domingo, 30 de setembro de 2012

Procon-SC mostra cinco razões para evitar o consumo de energéticos

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Os energéticos são bebidas que se tornaram muito populares nos últimos anos, especialmente entre os jovens que, além de tudo, misturam as bebidas com álcool. No ano passado, os Emirados Árabes Unidos proibiu a venda de bebidas como Red Bull e Monster a menores de 16 anos de idade, mulheres grávidas e diabéticos, mas as bebidas ainda estão disponíveis para todos os outros apesar dos riscos de saúde. Segundo informações do site Green Prophet, com base em um relatório divulgado na Mayo Clinic Proceedings e no New York Times. listamos cinco razões para que se evite o consumo de bebidas energéticas,
1. Cada lata tem mais cafeína que quatro Cocas
Após uma noite mal dormida ou em uma manhã preguiçosa pode ser uma boa ideia apelar para um energético no café da manhã, mas a quantidade de cafeína das bebidas é muito prejudicial à saúde, especialmente para quem já sofre de problemas cardiovasculares.

2. Cada bebida contém 13 colheres de chá de açúcar
Essa quantidade de açúcar não só acaba com qualquer dieta de perda de peso ou anula todo o trabalho da academia, mas também é muito ruim para a saúde. Esta quantidade de açúcar prejudica a absorção de fluidos, o que significa maior propensão à desidratação; O açúcar também suprime o sistema imunológico, aumenta as chances de inflamações e aumenta os níveis de insulina. Somente o teor de açúcar das bebidas energéticas deveria ser suficiente para convencer alguém a parar de tomá-las, mas se isso não for suficiente, alguns outros fatores podem ajudar.

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3. Elas te fazem sentir sóbrio quando não está
Combinar álcool e energéticos pode estar na moda, mas as consequências podem ser desastrosas. De acordo com o jornal americano The New York Times, um atleta americano bebeu algumas doses de tequila num bar seguido de uma dose de Red Bull. O energético disfarçou seu nível de embriaguez e ele foi dirigindo até sua casa. O resultado: um pedestre morto por ele.
4. Energéticos podem matar até jovens saudáveis
Uma série de incidentes em que jovens morreram de bebidas energéticas levou a o centro de ciências da saúde da Universidade do Texas e a Universidade de Queensland, na Austrália, a observar mais de perto os ingredientes utilizados e o impacto que têm sobre as pessoas. Em seu relatório, publicado na revista Mayo Clinic Proceedings, apontaram que houve pelo menos cinco casos de mortes relacionadas à cafeína após a ingestão de bebidas energéticas. Uma pessoa saudável de 28 anos de idade sofreu uma parada cardíaca e um jovem de 18 anos morreu jogando basquete depois de beber duas latas de Red Bull. Houve também quatro casos de surtos maníacos em pessoas bipolares.

5. O que não sabemos pode ser ainda mais grave
As referências acima são do que já se sabe sobre as bebidas energéticas e seus efeitos, mas o que não sabemos poderia ser ainda mais grave. O Dr. John P. Higgins e co-autores escreveram na revista Mayo que os adolescentes e adultos jovens estão consumindo estas bebidas em um "ritmo alarmante", sem saber quais são seus efeitos a longo prazo. Algumas possibilidades incluem problemas no fígado, doenças cardiovasculares e problemas com risco de vida para as funções do cérebro e coração. Os cientistas também pediram regulação mais severa por parte das autoridades de saúde.

Então, da próxima vez em que você se sentir cansado e tentado a apelar para o seu energético preferido, opte por um copo de água em vez disso. Isso é mais saudável e eficaz. Um corpo hidratado é um corpo energizado.


Fonte: Procon-SC

sábado, 29 de setembro de 2012

Dia Mundial do Coração

 


Este sábado, 29 de setembro, é marcado como o Dia Mundial do Coração. E, entre outras coisas, como a genética, o principal motivo que faz os índices de doenças do coração subir são os hábitos nada saudáveis de jovens, adultos e idosos no Brasil. Por isso, os hospitais estão cheios de pacientes com diversos  problemas cardiovasculares, entre eles o infarto, angina, obstrução das artérias coronárias, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e, o mais comum, hipertensão arterial.

Quais as causas 
“Algumas doenças cardiovasculares, como a hipertensão, por exemplo, não têm, na maioria dos casos, um motivo único para o seu desenvolvimento. O conhecimento atual sobre as causas das doenças cardiovasculares aponta para uma combinação de predisposição genética, idade e estilo de vida - alimentação e atividade física, por exemplo”, explica o cardiologista Dr. Abel Magalhães, do Vita Check-up Center.
“No geral, estas doenças não têm cura, têm controle. E isso é feito tendo alguns cuidados. Sempre é válido mudar os hábitos e se cuidar para diminuir os riscos”, informou o Dr. Guilherme de Menezes Succi, especialista em cirurgia cardiovascular com doutorado pela USP.
No entanto, apesar de ser comprovado que a prevenção é o principal fator de sucesso contra as doenças cardiovasculares, o Brasil ainda não tem grandes resultados neste aspecto. “Percebe-se que o Brasil ainda não possui uma cultura muito amadurecida de diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida (como preconizado através de check-ups médicos periódicos), ao contrário de países com mais tradição em medicina preventiva”, disse o Dr. Abel Magalhães.

Fonte: Terra Notícias

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Introdução de alimentos funcionais e orgânicos


 
Atualmente a preocupação dos consumidores em relação á alimentação mais saudável, favoreceu o mercado em relação ao desenvolvimento e produção de alimentos orgânicos ou mesmo funcionais.

Este fato pode ser observado através de estudo recente, o qual foi desenvolvido com o objetivo de analisar a introdução de alimentos orgânicos na produção de refeições em uma unidade escolar da Secretaria de Educação de Santa Catarina. De acordo com a pesquisa ainda são necessários mais estudos sobre a gestão de produção de refeições em escolas e sobre a utilização de alimentos orgânicos.

