sexta-feira, 29 de junho de 2012

Anvisa publica estudo sobre venda de inibidores de apetite

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Um estudo desenvolvido pela Anvisa sobre a venda de inibidores de apetite sugere, entre outros aspectos, distorções em relação ao uso continuado desses produtos e à combinação medicamentosa com ansiolíticos e antidepressivos, vetada pela Agência e pelo Conselho Federal de Medicina. O levantamento feito pela Anvisa nas capitais brasileiras e no Distrito Federal (DF) considerou o comportamento do consumo dos anfetamínicos mazindol, anfepramona, femproporex e sibutramina, com base nos dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) e em informações do Ministério da Saúde.
O SNGPC permite que farmácias e drogarias informem à  Agência  sobre a venda de medicamentos sujeitos a controle especial. Esses dados, antes da implantação do Sistema,  figuravam apenas em livros de registros.
Os resultados desse trabalho estão na edição mais recente do Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC, publicada neste mês. O período abrangido foi de 2009 a 2011, ano em que a Anvisa cancelou o registro dos três primeiros produtos (mazindol, anfepramona, femproporex) e impôs um maior controle para a comercialização da sibutramina.
Ao contrário do que se esperava, a prescrição dos inibidores de apetite teve uma relação inversa ao número de indivíduos com quadro de obesidade.  O estudo constatou que a cada 1% de aumento da população obesa, o consumo de inibidores cai em média 8,3%.
O estudo da Anvisa identificou, ainda, que 79% dos consumidores de inibidores de apetite fazem uso repetido desses medicamentos, ou seja, utilizam os inibidores como produtos de uso contínuo.
Apesar do que determinam resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Anvisa, a pesquisa mostrou que a prescrição dos inibidores de apetite vinha sendo combinada ao antidepressivo fluoxetina ou ao ansiolítico clordiazepóxido. Essa associação de medicamentos, porém, é proibida pela Resolução nº 1.477 do CFM, publicada em 1997,  e pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 58 da Agência, editada em 2007.
Uma constatação positiva do levantamento é que  o consumo de inibidores de apetite diminuiu na população de adultos que tem uma dieta rica em frutas e hortaliças. Pelo que foi observado neste estudo, o aumento de 1% da população que adota uma alimentação saudável implica na redução média de 4,3% na venda de inibidores.
Entre as conclusões apresentadas, o estudo da Anvisa recomenda o aprimoramento de políticas de saúde que reforcem o uso racional de medicamentos no país, como o fortalecimento da educação permanente sobre boas práticas de prescrição.
Como os dados foram obtidos
O estudo utilizou  dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa (SNGPC), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Ministério da Saúde. A partir dos dados foi aplicada uma análise econométrica, utilizada para identificar a correlação entre diferentes variáveis por meio de um modelo matemático.

Fonte: Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cirurgia bariátrica cura diabete em 88% dos pacientes




O Conselho Federal de Medicina já a considera uma alternativa válida no tratamento
Um estudo brasileiro mostrou que a cirurgia bariátrica pode auxiliar o combate à diabete do tipo 2 em pessoas com obesidade moderada. O trabalho, publicado na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabete, avaliou 66 pacientes por seis anos, o acompanhamento mais longo até agora.
O Conselho Federal de Medicina já considera a cirurgia bariátrica uma alternativa válida no tratamento de pessoas com diabete aliada a obesidade grave ou mórbida (ou seja, com índice de massa corporal superior a 35 kg/m²).

O trabalho recém-publicado avaliou pacientes com obesidade moderada (índice de massa corporal entre 30 e 35 kg/m²) que recebiam tratamento no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Cerca de 88% dos participantes tiveram remissão do diabete - os médicos não costumam falar em cura.

Depois de um período que variou de 3 a 26 semanas, eles deixaram de utilizar remédios orais e, desde a cirurgia, os sintomas não retornaram. Nos demais pacientes, mais de 11% registraram melhora no controle de açúcar no sangue.

