quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Gostos básicos: umami



O umami conhecido como quinto gosto básico, ao lado dos gostos doce, salgado, azedo e amargo, tem sido muito estudado por suas propriedades de realçar o sabor dos alimentos.

De acordo com pesquisa recente, a sensibilidade aos gostos varia de indivíduo para indivíduo, sendo questionadas diferenças entre pessoas obesas e não obesas. Deste modo, o objetivo deste estudo foi analisar a sensibilidade gustativa de crianças obesas e não obesas. De acordo com os resultados, as crianças obesas e não obesas diferem em seu paladar, sendo sugerido que os obesos poderiam identificar qualidades de sabor com menor precisão que as crianças com peso normal.

Já em relação ao gosto umami, pesquisa recente enfatiza o glutamato como um aminoácido multifuncional, desempenhando papel fundamental na neurotransmissão central, no metabolismo intermediário do hidrato de carbono, bem como do paladar, representando a principal substância para se obter o gosto umami. A pesquisa esclarece ainda que a percepção do gosto umami é baseada em sistemas de múltiplos receptores distribuídos na cavidade oral e trato gastrointestinal, que ativa uma série de regiões no cerébro envolvidas em diferentes funções, o que pode influenciar no comportamento do apetite. Por fim afirma-se que futuras pesquisas com o umami serão fundamentais para sua melhor compreensão e influencia em uma dieta saudável e agradável.

Os dados dos estudos trazem informações sobre os gostos básicos, sendo uma área de novas e constantes pesquisas, geralmente com o objetivo de melhorar e entender a aceitação alimentar.

Fontes:

Overberg J; Hummel T; Krude H; Wiegand S. Differences in taste sensitivity between obese and non-obese children and adolescents. Arch Dis Child; 97(12): 1048-52, 2012 Dec.

Ghirri A; Bignetti E. Occurrence and role of umami molecules in foods. Int J Food Sci Nutr; 63(7): 871-81, 2012 Nov

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Horário das refeições é tão importante para perder peso quanto contagem de calorias




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A maioria dos programas de emagrecimento busca o equilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto energético, mas um novo estudo, publicado nesta terça-feira, na “International Journal of Obesity”, põe em foco um fator necessário para a perda de peso: o horário. Pesquisadores do Hospital Feminino de Brigham, em colaboração com as Universidades de Murcia e Tufts, descobriram que não só o que se come, mas quando se come pode ajudar na perda e manutenção do peso.

— Este é o primeiro estudo prospectivo em larga escala que demonstra que o horário das refeições pode prever uma perda de peso efetiva — afirma o neurocientista Frank Scheer, diretor do Programa Médico de Cronobiologia do hospital, professor adjunto da Escola de Medicina de Harvard e coordenador do estudo.

— Nossos resultados indicam que pessoas que se alimentam mais tarde apresentam um índice de perda de peso mais lento e perdem menos peso que os que se alimentam mais cedo, sugerindo que o horário das refeições pode ser um fator importante nos programas de perda de peso — explica.
Para validar o papel do horário da alimentação no emagrecimento, os pesquisadores examinaram 420 voluntários acima do peso que seguiram um programa durante 20 semanas na Espanha.

Os participantes foram divididos em dois grupos, de acordo com os horários que se alimentavam, selecionados a partir da hora do almoço, considerado a principal refeição do dia. Durante esta refeição, 40% das calorias do dia eram consumidas. O grupo que se alimentava mais cedo almoçava antes das 15h e os que se alimentavam mais tarde, depois das 15h. O grupo que almoçava mais tarde perdeu menos peso, de forma mais lenta, e ainda mostrou sensibilidade menor à insulina, um fator de risco para a diabetes.

Os pesquisadores consideraram que o horário das demais refeições menores não teve papel importante na perda de peso. Entretanto, os voluntários que almoçavam mais tarde também consumiram menos calorias ou deixavam de comer durante o café da manhã.
Outros fatores tradicionais foram levados em conta na pesquisa, como a ingestão e gasto calóricos, os hormônios leptina e grelina, ligados ao apetite, e a duração do sono. Entre estes fatores, os pesquisadores não encontraram diferenças entre os dois grupos, o que significa que o horário da refeição foi um fator importante e independente na perda de peso.




Fonte: Extra - Online

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Consumo de lanches


 
O consumo de lanches faz parte da rotina escolar, uma vez que a criança passa grande parte do tempo na escola, onde também realiza suas refeições.

A preocupação com a qualidade da alimentação no ambiente escolar e o consumo excessivo de lanches vem aumentado, como pode ser observado através de estudo recente, o qual foi realizado com o objetivo de desenvolver e aplicar uma metodologia para avaliar a implantação da cantina escolar saudável em escolas do Distrito Federal.

O trabalho foi realizado por meio de um curso de capacitação para proprietários de cantinas. De acordo com os resultados, o curso apresentou resultados positivos, principalmente a curto prazo, entretanto o processo de acompanhamento durante um ano para esse público não foi o suficiente para garantir a sustentabilidade das ações, sendo necessário entre outros fatores, o acompanhamento sistemático desse processo.

Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de verificar a prevalência da substituição do almoço e do jantar por lanches em adolescentes e a associação com estado nutricional e sexo, assim como avaliar os alimentos que substituem as refeições. De acordo com os resultados, verificou-se prevalência elevada de substituição de refeições principais, principalmente do jantar, por lanches. Os substitutos do almoço e do jantar apresentavam, em sua maioria, alta densidade energética e baixo valor nutritivo.

Os dados dos estudos demonstram a preocupação em relação a alimentação de estudantes, sendo necessária a orientação nutricional e ações que colaborem para a oferta e consumo de lanches mais saudáveis e menor taxa de substituição de refeições por lanches.

Fontes:

Nina Flávia de Almeida Amorim; Bethsáida de Abreu Soares Schmit; Maria de Lourdes Carlos Ferreirinha Rodrigues; et al. Implantação da cantina escolar saudável em escolas do Distrito Federal, Brasil. Rev. Nutr. vol.25 no.2 Campinas Mar./Apr. 2012

Amanda Solimani Teixeira; Sonia Tucunduva Philippi; Greisse Viero da S. Leal; et al. Substituição de refeições por lanches em adolescentes .Rev. paul. pediatr. vol.30 no.3 São Paulo Sept. 2012.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Açúcar na dieta



O consumo de doces e alimentos açúcardos em geral vem aumentando nos últimos anos devido ao fácil acesso a estes tipos de alimentos, inclusive por crianças e adolescentes.