Outra pesquisa foi desenvolvida para avaliar o efeito da adição do probiótico Lactobacillus paracasei e da fibra prebiótica inulina sobre o perfil de textura e as características sensoriais de queijo fresco cremoso. De acordo com os resultados, a adição de inulina ao queijo fresco cremoso produzido com a suplementação de uma cepa potencialmente probiótica de Lactobacillus paracasei resultou em um produto com características adequadas e com propriedades funcionais agregadas.

De acordo com os dados apresentados, percebe-se a necessidade de desenvolver mais estudos nesta área, ampliando as opções de alimentos saúdáveis entre os consumidores de forma geral, além da necessidade de introduzir esta prática em unidades de alimentação.

Fontes:
Elinete Eliete de Lima; Anete Araújo de Sousa. Alimentos orgânicos na produção de refeições escolares: limites e possibilidades em uma escola pública em Florianópolis. Rev.Nutr. vol.24 no.2 Campinas Mar./Apr. 2011

Flávia Carolina Alonso Buriti; Haíssa Roberta Cardarelli; Susana Marta Isay Saad. Textura instrumental e avaliação sensorial de queijo fresco cremoso simbiótico: implicações da adição de Lactobacillus paracasei e inulina. Rev. Bras. Cienc. Farm. vol.44 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2008

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Crianças obesas têm um risco 40% maior de enfarte no futuro, diz estudo




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A obesidade infantil pode trazer mais riscos do que se supunha anteriormente.
Uma revisão de estudos feita pela Universidade de Oxford concluiu que crianças obesas têm um risco de 30% a 40% maior de, no futuro, sofrerem enfarte ou outras doenças isquêmicas cardíacas, em comparação a crianças com índice de massa corpórea (IMC) normal.
A pesquisa teve como base 63 estudos anteriores que analisaram 49.220 crianças e adolescentes saudáveis de 5 a 15 anos, moradores de países desenvolvidos. Os resultados foram publicados na edição desta quarta-feira da revista científica British Medical Journal.
De acordo com o estudo, as crianças obesas e com sobrepeso apresentam maior pressão arterial e maior concentração de colesterol e de triglicérides no sangue. Esses são alguns dos fatores responsáveis por elevar os riscos cardiovasculares desse grupo, em relação ao grupo com peso normal. Impacto
O resultado da maior prevalência de obesidade entre as crianças nos últimos anos provoca impacto nos consultórios dos cardiologistas, de acordo com o médico João Vicente da Silveira, do Hospital São Luiz. Estamos observando que os jovens estão tendo doenças cardiovasculares cada dia mais cedo, diz o cardiologista.
Ele acrescenta que os grandes vilões são comida em excesso e sedentarismo. Enquanto os riscos cardiovasculares passam a ser mais significativos apenas quando a criança entra na fase adulta, a obesidade infantil também representa risco imediato, de acordo com a endocrinologista Claudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Ela conta, por exemplo, que é cada vez mais comum crianças e adolescentes desenvolverem a diabete do tipo 2 e também níveis elevados de ácido úrico.


Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Variações climáticas já aumentam o preço do arroz para o consumidor, segundo FGV




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No varejo a alta já acumulou aumento de 13,04%, gerando grande impacto no valor da cesta básica
 
A agricultura vem sofrendo uma pressão inflacionária que nada tem a ver com a seca americana, mas com as variações climáticas no Sul do Brasil, e este cenário já está sendo sentido pelo consumidor, segundo apontam dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Desde o início do ano, o arroz já acumula alta de 13,4% no varejo, com aumento de 3,68% somente em setembro. Já no atacado o preço do arroz subiu 11,25% somente no nono mês do ano, sendo que, pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), o arroz já obteve valorização de 34,84% desde janeiro.

Novas altas para o consumidor
O economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Salomão Quadros, responsável pelo índice, afirma que a tendência é de mais altas para as próximas semanas.

“Como o arroz ficou caro no campo, o aumento está começando a chegar no varejo e a partir de experiências anteriores é possível dizer que os preços tendem a subir mais para o consumidor nos próximos meses”, diz o economista, que ainda acredita que o arroz vai recuperar o terreno perdido pelo feijão, que este ano já subiu entre 25% e 50%, dependendo do tipo.
Como o arroz faz parte da cesta básica, essas altas vão pesar bastante no bolso do brasileiro.


Fonte: MSN Notícias

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Refeição fora de casa fica 8,02% mais cara em 12 meses, aponta IBGE




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Segundo IPCA, no geral, a alimentação fora de casa ficou 9,02% mais cara; destaque para a cerveja, com alta de 12,06%
 
A refeição fora de casa ficou 8,14% mais cara nos últimos 12 meses terminados em setembro, de acordo com a prévia do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgada nesta quinta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De modo geral, a alimentação fora do domicílio aumentou 9,06% no período. Além da refeição principal, foram registradas altas intensas na cerveja, de 12,42%, e nos refrigerantes e águas minerais (10,04%). Já a menor alta, de 8,01%, foi encontrada na categoria de outras bebidas alcoólicas.
No mês a refeição fora de teve variação de 0,51%. No geral a alimentação fora de casa ficou 0,47% mais cara em setembro.
No Brasil
Em setembro, consumidores de Porto Alegre e Salvador foram os que mais sentiram no bolso o aumento de preços ao comer fora de casa, como mostra a tabela abaixo:

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
CapitalSetembroAcumulado12 meses
Curitiba-0,17%6,47%8,14%
São Paulo0,45%6,40%7,60%
Belo Horizonte0,79%2,68%4,08%
Goiânia0,01%4,09%9,92%
Rio de Janeiro0,25%4,62%7,47%
Distrito Federal0,43%5,20%7,70%
Belém-0,44%7,51%8,13%
Porto Alegre1,89%6,27%12,00%
Salvador1,21%5,65%12,18%
Fortaleza0,40%7,51%8,17%
Recife0,25%6,07%10,01%
Nacional0,51%5,69%8,14%
Fonte: IBGE
Alimentação em casa
No domicílio, Fortaleza é a capital onde os preços da alimentação mais subiram em setembro, com alta de 2,36%, frente à média nacional de 1,41%.

No acumulado do ano, a alimentação no domicílio subiu 6,24%, com destaque para Recife, onde a alta foi de 8,10%. Já em 12 meses, a alimentação em casa subiu 8,92%.


