quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Produtos com ingredientes transgênicos deverão trazer essa informação no rótulo



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Apesar de recurso da indústria alimentícia, TRF da 1ª Região julgou obrigatória a rotulagem de todos os produtos que contenham organismos geneticamente modificados, independentemente do percentual
 
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região julgou como obrigatória a rotulagem de alimentos que possuam OGMs (Organismos Geneticamente Modificados). Apesar de a União e a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) recorrerem da decisão anterior, de 2007, na quinta-feira (16/8) foi publicada decisão da Quinta Turma do TRF da 1ª Região negando o recurso, ou seja, confirmando a obrigação da informação no rótulo de todos os produtos que contenham ingredientes geneticamente modificados, não importando o seu percentual.
 
Os réus alegavam que em vista da vigência do Decreto nº 4.608/2003, que estabelece que para haver a rotulagem seria necessário ter um limite superior a 1% de OGMs no produto, a ação teria perdido a razão de sua existência. Porém, os desembargadores não concordaram com esse entendimento já que o pedido feito pelo Idec e Ministério Público Federal foi de informação plena, ou seja, sem a limitação do percentual de OGMs. Sendo assim, todo e qualquer produto que contenha OGMs em sua composição deverá informar isso em sua embalagem.
 
“Essa decisão é de extrema importância aos consumidores, pois somente com a informação plena na rotulagem do produto, sem qualquer limitação quantitativa, ele poderá utilizar do direito de escolha de consumir ou não um alimento que contenha OGMs”, afirma a advogada do Idec, Mariana Alves. “O consumidor é detentor do direito a informação e essa decisão não só honra com as disposições do CDC (Código de Defesa do Consumidor) como também valoriza a proteção à vida e à saúde do consumidor.”
 
Entenda
Em novembro de 2007, foi julgada favorável ao consumidor uma ação movida pelo Idec que determinou que a União autorizasse a comercialização de qualquer alimento com OGMs desde que fosse informado no rótulo da embalagem a presença desses ingredientes, em respeito ao direito básico à informação previsto no CDC. A União também seria obrigada a fiscalizar o cumprimento da decisão, inclusive com o recolhimento de produto em desconformidade.
 
A União e a Abia, então, recorreram ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região requisitando a reforma da decisão - recurso indeferido publicado nesta semana. Essa decisão ainda não é definitiva, cabendo recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.


Fonte: Extra On Line

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Consumo de ômega-3 x resposta imune


 
Ômega-3 é um grupo de ácidos graxos essenciais, obtido através da alimentação. Este nutriente pode ser encontrado em diversos alimentos, como peixes (atum, anchova, carpa, arenque, salmão e sardinha), frutos do mar, óleo de canola. Resultados de estudos têm preconizado o uso de peixes ricos em ômega-3 como agente farmaconutricional com atividades antiinflamatórias e imunoativas.

Deste modo, estudo recente foi desenvolvido para determinar se a suplementação com ômega-3 em mulheres grávidas de bebês em risco hereditário elevado de doença alérgica, reduz a imunoglobulina E, associada a alergia alimentar infantil. De acordo com os resultados, a suplementação de ômega-3 na gestação não reduziu a incidência global de alergias associadas á imunoglobulina E no primeiro ano de vida, mas as reações tópicas ao consumo de ovo foram menores. No estudo, sugere-se que haja acompanhamento á longo prazo, para determinar se a suplementação tem um efeito sobre doenças respiratórias alérgicas e sensibilidade á fatores alergênicos na infância.

Outra pesquisa foi desenvolvida para avaliar se o aumento da ingestão de óleo de peixe na gravidez modifica as respostas imunes e marcadores precoces de atopia em neonatais. De acordo com os resultados, o fornecimento de duas porções de salmão desde a vigésima semana até o final de gravidez modifica as respostas imunes, mas não pode afetar os marcadores de atopia infantil avaliado em seis meses de idade.

De acordo com os estudos, o fornecimento de ômega-3 pode estar relacionado com a melhora dos sintomas alergênicos, porém mais estudos devem ser realziados para comprovar sua eficácia e definir quantidades a serem consumidas.

Fontes:

Palmer DJ; Sullivan T; Gold MS; et al. Effect of n-3 long chain polyunsaturated fatty acid supplementation in pregnancy on infants' allergies in first year of life: randomised controlled trial. BMJ; 344: e184, 2012.

Noakes PS; Vlachava M; Kremmyda LS; et al. Increased intake of oily fish in pregnancy: effects on neonatal immune responses and on clinical outcomes in infants at 6 mo. Am J Clin Nutr; 95(2): 395-404, 2012 Feb.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cálculo renal: saiba como evitar

 
 
Os cálculos renais são formados pelo excesso de precipitação de cristais, o que acontece quando se bebe pouco líquido. O tamanho das pedrinhas pode variar de milímetros a até mais de 2 centímetros de diâmetro.
Doutor em nefrologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Daniel Rinaldi dos Santos explica que alterações no metabolismo e fatores genéticos podem facilitar o surgimento da doença.
— O principal sintoma é a cólica renal, caracterizada por uma dor intensa de caráter agudo, que se inicia na região das costas e se irradia para o abdome anterior e pode ser acompanhado por náuseas e vômitos.
O especialista revela que a dor é provocada pela movimentação das pedras nas vias urinárias. Muitas vezes, a pedra pode sair sozinha, com a urina, mas em outros casos é preciso retirá-la. Antes de sentir a dor, só é possível descobrir os cálculos com exame radiológico ou de ultrassonografia.
Doutor Rinaldi explica qual é a melhor forma de evitar a doença é bebendo muita água, mas sem exageros. O cálculo é bem simples: para cada quilo, a pessoa precisa beber 30 ml de água. Ou seja, alguém com 70 quilos precisa tomar 2,1 litros de água por dia. A alimentação também não pode ser descuidada, como lembra o médico.
— Em relação aos hábitos alimentares deve ser evitado o excesso de carnes vermelhas, sucos industrializados, excesso de sal nos alimentos e ingerir frutas, principalmente laranja, limão e lima, que contêm citrato, uma substância que impede a formação e crescimento dos cálculos.
Houve avanços no tratamento. Dependendo do tamanho dos cálculos, em vez da cirurgia clássica, só usada em casos extremos, pode-se fazer um procedimento mais simples: o uso da litotripsia, aparelho que quebra o cálculo por ondas de choque, bem como a retirada por meio de um canal.


