Dinamarca, Itália, Quênia e Índia.
“A quinoa é um presente ancestral dos povos andinos” afirmou o Presidente Evo Morales, destacando o papel fundamental dos povos indígenas que foram os guardiões deste alimento por mais de 7000 anos.
O futuro semeado milhões de anos atrás
O esforço para promover a quinoa é parte de uma ampla estratégia da FAO para potencializar os cultivos tradicionais ou os esquecidos, como forma de  combater a fome e promover a alimentação saudável.
“O Ano Internacional da Quinoa vai servir não só para promover o desenvolvimento desta cultura em todo mundo mas também como reconhecimento de que desafios do mundo moderno podem ser enfrentados através do conhecimento acumulado dos nossos antepassados e dos pequenos agricultores familiares, que são atualmente os principais produtores de quinoa” explicou Graziano da Silva.
O evento de Nova Iorque inicia uma série de atividades culturais, artísticas e acadêmicas, assim como de investigação científica que vão se realizar ao longo do ano e a FAO acredita que vão contribuir para o bem-estar de milhares de pequenos agricultores e de consumidores no mundo todo.
Embaixadores Especiais
Durante a cerimônia especial, foram reconhecidas as contribuições do Presidente da Bolívia, Evo Morales e da Primeira Dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón de Humala, ambos tendo sido nomeados Embaixadores Especiais da FAO para o Ano Internacional da Quinoa.
A Primeira Dama destacou o papel da quinoa como uma “opção viável e efetiva para combater a fome e a subnutrição” e sublinhou a importância do papel das mulheres na produção de quinoa.

Fonte: FAO

quinta-feira, 21 de março de 2013

Maioria dos chocolates não informa sobre quantidade de cacau no rótulo, diz pesquisa do Idec

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com oito das marcas de chocolates mais vendidas no Brasil — Arcor, Brasil Cacau, Cacau Show, Garoto, Hershey's, Kopenhagen, Lacta e Nestlé — concluiu que a maioria não informa no rótulo a quantidade de cacau do produto.

Entre os chocolates ao leite, apenas os da Cacau Show têm o percentual estampado na embalagem, de acordo com o levantamento. “As outras não fazem menção à quantidade do fruto. Ainda não existe lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o Idec, seria razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes”, informa o comunicado da entidade.
O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a informação no rótulo: Cacau Show, Hersheys e Arcor. Entre as marcas de chocolate amargo, dois não têm o dado: os tabletes de 40g e 85g da Kopenhagen, e os tabletes de 20g e 100g da Brasil Cacau (marcas que pertencem ao mesmo grupo).
Quantidade mínima
Além disso, entre os produtos pesquisados, cinco são fabricados apenas com a quantidade mínima de cacau estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Para ser considerado chocolate, o produto deve ter, ao menos, 25% de cacau, se for chocolate ao leite”, diz o Idec.
“Seria muito importante que o teor de cacau viesse impresso no rótulo, até porque, se trata de um direito à informação ao consumidor, assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), desta maneira, fica a sensação de que essa informação trata-se apenas de uma estratégia de marketing usada quando isso é conveniente aos fabricantes”, afirma Ana Paula Bortoletto Martins, pesquisadora do Idec.
Ana Paula lembra ainda que os benefícios do cacau à saúde, como a produção de mais serotonina, que dá a sensação de bem-estar e diminui a pressão arterial, estão diretamente relacionados à sua quantidade no chocolate. “É importante que o consumidor esteja atento a essa informação no rótulo, para sua melhor escolha e, no caso de não encontrar, cobre esse direito das empresas, por meio dos canais de atendimento ao consumidor”, afirma a pesquisadora.
Duplo padrão nos produtos importados
O Idec também pesquisou alguns chocolates importados vendidos no Brasil e que têm preços lá fora relativamente equivalentes aos dos chocolates brasileiros escolhidos: Casino Lait Dégustation, Guylian, Lindt Swiss Classic, Milka, Nestlé Crunch e Ritter Sport. E, diferente dos chocolates nacionais, o teor de cacau está presente nos rótulos de todos os chocolates importados pesquisados, mesmo que seja em letras miúdas, no verso da embalagem.
“O que chamou a atenção é que dois desses chocolates estrangeiros, também são fabricados no Brasil: Crunch (da Neslté) e Milka (da Kraft). Nos dois casos, o teor de cacau é maior nos produtos fabricados lá fora: ambos têm no mínimo 30% de cacau (os nacionais têm no mínimo 25%). As duas empresas, portanto, praticam o que se chama de duplo padrão: independentemente de questões relacionadas à legislação de cada país, elas tratam de maneira diferente os consumidores brasileiros e os de seu continente de origem”, destaca o Idec.



