segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Você sabe o que são alimentos ultraprocessados?



Bolos, sopas, pães, biscoitos recheados, lasanha, pizza, hambúrguer, refrigerante… tudo o que é fácil de comer e já vem pronto (ou quase) dentro de uma embalagem resulta de uma série de processos industriais – o ponto central para classificar determinados produtos alimentícios como ultraprocessados.
 
Alguns tipos de processamento de alimentos sempre aconteceram na história. “A humanidade aprendeu a processar para conservar. A carne, antes da geladeira, era conservada em banha ou sal”, diz Maluh Barciotte, doutora em Saúde Pública e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, o NUPENS.
 
O problema é que, com o desenvolvimento industrial das últimas décadas, cresceu vertiginosamente a fabricação de alimentos prontos em larga escala, “vazios” em nutrientes e cujo consumo frequente acarreta problemas de saúde como colesterol, diabetes, pressão alta e obesidade.
 
A industrialização do setor alimentício mudou os hábitos de boa parte da população (especialmente nas cidades) e passou a ofertar produtos com mais açúcar, mais gordura saturada, mais sódio, mas substâncias químicas (como conservantes, aromatizantes e estabilizantes) e menos fibra do que o recomendado para uma alimentação saudável. “A gente compra chocolate achando que é chocolate e é só gordura hidrogenada com excesso de açúcar”, explica Maluh.
 
Temperos de macarrão instantâneo e tabletes de caldos prontos são um caso clássico de produto com sódio em excesso. “Se a gente já tem no Brasil tantos temperos maravilhosos, por que precisa, além deles, colocar um ingrediente ou caldos artificiais? Tudo fica com o mesmo gosto. Quando você cria o seu tempero, faz uma comida mais com a sua cara”, sugere a pesquisadora.
 
Para ela, os ultraprocessados são alimentos que perderam a alma. “E o problema é que hoje isso virou sinônimo de comida. Para ser saudável, a gente tem que cozinhar. É aquilo que se faz em casa, tem cheiro, tem memória afetiva, que passa por gerações”, argumenta.
 
O que entra na classificação?
A proposta de classificação do NUPENS divide os alimentos em três tipos:
 
Tipo 1: Frescos ou Minimamente Processados
São aqueles que não sofrem alteração ou passam por processos que ainda mantém suas principais características nutricionais, como arroz, feijão, carne (não enlatada), peixes, legumes verduras, grãos, frutas, sucos naturais, cogumelos, leite fresco ou pasteurizado, iogurte sem adição de açúcar (de preferência feito em casa), ovos e café.
 
Tipo 2: Ingredientes Culinários
São as substâncias usadas para preparar a comida do dia a dia e que passam por processamento como moagem e refinamento. Alguns exemplos são açúcar, farinha, amidos, sal, óleos vegetais e manteiga.
 
Tipo 3: Alimentos Ultraprocessados
Tudo o que é muito processado. São comuns em quase todas as casas: pães (até o integral), biscoitos, bolos, sorvetes, chocolates, barras de cereal, refrigerantes, pratos pré-preparados (aqueles congelados de supermercado), hambúrgueres, produtos enlatados, sopas prontas, requeijão, margarina e muitos outros.
 
Um exemplo importante são os embutidos – mortadela, salame, presunto e salsicha. É importante não confundi-los com carne, que é classificada como alimento fresco. “Eles passaram por tantos processos químicos que perderam as características básicas de um alimento como a carne, com proteínas e gorduras adequadas”.
 
Por que são perigosos?
Um dos maiores problemas é que o sabor do alimento não está conectado aos nutrientes. “Um bolo de amêndoas industrializado, que vem na caixinha, só tem sabor de amêndoas, mas não os nutrientes ligados àquele sabor. É como se o organismo fosse enganado”, explica Maluh Berciotte. Algumas características básicas dos ultraprocessados são:
 
- Têm alto poder calórico, mas com uma energia “vazia”. No processamento, perdem os nutrientes e mantém as calorias. “É um excesso de caloria que não nutre. O exemplo máximo disso é o refrigerante”, diz Maluh.
 
