sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Introdução precoce de alimentos


 
O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de idade, por possuir todos os nutrientes em quantidades necessárias ao bom crescimento e desenvolvimento infantil. A oferta de outros alimentos nessa fase pode prejudicar a criança, devendo ocorrer apenas com orientação médica e nutricional.

Porém estudo recente objetivou avaliar a influência regional no consumo precoce de alimentos diferentes do leite materno em menores de seis meses residentes nas capitais brasileiras. De acordo com os resultados, o consumo de leite artificial foi maior quando comparado aos demais alimentos em todas as capitais. As capitais do Sul apresentaram maior consumo de chá e as do Nordeste e Sudeste, o consumo de outros tipos de leite e de suco. Nas capitais do Nordeste, o consumo precoce de mingau/papa foi maior.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar a adequação das práticas alimentares no primeiro ano de vida e seus fatores associados na cidade de Porto Alegre. De acordo com os resultados, a prevalência de aleitamento materno exclusivo foi de 47,1% entre as crianças com até quatro meses de vida e de 21,4% entre as crianças entre quatro e seis meses. A frequência de aleitamento materno exclusivo foi maior entre as crianças que não usavam chupeta, que não eram primogênitas e cujas mães não trabalhavam fora de casa ou estavam em licença maternidade. Melhores práticas de alimentação complementar foram observadas em crianças cujas mães tinham maior nível de escolaridade e trabalhavam fora de casa.

Os dados dos estudos evidenciam a influência de cada região no consumo precoce de alimentos e fatores de risco para o desmame precoce. Desse modo, políticas públicas devem ser realizadas com o objetivo de preservar o aleitamento materno exclusivo, de acordo com a região e população de risco ao desmame.

Fontes:

Silvia Regina Dias Medici Saldiva; Sonia Isoyama Venancio; Ana Gabriela Cepeda Gouveia; et al. Influência regional no consumo precoce de alimentos diferentes do leite materno em menores de seis meses residentes nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Cad. Saúde Pública vol.27 no.11 Rio de Janeiro Nov. 2011.

Paula Dal Bó Campagnolo; Maria Laura da Costa Louzada; Elizabeth Lemos Silveira; et al. Práticas alimentares no primeiro ano de vida e fatores associados em amostra representativa da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Rev. Nutr. vol.25 no.4 Campinas July/Aug. 2012.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Anvisa suspende 31 lotes de diurético




imagem transparente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/11), a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o país, dos lotes 12030260, 12030261, 12030262, 12030263, 12030271, 12040407, 12040408, 12040413, 12040414, 12040415, 12040446, 12040447, 12040448, 12050461, 12050462, 12050463, 12050464, 12050465, 12050466, 12060585, 12060586, 12060587, 12060588, 12060589, 12060590, 12060591, 12060592, 12060593, 12060594, 12060595 e 12060596 do medicamento Hidroclorotiazida 25 mg comprimidos, fabricados pela empresa Instituto de Tecnologia em Fármacos- Farmanguinhos. O medicamento é um diurético utilizado em tratamentos de hipertensão.
Os lotes foram suspensos porque não há dados que comprovem a segurança e eficácia do produto fabricado de forma diversa da avaliada e registrada na Anvisa. Foi constatado que o tamanho da partícula do produto (em virtude da moagem) pode afetar o desempenho do produto e interferir na estabilidade, dissolução e outros requisitos.
A suspensão é definitiva e vale a partir da divulgação da medida no Diário Oficial da União. As pessoas que já tiverem adquirido algum dos lotes suspensos devem interromper o uso.


Fonte: ANVISA

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dia 27 de novembro - Dia Nacional de Combate ao Câncer


Dia 27 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Oito em cada dez casos de câncer são causados por fatores e comportamentos que poderiam ser evitados: cigarro, hábitos alimentares e conduta sexual. Exames específicos conduzidos regularmente por profissionais de saúde também são importantes quando o assunto é prevenção.
Dicas de Prevenção
1. Não fume. Esta é a regra mais importante para prevenir o câncer.
2. Uma dieta alimentar saudável pode reduzir as chances de câncer em pelo menos 40%. Coma mais frutas, legumes e cereais e menos alimentos de origem animal e gordurosos.
3. Procure limitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Além disso, pratique atividades físicas moderadamente durante pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana.
4. As mulheres com 40 anos ou mais devem realizar exame clínico das mamas anualmente.
5. Todas as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar mamografia, com intervalo máximo de dois anos.
6. A mulher deverá submeter-se anualmente a um exame preventivo do colo do útero (Papanicolau).
7. Homens e mulheres com mais de 50 anos devem realizar um exame para pesquisa de sangramento nas fezes, anualmente, para detecção precoce do câncer de intestino.
8. Os homens com mais de 50 anos devem procurar o médico regularmente para ter seu risco para o câncer da próstata avaliado e receber as devidas orientações.
9. Evite a exposição prolongada ao sol. O protetor solar deve ser usado durante todo o ano, mas o verão exige cuidados redobrados, principalmente com as crianças. As crianças devem usar bonés e bloqueadores solares, com fator de proteção superior a 50 ou 60, devem ser bem hidratadas e nunca deixadas sob o sol após às 10h. Além do risco de câncer no futuro, nas crianças a insolação pode ocorrer de forma rápida e a queimadura de áreas extensas traz risco de vida.