Todos passaram por uma cirurgia conhecida como bypass gástrico, o mais popular tipo de cirurgia bariátrica no mundo. "Utilizamos a técnica mais difundida e bem estabelecida", explica Ricardo Cohen, coordenador do estudo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Cohen afirma que a cirurgia deve ser cogitada quando outras alternativas clínicas já foram descartadas por se revelarem ineficazes. "O paciente que não reage a outros tipos de tratamento pode receber a indicação da cirurgia", aponta o médico. "Mas antes é preciso tentar mudanças nos hábitos e medicamentos.


Fonte: O Dia on Line

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Consumo de sódio

 
O sódio, presente no sal que é utilizado na alimentação, também está presente de forma natural em diversos alimentos. Seu consumo excessivo pode causar danos á saúde, sendo necessário o controle de sua ingestão como prevenção e tratamento de doenças crônicas.

De acordo com estudo recente, a maioria da população dos Estados Unidos consome sódio diariamente em excesso. Deste modo, estudo foi desenvolvido com o objetivo de identificar categorias de alimentos que contribuem com o consumo excessivo de sódio. De acordo com os resultados, os alimentos identificados foram pães, embutidos, pizza, frango, sopas, sanduíches, queijos e lanches salgados.

Outro estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar o consumo de sal e alimentos ricos em sódio e a pressão arterial de escolares de uma escola da rede privada e de outra da rede pública no Rio Grande do Sul, Brasil. De acordo com os resultados, o consumo médio de sal da população estudada estava acima do recomendado e quanto maior este consumo, maior a pressão arterial sistólica.

Os dados dos estudos indicam consumo excessivo de sódio, sendo necessária a implementação de estratégias para reduzir a ingestão de sódio, como redução de sódio nos alimentos industrializados e nos servidos em locais institucionais.

Fontes:

Vital signs: food categories contributing the most to sodium consumption - United States, 2007-2008. MMWR Morb Mortal Wkly Rep; 61(5): 92-8, 2012 Feb 10.

Fabiana Pires Costa; Sandra Helena Machado. O consumo de sal e alimentos ricos em sódio pode influenciar na pressão arterial das crianças? Ciênc. saúde coletiva vol.15  supl.1 Rio de Janeiro June 2010.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dia Nacional do Diabetes, 26 de junho



O Dia Nacional contra Diabetes, em 26 de junho, chama a atenção para os cuidados com a saúde e a prevenção ou tratamento desta doença que já alcançou níveis epidêmicos no país. A IDF (International Diabetes Federation) estima que o número de pessoas com diabetes em todo o mundo chegue a 330 milhões em 2025. Desse total, 80% viverão em países pobres, com pouco ou nenhum acesso a tratamentos que podem ajudar no controle da doença. Já no Brasil, estima-se que existam cerca de 10 milhões de portadores de diabetes, mas apenas metade deles sabe que têm a doença.
 
Hoje a medicina diagnóstica oferece soluções práticas e precisas para a detecção da doença. É possível gerenciar o diabetes seja com um monitor de glicemia ou com o Sistema de Infusão Contínua (SIC) de insulina, que simula a liberação natural da insulina pelo pâncreas, em um sistema totalmente automatizado, que funciona 24 horas, e ajuda o acompanhamento dos resultados das glicemias em um computador. Aparelhos modernos que cabem na palma da mão e têm conectividade via Bluetooth, exerce diversas funções, dentre elas, auxilia no autogerenciamento e tratamento do diabetes.


Tipos de diabetes:
 
Diabetes tipo 1: está relacionado à baixa produção de insulina do pâncreas, já que as suas células sofrem de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 precisam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Ocorre com mais frequência em crianças, adolescentes ou adultos jovens;
Tipo 2: o tipo 2 corresponde a 90% dos casos de diabetes e é mais comum em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. Neste caso, há a presença de insulina, mas a sua ação é dificultada pela obesidade. Na maioria das vezes, ela permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que facilita a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro;
Gestacional: este tipo ocorre com a presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a glicose no sangue se normaliza após o parto. As mulheres que sofreram este tipo de diabetes têm chances maiores de desenvolver o diabetes tipo 2.
Sintomas do diabetes
De acordo com Rodrigo Siqueira, endocrinologista da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, os sintomas do diabetes são: aumento da fome, aumento da sede, aumento da frequência da micção, visão turva, câimbras, cansaço, dormência nas pernas, dificuldade de cicatrização e perda de peso.
Riscos do diabetes
O diabetes mal controlado pode gerar cegueira, amputação (especialmente de membros inferiores), aumento do risco de infarto cardíaco e derrame, insuficiência renal e impotência sexual. Para o endocrinologista Rodrigo Siqueira, uma forma de prevenção da doença é manter o peso dentro da normalidade e a prática de atividade física regularmente.
Entre as formas de tratamento do diabetes estão a prática de exercícios, dieta e o uso de medicações orais ou injetáveis.