Fonte: Veja On Line

domingo, 23 de setembro de 2012

Consumo de frutas


 
O consumo de frutas é de extrema importância para o bom funcionamento do organismo, uma vez que são importantes fontes de vitaminas e minerais, contribuindo de diversas formas para a saúde.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de investigar a ingestão regular do suco de laranja vermelha sobre a pressão arterial, variáveis antropométricas e dietéticas de indivíduos adultos. De acordo com os resultados do estudo, o consumo regular do suco de laranja vermelha mostrou propriedade hipotensora, sugerindo atividade protetora cardiovascular em indivíduos adultos, sendo interessante incentivar o consumo de frutas cítricas, pois são exclusivas fontes dietéticas de flavanonas.

Outra pesquisa foi desenvolvida para avaliar a capacidade antioxidante de diversas frutas. De acordo com os resultados, as frutas podem ser apontadas como fontes de antioxidantes naturais, destacando-se a acerola, caju, mamão Formosa, mamão Havaí, goiaba, laranja pêra, e a pinha por terem apresentado uma potente capacidade antioxidante.

Os dados dos estudos evidenciam a importância do consumo de frutas para o melhor funcionamento do organismo. Deste modo, cabe aos profissionais da saúde, assim como nutricionistas e os órgãos públicos relacionados, incentivar o consumo de frutas entre a população.

Fontes:
Lima, Cláudia Gonçalves de; Basile, Lívia Gussoni; Silveira, Jacqueline Queiroz da; et al. Ingestão regular do suco de laranja vermelha reduz pressão arterial de adultos. J. Health Sci. Inst; 30(1): 59-63, jan.-mar. 2012.

Enayde de Almeida Melo; Maria Inês Sucupira Maciel; Vera Lúcia Arroxelas Galvão de Lima; et al. Capacidade antioxidante de frutas. Rev. Bras. Cienc. Farm. vol.44 no.2 São Paulo Apr./June 2008.

sábado, 22 de setembro de 2012

Seca impulsiona preço das carnes para o consumidor, diz FGV

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Alta no preço das rações dos animais é o principal motivo que afeta o preço final das proteínas
 
A seca que atingiu o meio oeste americano já impacta na mesa dos brasileiros. Com o preço alto das rações, o preço das carnes tem sofrido reajustes consecutivos.
De acordo com o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) realizado pelo Ibre/FGV, a soja e o milho utilizados como rações têm seus preços balizados no mercado internacional e acumulam até agosto deste ano, altas de 84,75% e 18,43%
Segundo o indicador, o preço da ração para frangos, suínos e gado confinado avançou 16,74% no mesmo período. E, embora o preço da carne de boi seja menos sensível ao preço das rações, ela também está avançando.
Preços em elevação
De acordo com o IPC-S da segunda quadrissemana de setembro, o preço do frango inteiro subiu 4,28%, mas ainda há espaço para novos aumentos, cuja média pode chegar a 5,50% no final de setembro, revela o economista do IBRE/FGV, André Braz.

Segundo Braz, os preços das carnes suínas não sustentam vigor semelhante, mas ainda podem subir mais do que os 3,48% apurados pelo IPC-S da segunda quadrissemana. Por fim, as carnes bovinas, que já subiram quase 2%, devem continuar em alta. Até o final do mês, o reajuste médio poderá chegar a 3%.
Além dos aumentos registrados pelas carnes, outros alimentos importantes também estão com preços em alta. Este é o caso do arroz (5,28%), de panificados e biscoitos (1,91%) e dos laticínios (1,05%). Todos esses alimentos podem continuar a subir em setembro.
O tomate, vilão do bolso do consumidor por quase três meses, período em que subiu em média mais de 80%, contribuiu para a recente aceleração das despesas com alimentos. Neste mês, o tomate está começando a devolver os aumentos influenciados pela abrupta redução de oferta nos meses mais frios.


Fonte: Infomoney

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

População brasileira ainda sofre com deficiência de vitamina D


 
1) A população brasileira apresenta deficiência de vit.D?
Teoricamente, a população brasileira não deveria apresentar deficiência de vitamina D, afinal o Brasil é um país privilegiado em relação à incidência solar. No entanto, esta não é a realidade encontrada em pesquisas realizadas. Estudo populacional realizado em 150 cidades das 5 regiões brasileiras com 2344 pessoas e idade acima de 40 anos mostra que existe um desequilíbrio nutricional com elevada ingestão de fósforo acompanhada de deficiente ingestão de cálcio e vitamina D na população brasileira, levando a um maior risco de fraturas. Um outro estudo realizado no estado de São Paulo com adolescentes identificou deficiência de vitamina D em 60% da população jovem saudável estudada.
 
2) Como ocorre a síntese de Vit.D?
A comunidade científica entende que a grande síntese de vitamina D se dá por meio da exposição solar. No entanto, a dieta representa hoje cerca de 20% das necessidades, e é uma fonte importante para todas as pessoas, mas, principalmente para idosos, pessoas institucionalizadas e com pouca exposição solar. A deficiência de vitamina D tem afetado pessoas em todo mundo e o estudo populacional NHANES mostra que 90% da população constituída por negros, hispânicos e asiáticos sofrem de insuficiência de vitamina D, assim como  cerca de 60% da população branca.

O ovo é uma fonte alimentar importante, pois é um alimento acessível, saboroso e pode colaborar juntamente com alimentação equilibrada e exposição solar para a melhoria do status de vitamina D. Em 2010, o USDA - United States Department of Agriculture - estabeleceu um novo valor nutricional de vitamina D para o ovo. Os valores de vitamina D passaram de 18 para 41 UI por unidade, que representa cerca de 6.5% das necessidades diárias de acordo Dietary Reference Intakes for vitamin D (DRI).

Atualmente, os valores de referência da composição centesimal do ovo são oriundos da tabela USDA. O Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação - NEPA da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, estará realizando através do Instituto Ovos Brasil a análise da composição química de ovos brancos e vermelhos produzidos no Brasil. Estes dados farão parte da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO e será referência para a tabela brasileira.
 