Fonte: R7 Notícias

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hortaliças


 
As hortaliças são consideradas plantas herbáceas das quais uma ou mais partes são utilizadas como alimento na sua forma natural, podendo ser classificadas como verdura, legumes, raízes, tubérculos. Possui alto teor de micronutrientes e fibras, sendo de grande importância na alimentação.

Estudo recente avaliou os procedimentos de manipulação, visando o controle de perdas de β-caroteno e licopeno em couve e tomate preparados em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) hospitalar. De acordo com os resultados, os procedimentos de manipulação: armazenamento por 24 h sob refrigeração (10°C), sanitização por 15 min e distribuição logo após o preparo, contribuíram para controlar as perdas de carotenóides nas hortaliças, pois sua retenção foi elevada, não sendo observada redução importante na taxa de retenção de licopeno.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o teor de luteina em algumas hortaliças comumente consumidas no estado de Minas Gerais (Brasil), visando fornecer dados para que a população possa conhecer as melhores fontes desse carotenóide. De acordo com os resultados, a couve, rúcula, agrião, mostarda, acelga, espinafre, azedinho e brócolis constituem fontes ricas em luteína.

Os dados dos estudos evidenciam hostaliças ricas em nutrintes e modos de conservar tais propriedades nutricionais após sua manipulação. Deste modo destaca-se a importância da escolha e preparo de hortaliças no consumo alimentar adequado.

Fontes:

Ceres Mattos Della Lucia; Flávia Milagres Campos; Gardênia Márcia Silva Campos Mata; et al. Controle de perdas de carotenóides em hortaliças preparadas em unidade de alimentação e nutrição hospitalar. Ciênc. saúde coletiva vol.13 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2008.

Nachtigall, Aline Manke; Stringheta, Paulo Cesar; Fidelis, Priscila Cardoso; et al. Determinação do teor de luteína em hortaliças/ Determination of lutein content in vegetables. Bol. Centro Pesqui. Process. Aliment; 25(2): 181-192, jul.-ago. 2007.

domingo, 26 de agosto de 2012

Alerta: Anvisa investiga surto de botulismo


A Anvisa e o Ministério da Saúde informam que há uma suspeita de surto de botulismo sendo investigada pelo Estado de São Paulo. Quatro pessoas de uma mesma família, moradoras da Cidade de Nova Canaã Paulista, desenvolveram quadro compatível com a doença e já foram tratadas com o soro específico.

Os lotes dos alimentos relacionados aos casos já foram interditados pela vigilância sanitária de São Paulo e estão especificados abaixo.

A Anvisa alerta que os lotes desses produtos não devem ser consumidos, enquanto a investigação não for concluída.

Lotes dos produtos suspeitos

- Milho Verde em Conserva, marca Quero, Validade 07/2014, Lote 300437, produzido por Coniexpress S.A. Indústria Alimentícia, CNPJ 50955707/0001-72, situada a Rodovia GO 080, Km 26, Nerópolis, GO

- Mortadela Estrela, Fabricada em 16/07/2012, Validade 13/10/2012, Lote 160712, produzido pelo Matadouro Frigorífico Frigoestrela, CNPJ 52645009/0011-25, situado na Chácara Aparecida s/n, Bloco A, Zona Rural, Estrela D´Oeste, SP.

Medidas

A Vigilância do Estado de Goiás e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foram contatados a fim de proceder à fiscalização das unidades fabris responsáveis pela produção dos produtos investigados e informar o mapa de distribuição dos mesmos.

A Anvisa manterá os consumidores informados sobre a evolução das investigações e adotará as medidas necessárias caso novas evidências e fatos sejam identificados.

Botulismo

O botulismo é uma doença não contagiosa, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, e se caracteriza clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais. A enfermidade pode ter evolução grave, com necessidade de hospitalização prolongada.
 
 
Fonte: www.anvisa.gov.br

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cientistas obtêm primeira prova de que álcool aumenta risco de câncer


 
Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, informaram nesta quarta-feira (22) a primeira evidência em humanos de que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de alguns tipos de câncer, como o de esôfago.
A descoberta surge quase 30 anos depois dos primeiros estudos que levantaram a possibilidade de um elo entre o álcool e tumores.
Os resultados foram apresentados no 244º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.
Segundo a autora Silvia Balbo, que liderou o trabalho, o corpo humano metaboliza – ou seja, quebra – as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados. Uma das substâncias formadas a partir desse metabolismo é chamada de "acetaldeído", que tem estrutura semelhante a um conhecido composto cancerígeno, o "formaldeído" -- ligado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).
Por meio de experimentos em laboratório com voluntários, os pesquisadores observaram que o acetaldeído também pode danificar o DNA, o que pode levar ao câncer.
Para testar a hipótese, dez voluntários tiveram que beber doses crescentes de vodka (até três) uma vez por semana, durante três semanas. Os pesquisadores descobriram que, horas após a ingestão de álcool, os níveis de alterações no DNA aumentavam até 100 vezes nas células da boca dos indivíduos, e diminuíam depois de 24 horas. O mesmo efeito foi observado nas células sanguíneas.
De acordo com Silvia, a maioria das pessoas tem um mecanismo de proteção natural altamente eficaz contra o efeito do álcool no DNA – uma enzima chamada "desidrogenase" converte o acetaldeído em acetato, uma substância relativamente inofensiva. No entanto, alguns são mais suscetíveis a terem problemas.
Entre esse grupo, estão 1,6 bilhão de pessoas de origem asiática que não têm essa enzima. Além dos orientais, alguns americanos (incluindo nativos do Alasca) apresentam uma deficiência na produção da desidrogenase.
Os cientistas dizem, no entanto, que a maior parte dos indivíduos não desenvolverá câncer por beber socialmente, mas é importante lembrar que o álcool traz outros problemas de saúde – ao fígado, cérebro e outros órgãos – e aumenta os riscos de acidentes no trânsito.