Câncer de mama
Segundo o Instituto Nacional de Combate ao Câncer (INCA), o câncer de mama é o que mais causa mortes no Brasil entre as mulheres.
Suas causas ainda não estão completamente compreendidas, mas algumas mulheres têm um risco maior de desenvolverem a doença. O risco de desenvolvimento também aumenta com a idade: mais da metade dos cânceres de mama ocorrem em mulheres acima de 65 anos. Menos de 5% dos casos de câncer de mama são causados por herança genética.
Quais são os sintomas?
Na maioria das mulheres nota-se primeiramente um nódulo que não causa dor. Há, entretanto, outros sinais que você deve estar atenta, como mudança de tamanho ou formato das mamas, nódulo ou aumento da espessura em determinada região, enrugamento da pele, sangramento, inchaço ou nódulo na axila.
O quanto antes o câncer for diagnosticado e tratado, maiores serão as chances de sucesso no tratamento, por isso é fundamental realizar mensalmente o auto-exame de mama e consultar um ginecologista anualmente.


Fonte: Portal SF

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Efeitos da Suplementação de Vitamina C e de Ácido Fólico


A suplementação alimentar vem sendo estudada há muito tempo, sendo necessários estudos que confirmem os benefícios de sua prática, estipulando dosagens e interações nutricionais, além de possíveis efeitos colaterias e grupos de risco.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de comparar, entre obesos e eutróficos, os parâmetros de modulação autonômica cardíaca e analisar o efeito da suplementação da vitamina C na modulação autonômica cardíaca em crianças obesas, no repouso e durante o exercício isométrico, respectivamente. De acordo com os resultados, as crianças obesas apresentam maior atividade simpática e menor atividade vagal no repouso e durante o exercício isométrico quando comparada as crianças eutróficas. Ainda de acordo com o estudo, deve-se levar em conta que a suplementação oral com vitamina C, em altas doses, pode restaurar a disfunção autonômica cardíaca em crianças obesas.

Outro estudo foi realizado avaliando a suplementação de ácido fólico, o qual está relacionado à diminuição do riscos de defeitos do tubo neural.Foram coletados dados sobre o uso de suplementos, e biomarcadores foram medidos diretamente. Uso de suplementos que contêm ácido fólico foi relatado por 25% dos canadenses com idade entre 6 e 79 anos. As mulheres eram mais propensas a tomar suplementos de ácido fólico. As pessoas que consumiam frutas e legumes menos de uma vez por dia tinham probabilidade significativamente menor de tomar suplementos contendo ácido fólico do que aqueles que consumiam pelo menos três vezes por dia. Entre os que consumiram um suplemento de ácido fólico, 91% relataram também tomar um suplemento que continha vitamina B12.

Os estudos abordam a suplementação com vitamina C e ácido fólico em uma pequena amostra, sendo necessários mais estudos, em populações maiores e abordando a suplementação de outros nutrientes, para oferecer maiores benefícios à população, levando em conta o risco que pode causar devido a doses e contra-indicações.

Fontes:

Fabio Alexandre dos Santos Lira; Maria do Socorro Brasileiro-Santos; Vanessa Vieira Lopes Borba; et al. Influência da vitamina C na modulação autonômica cardíaca no repouso e durante o exercício isométrico em crianças obesas. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.12 no.3 Recife Aug./Sept. 2012

Colapinto CK; O'Connor DL; Dubois L; et al. Prevalence and correlates of folic acid supplement use in Canada. Health Rep; 23(2): 39-44, 2012 Jun.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Anvisa, Mapa e Ibama divulgam nota sobre agrotóxicos

 

Nota conjunta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre produtos em que foram identificadas irregularidades nos procedimentos de avaliação toxicológica pela Anvisa.

Em complemento a Nota da Anvisa, divulgada em 21.11.12, o Ministério da Agricultura (Mapa), a Anvisa e o Ibama informam:

     a. A legislação de agrotóxicos no Brasil está alinhada com o conhecimento de vanguarda, o que é pertinente para um País que possui bases agrícolas fortes e consolidadas;
     b. Os requisitos para avaliações toxicológicas (pela Anvisa), ambientais (pelo Ibama) e agronômicas (pelo Mapa) estão baseados em critérios científicos validados, rastreáveis e harmonizados pela comunidade científica internacional;
     c. A avaliação destas substâncias segue rotinas adequadas dentro dos três órgãos regulatórios, com independência técnica, especialização e multiplicidade das visões no gerenciamento de riscos, propiciando homologação segura de tecnologias para a agricultura brasileira;
     d. Os órgãos envolvidos no processo regulatório de agrotóxicos no Brasil vêm tomando medidas concretas para, conjuntamente, informatizar, reorganizar e aperfeiçoar os trabalhos de avaliação de agrotóxicos, intensificadas pela articulação entre as instâncias superiores dos três Ministérios a partir do início de 2012;
     e. As denúncias de irregularidades apresentadas no âmbito da Anvisa estão sendo apuradas pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal;
     f. A Anvisa determinou auditoria em todos os processos que passaram por análise do órgão desde o ano de 2008, cujos resultados serão acompanhados pelo Mapa e Ibama, visando a adoção imediata de medidas, caso sejam identificadas irregularidades.
     g. Foram adotadas pelo Mapa e pelo Ibama providências no sentido de auditar os processos referentes aos agrotóxicos sobre os quais foram identificados possíveis irregularidades na Anvisa;
     h. As medidas para suspensão da comercialização dos produtos, cujas condições de realização das avaliações toxicológicas estão sob apuração, foram devidamente determinadas e seguiram os trâmites normais em cumprimento da legislação;
     i. As equipes técnicas do Mapa, da Anvisa e do Ibama são altamente capacitadas, especializadas em avaliação, gerenciamento e fiscalização destas substâncias, e manterão o rigor e lisura na condução dos trabalhos de regulação de agrotóxicos, de forma a preservar a saúde pública e o meio ambiente e garantir segurança alimentar à sociedade brasileira;
     j. O Mapa, a Anvisa e o Ibama expressam o compromisso com o rigor na apuração dos fatos denunciados, com a transparência dos seus resultados e com o aprimoramento contínuo do sistema regulatório de agrotóxicos no País.