- Têm hiperpalatabilidade, ou seja, um sabor artificial exagerado, que exacerba os nossos sentidos e cria um padrão de gosto no organismo. “Uma criança acostumada a tomar refrigerante muitas vezes não consegue tomar nem água”. O mesmo acontece com sucos. Se nos acostumamos a beber suco em pó, dificilmente nosso paladar reconhece o sabor da fruta “de verdade” no suco natural.
 
- São alimentos altamente disponíveis para consumo. Toda essa facilidade se reflete no supermercado, com tantas opções nas prateleiras. Nunca na história humana foi tão fácil consumir alimentos prontos. É só pensar: quantas embalagens você compra que é só abrir e comer o que vem dentro?
 
- Contêm excesso de sal, açúcar, gorduras e substâncias químicas como conservantes, estabilizantes, flavorizantes e corantes. Por isso é tão importante ler os rótulos!
 
O que fazer?
Tentar reduzir a quantidade de alimentos muito industrializados é o primeiro passo. Não há uma recomendação diária máxima para consumo de ultraprocessados. “A ideia é quanto menos, melhor. Se possível, de forma esporádica”, diz Maluh. “É importante que de 60 a 70% da alimentação básica do dia a dia seja composta principalmente de alimentos frescos e minimamente processados”. Muitas vezes é possível mudar padrões simples de consumo e buscar adquirir, pouco a pouco, novos hábitos:
 
- Evite ingredientes refinados e “branqueados”, como açúcar refinado e farinha branca. Opte por opções integrais.
 
- Busque alternativas para quando estiver fora de casa. Por exemplo: batata doce tem um tipo de açúcar mais saudável que a batata normal. “Fazer um lanchinho de bata doce para levar para o trabalho é algo supersaudável”, comenta Maluh. Frutas e frutas secas também são sempre boas opções para ter na bolsa.
 
- Evite levar crianças às compras. Elas são mais vulneráveis às embalagens e produtos coloridos. Sem elas, fica mais fácil dizer “não” e evitar guloseimas;
 
- Sempre que puder, evite os sucos de caixinha ou em pó (prefira sempre os naturais) e tome o mínimo de refrigerante que conseguir;
 
- Procure comer frutas puras, sem disfarçar o gosto com cremes e açúcar;
 
- Aprenda a cozinhar refeições simples e rápidas. É uma boa forma de abrir mão da praticidade daquela pizza ou sanduíche congelados;
 
- Substituir o pão de padaria (feito com excesso de farinha refinada) por pão caseiro já é um ganho para a saúde. “O ideal é que as pessoas comecem a aprender receitas de pão, pode ser até de liquidificador”, propõe Maluh;
 
- Se tiver esta opção, prefira feiras de rua ao supermercado. As tentações são menores e a oferta de alimentos mais saudáveis costuma ser maior. (Lydia Cintra)
 
 
Fonte: Super Interessante

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Alimentos Funcionais prevenindo doenças



A alimentação está diretamente relacionada com a saúde, não apenas no que diz respeito ao estado nutricional, mas também em relação ao fornecimento de nutrientes que podem prevenir doenças quando consumidos de forma adequada.

Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de identificar o conhecimento veiculado em periódicos brasileiros e estrangeiros sobre alimentos funcionais e clínica geriátrica, sendo os alimentos considerados: aveia, tomate, soja, linhaça, peixe e amêndoas. De acordo com os resultados, a mortalidade da população idosa, devido a acidentes cardiovasculares, câncer, acidente vascular encefálico, aterosclerose, doenças hepáticas pode ser minimizada através de compostos bioativos e substâncias presentes em determinados alimentos, os chamados alimentos funcionais.

Outro estudo foi realizado baseado no fato da dieta ser geralmente reconhecida por estar envolvida na modificação do risco individual para o desenvolvimento de doenças trombóticas, embora sua influência no decorrer do tratamento destas desordens é provavelmente menos importante. De acordo com o estudo, a intervenção dietética tem se mostrado eficaz na redução dos níveis de lipídeos sanguineos, além de certos componentes dietéticos terem sido provados como eficazes na redução da ativação plaquetária, contribuindo para a prevenção de trombose.

Os estudos que relacionam o consumo alimentar com prevenção de doenças e saúde são de extrema importância e devem ser incentivados, uma vez que os alimentos podem promover maiores benefícios à saúde quando consumidos de forma adequada.