Fonte: www.portaldoconsumidor.gov.br

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alta no preço do milho encarece frango



Apesar da safra recorde de milho e dos estoques privados dessa commodity estarem lotados, diversos pequenos avicultores têm encontrado dificuldades para obter esse que é o principal alimento oferecido aos frangos produzidos no país. Com isso, o custo de produção de frangos já aumentou 25%.
Ciente desse problema, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem estimulado a oferta de milho nas regiões mais necessitadas. A medida, no entanto, é insuficiente para dar conta da demanda do setor, que, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), é milhões de toneladas por mês. O estoque atual da Conab é 1,2 milhão de toneladas.
Parte da dificuldade de acesso ao milho se deve à alta do preço internacional do produto, em decorrência da seca nos Estados Unidos.  “Além de ter reduzido a produção deles, a seca prejudicou também o escoamento, já que afetou as hidrovias norte-americanas por onde o milho é transportado”, disse o superintendente de Gestão de Oferta da Conab, Carlos Eduardo Tavares.
“Mas acredito que este é apenas um problema momentâneo, já que a safra deles, a maior do mundo, é cinco vezes maior que a brasileira. Mesmo com a quebra, os EUA continuam produzindo mais que o Brasil. Enquanto o problema da seca nos rios não for superado, eles compram do Brasil. A partir do momento em que os rios voltarem a permitir o escoamento do produto, a tendência será de maior tranquilidade para comercializarmos internamente o nosso milho, sem tanta influência do ambiente externo”, explicou o superintendente.
Enquanto isso não acontece, a Conab está atuando em duas frentes visando ao suprimento de milho nas áreas mais afetadas pela seca no Brasil - uma no Nordeste, outra na Região Sul. “O Nordeste desenvolveu uma avicultura forte e depende do milho para alimentar suas aves. Estamos liberando estoques de Mato Grosso para suprir esse déficit. Serão remetidas mais de 400 mil toneladas de milho para o norte da região. Fizemos subvenções para a iniciativa privada interessada em transportar o milho até lá. Na área central do Nordeste, a remoção terá origem nos estoques de Mato Grosso e Goiás”, disse Tavares.
Segundo ele, das 400 mil toneladas previstas para o Nordeste, 70 mil já foram comercializadas. “Estamos estudando a possibilidade de, caso haja elevação significativa de preços, elevar ainda mais o fornecimento do produto”. Para aumentar seus estoques destinados ao mercado interno, a Conab já está negociando a compra de 10 milhões de toneladas de milho produzidos em Mato Grosso, no Paraná e em áreas do Nordeste.
A Região Sul também registrou problemas devido à seca, principalmente no noroeste do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. Para amenizar a situação, o governo federal está deslocando 200 mil toneladas de milho para a região afetada. “Desse montante, mais de 140 mil já foram para os dois estados por meio de remoção”, disse o superintendente.
“O governo usa, acertadamente, o prêmio de escoamento da produção e a venda da produção como instrumentos para regular a situação. É uma atitude elogiável. O problema é que falta volume, porque o consumo e a carência de milho são sempre grandes. A avicultura consome, por mês, 3 milhões de toneladas, valor bem acima do estoque anunciado pela Conab, que é apenas um paliativo e não dá condições para a regulação do preço”, disse o presidente da Ubabef, Francisco Turra.
Ele explicou que, no caso do milho, o país tem um bom estoque, “mas nas mãos do setor privado”.  Na opinião de Turra,  “para melhorar a situação, a Conab precisa intermediar mais leilões, inclusive de fretes de milho. Atualmente sobra milho nas áreas de produção, mas falta nas áreas de consumo porque a produção brasileira está tomando outro destino, onde os preços estão mais atrativos”.
A falta de ração para frangos é mais sentida pelos pequenos produtores, segundo o presidente da Ubabef. “Eles não têm capital de giro e não conseguem comprar. Ficam à mercê de um programa governamental como esse, para ter acesso ao milho. É um gesto bonito do governo, mas é pouco. Para o brasileiro, isso é melhor do que o milho ter como destino os portos e o mercado externo”.
Somente em julho a exportação chegou a 1,7 milhão de toneladas de milho, segundo Turra. O reflexo disso, explicou o avicultor, é a redução da produção de frango. “Esse cenário não está restrito ao Brasil. Há cerca de duas semanas, durante um congresso mundial de avicultura que reuniu representantes de 93 países na Bahia, os produtores de frango anunciaram redução de 10% na produção mundial. No Brasil, a redução mínima deverá ser 10%, causada pela alta do preço dos insumos e pela dificuldade de reabastecimento”.
Com isso, acrescentou, o repasse ao preço final será inevitável. “Temos informação que isso já está acontecendo. O aumento do custo para o produtor já está acima de 25%, e temos informação que, para o consumidor, o preço final já aumentou cerca de 15%”.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Conheça os tipos de chá e a melhor maneira de armazená-los em casa



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Saiba o que a lesgislação brasileira exige que seja apresentado nos rótulos dos chás vendidos no País
O consumo do chá no Brasil vem crescendo muito nos últimos anos. Bebida preparada por meio da infusão de folhas, flores ou raízes de plantas, o chá geralmente é preparado com água quente, e cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode ser com ou sem fermentação, tostado ou não, podendo ser adicionado de aroma e ou especiaria.
 
De acordo com a legislação brasileira, os rótulos dos chás comercializados no País devem conter, obrigatoriamente, a lista de ingredientes, identificação da origem, nome ou razão social e endereço do importador - no caso de alimentos importados -, identificação do lote, prazo de validade e instruções sobre o preparo.
 
Ainda de acordo com a regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não é permitida, no rótulo dos chás, qualquer informação que atribua indicação medicamentosa ou terapêutica (prevenção, tratamento e ou cura de doenças) ou indicações para crianças recém-nascidas.    
 
A mais recente avaliação realizada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), de 2009, foi relativamente positiva, mostrando que apenas quatro marcas, de 22 analisadas, apresentavam alguma não-conformidade com as resoluções determinadas pela  Anvisa. 
 
Tipos de chá
Se você não é especialista na bebida, saiba que são quatro os tipos principais de chá, divididos pela forma como as ervas são colhidas e tratadas:
 
- Chá branco: é procedente da Índia e China, sendo o menos processado entre as ervas. É feito a partir de botões de flores, colhidos antes que amadureçam e se abram e postos para secar. A cor clara da erva acaba sendo transmitida para a bebida durante a infusão.
 