De acordo com pesquisa recente, enquanto a ingestão de açúcar é um fator importante para o desenvolvimento de obesidade, diabetes e cárie dentária, também são consideradas fontes de energia principalmente para crianças. Ainda de acordo com o estudo, o consumo de açúcares por crianças japonesas não é um ponto muito estudado, tendo sido então avaliado nesta pesquisa. De acordo com os resultados, a média de ingestão de açúcares por esta população estava dentro da faixa de recomendação da FAO/WHO, destacando-se, porém que os efeitos dos tipos de açúcares consumidos e seus efeitos na saúde devem ser mais bem esclarecidos.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de comparar o consumo alimentar de dois grupos de mulheres portadoras de câncer de mama atendidas em dois períodos distintos: 1999-2004 e 2005-2009. De acordo com o estudo, os achados apontam para uma lacuna na abordagem educativa das pacientes tanto no passado como na atualidade, o que comprova a necessidade de incentivar maior consumo e variedade de hortaliças e frutas e menor consumo de cereais refinados, gorduras, açúcar e refrigerantes.

Os dados dos estudos evidenciam diferentes abordagens em relação ao consumo na dieta, porém, em ambos os casos, deve haver controle no consumo e orientação em relação à uma dieta equilibrada, diminuindo o consumo de açúcar refinado e de alimentos que o contenham, e aumento do consumo de alimentos mais nutritivos.

Fontes:

Takeichi H; Taniguchi H; Fukinbara M; et al. Sugar intakes from snacks and beverages in Japanese children. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo); 58(2): 113-7, 2012.

Helena Alves de Carvalho Sampaio; Daianne Cristina Rocha; Maria Olganê Dantas Sabry; et al. Consumo alimentar de mulheres sobreviventes de câncer de mama: análise em dois períodos de tempo. Rev. Nutr. vol.25 no.5 Campinas Sept./Oct. 2012.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Queijos



 
Queijos consistem em um concentrado protéico gorduroso obtido pela precipitação de sólidos do leite, seguido de dessora da coalhada, o que leva a um decréscimo da umidade, havendo diferenças em seu modo de preparo e matéria prima, gerando diversos tipos e variedades.

Pesquisa recente avaliou os teores de nitratos e nitritos em 77 amostras de queijos expostos à venda no Estado de Minas Gerais em 2009. De acordo com os resultados, do queijo Minas Frescal, 7 apresentaram não conformidade com a legislação brasileira, em função da presença de nitrato. No queijo tipo parmesão 18 amostras apresentaram teores de nitrato acima do limite estabelecido pela legislação, já no Prato foram encontradas 10 das amostras. Todas as amostras de queijo Mussarela avaliadas estavam em conformidade com a legislação. Em todas as amostras de queijo analisadas neste estudo não houve ocorrência de nitrito.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar a composição, as propriedades funcionais e as características sensoriais do queijo Mussarela produzido a partir de leite com contagens de células somáticas (CCS) em níveis baixos (<200.000 CS/mL), intermediários (≈400.000 CS/mL) e altos (>800.000 CS/mL). Os resultados do estudo indicaram que o leite cru utilizado para a produção de queijo Mussarela não deve conter níveis de CS acima de 800.000/mL, para evitar alterações nas propriedades funcionais do queijo Mussarela.

Os dados dos estudos demonstram alguns cuidados que devem haver na composição de queijos, sendo que estes produtos devem ser constantemente controlados em relação á sua fabricação, composição e ítens relacionados ao seu armazenamento.

Fontes:

Gonçalves, Janilson Fernandes; Oliveira, Wemerson de Castro; Silva, Claudia Aparecida de Oliveira e; et al. Ocorrência de nitratos e nitritos em queijos minas frescal, mussarela, parmesão e prato. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 70(2): 193-198, abr.-jun. 2011.

Evelise Andreatta; Andrezza Maria Fernandes; Marcos Veiga Santos; et al. Composition, functional properties and sensory characteristics of Mozzarella cheese manufactured from different somatic cell counts in milk. Braz. arch. biol. technol. vol.52 no.5 Curitiba Sept./Oct. 2009.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estudo desmonta tese de que colesterol bom alto protege coração


Colesterol nem tão bom . Uma molécula de HDL
Foto: Latinstock


Novos estudos põem abaixo a teoria de que altas taxas do chamado colesterol bom (HDL, high density lipoprotein) são suficientes para proteger o coração do excesso de colesterol ruim (LDL, low-density lipoprotein). Duas pesquisas, realizadas em centros de doenças cardíacas nas universidades de Zurique, na Suíça, e de Leipzig, na Alemanha, revelam que o HDL pode perder o seu efeito protetor em consequência da oxidação.
O pesquisador Volker Adams, chefe do Laboratório Cardiológico do Centro do Coração da Universidade de Leipzig, na Alemanha, constatou que o efeito protetor do HDL é prejudicado pela oxidação. O HDL remove o colesterol das artérias e o leva de volta ao fígado para reutilização ou excreção. Quando está oxidado, no entanto, deixa de cumprir esta função. Segundo o especialista, a vitamina B3 melhora a função protetora do HDL, mas a medida mais eficaz é a prática diária de exercícios.

— A partir de 30 minutos diários de caminhada os exames de laboratório indicam uma melhora da atuação do colesterol bom — explica Adams.

Testes com um grupo de 24 pessoas (sendo oito saudáveis, oito com leves problemas cardíacos e oito em estado mais grave) mostraram que, depois de três meses de exercícios regulares (no mínimo 30 minutos de caminhada por dia), houve uma redução de 30% da oxidação do HDL.

— Até os oito pacientes com problemas cardíacos graves apresentaram melhora — diz Adams, que atualmente prossegue o estudo para descobrir se os exercícios regulares melhoram a atuação do HDL na sua capacidade de transporte do colesterol das artérias para o fígado.

Efeito protetor no organismo
Segundo ele, o HDL aumenta a produção de óxido nítrico (NO), o transporte do colesterol das artérias para o fígado, onde é decomposto e levado para o intestino. O NO reduz a pressão nos vasos sanguíneos, tendo, assim, um efeito protetor.