Fontes:

Castro e Silva, Igor Marcelo; Sá, Emmanuela Quental Callou de. Alimentos funcionais: um enfoque gerontológico. Rev. Soc. Bras. Clín. Méd; 10(1)jan.-fev. 2012.

Phang M; Lazarus S; Wood LG; Garg M. Diet and thrombosis risk: nutrients for prevention of thrombotic disease. Semin Thromb Hemost; 37(3): 199-208, 2011 Apr.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pão enriquecido


 
O pão, considerado como produto obtido pela cocção, em condições técnicas adequadas, de massa preparada com farinha de trigo, fermento biológico, água e sal, podendo conter outras substâncias alimentícias aprovadas. Seu consumo é elevado em todo o mundo, fazendo parte do consumo alimentar de forma geral.

Em pesquisa recente, foram avaliados sensorialmente um pão de forma enriquecido com soro de leite em pó e carbonato de cálcio, em comparação com uma amostra comercial, por indivíduos de diferentes idades. Os pães enriquecidos apresentaram teores de 783 mg de cálcio/100 g. De acordo com os resultados, o pão de forma enriquecido analisado neste estudo demonstra ter elevado potencial de comercialização.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de enriquecer pão de forma com soro de leite em pó, disponibilizando ao produto final maior concentração de proteínas e minerais, especialmente cálcio e fósforo, além de incentivar o consumo de derivados do soro de leite, resíduo da indústria de laticínios normalmente destinado a alimentação de animais ou ao descarte. Todos os pães desenvolvidos foram aceitos sendo que alguns de forma igual aos pães convencionais.

Enriquecer pães com ingredientes nutritivos é uma boa alternativa, uma vez que este alimento é consumido por todas as faixas etárias e classes socias, colaborando desta forma para a melhora do consumo alimentar da população.

Fontes:

Gurgel, Cristiane Santos Sânzio; Maciel, Janeeyre Ferreira; Farias, Larissa Raphaela Gonçalves de; et al. Aceitação e intenção de consumo de pão de forma enriquecido com soro de leite em pó e carbonato de cálcio. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 70(3): 283-289, set. 2011.

Lima, Adriana de Sousa; Maciel, Janeeyre Ferreira; Queiroga, Rita de Cássia Ramos do Egypto; et al. Avaliação físico-química e sensorial de pães de forma enriquecidos com soro de leite em pó. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 68(3): 366-372, set.-dez. 2009.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Preço da carne deverá cair 25% até o início de Março


Os preços da carne devem cair nas próximas semanas
 
O preço de cortes tradicionais de carne devem ficar até 25% mais baratos nos supermercados, após o aumento às vésperas do carnaval. No início do mês, o custo médio do quilo de alcatra e contrafilé, no atacado, chegou a R$ 16.
A previsão do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios (BGA), José de Sousa, é que esse valor, agora, volte ao patamar de R$ 12, com o preço nos supermercados variando entre R$ 12,90 e R$ 15.
— A condição dos pastos está boa, e há uma oferta grande de produto no mercado, por causa de problemas na exportação. No máximo, até o início de março, esses preços já estarão normalizados — explica Sousa.
De acordo com o presidente da Associação dos Supermercados do Rio (Asserj), Aylton Fornari, a explicação para a alta tão repentina no início do mês é o tradicional aumento das vendas na época de carnaval.
— A demanda dos consumidores cresce muito nessa época, e os preços acompanham. A carne tem esses picos de preço, seja por questões climáticas, de mercado externo ou até mesmo por causa de datas específicas — ressalta Fornari.




Fonte: Extra - Online

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Frutas e Alimentos Funcionais


 
As frutas, de modo geral, devem ser consumidas diariamente, independente da faixa etária, levando em conta as restrições alimentares relacionadas às suas propriedades. Diversos estudos têm evidenciado que uma dieta rica em frutas e vegetais auxilia na redução de algumas doenças, colaborando para a saúde e qualidade de vida.

Estudo sobre as frutas e seus benefícios à saúde são abundantes na área, como pesquisa recente a qual foi desenvolvido com o objetivo de relacionar a laranja como alimento funcional devido às suas propriedades benéficas à saúde.

Outra pesquisa aborda o açaí, destacando a sua polpa, a qual tem sido submetida ao processo de desidratação, que além de ser utilizado como um método de conservação, impedindo a deterioração e perda do valor comercial, objetiva o beneficiamento do alimento, possibilitando a instalação de um novo produto no mercado.

