sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Governo cria Comitê de Atenção à Pessoa Celíaca


O Ministério da Saúde criou um Comitê Intersetorial de Atenção Integral às Pessoas Celíacas para elaborar, planejar, monitorar e avaliar as políticas de atenção voltadas para cerca de 1 milhão de celíacos que existem hoje no Brasil.
A doença celíaca é autoimune. O portador tem intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e em seus derivados. Nos celíacos, o glúten, que está presente em pães, biscoitos e uma infinidade de alimentos, desencadeia a produção de anticorpos no intestino delgado, que inflamam as paredes intestinais e dificultam a absorção de nutrientes.
De acordo com a nutricionista Lucélia Costa, presidente da Federação Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra), os sintomas podem variar, mas os mais comuns são diarreia crônica (de mais de 30 dias), prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento, perda ou pouco ganho de peso, atraso de crescimento ou da puberdade, humor alterado, irritabilidade ou desânimo e distensão abdominal.
A nutricionista acrescenta que a doença pode causar uma série de problemas associados, como o hipotireoidismo, vitiligo, a asma, dores articulares, entre outros. “[A doença celíaca] ainda é desconhecida e subestimada pela maioria da população e pelos profissionais de saúde [no Brasil]”. Ela pode levar anos para ser diagnosticada, já que os exames de sangue existentes são, às vezes, insuficientes para uma conclusão. No entanto,  pode ser confirmada por meio de uma endoscopia, com a biópsia de uma amostra do tecido do intestino delgado.
O celíaco deve se privar de comidas que contenham glúten por toda a vida. “Qualquer quantidade pode desencadear reações”, ressalta Lucélia. Ela explica que pode haver ainda restrições a outros alimentos, como o leite, a soja, o açúcar, o milho e até a alguns medicamentos e produtos de higiene e beleza. Os alimentos que contêm glúten podem ser substituídos por produtos com fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho, farinha ou creme de arroz, araruta ou fubá.
Lucélia alerta que a doença celíaca é herdada dos pais. “Nascemos com a predisposição genética e o desenvolvimento dependerá dos fatores ambientais e alimentares“.
 
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Oferta de Alimentos na Infância x Formação de Hábitos Alimentares


A oferta de alimentos na infância, deve ser realizada com cuidado para que as necessidades nutricionais sejam atendidas e deve colaborar para a formação dos hábitos alimentares.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de verificar o consumo de alimentos supérfluos, considerados aqueles com quantidades excessivas de lipídeos e/ou açúcares, ou substâncias indesejáveis para o consumo nessa faixa etária, como corantes e conservantes químicos, por crianças de quatro a doze meses de idade usuárias do serviço público/Sistema Único de Saúde. De acordo com os resultados, observou-se elevada introdução de alimentos supérfluos, sendo que 80,2% das mães e/ou responsáveis relataram oferecer um ou mais destes alimentos às suas crianças.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o consumo alimentar habitual de vitamina E em crianças. De acordo com os resultados, os produtos fonte de vitamina E mais consumidos foram iogurte, waffles, tortas, bolos, batatas fritas, óleos e margarina, sendo que a maioria das crianças apresentaram baixo consumo de vitamina E.

Os dados dos estudos demonstram a necessidade de melhorar a qualidade da alimentação das populações estudadas, sendo necessárias intervenções nutricionais e orientação aos cuidadores, com o objetivo de melhorar a qualidade dos alimentos oferecidos às crianças.

Fontes:

Heitor, Sara Franco Diniz; Rodrigues, Leiner Resende; Santiago, Luciano Borges. Introdução de alimentos supérfluos no primeiro ano de vida e as repercussões nutricionais. Ciênc. cuid. saúde; 10(3): 430-436, jul.-set. 2011.