3) Quais são as consequências da deficiência da vit.D?
A deficiência de vitamina D está associada a câncer, hipertensão arterial e existem evidências da associação entre a resistência à insulina e vitamina D, isto é, menores concentrações de vitamina D são encontradas em indivíduos com intolerância à glicose e diabetes. A secreção da insulina é um processo mediado pelo cálcio e alterações no seu fluxo intra e extracelular. Ingestão deficiente de cálcio e insuficiência de vitamina D poderiam  alterar  o equilíbrio com alteração da secreção de insulina.
 

 
Autor
 
Dra. Lucia Endriukaite
 
Nutricionista Clinica formada pela Universidade de Mogi das Cruzes, Pós-graduação em Administração em Serviços de Alimentação pela São Camilo, Pós-graduação em Nutrição Esportiva pela FMU, Membro do Conselho Brasileiro de Fitoterapia (CONBRAFITO), Consultora do Instituto Ovos Brasil.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Maioria das pessoas não sabe que têm diabetes, diz especialista



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Doença atinge 200 milhões de pessoas no mundo, mas muitos desconhecem serem portadores
Desde 1991 o Dia Mundial do Diabetes é comemorado em 14 de novembro. O objetivo é conscientizar a população sobre a doença que já atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, mas que muitos desconhecem serem portadores.
A doença ocorre quando o organismo não produz insulina (hormônio gerado no pâncreas que transporta a glicose para as células) suficiente ou resiste à sua ação, resultando em taxas de glicose no sangue excessivamente altas.
Assim, aparecem os sintomas e as complicações do diabetes, como sede excessiva, fome em excesso, náuseas, visão turva, sonolência e diminuição da disposição para praticar atividades físicas.
A longo prazo, as complicações começam a aumentar e daí a importância do controle de glicose desde o momento em que a doença é diagnosticada. Isto porque o acúmulo desta substância nas paredes dos vasos sanguíneos provoca o seu espessamento.
Com isso, o transporte de sangue necessário aos tecidos é comprometido, podendo gerar doenças como a aterosclerose e alterações fisiológicas no coração, no cérebro, nas pernas, nos olhos (comprometendo a visão), nos rins (insuficiência renal), nos nervos (formigamentos e redução das sensações) e na pele.
O diabetes mellitus (nome completo da doença) divide-se em dois grupos. No tipo 1, o mais raro (ocorre em apenas 10% dos diabéticos), as células que produzem a insulina no pâncreas são destruídas pelo organismo, comprometendo a produção de insulina.
No diabetes tipo 2, o portador da doença produz a quantidade necessária de insulina, no entanto, seu organismo desenvolve uma certa resistência ao hormônio, impedindo o controle das taxas de glicose.
Uma dieta equilibrada é imprescindível para que não ocorram problemas como hipoglicemia (falta de glicose no sangue) ou carência de outros nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
Acompanhamento médico e atividade física farão com que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida e amenize os problemas causados pela doença. Vale ressaltar a importância de evitar a ingestão de doces, se alimentar regularmente e não ficar mais de 3 horas em jejum.


Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Compra de alimentos de agricultores familiares terá recurso de R$ 2,6 bilhões

A compra de alimentos de agricultores familiares para atender a pessoas em situação de insegurança alimentar terá R$ 2,63 bilhões até julho de 2015, de acordo com o novo termo de cooperação técnica entre a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O valor que será investido nestes próximos anos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – será superior a todo o recurso repassado desde o início da parceria entre o MDS e a Conab, em 2003. Ao longo de nove anos, o governo destinou R$ 1,92 bilhão para a compra de 1,1 milhão de toneladas de alimentos de 615,4 mil agricultores familiares. Nesse período, 72,9 mil pessoas foram beneficiadas por meio da adoção desses alimentos.

O aumento no volume de recursos para a operacionalização do PAA faz parte da estratégia do Brasil Sem Miséria, plano para superação da extrema pobreza. Com o valor, o governo vai adquirir 1,3 milhão de toneladas de alimentos de 510 mil agricultores familiares para distribuição a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, até julho de 2015.

Cooperação - Nessa terça-feira (11), representantes do país africano Malauí, no oeste do continente, estiveram com a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Maya Takagi, para conhecer as principais ações na área de segurança alimentar, como o PAA e as compras locais. “O Malauí ainda vive uma realidade muito diferente, com uma comunidade basicamente rural”, conta a ministra da Educação, Ciência eTecnologia do Malauí, Eunice Kazembe.

Além de representantes de alto nível do governo malauiano, participam da visita membros do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização dasNações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Um dos principais projetos de ajuda humanitária brasileira no exterior é o PAA-África. Além do Malauí, o programa leva a experiência brasileira do PAA para mais quatro países africanos: Moçambique, Etiópia, Nigéria e Senegal.


Leilão de alimentos atenderá 480 mil famílias

A Conab vai realizar nesta quarta-feira (12) um pregão eletrônico para comprar 5,3 mil toneladas de alimentos que serão distribuídas até o final deste ano para 480 mil famílias.
A operação faz parte da cooperação técnica entre a Conab e o MDS, que tem sido renovada desde 2002.
Fonte: CFN

sábado, 15 de setembro de 2012

Entenda porque o sódio é considerado o principal vilão da saúde da população


1) Por que o sódio é considerado o principal vilão da saúde da população?
Consumido seis vezes mais que o recomendado por dia, o sódio é apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um fator preocupante da alimentação, com importantes consequências para a saúde da população mundial, como o desenvolvimento ou agravamento de casos de hipertensão, problemas cardiovasculares em geral, elevação de ácido úrico e até câncer no estômago. No Brasil, o cenário de consumo também é excessivo.

Com indicação média de duas gramas diárias, o brasileiro ingere cerca de 12 gramas, ou seja, 10 gramas a mais que o aconselhado. O principal responsável pelo excesso do sódio no organismo se dá pela falta de conhecimento sobre onde ele pode estar presente. Em geral, as pessoas prestam atenção na quantidade direta de sal que colocam nos alimentos, sem perceber que ele está presente em quase todos os alimentos industrializados, inclusive nos doces.