Os dados dos estudos evidenciam constantes pesquisas relacionadas a frutas, as quais sempre são indicadas como alimentos benéficos à saúde e que devem ser consumidas com regularidade.

Fontes:

Ramirez, Etienne Jacques Antonelli; Hübscher, Gilberti Helena. Laranja: em defesa de seu uso como alimento funcional. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr; 36(3)dec. 2011.

Carneiro, Alessandra Pinheiro Góes; Silva, Larissa Morais Ribeiro da; Figueiredo, Raimundo Wilane de; et al. Efeito da temperatura no comportamento reológico de pó de açaí (Euterpe oleracea) reconstituído. UNOPAR Cient., Ciênc. biol. saude; 14(4)out. 2012.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Inclusão da biodiversidade na alimentação é debatida em Brasília

 
 
 
Um projeto internacional para incluir produtos nativos na dieta alimentar das pessoas foi discutido durante a primeira reunião do Comitê Nacional de Coordenação do Projeto Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade para a Melhoria da Nutrição e do Bem-Estar Humano.
A ideia é mostrar que é possível diversificar a dieta com produtos nativos e sem danificar o meio ambiente. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 90% da flora nativa do país não fazem parte da alimentação dos brasileiros, sendo que muitas espécies nativas se reproduzem gratuitamente. O gerente de Recursos Genéticos do Departamento de Conservação da Biodiversidade do ministério, Lídio Coradin, lembra que 60% da alimentação mundial está concentrada no arroz, na batata, no trigo e no milho. Outros alimentos muito consumidos são o feijão, a cana, a beterraba, a soja, a banana, o sorgo, a mandioca e o amendoim.  
“Há possibilidade de se mudar a cultura das populações para o consumo de muitos produtos da biodiversidade, que são utilizados apenas regionalmente, e que têm poder nutritivo muitas vezes maior sobre aqueles empregados habitualmente”, disse.
Além do Brasil, participam da iniciativa a Turquia, o Quênia e o Sri Lanka. O projeto prevê investimentos de US$ 1,7 milhão no Brasil até 2016  por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Programa das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sob a coordenação do Bioversity for Food and Nutrition (BFN). 


Edição: Carolina Pimentel
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil


Fonte: Agencia Brasil

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alimentos industrializados têm alto teor de sódio

No final de outubro de 2012 o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), Edmundo Klotz, assinaram um documento, acordando metas nacionais para a redução do teor de sódio em alimentos processados no Brasil. O termo de compromisso previa a redução em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A estimativa era retirar 8.788 toneladas de sódio do mercado brasileiro até 2020.
Entretanto, uma análise do Instituo Nacional de Defesa do Consumidor – Idec constatou que, apesar dos acordos firmados, a maioria dos fabricantes não vai precisar reduzir a quantidade desse ingrediente em seus produtos, pois boa parte deles já tem, atualmente, teor de sódio dentro das metas estabelecidas para os próximos anos.
Foram analisados os rótulos de 530 alimentos industrializados de diversas categorias, entre bolos, biscoitos, batatas palha, maioneses e cereais matinais e apesar da conformidade em relação termo de compromisso a maioria dos alimentos ainda possui alto teor de sódio.
Para ilustrar essa situação, o Idec usou a maionese como exemplo:
boa parte das marcas analisadas contém mais de 1.000 mg do nutriente em 100 g do produto (o equivalente a 10 colheres de sopa, aproximadamente). Nessas colheradas, há quase metade do total de sódio recomendado pelo Ministério da Saúde para um dia inteiro, que é de 2.400 mg. Contudo, as metas de redução para a categoria parecem não levar isso em conta, pois foram fixadas em 1.283 mg/ 100 g para o ano de 2012; e em 1.051 mg/ 100 g até o fim de 2014 (as metas são gradativas e devem ser implementadas a cada dois anos; para alguns alimentos, começam neste ano e seguem em 2015). Das 21 marcas de maionese pesquisadas, 20 (95,4%) não precisaram mover nenhuma palha para cumprir a meta do ano passado, e 11 (52,4%) podem continuar como estão até o ano da Copa do Mundo no Brasil”.
Veja no quadro abaixo o resumo da análise feita pelo Instituto:
A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patricia Jaime, explicou que as metas foram definidas, em 2010, com base nos menores valores de sódio existentes no mercado para cada categoria de alimento. O objetivo é que, até 2020, todas as marcas contenham o teor mínimo de sódio praticado 10 anos antes e que, no momento em que foi feito o acordo, não havia evidências de que seria possível adotar metas mais rigorosas. Por outro lado, ela destaca que, apesar dessa redução o Ministério não classifica os produtos que atingem tais marcas como saudáveis.
O Idec defende que os acordos são superficiais e que as metas definidas foram tímidas gerando um impacto pouco expressivo na saúde. Assim, a entidade entende que para além de acordos voluntários junto às empresas, o Ministério da Saúde deve articular outras frentes como, por exemplo: estabelecer regras para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos e também garantir informação clara ao consumidor nos rótulos dos produtos.
Diante desse cenário, o consumidor deve ficar alerta, pois dados do IBGE divulgados em 2011 revelam que o consumo médio do brasileiro é 33% maior do que é recomendado por órgãos de saúde. Vale lembrar que boa parte desse exagero está vinculada ao consumo de alimentos industrializados.