Há dez anos um estudo americano já tinha apresentado a suspeita de que uma taxa mais alta de HDL (acima de 50 mg/dl) no sangue nem sempre significava mais proteção contra doenças cardiovasculares. Cinco anos mais tarde, a equipe do especialista Ulf Landmesser, da Universidade de Zurique, na Suíça, começou a decifrar o enigma do distúrbio de função do HDL e, em 2011, as primeiras conclusões foram publicadas no periódico “The Journal of Clinical Investigation”.

— Nossa primeira conclusão foi que as pessoas que sofriam de doenças arteriais tinham um distúrbio funcional, apesar das taxas boas de HDL. A apo-1, proteína mais importante do HDL, apresentava erro de função em consequência do aumento da apo-3 — diz Landmesser, que coordena uma pesquisa com 500 pessoas com problemas cardiovasculares sobre o bloqueio da função protetora do HDL.

A novidade mostrada pelos novos estudos é que nem sempre o HDL pode proteger o coração. Por isso, as tentativas de remédios para melhorar a taxa de colesterol baseadas no aumento do HDL não deram certo. Há cerca de seis anos, o laboratório Pfizer suspendeu um estudo com uma substância (torcetrapib), capaz de aumentar a taxa de HDL, que teria causado um aumento de casos de óbito em vez do efeito desejado, de redução dos casos de morte. Oitenta e dois dos quinze mil pacientes que participaram do estudo faleceram. Outra tentativa foi feita pelo laboratório suiço Hoffmann-La-Roche com uma substância parecida, dalcetrapib, que não mostrou o efeito desejado. O estudo terminou em maio do ano passado.


Desequilíbrio geral no metabolismo
Para Landmesser, o processo de perda de função positiva do HDL é complicadíssimo porque envolve vários fatores. Além da composição das proteínas, cujo o desequilíbrio faria com que os radicais livres atacassem o HDL, ele descobriu que o processo de oxidação, que tira do HDL a sua capacidade protetora, ocorre também em consequência de um distúrbio de uma enzima associada à lipoproteína, chamada paraoxonase. O especialista descobriu que pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 apresentavam uma taxa maior de desequilíbrio da paraoxonase, o que ele explica como resultado de um desequilíbrio geral do metabolismo. Mas pessoas saudáveis também podiam apresentar o mesmo distúrbio.

Há anos a teoria do colesterol bom preconiza que uma taxa HDL acima de 50 mg/dl teria a capacidade gradual de reduzir o efeito ruim do LDL, que deveria ficar em até 160 mg/dl, sendo a taxa geral aconselhada para uma vida saudável algo em torno de 200 mg/ dl.

— Ainda hoje vale a regra de que o LDL alto demais e o HDL baixo demais têm o efeito bomba relógio que pode explodir como infarto ou de acidente vascular cerebral — diz Landmesser.

Segundo o médico esportivo austríaco Hans Holdhaus, as doenças cardiovasculares atacam mais hoje do que no passado por causa do alto grau de sedentarismo da vida moderna.

— Na Idade da Pedra, uma pessoa caminhava em média 19 quilômetros por dia. Hoje a média é de 800 metros e isso se reflete nas estatísticas de saúde — conclui Holdhaus, que defende um retorno do homem às origens, pelo menos no que se refere a movimentos.


Fonte: O Globo - Online

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Riscos de intoxicação alimentar podem aumentar no verão


 
1) Quais são as causas das intoxicações alimentares
Com a chegada das férias e da estação mais quente do ano, aumenta o consumo dos alimentos facilmente encontrados em ambientes como a praia: milho verde, churros, espetinhos, sanduíches prontos, porção de camarão, entre muitos outros petiscos. Apesar de serem gostosos, é fundamental ficar atentos a alguns cuidados para que uma possível intoxicação alimentar não estrague suas férias.

A maior parte dos casos de intoxicação alimentar - que provoca náuseas, vômitos, dor de cabeça, cólica e diarreia - se deve à contaminação por bactérias, atribuída muitas vezes a falta de higiene do manipulador, do local e falhas no transporte, armazenamento e preparo dos alimentos. As bactérias adoram umidade, sujeira, água e temperatura ambiente de 20 a 45ºC e, em geral, detestam temperaturas inferiores a 10ºC (geladeira/freezer) ou superiores a 65ºC (cozimento dos alimentos). Por isso, a dica principal para quem não quer este tipo de problemas é saber armazenar e preparar corretamente os alimentos.Tenha cuidado com carnes, peixes, frutos do mar e aves, pois os alimentos de origem animal são os mais sujeitos a contaminações. Quanto maior o manuseio durante o processamento, na fase de armazenagem ou ainda no preparo, maiores as chances de proliferação de bactérias.

2) No Brasil ocorrem muitos surtos de intoxicação?
Segundo informações do Ministério da saúde, há um registro médio de 665 surtos por ano no Brasil, com 13 mil doentes.

3) Que dicas são importantes para evitar as intoxicações alimentares?
A prevenção é sempre mais importante. No verão, beba muita água, sucos naturais e água de coco para estar sempre hidratado. Mantenha os alimentos e bebidas bem refrigerados e fique sempre de olho nos prazos de validade. Mantenha os alimentos crus longe dos cozidos, evite refeições e lanches prontos por mais de duas horas, não consuma alimentos com alteração de cheiro cor e sabor, não ingira alimentos em embalagens danificadas. São pequenos cuidados que certamente vão fazer toda a diferença nas suas férias”, complementa Ana Carolina Marçal, que coordena o programa Viva Melhor.
 

 
Autor
 
Dra. Ana Carolina Marçal
 
Nutricionista do programa de Saúde Alimentar Viva Melhor

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cresce pressão popular pela sanção de projetos de lei que combatem a obesidade infantil



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Campanha se intensifica na internet e várias organizações da sociedade civil manifestam seu apoio com pedido de audiência ao governador de São Paulo; Conselho Nacional de Segurança Alimentar e especialistas de renome internacional também se declararam a favor de sanção
 
Desde que o governador Geraldo Alckmin recebeu os dois projetos de lei aprovados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para apreciação, uma campanha pela sanção de ambos se intensificou – e a corrida é grande, já que o prazo do governador termina no final do mês de janeiro.
 