2) O excesso de sódio no organismo é percebido facilmente?
O excesso de sódio no organismo costuma ser percebido apenas em longo prazo, quando surgem os primeiros problemas. Em uma dieta de redução do sal as papilas gustativas demoram em torno de 3 meses para a adaptação. Em pacientes em tratamento de obesidade, especialmente os de maior restrição alimentar, como aqueles submetidos ao balão intragástrico – que permanecem no estômago por seis meses, a orientação é redução ainda maior para que o indivíduo consiga chegar ao final do tratamento totalmente adaptado à quantidade ideal e saudável.

O importante é o equilíbrio, pois o sódio também apresenta papel importante em diversas funções do organismo, como a regularização do volume plasmático, contração muscular, ritmo cardíaco e funcionamento do cérebro. A dica é ficar atento às embalagens dos alimentos, em que é obrigatória a citação da tabela nutricional. Para alimentos vendidos sem embalagem de fábrica, como embutidos de balcão (salsichas, frios, entre outros) é possível consultar o valor de sódio pela internet, em sites especializados. Apenas como comparativo, 1 copo (200ml) de leite de soja contém 190mg de sódio, o equivalente a 8% da necessidade desse mineral para uma pessoa que consome 2000kcal por dia. Se ingerir 3 copos por dia, estará consumindo 24% da sua necessidade diária de sódio.

3) quais são as orientações para evitar o consumo exagerado do sódio?
- Substitua os temperos industrializados, que apresentam alto teor de sódio, pelos naturais como: alho, cebola, coentro, salsinha, orégano, entre outros
- O mesmo vale para caldos e cubos de carne, galinha e afins, pois também somam o glutamato monossódico;
- Prefira sucos naturais aos industrializados;
- Evite o uso de gorduras animais como: bacon, toucinho, banha de porco, etc;
- Retire o saleiro de cima da mesa.

Os campeões em teor de sódio (acima de 400mg por 100g)
Bacon, gorgonzola, linguiça calabresa, bacalhau, macarrão instantâneo, peito de peru, salgadinho de milho, queijo parmesão, fermento, refrigerante, azeitona preta, alcaparras, tomate seco, champignon, hambúrguer, doces artificiais, carne de sol, mussarela, salsicha, presunto, almôndegas, biscoito de água e sal, shoyo, margarina e manteiga com sal, maionese industrializada, batata chips, leite de vaca desnatado em pó, pão de queijo, coxinha de frango, tablete de carne e galinha, palmito em conserva, molho de tomate industrializado, ervilha enlatada e milho enlatado.

Fonte: Organização Mundial da Saúde

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Consumo de frutas e hortaliças



O consumo de frutas e hortaliças contribui de forma fundamental para o bom funcionamento do organsimo, contribuindo para o aporte de nutrientes essenciais para a saúde dos indivíduos.

Estudo recente realizado com universitários foi desenvolvido para analisar a prevalência e os fatores associados ao consumo regular de frutas e hortaliças por acadêmicos de uma universidade pública federal de Rio Branco, Acre, Brasil.

De acordo com os resultados, a minoria da população estudada alcançou recomendação satisfatória no consumo de frutas e hortaliças, sendo que o consumo regular desses alimentos mostrou-se associado aos aspectos socioeconômicos e aos hábitos saudáveis relacionados à prática de atividade física e baixo consumo de fast food.

Outra pesquisa objetivou estimar a frequência do consumo adequado de frutas e hortaliças e identificar os fatores associados em escolares do Estado de Santa Catarina, Brasil. De acordo com os resultados, o consumo adequado esteve presente em 2,7% dos escolares, enquanto 26,6% não consumiram frutas e hortaliças sequer uma vez por dia. Somente o consumo de guloseimas manteve-se diretamente associado ao consumo adequado de frutas e hortaliças.

Os dados dos estudos evidenciam a necessidade de intervenção nutricional para garantir o consumo adequado de frutas e hortaliças, contribuindo desta forma para a saúde e prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas.

Fontes:

Alanderson Alves Ramalho; Tatiane Dalamaria; Orivaldo Florencio de Souza. Consumo regular de frutas e hortaliças por estudantes universitários em Rio Branco, Acre, Brasil: prevalência e fatores associados. Cad. Saúde Pública vol.28 no.7 Rio de Janeiro July 2012.

Larissa da Cunha Feio Costa; Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos; Arlete Catarina Tittoni Corso. Fatores associados ao consumo adequado de frutas e hortaliças em escolares de Santa Catarina, Brasil. Cad. Saúde Pública vol.28 no.6 Rio de Janeiro June 2012.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consumidor pode opinar sobre embalagens e filtros de papel



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A composição das embalagens de alimentos fabricadas com celulose e dos papéis utilizados na cocção e na filtração a quente são temas de duas consultas públicas abertas pela Anvisa na última quarta-feira (5/9). As propostas de consultas públicas, que recebem contribuições durante 60 dias, buscam harmonizar a legislação brasileira com o regulamento técnico do Mercosul – um passo estratégico para o comércio na região. Atualmente, as normas para  embalagens e filtros estão contidas na Portaria 177/99. 
 
As contribuições enviadas à Consulta Pública 51, a CP 51/2012 , auxiliarão a Agência a concluir o regulamento técnico sobre os materiais, embalagens e equipamentos celulósicos  que permanecem em contato com os alimentos industrializados.
 
A proposta traz a atualização da lista positiva de substâncias que serão autorizadas a compor as embalagens de alimentos. Exemplos destes componentes, incluídos na proposta de regulamento, são alguns tipos de agentes de colagem interna e superficial das embalagens a base de amidos, e os amidos modificados.

Já a CP 52/2012, também iniciada na última quarta-feira, irá recolher contribuições para a norma técnica a ser aplicada aos papéis utilizados na cocção e na filtração a quente, como os filtros de café.  Para os filtros, submetidos a altas temperaturas, há também uma lista de componentes que podem ser utilizados em sua fabricação. Na proposta de regulamento foram incluídas, por exemplo, mais algumas opções de agentes antimicrobianos para papéis com esta finalidade.
 
Os textos base preparados pela Anvisa para as duas consultas públicas e os formulários padrão para encaminhar sugestões estão disponíveis no site da Agência.
 