Luna, Rafaella Cristhine Pordeus; Nascimento, Christiane Carmem Costa do; Bandeira, Geovanna Torres de Paiva; et al. Baixo consumo habitual de alimentos fonte de vitamina E em população infantil. Rev. Inst. Adolfo Lutz; 70(2): 213-219, abr.-jun. 2011.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A preocupação atual com a saúde e alimentação x Indústria de Alimentos


 
A preocupação com a saúde e alimentação é um fator que influência de forma direta a indústria de alimentos, pois os consumidores buscam cada vez mais uma alimentação saudável.

De acordo com pesquisa recente, a ingestão de proteína pode ajudar a prevenir a pressão arterial elevada e suas complicações. De acordo com os resultados, o aumento do fornecimento de proteínas no lugar de carboidratos por 4 semanas, em pacientes obesos, melhorou os marcadores em relação à pressão arterial.

Outra pesquisa aborda o fato de que há uma crescente demanda em relação aos produtos cárneos mais saudáveis. Deste modo foi desenvolvido nuggets de frango com baixo teor de sal, baixo teor de gordura e alto teor de fibras, apresentando boa aceitação alimentar.

Os dados dos estudos evidenciam a preocupação em relação ao consumo alimentar e saúde. Deste modo, mais estudos em relação a dietas e desenvolvimento de produtos com melhores qualidades nutricionais devem ser incentivados, para assim fornecer melhores condições para a população alcançar uma alimentação mais saudável.

Fontes:

Teunissen-Beekman KF; Dopheide J; Geleijnse JM; et al. Protein supplementation lowers blood pressure in overweight adults: effect of dietary proteins on blood pressure (PROPRES), a randomized trial. Am J Clin Nutr; 95(4): 966-71, 2012 Apr.

Verma AK; Sharma BD; Banerjee R. Quality characteristics of low-fat chicken nuggets: effect of common salt replacement and added bottle gourd (Lagenaria siceraria L.). J Sci Food Agric; 92(9): 1848-54, 2012 Jul.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Produto da ceia de Natal tem diferença de até 273% nos preços




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Enquanto um panetone pode ser comprado por R$ 14,20, em outro estabelecimento o mesmo produto é vendido por R$ 52,99

O Procon-SP encontrou diferença de até 273,17% em preços de produtos alimentícios do Natal. Foram pesquisados dez supermercados nas zonas norte, sul, leste, oeste e centro da capital paulista, além de várias regiões em treze municípios do Estado.
Em Jacareí, interior de São Paulo, o panetone Alpino (Nestlé, 750g) foi encontrado custando R$ 14,20 em um estabelecimento e, em outro, foi achado por R$ 52,99 – uma variação de 273,17%.
Já na cidade de São Paulo, o quilo do peito de peru Seara com aroma de manteiga e ervas custava R$ 12,58 o quilo; em outro estava custando R$ 29,95 – diferença de R$ 17,37 (variação de 138%). Este mesmo produto também apontou notável diferença também em Campinas: de 145,29%; ou seja, de R$ 17,29 entre o mais caro e o mais barato.

Em Bauru, no Centro-Oeste paulista, a maior diferença foi encontrada na Farofa Pronta Yoki 500g, que chegou a ser de R$ 2,12 - resultando em 108,72% de diferença. O mesmo produto teve diferença de R$ 2,36 entre o valor mais caro e o mais barato em Caçapava, onde o porcentual desta diferença chegou a 103,06%. Já em São José dos Campos, esta farofa registrou uma variação ainda maior, de 146,41% – R$ 3,06 entre o pacote mais caro e o mais barato.

Em Sorocaba, a Ameixa Seca Lata (150g) teve diferença de R$ 2,30 (116,16%) entre o estabelecimento de maior valor e o mais barato.