Os dois PLs (1096/2011 e 193/2008) visam combater o problema da obesidade infantil, que já pode ser chamado de epidemia no Brasil e afeta mais de 30% das crianças. O primeiro veta a comercialização de lanches com brindes e o segundo restringe a publicidade de alimentos não saudáveis direcionada a crianças.
 
O Alana, ao lado de outras 16 entidades (entre elas Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor -, Rede Nossa São Paulo, Cáritas Brasileira e Aliança pela Infância), enviou ao Palácio dos Bandeirantes no último dia 14 de janeiro um pedido de audiência emergencial, para que o posicionamento e informações de especialistas e da sociedade civil organizada possam ser devidamente contemplados e considerados pelo governo paulista.
 
Uma petição online também foi criada, para que a população possa se manifestar. Ela está disponível em português e em inglês nesse link: http://www.change.org/SancionaAlckmin.

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) manifestou em uma carta, enviada em 11 de janeiro ao governador, seu apoio aos PLs. A carta foi assinada pela presidente do conselho, Maria Emília Lisboa Pacheco.
 
De outros países chegaram manifestações de especialistas como Susan Linn, cofundadora e diretora da Campanha pela Infância sem Publicidade (CCFC), nos Estados Unidos, além de professora de Psiquiatria em Harvard, e Ann Cooper, chef de cozinha e educadora, com passagem pelo Comitê de Padrão Orgânico do departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que encabeça o movimento por comidas mais saudáveis nas escolas norte-americanas e tem o apoio da primeira-dama Michelle Obama.

Entenda os projetos
Trinta por cento das crianças brasileiras apresentam sobrepeso e 15% delas são obesas. A obesidade é a porta de entrada para doenças crônicas não-transmissíveis como diabetes, hipertensão etc. No último mês de dezembro, a Assembleia Legislativa Paulista (Alesp) aprovou os projetos de lei 1096/2011 e 193/2008, que restringem a publicidade de alimentos a crianças e proíbem a venda de lanches com brindes ou brinquedos. O primeiro, de autoria do deputado estadual Alex Manente (PPS) proíbe a venda de alimentos acompanhados de brindes ou brinquedos no estado.  Já o segundo, do deputado Rui Falcão (PT), regulamenta a publicidade dirigida a crianças de alimentos e bebidas pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio – nenhuma comunicação do tipo poderá acontecer entre 6h e 21h em rádios ou canais de televisão, e em nenhum horário nas escolas públicas ou privadas. Além disso, o texto proíbe também a utilização de celebridades ou personagens infantis na comunicação, assim como a associação com brindes ou brinquedos colecionáveis.

Caso os projetos de lei sejam sancionados, São Paulo se mostrará alinhado a países pioneiros como Chile, França e Inglaterra, e cidades como São Francisco e Santa Clara, nos EUA, que já possuem limites para a publicidade de alimentos não saudáveis.
 
Sobre o Instituto Alana
O Instituto Alana é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que trabalha em várias frentes para encontrar caminhos transformadores que honrem as crianças, garantindo seu desenvolvimento pleno em um ambiente de bem-estar. Com projetos inovadores, que vão desde a ação direta na educação infantil e o investimento na formação de educadores até a promoção de debates para a conscientização da sociedade, o Instituto Alana tem o futuro das crianças como prioridade absoluta.



Fonte: Instituto Alana

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"Dietas de detoxicação hepática" são enganosas


A "dieta de detoxicação hepática" é utilizada como meio para limpar o fígado de toxinas após um exagero alimentar comum nas festas de fim de ano.
Entretanto, a doutora em Nutrição Humana, Regina Maria Vilela, professora da Universidade Federal do Paraná, explica que não há comprovação científica sobre o uso de tais dietas, muitas vezes divulgadas na mídia erroneamente.
De acordo com a especialista, a maioria delas indica a ingestão de somente água por um, dois ou até três dias. Depois destes dias de dieta líquida, o consumo de somente frutas e hortaliças e, algumas chegam a sugerir até 10 dias de dieta líquida e a compra de suplementos.
Para Regina, é possível manter uma dieta saudável que preserve o fígado sem se submeter a essas dietas.
Ela sugere algumas orientações básicas que garantem uma vida mais saudável, como priorizar alimentos frescos e evitar os industrializados que contenham excesso de açúcar, sal, gordura, conservantes e corantes.


Fonte: R7 - Noticias

domingo, 13 de janeiro de 2013

Alimentação e coração


 
As doenças cardiovasculares representam uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. A preocupação com sua prevenção está relacionada a cuidados com a saúde, alimentação e atividade física adequadas.

Neste contexto, estudo foi desenvolvido com o objetivo de identificar fatores de risco cardiovasculares em pais/cuidadores de crianças cardiopatas, mediante avaliação do estado nutricional, condições de saúde e estilo de vida. De acordo com os resultados foram identificados fatores de risco para doenças cardiovasculares nos pais/cuidadores avaliados, como excesso de peso, sedentarismo e hipertensão, além de hábitos alimentares inadequados como elevada frequência de consumo de gorduras saturadas e colesterol e baixa frequência de consumo de gorduras insaturadas.

Em relação ao consumo de gorduras, pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar os efeitos do consumo dos óleos de amendoim, açafrão e oliva na composição corporal, ingestão alimentar, dentre outros parâmetros, em indivíduos eutróficos normolipidêmicos. De acordo com os resultados, a ingestão dos óleos levou ao aumento do ganho de peso.

Os dados dos estudos evidenciam alguns cuidados que devem ser levados em conta para a prevenção do ganho de peso e riscos cardiovasculares, como o consumo excessivo de gorduras, o qual deve ser controlado através de orientação nutricional e consumo alimentar balanceado.

Fontes:

Camila Feijó Borges; Fernanda Michielin Busnello; Lucia Campos Pellanda. Identificação de fatores de risco cardiovascular em pais. Arq. Bras. Cardiol. vol.99 no.4 São Paulo Oct. 2012 Epub Sep 06, 2012.