Confira:
CP 51/2012
CP 52/2012
 
Endereço para envio do formulário de contribuição:
Anvisa – A/C Gerencia Geral de Alimentos/Gerência de Produtos. Setor de Indústria e Abastecimento, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050. As contribuições também podem ser enviadas por fax: (61) 3462-5315, ou por e-mail: cp51@anvisa.gov.br e cp52@anvisa.gov.br
 
Imprensa/Anvisa


Fonte: ANVISA

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Publicidade infantil: entenda quais são os perigos



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Por ser um público extremamente sugestionável, persuadido com facilidade, as crianças são vistas pelas empresas como parte relevante do mercado. Para o Idec, tendo como base o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, a publicidade direcionada ao público infantil é abusiva pois se aproveita da deficiência de julgamento da criança. O Conselho Federal de Psicologia afirma que “além da menor experiência de vida e de menor acúmulo de conhecimentos, a criança ainda não possui a sofisticação intelectual para abstrair as leis (físicas e sociais) que regem esse mundo, para avaliar criticamente os discursos que outros fazem a seu respeito”.
Segundo a advogada do Idec Mariana Ferraz, a criança é muito sensível às práticas de marketing. A problemática fica ainda maior quando a publicidade estimula padrões de consumo alimentares não saudáveis.
No caso do setor alimentício, muitas empresas lançam mão de práticas desleais, como a associação da alimentação a brinquedos, ou utilização de linguagem lúdica própria ao universo infantil em suas peças publicitárias. “A OMS (Organização Mundial da Saúde) já se pronunciou pela necessidade da regulação da publicidade de alimentos e, em 2012, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) publicou recomendações para a regulação da publicidade de alimentos não-saudáveis direcionada às crianças. Resta que os governos adotem essas recomendações e implementem políticas para regrar a publicidade direcionada às crianças”, afirma a advogada.
Desde 2005 a OMS reconhece a comercialização de alimentos não saudáveis para a população infantil como um fator que contribui para o aumento dos níveis de obesidade e sobrepeso. Embora alguns acordos diretos com empresas do setor alimentício tenham sido fechados, o órgão tem ressaltado que cabe aos governos a responsabilidade de garantir a tomada de medidas efetivas, bem como o monitoramento dos acordos de restrição da publicidade de alimentos não saudáveis voltados às crianças.
“O Idec entende que toda publicidade que tem o público infantil como interlocutor desrespeita o princípio da identificação, pois a criança não tem condições de analisar criticamente o interesse mercadológico que existe por trás da informação direcionada a ela. Por ser hipervulnerável às práticas de marketing, esse público merece especial proteção”, defende Mariana.


Fonte: IDEC

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Consumidores brasileiros testam botijão de gás feito de fibra de vidro




 
Cerca de 12 mil consumidores das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre estão testando novas embalagens de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) feitas de fibra de vidro termoplástico e polietileno de alta densidade, mais leves que as tradicionais embalagens de aço. O produto é inédito no Brasil e foi trazido ao país pela Liquigás Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Os testes começaram a ser feitos em fevereiro.
De acordo com o diretor de GLP Envasado da Liquigás, Paolo Ditta, a nova embalagem, batizada pela empresa de LEV, é uma inovação no mercado brasileiro. O novo botijão já é sucesso nos mercados americano, europeu e asiático. Ele se destina, principalmente, ao consumidor residencial “e também a consumidores específicos, para os quais o peso, o material e as dimensões do vasilhame fazem diferença, como os usuários de trailers e embarcações”.
Segundo Ditta, o produto é sustentável já que a cobertura rígida é confeccionada com material reciclável. Os botijões LEV foram importados da empresa Amtrol Alfa, maior fabricante de botijões do mundo, que responde pelo desenvolvimento e fabricação do produto em Portugal. O projeto está sendo conduzido no Brasil em parceria da Liquigás com a Amtrol Alfa e a Braskem.
A Liquigás informou que, após a avaliação dos resultados dos testes, será elaborado um relatório sobre a viabilidade da comercialização e a instalação de uma fábrica para produção das embalagens de fibra de vidro no país. A empresa informou também, por meio de sua assessoria, que a certificação do produto é dada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Além disso, segundo a subsidiária da Petrobras, os resultados dos testes serão encaminhados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o mercado de GLP quanto à armazenagem e distribuição. A avaliação da nova embalagem, porém, será feita pelos próprios consumidores, que irão constatar ou não a eficiência do novo botijão de fibra de vidro termoplástico.
Se aprovado pelos consumidores, o novo botijão poderá ser comercializado em todo o país. Sua adoção, entretanto, não será obrigatória pelas distribuidoras de GLP. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello, disse à Agência Brasil que, desde que foram introduzidos no país, há 75 anos, os botijões de aço vêm experimentando inovações contínuas, mudando inclusive de tamanho e volume.
Ele acredita que a adoção maciça do botijão de fibra de vidro vai depender muito mais do mercado. Mello disse não ver problema em relação aos botijões de aço, “que são muito seguros e amplamente utilizados no mercado mundial”. Para ele, a nova embalagem não substituirá o velho botijão de aço porque eles foram desenvolvidos “de forma tão eficiente, que são retornáveis e recicláveis ao final de sua vida útil”. As vantagens apontadas por Mello em relação ao botijão de fibra de vidro são a leveza e o fato de não enferrujarem, sujando o chão.


Fonte: Infomoney

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amaranto


 
O amaranto (Amaranthus sp.), um pseudocereal de origem andina, possui excelente perfil nutricional e funcionalidade, apresentando diversos formas de utilização, porém é um grão ainda pouco conhecido no Brasil.

Em estudo recente, barras de amaranto enriquecidas com inulina e oligofrutose foram desenvolvidas nos sabores banana, castanha do Pará e uva passa, coco, damasco, morango e nozes, apresentando boa aceitação. Deste modo, apesar de o amaranto ser desconhecido no Brasil, este apresenta bom potencial para o desenvolvimento de alimentos prontos para o consumo.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o valor nutricional do amaranto, sendo encontrada grande fonte de micronutientes em todas as amostras coletadas, indicando ser um produto de alto valor nutricional.