Fonte: Portal do Consumidor

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Enquanto a inflação medida entre fevereiro de 2012 e janeiro de 2013 ficou em 5,95%, cerveja aumentou 12,99% e refrigerante e água, 8,67%



Outros gastos relacionados ao carnaval também tiveram aumento superior ao da inflação geral (Tuca Vieira/Folha Imagem)
Beber neste carnaval sairá mais caro do que no ano passado, mostram dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Enquanto a inflação medida entre fevereiro de 2012 e janeiro de 2013 ficou em 5,95%, de acordo com o Índice de Preços Consumidor - Semanal (IPC-S), o preço da cerveja e do chope aumentou 12,99%, do refrigerante e água, 8,67%, e do cafezinho, 12,13%, todos acima do índice de inflação.
O economista do Ibre e coordenador do levantamento, André Braz, citou que houve aumento na tributação das bebidas alcoólicas no período. "Além disso, houve melhora na renda, o que aumenta a procura e encarece os preços", acrescentou. As bebidas vendidas nos supermercados tiveram aumento superior ao registrado em geral das bebidas no período, crescendo 15,20%.
Braz explica que, apesar de os preços terem subido mais nos supermercados, não quer dizer que as bebidas estejam mais caras nesses estabelecimentos. "Esse número serve só para mostrar que o preço subiu em qualquer lugar, mas comprar bebida no supermercado continua mais barato que em bares e restaurantes, por exemplo. A bebida continua mais barata no supermercado", afirmou.
Outros gastos relacionados ao carnaval também tiveram aumento superior ao da inflação geral. É o caso de doces e salgados (10,98%), sorvetes fora de casa (9,27%) e hotel (7,12%).



Fonte: Veja Online

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cafeína

A cafeína, substância presente em diversos alimentos e bebidas, como café, chás, chocolate, possui diversas propriedades que são fontes de estudo, assim como seu efeito estimulante.

De acordo com pesquisa na área, a cafeína é um alcalóide que facilmente atravessa a barreira placentária podendo interferir no crescimento e desenvolvimento das células fetais e comprometer a oxigenação fetal. Deste modo, foi avaliada a associação entre o consumo total de cafeína e de alimentos-fonte de cafeína com a prematuridade. De acordo com os resultados, o consumo total de cafeína e de alimentos-fonte de cafeína durante a gravidez não foram associados à prematuridade, com a maioria das mulheres tendo consumido menos que 300mg/dia.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o consumo de cafeína em gestantes e sua associação com variáveis demográficas, socioeconômicas, reprodutivas e comportamentais e com o estado nutricional materno. De acordo com os resultados, o consumo de cafeína pela maioria das gestantes foi inferior ao limite de 300 mg/dia preconizado em outros estudos. Observou-se tendência ao consumo elevado de cafeína nas gestantes cuja menarca ocorreu mais cedo, com maior número de pessoas vivendo na casa e que não faziam uso de medicamentos.