Na Baixada Santista, o Panettone Mega Chocolate (500g Village) registrou a maior diferença: de R$ 9, representando 100,11% entre o de menor e o de maior preço.
Na cidade de Presidente Prudente as diferenças não foram tão grandes em comparação às outras cidades pesquisadas. O peru temperado congelado Sadia teve diferença de R$ 5,60 (49,21%). Em Taubaté, o Peito de Peru Temperado Congelado Sadia sem osso apontou diferença de 178,25% – de R$ 24,92.
Outros produtos
Segundo o Procon-SP, outros produtos tradicionais do Natal registraram variação entre este ano e 2011
: bombons (18,61%), cereais e farofas prontas (18,12%), conservas (20,28%), frutas em calda (5,44%) e panetones, chocolates e bolos de Natal (7,21%).

Dicas de compras
O Procon-SP orienta os consumidores a efetuarem uma cuidadosa pesquisa de preço, avaliando sempre a relação preço/qualidade.

Para o órgão, antes de ir às compras é recomendável que o consumidor faça uma lista com os itens que pretende adquirir, pois essa prática ajuda a reduzir a compra de produtos desnecessários.


Fonte: MSN - Notícias

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Excesso de sal pode causar doenças cardiovasculares


 
1) Que problemas são causados pelo excesso de sal?
Apesar de ter papel importante no organismo e contribuir para um bom funcionamento do corpo, o consumo abusivo do sal de cozinha pode trazer problemas à saúde. O excesso de sódio, principal componente do sal de cozinha, está associado ao desenvolvimento da hipertensão arterial, de doenças cardiovasculares, renais e outras, que estão entre as primeiras causas de internações e óbitos no Brasil e no mundo.

O sódio é responsável pela regulação da quantidade de líquidos que ficam dentro e fora das células. Quando há excesso do nutriente no sangue, ocorre uma alteração no equilíbrio entre esses líquidos. O organismo retém mais água, que aumenta o volume de líquido, sobrecarregando o coração e os rins, situação que pode levar à hipertensão. A pressão alta prejudica a flexibilidade das artérias e ataca os vasos, coração, rins e cérebro.

2) Qual é a incidência da hipertensão?
Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011) do Ministério da Saúde revelam que 22,7% dos brasileiros já receberam diagnóstico de hipertensão.
Por dentro, os vasos são cobertos por uma fina camada, que é lesionada quando o sangue circula com pressão elevada. Com isso, eles se endurecem e ficam estreitos, podendo entupir ou romper com o passar dos anos. O entupimento de um vaso no coração pode levar a um infarto -- 79.297 óbitos em 2010. No cérebro, o entupimento ou rompimento levam ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame – causou 99.159 mortes em 2010. Nos rins, podem ocorrer alterações na filtração do sangue e até a paralisação dos órgãos. Portanto, evitar a ingestão excessiva de sal é uma medida simples que pode prevenir contra vários problemas graves de saúde.

3) Qual é a recomendação de consumo máximo diário de sal?
Pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de menos de cinco gramas por pessoa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela, no entanto, que o consumo do brasileiro está em 12 gramas diários, valor que ultrapassa o dobro do recomendado. Se o consumo de sódio for reduzido para a recomendação diária da OMS, os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%. Ainda estima-se que 1,5 milhão de brasileiros não precisaria de medicação para hipertensão e a expectativa de vida seria aumentada em até quatro anos.

4) como podemos diminuir o consumo de sal?
Uma das maneiras mais práticas de diminuir o consumo de sódio é observar as informações nutricionais no verso das embalagens ao comprar alimentos industrializados. Se a quantidade for superior a 400mg em 100g do alimento, é considerado um alimento rico no nutriente, sendo prejudicial à saúde. É recomendável sempre por escolher aquele que apresentar menos sódio.

Além de reduzir a quantidade de sal no preparo da comida, podemos substituí-lo por outros condimentos, que inclusive vão dar um sabor melhor. É melhor utilizar ervas desidratadas e temperos naturais, como salsa, cebolinha, pimenta e outros. O uso de temperos industrializados também deve ser evitado, pois contêm alto ter de sódio.