Regiane Lopes Sales; Neuza Maria Brunoro Costa; Josefina Bressan Resende Monteiro; et al. Efeitos dos óleos de amendoim, açafrão e oliva na composição corporal, metabolismo energético, perfil lipídico e ingestão alimentar de indivíduos eutróficos normolipidêmicos. Rev. Nutr. vol.18 no.4 Campinas July/Aug. 2005.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Chuvas deixam verduras e legumes mais caros



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As chuvas do começo deste ano deixaram a feira mais cara e o brasileiro já sente a disparada dos preços das verduras e legumes.
Alguns itens abriram 2013 com o preço lá em cima. O alface subiu 41,9% e o repolho, 64,2%.

O reajuste de verduras e legumes já era percebido desde o fim do ano, com alta média de 11,08% somente em dezembro, segundo pesquisa da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

De acordo com o economista Claudio Felisoni, o reajuste já era esperado por conta do excesso de chuva, já que as quebras de safra e o encarecimento do transporte com as chuvas acabam sendo repassados ao consumidor.

Mas há alternativas, como pesquisar os preços e pechinchar com os feirantes. Outra opção é substituir os alimentos por outros mais em conta. É o caso de brócolis por abobrinha, agrião por berinjela e salada de fruta no lugar da salada verde.



Fonte: R7 Notícias

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Estado nutricional de trabalhadores


 
O gasto energético insuficiente e o consumo alimentar inadequado têm gerado grande preocupação em relação ao estado nutricional em grande parte da população.

Este fato pode ser observado através de estudo recente, o qual foi desenvolvido com o objetivo de analisar o índice de massa corporal (IMC) de trabalhadores de uma empresa de construção civil, sendo uma atividade que despende de grande gasto energético para realizar as atividades. De acordo com os resultados, evidenciam-se 121 pessoas (33,1%) com sobrepeso e 24 pessoas (6,5%) com obesidade, segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de caracterizar o estado nutricional, histórico de doenças crônicas, o estilo de vida e perfil socioeconômico de comerciários frequentadores de um restaurante social na cidade de Fortaleza-CE, Brasil. De acordo com os resultados, houve alta prevalência de sobrepeso e obesidade, associado a uma elevada adiposidade abdominal; estilo de vida sedentário, com etilismo; e perfil socioeconômico predominantemente C1 e C2.

Os dados dos estudos evidenciam populações de risco para a obesidade, sendo necessária a intervenção nutricional para prevenir a obesidade e doenças relacionadas, estimulando ainda a prática de exercícios físicos além de uma alimentação saudável e balanceada.

Fontes:

Fernandes, Ângela Cristina Puzzi; Vaz, Aline Bueno. Perfil do índice de massa corporal de trabalhadores de uma empresa de construção civil. J. Health Sci. Inst; 30(2)abr.-jun. 2012.

Alves, José Wesley dos Santos; Soares, Nádia Tavares; Leão, Thelma Celene Saraiva; et al. Estado nutricional, estilo de vida, perfil socioeconômico e consumo alimentar de comerciários. Rev. bras. promoç. saúde (Impr.); 25(2 Supl)jun. 2012.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Refrigerantes aumentam risco de depressão


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Uma nova pesquisa sugere que bebidas doces, especialmente as diet, estão associadas ao aumento do risco de depressão em adultos, enquanto que o consumo de café leva a uma redução desse risco. O estudo foi divulgado ontem e será apresentado em março no Congresso Anual da Academia Americana de Neurologia.

— Bebidas doces, café e chá são comumente consumidos em todo o mundo e têm importantes consequências para a saúde física e, ao que parece, até para a mental — afirmou o autor do estudo, Honglei Chen, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde, na Carolina do Norte, e membro da Academia Americana de Neurologia (AAN).

Estudo com 264 mil participantes
O estudo envolveu quase 264 mil pessoas com idades entre 50 e 71 anos (idade no início do trabalho). Entre 1995 e 1996, os cientistas mediram a quantidade de bebidas ingeridas, tais como refrigerante, chá, suco artificiais e café. Cerca de dez anos depois, os pesquisadores perguntaram aos participantes se eles tinham sido diagnosticados com depressão até o ano 2000. Um total de 11.311 diagnósticos da doença foram feitos.

As pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante por dia tinham 30% mais chances de desenvolver depressão do que aqueles que não consumiam a bebida. Já os que bebiam quatro copos de sucos industrializados por dia tinham uma probabilidade 38% maior. Além disso, o risco mostrou-se maior para pessoas que bebiam com frequência bebidas diet, mas a incidência não foi divulgada. Por outro lado, aqueles que bebiam quatro xícaras de café por dia tinham 10% menos chances de ter depressão.

— Nossa pesquisa aponta que cortar ou diminuir o consumo de bebidas doces e diet pode ajudar a reduzir o risco de depressão — afirmou Chen, que, no entanto, ponderou. — Mais investigação é necessária para confirmar esta descoberta, e as pessoas com depressão devem continuar a tomar os medicamentos prescritos.

Falta de estudos conclusivos
A diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia na Regional RJ (SBEM-RJ), Flávia Conceição, lembra que existem estudos relacionando o consumo de açúcar em excesso com sintomas depressivos, especialmente em crianças.

— O que não sabe é se este hábito poderia levar à depressão ou se este indivíduo já tinha predisposição para a doença, se esta preferência já não seria a manifestação de sintomas de depressão. Não se sabe o que vem primeiro, mas parece mesmo ter uma relação — afirmou a endocrinologista.

Da mesma forma, Flávia também ressaltou que, no estudo da AAN, apesar de os pesquisadores notarem uma alta incidência de pessoas com depressão entre os que consumiam refrigerantes, outros fatores poderiam estar associados com o diagnóstico.

— Fica difícil avaliar se é uma relação de causa e efeito. Existe esta forte especulação ligando o açúcar com a depressão, mas ainda faltam evidências — explicou a especialista.

Já com relação ao café, algumas pesquisas já apontam sua relação com o menor risco de depressão. A Escola de Medicina de Harvard pesquisou 50 mil mulheres entre 1996 e 2006, e mostra que o consumo do café reduzia em 20% a incidência do distúrbio. Os pesquisadores acreditam ser a cafeína a responsável por este resultado, já que a substância pode aumentar a sensação de bem estar e a energia. Da mesma forma, os cientistas ressaltaram que ainda faltam estudos para comprovar a relação com a depressão.