Fonte: Imprensa/Anvisa

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Atualizado regulamento sobre embalagens plásticas de alimentos



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou a norma que trata das substâncias que são permitidas em embalagens e equipamentos plásticos que entram em contato com alimentos. A Resolução RDC 56/2012 da Agência, que regulamenta o assunto, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (21/11).
Além de ampliar a lista de substâncias que podem ser utilizadas nesses produtos, a nova norma atualiza algumas restrições relacionadas à segurança de uso de substâncias que já eram permitidas. O regulamento é resultado de harmonização do tema no Mercosul.
A expectativa da Agência é que a nova resolução permita que os fabricantes de embalagens plásticas tenham acesso a mais substâncias que podem agregar benefícios tecnológicos e econômicos aos produtos. A Anvisa também entende que os consumidores serão beneficiados com uma maior segurança dos alimentos, já que a norma revisou e atualizou os limites de migração e de composição das substâncias presentes nas embalagens e nos utensílios plásticos que entram em contato com alimentos.
Outra novidade da RDC 56/2012 é a forma de organização da lista positiva e a inclusão de números de referência para as substâncias. Esse novo modelo facilita a busca e caracterização dos compostos autorizados.
Bisfenol
A RDC 56/2012 também apresenta a restrição de uso da substância bisfenol A em mamadeiras e artigos similares destinados à alimentação de lactentes.  Reafirma, ainda, o limite de migração específica para bisfenol A, que já era estabelecido pela Resolução RDC 41/2011.

As empresas têm prazo de doze meses para adequar seus produtos ao novo regulamento.

Fonte: Imprensa/Anvisa

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fabricantes de adoçante com estévia são multadas


Segundo Ministério da Justiça, empresas fizeram propaganda enganosa e usam pouco da substância natural.
 
 
As fabricantes dos adoçantes Stevip e Doce Menor Stevia Mix foram multadas por propaganda enganosa pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) do Ministério da Justiça.
 
A Gold Nutrition Indústria e Comércio terá que desembolsar R$ 200.510,69, e a Stevia Brasil Indústria Alimentícia deve pagar R$ 125 mil.
 
O processo de investigação, iniciado em 2005, concluiu que o consumidor era induzido a acreditar que o produto era adoçado por uma substância à base da planta Stevia rebaudiana, quando na verdade a quantidade desse item na composição do adoçante é mínima.
 
De acordo com o DPDC, o adoçante Doce Menor Stevia Mix tinha apenas 1% da substância em sua fórmula. No caso do Stevip, a substância era o terceiro item mais presente na fórmula. Apesar disso, o rótulo informava que o produto era "à base de estévia".
 
Além disso, os rótulos não traziam informação sobre a composição do produto e a concentração de adoçantes sintéticos, como o ciclamato de sódio e a sacarina.
 
"A quantidade de estévia nesse produtos é muito pequena e não justifica que tenham esse nome", afirmou à Folha o diretor do DPDC, Amaury Oliva.
 
"A composição precisa estar clara no rótulo. Todo produto natural tem um apelo maior que o químico", disse.
 
As empresas já fizeram alterações em seus rótulos, informou o DPDC, mas foram multadas pelo erro passado. Segundo Oliva, é possível recorrer da multa à Secretaria Nacional do Consumidor.
 
Procurada pela Folha, a assessoria da Stevia Brasil afirmou que todos os esclarecimentos foram dados na época da intimação. "A informação sobre a ausência de informações nos rótulos não procede. Nunca houve interesse em enganar quem quer que fosse, muito menos nosso consumidor."
 
A reportagem não conseguiu fazer contato com a empresa Gold Nutrition.
 
 
Fonte: Folha de S. Paulo 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Restaurantes e bares podem ser proibidos de cobrar por couvert não solicitado


A Câmara analisa proposta que proíbe restaurantes e bares de servir qualquer produto não solicitado pelo cliente, como os conhecidos couverts. Segundo o projeto, caso o estabelecimento sirva o item não pedido, o produto deverá ser considerado uma cortesia, ou seja, não poderá ser cobrado. A medida está prevista no Projeto de Lei 4417/12, do ex-deputado Major Fábio (DEM-PB).
O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90) já impede os fornecedores de produtos ou serviços de entregar ao consumidor qualquer item sem solicitação anterior. “No entanto, acreditamos que nossa proposição vem somar a legislação já estabelecida por explicitar que tudo o que for servido ao consumidor sem sua solicitação deverá ser considerado como cortesia e, portanto, não poderá ser cobrado”, argumentou Major Fábio
Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Defesa do Consumidor; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Anvisa altera alegações nutricionais em alimentos



 

 
As alegações nutricionais, presentes nos rótulos de alimentos, deverão seguir novos critérios para serem utilizadas. É que a Resolução RDC 54/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12/11), alterou a forma de uso de termos como: light, baixo, rico, fonte, não contém, entre outros.

O uso da alegação light, por exemplo, só será permitido para os alimentos que forem reduzidos em algum nutriente. Isso quer dizer que o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução de algum nutriente em comparação com um alimento de referência (versão convencional do mesmo alimento).