Fontes: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=79884:-dia-nacional-do-diabetes-26-de-junho-&catid=47:cat-saude&Itemid=328
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com.br/2012/06/26-de-junho-dia-nacional-do-diabetes.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Projeto torna obrigatória análise de toxinas em grãos importados




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A Câmara analisa o Projeto de Lei 3487/12, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que proíbe a comercialização e a estocagem de arroz, trigo, feijão, cevada, aveia e cebola importados que não tenham passado por análise de resíduos químicos de agrotóxicos e de princípios ativos usados na industrialização desses produtos.
Segundo o projeto, a inspeção para certificar a ausência de toxicinas prejudiciais à saúde deverá ser atestada por certificado ou laudo técnico.
A proposta também obriga a pesagem de veículos que transportem esses alimentos e a apresentação do certificado pelo condutor.
Atualmente, o Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro), ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, é o órgão responsável pela fiscalização dos produtos agropecuários que entram e saem do Brasil, como frutas, carnes, peixes, grãos, plantas e queijos.
Goergen afirma que arroz e trigo com substâncias proibidas no Brasil por representarem grande risco à saúde humana estão sendo importados de países como Argentina e Uruguai. Ele lembra que o beneficiamento desses grãos pode não eliminar todas as toxinas.
Artifício tributário
O deputado ressalta que os importadores têm aproveitado uma diferença tributária entre o trigo em grão e a pré-mistura (adição de 1% de sal no trigo) para “destruir a cadeia tritícola do País e levar ao desemprego milhares de produtores de trigo e dezenas de moinhos”. O trigo em grão é tributado na Argentina em 20%; e a pré-mistura, em 5%.

“Somos defensores do livre mercado, mas não podemos concordar com artificialismos tributários de outra nação para fraudar a nossa agricultura”, disse Goergen.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Cãmara de Notícias

domingo, 24 de junho de 2012

Fique atento! Diabetes infantil surge sem aviso prévio



 
1) Quais são os sintomas do diabetes infantil?
Com sinais iniciais aparentemente inofensivos, como cansaço e perda de peso, diabetes é uma doença silenciosa. Se seu filho anda cansado, sente muita fome e sede e, mesmo se alimentando, está perdendo peso, vale a pena procurar uma orientação médica e realizar alguns exames para verificar se a criança está com diabetes.

2) O que é diabetes? E como é feito seu controle?
A insulina produzida pelo pâncreas transforma o "açúcar" dos alimentos (carboidratos) em energia e, quando não há a produção de insulina ou essa é insuficiente, o "açúcar" fica em excesso na corrente sanguínea, o que caracteriza diabetes.

Segundo a pesquisa realizada pela International Diabetes Federation (IDF), no mundo, cerca de 200 crianças são afetadas diariamente pela doença. Para este público, o diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é o mais comum. No entanto, tem ocorrido um aumento dos casos de diabetes tipo 2 (DM2) nessa faixa etária, devido ao aumento da incidência de obesidade na infância e adolescência, o que "atrapalha" a ação da insulina. Já o DM1, ocorre porque o próprio sistema de defesa da pessoa destrói as células do pâncreas que produzem insulina e, por isso, é necessária a aplicação da insulina. É fundamental manter um adequado controle da glicose no sangue a fim de que o paciente tenha uma boa qualidade de vida, sem complicações.