Deste modo, o amaranto deve ser mais divulgado no Brasil, sendo de grande importância o desenvolvimento de produtos alimentares que contenham este grão como ingrediente, fornecendo deste modo, alternativas nutritivas para consumo alimentar.

Fontes:

DIAS CAPRILES, Vanessa  y  GOMES AREAS, José Alfredo. ALAN. 2010, vol.60, n.3, pp. 291-297. ISSN 0004-0622.

OLIVARES, Elizabeth  y  PENA, Eder. Bioconcentración de elementos minerales en Amaranthus Dubius (bledo, pira), creciendo silvestre en cultivos del Estado Miranda, Venezuela, y utilizado en alimentación. INCI [online]. 2009, vol.34, n.9, pp. 604-611. ISSN 0378-1844.

sábado, 8 de setembro de 2012

Alface: cuidados no consumo x saúde


 
O consumo de alface, principalmente em saladas é elevado em todo o mundo, sendo um alimento rico em fibras e importante no auxílio do funcionamento intestinal, dentre outros benefícios.

Porém, por se tratar de um alimento consumido na maioria das vezes na forma crua, deve haver cuidado no seu armazenamento e higienização, evitando assim que ocorram doenças transmitidas por este alimento.

Estudo recente investigou o impacto da temperatura de armazenamento e duração em relação a Escherichia coli em saladas de alface comercialmente embaladas e na qualidade do produto. De acordo com os resultados, foi observado que os patógenos, assim como a E. coli podem crescer em saladas de alface comercialmente embaladas enquanto a qualidade visual do produto é plenamente aceitável.

Outro estudo avaliou produtos a serem utilizados para inativação de agentes patogenicos em alface embalado. Estudos recentes mostaram que sulfato ácido de sódio e ácido levulínico em combinação com um derivado de sulfato de sódio são eficazes nesta inativação. Foi avaliada ainda a associação com ácido cítrico e cloro, sendo observada menor danificação à alface, porém deve haver cautela na utilização destes produtos, pois alguns causaram deteriorização durante o armazenamento da alface.

Os dados dos estudos evidenciam os cuidados que devem haver em relação ao armazenamento e preparo do alface para consumo, devendo haver higienização adequada mesmo em alguns produtos que já vem embalados para consumo, prevenindo assim a ocorrencia de doenças transmitidas por alimentos.

Fontes:

Luo Y; He Q; McEvoy JL. Effect of storage temperature and duration on the behavior of Escherichia coli O157:H7 on packaged fresh-cut salad containing romaine and iceberg lettuce. J Food Sci; 75(7): M390-7, 2010 Sep.

Guan W; Huang L; Fan X. Acids in combination with sodium dodecyl sulfate caused quality deterioration of fresh-cut iceberg lettuce during storage in modified atmosphere package. J Food Sci; 75(8): S435-40, 2010 Oct.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Açúcar X saúde


 
Atualmente o “açúcar de adição”, ou seja, aquele adicionado artificialmente ao alimento é um dos grandes responsáveis pelo excesso de calorias consumidas por grande parte da população, sendo um risco para o desenvolvimento da obesidade e seus agravantes. Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de estimar o consumo de “açúcar de adição” pela população brasileira, destacando suas principais fontes alimentares e verificar a tendência de seu consumo nas últimas décadas. De acordo com os resultados, a participação do açúcar de mesa nos últimos 15 anos foi reduzida, enquanto a contribuição do açúcar adicionado aos alimentos dobrou, especialmente por meio do consumo de refrigerantes e biscoitos. Deste modo, o consumo de açúcar no Brasil excede largamente a recomendação da OMS verificando ainda importante alteração nas fontes de consumo. Em outro estudo foi desenvolvida uma formulação para bolos com baixo conteúdo calórico, isento de açúcar e com alto teor de fibras, para obter alimento light, diet e com propriedades funcionais, isento de sacarose em sua preparação. De acordo com os resultados, a formulação de bolo obtida constituiu um alimento saudável e saboroso que pode ser incluído na alimentação dos consumidores com necessidades especiais e daqueles preocupados com a saúde.   Os dados dos estudos evidenciam a preocupação em relação ao elevado consumo de açúcar, mostrando também que este pode ser substituído por outros produtos, para reduzir o valor calórico dentre outros benefícios.   Fontes: Renata Bertazzi Levy; Rafael Moreira Claro; Daniel Henrique Bandoni; et al. Disponibilidade de "açúcares de adição" no Brasil: distribuição, fontes alimentares e tendência temporal. Rev. bras. epidemiol. vol.15 no.1 São Paulo Mar. 2012. Maria Carliana MOTA; Silvia Silveira CLARETO; Eveline Monteiro Cordeiro DE AZEREDO; et al. Bolo light, diet e com alto teor de fibras: elaboração do produto utilizando polidextrose e inulina. Rev Inst Adolfo Lutz. 2011; 70(3):268-75. Saúde Pública - 31/ago/2012  

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dieta vegetariana x capacidade antioxidante


 
As pessoas que seguem a dieta vegetariana não consomem qualquer tipo de carne, havendo ainda os que não consomem leite e derivados, assim como ovos. Os vegetarianos devem ter cuidado ao consumir os demais alimentos, para que não haja deficiências nutricionais.

Estudo recente foi desenvolvido com o objetivo de comparar a peroxidação lipídica e capacidade antioxidante em vegetarianos saudáveis ​​e não-vegetarianos. De acordo com os resultados, houve um aumento da peroxidação lipídica e baixa capacidade antioxidante em não-vegetarianos em comparação aos vegetarianos, sendo considerado que a dieta vegetariana fornece antioxidantes adequadamente, evitando efetivamente a geração de radicais livres.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de investigar o impacto da restrição de carne, peixe e aves sobre o humor de onívoros. De acordo com os resultados, a restrição de carne, peixe e aves melhorou alguns domínios de curto prazo no estado de humor em onívoros na amostra avaliada.

Mais estudos devem ser desenvolvidos para verificar demais vantagens no seguimento da dieta vegetariana, sendo que esta deve ser feita com acompanhamento nutricional, garantindo o consumo alimentar adequado.