Anteriormente, a alegação light podia ser utilizada em duas situações: nos alimentos com redução e nos alimentos com baixo teor de algum nutriente. “Tal situação dificultava o entendimento e a identificação pelos consumidores e profissionais de saúde das diferenças entre produtos com a alegação light”, explica o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Já os critérios para o uso das alegações de fonte e alto teor de proteínas receberam a exigência adicional de que as proteínas do alimento devem atender a um critério mínimo de qualidade. “Essa alteração visa proteger o consumidor de informações e práticas enganosas como, por exemplo, o uso de alegações de fonte de proteína em alimentos que contenham proteínas incompletas e de baixa qualidade”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, Agenor Álvares.

Base de cálculo

Outra novidade apresentada pela Resolução RDC 54/2012 da Anvisa é a alteração na base para o cálculo das alegações nutricionais. O cálculo antigo previa que os critérios para uso das alegações nutricionais fosse feito com base em 100g ou ml do alimento. Por exemplo, para veicular uma alegação de sem açúcar, um alimento sólido não podia conter mais de 0,5 g de açúcares por 100 g.

A nova regra alterou essa base e passou a exigir que os critérios para uso das alegações nutricionais, na maioria dos alimentos, fossem calculados com base na porção do alimento. Neste caso, para veicular a alegação de sem açúcar, o alimento não pode conter mais de 0,5 g de açúcares por porção.
Novas alegações

Oito novas alegações nutricionais foram criadas pela nova regulamentação. Para isso, foram desenvolvidos critérios para: não contém gorduras trans; fonte de ácidos graxos ômega 3; alto conteúdo de ácidos graxos ômega 3; fonte de ácidos graxos ômega 6; alto conteúdo de ácidos graxos ômega 6; fonte de ácidos graxos ômega 9; alto conteúdo de ácidos graxos ômega 9; e sem adição de sal.

De acordo com Álvares, essas alegações foram estabelecidas com o intuito de estimular a reformulação e desenvolvimento de produtos industrializados mais adequados nutricionalmente. “Além disso, permite que os consumidores sejam informados dessas características nutricionais específicas” afirma o diretor da Anvisa.

Visibilidade e legibilidade

A Resolução RDC 54/12 da Anvisa estabeleceu, ainda, que  todos os esclarecimentos ou advertências exigidos em função do uso de uma alegação nutricional devem ser declarados junto à esta alegação. Devem também seguir o mesmo tipo de letra da alegação, com pelo menos 50% do seu tamanho, de cor contrastante ao fundo do rótulo, de forma que garanta a visibilidade e legibilidade da informação.


Segundo o diretor da Anvisa, muitas vezes, o uso de uma alegação demanda a declaração de um esclarecimento ou advertência na rotulagem a fim de proteger o consumidor da veiculação de informações incompletas e potencialmente enganosas. “Um exemplo típico é o caso dos óleos vegetais com a alegação sem colesterol. Nesses casos, os fabricantes são obrigados a informar ao consumidor que todo óleo vegetal não contém colesterol, ou seja, que essa é uma característica inerente do alimento, que não depende de sua marca”, argumenta o diretor da Agência.

Mercosul

Com a publicação da Resolução RDC 54/2012, o Brasil harmoniza os regulamentos técnicos relacionados à rotulagem nutricional no âmbito do Mercosul. “Essa harmonização tem como objetivos facilitar a livre circulação dos alimentos, evitar obstáculos técnicos ao comércio e melhorar a informação para o consumidor”, afirma Álvares

As discussões técnicas sobre a harmonização de alegações nutricionais ocorreram na Comissão de Alimentos do Subgrupo de Trabalho 3. Durante quatro anos, além de compor a delegação brasileira nas reuniões do SGT-3, a Anvisa coordenou as reuniões internas com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça e de diferentes setores da sociedade a fim de garantir uma ampla participação e discussão dos aspectos mais relevantes para definição da posição brasileira.

A Anvisa realizou também todo o processo de consulta pública interna da proposta de regulamento técnico, que foi publicada por meio da consulta pública 21/2011.

Adequação

Os alimentos produzidos a partir de 1º de janeiro de 2014 já devem seguir o novo regulamento. Já os produtos fabricados antes do prazo fornecido podem ser comercializados até o fim do seu prazo de validade.

A norma da Agência é valida para as alegações presentes em anúncios veiculados por meios de comunicação. Aplica-se, ainda, para toda mensagem transmitida de forma oral ou escrita.

A norma não engloba alimentos para fins especiais, águas envasadas destinadas ao consumo humano, sal de mesa, bebidas alcoólicas, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia, especiarias, vinagres, café e erva-mate e espécies vegetais para preparo de chás e outras ervas, sem adição de outros ingredientes que forneçam valor nutricional.


Fonte: Anvisa

sábado, 17 de novembro de 2012

Agência apreende produto irregular para emagrecer



A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (14/11), a apreensão, inutilização e proibição da divulgação em todo o país, do produto Composto Emagrecedor 7 Ervas e de todos os demais produtos sujeitos a vigilância sanitária fabricados pela empresa Saponificação Oliveira. O produto não tem registro e o fabricante não possui Autorização de Funcionamento na Anvisa.

Empresas que não possuem Autorização de Funcionamento (AFE) têm a origem desconhecida. Estes produtos não possuem segurança e eficácia comprovadas. As pessoas que já tiverem adquirido algum dos lotes ou produtos devem interromper o uso.



Fonte: Imprensa/Anvisa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cálcio e sua importância na alimentação


 
O cálcio é um nutriente de extrema importância em todas as fases da vida, pois possui um papel essencial no crescimento e desenvolvimento de ossos e dentes, além de prevenir problemas futuros, quando seu consumo é adequado, como a osteoporose.