Para contribuir com a diminuição do consumo de sódio, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria alimentícia pela redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. Desde 2011, governo federal fechou três termos de compromisso para que várias categorias de alimentos sejam produzidas com menos sódio.
Esse acordo incentiva a indústria a oferecer alimentos menos prejudiciais à saúde e reforça o compromisso do governo federal na promoção de hábitos de vida mais saudáveis dos brasileiros. Com a iniciativa, o Brasil protagoniza a elaboração de um modelo que pode virar referência para diversos países.

Temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais, macarrões instantâneos, bisnagas e vários outros terão metas para os próximos anos de redução do teor de sódio. Somados os três convênios, a previsão é de que até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio. O acordo determina acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos alimentos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado.
 

 
Autor
 
Dra. Patrícia Jaime
 
Coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Para emagrecer, o melhor é praticar somente exercícios aeróbicos



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Segundo estudo, atividades como corrida são mais eficazes na perda de peso do que a musculação sozinha ou a combinação dos dois tipos de exercício

Para conseguir emagrecer, uma pessoa que está acima do peso talvez deva deixar de lado a musculação e dedicar-se somente à prática de atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e natação. Ao menos é o que concluiu um novo estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Após avaliar um grupo de indivíduos obesos ou com sobrepeso, os pesquisadores mostraram que praticar exercícios aeróbicos é melhor para perder peso e gordura em comparação com treinos de resistência ou treinos que combinem os dois tipos de atividade. As conclusões estão presentes na edição desta semana do periódico Journal of Applied Physiology.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Effects of aerobic and/or resistance training on body mass and fat mass in overweight or obese adults

Onde foi divulgada: periódico Journal of Applied Physiology

Quem fez: Leslie Willis, Cris Slentz, Lori Bateman, Tamlyn Shields, Lucy Piner, Connie Bales, Joseph Houmard e William Kraus

Instituição: Universidade de Duke, Estados Unidos

Dados de amostragem: 119 adultos com obesidade ou sobrepeso

Resultado: Treinos apenas aeróbicos, como caminhar ou correr, emagrecem mais do que atividades de resistência ou treinos que combinem os dois tipos de exercício
De acordo com os autores dessa pesquisa, sabe-se que as atividades aeróbicas são eficazes na perda de peso. Por outro lado, novos estudos vêm sugerindo que os exercícios de resistência, que promovem o ganho de massa muscular, podem, além de outros benefícios, como a melhora dos níveis de glicose e colesterol no sangue, levar ao emagrecimento. No entanto, não estava claro qual é a atividade que surte o melhor efeito em relação à perda de peso.


Fonte: Veja Online

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Taxas sobre bebidas e alimentos calóricos melhoram a dieta da população

Refrigerante em lata

 

Pesquisa também comprovou eficácia de outras medidas, entre elas o subsídio a itens saudáveis, como forma de promover melhor saúde

O aumento de impostos sobre bebidas e alimentos ricos em açúcar ou gordura saturada, além do subsídio a ingredientes saudáveis, como frutas e vegetais, são medidas de fato capazes de alterar os hábitos alimentares e melhorar a saúde da população. Foi o que indicaram pesquisadores da Nova Zelândia após revisarem 32 artigos sobre o assunto. As conclusões do novo estudo foram publicadas nesta terça-feira na revista PLoS Medicine.
De acordo com os resultados da pesquisa, um aumento de 10% sobre os preços de refrigerantes pode provocar uma queda de 1% a 24% no consumo da bebida. Além disso, elevar em 10% o preço dos alimentos ricos em gordura saturada provoca uma queda de 0,2% no consumo de calorias obtidas por esses itens. Por outro lado, reduzir em 10% os preços de frutas e vegetais pode elevar o consumo desses itens entre 2% a 8%.
Essas mudanças na dieta, segundo os autores, já são suficientes para surtir efeitos positivos sobre a saúde dos indivíduos, reduzindo o risco de doenças como as cardiovasculares e diabetes, por exemplo. Para os pesquisadores, esses resultados reforçam a importância — e eficácia — de medidas que incentivam um maior consumo de alimentos saudáveis e uma restrição a ingredientes calóricos. No entanto, eles lembram que cada país responde de uma forma aos subsídios e medidas restritivas e que, portanto, uma análise mais detalhada com a população de cada região deve ser feita antes dessas medidas serem aplicadas.