Fonte: Extra Online

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Antioxidantes x Doenças Crônicas e Câncer


 
Os efeitos dos alimentos considerados antioxidantes em relação a prevenção de doenças crônicas, como  doenças cardiovasculares, e numerosos tipos de câncer, tem sido estudados há alguns anos. A função destes alimentos é combater os chamados radicais livres, que afetam negativamente o organismo e são produzidos naturalmente pela respiração e produção de energia, por exemplo.

Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de analisar o conteúdo de compostos antioxidantes (ácido ascórbico - AA, ácido desidroascórbico - ADA, vitamina C total, licopeno, β-caroteno, β-criptoxantina e estimativa de compostos fenólicos) e avaliar a atividade antioxidante, em goiaba, manga e mamão. De acordo com os resultados, os teores dos constituintes antioxidantes diferiram entre as três frutas, mas a goiaba foi a fruta que apresentou teores mais elevados de compostos fenólicos, vitamina C total, ADA e licopeno, além dos maiores valores para atividade antioxidante.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar o consumo de antioxidantes em pacientes com câncer durante os diferentes ciclos de quimioterapia. De acordo com os resultados, entre as fontes alimentares consideradas ricas nos antioxidantes estudados, as mais consumidas foram cenoura, espinafre, mamão, laranja, óleo de soja, óleo de girassol, carne vermelha, queijo e carne de frango. Porém, ainda de acordo com os resultados, a população estudada atingiu o consumo diário recomendado para os antioxidantes analisados quando dividida nos ciclos do tratamento, mas houve porcentagem alta de consumo inadequado quando dividida nos quartis.

Os estudos evidenciam a importância e a necessidade de orientação adequada de alimentos considerados antioxidantes, sendo necessário o desenvolvimento de orientação e acompanhamento nutricional sempre que possível.

Fontes:

Oliveira, Daniela da Silva; Aquino, Priscila Peixoto; Ribeiro, Sônia Machado Rocha;et al. Vitamina C, carotenoides, fenólicos totais e atividade antioxidante de goiaba, manga e mamão procedentes da ceasa do estado de Minas Gerais. Acta sci., Health sci; 33(1): 89-98, jan.-jun. 2011.

Caroline Cavali Rohenkohl; Ana Paula Carniel; Elisângela Colpo. Consumo de antioxidantes durante tratamento quimioterápico. ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.24 no.2 São Paulo Apr./June 2011.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Em 2012, alimentos subiram o dobro da média inflacionária em São Paulo


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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou o ano de 2012 em alta de 5,1%. Dos sete grupos pesquisados, o de alimentação foi o que mais pressionou a taxa ao longo do ano, com aumento de 10,2%.
No período de compras natalinas, os preços dos itens alimentícios subiram de forma mais intensa. O índice havia atingido 0,92%, na primeira prévia de dezembro, passou para 1,07%, na segunda, subiu para 1,41% na terceira e encerrou o mês com aumento de 1,4%.
Entre os produtos que ficaram mais caros ao final do ano passado estão as carnes suínas (4,97%) e o peru (1,66%), bastante consumidos na ceia natalina do brasileiro. Mas os alimentos do dia a dia também tiveram correção de preços: o arroz ficou 1,39% mais caro e o feijão, 3,96%. O óleo de milho também subiu (1,45%), assim como a farinha de trigo (7,4%).
A segunda maior elevação no acumulado de janeiro a dezembro ocorreu no grupo despesas pessoais (9,89%). Considerando apenas o mês de dezembro, a taxa ficou em 2,01%. No período, a alta foi influenciada por correções nas passagens aéreas (19,66%) e viagens de excursão (6,04%).
Embora tenha apresentado variação de 0,03% no último mês de 2012, o grupo educação acumulou a terceira maior taxa do ano (8,33%). Habitação teve alta de 2,18% no ano e de 0,47% em dezembro.
O grupo transporte apresentou taxa mensal de 0,29% e anual, de 0,21%, como efeito de um longo período com taxas negativas. Em saúde, o IPC fechou o mês em 0,24% e o ano, em 5,93%. Em vestuário, os índices são, respectivamente, 0,03% e 3,34%.


Fonte: Agência Brasil

domingo, 6 de janeiro de 2013

Especialistas alertam para aumento global de diabetes infantil


BBC Brasil
 
Cada vez mais as crianças também estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2.
O número de casos de diabetes tipo 1 está crescendo rapidamente, especialmente entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas.
Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão aumentando em todo o mundo.
Atualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.
Diabetes: você sabe se tem essa doença?
Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.
Além disso, em um número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2.
Diagnóstico adequado
A diabetes se manifesta quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, um hormônio que regula o nível de açúcar no sangue.
Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas.
Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo.
Mas no caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar seus nível de glicose, corre risco de morte.
Apesar de a doença aparecer em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos.
Falta informação sobre diabetes tipo 1, especialmente nas escolas, alerta especialista
Segundo o informe da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos, houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.
O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste.
Embora não haja estudos sobre a incidência em outras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam similares globalmente.
Conhecendo os sintomas
Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores com até 15 anos desenvolvam a doença todo ano.
Com isso, a diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes. Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afetar o desempenho escolar.
O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave.
Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, 'é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença'.
'Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico'.
Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso.
'Os pais e as babás também precisam entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rápido possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1', acrescentou Young.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Brasil pode entrar na OMC contra países que barram carne nacional