Diversos alimentos são considerados fonte de cálcio na alimentação, assim como leite e seus derivados, como queijos e iogurtes. Outros alimentos assim como alguns tipos de sorvetes podem apresentar alta quantidade de cálcio em sua composição.

Uma vez que o consumo de cálcio é de extrema importância, um estudo foi desenvolvido com o objetivo de conhecer e avaliar o consumo de cálcio por adolescentes de escolas públicas, tendo em vista a prevenção da osteoporose. De acordo com os resultados, os alimentos lácteos mais consumidos foram leite, queijo, sorvete e iogurte. Ainda de acordo com o estudo, é necessário um esforço entre os profissionais da saúde no sentido de estimular o aumento do consumo de alimentos ricos em cálcio visando a prevenção da osteoporose e suas conseqüências.

Porém, alguns alimentos ricos em cálcio apresentam em sua composição outros ingredientes que podem não ser benéficos á saúde de forma geral, como açúcares. Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de investigar a associação entre lanches e o desenvolvimento de cárie em uma população de alto risco de cárie dentária. De acordo com os resultados, os alimentos envolvidos no desenvolvimento de cáries eram doces, balas, pipoca e sorvete.

Os dados dos estudos evidenciam benefícios e malefícios no consumo de alimentos fonte de cálcio. Deste modo, o consumo de cálcio deve ser orientado para que suas fontes alimentares sejam escolhidas de forma correta, havendo a necessidade de orientar de forma geral as condições de higiene e saúde oral.

Fontes:

LernerB R,  Lei DL, Chaves SP, et al. O CÁLCIO CONSUMIDO POR ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS DE OSASCO, SÃO PAULO.  Rev. Nutr. vol.13 no.1 Campinas Jan./Apr. 2000.

Johansson I; Holgerson PL; Kressin NR; et al. Snacking habits and caries in young children. Caries Res; 44(5): 421-30, 2010.

Saúde Pública - 16/nov/2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Nestlé faz recall de achocolatado que pode estar contaminado com bactéria



Latas de Nesquik estão sendo recolhidas apenas nos EUA.
 
 
A Nestlé anunciou nesta quinta-feira um recall voluntário do achocolatado Nesquik nos Estados Unidos porque o produto pode estar contaminado com salmonela. A bactéria pode causar diarreia e febre. Em casos mais graves, pode levar à morte.
 
De acordo com o site da gigante suíça de alimentos, a decisão de recolher o produto foi tomada após um dos fornecedores informar que o carbonato de cálcio vendido à empresa poderia conter a bactéria. Até o momento, não há registro de pessoas contaminadas após consumir o produto.
 
Os clientes, ainda de acordo com informações do site nestleusa.com, foram orientados a não consumir o achocolatado e a procurar os estabelecimentos onde compraram o Nesquik para pedir reembolso.
 
A assessoria de imprensa da Nestlé no Brasil informou que a suspeita de contaminação se restringe aos lotes 10.9, 21.8 e 40.7 distribuídos apenas nos EUA. Portanto, o recall não será estendido ao mercado brasileiro.
 
 
Fonte: O Globo 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Idec faz teste e identifica irregularidades em 18 tipos de geleias e sucos integrais

 
De acordo com o Idec, rótulos têm problemas como não especificar o tipo de acidulante ou declarar indevidamente que não contêm glúten ou conservante.
 
Teste do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realizado com 53 produtos semi ou pouco processados (sucos, geleias, caldas e conservas) à base de morango, uva, abacaxi e pepino, identificou que 34% deles apresentam algum tipo de irregularidade no rótulo, como não especificar o tipo de acidulante ou declarar indevidamente que não contêm glúten ou conservante.
 
Dos 18 produtos que apresentaram problemas (veja lista abaixo), 10 são geleias que utilizam a expressão “extra” em desacordo com a atual legislação para a rotulagem desse produto. O termo era autorizado para designar o uso de mais fruta e menos açúcar, mas foi desautorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Três dessas dez marcas ainda cometem uma segunda falha: declaram a presença de acidulante (substância que tem a função de intensificar o gosto azedo em alimentos e bebidas), mas não informam qual.
 
O problema mais grave identificado pela pesquisa foram os quatro produtos que declaram incorretamente não conter glúten, enquanto consta da lista de ingredientes a utilização de fibra de trigo, fonte dessa proteína.
 
— Isso pode ser altamente danoso e trazer riscos aos portadores de doença celíaca, que têm intolerância ao glúten. — ressalta Carlos Thadeu Oliveira, gerente técnico do Idec.
 
A legislação obriga o alerta sobre a presença ou ausência da proteína, porque a sua ingestão por celíacos, mesmo que em quantidade mínima, pode desencadear atrofia as vilosidades intestinais, causando diarreia persistente, fadiga, dentre outros sintomas.
 
Outro problema é o uso de expressões como “100% natural” e “não contém conservantes”, verificadas em dois produtos. Embora não sejam autorizadas pela Anvisa e possam ser consideradas enganosas do ponto de vista do Código de Defesa do Consumidor (CDC), essas frases são frequentes nas embalagens de alimentos industrializados.
 
Questionada sobre medidas para coibir essa prática, a Anvisa respondeu à pesquisa do instituto que a fiscalização de rotulagem é de responsabilidade dos órgãos de vigilância sanitária municipais e estaduais, e também de órgãos de defesa do consumidor, como os Procons.
 