Fonte: Veja Online

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Chocolate pode acabar com tosses frequentes



Novo estudo britânico aponta o chocolate como um aliado na luta contra a tosse. Isso porque um componente do cacau se mostrou eficiente para aliviar os sintomas das tosses aguda e crônica. os dados são do Daily Mail
Cerca de 300 pessoas participam da pesquisa, todos com tosses frequentes. Duas vezes por dia elas recebem 1 mg de teobromina, uma substância do cacau, e 60% deles tiveram a tosse aliviada. 
Os pesquisadores afirmam que uma barra de chocolate por dia contém a quantidade suficiente para o composto fazer efeito no organismo. No entanto, não seria uma cura, já que os sintomas voltam após a interrupção do tratamento. 
Um estudo mais antigo do Instituto Nacional do Coração e Pulmão mostra que a teobromina bloqueia a ação dos sensores nervosos, que ativam a tosse. Mas os pesquisadores alertam que o alto consumo de chocolate leva a outros problemas, como ganho de peso.


Fonte: Jb Online

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Anorexia nervosa


Anorexia nervosa, considerada como um distúrbio alimentar, no qual a pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se vê obesa é um transtorno que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Diversos fatores favorecem o aparecimento da doença: predisposição genética, o conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como símbolo de beleza e elegância, a pressão da família e do grupo social e a existência de alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente nas concentrações de serotonina e noradrenalina.

De acordo com estudo recente, a necessidade de encontrar tratamentos eficazes para a anorexia, motivou profissionais a desenvolver novas formas de tratamento que levam em conta as variáveis que causam resistência à mudança. Neste caso é considerado o paciente de forma holística, sendo informados e fornecidos recursos para aumentar seu compromisso de mudar. Ensina o paciente a cuidar fisicamente e mentalmente, como forma de recuperar a sua saúde e deixar a doença de uma forma estável. Inclui membros da família como suporte essencial na recuperação. Terapeutas requerem uma vasta experiência no tratamento de disfunção erétil, flexibilidade, capacidade de integração com outros membros da equipe, mesmo se eles usam diferentes modelos teóricos, as habilidades para as sessões de grupo, capacidade de lidar com as emoções negativas e tolerância à frustração. De acordo com os resultados, a restauração do peso tende a diminuir o colesterol total e suas frações, apesar de uma percentagem considerável de pacientes a manter escores nas diferentes variáveis ​​do perfil lipídico geralmente considerados em risco.

Os dados dos estudos enfatizam a preocupação em relação ao tratamento da anorexia nervosa, por ser este um distúrbio considerado grave e que afeta uma parcela considerável da população. A prevenção, esclarecimento e tratamento adequado são de extrema importância para diminuir os casos de anorexia e suas complicações, as quais podem culminar em comprometimento de órgãos vitais e morte.

Fontes:

Calvo Sagardoy R; Gallego Morales LT; García de Lorenzo Y Mateos A. Training model for integral treatment of patients with eating disorders resistant to change]. Nutr Hosp; 27(3): 763-70, 2012 Jun.

Jáuregui-Garrido B; Bolaños-Ríos P; Santiago-Fernández MJ; et al. Lipid profile and cardiovascular risk in anorexia nervosa: the effect of nutritional treatment. Nutr Hosp; 27(3): 908-13, 2012 Jun.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mini Panettone Ana Maria não vale a pena