Informação é da secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Há atualmente seis países que impedem entrada de carne bovina brasileira.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, informou nesta quarta-feira (2) que o governo brasileiro não descarta a possibilidade de ingressar com uma disputa comercial na Organização Mundial de Comércio (OMC), chamado de "contencioso", contra os países que barram a importação da carne brasileira.
Mesmo com o aparecimento de um caso "atípico" de mal da "vaca louca" no Paraná em 2010, que foi comunicado somente nos últimos meses, Prazeres informou que o governo brasileiro entende que os países que impediram as importações de carne brasileira não encontram respaldo, para tal decisão, nas regras da OMC. Atualmente, declarou ela, há seis países que barram a carne brasileira: Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita, Chile e Jordânia.  
"Não hesitaremos em abrir novas disputas na OMC caso se multipliquem as barreiras não compatíveis com a OMC. Já fizemos isso para açúcar, algodão, suco de laranja. O Brasil não descarta essa possibilidade, diante de barreiras incompatíveis com as regras internacionais. O Brasil já manifestou no âmbito da OMC a preocupação com as importações brasileiras. Se for o caso, poderemos sim acionar o último recurso e acionar na OMC. O Brasil é ativo na defesa dos seus interesses", declarou Tatiana Prazeres a jornalistas, lembrando que a OIE classifica o Brasil como tendo "risco insignificante" da doença.
De acordo com a secretária, estes países que impedem a entrada da carne brasileira representavam, até novembro, cerca de 4,4% das exportações brasileiras. "Se não há respaldo, essas barreiras sao injustificáveis", declarou, acresentando que o Brasil também pode realizar "consultas bilaterais" com estes países com vistas à remoção das barreiras.
Brasil é 2º maior exportador de carne bovina
O maior comprador da carne bovina brasileira é a Rússia, que respondeu por 22,5% das exportações brasileiras no acumulado até outubro, seguida por Hong Kong (17,3%) e Egito (11,3%). Segundo a Abiec, Japão, a África do Sul e a China representam aproximadamente 1,5% da exportação brasileira de carne bovina no período de janeiro a novembro de 2012. Cada país corresponde, respectivamente, a 1.610 toneladas (0,14%), 639 t (0,06%) e 14.830 t (1,31%).
Em 2012, o Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo. Entre janeiro e outubro deste ano, somando miudezas, in natura e industrializada do produto, o Brasil vendeu 1,024 milhão de toneladas para o mercado internacional, segundo dados do ministério.


Fonte: IG

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O submundo dos agrotóxicos

IMAGEM DE DESTAQUE

Recentemente, um escândalo envolvendo irregularidades na liberação de agrotóxicos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi parar nos jornais. O inseticida Diamante BR, da Ourofino Agronegócios, usado na lavoura de cana-de-açúcar, e o fungicida Locker, da FMC Química do Brasil, usado no plantio de soja, chegaram ao mercado sem passar pela avaliação obrigatória da agência reguladora antes de o produto ser registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além desses, mais cinco produtos foram considerados irregulares. O caso é grave, já que a Anvisa é a responsável por impedir que produtos perigosos à saúde humana sejam comercializados e, consequentemente, cheguem à mesa dos brasileiros.
O Idec tem acompanhado esse caso com atenção, já que o uso de agrotóxicos faz parte de sua pauta de trabalho. Para tentar entender melhor essa história, a REVISTA DO IDEC entrevistou uma peça-chave: o ex-gerente geral de toxicologia, Luiz Cláudio Meirelles, que denunciou irregularidades do órgão. Pouco tempo depois, ele foi exonerado do cargo de confiança que ocupou por quase 13 anos.

Em 20 de dezembro, ele voltou a integrar a equipe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que o cedeu à Anvisa em 1999. Até lá, está de férias no Rio de Janeiro (RJ), de onde respondeu, por telefone, as perguntas do Idec

Idec: Você pode relatar o que aconteceu no caso de sua exoneração da Anvisa? LUIZ CLÁUDIO MEIRELLES: Vou começar pelo final. A justificativa da Anvisa para a minha exoneração foi que eu não obedeci as regras para o encaminhamento das irregularidades que identifiquei e para o pedido de exoneração do gerente geral da Gavri (Gerência de Avaliação de Riscos), além do fato de o MPF (Ministério Público Federal) ter tomado conhecimento do caso antes de ele ter sido apurado. Eu discordei da justificativa, porque ela está muito aquém do que pode estar por trás disso tudo. Se eu perdi a confiança numa pessoa que é subordinada a mim, eu precisava tomar uma decisão. E, em relação ao MPF, eu não encaminhei nada a eles. Eu era um gestor técnico, detectei um problema, o documentei e encaminhei para os departamentos competentes, respeitando a hierarquia interna.
Posteriormente, a Anvisa me acusou de já ter conhecimento de que o gerente da Gavri era um problema. Eu refutei essa afirmação, porque ele gozava da minha confiança, assim como do supervisor, dos outros gerentes e do diretor. E assim que eu descobri coisas erradas, pedi que fosse exonerado. Mas fui surpreendido com a minha exoneração.

Irregularidades podem acontecer. O problema é usar o episódio para destruir o trabalho da gerência e desregulamentar o setor.

A reação à minha exoneração não foi só minha, envolveu mais gente, porque há algum tempo a gente vem levantando questões nessa área de agrotóxicos que estão sendo muito difíceis de conduzir. A proibição do metamidofós, por exemplo, gerou uma série de reações. Foram parlamentares cobrando da Anvisa e tentando derrubar a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) que proibiu a substância. Vinha sendo assim sistematicamente. Nós respondíamos várias coisas para garantir aquilo que é o nosso papel: retirar os produtos mais tóxicos do mercado e não dar registro para os que são perigosos. Mas a pressão vinha sendo muito grande.

Historicamente dentro da Anvisa, sempre fomos muito pressionados, o meu cargo sempre foi muito pedido por deputados. Teve um tempo em que a senadora Kátia Abreu [PSD-TO] foi para o Congresso falar mal da Anvisa. Nós entramos com representação contra ela, passamos por auditoria dentro da gerência. Mas continuamos tocando o trabalho como tem de ser. Implantamos um programa de resíduo que também foi muito combatido [PARA - Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos]. Não queriam que os dados fossem divulgados, pois isso causava problemas de produção. Então, ao longo dos anos, foi muita pressão. Acho que nos últimos dois anos houve um aumento de questionamento por parte da sociedade civil, levantamento junto à Câmara, filmes veiculados como O Veneno Está na Mesa, do Sílvio Tendler. Isso também está relacionado a uma reação.

Outra fato é que se está fechando uma norma que pode apertar os critérios de avaliação e classificação toxicológica. Houve muita reação a essa norma, que é a revisão da Portaria 3. Se os critérios para definir se um produto causa câncer ou não for muito flexível ou mais rígido, isso poderá representar melhores ou piores resíduos na sua mesa. Resíduo melhor não tem, mas pode ter resíduos de produtos mais ou menos perigosos na sua dieta. Um ponto importante sobre a Anvisa precisa ser pensado: o cliente da Anvisa nunca foi a empresa, muito menos quem usa aquele produto na produção. É o consumidor quem tem de ser o cliente da instituição. Uma norma que fala de avaliação toxicológica de um produto é de interesse principalmente dos consumidores de alimentos porque essa norma interfere justamente nos critérios que definem se um produto é ou não carcinogênico (tem potencial cancerígeno). Se uma norma como essa é muito flexível, o nossa salada terá mais produtos que podem causar câncer, causar alterações embrionárias etc. Essa norma vinha sendo alvo de muita pressão.