Fonte: IDEC

quarta-feira, 20 de março de 2013

Produto de saúde falsificado é suspenso pela Anvisa



A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (20/3), a determinação de apreensão e inutilização de dois lotes falsificados do produto Frasco a Vácuo Bioredon. A determinação é válida para os lotes 19DD22GA e 19DG26GA com data de validade até março de 2014.

De acordo com a empresa detentora do registro do produto, os lotes com essas características não foram fabricados por ela e não correspondem às especificações originais do produto aprovadas pela Anvisa. O Bioredon é um produto na forma de frasco utilizado para transferência ou fracionamento de soluções de uso parenteral, ou seja, alimentação via sonda.


Fonte: Anvisa

terça-feira, 19 de março de 2013

Doenças associadas à obesidade custam meio bilhão de reais


Pesquisa revela o gasto para atender patologias relacionadas ao excesso de peso. Ministério da Saúde lança linha de cuidados para prevenção e tratamento do sobrepeso e obesidade.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta terça-feira (19) portaria que cria a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do Ministério da Saúde revelam que o SUS gasta anualmente R$ 488 milhões com o tratamento de doenças associadas à obesidade. A nova linha define como será o cuidado, desde a orientação e apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, último recurso para atingir a perda de peso.
A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. “Este é o momento de o Brasil agir em todas as áreas, prevenção e tratamento, atuando com todas as faixas etárias e classes sociais, com um esforço pra quem tem obesidade grave”, ressaltou o ministro, durante a apresentação da pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que rastreou os gastos com obesidade no SUS.
Os custos com o tratamento da obesidade grave atingem hoje R$ 116 milhões, outro dado importante apontado pela pesquisa. Foram analisados dados de internação e de atendimento de média e alta complexidade relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas, entre elas isquemias do coração, cânceres e diabetes.
Levantamentos mostram que o excesso de peso e a obesidade têm crescido no Brasil. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2011 pelo Ministério da Saúde, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
Padilha destacou que a obesidade está mais presente na população com renda menor que três salários mínimos e com menos de oito anos de estudo.
LINHA DE CUIDADO – A portaria prevê atividades desde a Atenção Básica para o cuidado do excesso de peso e outros fatores de risco que estão associados ao sobrepeso e à obesidade até o atendimento em serviços especializados. A atenção básica vai proporcionar diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, o que inclui também atendimento psicológico.
“Precisamos cuidar da qualidade de vida, oferecer novos caminhos, como alimentação adequada e atividade física. Se as pessoas com obesidade grave ficarem no estado de obesidade, elas já terão melhor qualidade de saúde, poderão reconstruir seus hábitos de vida com uma situação diferente”, afirmou o ministro, explicando que o atendimento será de acordo com a realidade de cada pessoa.
A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Atualmente, 82,1% dos 1.888 NASFs contam com nutricionistas, 85,7% com psicólogo e 61,6% com professores de educação física.  Toda a evolução do tratamento será acompanhada por uma das 37 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros.
O Programa Academia da Saúde é a principal estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. Até agora, já foram repassados R$ 114 milhões, de um total de investimento previsto de R$ 390 milhões. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. Atualmente, há mais de 2,8 mil polos habilitados para a construção em todo o país e outros 155 projetos pré-existentes que foram adaptados e custeados pelo Ministério da saúde.