Produtos reprovados por falhas na rotulagem
Problema: utiliza a expressão "extra”. Produto e marca: geleia de uva Casa Madeira, geleia de abacaxi Queensberry, geleias de morango e uva light Maribo, geleia de abacaxi light Ritter, geleias de morando e uva Ritter
 
Problema: utiliza a expressão "extra" e declara a presença de acidulante, mas não informa qual. Produto e marca: geleias de abacaxi, uva e morango Vega
 
Problema: declara indevidamente que não contém glúten. Produto e marca: geleias de abacaxi, morango e uva Carrefour, geleia de morango Dos Monges
 
Problema: declara indevidamente que não contém conservante (consta da lista de ingredientes a presença de ácido cítrico, que atua como antioxidante que, funcionalmente, é um conservante. Produto e marca: geleia de uva Qualitá
 
Problema: não informa o método de conservação do produto após aberto, obrigatório para alimentos prontos para consumo. Produto e marca: abacaxi em calda Obba
 
Problema: utiliza a expressão 100% natural. Produto e marca: Suco de uva tinto integral Mena Kaho
 
Problema: não informa o endereço completo, como determina a RDC n° 259/2002 da Anvisa. Produto e marca: suco de uva branco integral Jota Pê
 
Empresas informam ter corrigido rótulos
As 11 empresas que tiveram problemas nos rótulos de produtos foram procuradas pela reportagem para comentar o assunto. A Queensberry informa que está discutindo com a Anvisa o uso da expressão “Extra” na rotulagem dos produtos da marca. E complementou: “Se por ventura for detectado qualquer informação errônea ao consumidor, os rótulos serão corrigidos”.
 
A fabricante da marca Maribo informa que, em relação a expressão “Extra”, já está alterando os rótulos para regularizar a questão. A Ritter informou que as providências de correção dos rótulos já foram tomadas.
 
A vinícola Mena-kao, produtora do suco de uva do mesmo nome, informa que a expressão “100% natural” foi autorizada a constar na rotulagem da bebida, “assim como ocorreu com praticamente todas as vinícolas brasileiras”. E complementou: recentemente o Idec questionou tal procedimento, com base em parecer da Anvisa, que desaprova a inserção das expressões puro, natural ou 100% natural, mesmo que tenham sido aprovadas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Embora se trate de entendimento controvertido, tão logos notificados pelo Idec, encaminhamos pedido de retificação do nosso rótulo junto ao ministério, de modo a nos adequarmos ao novo atendimento das autoridades”.
 
A Casa Madeira informa que retirou a palavra “extra” da embalagem da geleia de uva tão logo foi informada sobre a mudança na legislação, que antes previa a nomenclatura “extra” para designar o uso de mais fruta (superior a 50%) e menos açúcar.
 
A Vinícola Perini, produtora do suco de uva Jota Pê, também informou ter corrigido o rótulo da bebida.
 
Em nota, o Grupo Pão de Açúcar, responsável pelas geleias da marca Qualitá, informou que a empresa “atende irrestritamente às determinações da Anvisa quanto à rotulagem e informa que ácido cítrico não possui propriedades de "conservadores", de acordo com as determinações RDC 45/10 e RDC 28/09 da ANVISA. De toda a forma, a Qualitá informa que procedeu a alterações nas embalagens dos novos lotes da geleia, excluindo a expressão de que o produto "não contém conservantes'.
 
A Fruitland, responsável pela geleia Dos Monges, contestou as avaliações do Idec. Em nota, informou: "Entendemos que nossa geleia em questão, de acordo com nossas análises, possui concentração de glúten abaixo de vinte miligramas por quilograma (20 mg/kg) e de acordo com o CODEX é considerada isenta de glúten. No ano passado tivemos um questionamento semelhante sobre nossa rotulagem feito pelo Procon de Minas Gerais e após nossa defesa, obtivemos ganho de causa. Com relação ao atual questionamento do Idec, já interpusemos defesa e estamos aguardando o parecer da vigilância sanitária, que é o órgão competente para solucionar este tipo de questionamento".
 


Fonte: IDEC

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Alerj aprova lei que regulamenta venda de água mineral em galão no Rio de Janeiro




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Embalagem terá de apresentar marca da fonte e o registro no Departamento de Recursos Minerais (DRM/RJ) e no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)
 
O engarrafamento de água mineral em galões passará por regulamentação no estado do Rio. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou na quinta-feira, em segunda discussão, o projeto 913-A/07, que cria normas para oferta de galões de dez a 20 litros.
De acordo com o texto, assinado pela deputada Inês Pandeló (PT), a venda em vasilhames retornáveis só poderá ser feita em embalagem serigrafada com a marca da fonte e o registro no Departamento de Recursos Minerais (DRM/RJ) e no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Sem essas informações, o comércio será proibido.
— Certificar-se de que a água é envasada dentro dos padrões é garantir sua qualidade — disse a autora da proposta, que agora segue para sanção do governador.
O texto ainda proíbe o armazenamento de galões e vasilhames de distribuidora diferente da que está autorizada a revender, além do descarte dos recipientes em locais diferentes dos definidos pela legislação ambiental. O descumprimento de qualquer uma das normas acarretará em advertência, autuação, multa e até apreensão da mercadoria.
O projeto define ainda que a norma será fiscalizada pelas secretarias de Estado de Saúde, Ambiente e Fazenda, pela Vigilância Sanitária e pelo departamento de Recursaos Minerais (DRM/RJ). E que o uso de ozônio é obrigatório em todo o processo produtivo.
O governador tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.