Os dados dos estudos demonstram o consumo de cafeína em grupos de gestantes, sendo que este consumo não ultrapassa o limite estabelecido em pesquisas. A orientação nutricional em relação ao consumo de cafeína deve ocorrer para gestantes, uma vez que está presente em diversos alimentos e bebidas, sendo possível ultrapassar o consumo adequado caso não haja controle do mesmo.
 
Fontes:

Alice Helena de Resende Nóra Pacheco; Daniele Marano Rocha Araujo; Elisa Maria de Aquino Lacerda; et al. Consumo de cafeína por grávidas usuárias de uma Unidade Básica de Saúde no município do Rio de Janeiro. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.30 no.5 Rio de Janeiro May 2008.

Rita Adriana Gomes de Souza; Rosely Sichieri. Consumo de cafeína e de alimentos-fonte de cafeína e prematuridade: um estudo caso-controle. Cad. Saúde Pública vol.21 n.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2005.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vegetarianos têm coração mais saudável, diz estudo

Vegetarianos: Saúde cardiovascular dessas pessoas parece ser melhor do que a de quem comer carne, sugere estudo

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Pessoas que seguem uma dieta vegetariana têm um coração mais saudável do que aquelas que comem carne e peixe. Segundo uma pesquisa britânica, esses indivíduos apresentam um risco menor de sofrer doenças cardíacas e também de serem hospitalizados ou morrerem em decorrência de um evento cardiovascular. O estudo, que estará presente na edição de março do periódico The American Journal of Clinical Nutrition, reforça trabalhos recentes que associaram o consumo de carne vermelha a uma maior taxa de mortalidade.
Para a autora desse estudo, Francesca Crowe, epidemiologista da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, grande parte dessa diferença se deve aos efeitos do colesterol e da pressão sanguínea, que geralmente são mais altos entre os consumidores de carne. “Nossas conclusões ressaltam a importância dos hábitos alimentares para a saúde do coração”, diz.
A pesquisa de Crowe comparou a saúde cardiovascular de vegetarianos e não vegetarianos — ao todo, o estudo avaliou quase 45.000 pessoas entre 50 e 70 anos de idade durante 12 anos. Ao longo desse tempo, os participantes responderam a questionários detalhados sobre sua saúde e seu estilo de vida. 
Melhor saúde — Segundo os resultados, os vegetarianos, de maneira geral, têm pressão arterial e níveis de colesterol no sangue mais baixos do que as pessoas que comem carne. Eles também tendem a apresentar um índice de massa corporal (IMC) menor e um menor risco de diabetes. Além disso, após levarem em consideração fatores como idade, tabagismo, consumo de álcool e prática de atividade física, os pesquisadores concluíram que os vegetarianos têm uma chance 28% menor de desenvolver alguma doença cardiovascular e 32% mais baixa de hospitalização ou de morrer por condições do tipo. O risco de câncer, no entanto, é semelhante entre vegetarianos e não vegetarianos.


Fonte: Veja online

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Burger King admite que hambúrgueres na Irlanda tinham carne de cavalo

Rede de fast-food diz ter encontrado DNA do animal em amostras recolhidas em fábrica no país.