Destinado ao público infantil, produto é calórico e tem gordura e sódio em altos teores; consumo deve ser moderado.
Panetone individual, de tamanho reduzido, voltado para crianças (4 a 6 anos).
Na teoria, essa ideia do fabricante Ana Maria, concretizada em seu novo Mini Panettone, cuja porção é um pouco maior que uma fatia de panetone tradicional (95 g), parece boa e prática.
Produto que tem apenas 95g custa os mesmos R$ 5,29 de outros com 400g.
Panetone é calórico e tem gordura e sódio demais
Na prática, entretanto, descobrimos que a realidade é outra. Assim como ocorreu no nosso último teste de panetones, verificamos, com base nas informações apresentadas no rótulo e nos valores nutricionais de um lanche (que não devem ultrapassar 15% dos valores diários, VD), que esse produto contém elevados teores de gordura e sódio, além de ser altamente calórico.     
Consuma com moderação
Os valores de gordura saturada e de sódio encontrados chegam a 38% e a 37% do VD, respectivamente. Ou seja, esse pequeno panetone deve ser consumido com bastante moderação, principalmente nesta época do ano em que excessos são comuns.
Preço equivale ao de um panetone de tamanho normal
O preço também não ajuda. Com 95 g, sai em torno de R$ 5,29 – mesmo valor do panetone e chocotone (com gotas de chocolate) Laurattone, da marca Laura, cujo peso é 400 g.
Confira, abaixo, os valores nutricionais do Mini Panettone Ana Maria:

Quantidade por porção

% VD

Valor energético (kcal)

371

35

Carboidrato (g)

52

20

Proteína (g)

5,4

16

Gordura total (g)

14

24

Gordura saturada (g)

7,2

38

Gordura trans (g)

0

*

Fibra alimentar (g)

1,1

8

Sódio (mg)

148

37
*VD não especificado
 
 
Fonte: Proteste

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Encontre a feira orgânica ou grupo de consumo mais perto de você

 


Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec realiza o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável . Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais. Com a ferramenta, será possível buscar um endereço de sua preferência e encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.
Acesse: http://www.idec.org.br/feirasorganicas



Fonte: IDEC

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Barriga pode aumentar o risco de osteoporose em homens

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Segundo estudo conduzido em Harvard, acúmulo de gordura, e não apenas o excesso de peso, afeta a resistência da estrutura óssea em homens obesos

A barriga é um fator de risco não só para doenças cardiovasculares e diabetes, mas também para a osteoporose, segundo concluiu um estudo da Universidade Harvard, dos Estados Unidos. De acordo com os responsáveis pela pesquisa, a gordura acumulada no abdomen e a gordura visceral, que se deposita em torno dos órgãos internos do corpo, reduzem a densidade e a resistência dos ossos dos homens. Esses achados foram apresentados nesta quarta-feira no encontro anual da Sociedade Norte-americana de Radiologia, que acontece em Chicago.
OSTEOPOROSE
A doença, progressiva, causa a redução da densidade dos ossos do corpo, facilitando a ocorrência de fraturas. Acredita-se que ela afete 33% das mulheres na pós-menopausa no Brasil. As fraturas afetam, principalmente, idosos, sendo as lesões mais frequentes na coluna vertebral e no quadril. Entre os fatores de risco estão: déficit de cálcio na dieta, sedentarismo, constituição magra, consumo em excesso de álcool, tabagismo e genética. A osteoporose é prevenida com consumo de cálcio e de vitamina D.