3) Como deve ser o tratamento do diabetes?
Independente do tipo de diabetes, o tratamento baseia-se em uma alimentação saudável e na prática de atividade física (incluindo as brincadeiras). Tratando-se de crianças e adolescentes, os pais têm papel indispensável nesse tratamento, participando de todo o processo. Para as especialistas, o não tratamento do diabetes prolonga a hiperglicemia (nível de açúcar acima do normal), o que pode acarretar problemas mais sérios de saúde, como as complicações: problemas nos rins, olhos, alteração de sensibilidade e aumento do risco de doenças cardiovasculares. "Procure sempre um médico para tomar as decisões corretas". A garotada com diabetes pode e deve levar uma vida normal e, se necessário, fazer o uso de medicação (insulinas). "A família e as pessoas mais próximas são a base para que isso ocorra de uma forma natural. Afinal é possível adaptar o diabetes a rotina da criança".
 

 
Autores
 
Dra. Denise Ludovico de Castro
 
Endócrinopediatra do Hospital Sepaco.


Dra. Vanessa Radonsky
 
Endócrinopediatra do Hospital Sepaco.

sábado, 23 de junho de 2012

Aumento de Consumo de Sal nos Dias Mais Frios é Motivo de Preocupação para os Nefrologistas


 
1) Qual é a incidência de doença renal?
Um em cada seis hipertensos terá doença renal. Dez milhões de brasileiros sofrem de insuficiência renal, mas apenas 30% sabem que têm a doença.

2) Quais são os fatores de risco?
O sódio presente no sal de cozinha e alimentos industrializados, é um dos principais fatores de risco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de até cinco gramas de sal (equivalente a dois gramas de sódio). O consumo médio do brasileiro é de 12 gramas por dia, mais que o dobro do recomendado. É importante verificar o teor de sódio de alimentos industrializados e consumir aqueles com menores índices. Vale lembrar que um grama de sal contém 400 mg de sódio.

A tendência de maior consumo de sal nos dias mais frios, decorrente de refeições mais calóricas e condimentadas, pode afetar a saúde do sistema cardiovascular e, consequentemente, do rim. Embora os rins sejam órgãos fundamentais na eliminação do excesso de sódio ingerido, quando há comprometimento da função dos rins a sua capacidade para filtrar e eliminar o excesso de sal é limitada. 

No inverno, as pessoas consomem mais alimentos condimentados e calóricos e 75% do sódio que elas ingerem vêm dos alimentos processados e industrializados. O consumo excessivo de sal provoca a hipertensão, que é reconhecida hoje como uma das principais desencadeadoras de doença renal crônica. O excesso de sal também aumenta os riscos da formação dos cálculos renais ou pedra nos rins.

O governo federal assinou um termo de compromisso com as associações que representam os produtores de alimentos processados que estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente nos alimentos industrializados. A meta é uma queda anual de 6,9% no consumo médio de sal. O acordo, que teve a participação de representantes das sociedades de nefrologia, cardiologia e hipertensão, é um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da OMS. A projeção é que o consumo médio de sal seja em torno de oito gramas em 2015, de seis gramas em 2019, e de cinco gramas a partir de 2021.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa. Geralmente, quando o paciente percebe os sintomas, a doença já está instalada em seus estágios avançados, quando já deve ser encaminhado para diálise ou mesmo transplante. Ele recomenda que as pessoas façam o exame de creatinina, que pode detectar a doença renal em seus estágios iniciais e determinar o início do tratamento. 

3) Quais são as recomendações da SBN para consumir menos sal? 
- Leia o rótulo dos alimentos para verificar a quantidade de sódio. Os fabricantes são obrigados a informar, no rótulo do produto industrializado, o teor de sódio no alimento. Alguns alimentos processados concentram tanto sódio que uma única porção tem quantidade superior à recomendada para ingestão diária. 

- Tire o saleiro da mesa. É recomendável salgar os alimentos na panela, durante o preparo, para ter controle da quantidade usada. 

- Substitua o sal por condimentos e ervas. Há uma série de alimentos naturais que acentuam os sabores dos alimentos e podem substituir o sal, como salsinha, alecrim, orégano, pimenta-do-reino, louro, hortelã, páprica e outros. 