CIRURGIA BARIÁTRICA – A nova portaria do Ministério da Saúde também reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar o procedimento, em casos em que há risco ao paciente. A iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF). A POF verificou que na faixa de 10 a 19 anos o percentual de 21,7% dos brasileiros apresenta excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. A avaliação clínica nos jovens entre 16 e 18 anos deverá constar no prontuário e deve incluir: a análise da idade óssea e avaliação criteriosa do risco-benefício, realizada por equipe multiprofissional com participação de dois profissionais médicos especialistas na área.
A idade máxima, que até então era de 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, o que determinará para o indivíduo se submeter à cirurgia não será a idade, e sim a avaliação clínica (risco-beneficio), podendo ultrapassar o limite atualmente estabelecido.
O documento também prevê incremento no valor pago em cinco exames ambulatoriais pré-operatórios – os aumentos serão de 100% a 277%. A portaria prevê ainda reajuste médio em 20% das técnicas de cirurgia bariátrica na tabela do SUS. Além do incremento financeiro,o SUS passa a autorizar a realização da técnica Gastrectomia Vertical em Manga (Sleeve), totalizando a cobertura de quatros técnicas de cirurgia bariátrica. Também há novidade na cirurgia plástica reparadora pós-operatória. O SUS dará cobertura para mais uma cirurgia plástica reconstrutiva, a dermolipectomia abdominal circunferencial pós-gastroplastia, totalizando cinco tipos de cirurgias.

AÇÕES EM DESENVOLVIMENTO – Para frear a obesidade e o sedentarismo, que são fatores de risco importantes para doenças crônicas, e promover hábitos de vida mais saudáveis, o Ministério da Saúde prevê uma série de iniciativas no Plano de Ação para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), por meio de parcerias com o setor privado e outras pastas do governo. Lançado em agosto de 2011, o plano tem por meta reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura causada por DCNT até 2022.
O ministério investe também em ações preventivas para evitar a obesidade em crianças e adolescentes, como o Programa Saúde na Escola (PSE), que este ano está aberto a todos os municípios e passa a atender creches e pré-escolas. Para 2013, está previsto o investimento de R$ 175 milhões. Outra medida é a parceria do ministério com Federação Nacional de Escolas Particulares para distribuição de 18 mil Manuais das Cantinas Escolares Saudáveis como incentivo a lanches menos calóricos e mais nutritivos.
Para melhorar a dieta dos brasileiros e qualidade de vida, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria alimentícia que prevê a redução gradual do teor de sódio em 16 categorias de alimentos. A previsão é de que, até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio.
A autora da pesquisa apresentada nesta terça-feira, Michele Lessa, destacou a resposta do Ministério da Saúde à questão ao criar a linha para prevenção e tratamento da obesidade: “A partir de dados epidemiológicos disponibilizados pelo próprio ministério, foi possível fazer a associação da obesidade com outras doenças para analisar o valor gasto no SUS com o tratamento da obesidade”.

Fonte: Ministério da Saúde

domingo, 17 de março de 2013

Peixe Panga não oferece riscos à saúde


Peixe Panga não oferece riscos 
 
Nos últimos meses circularam na internet inúmeros boatos, por e-mails e nas redes sociais, afirmando que o peixe Panga, por ser cultivado em rios do Vietnã, estaria contaminado com elevados níveis de resíduos ou contaminantes, metais pesados e bactérias. Para investigar se realmente existiam problemas de higiene e se a espécie é imprópria para consumo, a PROTESTE testou diferentes marcas deste peixe comercializado no Brasil.
Em outubro de 2012, as amostras adquiridas pela PROTESTE em supermercados do Rio de Janeiro e de São Paulo foram das marcas: Buona Pesca, Costa Sul e Leardini. Após a realização das análises microbiológicas não foram encontrados problemas de higiene e de contaminantes químicos que comprometessem a qualidade e a segurança do produto. Desta forma, todas as amostras foram consideradas de boa qualidade e seu consumo deve ser incentivado como fonte de proteína.
No Brasil o controle e fiscalização dos pescados é responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que também investigou a procedência do peixe Panga na última missão sanitária realizada no Vietnã, em 2009. A visita verificou se o sistema de inspeção pode ser considerado equivalente ao brasileiro e se o cultivo está atento ao controle laboratorial de resíduos e contaminantes.
As amostras coletadas pelo Ministério e analisadas nos laboratórios oficiais apresentaram resultados conformes com as normas brasileiras e não houve motivos para suspender as importações do produto por razões sanitárias. A espécie é exportada para países de todo mundo e recebe frequentemente missões das autoridades sanitárias desses mercados importadores com seus respectivos sistemas de inspeção.
O peixe Panga ou Gato, nomes comuns dados à espécie Pangasius, é produzido em aquicultura e vendido em filés frescos ou congelados. O preço por quilo das amostras testadas no Brasil varia entre 12,48 e 8,69 reais.