- Chá preto: também é conhecido como chá inglês. O processo de preparação da erva é o mais longo entre todos os tipos, incluindo secar, oxidar e queimar as folhas. É caracterizado por ser o único tipo fermentado da bebida, o que lhe dá uma cor avermelhada e um cheiro adocicado.
 
- Chá verde: é caracterizado pela não oxidação das folhas, mantendo a cor esverdeada original, por isso o nome. Possui um odor característico de ervas e uma tonalidade única de verde.
 
- Chá Oolong: este tipo de erva produz uma bebida semi-fermentada, pois o processo é interrompido antes de se tornar o chá preto, e por isso carrega características dos tipos verde e preto.
 
Pela regulamentação da Anvisa, toda vez que um chá tiver em sua composição duas ou mais espécies vegetais, sua embalagem precisa trazer o termo “chá misto”, seguido dos nomes comuns das espécies vegetais ou do nome consagrado pelo uso. O mesmo deve ocorrer quando o chá é acrescido de especiarias ou tem açúcar adicionado.
 
Como armazenar 
Para conservar o chá sem perder suas principais características de qualidade e sabor, o armazenamento precisa ser feito com cuidado. Independente do tipo de chá, para manter o sabor e aroma da erva, é necessário que o consumidor mantenha o produto em uma embalagem escura e hermeticamente lacrada, como uma lata. Deve-se evitar embalagens transparentes (para evitar a exposição à luz) ou de madeira (o odor da madeira pode influenciar o aroma da erva). Não se deve também guardar tipos diferentes de chá na mesma embalagem para que os aromas não se misturem. Por fim, é aconselhável respeitar a data de validade, mesmo que o produto esteja bem conservado.


Fonte: IDEC

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Segurança alimentar


 
A segurança alimentar contribui para o estabelecimento de normas que garantem melhor qualidade na produção de alimentos, sendo de extrema importância atualmente, uma vez que o número de refeições realizadas fora do lar vem aumentando.

De acordo com pesquisa recente, foi avaliado o desempenho microbiológico de um sistema de gestão de segurança alimentar em uma operação de serviços de alimentos, desde as matérias primas até os produtos finais. De acordo com os resultados, as atividades centrais de controle, como a higiene das mãos dos manipuladores e em relação às áreas de limpeza e desinfecção, especialmente nas áreas altamente contaminadas, foram consideradas pontos de atenção.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o impacto da formação em higiene alimentar sobre as atitudes dos manipuladores de alimentos sobre as boas práticas em relação à higiene das mãos. De acordo com os resultados, o treinamento de segurança de alimentos aumentou em conhecimentos e atitudes sobre melhores práticas de higiene das mãos, sendo que cursos de reciclagem e reforços em longo prazo podem ser benéficos para sustentar práticas de lavagem adequada das mãos.

Os dados dos estudos enfatizam a necessidade de treinamentos para manter a higiene adequada das mãos dos manipuladores de alimentos durante todo o processo de produção, garantindo assim melhora da qualidade do produto final a ser consumido.

Fontes:

Lahou E; Jacxsens L; Daelman J; et al. Microbiological performance of a food safety management system in a food service operation. J Food Prot; 75(4): 706-16, 2012 Apr.

Soon JM; Baines R; Seaman P. Meta-analysis of food safety training on hand hygiene knowledge and attitudes among food handlers. J Food Prot; 75(4): 793-804, 2012 Apr.

domingo, 19 de agosto de 2012

Escalada da obesidade infantil esquenta debate sobre publicidade para crianças


A obesidade infantil está no centro de um debate que coloca, de um lado, a indústria de alimentos e suas guloseimas e, do outro, as organizações de direito do consumidor e sociedades médicas.

A causa da discórdia é a publicidade de alimentos para crianças no Brasil, se seria ou não um dos fatores responsáveis pelo crescimento assustador dos índices de obesidade infantil no país.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou aumento de mais de 200% na incidência de sobrepeso entre crianças de cinco a nove anos nas últimas três décadas. Para especialistas, é uma tendência comparável à epidemia de obesidade nos Estados Unidos.

O tema será discutido na Câmara dos Deputados, em um seminário na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Na pauta, os projetos de lei parados no Congresso sobre regulação de publicidade infantil.
 
Fonte: Redenutri

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cuidados alimentares na gestação



 
Durante a gestação, deve haver uma alimentação adequada em quatidade e qualidade, garantindo o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê, assim como a saúde materna.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de analisar a influência do estado nutricional materno, ganho de peso e consumo energético sobre o crescimento fetal em gestações de alto risco. De acordo com os resultados, o estado nutricional materno no final da gravidez de alto risco está associado de forma independente ao crescimento fetal, sendo o índice de massa corporal materno no final da gestação um fator protetor para o neonato pequeno para a idade gestacional e a obesidade fator de risco para o neonato grande para a idade gestacional.

Outra pesquisa abordou a Diabete Melito Gestacional, sendo definida como qualquer grau de intolerância à glicose, de início ou primeiro reconhecimento na gravidez. De acordo com a pesquisa, uma das estratégias de tratamento é o adequado acompanhamento nutricional. Deve haver acompanhamento nutricional durante toda a gestação, com atenção para o fracionamento e composição das refeições, tendo como objetivo alcançar a normoglicemia e prevenir os riscos metabólicos e cardiovasculares em médio e longo prazos, para as mães e seus filhos.

Deste modo percebe-se a importância do acompanhemento nutricional, que deve ter início no pré-natal, para identificar possíveis alterações e patologias associadas, garantindo ainda a nutrição fetal e materna adequadas.

Fontes:

Roseli Mieko Yamamoto Nomura; Letícia Vieira Paiva; Verbênia Nunes Costa; et al. Influência do estado nutricional materno, ganho de peso e consumo energético sobre o crescimento fetal, em gestações de alto risco. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.34 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2012.

