quarta-feira, 18 de julho de 2012

Disfagia X Alimentação Adequada

 
A disfagia, refere-se a percepção de que há um impedimento à passagem do material deglutido. Para tanto, o tratamento dietoterápico para a disfagia é realizado com o objetivo de prevenir que o paciente engasgue, sufoque ou aspire alimentos e ao mesmo tempo oferecer nutrientes necessários, manter e recuperar o estado nutricional do paciente, evitando e corrigindo a desnutrição.

Pesquisa recente foi desenvolvida para avaliar clinicamente a deglutição orofaríngea de pacientes portadores da doença de Chagas com disfagia e comparar os achados da anamnese entre os doentes chagásicos de acordo com o grau do megaesôfago. De acordo com os resultados, os pacientes chagásicos podem apresentar alterações na deglutição orofaringeana e pacientes com maior comprometimento do esôfago apresentam maior perda de peso do que os pacientes com menor comprometimento.

Outro estudo avaliou o consumo alimentar de pacientes com disfagia decorrente de estenose de esôfago, comparando a dieta de consistência líquida com a dieta de consistência pastosa e sólida, com base na Pirâmide Alimentar Brasileira. De acordo com os resultados, a dieta deve ser adaptada à consistência líquida, devido ao risco nutricional que se atribui à limitada ingestão alimentar, e para que o tratamento dietético seja precocemente instituído.

Os dados dos estudos evidenciam a importância do suporte nutricional nos pacientes com disfagia grave, devendo ser ofertada alimentação na consistência adequada e acompanhada por profissional nutricionista, para que o aporte nutricional seja alcançado de forma adequada.

Fontes:

Carla Manfredi dos Santos; Rachel de Aguiar Cassiani; Roberto Oliveira Dantas. Avaliação clínica da deglutição na doença de Chagas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.2 São Paulo Apr./June 2011.

Renata Marciano; Patrícia da Graça Leite Speridião; Elisabete Kawakami. Consumo alimentar de crianças e adolescentes com disfagia decorrente de estenose de esôfago: avaliação com base na pirâmide alimentar brasileira. Rev. Nutr. vol.24 no.2 Campinas Mar./Apr. 2011.

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