Fonte: Proteste

sábado, 16 de março de 2013

Vitamina A em crianças

A adição de ingredientes que aumentam o valor nutricional de alimentos é uma boa opção para garantir o consumo nutricional adequado de populações em risco nutricional ou mesmo promover melhor ingestão alimentar na população em geral.
Estudo recente foi realizado com o objetivo de desenvolver biscoitos tipo cookie adicionado de óleo de buriti a fim de analisarem sua aceitação sensorial e seu valor nutricional, visando sua utilização na merenda escolar, bem como avaliar o consumo de alimentos fontes de vitamina A por escolares. De acordo com os reusltados, apesar da necessidade de incentivar o consumo de frutas e hortaliças, sendo fontes de vitamina A, os biscoitos adicionados de óleo de buriti podem ser uma alternativa de inclusão de alimentos fontes desta vitamina na dieta de escolares.
Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar os fatores associados ao consumo de forma adequada de suplementos fontes de ferro e vitamina A em crianças. De acordo com os resultados, houve alta taxa de ingestão destes suplementos da população estudada, porém ainda é necessária maior investigação em relação aos fatores fisiológicos, culturais, sociais e operacionais, relacionados ao consumo destes suplementos.
Os dados dos estudos evidenciam a preocupação em relação ao consumo adequado de micronutrientes em crianças, destacando a vitamina A, micronutriente de grande importância também nesta fase da vida. Mais estudos devem ser realizados para identificar o consumo de micronutrientes em diversas populações, desenvolvendo medidas para suprir as necessidades nutricionais.


 

Fontes:
Jailane de Souza Aquino; Débora Catarine Nepomuceno de Pontes Pessoa; Carlos Eduardo Vasconcelos de Oliveira; et al. Processamento de biscoitos adicionados de óleo de buriti (Mauritia flexuosa L.): uma alternativa para o consumo de alimentos fontes de vitamina A na merenda escolar. Rev. Nutr. vol.25 no.6 Campinas Nov./Dec. 2012.
Fernando López-Flores; Lynnette Marie Neufeld; Daniela Sotres-Álvarez; et al. Compliance to micronutrient supplementation in children 3 to 24 months of age from a semi-rural community in Mexico. Salud pública Méx vol.54 n.5 Cuernavaca Sep./Oct. 2012.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Estudo mostra de que forma dormir pouco engorda



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Nova pesquisa observou que cinco dias de sono restrito pode engordar um quilo. Isso porque o hábito leva uma pessoa a comer mais do que necessita, especialmente nos horários em que deveria estar dormindo
 

Balança: Estudo observa de que maneira pessoas que dormem pouco acabam engordando em apenas alguns dias
 
Passar cinco dias dormindo pouco – menos do que cinco horas por noite — pode ser o suficiente para fazer com que uma pessoa engorde cerca de um quilo, concluiu um novo estudo da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, quem passa mais horas acordado, embora gaste mais energia, come mais do que precisa e, assim, ingere uma quantidade de calorias maior do que gasta, especialmente à noite, o que acaba promovendo o ganho de peso.
 
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Essas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Segundo escreveram os autores do estudo no artigo, diversos estudos já relacionaram o hábito de dormir pouco a uma maior propensão à obesidade, mas poucos conseguiram encontrar uma explicação para tal associação.
 
A pesquisa começou quando a equipe selecionou 16 pessoas saudáveis com uma idade média de 24 anos. Os participantes apresentavam um peso normal, com um índice de massa corporal (IMC) de, em média, 22,9 (o IMC ideal é de 18,5 a 25. Acima disso, o indivíduo é considerado com sobrepeso ou obesidade). Além disso, nenhum deles apresentava problemas em relação à duração do sono: eles dormiam, normalmente, cerca de oito horas por noite.
 
Ambiente controlado — Durante duas semanas, essas 16 pessoas viveram no Hospital da Universidade do Colorado e dormiram em um dos "quartos do sono" da unidade, onde os pesquisadores são capazes de controlar e monitorar o sono dos pacientes. Nos primeiros três dias, a duração do sono e a quantidade de calorias ingeridas pelos voluntários foram controlados – os participantes dormiam cerca de nove horas por noite e consumiam a energia necessária para manter seu peso.
 