Reis, Lilian Barros de Sousa Moreira; Silva, Adriana Pederneiras Rebelo da; Paranhos Calderon, Iracema de Mattos. Acompanhamento nutricional no diabete melito gestacional. Comun. ciênc. saúde; 22(supl. 1): 93-100, 2011.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Alta de preço dos alimentos pesa no bolso dos brasileiros




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Está tudo mais caro: frutas, verduras, legumes. Em uma movimentada feira do interior de São Paulo, praticamente todos os produtos subiram de preço. Mas os alimentos que subiram mais foram o pimentão, que está custando R$ 7,99 o quilo – mais que o dobro que o normal-, e o tomate, que custa R$ 6,50 o quilo.
A chuva fora de época derrubou as flores das plantas e os frutos não vingaram. Os que vingaram estão à venda. E até o pastel da feira está mais caro.


Fonte: MSN Notícias

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Consumo de Carne X Risco de Câncer Colorretal


 
Alguns fatores de risco podem estar associados ao desenvolvimento de doenças crônicas, dentre eles destacam-se a alimentação, estilo de vida, tabagismo, obesidade, dentre outros. Uma vez que os fatores de risco são identificados e controlados, a saúde e qualidade de vida podem ser beneficiadas.
Pesquisa recente foi desenvolvida para estimar a prevalência e identificar fatores associados ao acúmulo de comportamentos de risco para doenças cardiovasculares entre adultos. De acordo com os resultados, a inatividade física foi o fator de risco mais prevalente, seguido de consumo habitual de gordura aparente da carne.
Outro trabalho realizado através de revisão bibliográfica foi desenvolvido com o objetivo de buscar e sintetizar as evidências disponíveis sobre os fatores de risco alimentares para o câncer colorretal, relacionado ao consumo de carnes.
De acordo com os resultados, a ingestão de carne vermelha está relacionada com o aumento do risco para câncer colorretal em 28% a 35%, enquanto a carne processada está associada ao risco elevado de 20% a 49%. As evidências apontam a carne vermelha, a carne processada e o total de carne consumida como fatores de risco para o desenvolvimento de pólipos e câncer colorretal.
De acordo com os dados das pesquisas, fica evidente o risco do consumo excessivo de carne vermelha e sua gordura, sendo necessária a orientação de consumo adequado deste alimento, intercalando com outros tipos de carnes, como frango e peixe, além de outras fontes de proteicas e de ferro.

Fontes:
Ludmila Correa Muniz; Bruna Celestino Schneider; Inácio Crochemore Mohnsam da Silva; et al. Fatores de risco comportamentais acumulados para doenças cardiovasculares no sul do Brasil. Rev. Saúde Pública vol.46 no.3 São Paulo June 2012 Epub Mar 27, 2012.
Alexandra Paola Zandonai; Helena Megumi Sonobe; Namie Okino Sawada. Os fatores de riscos alimentares para câncer colorretal relacionado ao consumo de carnes. Rev. Esc. Enferm. USP vol.46 no.1 São Paulo Feb. 2012.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Escolares e alimentação


 
Durante a fase escolar, as crianças estão em intenso crescimento e desenvolvimento e em contato direto com novas experiências, incluindo novos alimentos, os quais influenciam seu consumo alimentar e formação de hábitos alimentares para a vida adulta.

A preocupação com a alimentação nesta fase da vida é objeto de diversos estudos, assim como pesquisa recente, a qual foi realizada com o objetivo de descrever os ítens alimentares mais representativos para o consumo total de energia, carboidratos, proteínas e lipídeos de crianças de 7 a 10 anos de idade. De acordo com os resultados, é evidente a participação do arroz no consumo de energia e carboidratos; do feijão em relação a  carboidratos e proteínas; do leite em energia, proteínas e lipídios; carnes em energia, proteínas e lipídios; e pão em energia e carboidratos. Destaca-se ainda as bebidas doces no consumo total de energia e carboidratos e das guloseimas no consumo total de lipídios.

Outra pesquisa foi desenvolvida para verificar a efetividade de intervenções nutricionais na modificação do consumo alimentar entre escolares, de 6 a 10 anos, de escola privada. De acordo com os resultados, as intervenções nutricionais, apesar do curto período de tempo, foram efetivas na modificação do consumo de alguns alimentos e/ou grupos alimentares, reforçando a necessidade de realização de intervenções com maior frequência, e por período prolongado, para promover modificações efetivas no consumo alimentar.

Os dados dos estudos destacam a preocupação com a alimentação de escolares, destacando métodos de conhecer melhor o consumo e assim aplicar intervenções nutricionais mais efetivas.

Fontes:

Patrícia de Fragas Hinnigi; Denise Pimental Bergamaschi.Itens alimentares no consumo alimentar de crianças de 7 a 10 anos. Rev. bras. epidemiol. vol.15 no.2 São Paulo June 2012.

Anzolin, Carolina; Ouriques, Camila Marcon; Höfelmann, Doroteia Aparecida; et al.Intervenções nutricionais em escolares/ Nutrition intervention in scholars. Rev. bras. promoç. saúde (Impr.); 23(4)out.-dez. 2010.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Consumo de chocolate e benefícios à saúde


 
O chocolate é o produto preparado com cacau obtido por processo tecnológico adequado e açúcar, podendo conter outras substâncias alimentícias em sua composição, gerando vários tipos de composições disponíveis no mercado.

O chocolate apresenta consumo elevado em todo o mundo, sendo inclusive objeto de estudo em relação aos seus possíveis benefícios á saúde. Este fato pode ser observado através de estudo recente, no qual foi observada a eficácia a longo prazo do consumo diário de chocolate escuro em uma população com síndrome metabólica em risco elevado de doença cardiovascular. De acordo com os resultados, o consumo diário de chocolate escuro poderia ser uma estratégia eficaz de prevenção de doença cardiovascular na população estudada.

Outro estudo foi desenvolvido para analisar a relação da ingestão de cacau em relação á pressão arterial central e periférica, rigidez arterial e espessura relacionada á carótida em indivíduos com algum fator de risco cardiovascular. De acordo com os resultados, o consumo de cacau não implica em melhoria nos valores de rigidez arterial.

Os dados dos estudos evidenciam possíveis relações entre o consumo de cacau e saúde. Alguns resultados indicam benefícios. Porém, o consumo de cacau deve ser orientado por profissional da área, devido ao seu alto valor calórico, devendo ser consumido com moderação para que haja benefícios de seu consumo.