 
Autor
 
Dr. Daniel Rinaldi
 
Presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Desenvolvimento de biscoitos


 
Brasil é o segundo maior mercado consumidor mundial de biscoito, sendo este definido como um produto obtido pelo amassamento e cozimento conveniente de massa preparada com farinhas, amidos, féculas fermentadas, ou não, e outras substâncias alimentícias.

Trabalho recente foi desenvolvido com o objetivo de avaliar as características químicas, cor, volume específico e aceitabilidade, de biscoitos elaborados com diferentes níveis de farelo de mandioca desidratado. De acordo com os resultados, os biscoitos de polvilho elaborados com farelo de mandioca desidratado constituem um produto com bom potencial nutricional e de boa aceitabilidade.

Outro estudo foi realizado com o objetivo de desenvolver biscoitos com farinhas mistas de polvilho azedo e farinha de albedo de laranja, com diferentes quantidades dos ingredientes principais. De acordo com os resultados, foi possível escolher uma formulação ideal, obtida de acordo com os parâmetros nutricionais, de acordo com os padrões estabelecidos pela legislação brasileira, com teor de fibras que pode ser considerado fonte deste nutriente.

Os dados dos estudos evidenciam a importância do desenvolvimento de alimentos como biscoitos, os quais são consumidos em grande quantidade pela população, utilizando ingredientes que tornem o valor final mais nutritivo e de boa aceitação de acordo com suas características sensoriais.

Fontes:

Janaína Pereira de Macedo Rodrigues; Márcio Caliari; Eduardo Ramirez Asquieri. Caracterização e análise sensorial de biscoitos de polvilho elaborados com diferentes níveis de farelo de mandioca. Cienc. Rural vol.41 no.12 Santa Maria Dec. 2011.

Aline Alves Oliveira Santos; Izabel Veras Cristina e Silva; João Paulo Almeida dos Santos; et al. Elaboração de biscoitos de chocolate com substituição parcial da farinha de trigo por polvilho azedo e farinha de albedo de laranja. Cienc. Rural vol.41 no.3 Santa Maria Mar. 2011.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Estudo da ANA revela que quase metade das águas em área urbana tem má qualidade




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Apesar de 81% dos recursos hídricos monitorados no Brasil estarem em excelentes ou boas condições, o baixo índice de coleta e tratamento de esgotos faz com que 47% das águas localizadas em áreas urbanas sejam avaliadas como ruins ou péssimas. A constatação faz parte do estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012, divulgado hoje (19) pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Dos 1.988 pontos monitorados em 2010 pela ANA, tanto em áreas urbanas como rurais, 75% apresentaram boa condição do Índice de Qualidade de Água (IQA). O estudo mostra que 6% foram classificadas como excelente, 11% como regular, e 7% como ruim ou péssima.
A situação é bem diferente quando o meio analisado é o urbano. Em 47% dos 135 pontos monitorados, a condição da água analisada foi classificada como péssima ou ruim. A ANA atribui esse fato à “alta taxa de urbanização nessas regiões e aos baixos níveis de coleta e tratamento de esgotos domésticos”. Segundo o estudo, 45,7% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de esgoto. Além disso, o país trata apenas 30,5% do esgoto que gera.
A Região Hidrográfica (RH) do Paraná é a que apresentou maior índice de pontos com IQA péssimo ou ruim: 61%. É nessa RH que 32% da carga remanescente de esgotos domésticos do país são depositados. Parte dela é proveniente de São Paulo, Curitiba, Goiânia e Campinas, e das cabeceiras dos rios Tietê, Iguaçu e Meia Ponte.
Dos 658 pontos com série histórica, analisados entre 2001 e 2010, 47 apresentaram “tendência de melhora da qualidade de água”. Desses, 25 estão na RH do Paraná (24 no estado de São Paulo e um no Paraná); 17 na RH do Atlântico Sudeste e cinco na RH do São Francisco. O estudo aponta, entre eles, rios de grande densidade urbana, caso do Tietê, na cidade de São Paulo, e o Rio das Velhas, em Belo Horizonte (MG).
O estudo da ANA informa que, de acordo com órgãos gestores estaduais de recursos hídricos, a causa provável dessa melhora são “investimentos em ampliações do sistema de coleta de esgotos; de estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), ou o aumento de sua eficiência”.
“Por outro lado, 45 pontos daqueles que apresentaram série histórica revelaram tendência de piora do IQA”, acrescentou o estudo. Desse total, a maioria (21) também está localizada na RH do Paraná, e 15 estão na RH do São Francisco.
Segundo o estudo, a piora do IQA nessas áreas se deve ao “crescimento populacional não acompanhado por investimentos em saneamento, fontes industriais e atividades agropecuárias e de mineração”. Apesar disso, a ANA avalia que “a retomada dos investimentos em saneamento ocorrida nos últimos anos já apresenta alguns resultados”, como a melhoria de alguns desses rios.
O estudo foi elaborado pela Agência Nacional de Águas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. As conclusões serão apresentadas amanhã (20) à tarde em evento do BID na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, na capital fluminense.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 19 de junho de 2012