Fontes:

Somannavar MS; Kodliwadmath MV. Correlation between oxidative stress and antioxidant defence in South Indian urban vegetarians and non-vegetarians. Eur Rev Med Pharmacol Sci; 16(3): 351-4, 2012 Mar.

Beezhold BL; Johnston CS. Restriction of meat, fish, and poultry in omnivores improves mood: a pilot randomized controlled trial. Nutr J; 11: 9, 2012.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alimentos para diabéticos poderão ser isentos de tributos




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A Câmara analisa o Projeto de Lei 3755/12, da deputada licenciada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a fabricação e comercialização de alimentos destinados aos portadores de diabetes.
“A proposição tem por objetivo reduzir os preços dos referidos alimentos, de forma a torná-los mais acessíveis aos portadores da doença”, explica a autora.
Critérios
De acordo com a proposta, o direito aos benefícios fiscais deverá ser reconhecido pela delegacia da Receita Federal a que estiver jurisdicionado o contribuinte. Para receber os incentivos, o contribuinte terá de comprovar a quitação de tributos e contribuições federais.

Na hipótese de dolo, fraude ou simulação, será aplicada ao contribuinte a multa correspondente a duas vezes o valor da vantagem recebida indevidamente.
Conforme o texto, a medida será regulamentada pelo Poder Executivo, inclusive quanto aos critérios de fiscalização e controle dos benefícios fiscais.
Tramitação
De caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ausência de aditivos químicos não é garantia de alimentação saudável, revela pesquisa




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A opção por uma dieta mais saudável passa, muitas vezes, pela troca de alimentos convencionais por orgânicos. Entre 1995 e 2005, o mercado de alimentos livres de pesticidas e outros aditivos químicos viu suas vendas crescerem até 45% nos países ricos — o Brasil alcançou índices semelhantes nos últimos quatro anos. O vínculo entre saúde e estes produtos, tema de milhares de pesquisas, é contestado pela Universidade de Stanford. Seus pesquisadores debruçaram-se em 237 levantamentos, que consideraram os mais relevantes para análise. Concluíram que a comida orgânica não traz benefícios diferentes daqueles vistos na convencional.
Entre os estudos, havia de testes clínicos a outros dedicados a níveis de contaminação de frutas e vegetais cultivados orgânica e convencionalmente. O resultado obtido com essas duas formas de agricultura tinha o mesmo conteúdo vitamínico e de nutrientes — apenas um deles, o fósforo, contava com presença significativamente maior entre os orgânicos. Essa vantagem, porém, foi considerada irrelevante, porque poucas pessoas têm deficiência desse elemento.
Nos testes com leite, novo empate entre orgânicos e convencionais em relação ao conteúdo de proteínas. A equipe de Stanford, porém, não descarta que o orgânico tenha níveis muito maiores de ômega-3, uma gordura que o corpo não produz, embora seja essencial para ele.
— Ficamos surpresos ao descobrir que os orgânicos não são sempre mais saudáveis e nutritivos — admite Crystal Smith-Spangler, pesquisadora da Divisão de Clínica Médica de Stanford, que publicou seus resultados na revista “Annals of Internal Medicine”.
Crystal adianta que o levantamento não é contra a alimentação orgânica. Esta opção, para ela, ainda é a melhor, mas não por ser a mais saudável. Outros motivos podem justificar a compra destes alimentos — o principal deles é a preocupação com o meio ambiente.
Brasileiros contestam resultado
A popularidade dos produtos orgânicos pode ser medida em cifras. Entre 1997 e 2011, o mercado americano de alimentos livres de aditivos químicos viu suas vendas subirem de US$ 3,6 bilhões para US$ 24,4 bilhões anuais. No Brasil, em 2010, os orgânicos movimentaram US$ 680 milhões.
— Esses produtos correspondem a menos de 2% de todo o mercado de alimentos do país, o que permite amplo espaço para crescimento — explica Lutero Couto, vice-presidente da Associação Brasileira de Orgânicos. — Existem vários estudos que tentam desqualificar nossos produtos, financiados por fabricantes de agrotóxicos, medicamentos, produtos veterinários. Não podemos esquecer da instabilidade das interações bioquímicas promovidas pelos resíduos de materiais geneticamente modificados, presentes nos transgênicos, em nosso organismo.
Pesquisador de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, João Carlos Canuto também tem ressalvas ao estudo de Stanford.
— Este é um único levantamento. Há vários indicando resultados diferentes — lembra. — Considerando que este estudo fosse definitivo, ou seja, que os orgânicos não representem ganhos ao organismo, ainda assim é importante ressaltar os problemas à saúde causados pelos alimentos produzidos com agrotóxicos, o que por si só justificaria uma escolha pelos orgânicos.
A equipe de Crystal não encontrou estudos que comparassem, a longo prazo, o que acontece com quem se alimenta exclusivamente com alimentação orgânica e aqueles que optam apenas pela dieta convencional.


Fonte: Extra On Line

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Governo fixa em 50% quantidade mínima de suco de uva em néctar





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Nova instrução normativa do Ministério da Agricultura foi publicada no D.O.
Indústrias terão 180 dias para adequação do produto vendido no varejo.
 
As bebidas vendidas no país como néctar de uva terão que oferecer, no mínimo, 50% de suco ou polpa de uva. A instrução normativa que eleva a quantidade mínima foi assinada pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e publicada nesta terça-feira (31) no "Diário Oficial da União" (DOU). O limite mínimo era atualmente de 30%.
O governo fixou o prazo de 180 dias para as indústrias se adaptarem a nova regra e para a adequação do produto vendido no varejo.
O Ministério da Agricultura informou, a princípio, que a medida tem um caráter "estritamente técnico" e visa estabelecer diferenciações mais adequadas para os diversas tipos de bebidas que são comercializadas.
NéctarPor definição, néctar é a bebida não fermentada, obtida da diluição em água potável da parte comestível do vegetal ou de seu extrato, com adição de açúcares.
Pelas regras de concentração de frutas nas bebidas em vigor, o refresco precisa conter, no mínimo, 30% de suco da fruta.


Fonte: G1 Notícias