Fontes:

Zomer E; Owen A; Magliano DJ; et al. The effectiveness and cost effectiveness of dark chocolate consumption as prevention therapy in people at high risk of cardiovascular disease: best case scenario analysis using a Markov model. BMJ; 344: e3657, 2012.

Recio-Rodríguez JI; Gómez-Marcos MA; Patino-Alonso MC; et al. Cocoa intake and arterial stiffness in subjects with cardiovascular risk factors. Nutr J; 11: 8, 2012.

domingo, 12 de agosto de 2012

Azeite de oliva


 
O azeite de oliva, conhecido pelos benefícios que promove á saúde, além de ser um produto que fornece sabor aos alimentos, é definido como sendo óleo comestível obtido diretamente do fruto Olea europea L. (oliveira), através de processos tecnológicos adequados.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de avaliar o efeito específico do consumo de azeite de oliva sobre o risco de desenvolver diabetes melitus tipo 2. De acordo com os resultados, não foram encontrados associação entre o consumo de azeite de oliva e a incidência de diabetes na população estudada, sendo considerado que deveria haver um seguimento mais prolongado de uma  amostra maior para obter mais resultados.

Outra pesquisa foi desenvolvida baseada nos mecanismos de ação dos compostos fenólicos, verificando que seus efeitos poderiam dever-se não só a eliminação dos radicais livres, mas modular processos de sinalização celular ou agir-se como moléculas de sinalização. Através da administração de refeições contendo azeite de oliva e compostos fenólicos, foi avaliada a expressão genética pós prandial, sendo que os resultados sugerem que o consumo de azeite de oliva, no caso, no café da manhã, sendo este rico em compostos fenólicos, reduz os processos de proliferação celular mononucleares, o que poderia ser um mecanismo de proteção no desenvolvimento de arteroesclerose.

Os dados dos estudos expõem benefícios que podem ser obtidos pelo consumo de azeite de oliva. Seu consumo deve ser orientado, uma vez que apesar dos benefícios que oferece á saúde, também possui alta densidade calórica.

Fontes:

A. Marí-Sanchis, J. J. Beunza, M. Bes-Rastrollo, et al. Consumo de aceite de oliva e incidencia de diabetes mellitus en la cohorte española seguimiento Universidad de Navarra (SUN). Nutr Hosp. 2011;26(1):137-143.

Camargo, Antonio; Ruano, Juan; Fernández, Juan M; et al. Interacción de los compuestos fenólicos del aceite de oliva virgen con las rutas de señalizacion celular. Clín. investig. arterioscler; 23(6): 262-268, nov. -dic. 2011.

sábado, 11 de agosto de 2012

11 de Agosto - Dia do Garçom

 

A profissão de garçom é uma das que mais fazem parte da cultura popular. O atendimento, quase sempre personalizado, faz com que o garçom se torne, em alguns casos, um personagem folclórico de bares e restaurantes. Alguns clientes os maltratam, outros os adoram. A mídia e os caricaturistas os fazem famosos.
Os proprietários, ora os consideram parceiros, ora inimigos, mas o fato é que, sem uma boa equipe de garçons, nenhum estabelecimento do setor alimentício conquista o sucesso. Nosso país tem muitas regiões de níveis economicamente diferentes. Assim, grande parte da população de regiões menos favorecidas, desloca-se do lugar de origem para outros mais ricos, em busca de emprego.
A profissão de garçom, em São Paulo e no Rio de Janeiro, certamente é uma das que mais recebe esses migrantes. Na primeira metade do século, era muito comum ter migrantes exercendo essa profissão. Com a crise econômica atual, a classe média perdeu renda e empregos, e fugiu dos restaurantes.
É natural que tenham começado a aparecer garçons experientes, desempregados, dificultando a entrada de novatos no mercado. Além disso, é certo que a situação melhorou no Nordeste e abriram-se muitos restaurantes, e a migração diminuiu. Atualmente, não é fácil encontrar garçons com um ou dois anos no exercício da profissão. Como se explicou acima, o enorme contingente de desempregados pressiona a ocupação das poucas vagas e os empresários preferem os que têm experiência.
Essa é uma das poucas profissões em que se avalia o profissional ao contrário. Ou seja, quanto menos ele for notado, melhor estará fazendo seu serviço. Não chamar atenção, nesse caso, não é desmerecimento, é competência. Ninguém gosta de ser interrompido por um garçom que quer, desesperadamente, anotar o pedido ou quando, sem querer, esse profissional, às vezes desastrado, derruba a bandeja sobre o cliente. Claro que esse será notado, e reprovado.
Ter técnica é importante, mas o que vale mesmo é o atendimento afetuoso. Para os leigos, o garçom cativante é o melhor, porém a simpatia tem de ter limite. Importante mesmo é o garçom ter sensibilidade, perceber quando e como se aproximar, ser atencioso sem ser chato, enfim, tem que ser "legal", sem ser inconveniente. Sem contar que, nessa profissão, o bom humor é fundamental.



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Abrasco faz alerta sobre conseqüências do uso de agrotóxicos na saúde


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Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo
A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva divulgou recentemente um dossiê sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros. O documento alerta sobre a escalada ascendente de uso de conservantes químicos no país e a contaminação do ambiente e das pessoas dele resultante, com impactos sobre a saúde pública.
De acordo com a entidade, o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Além das consequências imediatas, como intoxicação e morte, os efeitos crônicos podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças como cânceres, má formação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.
A segunda parte do dossiê, que terá como tema "Agrotóxicos, Saúde e Sustentabilidade", foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) - Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental.


Fonte: O Dia On Line

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

8 de Agosto: Dia Nacional de Combate ao Colesterol



1) A falta de informações contribui para elevados índices de morte por doenças cardiovasculares?

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, nada é mais apropriado do que lembrar a gravidade do problema: segundo uma pesquisa internacional divulgada em outubro do ano passado, dois terços da população de dez países da América Latina, Europa e Ásia não sabem que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo. Esse mesmo estudo, feito pelo instituto Adelphi International Research junto a 1.547 pacientes e 700 médicos, apontou que, no Brasil, 80% das pessoas não sabem que o colesterol alto pode causar ataques cardíacos. O Ministério da Saúde estima que as doenças cardiovasculares causam em média 800 mil mortes por ano no Brasil.