A rede de fast-food Burger King admitiu na noite de quinta-feira (31) que alguns de seus hambúrgueres fabricados na Irlanda continham carne de cavalo. Em um comunicado, a companhia afirmou que exames em amostras de carne processadas no frigorífico Silvercrest, na Irlanda, constataram a presença de DNA equino no produto.
"Os resultados de nossos testes de DNA independentes dos produtos retirados dos restaurantes foram negativos para DNA equino. Mas quatro amostras recolhidas recentemente da fábrica de Silvercrest mostraram a presença de níveis muito pequenos de DNA equino", informou a empresa no comunicado.
"Dentro de 36 horas, estabelecemos que a Silvercrest usou uma pequena porcentagem de carne importada de um fornecedor não aprovado na Polônia. Eles prometeram entregar hambúrgueres de carne 100% britânica e irlandesa e não cumpriram. Este é um desrespeito claro às nossas especificações e encerramos nossa relação com eles".
Em um comunicado publicado no jornal britânico "Guardian", o vice-presidente de qualidade global da rede comprada por um fundo brasileiro em 2010, Diego Beamonte, afirmou que a companhia está "profundamente incomodada" com os resultados dos exames.
No entanto, Beamonte foi cauteloso ao responder perguntas sobre o risco de clientes do Burger King terem consumido carne de cavalo. "O exame para (detectar) DNA equino não é um procedimento padrão usado na produção de carne", disse.
Mas a companhia diz que vai analisar se serão necessários mais testes de DNA e maior controle na produção. "Vamos nos dedicar a determinar quais as lições que podem ser aprendidas e quais as medidas adicionais, incluindo testes de DNA e maiores controles de origem que poderão ser acrescentados", afirmou.
Investigação
Este é mais um capítulo do escândalo envolvendo a descoberta de carne de cavalo em hambúrgueres vendidos em grandes redes de supermercados da Grã-Bretanha e Irlanda.
Em janeiro, autoridades dos dois países começaram a investigar a contaminação de hambúrgueres de carne bovina por carne de cavalo.
A contaminação foi descoberta pelas autoridades de saúde da Irlanda, que examinaram 27 produtos diferentes e constataram que 10 deles tinham traços de DNA de cavalos e 23 continham DNA de porcos.
Segundo as autoridades dos dois países, o consumo dos hambúrgueres não trazia riscos à saúde, mas os produtos já foram retirados das prateleiras dos supermercados.
Em uma das amostras pesquisadas, a carne de cavalo representava 29% do conteúdo total de carne de um hambúrguer congelado.
O escândalo levou a maior rede de supermercados da Grã Bretanha, o Tesco, a colocar anúncios de página inteira em vários jornais do país se desculpando por vender hambúrgueres que continham carne de cavalo.
Quantidades menores também foram encontradas em hambúrgueres vendidos pelos supermercados Iceland, Lidl, Aldi e Dunnes.
As investigações continuam na Irlanda, Grã-Bretanha e Polônia, onde fica um fornecedor de carne usado pelo frigorífico Silvercrest durante um ano


Fonte: BBC

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Como driblar os exageros do verão?


 
1) Com as boas vindas ao verão é possível manter equilíbrio nas refeições e seguir, na medida do possível, uma alimentação nutritiva e prazerosa?
Não é preciso se privar de alguns prazeres à mesa para manter uma alimentação saudável. Afinal o mais importante nessa época está em aproveitar os dias de descanso e socializar com amigos e familiares.

2) Quais são as suas orientações para manter a saúde em dia e ainda aproveitar sem preocupações o que as férias têm de melhor?

- Evite o jejum prolongado. Com a rotina alterada, é comum nos alimentarmos em horários diferentes e até mesmo pular algumas refeições. A orientação de alimentar-se a cada 3 horas continua valendo, assim você diminui as chances de ter um apetite incontrolável nas refeições principais.
Não limite-se apenas ao prato principal. Desfrute também das saladas, que além de contribuírem com a saciedade, possuem quantidade importante de fibras, vitaminas e minerais.

- Para refrescar-se e matar a vontade de um doce, invista em picolés a base de fruta. Além de leves, são menos calóricos que sorvetes de massa e a base de leite ou preparações com chocolate, cremes e chantilly.

- Vale lembrar que, com as altas temperaturas, transpiramos mais e por isto nosso corpo precisa de mais líquidos para repor. Tenha sempre uma garrafinha de água ao seu alcance. Outra alternativa é parar ao longo do dia para hidratar-se, seja com água de coco, isotônicos ou sucos naturais.

- A cerveja pode ser uma ótima opção para brindar o verão e relaxar. Além de poucas calorias quando comparada a outras bebidas, ela é super refrescante e contém aproximadamente 90% de água em sua composição. Ou seja, também pode ser uma aliada para manter a hidratação em dia. As dicas são apreciá-la com moderação e alterná-la com um copo d'água.

- Não abandone os exercícios físicos. Mesmo que esteja viajando, uma simples caminhada já ajuda a colocar seu corpo em movimento. A praia, por exemplo, é um ótimo lugar para relaxar e praticar a atividade física de sua preferência. As atividades ao ar livre também ajudam a garantir a exposição solar diária necessária, que por sua vez contribui para a síntese de vitamina D, responsável pela fixação de Cálcio nos ossos.

Por fim, divirta-se com familiares e amigos e alimente-se sem culpa, mas com equilíbrio, para aproveitar ao máximo os bons momentos do verão!
 

 
Autor
 
Dra. Rosana Perim
 
Gerente de Nutrição do HCor