Fonte: Alerj

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Comissão aprova proibição de dióxido de titânio em alimentos e cosméticos




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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na última quarta-feira o Projeto de Lei 1370/11, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que proíbe a utilização de dióxido de titânio em alimentos e cosméticos.
O relator da proposta, deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), acatou a sugestão do deputado licenciado Walter Ihoshi (PSD-SP) e retirou a proibição do uso do componente químico em cosméticos. “Sua aplicação é altamente eficiente para a prevenção de uma doença tão séria quanto o câncer de pele. Especialmente porque habitamos um país tropical, onde a incidência de raios solares é muito forte ao longo de todo o ano”, disse.
O dióxido de titânio é um pigmento branco inorgânico, bastante usado em cosméticos, tintas e corantes de alimentos. Tem uso bastante comum também em bloqueadores solares, em virtude de sua propriedade física de barrar a radiação da luz solar.
Mendes Thame explica que, além da contaminação de mananciais de água por esse composto, há perigos à saúde, principalmente de irritação intestinal.
Tramitação
O projeto ainda será votado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

domingo, 11 de novembro de 2012

Dia Nacional do Supermercado



O 12 de novembro foi instituído como Dia Nacional do Supermercado porque justamente nesta data, em 1968, a Lei 7.208 definiu e regulamentou a atividade supermercadista no País. Nesse mesmo ano, foi fundada a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). De lá para cá, a data passou a ser motivo de confraternização, homenagens a parceiros comerciais e de ainda mais negócios para o setor.


Fonte: Abras

sábado, 10 de novembro de 2012

10 de novembro: Dia do Trigo



O cereal, que é a base da alimentação dos povos em todos os cantos do planeta, tem um dia especial: 10 de novembro. Mas vale a pena lembrar do alimento todos os dias, porque seus benefícios para a saúde são inúmeros:  
- O trigo integral ajuda a reduzir os riscos de doenças coronarianas
- Controla os níveis de colesterol
- Promove a saúde do intestino por manter a flora intestinal saudável e ser boa fonte de fibras
O trigo também controla o diabetes. O recado vem da Universidade do Hawaí e acaba de ser divulgado no periódico científico da Sociedade Americana de Nutrição: para diminuir o risco do diabete do tipo 2, vale incrementar o cardápio com grãos.
Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores avaliaram, por 14 anos, os hábitos de um grupo de mais de 75 mil pessoas e entre aqueles que consumiam mais fibras vindas de alimentos como os cereais, ou seja, do trigo, da aveia, do centeio e da cevada, havia menos chances para o aparecimento da doença.
A nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica BKNR - Prevenção e Saúde, explica o possível mecanismo por trás desse resultado: “Alimentos ricos em fibras e de baixo índice glicêmico são capazes de retardar a absorção da glicose”. Assim, há a redução nos picos de produção de insulina e o pâncreas não fica sobrecarregado.


Fonte: Trigo e Saúde

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Câmara aprova fornecimento de bolsa de colostomia por planos de saúde




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O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 7177/02, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que amplia os casos em que os planos privados de saúde devem fornecer bolsas de coleta para pessoas operadas do intestino ou da bexiga. A matéria será enviada agora à sanção presidencial.
O texto da Câmara previa o fornecimento de bolsas de coleta apenas para os operados do cólon (colostomia). Devido a essa operação, o intestino grosso passa a ter saída pelo abdome, por onde as fezes são coletadas por meio de uma bolsa. É essa bolsa que deverá ser fornecida pelos planos de saúde.
Outros casos
O texto aprovado inclui no fornecimento obrigatório as bolsas para ileostomia (operação do íleo, parte do intestino) e para urostomia (quando o canal da urina é desviado para o abdome).

As pessoas com cobertura de planos privados também deverão ter acesso à sonda vesical de demora, utilizada quando a pessoa não é capaz de urinar espontaneamente ou de controlar a saída da urina. Essa sonda possui um pequeno balão interno que depois de cheio prende a sonda dentro da bexiga. Fora do corpo a sonda se liga a uma bolsa de armazenamento.
Os produtos serão oferecidos por meio de rede própria, credenciada, contratada ou referenciada, ou ainda por meio de reembolso. Não poderá haver limite de prazo, valor máximo e quantidade e o uso poderá ser tanto hospitalar, quanto ambulatorial ou domiciliar.


Fonte: O Dia on Line

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Supermercados e Anvisa lançam campanha de redução do sal em Curitiba




Os supermercados da capital Paranaense aderiram à campanha de conscientização pela redução do consumo de sal. Desde a última segunda-feira (5/11), uma série de estabelecimentos de Curitiba estão exibindo materias de orientação à população sobre o perigos do exagero no uso do sal. O objetivo é reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares na região.

O consumo excessivo de sal contribui para o aumento do risco de desenvolvimento de doenças graves do coração. Dados da OMS, em 2001, apontam que essas enfermidades foram responsáveis por 60% do total das 56,5 milhões de mortes notificadas no mundo. No Brasil, o quadro não é menos grave. A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (PNAD), realizada em 2008, apontou que 14% da população sofria de hipertensão.

A campanha prevê o uso de folderes, banners e cartazes nos supermercados dos quatro estados, com alertas sobre os riscos do uso excessivo de sal nos alimentos. Também serão disponibilizados aos supermercados spots para serem veiculados nas rádios internas dos estabelecimentos.

O lançamento da Campanha no Paraná foi realizado pela Associação Paranaense de Supermercados (Apras) e faz parte do acordo de cooperação técnica assinado entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O evento foi realizado em um supermercado de Curitiba com a presença do diretor da Anvisa, José Agenor Alvares, e da gerente-geral de alimentos da Anvisa, Denise Resende.