GORDURA VISCERAL
É a gordura que se deposita ao redor dos órgãos internos do corpo. Por sua proximidade com os órgãos da cavidade abdominal, quando moléculas de gordura são liberadas desse depósito, elas afetam o funcionamento desses órgãos (como pâncreas, fígado e rins), comprometendo a saúde cardiovascular. O acúmulo dessa gordura também desencadeia outros problemas, como aumento da quantidade de açúcar no sangue, prejuízo da ação da insulina e das paredes das artérias — quadros que podem levar ao diabetes e a derrames.
Segundo Miriam Bredella, coordenadora do estudo, a pesquisa mostra que não é o excesso de peso, o fato do homem ser obeso ou mesmo o seu índice de massa corporal (IMC) que determina um maior risco para o desenvolvimento da osteoporose. O aumento na probabilidade para a doença varia, segundo Miriam, de acordo com os níveis de acúmulo de gordura no abdome e em torno dos órgãos.
Pesquisa — O estudo conduzido por Miriam avaliou 35 homens obesos com idade média de 34 anos. Todos foram submetidos a exames para avaliar a taxa de gordura no corpo e sua densidade óssea. De acordo com os resultados, os participantes que apresentavam os maiores níveis de gorduras visceral e abdominal apresentavam menor resistência óssea do que aqueles com os menores níveis de gordura. O estudo não encontrou, porém, associação entre IMC ou idade e falta de rigidez dos ossos. No entanto, os pesquisadores observaram que a massa muscular pode favorecer a saúde dos ossos — quanto maior a massa muscular, melhor a qualidade dos ossos.
"Não ficamos surpresos com os resultados que indicaram que as gorduras abdominal e visceral são prejudiciais à resistência óssea em homens obesos", diz Miriam. "O que nos surpreendeu, no entanto, foi o fato de homens obesos com altos níveis dessas gorduras terem ossos significativamente mais fracos do que homens obesos com o mesmo IMC, mas com baixo acúmulo de gordura visceral."


Fonte: Agência Brasil

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mudanças pontuais no cardápio do McDonald´s


Mudanças pontuais no cardápio do McDonald´s


Redução de sódio teria quer ser maior para tornar produtos mais saudáveis. Troca da batata frita por salada depende da adesão do consumidor.
Anunciada com estardalhaço pelo McDonald´s as mudanças no cardápio são pontuais. Na avaliação da PROTESTE Associação de Consumidores inserir uma porção de fruta fresca e reduzir a porção de batata fritas não torna o Mc Lanche Feliz mais saudável. A redução de 10% do sódio em alguns poucos ingredientes não é significativa.
Basta lembrar o estudo feito pela Associação há dois anos, em que o sódio presente no lanche infantil (cheesburguer, batata frita e refrigerante) ultrapassava as necessidades diárias para as crianças. Para os adultos, a quantidade desse mineral presente no principal combo equivalia a 40% do recomendado para um dia.
Já a redução do açúcar nos sucos é interessante, pois significa uma alternativa em relação ao refrigerante, composto por açúcar e diversos aditivos alimentares, sem vitaminas ou minerais. Por fim, a troca da batata frita pela salada certamente é melhor para a saúde, resta saber qual será a adesão dos consumidores a esta opção.
Segundo a Arcos Dorados, empresa responsável pela marca McDonald´s, o Mc Lanche Feliz ganhou uma porção de 36g de maçã descascada e a batata frita ganhou uma nova versão, de menor tamanho, no lanche das crianças: a McFritas Kids. Todas as combinações de lanche (hambúrguer ou cheesburguer, nuggets, batata ou cenourinha, refrigerante ou suco e fruta) somam no máximo 600 kcal, segundo a Arcos Dorados.
Além disso, pães, nuggets, queijo e ketchup tiveram redução de 10% no teor de sódio. Os sucos de frutas tiveram uma redução de 40% na quantidade de açúcar, passando a ter um limite de 5g por 100ml. Ainda, uma nova salada foi lançada para ser uma opção à batata frita nas Mc ofertas.
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 do IBGE revelam que metade dos adultos brasileiros está com sobrepeso ou obesidade. O resultado desta pesquisa indica que, em 20 anos, os casos de obesidade mais do que quadruplicaram entre crianças de 5 a 9 anos, chegando a 16,6% (meninos) e 11,8% (meninas).
Alimentar-se é um ato voluntário e consciente, partindo assim do individuo a escolha do que, onde e como comer. O papel dos pais na educação nutricional dos filhos é importantíssimo. Por isso, incentivar os pequenos desde cedo a terem hábitos alimentares saudáveis e dar bons exemplos deve ser um exercício diário. Pense nisso!


Fonte: Proteste