Depois disso, os participantes foram divididos em dois grupos: um deles passou os cinco dias seguintes dormindo apenas cinco horas por noite, e o restante dos voluntários continuou dormindo nove horas por noite. Após esse período, os participantes trocaram de grupo. Nessa etapa da pesquisa, a equipe ofereceu a ambos os grupos refeições fartas e livre acesso a lanches durante o dia, que incluíam alimentos como frutas, iogurte, sorvete e salgadinhos.
 
Segundo os resultados, o grupo que passou os cinco dias dormindo menos tempo gastou, em média, 5% a mais de energia do que os voluntários que descansaram por nove horas. No entanto, eles consumiram cerca de 6% a mais de calorias. Além disso, quem teve menos horas de sono apresentou uma maior tendência a comer menos no café-da-manhã, mas a exagerar nos lanches feitos durante a noite e após o jantar, que correspondiam, no geral, à refeição mais calórica do dia.
 
“Nossos achados mostram que, quando as pessoas têm o sono restrito, elas se alimentam durante seus horários biológicos noturnos, quando o organismo não está preparado para receber comida”, disse Kenneth Wright, diretor do Laboratório do Sono e Cronobiologia da Universidade do Colorado e coordenador do estudo.
 
Questão de gênero — Os autores do estudo também descobriram que, embora tanto homens quanto mulheres tenham ganhado peso com a restrição do sono, os participantes do sexo masculino também engordaram quando tiveram acesso irrestrito aos alimentos, mesmo dormindo nove horas por noite. As voluntárias, por outro lado, mantiveram seu peso com o sono suficiente, independentemente da quantidade de comida à disposição delas.
 
 
Fonte: Veja - Online

quinta-feira, 14 de março de 2013

Unilever anuncia recall do suco AdeS Maçã devido a risco de queimadura



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AdeS Maçã: falha no processo de higienização resultou no envase de embalagens com solução de limpeza Foto: Agência O Globo



A Unilever Brasil publicou nesta quinta-feira um comunicado informando que o conteúdo de 96 caixas do suco AdeS Maçã 1,5 litro, do lote AGB 25, está impróprio para consumo. A empresa detectou falha no processo de higienização, que resultou no envase de embalagens com solução de limpeza. O consumo do produto nestas condições pode causar queimadura. Os produtos deste lote, fabricado em 23 de fevereiro e com validade até 22 de dezembro deste ano, foram distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Segundo a empresa, a falha identificada já foi solucionada. Os produtos existentes na fábrica foram retidos e os que ainda estão nos pontos de venda estão sendo recolhidos. A fabricante solicita que os consumidores não utilizem o produto, caso já o tenham comprado. E que entrem imediatamente em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) pelo número 0800 707 0044, das 8h às 20h, pelo sac@ades.com.br.


Fonte: O Globo - Online

quarta-feira, 13 de março de 2013

Tribunal decide permitir a comercialização de milho transgênico

 

Decisão reverte proibição de venda do produto mesmo sem estudos da Bayer sobre avaliações de risco 

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região decidiu por dois votos a um, na última quarta-feira (6/3), modificar a sentença da Vara Federal Ambiental de Curitiba que restringia a comercialização do milho transgênico Liberty Link, da empresa multinacional Bayer. A recente decisão permite que a semente transgênica seja vendida nas regiões Norte e Nordeste, onde atualmente há restrição.
 
A decisão anterior foi tomada em 2010 pela juíza da Vara Federal Ambiental de Curitiba, Pepita Durski Tramontini Mazini. Ela decidiu restringir a comercialização do milho transgênico da Bayer até que a empresa realizasse estudos de avaliação de riscos à saúde e ao meio ambiente nos biomas da Amazônia e da caatinga. A decisão foi tomada pela magistrada em ação civil pública proposta pelo Idec, juntamente com a Terra de Direitos, Associação Nacional de Pequenos Agricultores e AS-PTA. 
 
Na mesma oportunidade, a juíza decidiu que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biodiversidade) deveria submeter essa variedade de transgênico a uma avaliação de risco com critérios previamente definidos, o que não ocorreu na época da aprovação desse transgênico na comissão.
 
Além dos riscos advindos com os transgênicos, discute-se o direito de a sociedade ser ouvida pela CTNBio nos casos de liberação de organismos geneticamente modificados. No processo de liberação do milho Liberty Link, a CTNBio se negou a responder os questionamentos feitos em audiência pública. As entidades da sociedade civil continuarão a monitorar os riscos dos transgênicos.
 