Fonte: Imprensa/Anvisa

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Alimentos e saúde


 
Atualmente há grande preocupação em relação á alimentação e saúde. Deste modo a indústria de alimentos está voltada ao desenvolvimento de alimentos que atraiam todos os tipos de consumidores, variando os nutrientes utilizados com o objetivo de formular produtos nutritivos e saudáveis.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de avaliar o efeito da suplementação dietética com 30 mL/dia de óleo de coco extravirgem durante três meses e seu efeito no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos hipercolesterolêmicos. Os resultados do estudo sugerem que a suplementação dietética com óleo de coco extravirgem é capaz de exercer benefícios no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos.

Outra pesquisa foi realizada com o objetivo de desenvolver barras de amaranto, sendo este  grão de elevado valor nutritivo e isento de glúten, enriquecidas com inulina e oligofrutose, sendo estes  prebióticos, nos sabores banana, castanha do Pará e uva passa, coco, damasco, morango e nozes. De acordo com os resultados, as barras apresentaram boa aceitação e vantagens nutricionais em relação às barras de cereais comerciais, sendo uma boa alternativa, inclusive para os celíacos.

O desenvolvimento de produtos alimentares é uma área que vem crescendo devido a preocupação dos consumidores em relação á saúde. Os estudos apresentados evidenciam dois exemplos de preparações que apresentam benefícios em relação ao seu consumo.

Fontes:

Silva, Raquel; Fortes, Renata; Soares, Henrique. Efeitos da suplementação dietética com óleo de coco no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos. Brasília méd; 48(1)jun.

DIAS CAPRILES, Vanessa  y  GOMES AREAS, José Alfredo. Barras de amaranto enriquecidas com frutanos: aceitabilidade e valor nutricional. ALAN. 2010, vol.60, n.3, pp. 291-297.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gestação X edulcorantes


 
Os edulcorantes são considerados como substância diferente dos açúcares que confere sabor doce ao alimento, podendo inclusive realçar o sabor. Sua utilização é elevada em todo o mundo, inclusive por mulheres em idade fértil.

Pesquisa recente foi desenvolvida a partir de uma revisão sobre a recomendação de edulcorantes nos casos de diabetes na gestação. A sacarina possui sua utilização restrita por alguns autores durante a gestação, devido à falta de informações conclusivas sobre possíveis efeitos no desenvolvimento fetal, além das poucas evidências sobre seu efeito transplacentário e transmamário. Além deste, a Americam Diet Association (ADA) não recomenda o uso do esteviosidio como edulcorante. Deste modo, os edulcorantes não-calóricos atualmente aprovados para uso pela população em geral, incluindo as gestantes são: aspartame, acesulfame-K, sacarina, sucralose e neotame. Segundo os dados estudados, deve haver orientação em relação quantidade a ser consumida, devendo as gestantes estarem sempre atentas em realção aos tipos de edulcorantes presentes nos adoçantes e produtos dietéticos disponíveis no mercado.

Outro estudo aborda o fato de existirem poucas informações sobre o uso da sacarina e ciclamato na gestação, e seus efeitos sobre o feto, devendo estes serem evitados durante a gestação. De acordo com a revisão realizada, em relação às evidências atualmente disponíveis, o aspartame, a sucralose, o acessulfame e a estévia podem ser utilizados com segurança durante a gestação.

Os dados dos estudos fornecem diferentes informações em relação ao uso de edulcorantes durante a gestação. Deste modo, a utilização destas substâncias durante a gestação deve ser orientada por nutricionistas e médicos, para que não prejudique o desenvolvimento do bebe, sendo ainda considerado em muitos casos que só as gestantes com diabetes devem fazer uso de tais substâncias.

Fontes:

Saunders, Cláudia; Padilha, Patricia de Carvalho; Lima, Helaine Thomaz de; et al. Revisão da literatura sobre recomendações de utilização de edulcorantes em gestantes portadoras de diabetes mellitus. Femina; 38(4)abr. 2010.

Maria Regina Torloni; Mary Uschiyama Nakamura; Alexandre Megale; et al. O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.5 Rio de Janeiro, May 2007.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Desafio da segurança alimentar passa por política pública que chegue aos mais pobres, diz Consea


Um dos desafios para garantir o direito à alimentação e à segurança alimentar no país é criar mecanismos que garantam que as políticas públicas cheguem efetivamente aos mais pobres. A conclusão é da conselheira nacional do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Marília Leão.
Segundo Marília, uma forma de garantir que as políticas e ações de segurança alimentar cheguem à ponta é fortalecer os conseas estaduais. “Os estados precisam se organizar para fazer as políticas chegarem de fato. Somos muito bons em formular políticas, mas, muitas vezes, elas sofrem desestruturações até chegar à ponta”, disse ao participar do seminário Desafios Globais para o Direito Humano à Alimentação, à Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, organizado pelo Consea.
O investimento na capacitação dos servidores é outro ponto apontado pela conselheira como necessário para aprimorar a correta aplicação das políticas públicas.
A secretária executiva da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Maya Takagi, destacou no seminário que a segurança alimentar não se restringe ao acesso ao alimento, trata-se de um conceito mais amplo que abrange também o acesso à terra, aos meios de produção e o acesso a alimentos saudáveis e com cultivo livre de agrotóxicos. “O acesso à terra ainda é um gargalo que gera insegurança alimentar. É preciso destacar ainda que hoje vivemos uma realidade preocupante em relação ao sobrepeso”, disse.
No seminário são apresentadas políticas públicas, programas sociais e experiências relacionadas ao combate à fome. Entre os participantes estão representantes de organizações da Índia, Moçambique e Equador.
 

Fonte: Agência Brasil