2) Como podemos controlar a ingestão de colesterol?

Sabe-se que 30% do colesterol é fornecido pelos alimentos que ingerimos — os outros 70% são fabricados pelo nosso próprio organismo. O problema está em monitorar e controlar esses 30% que ingerimos. O nível de colesterol pode ser alterado de acordo com a dieta que adotamos. Por exemplo, as gorduras de origem animal, como a manteiga, as banhas e as gorduras presentes nas carnes, facilitam o aumento do colesterol no sangue.

3) A prática de exercícios também interfere nos níveis de colesterol?

Embora a alimentação seja fundamental para evitar a ocorrência de doenças cardiovasculares, os níveis de colesterol também estão diretamente relacionados com a prática de exercícios físicos: “Mais trabalho muscular, menos colesterol”.

4)Como combater o colesterol alto com a alimentação?

- Coma mais frutas, vegetais e cereais integrais (aveia, centeio, farelos de trigo, arroz integral etc): eles são ricos em fibras e substâncias antioxidantes.
- Coma mais peixes marinhos como sardinha, atum, salmão, anchova, cavalinha, que são ricos em Ômega-3.
- Tempere os pratos com ervas, alho e cebola; reduza o consumo de sal.
- Utilize laticínios pobres em gordura, como leite e iogurte desnatados.
- Reduza a ingestão de gorduras saturadas, como aquelas presentes em carnes gordas e em laticínios integrais.
- Reduza os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado.
- Faça uso, com moderação, de gorduras saudáveis presentes no azeite de oliva, abacate e nozes, castanhas e amêndoas.
- Evite frituras; dê preferência a alimentos grelhados e cozidos.

 

 
Fonte:
Prof. Dra. Jocelem Salgado
 
Professora Titular de Nutrição do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP, Piracicaba. Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF).

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Procon-RJ lança campanha de caráter educativo "De Olho na Validade"




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A partir do dia 15 de agosto/ 2012, o consumidor que encontrar qualquer produto fora do prazo de validade, antes de passar pelo caixa, poderá receber "gratuitamente" outra unidade do mesmo produto.
 
Para aderir à campanha, você deve atender as condições estipuladas.
Por exemplo: Se o supermercado estiver impossibilitado de fornecer o produto da mesma marca em condições adequadas, o consumidor receberá produto similar de valor idêntico.
 
Caso escolha outro produto de valor acima, o comprador pagará a diferença no caixa. "DE OLHO NA VALIDADE" é uma campanha de caráter educativo dos PROCON-RJ e PROCON-Carioca, Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública e da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro.


Fonte: Procon RJ

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Consumo elevado de salmão na gravidez reduz produção de anticorpo



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O consumo de ácido graxo ômega-3 durante a gravidez pode reduzir a produção de um anticorpo importante na prevenção de infecções no bebê. De acordo com um estudo publicado no periódico médico The Journal of Nutrition, mulheres que mantinham uma dieta rica em salmão secretavam menos imunoglobina-A, um anticorpo passado de mãe para filho durante a amamentação.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Salmon Consumption during Pregnancy Alters Fatty Acid Composition and Secretory IgA Concentration in Human Breast Milk

Onde foi divulgada: periódico The Journal of Nutrition

Quem fez: Heidi J. Urwin, Parveen Yaqoob e equipe

Instituição: Universidade de Reading e Universidade de Southampton

Dados de amostragem: 123 gestantes

Resultado: O consumo de peixes gordos, fonte de ácido graxo ômega-3, durante a gestação reduziu a secreção de imunoglobina-A pelo leite materno. O anticorpo é importante na prevenção de infecções no bebê. 
De efeito benéfico e conhecido para a saúde do coração e até na prevenção da depressão pós-parto, o ácido graxo ômega-3, encontrado em peixes gordos como o salmão, é indicado para qualquer pessoa que queira manter uma dieta saudável. Como são fundamentais para a formação do cérebro de um feto, mulheres grávidas também são costumeiramente encorajadas a ter uma dieta rica da substância. Esse ácido é importante ainda para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, do coração e do sistema imunológico.
Apesar de todos os efeitos benéficos conhecidos do óleo graxo ômega-3, pouco era sabido sobre a influência de sua ingestão na composição do leite materno e das substâncias imunológicas transferidas de mãe para filho. A proteção imunológica que a amamentação fornece aos recém-nascidos é uma das razões pelas quais o aleitamento materno é recomendado por profissionais de todo o mundo. Daí, a importância de se avaliar a influência do consumo de peixes gordos por gestantes.
Pesquisa – Um grupo de pesquisadores, coordenados pela Universidade de Reading e a Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, separou 123 mulheres grávidas, que raramente consumiam peixes gordos, em dois grupos. Metade manteve sua dieta regular. A outra metade ingeriu duas porções de salmão por semana, começando na vigésima semana de gestação até o nascimento.
Descobriu-se, então, que as mães que comeram salmão nos estágios finais da gravidez tiveram um aumento na quantia de ômega-3 presente no leite no primeiro mês após o nascimento. Mas elas tiveram também uma redução na secreção de imunoglobina-A, um anticorpo que ajuda o recém-nascido a se proteger de infecções virais e bacterianas através das mucosas.
“A dieta rica em peixes gordos é eficiente na transmissão de nutrientes saudáveis para os bebês. Mas são necessários mais estudos para examinar como a baixa desse anticorpo específico pode afetar os recém-nascidos”, diz Parveen Yaqoob, coordenadora do estudo.


Fonte: Veja

domingo, 5 de agosto de 2012

Dia Nacional da Saúde


Dia 05 de Agosto é o Dia Nacional da Saúde, mas não é somente neste dia que se deve cuidar dela. A saúde resulta de um equilíbrio físico, orgânico e mental do nosso organismo, conquistado no dia-a-dia. Esse equilíbrio é adquirido através de vários fatores, como uma boa alimentação a base de frutas, verduras, carboidratos, proteínas, pouca gordura e muita água; um bom descanso; alguma atividade física; cuidados com a higiene pessoal; horas de lazer.