Idec: Mais alguém de fora, além do MPF, sabia das denúncias? LCM: Não sabia, mas na medida em que eu fui apurando os fatos, cancelei o ato administrativo que colocava aqueles produtos no mercado, e isso também gerou indagações. E para as empresas que pediram audiência, eu tive de informar que algumas irregularidades tinham sido encontradas e que elas estavam sendo encaminhadas para que a autoridade competente investigasse.
A razão de ser da Anvisa em relação aos agrotóxicos é fazer a avaliação toxicológica. Se um produto é liberado sem essa avaliação, é preciso cancelar o ato administrativo e começar tudo de novo. Por isso eu cancelei todos os produtos irregulares e comuniquei o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Isso gerou uma reação, principalmente de quem achava que estava tudo resolvido com o seu produto, só que não estava, porque o processo de liberação não tinha sido feito da maneira correta.

Idec: Dá para se ter uma ideia de quando essas irregularidades começaram a ocorrer e de quantos produtos estão envolvidos? LCM: Eu identifiquei as primeiras irregularidades em meados de agosto, mas teve produto que foi liberado em dezembro do ano passado. A maior parte se concentrou no primeiro semestre deste ano. Foram sete produtos. Pode ser que uma auditoria mostre mais, mas não será uma busca fácil.
Idec: E você acha que vâo aparecer mais produtos? LCM: Pode ser que sim. Espero que a avaliação descubra se existem outros para que o registro possa ser cancelado até que eles sejam regularizados. Não é algo que se descubra facilmente porque, às vezes, a documentação do produto está toda bonitinha. É preciso ver quem fez a nota técnica e se ela foi feita corretamente. Felizmente, nesse primeiro momento, encontramos um número pequeno de empresas e produtos irregulares se compararmos com o número total.
Idec: E você já havia solicitado, no passado, investigação sobre outras liberações irregulares? LCM: Foi a primeira vez que eu detectei irregularidades em relação à avaliação toxicológica e a liberação de produtos formulados. Passamos por auditoria em 2008 e eu nunca desconfiei de que algo errado pudesse estar acontecendo. Esse é o tipo da coisa que você descobre de repente.


 Fonte: Idec

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Atração perigosa

IMAGEM DE DESTAQUE
Monitoramento nacional mostra que a indústria de alimentos e produtos para bebês continua descumprindo a lei ao tentar seduzir os pais e os médicos com materiais promocionais que induzem a falsas vantagens para quem deixa de amamentar

Não é raro entrar na sala de espera de um consultório e encontrar um representante da indústria farmacêutica com sua maleta cheia de amostras e material promocional destinado aos médicos, aguardando uma brechinha na agenda para se apresentar. Nos consultórios de pediatras e nutricionistas não é diferente. De acordo com Rosana De Divitiis, coordenadora da Ibfan Brasil, integrante da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar, o assédio aos médicos por parte da indústria de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância (até 3 anos de idade) é muito forte, embora seja proibido.

Isso foi constatado na mais recente pesquisa de monitoramento nacional do cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas, Mamadeiras e Protetores de Mamilo (NBCAL) e da Lei no 11.265/2006, que trata da norma. O monitoramento é realizado desde 1988, quando a NBCAL foi aprovada. “Notamos que os problemas com rotulagem de produtos diminuíram, mas, por outro lado, a indústria tem investido bastante em materiais ditos ‘técnicos’ e ‘científicos’, que na verdade são muito mais promocionais das falsas vantagens de seus produtos, com muitas imagens e frases que podem induzir o consumidor a erro”, observa Divitiis.

Além desse tipo de material, outro grave problema ético foi observado no monitoramento: a distribuição de brindes em eventos científicos e datas comemorativas. A Nestlé, por exemplo, foi notificada pela Ibfan e pelo Idec por distribuir canetas e blocos de anotação durante o Congresso de Pediatria de Brasília e por ter presenteado os profissionais com uma corrente com pingente de ouro no Dia do Pediatra.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno é o melhor alimento para o recém nascido e para a criança pequena devido às suas propriedades nutricionais e imunológicas, pois contribui para a maturação gastrointestinal, a formação do vínculo entre mãe e filho e para o desenvolvimento neurocomportamental da criança. É por isso que a OMS e o Ministério da Saúde recomendam que a criança seja amamentada com leite materno até os 2 anos de idade, sendo que nos primeiros seis meses de vida ele deve ser o seu único alimento.

A NBCAL visa a proteger esse direito. No entanto, ano após ano, as empresas seguem descumprindo a norma e, consequentemente, desrespeitando o direito à amamentação. Desta vez, foram constatadas 105 irregularidades e 89 empresas foram notificadas pelo Idec e pela Ibfan por descumprimento da lei, mas apenas 44 responderam. Dessas, 32 concordaram com os termos das notificações e 11 não concordaram. Uma respondeu apenas agradecendo as observações. Os resultados do monitoramento também foram enviados ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a advogada do Idec Mariana Ferraz, o monitoramento realizado pela Ibfan é essencial para evidenciar que, apesar da legislação que protege o direito à amamentação, há ainda descumprimentos sistemáticos e falta de clareza ao setor regulado quanto aos seus deveres e às proibições.


Como é feito o monitoramento
O monitoramento é realizado por colaboradores voluntários da Ibfan em todo o Brasil. A pesquisa avalia toda a promoção comercial de alimentos e outros produtos para lactentes e crianças de primeira infância — peças de marketing; divulgação de produtos por meios eletrônicos, escritos, auditivos e visuais; estratégias promocionais para induzir a venda, como cupons de descontos; e a forma como os produtos são dispostos nas lojas. Ela verifica se os fabricantes seguem as regras de rotulagem e se eles e os comerciantes exibem as frases de advertência determinadas pela norma.
Fonte: IDEC