Como o julgamento foi decidido por maioria de votos, as entidades entrarão com recurso no mesmo tribunal para tentar proibir a comercialização do milho sem os estudos necessários. Felizmente, a decisão do TRF não possui eficácia imediata. Por enquanto, vale o que a magistrada havia decidido anteriormente.
 
 
Fonte: IDEC

terça-feira, 12 de março de 2013

Dilma anuncia na TV desoneração de produtos da cesta básica


 


A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (8) a retirada dos impostos federais que incidem sobre todos os produtos da cesta básica.
O anúncio foi feito durante pronunciamento em rede nacional de rádio e TV por ocasião do Dia Internacional da Mulher, no qual ela também divulgou medidas de defesa do consumidor e de combate à violência contra a mulher.
A desoneração dos produtos da cesta básica entrou em vigor com a publicação, na noite desta sexta, em edição extra do "Diário Oficial da União".
O governo vai zerar a incidência de PIS/Pasep-Cofins e de IPI de 16 itens: carnes (bovina, suína, aves e peixes), arroz, feijão, ovo, leite integral, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, manteiga, frutas, legumes, sabonete, papel higiênico e pasta de dentes.
Com a redução dos impostos, em tese, o preço desses produtos vai baixar. Nesta quinta (7), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informou que, em fevereiro, os preços da cesta básica subiram em 15 das 18 capitais pesquisadas pelo orgão.

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“A partir de agora, todos os produtos da cesta básica estarão livres do pagamento de impostos federais”, disse a presidente durante o pronunciamento.
“Com esta decisão, você, com a mesma renda que tem hoje, vai poder aumentar o consumo de alimentos e de produtos de limpeza, e ainda ter uma sobra de dinheiro para poupar ou aumentar o consumo de outros bens”, afirmou Dilma.
Alguns itens, como leite, feijão, arroz e farinha, já não tinham nenhum desses impostos, mas no sabonete, por exemplo, havia incidência de 12,5% de PIS-Cofins e de 5% de IPI.“Boa parte desses produtos já não pagava o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, mas ainda incidia uma alíquota de 9,25% do PIS-Cofins sobre os principais alimentos que você consumia”, explicou a presidente.
Segundo informou assessoria do Planalto, a isenção de PIS-Cofins será feita por meio de uma medida provisória. Já a de IPI se dará por meio de decreto.
Itens de higiene pessoal - sabonete, papel higiênico e pasta de dentes – não faziam parte da cesta básica e serão incluídos a partir de agora.
“Definimos um novo formato da cesta básica de alimentos. Esse formato respeita seus hábitos de alimentação e de higiene, além de priorizar os alimentos de mais qualidade nutritiva, o que vai trazer mais saúde para você e para sua família”, disse a presidente.
Em setembro, Dilma vetou artigo que determinava a isenção de PIS-Cofins e IPI sobre os alimentos da cesta básica. O artigo constava da medida provisória 563, de incentivos à inovação tecnológica e que amplia a desoneração da folha de pagamento.
Na época do veto, a presidente argumentou que a efetiva desoneração da cesta básica deveria levar em conta não só tributos federais, mas também os estaduais. Ela decidiu, então, criar um grupo de trabalho para mapear a tributação federal (IPI e PIS-Cofins) e a estadual (ICMS) sobre esses itens e para definir quais produtos compõem a cesta básica. O grupo foi comandado pelo Ministério da Fazenda.
Em fevereiro, a presidente reafirmou que o governo estudava a desoneração integral da cesta básica. “Estamos revisando quais são os produtos que integram a cesta básica, a fim de que nós possamos desonerá-los integralmente”, disse, durante entrevista para rádios do Paraná.

Renúncia fiscal
Com a medida anunciada nesta sexta-feira, o governo abrirá mão de R$ 7,3 bilhões em impostos ao ano, dos quais R$ 6,8 bilhões relativos a PIS/Cofins e R$ 572 milhões a IPI. Somente em 2013, a renúncia fiscal será de R$ 5,5 bilhões, segundo as contas do governo.
“Conto com os empresários para que isso signifique uma redução de pelo menos 9,25% no preço das carnes, do café, da manteiga, do óleo de cozinha, e de 12,5% na pasta de dentes, nos sabonetes, só para citar alguns”, disse.
Durante o pronunciamento, Dilma falou sobre o “cuidado” com o controle da inflação e dirigiu-se às telespectadoras para dizer que governa o país “com a mesma responsabilidade que você e seu marido governam sua casa”.
“É por isso que não descuido um só momento do controle da inflação, pois a estabilidade da economia é fundamental para todos nós”, afirmou.
“Foi assim que baixamos os juros para os mais baixos níveis da nossa história. Foi assim que reduzimos, como nunca, a conta de luz de todos os brasileiros”, declarou Dilma.