Leite materno humano bloqueia transmissão do HIV



Estudo foi feito em ratos suscetíveis a doenças humanas que foram expostos a HIV misturado com leite materno humano; todos ficaram livres da infecção.
 
Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos "humanizados", o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informa a revista "Public Library of Science Pathogens".
"Primeiro, entre os ratos reconstituídos para se tornassem suscetíveis a doenças humanas como a Aids e que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados", disse à Agência Efe o autor principal do estudo, J. Víctor García, graduado em 1979 pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México).
Já quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador.
As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida.
O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.
Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os cientistas da Escola de Medicina da UNC recorreram a um modelo de rato "humanizado" em laboratório.
"Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos", ressaltou García. "Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos".
"Estes ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade", acrescentou o pesquisador. "As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas".
O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.
Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos "humanizados", administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral. "Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram".
"A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito", anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.

Fonte: SIS Saúde

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Doces benefícios do chocolate amargo

 
A divulgação de uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, em San Diego, fez a alegria dos chocólatras: o estudo mostrava que pessoas que comem chocolate com frequência costumam ser mais magras. Os especialistas avisam que o tipo amargo é o que mais reúne benefícios, se consumido com moderação.
Para o chocolate ser considerado amargo, tem que conter 55% ou mais de cacau, o ingrediente que reúne nutrientes capazes de ajudar a manter o peso, combater o envelhecimento e melhorar o humor, entre outras coisas. No mercado, há versões com até 70% de cacau. Depois do tipo amargo, o melhor é o meio-amargo (50% de cacau), seguido ao leite. Na lanterninha vem o chocolate branco, rico em manteiga de cacau, ingrediente com muita gordura.
— Nossa descoberta parece se somar a uma série de informações que sugerem que a composição das calorias, e não apenas o número delas, é importante para determinar seu impacto sobre o peso — comentou a autora do estudo, Beatrice Golomb, na época de sua divulgação.
Os cientistas acreditam que antioxidantes chamados de catequinas podem melhorar a massa muscular magra e reduzir o peso. Além disso, o consumo de certos tipos de chocolate tem sido relacionado a mudanças favoráveis na pressão sanguínea, na sensibilidade à insulina e nos níveis de colesterol.
Para alcançar os benefícios para a saúde, a nutricionista Lila Valente lembra que a recomendação é comer 20g — o equivalente a dois quadradinhos de uma barra — por dia, de preferência do chocolate amargo. Quanto mais doce a iguaria for, mais leite e açúcar ela contém.
— Os outros tipos também garantem benefícios, mas eles são proporcionais. O ingrediente mais importante é o cacau — diz Lila.
O chocolate diet, apesar de ter menos açúcar, não é menos calórico. O valor energético é determinado pela quantidade de gordura, explica Lila:
— A opção dietética só é melhor mesmo para os diabéticos, que não podem consumir açúcar. Para os demais, não faz muita diferença.

Fonte: http://oglobo.globo.com/saude/doces-beneficios-do-chocolate-amargo-4506472#ixzz1yCbCBybW