Todavia, o ambiente em que vivemos deve oferecer esse tipo de qualidade de vida. Dentre algumas características do ambiente o saneamento básico, a coleta de lixo e depósito em aterros sanitários adequados, ar puro, água própria para consumo humano, áreas verdes, alimentos saudáveis, combate às doenças, dentre outras.


Fonte: www.ambientebrasil.com.br

sábado, 4 de agosto de 2012

Alergia alimentar

A incidência de alergias alimentares tem aumentado significativamente nas últimas décadas e são a causa mais comum de internações por anafilaxia em crianças, principalmente nas menores de 5 anos de idade.

Este fato é preocupante, uma vez que nesta faixa etária, a criança está em intenso crescimento e desenvolvimento, sendo que riscos á saúde como alergias alimentares podem prejudicar. De acordo com estudo recente, deve haver cuidado da família e cuidadores, de forma rigorosa, juntamente com a educação sobre o reconhecimento e a gestão de emergências das reações alérgicas, fato que pode levar á redução da qualidade de vida.

De acordo com o estudo, pacientes com alergia alimentar se beneficiam muito de um tratamento definitivo, que poderia alcançar longo prazo de tolerância alimentar. Dados evidenciam que a imunoterapia oral podem reduzir a dessensibilização e modular as respostas imunológicas a alergenos específicos.

Deste modo as reações alérgicas durante a imunoterapia oral são comuns, embora as reações graves sejam raras, sendo considerada uma terapia promissora como uma nova abordagem para o tratamento definitivo da alergia alimentar.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de desenvolver melhores parâmetros para avaliar reações alérgicas aos alimentos, através de esquema de pontuação. De acordo com os resultados, a reação grave ao ovo, leite e amendoim pode ser antecipadamente identificada usando uma pontuação simples, que leva em conta os dados clínicos que estão normalmente disponíveis.

Os dados dos estudos evidenciam a importância e formas de prevenir as reações alérgicas provenientes de ingestão alimentar. O cuidado e prevenção fornecem melhor qualidade de vida às pessoas que possuem alegias alimentares.


Fontes:

Ismail IH; Tang ML. Oral immunotherapy for the treatment of food allergy. Isr Med Assoc J; 14(1): 63-9, 2012 Jan.

Cianferoni A; Garrett JP; Naimi DR; Khullar K; et al. Predictive values for food challenge-induced severe reactions: development of a simple food challenge score. Isr Med Assoc J; 14(1): 24-8, 2012 Jan.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Brasileiro está entre os que mais bebem cerveja no mundo




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Pesquisa revela que o País está entre os vinte maiores consumidores da bebida no mundo; consumo anual é de 62 litros por habitante
SÃO PAULO - Que a cerveja é a melhor companhia nos dias mais quentes, poucos contestam. No Brasil, o consumo da bebida por habitante é de 62 litros por ano.
De acordo com uma pesquisa feita pela empresa alemã Bath-Haas Group, o Brasil está entre os vinte maiores consumidores da bebida no mundo. Na 17ª posição, o País é um dos únicos da América Latina entre esses vinte.
No levantamento feito com 40 países, a República Checa saiu na frente com 143 litros anuais por habitante. Em seguida, aparece a Áustria com 108 litros por pessoa.
A Alemanha, criadora da Oktoberfest, aparece na terceira posição com 107 litros por habitante.
De copo vazio
Segundo o levantamento, a Nigéria e a Índia são os países com o menor consumo da bebida por habitante. No primeiro país são 9 litros por pessoa, enquanto no outro, são apenas dois litros por habitante ao ano.
Veja o ranking completo dos 40 países e quanto cada habitante bebe de cerveja por ano:
Consumo de cerveja pelo mundo
RankingPaísConsumo anual de litros/hab.
Fonte: Bath-Haas Group
República Checa143
Áustria108
Alemanha107
Irlanda94
Polônia89
Romênia89
Austrália82
Bélgica81
Espanha78
10ºReino Unido77
11ºVenezuela76
12ºEstados Unidos75
13ºRússia75
14ºHolanda73
15ºDinamarca66
16ºCanadá65
17ºBrasil62
18ºHungria62
19ºSérvia61
20ºMéxico61
21ºÁfrica do Sul57
22ºUcrânia56
23ºPortugal56
24ºAngola53
25ºJapão48
26ºPeru48
27ºArgentina45
28ºColômbia42
29ºCoreia do Sul39
30ºEquador39
31ºCamarões37
32ºChina36
33ºVietnã35
34ºTailândia29
35ºFrança29
36ºItália29
37ºFilipinas18
38ºTurquia12
39ºNigéria9
40ºÍndia2


Fonte: Infomoney

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Batata fica barata e peixes mais caros



A volta dos caminhoneiros com o fim da greve fez com que preços dos hortifrutigranjeiros caíssem em até 68% no Rio, assim que chegaram à central atacadista Ceasa. Esse percentual foi o caso da batata, que estava bem mais cara em função da manifestação. Segundo especialistas, com o trabalho retomado e baixo custo para atacadistas, o consumidor pode esperar bons preços nas compras em feiras e supermercados.
 Assim que o abastecimento voltou a operar, outros preços também caíram, de acordo com o presidente da Associação Comercial dos Produtos e Usuários da Ceasa Grande Rio, Valdir Lemos. “Laranja chegou a cair 32%. Ontem, tomate ficou 22,2% mais em conta”, afirma. Segundo Lemos, hoje, laranja, batata e tomate talvez tenham preços ainda mais baixos, mas aos poucos devem retomar os valores do período anterior à greve.

Para o presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios, José de Souza, a partir de amanhã, supermercados podem reduzir preços para alguns alimentos: “Cada rede adota uma política, mas não é nenhuma surpresa que eles façam ofertas. É possível que se aproveitem dessa volta de abastecimento para atrair consumidores”.

PEIXE EM SENTIDO CONTRÁRIO
 
Segundo o atacadista Francisco Funelli, de 57 anos, os pescados não chegaram à Ceasa na qualidade ideal e, por decisão da Associação dos Pregoeiros de Pescados, 90% dos peixes que estavam na Via Dutra não foram liberados para venda: “O consumidor vai encontrar preços altos até normalizar o abastecimento”.

 


Fonte: O Dia Online