Defesa dos consumidores
A presidente anunciou que, a partir de 15 de março, o governo passará a adotar novas medidas de defesa do consumidor. Ela disse que o país passará a “fiscalizar com mais rigor, aplicar multas mais adequadas, vai conscientizar empresas, consumidores e toda a sociedade sobre as vantagens, para todos da melhoria das relações de consumo”.
“No próximo dia 15 de março, não por coincidência, o Dia Internacional do Consumidor, vamos anunciar um elenco de medidas que transformarão a defesa do consumidor, de fato, em uma política de Estado no Brasil”, declarou.
O governo deverá criar novos instrumentos legais premiar boas práticas e punir as más, conforme disse a presidente, além de reforçar os Procons e criar mecanismos capazes de dar “respostas mais ágeis e mais efetivas” às demandas do consumidor.
“Vamos cobrar melhorias de serviços e mais transparências das empresas e do próprio governo”, afirmou.

Fonte: G1 - Noticias

segunda-feira, 11 de março de 2013

Relatório aponta condições de portos e aeroportos brasileiros



 

Navios de cruzeiro e restaurantes apresentaram mais risco para a saúde da população entre 15 itens inspecionados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos portos, aeroportos e recintos alfandegados brasileiros em 2012. É o que aponta relatório divulgado pela Agência nesta sexta-feira (8/3).
O relatório é uma consolidação das inspeções sanitárias realizadas pela Anvisa, com a utilização do sistema Sagarana. “O sistema é utilizado para o planejamento, registro e monitoramento das fiscalizações realizadas pela Agência em portos, aeroportos e recintos alfandegados de todo país”, explica o diretor de Monitoramento e Controle da Anvisa, Agenor Álvares.
Além de navios de cruzeiro e restaurantes, a Agência avaliou as condições sanitárias de aeronaves, embarcações, embarcações regionais, abastecimento de água, abastecimento de alimentos, climatização e sistema de esgoto. Ônibus, limpeza e desinfecção, resíduos sólidos, retirada de resíduos, sistema de água e vetores também foram itens inspecionados.
“O risco é avaliado de acordo com a probabilidade, severidade e relevância de cada irregularidade verificada durante a inspeção”, esclarece o diretor da Anvisa.  As aeronaves, os sistemas de abastecimento de alimentos e de esgoto foram os itens que apresentaram as melhores condições sanitárias.
Os itens inspecionados são classificados de acordo com a pontuação de risco envolvida. Quanto menor a pontuação média de risco, melhores  são as condições sanitárias do item fiscalizado.
Dados
No ano de 2012, o Sagarana foi utilizado na execução de 11.118 inspeções sanitárias, em 71 postos da Agência, espalhados por todo o Brasil. “Cada controle avaliado durante a inspeção sanitária, quando não está satisfatório, resulta em risco registrado e quantificado dentro do sistema”, afirma Álvares.
As inspeções em aeronaves corresponderam a 44% das fiscalizações realizadas pela Anvisa por meio do Sagarana. Em seguida, estão as embarcações, com 27%, e os serviços de alimentação com 8%.


Risco identificado por inspeção

Item avaliado
Número de 
inspeções realizadas
Pontuação média de risco
Navios de cruzeiro 76 204,33
Serviços de alimentação 885 123,38
Retirada de resíduos 1 108
Embarcações regionais 2 91,5
Embarcação 2948 69,93
Climatização 213 69,73
Ônibus 127 40,98
Resíduos Sólidos 535 37,30
Limpeza e Desinfecção 258 30
Sistema de Água 340 26,96
Vetores 632 18,2
Abastecimento de água 108 11,15
Esgotamento 114 10,67
Abastecimento de alimentos 21 9,67
Aeronaves 4929 4,58
Total 11189 37,96

Fonte: Imprensa/Anvisa